28 agosto 2014

Índia faz expandir seu programa de mísseis

A dependência das importações de armamentos é capaz de se repercutir na capacidade defensiva da Índia. Os maiores navios ao serviço da Marinha – o porta-aviões Vikramaditya e o contra-torpedeiro Kolkata ainda não têm uma proteção aérea segura.


Nina Antakolskaya | Voz da Rússia

Os mísseis de artilharia anti-aérea de longo alcance Barak-2 que se deviam tornar uma parte integrante da DAA ainda não estão prontos. Uma empresa mista indiano-israelense, encarregada de concluir a criação desses mísseis ainda em 2011, pretende realizar testes finais apenas no fim do ano corrente.




Na foto: lançamento do míssil Akash (foto de arquivo)

Discursando, esta segunda-feira, na Conferência Internacional para a Aviônica Avançada em Hyderabad, Avinash Chander, conselheiro científico do Ministro da Defesa da Índia, disse que “o seu país se prontifica a expandir o programa de criação de mísseis”.

Convém notar que Chander, ocupando ainda o cargo de chefe da Organização de Pesquisa e Desenvolvimento na Área da Defesa (Defence Research and Development Organisation, DRDO), anunciou que “nos próximos cinco anos, a Índia irá projetar cinco novos tipos de mísseis, inclusive os mísseis de cruzeiro e de artilharia antiaérea”. Ao mesmo tempo, a Índia “se empenha em elaboração de complexos de armas de luta anti-tanque”.

Os sistemas de luta antitanque móveis têm sido um segmento em desenvolvimento dinâmico no mercado de armamentos. Segundo cálculos de peritos, as despesas indianas com a aquisição de lança-granadas anti-tanque aumentarão dos 170 milhões de dólares, em 2014, para os 300 milhões, em 2020. Hoje, os contratos de compra de armas anti-tanque móveis estão sendo disputados por empresas de Israel e dos EUA, afirma Vladimir Shvarev, vice-diretor do Centro de Análise do Comércio Mundial de Armas:

“Os sistemas de mísseis de luta antitanque – o norte-americano Javelin e o israelense Spike – são muito seguros, fazendo concorrência no mercado indiano. Todavia, o governo do país optou pelo lema de “projetar e produzir artigos nacionais” também na esfera militar.

Projetistas indianos compreendem a necessidade e as perspectivas de luta concorrencial. Por isso, no futuro próximo, o Exército vai adquirir os Spike israelenses ou os Javelis fabricados pelos EUA. No entanto, dentro de alguns anos, os especialistas da DRDO esperam criar um sistema de mísseis análogos.

Muitas empresas indianas acumularam uma experiência sólida na projecção de mísseis que já foram postos em serviço. Trata-se de uma “família” de mísseis balísticos Agni, mísseis táticos Prithvi, os de luta anti-navios Dhanush e os sistemas de fogo simultâneo Pinaka. Após as provas e avaliações positivas de peritos, entraram em serviço os mísseis de artilharia antiaérea Akash. Os mísseis de cruzeiro supersónicos BrahMos, criados por uma empresa russo-indiana, não têm análogos.


Coreia do Norte cria submarino com mísseis balísticos

Na Coreia do Norte está sendo criado um submarino com mísseis balísticos a bordo, informa o site Washington Free Beacon.


Voz da Rússia

Na notícia, nomeadamente, afirma-se que os serviços de espionagem conseguiram receber dados sobre um submarino norte-coreano com rampas para o lançamento de mísseis.

Assinala-se que a Coreia do Norte já possui mísseis que podem armar submarinos. Se Pyongyang conseguir construir um submarino com mísseis, então, segundo o Washington Free Beacon, isso permitirá à Marinha da Coreia do Norte atacar o território dos EUA e, a partir do mar Amarelo, as bases militares norte-americanas no Japão, nas Filipinas e na ilha de Guam.



Japão pretende criar caça de quinta geração

A recente decisão do Ministério da Defesa do Japão de solicitar para o próximo ano financiamento para trabalhos no protótipo do caça nacional japonês ATD-X pode se tornar mais um passo para transformar o país numa força militar totalmente independente.


Vassili Kashin | Voz da Rússia

O estabelecimento como uma tal força independente no futuro pode reduzir significativamente a necessidade do Japão em serviços norte-americanos no campo da segurança.


Mitsubishi ATD-X Shinshin

Ao longo da história pós-guerra o Japão tem gradualmente restaurado o seu potencial industrial militar. A sua própria indústria de defesa estava sendo desenvolvida mesmo quando isso não fazia nenhum sentido econômico. O Japão, até recentemente, aderia ao compromisso de não exportar armamentos. O nível modesto das forças de autodefesa significava que equipamentos eram produzidos em séries relativamente pequenas e tinha um custo enorme.

No entanto, o Japão conseguiu alcançar um elevado grau de autossuficiência no setor da indústria de defesa. O país tem produzido e desenvolvido a grande maioria dos armamentos e equipamentos militares para o Exército e a Marinha.

Ao mesmo tempo, as tentativas de desenvolver uma indústria independente de aviação se deparavam com resistência política dos Estados Unidos. Se recordarmos o enorme sucesso da indústria aeronáutica japonesa das décadas de 1930 e 1940 e o potencial tecnológico total japonês, podemos supor que a criação no país de aviões militares próprios tem boas perspectivas.

No entanto, por causa da pressão dos Estados Unidos, o Japão teve que se concentrar em projetos de escala limitada. Por exemplo, na produção de caças F-1 e F-2, que era realizada com participação norte-americana. Além disso, o país produzia aviões de treinamento e combate, aviões de transporte, hidroaviões e caças norte-americanos sob licença. Em todos os casos mantinha-se uma notável dependência tecnológica dos Estados Unidos.

Ter superado essa dependência, junto com ter abandonado a política de autorrestrição de exportações de armamentos abre novas perspectivas para o Japão. Trata-se tanto de desenvolver a cooperação técnico-militar com países estrangeiros, como de adotar uma política independente na área de segurança.

Conseguir autossuficiência não será uma tarefa simples. Mesmo o projeto tecnicamente mais simples do avião regional de passageiros japonês Mitsubishi Regional Jet está constantemente enfrentando problemas. No entanto, as crescentes dúvidas sobre a eficácia das garantias de segurança por parte dos Estados Unidos em condições de aumento do preço dessas garantias fazem inevitável a continuação do rumo à independência técnico-militar.

Segundo se sabe, os planos do Japão são bastante ambiciosos e presumem a criação de um caça completo de quinta geração com um motor japonês original. Ele será equipado com um radar com uma grelha de antenas em fases, um sistema de controle óptico-eletrônico e um sistema automático de diagnóstico de danos de combate. Este último permitirá corrigir o funcionamento do sistema de controle da máquina.

Toda a experiência de desenvolvimento de aviões de quinta geração no mundo aponta para enormes riscos técnicos e um quase inevitável adiamento dos prazos inicialmente previstos de realização do projeto. No entanto, em Tóquio, parecem acreditar que o possível ganho político justifica tais riscos.


EUA e Síria unem-se na luta contra inimigo comum

Mais tarde ou mais cedo, a realidade dura obrigará a reconhecer a necessidade de junção de esforços para liquidar a ameaça comum. Mesmo que se trate de uma união entre aqueles que não deixam de se considerar adversários. Recentemente, o emprego da aviação pelos EUA e a OTAN em operações do exército sírio contra os guerrilheiros do Estado Islâmico era considerado completamente inadmissível.


Vadim Fersovich | Voz da Rússia

Mas, de súbito, o aparecimento do “califado” parece não deixar alternativas a certas formas de interação militar do Ocidente com a Síria.

No dia 25 de janeiro, numa coletiva de imprensa em Damasco, Walid Muallem, ministro das Relações Exteriores da Síria, declarou que o seu país estava pronto a cooperar com todos os estados, incluindo a Grã-Bretanha e os EUA, na luta contra o EI e a Frente al-Nusra. Em 21 de agosto, a necessidade de certas formas de ação conjunta foi explicada pelo general Martin Dempsey, presidente do comitê conjunto dos chefes de estado maior dos EUA:

“Pode-se conseguir a derrota do EI sem mexer na parte dessa organização que se encontra na Síria? Resposta: não”.

Pode-se pressupor que o general tem em vista algumas ações militares separadas da América. Mas nem tudo é assim tão fácil. Na mesma conferência de imprensa em Damasco, Walid Mullen deu a entender que os serviços secretos da Síria na luta contra os grupos radicais já interagem há algum tempo com os seus colegas ocidentais. Segundo ele, “a Síria já coopera e coordena esforços regionais e internacionais na luta contra o terror em conformidade com as resoluções da ONU e com o respeito pela soberania da Síria”.

Pode ser que precisamente a respeito desses esforços a informação do The Independent, segundo o qual os serviços secretos dos EUA já transmitiram à Síria as coordenadas exatas do local onde se encontram os dirigentes dos jihadistas no seu território. Segundo o jornal, através da espionagem alemã BND.

