26 maio 2015

Iraque rebate críticas dos Estados Unidos

France Presse

Bagdá, 25 Mai 2015 (AFP) - Bagdá rejeitou as críticas americanas sobre a "falta de vontade" do exército iraquiano de lutar contra os jihadistas, enquanto um general iraniano acusou Washington de "não fazer nada" para ajudar suas tropas em Ramadi, agora nas mãos dos jhadistas.




O secretário americano da Defesa, Ashton Carter, afirmou que a queda de Ramadi, em 17 de maio, a pior derrota sofrida pelo governo de Bagdá em cerca de um ano, poderia ter sido evitada.

"Temos um problema com a vontade dos iraquianos de lutar contra o EI e se defender", disse no domingo à CNN o funcionário americano.

As forças iraquianas não estavam em inferioridade numérica, pois "superavam amplamente as forças de seus inimigos", no entanto, "foram incapazes ao combater e se retiraram da região", disse o funcionário.

Washington foi um dos aliados-chave da guerra lançada pelas autoridades iraquianas no ano passado para recuperar os territórios conquistados pelo grupo jihadista EI, razão pela qual o premiê, Haider al Abadi, não quis criar polêmica.

"Fico surpreso de que tenha dito isso. Quero dizer, que ele foi um grande apoio para o Iraque. Estou certo de que contava com a informação imprecisa", disse Abadi à BBC.

O vice-presidente americano, Joe Biden, tentou nesta segunda-feira por um fim à incômoda situação provocada pelas declarações de Carter.

A Casa Branca informou que Biden convocou Abadi poucas horas depois. Biden "admitiu o enorme sacrifício e valentia das forças iraquianas nos últimos 18 meses em Ramadi e outros lugares", informou Washington.

Em alusão aos comentários de Carter, Biden reafirmou "o apoio dos Estados Unidos à luta do governo iraquiano contra" os jihadistas do EI.

Após meses de bombardeios e de mobilização de assessores para reformar e treinar as forças de segurança iraquianas, a estratégia parece ter fracassado diante das agressivas táticas do grupo.

"As declarações do secretário Carter são surpreendentes e provavelmente afetarão a moral das forças", disse o especialista iraquiano, Ahmed Ali, professor convidado do Centro de Educação para a Paz.

Para o porta-voz das Unidades de Mobilização Popular, que reúnem várias milícias xiitas, a reticência de Abadi de pedir sua participação influenciou na queda de Ramadi.

"Esta falta de vontade mencionada pelo secretário de Defesa americano é a forma que os inimigos do Iraque tiveram de representar as forças iraquianas", disse à AFP Ahmed al Asadi.

Dúvidas sobre a estratégia dos EUA

A queda de Ramadi, ponto chave da província de Al Anbar, situada uma centena de quilômetros a oeste de Bagdá, gera dúvidas, não apenas sobre a estratégia do governo de Abadi, mas também sobre o plano dos Estados Unidos.

O governo iraquiano admitiu que houve erros e prometeu investigar a caótica retirada de suas tropas.

Os mais de 3.000 bombardeios da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos tampouco impediram que o EI reforçasse sua presença na região entre o Iraque e a Síria, onde declarou um califado.

O influente general iraniano Ghassem Souleimani declarou que os Estados Unidos "não fizeram nada" para ajudar o exército iraquiano em Ramadi.

"Obama, qual é a distância entre Ramadi e a base Al-Assad, onde os aviões americanos estão estacionados? Como vocês podem se instalar neste local sob o pretexto de proteger os iraquianos e não fazer nada? Isso não me parece outra coisa a não ser um complô", declarou o chefe da força Qods, encarregada das operações externas do exército de elite do regime, em um discurso pronunciado domingo à noite.

Na Síria, os combates prosseguiam nesta segunda-feira nos arredores da cidade de Palmira, após sua conquista pelo grupo Estado Islâmico (EI), que executou mais de 200 soldados e civis no centro do país nos últimos dias, segundo uma ONG.

Segundo uma fonte militar, o exército atacou "mais de 160 alvos" dos jihadistas na localidade.

Os bombardeios não impediram, no entanto, o avanço do EI rumo a Damasco e a tomada pelo grupo radical das minas de fosfato de Khnaifess, as segundas mais importantes do país, 70 km ao sul de Palmira, informou a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

O EI executou pelo menos 217 pessoas, inclusive civis, desde que há nove dias assumiu o controle de uma parte da província síria de Homs, incluindo Palmira, informou no domingo o OSDH.

Segundo esta ONG, os jihadistas executaram 67 civis, inclusive crianças, e 150 soldados sírios em vários enclaves da província de Homs desde 16 de maio.


Ataque da coalizão no Iraque mata 20 jihadistas do Estado Islâmico

EFE

Bagdá, 25 mai (EFE).- Pelo menos 20 jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI) morreram nesta segunda-feira em um bombardeio da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos contra uma oficina onde os extremistas preparavam carros-bomba na cidade de Ramadi, capital da província ocidental de Al-Anbar, no Iraque.




Uma fonte de segurança disse à Agência Efe que o ataque também deixou dezenas de jihadistas feridos, que foram transferidos ao povoado de Hit, a 70 quilômetros ao noroeste de Ramadi. A oficina ficou completamente destruída.

O primeiro-ministro do Iraque, Haidar al Abadi, disse hoje à rede pública britânica "BBC" que Ramadi poderia ser recuperada "em dias" após ser tomada pelo EI no último dia 17, mas destacou a necessidade de apoio internacional.

Além disso, pelo menos outros 40 jihadistas morreram hoje em vários ataques aéreos contra concentrações de combatentes ou bases do agrupamento em Mossul e seus arredores, cidade que caiu nas mãos do EI no ano passado.

Com estes números sobre para 91 o número de jihadistas mortos nas últimas horas, depois que fontes de segurança curdas informaram que outros 31 integrantes do EI morreram nesta madrugada em bombardeios aéreos da coalizão internacional ao sul Mossul.



Imagens mostram o momento em que quadrilha invade o Complexo da Maré

RJ TV

Soldados da Força de Pacificação registraram, no início de 2015, o momento em que uma quadrilha tentou invadir o Complexo da Maré. Homens do Exército e da PM tentaram impedir a operação. O intenso tiroteio impressiona.


Clique na imagem para assistir a reportagem:




Militares das Forças Especiais são feridos no Rio

Unidade de elite foi atacada por traficantes no Complexo da Maré, que ainda feriram um terceiro soldado. Vídeo mostra ataque que deixou dois feridos


Leslie Leitão | Veja

Criado em 1983, em Goiás, o 1º Batalhão de Forças Especiais é considerado a unidade de elite do Exército Brasileiro. O treinamento, um dos mais difíceis do país, capacita o soldado que se aventura a quase todo o tipo de missão, desde o planejamento e execução de ações de contraterrorismo, contraguerrilha, fuga e evasão, resistência física e psicológica. Se o Brasil entrar em guerra com alguma outra nação do planeta, os FEs, como são conhecidos, serão os responsáveis pelos reconhecimentos estratégicos e os primeiros ataques ao inimigo. Esta apresentação dá uma dimensão do tamanho do problema em que a ocupação do Complexo da Maré se transformou, na porta de entrada do Rio de Janeiro. Na noite do último dia 17 de maio, dois desses "supersoldados" foram feridos em confrontos com traficantes que, após mais de um ano de ocupação, continuam a mandar no território.

Movimentação de policiais militares e de soldados do Exército em comunidades do Complexo da Maré, no Rio de JaneiroMovimentação de policiais militares e de soldados do Exército em comunidades do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro(Gustavo Oliveira/Folhapress)

De acordo com a assessoria da Força de Pacificação, além dos dois sargentos FEs, um terceiro militar de outra unidade do Exército também ficou ferido. "Foram ferimentos leves e receberam atendimento médico imediato", informam, sem detalhes mais aprofundados de cada caso. O fato é que desde 5 de abril de 2014, quando mais de 3 000 homens das Forças Armadas ocuparam a Maré - atendendo a um pedido de socorro do então governador Sérgio Cabral -, pelo menos 23 militares foram baleados e um deles, o cabo da Brigada Paraquedista, Michel Mikami, de 21 anos, morreu.

A pouco mais de um mês do término da missão, prevista para 30 de junho, os militares, informalmente, admitem o temor de que outras baixas possam arranhar ainda mais a imagem do Exército: "Se até a nossa tropa de elite é atacada desse jeito, está claro que muita coisa deu errado", afirma um oficial do Comando Militar do Leste, que pede para não ser identificado.

