21 julho 2014

Insurgentes de Donetsk relatam combates na periferia de Gorlovka

Voz da Rússia

As tropas ucranianas entraram nos arredores de Gorlovka (região de Donetsk) e lançaram uma ofensiva contra as forças da milícia, notificou uma fonte da milícia, referindo-se ao comandante Igor Strelkov.

"Os tanques e veículos blindados dos soldados ucranianos estão nos arredores da Gorlovka. Os combates continuam", declarou o representante da milícia.

Hoje à tarde, as tropas invadiram a cidade vizinha de Dzerzhinsk. Os insurgentes perderam 15 pessoas. No entanto, eles conseguiram bloquear a divisão da Guarda Nacional no prédio da Câmara Municipal. As perdas do seu inimigo constituem 50-60 pessoas, relata o porta-voz da milícia.


Gaza: Conselho de Segurança da ONU foi impotente

A reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, convocada para a noite de segunda-feira para discutir a situação na Faixa de Gaza, terminou praticamente sem resultados. As partes apenas conseguiram acordar o comunicado à imprensa que focou exclusivamente os aspectos humanitários do conflito na Faixa de Gaza.


Andrei Ontikov | Voz da Rússia

“Os membros do Conselho de Segurança expressaram a sua grande preocupação pelo aumento do número de vítimas da violência”, declarou no final da reunião o atual presidente do Conselho de Segurança e representante permanente de Ruanda na ONU Eugène-Richard Gasana. Entretanto, na sua intervenção ele não se referiu uma única vez nem à Palestina, nem a Israel.

Seguidamente falou o representante permanente da Autoridade Palestina nas Nações Unidas Riyad Mansour, o qual não escondeu seu desapontamento pelos resultados da sessão extraordinária do Conselho, que o próprio tinha solicitado. “Nós esperávamos que o Conselho de Segurança aprovasse uma resolução que condenasse a agressão contra o nosso povo e que exigisse o fim imediato dessa agressão”, disse o diplomata.

Os peritos não duvidam das razões que impediram a aprovação de uma resolução. Eis o que diz o defensor dos direitos humanos israelense Israel Shamir:

“Israel é protegido no Conselho de Segurança pelos Estados Unidos. Eles apoiam completamente Tel Aviv e por isso quaisquer tentativas de pressionar os israelenses a tão alto nível acabam essencialmente em nada. É difícil acreditar que no futuro seja possível acordar o texto de uma resolução que condene Israel. Pelo menos Obama já disse que apoiava totalmente o chamado direito de Tel Aviv à autodefesa. Se bem que seja difícil de perceber a latitude desse direito se considerarmos que já morreram mais de quinhentos palestinos.”

Assim, a atual deslocação do secretário de Estado dos EUA John Kerry ao Cairo, para discutir os planos para um cessar-fogo, na prática apenas simula um interesse norte-americano em regular o conflito. Se Washington realmente o desejasse, do Conselho de Segurança teríamos tido notícias completamente diferentes.

Tel Aviv compreende isso perfeitamente e ontem se soube do alargamento da operação terrestre na Faixa de Gaza.

Eis o que diz nesse contexto Israel Shamir:

“É evidente que desde o início os israelenses queriam fazer fracassar o governo palestino de coalizão ou, pelo menos, desacreditá-lo. Mas a situação se acentuou de tal forma que agora em Israel já se ouvem apelos para que se restabeleça o controle sobre a Faixa de Gaza. Não podemos excluir esse tipo de desenvolvimento dos acontecimentos.”

Na atual situação devemos reconhecer o esforço do Cairo, o qual continua a tentar transferir o conflito de Gaza para o plano político. Foi comunicado que, por iniciativa do Egito, a situação no enclave palestino será discutida na quarta-feira numa reunião de emergência do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. Contudo, não devemos esperar grandes avanços. Nas atuais condições, em que o trabalho do Conselho de Segurança está bloqueado pelos Estados Unidos, só podemos aguardar que Israel fique saciado de guerra.