A espionagem síria também tem o que propor aos possíveis aliados da coligação forçada. Por exemplo, a ajuda na salvação de reféns. Depois da execução pelo EI de James Foley, jornalista americano raptado na Síria, o MRE da Síria declarou que se os EUA tivessem coordenado a salvação de Foley e de outros estrangeiros (a operação especial para a sua salvação falhou) com a parte síria, as possibilidades de êxito teriam sido muito maiores.

O problema da libertação de reféns na região não é novo. No período entre 2004 e 2006, não obstante a presença de mais de 120 mil soldados americanos, uma rede de espionagem segura, o domínio no céu e relações relativamente amigáveis, foram salvos apenas 4 dos 400 estrangeiros feitos reféns no Iraque. Dos mais de 40 americanos, apenas foi salvo um.

Hoje, no Iraque não há tropas americanas, a região mergulhou no caos da guerra civil, as autoridades locais e os grupos litigantes olham com inimizade para o Ocidente. No Iraque e na Síria estão reféns dezenas de jornalistas e funcionários de organizações humanitárias ocidentais, nomeadamente, no mínimo, três cidadãos da EUA. Claro que é insubstituível a ajuda dos serviços secretos sírios na solução deste problema doloroso para os países do Ocidente.

Semelhante cooperação já não provoca a repulsa passada na opinião pública ocidental. Chas Freeman, antigo embaixador dos EUA na Arábia Saudita, afirma que não vê nada de mal numa certa interação com certas forças, nomeadamente com inimigas dos EUA, se elas combateram ativamente o EI. Segundo ele, isso já aconteceu várias vezes no Médio Oriente.

Claro que, tendo em conta as relações específicas de Damasco e Washington, semelhantes ligações são hoje mascaradas por duras declarações de ambas as partes. O Ministério da Defesa dos EUA declara estar pronto a enviar para o espaço aéreo da Síria aviões e drones de espionagem para recolher informação com vista ao lançamento de ataques contra as posições dos islamitas. Claro que sublinha que isso irá ser feito sem autorização de Damasco. Walid Muallem, por sua vez, previne que quaisquer ações realizadas sem o acordo direto da direção do país serão consideradas como agressão contra a Síria.

Porém, na situação criada, ambas as partes estudam a possibilidade de troca de informação secreta e de apoio a partir do ar como fator mutuamente vantajoso e importante na destruição final das forças do “califado”.

Será que para tomar consciência da prioridade na escolha do adversário foi preciso esperar que o EI tomasse um terço do território da Síria e um quarto do território do Iraque? Perguntem aos políticos.



Rússia refuta relatos sobre participação dos militares russos em hostilidades na Ucrânia

O representante permanente da Rússia na OSCE, Andrei Kelin, negou as acusações do lado ucraniano de que uma coluna militar russa supostamente entrou no território da Ucrânia.


Voz da Rússia

"Não há colunas russas lá", disse Kelin à RIA Novosti, após uma reunião extraordinária do Conselho Permanente da OSCE.

"Nossos parceiros (na reunião) não estavam interessados na situação humanitária no sudeste da Ucrânia, mas em colunas míticas russas com equipamento militar, que, no momento, supostamente estão indo em direção a Novoazovsk. Apenas um representante permanente ucraniano falou disso. Ninguém mais dispõe dessa informação. Certamente, essas colunas não existem", disse Kelin.

Anteriormente, tinha sido relatado que o presidente da Ucrânia, Piotr Poroshenko, cancelou sua visita à Turquia e convocou urgentemente uma reunião do Conselho de Segurança Nacional e Defesa "em conexão com a rápida deterioração da situação na região de Donetsk". Poroshenko afirma que "as tropas russas entraram na Ucrânia".



OSCE promove reunião extraordinária a fim de discutir situação na Ucrânia

A Organização para a Segurança e Colaboração na Europa, OSCE, vai realizar uma reunião extraordinária a fim de discutir a situação na Ucrânia, informa a agência France-Presse, alegando a declaração da missão dos EUA junto desta organização.


Voz da Rússia

“A questão básica da ordem do dia da reunião extraordinária das delegações da OSCE a realizar-se às 11h00, quinta-feira, em Viena, são violações cometidas pela Rússia na Ucrânia”, diz-se no comunicado.

Antes disso o Serviço de Segurança da Ucrânia tinha anunciado a detenção na fronteira com a Federação da Rússia de dez militares russos com armas e documentos. Uma fonte do Ministério da Defesa da Federação da Rússia explicou mais tarde à agência RIA Novosti que os militares russos, detidos na Ucrânia, patrulhavam um trecho da fronteira e atravessaram-na, provavelmente, por casualidade. No momento de detenção não ofereceram resistência aos militares ucranianos.


Ucrânia cessa exportação de mercadorias para uso militar para Rússia

O decreto do presidente da Ucrânia Piotr Poroshenko prescreve a cessação da exportação de mercadorias para uso militar e para uso duplo para a Rússia.


Voz da Rússia

Este decreto do presidente Poroshenko põe em ação a decisão do Conselho de Segurança e de Defesa Nacional da Ucrânia, de 27 de agosto de 2014 “Das medidas de aperfeiçoamento da política técnico-militar do Estado”.

Com esta sua decisão o Conselho de Segurança e de Defesa Nacional encarrega o gabinete de ministros de “tomar medidas a fim de cessar a exportação para a Federação da Rússia das mercadorias para uso militar e para uso duplo, cujo emprego final é militar, salvo o equipamento espacial que se utiliza para a pesquisa e para a exploração do espaço para fins pacíficos no quadro de projetos espaciais internacionais”, diz-se no decreto.



Rússia e Índia fazem treinamentos conjuntos em Voronezh

Dia 29 de agosto, começam os treinamentos das Forças Aéreas da Rússia e da Índia. O nome do evento é Avia Indra, se trata do primeiro exercício em conjunto na história da cooperação militar russo-indiana.


Nina Antakolskaya | Voz da Rússia

Durante muitos anos Rússia e Índia fazem treinamentos com o nome de código Indra em terra e no mar. Porém, os exercícios das Forças Aéreas dos dois países em grande escala serão realizados pela primeira vez.

Desde segunda-feira, 25 de agosto, os pilotos indianos conhecem as áreas de voo próximas e praticam a pilotagem em simuladores modernos russos no Centro de Aviação Lipetsk. Posteriormente, eles vão pilotar aeronaves russas Su-30 SM e helicópteros Mi-35 e Mi-8 no espaço aéreo de Voronezh. Os pilotos dos dois países vão efetuar voos conjuntos com o uso de armamento militar em alvos terrestres.

No Su-30SM Flanker-C as equipes mistas também irão treinar reabastecimento em voo com o avião-tanque Il-78 Midas. O comandante da Força Aérea russa, o coronel Viktor Bondarev assumirá o comando dos exercícios conjuntos, revelou o editor-chefe da revista Natsionalnaya Oborona (Defesa Nacional), Igor Korotchenko:

"Os exercícios conjuntos dos pilotos da Força Aérea da Índia e da Rússia é um evento destinado a demonstrar a capacidade profissional dos pilotos nas manobras, treinar a realização conjunta de tarefas e realizar combates aéreos de treinamento. Em geral, essa iniciativa irá melhorar a qualidade das competências profissionais dos militares da Força Aérea de ambos países".


Ilyushin Il-78 Midas

No âmbito dos treinamentos russo-indianos 2014, os militares especialistas em defesa antiaérea da Rússia e da Índia vão treinar a cooperação militar. Os militares indianos vão aprender a usar os sistemas de mísseis modernos S-300 e S-400, Buk-M1 e o sistema de artilharia antiaérea Pantsyr-S1.

No campo de treinamento de Ashuluk, que fica na região da cidade de Astrakhan, as equipes mistas de artilharia irão lidar com ataques aéreos simulados.

De acordo com o comunicado de imprensa da Força Aérea indiana, os exercícios Avia Indra 2014 "é uma ótima oportunidade para as Forças Aéreas dos dois países trocarem experiências e fortalecerem a base para o desenvolvimento profissional".

A Rússia é o principal fornecedor de aviões militares modernos para a Índia. Hoje, o Su-30MKI forma a base da frota de combate da Força Aérea indiana. Os aviões MiG e os helicópteros da produção do Mikoyan Design Bureau (MI) são bem conhecidos e altamente respeitados na Índia. Atualmente, há mais um contrato em fase de assinatura - a Índia pretende adquirir à Rússia aviões de reconhecimento e detecção por radar a longa distância A-50, produzidos pelo Consórcio Beriev.



Guarda Nacional em Mariupol está se preparando para ataques da milícia

Voz da Rússia

A Guarda Nacional e o exército regular ucraniano estão se preparando para ataques dos insurgentes a Mariupol. Já chegou a esta cidade mais equipamento militar, os postos de controlo foram reforçados, relata um portal online local.


Ucrania, Mariupol, confrontos, exercito

A estrada Novoazovsk - Mariupol está sendo controlada por militares ucranianos, lá não ocorrem confrontos, relata a mídia.

Mais cedo, responsáveis da autoproclamada República Popular de Donetsk afirmaram que as tropas ucranianas deixaram quatro assentamentos na região de Donetsk, recuando em direção a Mariupol.