Um novo vídeo postado nas redes sociais também mostra um pouco mais da ousadia dos criminosos. No dia 21 de janeiro deste ano, um comboio com cerca de 40 homens percorria as ruas da Favela Vila dos Pinheiros, quando foi atacado. Na ocasião, dois militares se feriram. As imagens mostram um confronto de mais de dois minutos ininterruptos. Depois de tantos tiros de fuzil, um militar grita: "Para de atirar!", no que é prontamente atendido.

Os bandidos, no entanto, continuam a atacar. E os militares voltam a responder os tiros. E um deles diz: "Não queria ação? Taí ação".

No mês passado VEJA mostrou as relações promíscuas de alguns militares com traficantes, chegando a avisar os bandidos de uma operação que seria realizada pela Polícia Civil em junho do ano passado. Com o vazamento, os bandidos do Morro do Timbau retiraram todo o arsenal que estava escondido ali e levaram para outra parte da Maré. Essa relação, no entanto, não foi a tônica da ocupação: "Muita gente passou a se omitir mesmo para não morrer. Essa guerra não é nossa", diz um cabo, que foi atacado várias vezes. Numa única semana durante a missão, a Força de Pacificação chegou a se envolver em 80 confrontos diferentes.





25 maio 2015

Estão abertas as inscrições para o 11º Seminário de Metrologia Aeroespacial

O evento ocorre entre os dias 30 de junho e 02 de julho


ACS IFI

O Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), unidade subordinada ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), promove, entre os dias 30 de junho e 02 de julho, a 11ª edição do Seminário de Metrologia Aeroespacial (SEMETRA).




Os interessados podem fazer as inscrições gratuitamente pelo site www.semetra.ifi.cta.br até o dia 29 de junho. Posteriormente será enviado e-mail confirmando a inscrição. Algumas vagas estão restritas aos órgãos do Sistema de Metrologia da Aeronáutica (SISMETRA), do Comando da Aeronáutica (COMAER) e de instituições convidadas.

O SEMETRA, organizado a cada dois anos, tem o objetivo de criar intercâmbio de ideias, debates e contato entre a comunidade científica, industrial e empresarial do ramo da metrologia. Este ano as atividades ocorrerão no auditório B do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP).

A programação do seminário será composta de palestras e debates voltados a questões técnicas de especialistas das mais diversas organizações de ensino e pesquisa de todo o País. Paralelamente ao evento haverá exposição com a participação dos principais fornecedores e mantenedores de equipamentos e instrumentos de medição, além de prestadores de serviços em diferentes áreas da metrologia.

“A metrologia aeronáutica atua na aferição de instrumentos embarcados em aeronaves e também na calibração de equipamentos ligados ao controle de tráfego aéreo. Nesse sentido, esse seminário é importante para difundir a grande importância da padronização do sistema de metrologia, que tem um papel fundamental para a segurança de voo”, explica o Chefe da Divisão de Confiabilidade Metrológica Aeroespacial (CMA), Tenente-Coronel da reserva Jaime José Marques Corrêa.



Milícias xiitas e exército iraquiano avançam contra forças do EI

Correio do Brasil, com agências internacionais - de Beirute

Um comboio de milícias muçulmanas xiitas e tropas do exército iraquiano partiram de uma base perto de Ramadi neste sábado para avançar em direção a áreas controladas pelo Estado Islâmico (EI), disse um porta-voz xiita, lançando uma contra-ofensiva para reverter as impressionantes conquistas dos insurgentes da jihad.


O grupo extremista radical sunita declarou um califado islâmico no território que controla no Iraque e na Síria.O grupo extremista radical sunita declarou um califado islâmico no território que controla no Iraque e na Síria.

A queda de Ramadi, capital da província de Anbar, em 17 de maio, poderá ser um golpe devastador para o fraco governo central de Bagdá. Os jihadistas muçulmanos sunitas agora controlam grande parte de Anbar e podem ameaçar as aproximações do Ocidente sobre Bagdá, ou até mesmo, avançar pelo sul, rumo ao coração do reduto xiita do Iraque.

A perda de Ramadi é o mais grave revés para as tropas iraquianas em quase um ano e lançou dúvidas sobre a eficácia da estratégia dos Estados Unidos, de fazer ataques aéreos para ajudar Bagdá a parar o Estado Islâmico, que controla um terço do Iraque e da vizinha Síria.

Azzal Obaid, membro do Conselho Provincial de Anbar, disse que centenas de combatentes xiitas, que chegaram à base aérea de Habbaniya na semana passada, depois que o EI tomou Ramadi, se posicionaram em Khalidiya e estavam se aproximando de Siddiqiya e Madiq, cidades no território disputado perto de Ramadi.

Em desvantagem devido à moral e coesão baixas entre suas forças de segurança, o premiê iraquiano, Haider al-Abadi, um xiita, enviou grupos paramilitares xiitas para tentar retomar Ramadi, apesar do risco de aumentar a tensão com a população de Anbar, predominantemente sunita.

Jaffar Husseini, porta-voz do grupo paramilitar xiita Kataib Hezbollah, disse que enviou mais de 2 mil reforços que haviam conseguido proteger Khalidia e a estrada que a liga à Habbaniya.

– Hoje vamos testemunhar o lançamento de algumas operações táticas que preparam o terreno para uma eventual libertação de Ramadi – disse à agência inglesa de notícias Reuters, por telefone.

Bandeira desfraldada

Combatentes do Estado Islâmico desfraldaram sua bandeira sobre uma antiga cidadela na cidade histórica de Palmira, na Síria, de acordo com fotos postadas na Internet durante a noite por simpatizantes do grupo. Os militantes tomaram a cidade, também conhecida como Tadmur, na quarta-feira, depois de dias de violentos combates com o exército sírio.

“A cidadela de Tadmur está sob o controle do Califado”, dizia a legenda de uma das fotos postadas em sites de mídia social. Em outra, um combatente sorridente aparece de pé em cima de uma dos muros da cidadela, carregando a bandeira preta.

Não foi possível verificar a autenticidade das fotos.

O grupo extremista radical sunita declarou um califado islâmico no território que controla no Iraque e na Síria, realizou operações na Líbia e, na sexta-feira, assumiu a responsabilidade por um ataque suicida contra uma mesquita no leste da Arábia Saudita.

Eles destruíram monumentos históricos e antiguidades que veem como idólatras em outras cidades, e há temores que façam o mesmo agora em Palmira, lar de renomadas ruínas da era romana, incluindo templos bem preservados, colunatas e um teatro.

23 maio 2015

FAB terá míssil antinavio com 278 km de alcance

O míssil antinavio AGM-84 Harpoon será utilizado pelos aviões P-3AM


Poder Aéreo

O Brasil terá em breve uma capacidade militar inédita. Um lote de míssil antinavio AGM-84L Harpoon foi adquirido para ser utilizado pelos aviões de patrulha marítima P-3AM, da Força Aérea Brasileira (FAB). Com 278 km de alcance, o armamento permitirá a proteção do mar territorial brasileiro.




Esse será o primeiro míssil antinavio a ser operado por aviões no País. As oito aeronaves P-3AM, operadas a partir da Base Aérea de Salvador (BASV), têm capacidade de ir a mais de três mil quilômetros de distância, podendo atuar em todo o litoral.

“Esse é um armamento estratégico, de altíssimo poder dissuasório”, afirma o Brigadeiro do Ar Roberto Ferreira Pitrez, Comandante da Segunda Força Aérea (II FAE), unidade responsável pelos esquadrões de patrulha marítima da FAB.

Para se ter uma ideia do alcance da nova arma, seria como um avião lançar o míssil da cidade de Aracaju (SE) para atingir um alvo em Maceió (AL), por exemplo. Também é a mesma distância entre a cidade do Rio de Janeiro (RJ) e Ubatuba, no litoral de São Paulo.

Com 3,8 metros de comprimento e 519 kg, o Harpoon é movido por uma turbina e atinge 850 km/h. Somente a ogiva tem 221 kg de material explosivo, o suficiente para causar danos que levem um navio de guerra a afundar.

O míssil utiliza dados dos sistemas da aeronave lançadora para calcular a sua rota até o alvo e conta ainda com um radar próprio para corrigir a rota. Depois do lançamento, o Harpoon voa próximo ao mar para evitar ser detectado.



Iveco pode parar linha de blindados

Produção do modelo Guarani, após junho, depende de novas encomendas do Exército


Mara Bianchetti | Jornal do Comércio

Iveco Latin America, subsidiária da CNH Industrial, cogita agora paralisar as atividades na fábrica de veículos de defesa, localizada na mesma cidade. A suspensão das atividades poderá ocorrer já no mês que vem, caso a empresa não receba do Exército Brasileiro novas encomendas do blindado Guarani. A medida seria mais uma conseqüência do contingenciamento proposto pelo governo federal, em busca do ajuste fiscal.