Frota do Mar Negro adotará 11 navios e embarcações até o final do ano

Voz da Rússia

Até o final do ano corrente, a Frota do Mar Negro da Rússia irá adotar 11 navios de guerra e embarcações de apoio: dois barcos de assalto Grachonok, seis navios de apoio, dois submarinos de propulsão diesel-elétrica e duas fragatas, declarou esta quarta feira a jornalistas o comandante da Marinha russa, almirante Viktor Chirkov.


Projeto 636.3

"Até o final do ano corrente, a Frota do Mar Negro adotará dois barcos de assalto Grachonok, seis embarcações de apoio de várias classes. Planeja-se que dois submarinos de propulsão diesel-elétrica do projeto 636.3 Novorossiysk e Rostov-on-Don também serão adotados pela Frota do Mar Negro este ano", declaro Chirkov em São Petersburgo, durante a cerimônia de lançamento às águas do submarino de propulsão diesel-elétrica Stary Oskol.


Medvedev está preocupado com desaparecimento do fotógrafo Stenin na Ucrânia

O premiê da Federação da Rússia Dmitri Medvedev manifestou preocupação com o desaparecimento na Ucrânia do fotógrafo da agência internacional de notícias Rossiya Segodnya Andrei Stenin.


Voz da Rússia

“Infelizmente, o destino das pessoas, cujos documentários e fotografias tornam para nós viva a época passada e aquilo que ocorre nos dias de hoje, às vezes é muito dramático. Hoje nós todos estamos preocupados com o fotógrafo Andrei Stenin da agência Rossiya Segodnya, que desapareceu na Ucrânia, e esperamos que ele volte para o seu lar”, disse Medvedev ao intervir na inauguração da exposição “Fite os olhos da guerra”.

“Este ofício, o jornalismo militar, é um trabalho muito perigoso. É um trabalho, cujo objetivo é registrar os momentos mais terríveis e, por outro lado, as mais altas manifestações do espírito humano a fim de proporcionar a pessoas informação verídica sobre os acontecimentos. A necessidade desta verdade sempre existiu e a sociedade moderna necessita dela mais do que nunca”, disse o premiê.



A verdade tem que vir à tona

Diante de boatos e informações diversas disseminadas pela mídia, o chanceler russo Serguêi Lavrov escreve sobre os últimos acontecimentos na Ucrânia, sanções e como a Rússia está tentando ajudar a resolver a crise no país vizinho.


Serguêi Lavrov, ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia | Gazeta Russa

Infelizmente, os meios de comunicação continuam a espalhar boatos, informações distorcidas e até mentiras descaradas. Recentemente, a Ucrânia alegou que sua artilharia destruiu uma coluna de blindados que supostamente cruzaram a fronteira da Rússia para a Ucrânia, e mídia britânica disse ter testemunhado a incursão. Nenhuma evidência, no entanto, foi apresentada, e nem mesmo o Departamento de Estado dos EUA confirmou o incidente. Vemos todas essas histórias como parte de uma guerra de informação.

Nossa posição é nítida – queremos paz na Ucrânia, que só pode ser alcançada por meio de um amplo diálogo nacional em que todas as regiões e todas as forças políticas do país participem. Isso é o que a Rússia, os EUA, a UE e a Ucrânia acordaram em Genebra, em 17 de abril. No recente encontro em Berlim, envolvendo os ministros das Relações Exteriores da Rússia, Alemanha, França e Ucrânia, ninguém se opôs à confirmação dos itens dispostos na Declaração de Genebra.

O importante para Kiev é cessar as investidas de guerra e abandonar a ilusão de que a profunda crise na Ucrânia pode ser resolvida vencendo uma guerra contra o seu próprio povo. É profundamente triste ver que os EUA e a UE continuam apoiando cegamente qualquer iniciativa de Kiev.

Vamos relembrar outro documento que Kiev e o Ocidente tentam esquecer. Em 21 de fevereiro, um acordo sobre a resolução da crise foi assinado por Víktor Ianukovitch, Arseni Iatseniuk, Vitáli Klitschko e Oleg Tiagnibok, e acompanhado pelos ministros das Relações Exteriores da França, Alemanha e Polônia. Eles dizem agora que o acordo “foi atropelado pelos acontecimentos”, porque [o ex-presidente da Ucrânia] Ianukovitch deixou o país. Mas deixe-me lembrar os meus colegas que o acordo de 21 de fevereiro listava como prioridade número um o compromisso de um governo de unidade nacional. Será que esse objetivo só depende do próprio Ianukovitch?

A unidade nacional não é o princípio universal para qualquer país que queira permanecer integrado? Em vez de honrar esse compromisso, os líderes da oposição organizaram um golpe armado e declararam publicamente que haviam criado um “governo de vencedores”. Infelizmente, a lógica do “vencedor leva tudo” continua impulsionando as ações de Kiev, resultando em milhares de vítimas entre civis e em centenas de milhares de refugiados e pessoas desalojadas, bem como na quase destruição total da infraestrutura em muitas cidades e vilarejos no leste da Ucrânia.

As tentativas de resolver a crise por sanções unilaterais fora do quadro das decisões do Conselho de Segurança da ONU ameaçam a paz e a estabilidade internacional. Tais tentativas são contraproducentes e contradizem as normas e princípios do direito internacional. É absolutamente inaceitável dialogar com a Rússia – ou qualquer país em questão – na língua de ultimatos e medidas coercivas.

Nossa resposta a medidas unilaterais por parte dos Estados Unidos, da União Europeia e de alguns outros países tem sido equilibrada e em consonância com os direitos e obrigações da Rússia no âmbito de tratados internacionais, incluindo a Organização Mundial do Comércio.

Não é de forma alguma a nossa escolha, mas não deve haver dúvida de que vamos fazer o que for necessário para proteger os nossos interesses legítimos, incluindo os interesses de segurança nacional em todas as suas dimensões. Essa foi a base para a nossa decisão de restringir, durante o período de um ano, a importação de produtos agrícolas e alimentares de vários Estados que adotaram sanções econômicas setoriais contra a Rússia. Mas a Rússia não deseja seguir por essa estrada de agravamento da situação. Esperamos que os EUA, a União Europeia e outros deem ouvidos à razão e coloquem um fim a esse círculo vicioso e sem sentido iniciado por eles.

Queda do avião MH17

A derrubada do avião da Malásia é uma tragédia chocante. Desde que isso aconteceu, em 17 de julho, pedimos por uma investigação internacional pública e objetiva. É impossível explicar por que as autoridades ucranianas, que carregam toda a responsabilidade pela segurança dos voos internacionais sobre o território do seu país, não tinham fechado o espaço aéreo sobre a área de combate.

A Resolução 2.166, adotada pelo Conselho de Segurança da ONU em 21 de julho, prevê uma investigação completa, exaustiva e independente sobre o incidente, conforme as diretrizes de aviação civil internacional. Infelizmente, desde o início testemunhamos tentativas de esconder evidências e impedir a implementação dessa resolução.

O pedido de cessar-fogo na área do acidente foi ignorado pelas autoridades ucranianas por mais de 10 dias, e a nossa proposta de cumprir integralmente a Resolução 2.166 foi bloqueada no Conselho de Segurança pelos EUA, Reino Unido e Lituânia.

Soldados russos são capturados após cruzarem fronteira com a Ucrânia

Ministério da Defesa investiga como os militares foram parar na região.


Aleksandra Trifonova e Nikolai Litóvkin | Gazeta Russa

O Serviço de Segurança da Ucrânia declarou que o exército nacional capturou dez soldados das forças aerotransportadoras russas nas áreas fronteiriças entre os dois países. Durante sua visita a Minsk, o presidente russo, Vladímir Pútin, disse que ainda não tinha informações sobre como os soldados foram parar na região e aguardava o relatório do Ministério da Defesa.



Soldados russos são capturados após cruzarem fronteira com a Ucrânia
Durante o interrogatório, os soldados aerotransportadores russos disseram que não sabiam como acabaram no território da Ucrânia Foto: Reuters

Segundo informou à agência "Interfax" uma fonte no Ministério da Defesa russo, os soldados detidos cruzaram a fronteira russo-ucraniana "por acaso". "Esses soldados participavam da patrulha na fronteira russo-ucraniana e cruzaram, provavelmente por acidente, um terreno sem instalações e demarcação. Até onde se sabe, no momento da prisão, eles não apresentaram resistência às Forças Armadas da Ucrânia", disse a fonte.

Pútin disse a jornalistas que ainda não havia recebido o relatório do departamento militar sobre os soldados. "Até onde eu sei, eles patrulhavam a fronteira e poderiam acabar em território ucraniano", disse o presidente, acrescentando que, anteriormente, militares ucranianos foram achados no lado russo, "não cinco ou dez pessoas, mas dezenas", sendo que da última vez foram 450 pessoas. "Nunca houve qualquer problema, espero que neste caso também não haja problemas com a Ucrânia", disse ele.

Captura dos prisioneiros

"Perto da vila Zerkálni, na região de Amvrosiévski da unidade federativa de Donetsk, um grupo das Forças Armadas da Ucrânia e do Serviço de Segurança ucraniano prendeu dez militares do 331º regimento e da 98ª divisão das tropas aerotransportadoras das Forças Armadas da Rússia (unidade militar 71211). Os militares russos foram detidos com documentos pessoais e armas", informou um comunicado publicado no site do Serviço de Segurança.