Está previsto para hoje o anúncio dos cortes no Orçamento da União que, segundo estimativas do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, deverá ficar entre R$ 70 bilhões e R$ 80 bilhões.

O contingenciamento está relacionado à necessidade do governo de promover o reequilíbio das contas públicas, de maneira a atingir a meta de superávit primário. Para 2015, o objetivo é poupar 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) para todo o setor público (governo, estados, municípios e estatais), o equivalente a R$ 66,3 bilhões.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Iveco informou que a paralisação da unidade não está confirmada, mas admitiu que talvez ela seja necessária. Isso porque o prazo limite para manutenção da linha de produção sem novas encomendas termina no mês que vem. Os trabalhos ficariam suspensos até a retomada dos investimentos por parte do Exército - único comprador do veículo.

No entanto, a montadora esclarece que a paralisação nada tem a ver com as operações da unidade de produção de veículos comerciais leves e pesados. A assessoria destaca que se trata de operações distintas e independentes, que seguem suas atividades normalmente até a definição do que será feito com a unidade de bindados.

Inauguração 

A fábrica de veículos de defesa da Iveco foi inaugurada em junho de 2013, mediante inversões de R$ 100 milhões, com o objetivo de atender a demanda do Exército Brasileiro. Desde então, 132 unidades do modelo Guarani foram entregues. A planta tem capacidade para a produção de 115 unidades anuais, podendo chegar a 200.

A montadora já foi procurada por países como Argentina, Chile, Colômbia e Angola, que se mostraram interessados na aquisição do modelo Guarani. No entanto, contrato fechado e em execução somente ocorreu com o Exército, que também tem interesse que haja a comercialização externa do blindado, uma vez que ele receberia royalties com a negociação.

Em 2007, a Iveco venceu a licitação para fornecer, até 2030, os blindados ao Exército. O modelo Guarani é da família de Veículos Blindados para o Transporte de Pessoal Médio sobre Rodas (VBTP-MR) e está substituindo os antigos modelos Urutu, atualmente em uso pelas Forças Armadas Brasileiras.

O conteúdo dos veículos é 90% nacional, com fornecedores de diversas regiões do Brasil. Hoje, a cadeia produtiva envolve cerca de 102 fornecedores e gera 300 empregos diretos e mil indiretos.

Investimentos 

Nesta semana, a montadora confirmou o aporte de R$ 650 milhões nas operações nacionais até 2016. A fábrica de Sete Lagoas já está recebendo grande parte dos recursos para aplicação em equipamentos de alta tecnologia; projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação; construção de um distrito industrial para fornecedores e de um campo de provas.

Somente as inversões em pesquisa, desenvolvimento e inovação somam algo em torno de R$ 240 milhões, enquanto o investimento total no campo de provas no município da região Central chega a R$ 24 milhões. Os outros R$ 386 milhões estão sendo divididos entre as demais operações da companhia no País.


Nota do Ministério da Defesa sobre o contingenciamento da LOA 2015

Nota do Ministério da Defesa sobre o contingenciamento da LOA 2015


DefesaNet

Brasília, 21/05/2015 – O Ministério da Defesa terá um orçamento de R$ 17,028 bilhões para 2015 em custeio e investimento. Esse volume de recursos representa contingenciamento de R$ 5,617 bilhões (24,8%) em relação ao fixado na Lei Orçamentária Anual (LOA) que era de R$ 22,645 bilhões.

Ciente de que o ajuste fiscal em 2015 é condição essencial para a estabilidade econômica, o Ministério da Defesa envidará os esforços para replanejar os seus gastos para o corrente exercício, com a finalidade de minimizar os impactos sobre as suas atividades.

Serão priorizados todos os contratos e compromissos já assumidos, bem como haverá a intensificação no processo de melhoria da gestão, com a busca constante de redução de custos. Caso necessário, também serão revisados os cronogramas de entregas de produtos de defesa, conforme frisou o ministro Jaques Wagner nas audiências ocorridas nesta semana na Câmara dos Deputados e no Senado. Os valores do contingenciamento dos projetos estratégicos ainda serão calculados a partir da divulgação do Decreto presidencial de hoje.

“Os nossos projetos estratégicos não vão sofrer descontinuidade. Podem até sofrer, vamos dizer assim, uma velocidade um pouco menor por conta do que a gente está atravessando, e eu reconheço a necessidade do ajuste. Agora não podemos descontinuar nenhum programa desses que são estratégicos na Defesa, seja da Marinha, do Exército ou da Aeronáutica, porque para você colocar em pé um projeto desse demora, mas para você descontinuar e acabar com ele é rápido”, afirmou.

Certos da correção da medida para a retomada do crescimento e da continuidade de atração de investimento para o país, o MD continuará a cumprir com excelência todas as atribuições institucionais para a Defesa do território nacional.

As Lâminas abaixo são da apresentação do Ministro Jaques Wagner na Comissão de Relações Esteriores e Defesa do Senado - 21 Maio 2015







Deputado: França impossibilita futuros contratos ao suspender entrega de navios Mistral

Para um deputado francês, Gilles Lebreton, as autoridades francesas estão causando danos à imagem internacional do seu país.


Sputnik

O deputado condena firmemente a postura da França em relação aos porta-helicópteros Mistral, encomendados pela Rússia à França.




"A França é um país renomado na área de produção de armamentos. Portanto, quando assina contratos com parceiros confiáveis, como é a Rússia, deve cumpri-los, e não bloquear — neste caso, o fornecimento dos dois Mistrais", disse Lebreton em uma entrevista exclusiva à Sputnik France.

Segundo ele, a decisão de suspender o fornecimento dos Mistrais à Rússia prejudica principalmente a França:

"Quanto ao nosso complexo militar-industrial, nós estragamos catastroficamente a nossa imagem frente aos futuros consumidores. Evidentemente, nós não conseguimos cumprir a palavra que tínhamos dado à Rússia".

"Se outros países quiserem assinar um contrato de construção de navios no estaleiro de Saint-Nazaire, amanhã vão pensar três vezes antes de o fazer. Ou até podem preferir outros fabricantes, por exemplo a Coreia, que é uma referência na área de construção naval", acrescentou o deputado.


Sem justificação

Para o deputado, não existe nenhuma justificação para suspender a entrega dos navios. Nisso, ele diverge da opinião oficial do Estado francês, que tem criticado a guerra na Ucrânia.

Lebreton destaca dois aspectos do conflito ucraniano que mais irritam o Ocidente: a reintegração da Crimeia à Rússia e o conflito no Leste da Ucrânia.

Quanto ao primeiro, o entrevistado deixou claro que, para ele, se trata do "direito de autodeterminação dos povos", portanto de uma decisão completamente legítima.

"Eu até acho que a União Europeia deveria ter participado da organização do referendo [na Crimeia em 16 de março de 2014], em vez de protestar", frisou.

Já o segundo aspecto, "um pouco mais delicado", não foi estudado pela União Europeia com a devida atenção, o que levou à escalada do conflito em Donbass, segundo Lebreton:

"A União Europeia, em vez de seguir e obedecer cegamente aos EUA, deveria ter lançado mão da sua posição e ajudar a Rússia e a Ucrânia na busca de uma solução. Isso não aconteceu, e como resultado nós vemos que dois países tiveram que interferir no assunto, no quadro dos Acordos de Minsk-2, ao passo que a UE esteve ausente".

"Resumindo, este pretexto não deveria ter sido usado para justificar a suspensão do fornecimento dos Mistrais", explicou o deputado.

Brasil ou terceira opção

As opções do futuro destino dos navios Mistral anunciadas pela França são duas: venda dos navios a um terceiro país (anteriormente, o conselheiro municipal de Saint-Nazaire, Gauthier Bouchet, não descartava a candidatura de Brasil como comprador) e o seu desmantelamento.

Há até quem afirme que era mais fácil e barato afundar os Mistrais.

Já Lebreton acredita que os navios poderiam ser entregues à Marinha francesa, se outras opções falharem. Afinal, perder anos de trabalho e enormes montantes de dinheiro gasto não é uma decisão racional.


Índia deseja produzir fragatas russas em seu território

A Índia manifestou o interesse de produzir em seu território conjuntamente com a Rússia a Fragata do projeto 11356, afirmou o diretor do Estaleiro Yantar, Oleg Shumakov, em entrevista à RIA Novosti.