De acordo com a agência de notícias ucraniana Unian, a composição inicial do grupo de aerotransportadores consistia de cerca de 400 pessoas - um batalhão de artilharia, pelotão de reconhecimento e unidades de apoio. Faziam parte da composição do grupo 30 veículos de combate, 18 peças de artilharia Nona e outros meios de transporte.

Ainda segundo a declaração do Serviço de Segurança da Ucrânia, na semana passada, soldados aerotransportadores russos foram levados do local permanente do regimento para Rostov do Don. Os detentos estavam vestidos com uniformes militares russos, mas sem distintivos, e os sinais de identificação de seus equipamentos militares foram pintados.

Durante o interrogatório, os soldados aerotransportadores russos disseram que não sabiam como acabaram no território da Ucrânia. Segundo eles, o comando anunciou o início de exercícios táticos na região. Militares ucranianos afirmaram que na noite de 24 de agosto os soldados russos, em regime de silêncio de rádio, cruzaram a fronteira em marcha em direção à cidade ucraniana de Ilovaisk.

"Nós não fomos pela estrada, mas pelo campo, nem sei onde cruzamos a fronteira", disse um soldado no vídeo do interrogatório, que se dizia cabo do 331º regimento da 98ª divisão aerotransportadora russa, identificado como Ivan Meltchakov. No vídeo, o soldado afirma só ter tomado conhecimento que se encontrava no território da Ucrânia quando começaram a bombardear o grupo deles.

Em cativeiro

"Como os soldados aerotransportadores foram parar lá se torna bastante claro com os quadros do interrogatório: eles se perderam depois de muitas horas de marcha, acompanhando uma coluna. Moscou não enviou seus homens para combates no sudeste da Ucrânia. Quando comboios militares estão em movimento, eles sempre têm uma vanguarda que vai adiante e há uma guarda lateral. Aparentemente, eles estavam ao lado da coluna, e à noite se perderam, cruzando a fronteira russo-ucraniana. Ela não é marcada, não há quaisquer pontos de referência alertando que é a fronteira, e não é nada surpreendente que eles foram encontrados do lado ucraniano", disse à Gazeta Russa o coronel reformado e especialista militar independente Víktor Litóvkin.

O presidente do Instituto de Estimativas Estratégicas da Rússia, Aleksandr Konovalov, disse que a captura dos soldados aerotransportadores russos armados no território da Ucrânia é um presente para Kiev e será muito mais fácil às autoridades oficiais comprovar o envolvimento de Moscou com os combates no sudeste.

"Dos Estados Unidos e da União Europeia pode-se esperar o fortalecimento das sanções. Já a Ucrânia vai ainda mais ativamente pedir assistência militar na construção de suas forças armadas e equipagem com armas modernas. Kiev terá mais alguns argumentos a favor de que o Ocidente tem que ajudar, embora eu ache que, por enquanto, o Ocidente se absterá", disse Konovalov.

O especialista também observou que, no contexto das próximas negociações da União Aduaneira, "a situação se torna um trunfo nas mãos de [Petrô] Porochenko", o presidente da Ucrânia.



Comboio humanitário russo se transforma em argumento político no conflito ucraniano

Envio de caminhões de ajuda para o Donbass reforça posição de negociação de Moscou, mas pode causar desconforto para Kiev.


Guevorg Mirzaian, especial para Gazeta Russa

A entrega bem-sucedida da ajuda humanitária da Rússia ao Donbass, região do leste da Ucrânia, não só irá salvar vidas de moradores locais, como também poderá apressar o final da guerra civil ucraniana.

As negociações sobre o destino do comboio humanitário russo, composto por cerca de 300 caminhões que há quase uma semana se encontram na fronteira russo-ucraniana, estão em fase de conclusão. As partes chegaram a um acordo sobre todas as questões relacionadas ao transporte de bens e os observadores não encontraram nenhum armamento nos caminhões. De acordo com Viktoria Zotikova, representante da Cruz Vermelha, para o comboio poder passar para a Ucrânia resta apenas obter garantias de segurança das partes envolvidas no conflito.

Zotikova se recusou a comentar o progresso das negociações e as dificuldades surgidas, no entanto, de acordo com fontes não oficiais, o problema estaria no lado ucraniano, mais precisamente nas unidades da Guarda Nacional, compostas por nacionalistas que nem sempre obedecem às autoridades oficiais. Posicionados no bolsão a sul de Lugansk, os militares ucranianos controlam parte da estrada desde a fronteira de Izvarino até à capital da autoproclamada República Popular de Lugansk e podem atacar o comboio. Há alguns dias a milícia da região avisou que o batalhão da Guarda Nacional Aidar recebeu ordens para atacar os caminhões.

No entanto, é possível que este obstáculo seja em breve eliminado – seja por via da negociação ou pela força. As milícias estão agora ativamente engajadas na liquidação do bolsão e não conseguiram ainda fechá-lo apenas porque junto com o Aidar se encontra uma das unidades de combate mais bem preparadas do exército ucraniano: a 80ª brigada aeromóvel de Lvov.

Enquanto isso, alguns especialistas acreditam que a viagem bem-sucedida deste imenso comboio humanitário pode dar um trunfo à Rússia e, possivelmente, contribuir para o fim da guerra civil.

"Se o comboio chegar ao seu destino mostrará que o ‘regime sangrento de Pútin’ cuida mais dos cidadãos ucranianos do que o governo oficial de Kiev, e isso irá criar desconforto para o presidente ucraniano, Petro Porochenko", opina o cientista político russo e especialista no espaço pós-soviético Serguêi Markedonov.

Do ponto de vista político, o comboio reforça a posição de negociação da Rússia. Moscou tenta agora persuadir Porochenko a iniciar o processo de negociação e de federalização da Ucrânia e dar passos que poderão não apenas acabar com a guerra, mas também dar a Kiev (onde o sentimento anti-russo no oeste é equilibrado pelas forças pró-russas do leste) o estatuto de país neutro. O argumento fundamental de Moscou é precisamente a catástrofe humanitária no Donbass, agravada pela atuação do exército ucraniano, que não conseguiu efetuar uma guerra-relâmpago na região e iniciou batalhas posicionais recorrendo à artilharia. Mas para isso, porém, a Rússia tem que provar ao mundo que trata-se de fato de uma catástrofe humanitária.

Por fim, a chegada ao destino do comboio humanitário também jogará a favor das forças dentro da União Europeia que defendem um compromisso com a Rússia. "Os países da Europa não estão menos interessados ​​do que a Rússia em que este conflito se resolva o mais rápido possível, no entanto, eles se encontram pressionados entre Washington e Moscou e estão em uma situação política muito difícil. Especialmente depois da história com o Boeing da Malaysia Airlines, necessitam muito de argumentos adicionais", afirma o diretor do Centro de Estudos Europeus e Internacionais da Escola Superior de Economia, Timofei Bordatchev.



Rússia cria nova base aérea em Bielorrússia

Instalação no aeródromo de Baranovitchi fortalece o sistema regional de defesa antimíssil.


Víktor Litóvkin, especial para Gazeta Russa

Uma base aérea russa será instalada no aeródromo bielorrusso de Baranovitchi, em 2015. Por enquanto, somente alguns caças russos SU-30SM3 conduzem rotativamente a patrulha aérea no local, e a partir do ano que vem serão 24 aviões, praticamente um regimento aéreo completo. As aeronaves irão dispor de toda a infraestrutura necessária: pessoal especializado, radar, sistemas de combustível e reabastecimento aéreo, armazenamento de munição, torre de controle, complexo de operação técnica e manutenção de armas, entre outros.



Rússia cria nova base aérea em Bielorrússia
A criação da base aérea russa em Bielorrússia foi anunciada no ano passado Foto: RIA Nóvosti

A criação da base aérea russa em Belarus foi anunciada no ano passado. O ministro da Defesa russo, Serguêi Choigu, falou sobre isso em visita a Minsk, depois de uma reunião com o presidente bielorrusso, Alexandr Lukachenko. O ministro explicou a instalação pela necessidade de reforçar substancialmente o sistema de defesa aérea bielorrussa, por meio do fornecimento ao país irmão de quatro novas divisões do sistema de mísseis de defesa aérea S-300PMU Favorit. Na época, falava-se sobre a instalação do regimento de aviões de caça em Baranovitchi, como parte indispensável do sistema único russo-bielorrusso de defesa aérea regional, que é composto por unidades de radar, unidades de defesa antiaérea e caças.

Para instalar a base aérea russa em Bielorrússia é necessário assinar um acordo intergovernamental, que ainda está sendo preparado. O acordo precisa ser ratificado pelos parlamentos dos dois países, receber a assinatura dos presidentes, e só então, depois da publicação na imprensa, ele entra em vigor. No entanto, a fim de não se perder tempo, a reconstrução e a modernização do aeródromo de Baranovitchi já estão em curso, para que, quando todos os documentos legais necessários estiverem prontos, a base possa receber o regimento aéreo sem atraso.