Sputnik

De 2003 a 2013, a Rússia entregou à Índia seis fragatas de projetos 11356 construídas no Baltiysky Zavod, em São Petersburgo, e no estaleiro Yantar, em Kaliningrado. Os três primeiros navios foram equipados com mísseis de cruzeiro Klub-N. Os outros estavam armados com mísseis de cruzeiro BrahMos de produção russo-indiana.


INS Tarkash

“Depois que completou uma série de três encomendas indianas, esperávamos que a Índia continuasse a parceria. Além disso, o Ministério da Defesa indiano afirmou ao Conselho da Marinha que seriam necessários mais três ou quatro navios dessa classe. Atualmente, eles estão examinando a opção de produzir tais navios em casa, é claro, com a nossa participação e sob a nossa orientação”, disse Shumakov.

O diretor do estaleiro também observou que as fragatas planejadas para serem construídas na Índia serão equipadas com armas mais avançadas do que os navios iniciais do projeto. “De acordo com nosso plano, os navios serão da mesma classe, mas com armas diferentes. O armamento progride sem parar, por isso, penso eu, o novo navio será equipado com algo mais avançado. No entanto, para as suas capacidades de mar, será o mesmo. Agora estamos negociando com nossos colegas indianos todos os aspectos do projeto.”

Fragatas de 11356 projeto estão preparadas para lutar contra navios de guerra de superfície e submarinos, bem como para repelir ataques aéreos, tanto separadamente como em formação. Os navios estão equipados com mísseis versáteis, armas de artilharia e dispositivos técnico de radar avançados antissubmarino e de defesa antiaérea. As fragatas do projeto têm deslocamento de cerca de 4.000 toneladas, comprimento de 125 metros, velocidade de 30 nós (56 kmh) e tripulação máxima de 180 pessoas.



Novo super porta-aviões vai reformar Marinha russa

A Rússia está desenvolvendo um novo porta-aviões capaz de transportar 90 aeronaves diferentes para várias operações de combate.


Sputnik

O Centro de Pesquisa Estadual de Krylovsky (KRSC) apresentou o modelo de um novo porta-aviões conhecido como 23000 "Storm", publicou o jornal Rossiyskaya Gazeta.




Além de porta-aviões construídos para a Marinha da Rússia, os projetistas criaram uma versão para exportação do navio, que pode ser extremamente interessante para muitos compradores estrangeiros.

A usina de força do navio pode ser convencional ou nuclear, dependendo dos pedidos de compradores em potencial. O novo porta-aviões tem capacidade para carregar 100 mil toneladas, tem 330 metros de comprimento, 40 metros de largura e calado de 11 metros. O navio tem uma velocidade máxima de 30 nós.

O "Storm" pode transportar 90 aeronaves no deck para várias missões de combate. O porta-aviões tem duas rampas e duas catapultas eletromagnéticas para lançar aeronaves de seu pátio.

Para se defender de ataques aéreos, o porta-aviões tem sistemas de defesa antiaéreos e antitorpedos.


Implantação de sistema de defesa de mísseis dos EUA preocupa Rússia, China e Coreia do Sul

Rússia, China e Coreia do Sul continuam preocupadas como desejo dos EUA de implantar um sistema de defesa antimísseis em suas bases em território sul-coreano.


Sputnik

O Pentágono manifestou a disponibilidade para implantar uma bateria do Terminal High Altitude Area Defesa (THAAD) na Península Coreana, onde há aproximadamente 28,5 mil soldados norte-americanos, para melhor lidar com as ameaças de mísseis nucleares da Coreia do Norte, informou a agência de notícias Yonhap.


Sistema de defesa de mísseis Terminal High Altitude Area Defense (THAAD).
© flickr.com/ U.S. Missile Defense Agency

Até agora, Seul insistiu que não houve consultas oficiais entre os aliados, nenhum pedido dos EUA e nenhuma decisão tomada sobre o assunto. O ministro da Defesa sul-coreano, Han Min-koo, disse que a nova arma aumentaria a segurança da península coreana, mas Seul não ter planos imediatos de adquirir o sistema.

Os críticos da possível instalação dos mísseis dos EUA citam preocupações levantadas pela China, alertando sobre possíveis efeitos secundários graves nas relações Seul-Pequim. Eles também acreditam que esta poderia ser parte de uma tentativa mais ampla norte-americana para levar o aliado asiático a participar de seu sistema de mísseis de defesa.

Em vez de aderir ao sistema norte-americano, entretanto, Seul tem desenvolvido sistema Korea Air Missele Defense (KAMD), um programa de defesa aérea projetado para lançar ataques logo após sinais serem detectados ameaças nucleares ou de mísseis iminentes ao país, relatou a Yonhap.



Pentágono aprova fornecimento de grande lote de armas a Israel e Arábia Saudita

O Pentágono pode vender armamentos estadunidenses a Israel no montante total de 1,87 bilhões de dólares. O objetivo é adequar as Forças Armadas do país judeu para que sejam mais compatíveis com os EUA.


Sputnik

O acordo, aprovado pela autoridade da Defesa norte-americana na terça-feira, está sendo estudado pelo Congresso. Até agora, não há nenhum indício que o Congresso o proíba.


Bombas bunker buster (bombas penetrantes) armazenadas pelas Forças Armadas dos EUA no Iraque em 2003.
© AFP 2015/ FELIX GARZA JR. / NAVY VISUAL NEW

O fornecimento planejado inclui 750 bombas penetrantes (bunker busters, em inglês), 300 mísseis anticarro Hellfire, 250 mísseis ar-ar de médio alcance e 4.100 bombas planadoras.


Além disso, caso o acordo for aprovado pelo Congresso, Israel receberá 14.500 sistemas de navegação que permitirão converter mísseis comuns em mísseis guiados.


O Congresso tem 15 dias para bloquear o acordo. Mas o caso é muito infrequente.

Para o Pentágono, trata-se de um reforço à segurança de Israel. A Agência de Cooperação na Área de Segurança e Defesa estadunidense assegura que os lotes fornecidos só incluem armamentos já usados pelo exército de Israel.

No entanto, várias fontes na mídia israelita informam que mais um projeto de fornecimento de armamentos estaria sendo discutido por Jerusalém e Washington, que preveria a venda dos caças F-35. Com uma condição: que Israel não proteste contra o programa nuclear iraniano.

Arábia Saudita

Além de Israel, os EUA também estão armando a Arábia Saudita. O contrato de venda de 10 helicópteros Seahawk alcança quase 2 bilhões de dólares.

A Arábia Saudita lidera a intervenção militar no vizinho Iêmen, cujo ex-presidente, Abed Rabbo Mansour Hadi, está agora exilado nesse país. E também não gosta do processo de aliviamento das sanções contra o Irã.

A coalizão árabe tem reiteradamente rejeitado os planos de pacificação propostos pelo Irã, acusando este país de armar os rebeldes iemenitas houthis e de tentar, portanto, realizar uma "ingerência nos assuntos internos" do Iêmen.

No entanto, a Arábia Saudita justifica a sua própria operação no Iêmen alegando defesa do governo legítimo e proteção do povo iemenita.

Para os observadores, os fornecimentos de armas pelos EUA aos países do Oriente Médio servem para acalmar as autoridades dos países que mais criticam o programa nuclear iraniano. A possibilidade de estas armas serem usadas para intimidar o Irã, bem latente, parece estar no segundo plano.

EUA assumem responsabilidade por morte de crianças na Síria

Os Estados Unidos finalmente reconheceram que as Forças Armadas norte-americanas foram responsáveis pela morte de duas crianças em consequência de um bombardeio realizado na Síria em 2014.


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Essa é a primeira vez que Washington assume a responsabilidade pela morte de civis na Síria. O ataque em questão, segundo o exército dos EUA, teria ocorrido em novembro, na cidade de Harim, contra instalações do grupo Khorasan. Nesta operação, de acordo com a AFP, também teria sido morto o cidadão francês David Daoud Drugeon, um especialista em bombas ligado à organização extremista e que planejava atentados contra países ocidentais. 


General James Terry diz que os Estados Unidos lamentam por mortes não-intencionais provocadas por ataques norte-americanos na Síria
© REUTERS/ Amer Almohibany

"Nós lamentamos por essas mortes não-intencionais", declarou através de um comunicado o general americano James Terry, chefe do comando militar que lidera a coalizão para bombardear posições terroristas na Síria e no Iraque. O oficial garantiu que, antes dos bombardeios, o exército americano conduziu uma avaliação rigorosa dos alvos, concluindo que aquela área era utilizada unicamente para fins militares pelo Khorasan.