Resposta à Europa

Pável Zolotarev, vice-diretor do Instituto EUA e Canadá da Academia Russa de Ciências, PhD em ciências técnicas e general-major reformado, acredita que a instalação do regimento aéreo no aeródromo de Baranovichi é uma reação natural ao avanço da OTAN para o leste, bem como aos planos de implantação de elementos do sistema de defesa antimísseis americano na Polônia, e à criação da infraestrutura militar da OTAN também na Polônia e nos países bálticos, incluindo a realocação de 12 caças de países da OTAN ao aeródromo de Zokniai, em Shauliaem. Tais aviões conduzem a patrulha aérea no mar Báltico e podem ser armados com bombas atômicas de queda livre B61. Duzentas peças dessas bombas estão em bases europeias em cinco países: Alemanha, Bélgica, Itália, Holanda e Reino Unido.

“É verdade que dificilmente a situação chegará até a utilização dessas bombas, e eu não ligaria a nossa base aos aviões em Shauliaem. Mas, como meio de oposição ao sistema de defesa antimíssil na Polônia, o regimento aéreo russo em Baranovitchi é, em minha opinião, uma ótima solução”, disse o general.

Gesto político

Aleksei Moskovski, ex-chefe de armamentos das Forças Armadas da Rússia, vice-ministro da defesa da Rússia (2001-2007), doutor em ciências técnicas e general do exército, declarou que a criação da base aérea russa em Baranovitchi ressalta a união irmã política, econômica e militar da Rússia e de Bielorrússia e significa o aumento da importância da Organização do Tratado de Segurança Coletiva, do qual fazem parte, além da Armênia, Cazaquistão, Tajiquistão, Quirguistão, Rússia e Bielorrússia.

Moskovski ainda sublinhou que é uma demonstração de que, apesar do fato de Moscou e Minsk terem certas divergência em relação à proteção de suas fronteiras e interesses nacionais, eles são um e inseparáveis. A base aérea russa em Baranovitchi, de acordo com o general do exército, tem um significado mais político do que militar.

Além dos aspectos políticos e militares da instalação da base russa em Baranovitchi, existem considerações puramente práticas. O aeródromo dessa cidade bielorrussa está localizado perto do local onde são consertados caças SU-27, bem como bombardeiros TU-22. Nesta área, recentemente realocaram a 61ª base de aviação da força aérea e defesa antiaérea das forças armadas bielorrussas, que inclui o regimento aéreo de caças SU-27 e o regimento de bombardeiros pesados de aviões TU-22, tornando desnecessário trazer de longe especialistas em manutenção dos SU-30SM3 russos.


O HISTORY resgata história emocionante e preciosidades de um "pracinha" da FEB na Segunda Guerra Mundial

History Channel

Desde a chegada do primeiro escalão da Força Expedicionária Brasileira (FEB), com cerca de 5.800, em julho de 1944, ao front italiano, muitas histórias ainda não foram contadas e outras tantas estão no esquecimento sobre a participação dos brasileiros na Segunda Guerra Mundial. O HISTORY, num esforço de lembrar os atos de coragem destes homens que defenderam o Brasil, traz a história do soldado Fernando Dantas D’Ávila, que trabalhou na Itália até 1945 como mensageiro do exército brasileiro e, ferido, estava no hospital quando a Guerra chegou ao fim.




Seu filho, também chamado Fernando, nos forneceu um precioso material histórico, com fotos, documentos, cartas de seu pai e também uma emocionante história, na qual o Pracinha Fernando teve que enfrentar inimigos e fogo cerrado para levar uma importante mensagem… foram os 600 metros mais longos que ele já havia percorrido na vida até então:

“Como já disse, meu pai era mensageiro, e, em um momento especialmente difícil de combate, ele foi encarregado de levar uma mensagem a um posto avançado que se localizava a uns 600 metros do comando e vivia sob constante fustigação inimiga. As linhas de comunicação haviam sido rompidas (eram físicas). A mensagem que ele nunca esqueceu dizia: "1143 cia iniciará fogos previstos".

Havia fogo cerrado, e a dificuldade de progressão era tanta, que ele levou quase uma hora para conseguir alcançar o objetivo, mesmo apressado pela proximidade do início do fogo amigo. Quando chegou ao posto e entregou a mensagem, o sargento lhe disse;

"Obrigado, mas as comunicações já foram restabelecidas...".

"O que o Pracinha Fernando deve ter pensado nesse momento?
Isso ele nunca me falou..."

Ao todo, 25 mil brasileiros foram enviados para a Segunda Guerra, com a missão completar as lacunas deixadas pelo deslocamento de americanos e franceses destacados à invasão do sul da França. Ao final da luta, os brasileiros haviam libertado várias localidades italianas após desbancar o eficiente sistema de defesa dos alemães.



Quando o confronto acabou, o Pracinha Fernando escreveu uma emotiva carta à família, direto da Itália, datada em 3 de maio de 1945.

“Nem sei como começar esta. A alegria que me invade a alma é tal que não tenho palavras para descrevê-la. Até que enfim isto terminou.”

A carta continha três páginas, em papel da American Red Cross. No final, o bravo soldado, revelou um desejo á família, assim que colocasse os pés novamente no Brasil: “Depois iremos para a casa e comerei uma feijoada, tal que espero ficar sem levantar-me durante três horas após a mesma, tempo este que aproveitarei para contar-lhes passagens da guerra.”


26 agosto 2014

Rússia pode fornecer à Índia o “radar voador” A-50

Voz da Rússia

Este ano, a Rússia e a Índia planejam assinar um acordo de fornecimento do aviação de detecção por radar a longa distância A-50, informou aos jornalistas hoje Igor Garivadsky, construtor-chefe do Consórcio Beriev.




"Planejamos assinar um contrato com a República da Índia sobre o fornecimento do avião A-50", afirmou ele, sem avançar detalhes.


Exercícios antiterroristas da OCX começam na China

Na China começaram os exercícios antiterroristas coletivos das forças armadas dos países-membros da Organização para a Cooperação de Xangai (OCX) Missão de Paz 2014.


Voz da Rússia

Nos exercícios, que se prolongarão de 24 a 29 de agosto, estão envolvidos cerca de sete mil militares do Cazaquistão, Quirguistão, China, Rússia e Tajiquistão.


China, defesa, exercícios, internacional, RússiaFoto: RIA Novosti

Esta edição das manobras, a maior em número de efetivos envolvidos na história da OCX, contará com a participação de diversos ramos militares, força aérea, forças de defesa antiaérea e de luta radioeletrônica.

A Rússia se faz representar nos exercícios pelo grupo tático de batalhão da 36ª brigada motorizada destacada do Distrito Militar Leste e pelo grupo de aviação do 3º Comando de Força Aérea e de Defesa Antiaérea. O agrupamento russo inclui mais de mil efetivos e 60 veículos blindados.



China – EUA: a corrida aos mísseis hipersônicos

O segundo teste pela China de um míssil hipersônico terminou sem sucesso. A falha do dispositivo ocorreu pouco depois do lançamento do míssil, segundo informou a 22 de agosto o jornal de Hong Kong South China Morning Post.


Natalia Kasho | Voz da Rússia

Dois dias antes, a publicação norte-americana Washington Free Beacon relatou esse teste, citando o Pentágono, informando igualmente que na Internet tinham sido publicadas fotos do primeiro estágio do míssil que se despenhou.

Entretanto, o mistério está em a mídia chinesa não ter divulgado nada sobre os testes do míssil. Há igualmente divergências sobre o local de lançamento, apesar de se tratar realmente de um teste realizado a 7 de agosto. O South China Morning Post escreve que ele foi realizado numa plataforma de lançamento perto de Taiyuan na província de Shanxi, no noroeste da China. Já o Washington Free Beacon indica o centro de lançamentos de satélites de Jiuquan na região autônoma da Mongólia Interior.

A publicação norte-americana apresentou a declaração de um porta-voz do Pentágono que este é o segundo teste do ano de um míssil hipersônico. O míssil, equipado com uma ogiva hipersônica planadora destacável, pode realizar ataques nucleares contra os EUA. Entretanto, na opinião do editor principal do jornal russo Voienno-Promyshlenny Kurier (Correio Militar Industrial) Mikhail Khodarenok, a China está desenvolvendo essa arma porque os EUA e a Rússia já a têm, e a China tenciona se juntar ao clube:

“A China não desenvolve armas hipersônicas para ameaçar alguém em concreto, como os EUA, a Índia ou quaisquer outros potenciais adversários geopolíticos e geoestratégicos. Essas armas são desenvolvidas com um único propósito. Se existe a possibilidade de dissuadir um potencial adversário, e se os outros países desenvolvem essas armas, seria completamente imperdoável não participar no seu desenvolvimento e testes. Tanto mais que a China têm capacidades potenciais para desenvolver esse tipo de armas”.

Os peritos consideram que um possuidor de mísseis hipersônicos se torna em líder no mercado de armamentos. A China também tenciona entrar no grupo desse tipo de líderes. Entretanto, os testes dessa classe de mísseis demonstram as tentativas por parte da China para aprender a ultrapassar o sistema de defesa antimísseis norte-americano, diz Vladimir Evseev:

“A China, possuindo um arsenal limitado de mísseis nucleares, está criando forças nucleares capazes de ultrapassar, em caso de necessidade, o sistema de defesa antimísseis dos EUA. A China não possui um sistema de defesa antimísseis. Mais que isso, ela não possui sequer um sistema de alerta de ataques com mísseis. Nessas condições, o desenvolvimento de quaisquer aparelhos hipersônicos que possam realmente ultrapassar o sistema estratégico de defesa antimísseis dos EUA será uma vantagem considerável para a China”.

A China pode furar o sistema de defesa antimísseis dos EUA de forma limitada, mas não podemos falar de um avanço significativo, considera Vladimir Evseev. Essa opinião é partilhada por Mikhail Khodarenok, o qual também pensa que, depois dos EUA e da Rússia, a China poderá ser o terceiro país a possuir uma defesa antimísseis:

“Podem ser considerados como países emergentes, que já anunciaram por diversas vezes suas ambições em criar sistemas de defesa antimísseis, a China e a Índia. É preciso realizar um grande salto tecnológico para criar um sistema desses e colocá-lo em funcionamento. A China, apesar de todas suas capacidades, ainda não atingiu o nível necessário para desenvolver um sistema de defesa antimísseis. Mas eu penso que isso é uma questão que será resolvida num futuro imediato”.

O primeiro teste do míssil hipersônico WU-14 foi realizado pela China no dia 9 de janeiro deste ano. Ele decorreu com sucesso. Seu novo teste, apesar do fracasso, prova que a corrida aos armamentos hipersônicos se desenrola a nível global.



Produção de mísseis S-300 será suspensa na Rússia durante um ano

Fonte do complexo militar-industrial revela: a produção de mísseis antiaéreos S-300 será suspensa na Federação da Rússia durante um ano.


Voz da Rússia


Todavia, a produção de peças sobressalentes para estes mísseis continuará e proximamente vai, inclusive, aumentar. “Isto é indispensável para manter os sistemas utilizados atualmente pelas forças armadas em estado de prontidão. De acordo com as nossas estimativas, esta arma de defesa antiaérea continuará a ser eficaz ainda mais uns dez anos”, apontou o interlocutor.


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Revelou que o míssil S-300 será substituído por toda uma série de sistemas de nova geração. “O míssil S-400 passa a ser o sistema básico das nossas Forças Armadas”, especificou.

Apontou também que já hoje a política de vendas dos produtores russos dos sistemas de defesa antiaérea visa sobretudo promover o míssil S-400, embora a sua exportação vá começar não antes de 2016.


Descoberto projétil de artilharia não detonado na região de Rostov

Voz da Rússia

Guardas fronteiriços russos descobriram perto da localidade de Shramko, região de Rostov, uma munição de artilharia não detonada que se supõe ter sido disparada do lado da Ucrânia, informou à agência RIA Novosti o porta-voz do Comando da Guarda de Fronteiras do Serviço Federal de Segurança da região de Rostov Nikolai Sinitsyn.


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“O projétil foi descoberto a 500 metros da fronteira nacional e aproximadamente à mesma distância da localidade de Shramko”, informou a fonte, tendo especificado que não houve vítimas entre os habitantes ou os guardas fronteiriços.

O terreno, onde o projétil foi encontrado, está neste momento isolado. A informação foi transmitida aos colegas das restantes forças policiais.



Seul vazou informações secretas sobre negociações com a China

Em 26 de agosto Seul divulgou um episódio das negociações confidenciais entre o presidente da China, Xi Jinping, com a presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, sobre a defesa antimísseis dos Estados Unidos. Na reunião realizada em 3 de julho, o líder chinês apelou a considerar com todo o cuidado a instalação do sistema de defesa antimísseis norte-americano na Coreia do Sul. Isso foi relatado na terça-feira pela agência Yonhap citando uma fonte diplomática. Qual foi a resposta de Park Geun-hye ao líder chinês não se sabe.


Natalia Kasho | Voz da Rússia

O vazamento de informações confidenciais ocorreu quase dois meses depois da primeira e histórica visita de estado do líder chinês à Coreia do Sul. Por que só agora se soube?

Aparentemente, Washington aumentou a pressão sobre Seul, insistindo na integração o mais depressa possível do sistema de defesa antimísseis sul-coreano com o norte-americano. Entretanto, militares da Coreia do Sul estão apostando no desenvolvimento de seu próprio programa de defesa antimísseis projetado para defender o país contra a ameaça de mísseis do Norte. Quanto à colaboração com os Estados Unidos neste domínio, eles preferem limitá-la exclusivamente à troca de informações de inteligência.

Podemos supor que a divulgação por Seul da advertência de Xi Jinping de não sucumbir à pressão dos Estados Unidos é um sinal justamente aos aliados norte-americanos. Ou seja, a Coreia do Sul não gostaria de estragar as relações com a China, que agora estão em alta, por causa do sistema de defesa antimísseis norte-americano. Esta posição de Seul, obviamente, irá afetar as consultas que estão sendo realizadas com os Estados Unidos sobre a implantação de componentes do sistema norte-americano de defesa antimísseis na Coreia do Sul.

Entretanto, para a China é crucial que a Coreia do Sul não instale nenhum sistema de defesa antimísseis, disse o perito Vladimir Evseev:

“De fato, este é um sistema norte-americano de baseamento avançado. Sua implantação relativamente perto do território chinês permite interceptar mísseis chineses mais eficazmente.

Muito provavelmente, o maior perigo para os mísseis chineses não serão os sistemas de defesa antimísseis instalados em terra, mas a instalação em navios de guerra da Coreia do Sul, principalmente em contratorpedeiros, de sistemas de mísseis guiados Aegis. A presença de sistemas de baseamento marítimo permite, hipoteticamente, intercetar mísseis chineses na fase ativa de voo com um alto grau de probabilidade. É isso que preocupa a China principalmente, uma vez que, de certa forma, irá desvalorizar a capacidade de mísseis que ela possui”.

Ao mesmo tempo, a capacidade de mísseis da China é bastante limitada. Portanto, qualquer implantação de sistemas de defesa antimísseis, especialmente perto das suas fronteiras nacionais, coloca perante a China um dilema muito sério. Ou ela deve aumentar significativamente sua capacidade de mísseis, ou procurar outras oportunidades de retaliação, possivelmente através do aumento do número de submarinos nucleares com mísseis balísticos a bordo. Mas esta não é a melhor opção, acredita Vladimir Evseev:

“Isso envolve seus problemas, tanto com mísseis balísticos, como com os próprios submarinos que agora estão estacionados em Hainan. Em geral, a China está enfrentando uma escolha difícil. Para ela é mais eficaz convencer a Coreia do Sul a não instalar sistemas de defesa antimísseis norte-americanos . Neste caso, ela não terá que enfrentar custos financeiros consideráveis. Por outro lado, para compensar Seul por tal passo em frente, a China pode propor à Coreia do Sul alguns projetos econômicos vantajosos. Penso que a China, ao que parece, fez isso durante a visita de Xi Jinping a Seul”.

Hoje, a China já está expandindo ativamente a sua capacidade de mísseis. Em Seul entendem que este fortalecimento aumenta a capacidade dos militares chineses de ampliar a lista de potenciais alvos na Coreia do Sul. E este é outro argumento a favor de não brigar com a China e ter em conta sua preocupação com a possibilidade de instalação de elementos do sistema de defesa antimísseis norte-americano na península coreana.



Estão em liberdade os jornalistas Vasilenko e Koroleva, detidos na Ucrânia

Voz da Rússia

O representante regional da “Missão da Crimeia para Direitos Humanos” Andrei Krisko informou à agência RIA Novosti que o stringer da agência internacional de notícias Rossiya Segodnya e da agência France-Presse Maxim Vasilenko e a sua colega, correspondente do periódico Krymsky Telegraf Evguenia Koroleva, que tinham sido detidos pelos militantes do Setor de Direita ucraniano na região de Donetsk, foram postos em liberdade e dirigem-se para a Crimeia.


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Foto de arquivo. Jornalistas Evguenia Koroleva e Maxim Vasilenko - Foto: ktelegraf.com.ua

“Soubemos de uma amiga íntima de Evguenia que ontem, a altas horas da noite, o Setor de Direita entregou os jornalistas à polícia e que depois disso eles foram postos em liberdade. Evguenia teve conversa telefônica com a sua amiga no decurso da qual informou que estão em ordem e que terça-feira, de manhã, estarão de volta na Crimeia”, disse ele.

Todavia a redatora-chefe do jornal Krymsky Telegraf Maria Volkonskaya informou à agência RIA Novosti que os jornalistas não tinham contactado até agora a redação, nem informado o seu paradeiro.


Ucrânia anuncia detenção de 10 militares russos, mas não apresenta provas

O Serviço de Segurança da Ucrânia afirma que tinha detido na fronteira com a Federação da Rússia dez militares russos com armas e documentos, mas não apresentou nenhuma prova concreta disso.


Voz da Rússia

Kiev fez esta declaração na véspera do encontro dos chefes de Estado que integram a União Europeia e a União Aduaneira com o presidente da Ucrânia Piotr Poroshenko, em Minsk.