Nessa avaliação, "não havia indicação de que poderia haver crianças nas construções visadas", diz o comunicado, acrescentando que dois adultos não-combatentes também teriam se ferido no ataque, realizado em conformidade com as regras "humanitárias", de "proporcionalidade" e de "necessidade militar" das Forças Armadas americanas e internacionais.



Rússia incorpora três novos bombardeiros táticos

O regimento aéreo do Distrito Militar Sul da Rússia recebeu três novos caças bombardeiros táticos Su-34, informou nesta quinta-feira o serviço de imprensa do distrito.


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Anteriormente, a companhia Sukhoi informou haver entregue ao Ministério da Defesa o primeiro lote de bombardeiros Su-34 conforme o programa nacional de fabricação de armamentos.


Bombardeiros táticos Su-34
© Sputnik/ Host Photo Agency / Vladimir Vyatkin

"Um primeiro lote de três Su-34 foi entregue ao regimento aéreo do Distrito Militar Sul, localizado na província de Rostov", dizia a nota.

O serviço técnico do regimento comprovou o funcionamento de todos os sistemas dos novos Su-34, que é um bombardeiro da geração 4+, destinado a ataques de alta precisão contra alvos em terra e no mar, em quaisquer condições meteorológicas.

O avião combina as características de um caça pesado, um interceptador e um bombardeiro. Seus equipamentos eletrônicos permitem detectar alvos localizados a até 120 quilômetros, acompanhar dez deles ao mesmo tempo e atacar quatro simultaneamente.

É possível acoplar até oito toneladas de armamentos no Su-34, que tem um canhão de 30mm. Sua velocidade máxima alcança os 1.900 k/h e tem uma autonomia de voo de 4 mil quilômetros.


Rússia e Azerbaijão levarão 10 navios de guerra para manobras no Mar Cáspio

O Distrito Militar do Sul da Rússia divulgou um comunicado nesta sexta-feira (22) informando sobre a realização de um exercício naval conjunto com o Azerbaijão no Mar Cáspio.


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Segundo a nota, participarão dos exercícios 10 navios dos dois países. Os militares treinarão a infraestrutura de defesa marítima em manobras que acontecerão em setembro.


Exercise of Marine Corps battalion of Caspian Fleet
© Sputnik/ Grigoriy Sisoev

Também com 10 embarcações Rússia e China encerraram um exercício conjunto no Mar Mediterrâneo. Durante quatro dias, as marinhas dos dois países mostraram habilidade para reagir a novas ameaças, segundo afirmou o vice-comandante da Marinha russa, Almirante Alexander Fedontekov.


Bombardeiros americanos na Suécia mandam "mensagem de segurança" a Moscou

A Suécia vem fazendo o máximo para enviar a Moscou um "sinal político de segurança." As forças armadas do país estão se preparando para participar de dois exercícios militares da OTAN na próxima semana.


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Uma das manobras contará com dois bombardeiros americanos B-52, que voarão desde os Estados Unidos para simular o lançamento de minas navais na costa da Suécia, segundo informa Radio Sweden.


Bombardeiro estratégico americano B-52 Stratofortress
© flickr.com/ manhhai

Os exercícios, chamados Baltops, acontecerão entre os dias 5 e 20 de junho e envolverão 4.500 pessoas, 50 navios e mais de 50 aeronaves de combate. Os bombardeiros voarão sem escala, ida e volta, desde os Estados Unidos, lançando uma carga de minas simuladas na região de Ravlunda, no sul da Suécia, em 13 de junho. Será a primeira vez que B-52s realizarão exercícios sobre o país. O objetivo da operação é simular a defesa da costa de uma hipotética invasão naval russa.

Embora os exercícios encontrem certa resistência no parlamento sueco, o porta-voz militar Major General Karl Engelbrektson afirmou que além dos esforços para trabalhar em "capacidades operativas diferentes", as manobras também devem enviar "claros sinais políticos de segurança de que trabalhamos em conjunto." Engelbrektson enfatizou que "como a Rússia vai interpretar isso, eles podem decidir por conta própria."

Nesta semana, a imprensa sueca revelou que as forças armadas do país estão seriamente considerando minar a ilha de Gotlândia, localizada entre a Suécia continental e a Letônia no Mar Báltico, tendo como interesse principal afastar outra hipotética invasão russa.

Apesar de seu status formal de não membro, a Suécia coopera com a OTAN desde a década de 1960. A cooperação aumentou significativamente nos últimos meses, com a Suécia tomando parte de medidas anti-russas. A imprensa do país já reportou supostas presenças de submarinos russos na costa sueca, alegou que caças russos voaram de forma provocadora perto da fronteira e acusou Moscou de aumentar sua espionagem no país.


Destróier da Marinha dos EUA entrará no mar Negro em nome de ‘paz e estabilidade’

A 6ª frota norte-americana declarou que o seu destróier de mísseis guiados USS Ross (DDG 71) entrará no mar Negro neste sábado, 23 de maio, para “promover paz e estabilidade na região”.


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“A presença do USS Ross no mar Negro reafirmará a dedicação e determinação dos EUA para fortalecer a parceria e possibilidades conjuntas operacionais entre os parceiros da região e da OTAN”, lê-se no comunicado da Marinha dos EUA publicado no seu site oficial.


O destróier de mísseis guiados USS Ross (DDG 71)
© flickr.com/ CNE CNA C6F

O comandante do destróier, Tadd Gorman, disse:

“Vamos trabalhar juntamente com os nossos aliados e parceiros para melhorar a segurança naval, preparação e possibilidades navais bem como para promover paz e estabilidade na região. Somos empenhados para manter a defesa e segurança dos oceanos e das vias marítimas. Por meio de fortalecimento das relações no mar Negro podemos esperar o aumento na paz e prosperidade em toda a região.”

A Marinha norte-americana opera navios no mar Negro de forma coerente com a Convenção de Montreux e do direito Internacional.

De acordo com a convenção, “os navios de guerra que pertencem a forças fora do mar Negro não deverão permanecer no mar Negro por mais de 24 dias, qualquer que seja o objetivo da sua presença”.

O USS Ross (DDG 71) é um destróier da classe Arleigh Burke de mísseis guiados e é o segundo navio com este nome, o primeiro foi batizado em honra do Capitão Donald K. Ross (1910–1992).

Mais cedo em abril, o destróier de mísseis guiados USS Jason Dunham entrou no mar Negro com o mesmo alvo. Em janeiro, outro destróier de mísseis guiados USS Donald Cook tinha participado de exercícios militares no mar Negro junto com o navio da Marinha da Ucrânia UKRS Hetman Sahaidachny. Este destróier norte-americano deixou o mar Negro em 14 de janeiro de 2015.

Durante o ano passado os navios norte-americanos USS Mount Whitney, USS Taylor, USS Truxtun, USS Donald Cook, USS Vella Gulf, USS Ross, USS Gunston Hall e USS Cole participaram em missões no mar Negro.

Enquanto os EUA entram livremente no mar Negro, para “promover paz e estabilidade na região”, eles tentaram proibir o Irã de enviar ajuda humanitária para o Iêmen por via marítima, que está passando uma grave crise econômica, política e militar.

Na semana passada o Pentágono pediu a Teerã para distribuir a ajuda humanitária para o Iêmen sem que seus navios atraquem nos portos no país, utilizando, ao invés disso, o centro de distribuição da ONU situado na vizinha Djibouti.



Ocidente está assustado com o monstro que criou na Ucrânia

Os países ocidentais têm percebido que a crise na Ucrânia foi longe demais, e gostariam de melhorar as relações com a Rússia, mas a retórica belicosa de Kiev lhes dá grande preocupação. Quem afirma é o célebre jornalista britânico Neil Clark.


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Em entrevista ao canal televisivo RT, o jornalista britânico acredita que o Ocidente está cansado da Ucrânia, cujas ações se tornam para os países ocidentais cada vez mais difíceis de justificar. 

A bandeira nacional da Ucrânia na fronteira russo-ucraniana
© AP Photo/ Inna Varenytsia

“Os países que têm contribuído para a revolução na Ucrânia agora estão recuando de sua posição e começando a agir de uma forma mais pragmática”, disse Neil Clark. Segundo ele, isto se comprova na mudança de tom dos EUA, o que preocupa Kiev, cuja retórica tornou-se mais agressiva.

"Os principais países europeus são os que provavelmente menos querem uma guerra em grande escala, e o conflito se tornará mais provável se a Ucrânia se tornar membro da OTAN, especialmente com o atual governo da Ucrânia e com sua retórica extremamente belicosa", afirmou o jornalista.

Ele ainda observou que existem perigos reais na Europa, pois “eles criaram este monstro Frankeinstein e estão preocupados onde isso levará”. "Entende-se que tudo foi tão longe quanto possível. As pessoas mais realistas na Europa estão claramente dispostas a levantar as sanções contra a Rússia, porque elas são prejudiciais para as principais economias europeias, como a Alemanha e a França", completou Neil Clark.

Pentágono tenciona colocar radar do sistema antimísseis no Alasca

Os Estados Unidos anunciaram planos para implantar um radar de detecção de longo alcance do sistema de defesa antimísseis no Alasca, indica um comunicado da Secretaria da Defesa.


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De acordo com o Pentágono, o radar começará a funcionar em 2020.




"O novo radar de detecção de longo alcance será utilizado como um sensor intermédio para aumentar a possibilidade de reconhecimento de alvos por nosso sistema de defesa, aumentar a eficácia da resposta a possíveis contramedidas, reforçar a defesa terrestre no Alasca e na Califórnia", informa o comunicado do Pentágono.

Como especificado, é provável que a secretaria norte-americana escolha a base Clear Air Force Station para instalação do radar. A decisão final será tomada após a conclusão da análise do possível impacto sobre o meio ambiente.

Anteriormente a senadora do estado americano do Alasca havia observado que a Rússia está “claramente mais engajada e comprometida com o Ártico do que os Estados Unidos” e criticou a falta de compromisso dos EUA em sua presença no Ártico.

“Não quero que fiquemos sentados esperando até que um dia acordemos e percebamos que perdemos o Ártico”, disse.

A presença russa no Ártico envolve a realização de pesquisas científicas, a facilitação do comércio marítimo, a organização de missões de busca e resgate e a construção de novos postos militares. Das oito nações do Ártico, a Rússia tem a presença mais avançada na região, assim como a maior flotilha de navios quebra-gelo.



Alemanha e França planejam desenvolver novo tanque para competir com o Armata

A Alemanha e a França estão se preparando para desenvolver em conjunto um novo tanque de guerra, o Leopard 3, para substituir versão antiga Leopard 2 e competir com o novíssimo tanque russo Armata.


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A razão principal da modernização é o fato de o Leopard 2 possuir um prazo de vida útil até 2030. A mídia alemã, no entanto, sugere que a verdadeira razão é a análise que foi recentemente apresentada pelo Serviço Federal de Inteligência da Alemanha (BND) sobre a força militar da Rússia e, em particular, o novo tanque T-14 Armata, que foi mostrado durante a última Parada da Vitória em Moscou.


T-14 Armata

A análise do BND sugere que, embora os veículos de combate apresentados no desfile ainda estejam na etapa de pré-produção, quando forem concluídos, serão os tanques com o nível de armamentos mais alto no mundo. De acordo com a Deutsche Welle, o fabricante do Leopard 2, a empresa Krauss-Maffei Wegmann, planeja se fundir com a francesa Sistemas Nexter durante este ano.

Isto levou a imprensa alemã a espalhar a opinião que a nova empresa franco-alemã, com mais de 6 mil funcionários e um volume de negócios combinado de cerca de 2 bilhões de euros, poderá ser um forte candidato a ganhar o contrato para desenvolver um novo tanque de guerra para a Bundeswehr.

Pouco antes da Parada da Vitória, a revista The National Interest informou por que razão os EUA realmente devem temer o novo Armata. A revista sugeriu que a Rússia irá ter em breve um tanque de grande velocidade, manobrabilidade, potência de fogo e capacidade de sobrevivência, muito superior a tudo o que tem sido produzido para os exércitos ocidentais.

A principal característica do Armata é a torre ser operada remotamente a partir de uma cápsula blindada e isolada. O tanque possui um sistema de radar único que pode rastrear, simultaneamente, até 40 alvos no solo e 25 no ar em um raio de 98 quilômetros.

O tanque já possui um canhão com calibre de 125 milímetros, opera com projéteis de mais diversos tipos e supera em potência um dos melhores tanques do mundo, o referido Leopard 2. O Armata também possuiu um canhão automático com calibre de 30 milímetros, que pode ser utilizado como elemento antiaéreo. Para combate com unidades menores, a torre está equipada com uma metralhadora com calibre de 12,7 milímetros.


Queda do MH17 visou demonizar a Rússia - blogueiro holandês

O blogueiro holandês Max van der Werff explicou à Sputnik porque decidiu realizar a sua própria investigação sobre a origem de duas fotos controversas que circularam nas redes sociais logo após a queda do avião da Malaysia Airlines em julho de 2014, nas quais se pretendia mostrar que o rastro de fumaça no céu tinha origem em um lançador de mísseis.


Sputnik

Max van der Werff disse que viajou à Ucrânia porque é cidadão holandês e o seu país perdeu quase 200 pessoas no acidente. O MH17 nunca teria sido abatido se não houvesse uma guerra civil na Ucrânia, disse ele. 


Local da queda do Boeing de Malaysian Airlines na região de Donetsk
© Sputnik/ Andrey Stenin

Há quinze anos, em agosto de 1999, ele viajou para a Ucrânia pela primeira vez, logo após o bombardeio da ex-Iugoslávia pela OTAN. Sua análise foi que a Ucrânia se tornaria uma das próximas áreas de confronto.

"Lendo The Grand Chessboard [a obra do estrategista Zbigniew Brzezinski] ficou claro por que motivo a Ucrânia é importante para os EUA como um ponto de acesso geográfico para conter a Rússia… Em 17 de julho, poucas horas depois do acidente do MH17, para mim se tornou claro que essa tragédia visava demonizar a Rússia e o seu presidente", disse Max van der Werff.

"Eu segui tudo o que estava ligado a esta questão e tentei construir a minha própria visão. Eu notei que as mídias frequentemente apresentam suposições completamente infundadas como se fossem fatos."

O blogger viajou para Donbass para ver por si mesmo onde essas fotos haviam sido tiradas. Ele subiu para o telhado de onde o fotógrafo anônimo tinha tirado a foto, fez sua própria e mostrou que a imagem é fraudulenta porque a vista das duas fotos não coincidem.

As conclusões de Van der Werff também se referem a uma outra dúvida sobre a veracidade das fotos — na foto do anônimo o tempo estava relativamente limpo, mas, segundo os relatos no dia do acidente, o céu estava nublado.

O blogueiro falou com pessoas que conhecem o suposto fotógrafo e disse que elas lamentavam ele ter escolhido apoiar o novo regime em Kiev:

"Eu não diria que eles estavam com raiva dele, mas decepcionados. Especialmente um de seus ex-colegas que se juntou às milícias".

Van der Werff também explicou que é quase impossível para um jornalista ocidental não relatar em conformidade com a política antirrussa:

"O mantra é nada-contra-os-russos-mas-contra-o-ditador-Putin." Se você tem uma visão diferente, você será afastado… Publicações respeitadas como o Financial Times ou o NRC Handelsblad dos Países Baixos, para qual eu trabalhei 16 anos como correspondente na Ásia Oriental, não só se juntaram a este jornalismo corrupto mas também ajudaram a tirar conclusões loucas."

Ele resumiu a entrevista com algumas palavras sobre o funcionamento da mídia ocidental: "Não é uma conspiração. É apenas o modo como a pressão dos colegas funciona".



Diplomatas russos ridicularizam situação dos Mistrais usando trigo mourisco

Na página do Twitter da embaixada russa no Tajiquistão apareceu uma imagem cômica de um helicóptero de brinquedo "aterrando" em dois pacotes de trigo mourisco da empresa russa Mistral.


Sputnik

A foto mostra ainda o livro "100 Grandes Diplomatas", com os hashtags #MistraisOuDinheiro e #LegadodeTalleyrand. 


Mistral
© AFP 2015/ GEORGES GOBET

O segundo hashtag está ligado ao nome do famoso político e diplomata francês Charles Maurice de Talleyrand-Périgord, que foi primeiro-ministro e, mais tarde, ministro das Relações Exteriores da França, no século XIX. O nome de Talleyrand se tornou praticamente um nome comum para se referir a astúcia, agilidade e falta de escrúpulos.

A vice-diretor de Informação e Imprensa do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, respondeu no Facebook à piada dos colegas, aconselhando os representantes da empresa russa Mistral a processar o governo francês por causa da perda de reputação no mercado de alimentos:

"… Ontem eu estava no supermercado com medo de comprar arroz Mistral. E se eles depois do pagamento na caixa dissessem que não poderiam dar-me?"