“O grupo operativo comum das Forças Armadas da Ucrânia e do Serviço de Segurança da Ucrânia deteve nas proximidades do povoado Zerkalny, na região de Donetsk, dez militares do regimento 331 da Divisão 98 Svirskaya, pertencente a Tropas Aerotransportadas das Forças Armadas da Federação da Rússia. Os militares russos foram detidos com documentos pessoais e com armas”, diz-se no comunicado, publicado no site desta entidade.

O Serviço de Segurança da Ucrânia afirma que os militares russos detidos revelaram que no sábado todo o seu batalhão foi transferido para uma região situada junto da fronteira com a Ucrânia e que na noite do domingo para segunda-feira eles teriam realizado uma marcha forçada no quadro de uma coluna de blindados aerptransportados. De acordo com os dados do Serviço de Segurança da Ucrânia, apenas os oficiais sabiam que a tropa atravessava a fronteira do Estado vizinho.

O Serviço de Segurança da Ucrânia não informou nada sobre o destino do resto da “coluna de blindados russos”.



Militares russos atravessaram fronteira com a Ucrânia acidentalmente

Os militares russos que foram detidos pela parte ucraniana atravessaram a fronteira russo-ucraniana por acaso, informou uma fonte do Ministério da Defesa da Rússia.


Voz da Rússia

“Os citados militares realmente participavam no patrulhamento de um setor da fronteira russo-ucraniana, atravessaram-na, talvez, por acaso, numa parte não demarcada e sinalizada. Pelo que sabemos, eles não ofereceram resistência às forças armadas da Ucrânia quando foram detidos”, declarou à Interfax o Ministério da Defesa da Rússia.

Além disso, a fonte recordou que em território russo, por várias vezes, sozinhos ou em grupo, entraram militares ucranianos em número superior a 500 homens, nomeadamente com armas e blindados.

“Não fizemos barulho especial por isso, simplesmente devolvemos todos os que quiseram ao território ucraniano num lugar seguro”, disse o interlocutor da agência.

Anteriormente, o Serviço de Segurança da Ucrânia informou da detenção, no território da região de Donetsk da Ucrânia, de 10 soldados da 98º divisão das Tropas Aerotransportadas da Rússia.



Milícia de RPD retoma controle de altura estratégica Saur-Mogila

A milícia da RPD recuperou o controle do mais alto ponto da Região de Donetsk: Saur-Mogila, informa a RIA Novosti no quartel da milícia.


Voz da Rússia

Saur-Moguila está a uma altura de 277 metros e encontra-se a cerca de 80 km a leste de Donetsk.

"Depois de vários dias de intensos combates, os militares abandonaram-na", informou um representante da milícia. Segundo ele, foram capturadas várias unidades de blindados e armas dos militares.

Os confrontos entre militares e milicianos continuam nos arredores do monte.

O monte Saur-Mogila é o ponto mais alto de Donbass. Durante a Segunda Guerra Mundial, foi local de combates sangrentos entre os exércitos soviético e alemão. Durante o atual conflito, voltou a ser estrategicamente importante: os milicianos abriam fogo de Saur-Mogila contra as posições dos militares na fronteira com a Rússia. Além disso, este ponto permite controlar a estrada entre Donetsk, região de Lugansk e Rússia.


Terroristas do Estado Islâmico devem ser parados hoje

A Rússia está seriamente preocupada com a situação no Iraque, onde militantes do Estado Islâmico estão construindo com bastante sucesso o seu “califado global”, utilizando para isso métodos chocantes para qualquer pessoa civilizada.


Serguei Duz | Voz da Rússia

Moscou está exortando seus parceiros ocidentais a abandonarem os duplos padrões na luta contra o terrorismo. Esta prática só pode ser ultrapassada com base nos princípios do direito internacional e em estreita cooperação com as autoridades legítimas. A ameaça do Estado Islâmico ultrapassou as fronteiras regionais tornando-se uma dor de cabeça para toda a comunidade mundial. Ao mesmo tempo, segundo o ministro russo do Exterior, Serguei Lavrov, o Ocidente e a Rússia devem unir-se no desejo de vencer o terrorismo internacional e de evitar que terroristas ocupem novos territórios criando assim, essencialmente, um Estado terrorista.

“Mas quando nós lutamos contra o terrorismo, é preciso fazê-lo com base no direito internacional, inclusive respeitar à soberania dos respectivos estados”, disse Lavrov. Quando começou a Primavera Árabe, a Rússia propôs a seus parceiros trabalhar em conjunto, com base em abordagens mutuamente acordadas, mas no Ocidente prevaleceram considerações de conveniência política:

“O que é mais importante: mudar regimes e satisfazer antipatias pessoais, ou unir forças contra a ameaça comum – o terrorismo? Somos a favor da segunda opção. Antipatias pessoais incentivaram os esforços para derrubar Saddam Hussein. Agora vemos em quê se transformou o Iraque. Antipatias pessoais foram em grande parte a causa da derrubada de Kadhafi. Como resultado, a Líbia se desmoronou. E Deus sabe quando tudo isto acabará”.

O Estado Islâmico, com o qual agora estão tentando lutar os norte-americanos, também, inicialmente também gozava de seu apoio, como os Mujahidin que criaram a Al-Qaeda e organizaram o ataque 11 de setembro de 2001. No Iraque, os Estados Unidos correm o risco de cometerem o mesmo erro, acredita o vice-presidente da Academia de Problemas Geopolíticos, Vladimir Anokhin:

“Os Estados Unidos entendem perfeitamente que o seu fracasso no Iraque a precipitação deste estado num caos incontrolável pode levar a sérias perdas políticas e econômicas. Terroristas do EI, ao contrário do Taliban e da Irmandade Muçulmana, têm propriedade territorial e armamentos poderosos que os norte-americanos forneceram ao exército iraquiano. É óbvio que a coisa não ficará só pelo Iraque”.

Tendo percebido todo o escopo do seu erro, os norte-americanos estão começando a reconhecer que a posição do Ocidente em relação à guerra civil síria estava errada e que, provavelmente, eles deveriam ter ouvido as advertências do presidente russo, Vladimir Putin.

O jornal The Washington Post recorda como mudou a abordagem ao problema em apenas um ano. Ainda no outono passado o Ocidente estava se preparando para uma ação militar contra o regime de Bashar Assad, e agora a Força Aérea dos EUA está atacando opositores do líder sírio. A ironia do momento é trágica, observa o jornal. Mas desde o início estava claro que na Síria está acontecendo não uma luta pela democracia mas um conflito armado entre o governo e a oposição num país multirreligioso. Só que até certa altura para o Ocidente era inconveniente admiti-lo.

Agora os norte-americanos estão à procura de novos aliados na região pois os velhos já não são adequados, diz Vladimir Anokhin:

“O medo de atos terroristas obrigará a cooperar com quem quer que seja. Há um ano, os Estados Unidos diziam que os rebeldes na Síria devem ser ajudados por quaisquer meios, inclusive com armas. Agora eles começam a flertar com Assad para para estrangular os fundamentalistas com suas mãos”.

Há que admitir que o Estado Islâmico está agindo com muito sucesso. Os militantes conseguiram chegar a Bagdá de três direções: do sul, norte e oeste. Por todo o Iraque estão decorrendo batalhas. O exército regular do país se viu impotente perante o ataque dos fundamentalistas. Havia esperanças no Exército de Guardiães da Revolução Islâmica, mas ele não foi capaz de atingir os objetivos propostos. Mesmo a milícia curda Peshmerga estava recuando até que recebeu apoio da aviação norte-americana.

Entretanto, grupos de militantes tentaram avançar para o Mediterrâneo para ganhar acesso a novos centros de transportes e controlar comunicações. Eles foram parados, mas a própria tentativa mostra que o Estado Islâmico não vai parar na sua expansão territorial. Os terroristas devem ser parados hoje.

Mas esta organização é impossível de derrotar pelas forças de um só Estado, e nenhum deles manifestou a vontade de fazê-lo. Para vencer, são necessários esforços conjuntos. Apesar da escalada de tensões em torno da Ucrânia, a Rússia e os Estados Unidos ainda são aqui aliados naturais. É necessário, pelo menos temporariamente, fechar o tema ucraniano artificialmente inflado pelo Ocidente e se concentrar no essencial, enquanto junto da Europa não surgiu um verdadeiro estado terrorista.



Moscou não permitirá que os responsáveis da catástrofe do Boeing na Ucrânia escapem à responsabilidade

Rússia está preocupada com a perda do interesse do Ocidente em investigar as causas da catástrofe do Boeing da Malaysia Airlines na Ucrânia. As conversações entre controladores aéreos foram tornadas secretas. Os dados gravados por caixas-pretas não foram divulgados. Cria-se a impressão de que Kiev e seus aliados políticos tentem esconder os culpados da tragédia e não revelá-los.