A Rússia e a França assinaram um contrato de US$ 1,5 bilhão para construção de dois porta-helicópteros da classe Mistral em 2011.

A entrega do primeiro navio estava prevista para novembro de 2014, mas foi cancelada quando Paris, alegando o papel russo na escalada do conflito ucraniana, fez uma mudança abrupta de política. Moscou nega qualquer intromissão no problema da Ucrânia.

Há uma semana, a mídia russa informou que Paris havia proposto a Moscou finalizar o negócio, oferecendo-se para pagar US$ 865 milhões de volta, com a condição de a Rússia permitir à França vender os porta-helicópteros a terceiros.

Na sexta-feira Moscou declarou que espera chegar a um acordo com Paris sobre os Mistral na próxima semana.


21 maio 2015

Stern: EUA apresentam tanque-drone para rivalizar com o Armata da Rússia

Uma empresa dos EUA apresentou recentemente seus primeiros tanques-drones remotamente controlados, em uma tentativa de superar a próxima geração dos tanques russos Armata e vencer a atual “corrida armamentista”, segundo opina a edição desta semana da revista Stern.


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De acordo com a publicação alemã, as grandes potências mundiais, Rússia e EUA, deram início a uma nova corrida armamentista, ambas tentando mostrar uma à outra que é capaz de desenvolver os equipamentos de defesa mais avançados e novas tecnologias militares.

Assim, segundo a revista, como a Rússia teria impressionado o mundo ao exibir seu novo tanque de guerra Armata T-14 durante a parada do Dia da Vitória deste ano (realizada na Praça Vermelha de Moscou em celebração histórica pelos 70 anos da vitória sobre a Alemanha nazista), os EUA também teriam começado a" empreender todos os esforços para provar que ainda conseguem manter o passo com os tempos modernos" e que sua tecnologia não é obsoleta.

Neste contexto, os americanos divulgaram recentemente uma série de fotos mostrando um novo tanque de controle remoto – o Ripsaw EV-2, supostamente capaz de ultrapassar qualquer tipo de terreno. Como na Rússia, ele não é completamente um tanque de batalha e propriamente não é um verdadeiro veículo blindado tripulado, mas sim um veículo rastreado relativamente compacto.


Ripsaw EV-2, modelo desenvolvido pela empresa norte-americana Howe & Howe Technologies
© Foto: https://www.youtube.com/southberwick3

O modelo é fabricado pela empresa Howe & Howe Technologies, especializada em veículos controlados por rádio, de uso principalmente não-militar. Até agora, o Ripsaw EV-2 é um projeto de desenvolvimento. Embora o tanque pareça impressionante devido ao seu grande poder de mobilidade e superação de obstáculos, ele não foi desenhado especificamente para as forças armadas, segundo observa a revista alemã.



EUA preparam cenário para intervenção no Mar da China Meridional

"A construção pela China de ilhas artificiais no Mar da China Meridional aumenta tensão na região", ressaltou o secretário adjunto de Estado para a Ásia Oriental e Pacífico, Daniel Russell, em uma audiência perante o Comitê de Relações Exteriores do Senado.


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Um dia antes o Pentágono sugeriu que a Casa Branca mande os aviões militares e navios para estas ilhas artificiais nas águas disputadas. O secretário de Defesa dos EUA, Ashton Carter, encarregou peritos para estudarem uma opção de entrada dos aviões e navios de vigilância eletrônica nas águas que rodeiam o arquipélago Spratly. Esta é uma ameaça mais evidente dos EUA de "estabelecer a ordem" no Mar da China Meridional e "ajudar os aliados". Em primeiro lugar, para ajudar as Filipinas que reclamam seu direito a uma série de ilhas e recifes, onde a China, de acordo com o Pentágono, está construindo uma pista de decolagem e pontos de embarcação para os navios militares.


Construção de ilhas artificiais chinesas no mar da China Meridional
Construção de ilhas artificias chinesas no Mar da China Meridional © AP Photo/ AP Photo/Philippine Department of Foreign Affairs

Isso é um sinal de Washington a Pequim indicando que os EUA não deixam de participar na disputa das águas. Desta vez a sua intervenção é mais dura e clara, afirma o especialista Aleksander Larin:

"É muito provável que isto esteja relacionado com os exercícios conjuntos da China e da Rússia no Mar Mediterrâneo. Navios chineses chegaram a Novorossiysk, participaram lá do Dia da Vitória. Daqui a pouco os navios de ambos os países entrarão no Mar Mediterrâneo. E os EUA consideram-no como "seu", como "o mar da OTAN". E os exercícios no "seu" mar é um evento extremamente desagradável. Eles podem tratá-los como um tapa na cara. Por isso os americanos querem responder à China de uma maneira simétrica — mandar seus navios e aviões para a zona muito tensa. É pouco provável que o aumento de tensão resulte em qualquer confronto real. Acho que os militares de ambos os países vão observar as manobras à distância".

Os EUA declararam estar preparando uma operação militar no Mar da China Meridional. Isso foi feito imediatamente depois da Parada da Vitória em Moscou onde participaram militares da China e da Índia. O especialista em geopolítica Konstantin Sokolov chamou atenção a este fato. Na sua opinião, os Estados Unidos responderam assim à demonstração de força e fortalecimento do bloco dos BRICS que se tornou agora um contrapeso geopolítico para o Ocidente:

"O Ocidente já não pode manter a sua política independentemente dos outros parceiros. Todo o cenário geopolítico mudou e o mundo deixou de ser unipolar. O Ocidente deve reconsiderar a sua visão da ordem mundial. Vai levar muito tempo para os EUA desenvolver uma nova estratégia e reagrupar as forças. Então, agora a pressão dos EUA sobre a China será política e psicológica".

Os EUA estão prontos para intervir no conflito do Mar da China Meridional. Mas este tipo de pressão sobre Pequim não vai trazer nenhum resultado. Os chineses vão defender os seus interesses nas águas do Mar da China Meridional em qualquer caso. Tanto mais que a China tem um parceiro fiel que é a Rússia.


EUA brincam com fogo no mar da China Meridional

As tensões no mar da China Meridional aumentaram acentuadamente depois de as forças navais da China, na quarta-feira, terem alertado oito vezes a tripulação do avião militar dos EUA Boeing P-8 Poseidon para deixar o espaço aéreo perto das ilhas Spratly.


Sputnik

Pela primeira vez, os militares americanos, atravessando os territórios disputados, levaram consigo jornalistas e os especialistas consideram isso como um desafio bastante ousado. Além disso, o desafio foi lançado três dias depois do encontro em Pequim onde o presidente chinês, Xi Jinping, e o secretário de Estado americano, John Kerry, tinham discutido a situação no mar da China Meridional.


Forças navais da China nas ilhas Spratly
© AFP 2015/ RITCHIE B. TONGO

Fontes dos EUA também informaram que os Estados Unidos consideram a possibilidade de voos de reconhecimento mais perto das ilhas em disputa e a passagem de navios em apenas alguns quilômetros de distância. Assim, os Estados Unidos deixam claro para a China que não reconhecem as suas reivindicações territoriais para o arquipélago Spratly e as Ilhas Paracel, opinam especialistas russos.

Apesar do fato de que desta vez, os militares conseguiram evitar mal-entendidos, na próxima vez uma situação semelhante pode acabar menos pacificamente.

“Os EUA demonstram a sua capacidade e determinação de ações nesta região. Eles estão tentando convencer todos que eles estão prontos para conter a China, e isso poderia provocar um conflito sério”, disse à Sputnik o chefe do Centro de Pesquisa do Sudeste Asiático, Austrália e Oceania, Dmitry Mosyakov.

O especialista militar Konstantin Sivkov falou mais abertamente:

“A guerra de grande escala não acontecerá. Mas o alto nível de tensão vai causar confrontos locais. Por exemplo, abater o avião é bastante real. E não posso excluir ataques locais dos grupos navais, afundamento dos navios”.

A China tem reclamado zonas do mar da China Meridional desde os anos 40 do século XX, mas Pequim nos últimos anos tem levado tais exigências à prática, o que gerou tensões com o Vietnã, Filipinas, Malásia, Brunei e Taiwan.

Recentes fotos de satélite mostram que a construção, pela China, de ilhas artificias no arquipélago de Spratly, no mar da China Meridional, avança de maneira rápida. A China constrói portos, depósitos petrolíferos e duas supostas pistas aéreas que, segundo especialistas, permitirão à China projetar poder no Sudeste Asiático.