Natalia Kovalenko | Voz da Rússia

Ainda não todos os corpos das vítimas da catástrofe foram identificadas e enterradas, mas parece que todos no mundo tinham esquecido o desastre. A mídia ocidental riscou esse tema dos boletins noticiários. Ele não se discute também em reuniões de organizações internacionais. Não há resposta a pergunta alguma, mas isso já não preocupa ninguém, destaca o chefe do departamento diplomático da Rússia, Serguei Lavrov:

“Cria-se a impressão de que todos os outros tinham perdido interesse em relação à investigação. Após as primeiras acusações bruscas, no limiar de histeria, contra a Rússia e as milícias, parece que todos que se manifestaram com tal ardor não abrem mais a boca. No fundo, nós sozinhos tentamos manter atenção a este problema muito sério. Estamos apelando a que seja cumprida a resolução 2166 do Conselho de Segurança. Quando no dia seguinte após a catástrofe foi aprovada esta resolução, ela manteve um apelo a que seja posto o fim imediato ao fogo ao redor do local da queda de destroços da aeronave. Praticamente fomos sozinhos a expressar séria preocupação, quando a direção ucraniana havia afirmado publicamente que não seria declarado um cessar-fogo, devendo primeiro os militares reconquistar esse lugar controlado por rebeldes. Quando havíamos apelado a que o Conselho de Segurança da ONU dispensasse atenção a esse fato e exigisse cumprir sua resolução, os americanos, britânicos e lituanos não permitiram que isso fosse feito”.

Uma aeronave da Malaysia Airlines seguia em 17 de julho de Amsterdã para Kuala Lumpur. O corredor aéreo internacional passava através da Ucrânia em estado de guerra. Inesperadamente, o Boeing alterou os parâmetros de voo, afastou-se para a zona de ações militares ativos e baixou a altitude. O aparelho caiu no território controlado por milicianos de Donbass.

Qual foi a razão de a tripulação ter alterado o itinerário traçado? A resposta a essa pergunta podem dar dados gravados por registadores de voz de bordo que se conservaram em perfeito estado e foram entregues à Inglaterra. Podem esclarecer a situação as conversas gravadas entre os controladores aéreos que monitoravam naquele dia os voos no céu ucraniano. Funcionários de serviços aéreos terrestres da Ucrânia também podem lançar luz sobre a causa da tragédia.

Mas todos esses dados foram tornados secretos. Ao mesmo tempo, os familiares das vítimas e a opinião pública dos países atingidos pela tragédia estão calados, esperando com paciência que alguém se digne a conceder-lhes informações sobre os autores da morte de 298 pessoas, aponta Azhdar Kurtov, perito do Instituto de Pesquisas Estratégicas da Rússia:

“Não posso dizer por que os familiares das vítimas estão calados. Talvez, eles digam algo, mas sua voz não é ouvida. Mas entende-se perfeitamente por que não fala a mídia estatal e privada de países ocidentais. Ela é controlada por respetivas estruturas governamentais através do sistema de impostos e através do sistema de administração. Pelo visto, foi indicado que este tema deixe de ser discutido”.

Contudo, Kiev e seus aliados não conseguirão silenciar essa história e desviar da responsabilidade as pessoas culpadas da catástrofe. Moscou tenciona fazer tudo para que a verdade seja revelada, declarou responsavelmente o chanceler russo, Serguei Lavrov.

Trata-se não apenas do caso do Boeing malaio. Moscou não permitirá esquecer o bombardeio da sede da administração regional em Lugansk por um avião de combate, o crime terrível em Odessa quando foram queimadas vivas dezenas de pessoas que tentavam esconder-se de perseguições de nacionalistas, o uso militar de helicópteros com símbolos da ONU por militares ucranianos.

Os crimes cometidos nos últimos meses na Ucrânia serão investigados. Serão entregues à justiça todos que haviam cometido esses e muitos outros crimes na Ucrânia.



Israel e Hamas acordam cessar-fogo duradouro

O movimento Hamas, sob cujo controle se encontra a Faixa de Gaza, e Israel chegaram hoje, dia 26 de agosto, a um acordo sobre uma trégua de longo prazo, informa a Associated Press, citando um representante não identificado do Hamas.


Voz da Rússia

A agência observa que uma declaração oficial a este respeito será emitida hoje mais tarde.

O canal de televisão inter-árabe Al-Arabiya dispõe igualmente de informação acerca de um entendimento sobre o cessar-fogo de longo prazo. Por sua vez, o jornal israelense Haaretz, referindo-se a um dos líderes do Hamas, Ismail Haniya, afirma que as partes "estão perto de chegar a um entendimento".

Conforme relatos anteriores, as delegações palestina e israelense mantêm negociações no Cairo com mediação egípcia.


EUA planejam espionar jihadistas na Síria com drones

Vigilância tentará obter informações mais claras sobre o Estado Islâmico.
Voos devem começar em breve, segundo jornal.


France Presse

Os Estados Unidos estão prontos para enviar aviões com o objetivo de espionar os jihadistas no território sírio e preparar o caminho para possíveis ataques aéreos, informou um alto funcionário americano nesta segunda-feira (25).

A equipe aérea de vigilância, que inclui aviões não tripulados (drones), tentará obter informações mais claras sobre os milicianos do Estado Islâmico (EI), que assumiram o controle de parte do território da Síria e do Iraque, explicou o funcionário, que pediu para não ser identificado.

The Wall Street Journal informou mais cedo que os voos de espionagem sobre a Síria começarão em "breve".

Durante duas semanas, os Estados Unidos realizaram ataques aéreos limitados contra os militantes do Estado Islâmico no norte do Iraque, especialmente nos arredores da represa de Mossul.

O cruel assassinato do jornalista americano James Foley por parte do EI e a crescente preocupação do Ocidente com a ameaça dos extremistas têm gerado especulações sobre uma ampliação dos ataques aéreos dos EUA ao território sírio.

Segundo Wall Street Journal, o Comando Central americano, que supervisiona as forças dos EUA no Oriente Médio, solicitou o envio de mais aviões de vigilância para obter informações sobre potenciais objetivos do EI na Síria.

Funcionários americanos revelaram que Washington não planeja obter o consentimento do governo em Damasco para as missões aéreas de reconhecimento sobre o país.


25 agosto 2014

Comboio russo entrega ajuda humanitária e volta da Ucrânia

Correio do Brasil
Por Redação, com agências internacionais - de Moscou

Cerca de 100 caminhões, parte de um comboio russo que havia cruzado a fronteira leste da Ucrânia, retornaram à Rússia neste sábado. O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, tinha acusado a Rússia de “flagrante violação da lei internacional” após a entrada de 220 veículos na sexta-feira. A chanceler alemã, Angela Merkel, que está na capital ucraniana, Kiev, para negociações com Poroshenko, classificou o ato de “escalada perigosa”.


Após a entrega dos víveres, os militares que guiaram os caminhões russos voltaram ao país com a sensação do dever cumpridoApós a entrega dos víveres, os militares que guiaram os caminhões russos voltaram ao país com a sensação do dever cumprido

O comboio foi até a cidade de Lugansk, que está sob controle dos grupos separatistas pró-Rússia que vêm combatendo as tropas do governo da Ucrânia. Os militares russos foram recebidos com festa e o Kremlin elogiou a bravura dos homens que conduziram os caminhões com geradores, comida, bebida e outros itens de ajuda humanitária. Autoridades ocidentais suspeitavam tratar-se de reforços para uma intervenção militar, mas tiveram que voltar atrás nas críticas.

O comboio aguardou durante uma semana a autorização ucraniana para cruzar a fronteira, mas acabou entrando sem qualquer controle aduaneiro e sem o acompanhamento da Cruz Vermelha, que também tentou negociar a passagem dos veículos, para evitar que os víveres se estragassem. Autoridades russas disseram que não era mais possível esperar diante da cada vez mais grave crise humanitária no leste ucraniano.

Depois de quatro meses de confrontos entre separatistas pró-Rússia e forças ucranianas, mais de 2 mil pessoas já morreram. Mais de 330 mil foram forçadas a abandonar as suas casas. Os Estados Unidos também afirmaram que o deslocamento do comboio russo era uma violação da soberania ucraniana e uma escalada “perigosa” do conflito. A Casa Branca afirmou ainda que os russos deveriam recuar ou sofreriam um isolamento ainda maior, mas não intimidou o governo russo.

Em um telefonema, o presidente Barack Obama e Angela Merkel disseram que a situação “vem se deteriorando” desde que um avião comercial da Malásia foi derrubado em território rebelde no mês passado, matando todos as 298 pessoas a bordo.

Oficiais da Otan acusam a Rússia de estar reforçando as suas tropas na fronteira e mesmo operando com artilharia dentro da Ucrânia. No entanto, o embaixador russo no Conselho de Segurança da ONU, Vitaly Churkink, acusou os governos ocidentais de distorção da realidade.

– Às vezes, tenho a impressão de estar assistindo um filme surrealista, porque alguns integrantes do Conselho não estão preocupados com o fato de centenas de pessoas estarem morrendo – disse. A situação é tão grave na área que moradores da região de Donetsk estão coletando água da chuva para sobreviver à crise humanitária.

Churkink afirmou que a Rússia teve que tomar providências para não desperdiçar produtos perecíveis e que espera que a Cruz Vermelha ajude a distribuí-los.

– Esperamos o suficiente. Estava na hora de nos mexermos, e foi o que fizemos – disse Churkink.