Essa construção aumenta a tensão na região, disse o secretário adjunto de Estado para a Ásia Oriental e Pacífico, Daniel Russell. Um dia antes o Pentágono sugeriu que a Casa Branca mande os aviões militares e navios para estas ilhas artificiais nas águas disputadas. O secretário de Defesa dos EUA, Ashton Carter, encarregou especialistas para estudarem uma opção de entrada dos aviões e navios de vigilância eletrônica nas águas que rodeiam o arquipélago Spratly.

EUA declararam estar preparando uma operação militar no mar da China Meridional imediatamente depois da Parada da Vitória em Moscou onde participaram militares da China e da Índia.


Ka-52 é ideal para a América Latina, garante fabricante

Helicóptero de ataque pode ser útil no combate ao tráfico de drogas e em operações contra as milícias.


Tatiana Russakova | Gazeta Russa

O mais recente helicóptero de ataque da holding ‘Helicópteros da Rússia’, o Ka-52 Alligator, foi apresentado no Salão Internacional de Tecnologia para Defesa e Prevenção de Desastres Naturais (Sitdef), inaugurado na semana passada no Peru.




“O Ka-52 Alligator preenche todos os requisitos e características necessárias para usuários da América Latina. Serve perfeitamente para uso em terreno montanhoso e pode ser extremamente útil em operações contra as milícias e na luta contra o tráfico de drogas”, declarou a assessoria de imprensa da holding russa em nota oficial.

O modelo foi planejado para destruir tanques, equipamento militar blindado e não blindado, alvos aéreos de baixa velocidade e tropas inimigas na vanguarda da defesa e em profundidade tática, para fins de reconhecimento, de distribuição do alvo e indicação de alvos em helicópteros interativos e postos de comando das forças terrestres.

Além do Ka-52, os fabricantes russos apresentaram no Peru o helicóptero multiúso Ka-32A11BC, o promissor multifuncional Mi-171A2 e o maior helicóptero do mundo, o Mi-26.

O Ka-32A11BC é usado para combater incêndios naturais e provocados pelo homem, em trabalhos de construção e como transporte de cargas no Peru, na Colômbia, no Brasil e no Chile. Além disso, o modelo tem os melhores indicadores de capacidade de içamento de carga da sua classe e excelente manobrabilidade.

O Sitdef acontece anualmente desde 2007 em Lima, capital do Peru, e cada edição do evento atrai cerca de 40.000 visitantes de mais de 30 países.

Peru contra o crime

Em novembro do ano passado, a ‘Helicópteros da Rússia’ começou a abastecer o Ministério da Defesa do Peru com um novo lote de 24 helicópteros militares de transporte Mi-171SH, conforme contrato estabelecido com a Rosoboronexport.



Além dos helicópteros, os peruanos estão recebendo também tecnologia aeronáutica destinada a garantir a operabilidade dos veículos adquiridos, incluindo equipamento para o centro de manutenção e um simulador para treinamento de pilotos.

O Mi-171SH ajudará a manter contato com as províncias localizadas na Bacia Amazônica e nos Andes, além de ser útil em operações militares nos vales dos rios Apurímac, Ene e Mantaro para combate ao tráfico de droga, grupos terroristas e organizações envolvidas com mineração ilegal.



Marinha escolhe empresa chinesa para construir estação na Antártica

Empresa Ceiec ofereceu o menor preço pelo contrato: US$ 99,6 milhões.
Licitação ficou suspensa por três meses; obra só deve ser entregue em 2018.


Eduardo Carvalho | G1, em São Paulo

A Marinha do Brasil confirmou nesta quarta-feira (20) que a empresa chinesa Ceiec vai construir a nova estação científica Comandante Ferraz, na Antártica. O resultado do certame foi divulgado no site da instituição.

Vista panorâmica da Estação Antártica Comandante Ferraz (Foto: Divulgação/Estúdio 41)Vista panorâmica da futura Estação Antártica Comandante Ferraz (Foto: Divulgação/Estúdio 41)

De acordo com a Marinha, a proposta dos chineses foi a menor oferecida entre os três concorrentes (US$ 99,6 milhões, aproximadamente R$ 302,1 milhões).

Em janeiro deste ano, a instituição havia emitido parecer anunciando a escolha pela Ceiec. No entanto, a OY FCR Finland, da Finlândia, e o consórcio brasileiro-chileno Ferreira Guedes/Tecnofast apresentaram recursos judiciais contra a decisão, o que forçou a suspensão da licitação, em fevereiro. O processo foi retomado em abril.

O novo complexo científico vai substituir a antiga base, destruída por um incêndio em 2012, que causou a morte de dois integrantes da Marinha. A Promotoria pediu a acusação por incêndio culposo do suboficial Luciano Medeiros por multiplicidade de mortes, mas ele foi absolvido pela Justiça Militar.

A obra estava prevista para ser entregue em março de 2015, mas, devido aos atrasos na licitação, a entrega da estação pode ocorrer só em 2018.

Entenda o caso

Esse é o segundo processo licitatório aberto pela Marinha para essa finalidade. O primeiro, iniciado no fim de 2013 e encerrado em fevereiro de 2014, terminou sem a apresentação de propostas.

Na época, poderiam se credenciar apenas empresas nacionais ou estrangeiras que firmassem parceria com organizações brasileiras.

Após o fracasso, a Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (Secirm) abriu em julho do ano passado uma nova etapa, desta vez permitindo a participação de organizações com 100% de capital estrangeiro. Desta vez, a inauguração foi adiada para março de 2016.

Devido a pendências judiciais, a licitação atrasou e só foi retomada em abril passado.

Atraso no início da construção

A construção do complexo, prevista inicialmente para ser entregue em março deste ano, só deve iniciar após a assinatura do contrato, ainda sem prazo para acontecer.

A Marinha informa que a construção tem prazo de execução de 540 dias corridos, período que pode ser estendido devido a "fatores supervenientes, como é o caso das peculiaridades do clima antártico". Por isso, a entrega da nova estação pode ocorrer apenas em meados de 2018.

Até que a obra termine, módulos provisórios instalados no local dão infraestrutura suficiente para receber 60 pessoas de uma só vez. Com isso, as viagens de cientistas brasileiros até o território antártico terão continuidade, assim como seus trabalhos de pesquisa em temas como mudança climática e biodiversidade.

O projeto executivo, escolhido em 2013 em um concurso promovido pelo Instituto de Arquitetos do Brasil, não deverá ser alterado. Segundo o documento, o edifício principal da nova estação terá uma área total de 4.500 m² e as unidades isoladas, como as torres de energia eólica e a área para helicópteros, somarão outros 500 m².

Serão 18 laboratórios internos, além de sete unidades isoladas para pesquisas de meteorologia e da atmosfera. Sua capacidade será para abrigar 64 pessoas.


20 maio 2015

Navio de pesquisas da Marinha Chinesa em visita ao Brasil

Poder Naval

O Navio Hidroceanográfico “Zhu Kezhen (872)”, da Marinha do Exército de Libertação Popular da China (PLA Navy), atracou no Porto de Salvador às 10h deste domingo (17) e foi aberto à visitação pública.


872-01

Construído no ano de 2003, o Zhu Kezhen está participando de uma missão de pesquisa oceanográfica e realiza visitas oficiais aos portos de países amigos, com o propósito de estreitar os laços diplomáticos com essas nações. Com 168 tripulantes e 129 metros de comprimento, a embarcação possui 8 metros de calado e desloca 4.335 toneladas.

O navio teve como seu último porto a cidade de Cape Town, na África do Sul, e fica em Salvador até o próximo dia 22 de maio, quando seguirá para Guayaquil, no Equador.


Empresa Chinesa CEIEC vence licitação para reconstrução da Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF)

Poder Naval

Estação Antártica Comandante Ferraz

SECRETARIA DA COMISSÃO INTERMINISTERIAL
PARA OS RECURSOS DO MAR

RESULTADO DE JULGAMENTO
CONCORRÊNCIA Nº 2/2014

Processo nº 61165.000287/2014-93
Espécie: Reconstrução da Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF).
A União, representada pela SECRETARIA DA COMISSÃO INTERMINISTERIAL PARA OS RECURSOS DO MAR (SECIRM), torna público o resultado de julgamento das propostas de preços referentes ao certame em epígrafe. A Comissão Especial de Licitação declarou que a proposta da empresa CEIEC, com o preço global de US$ 99.662.426,45 a de menor preço, é a mais vantajosa para a Administração Pública.
A mencionada decisão da Comissão Especial de Licitação encontra-se disponível para vistas na Divisão de Obtenção e Acordos Administrativos desta Organização Militar.

Capitão-de-MareGuerra (IM) CHRISTIAN ALEXANDER SHORT
Presidente da Comissão Especial de Licitação