Tragédia do Boeing malaio é pretexto para escalada na guerra de informação

Ao usar métodos sujos na guerra de informação, o Ocidente tenta marcar pontos políticos à custa da tragédia do avião de passageiros da Malásia.


Serguei Duz | Voz da Rússia

O presidente da Rússia Vladimir Putin apelou a todas as partes em confronto na Ucrânia para que estas criem condições para a realização de uma investigação completa das circunstâncias da queda do Boeing da Malaysia Airlines no distrito de Donetsk. O chefe de Estado russo emitiu um comunicado especial nesse sentido. Ninguém pode, nem tem o direito, de usar essa tragédia para atingir objetivos políticos egoístas, sublinhou Putin.

No entanto, é precisamente isso que está acontecendo. A catástrofe do Boeing 777 está sendo usado pela Europa e pelos EUA como pretexto para aumentar a histeria anti-russa, que será o preâmbulo de uma nova guerra fria.

Essa é uma circunstância muito incômoda para os adversários do Kremlin. As acusações contra o Kremlin já foram divulgadas. Logo, não há necessidade de aguardar os resultados de uma investigação independente, mesmo que ela seja realizada. Os peritos referem que no mundo atual a realidade física está frequentemente subordinada à realidade informativa: assim, a ausência de armas de destruição maciça no Iraque não impediu os EUA de invadirem o Iraque. A situação do Boeing malaio é idêntica: quem for acusado pelo Ocidente de ter sido o culpado, esse será culpado independentemente da realidade objetiva.

A opinião pública ocidental está sujeita a uma pressão informativa bastante forte. Contudo, no início os escribas russófobos são obrigados a se conterem. Comenta o analista político ucraniano e presidente do Centro de Análise de Sistemas e Previsão Rostislav Ischenko:

“Todas essas acusações se destinam a privar as milícias do apoio internacional e para dificultar a posição internacional da Federação Russa. Eu não falaria da popularidade barata de alguém em concreto. Aqui há interesses dos Estados Unidos e há interesses da direção ucraniana. A única coisa que eu constato, é que nesta situação o Ocidente, aliás, mesmo incluindo os Estados Unidos, se comportou de uma forma bastante contida. Ou seja, ele não repetiu imediatamente as acusações infundadas de Kiev, que acusaram os milicianos e a Federação Russa ainda quando o avião estava caindo. Ou seja, quando ainda era completamente impossível dizer quem o terá abatido e mesmo se ele terá sido abatido. Nessa situação o Ocidente demonstrou uma grande contenção fora do habitual, porque apesar de os Estados Unidos terem feito acusações indiretas à Rússia, eles não iniciaram uma campanha tão histérica como já o tem feito.”

O comentarista norte-americano Paul Craig Roberts constata com horror que a imprensa ocidental tenta, num impulso unânime, se ajustar ao rumo tomado por Washington e atribuir todas as culpas à Rússia, contrariando o bom senso. Na opinião do comentarista, se trata de uma total encenação de informações e de uma deturpação intencional do panorama real. Sendo um antigo editor do The Wall Street Journal, Paul Craig Roberts de certa forma justifica os seus colegas sublinhando: “Os jornalistas têm de escolher entre aceitar a mentira e serem marginalizados.”

“O defeito da diplomacia de Putin é que ela se baseia na boa vontade e no triunfo da verdade”, escreve Roberts. “Mas o Ocidente não tem boa vontade e Washington não está interessado no triunfo da verdade, mas no seu próprio triunfo. Putin não enfrenta parceiros sensatos, mas um ministério da propaganda dirigido contra ele.” O mundo volta a viver as “armas de destruição maciça de Saddam Hussein”, as “armas químicas de Assad” e a “bomba nuclear iraniana”, refere o comentarista. “Washington mentiu durante tanto tempo que já não é capaz de outra coisa”, conclui Paul Craig Roberts.

A direção da Ucrânia neste momento se encontra sob grande estresse devido à possibilidade da verdade ser descoberta. O apoio aos assassinos de civis não deixa quaisquer hipóteses políticas a manter uma reputação internacional. Mas, apesar da retórica agressiva, o Ocidente irá forçar Kiev a se sentar à mesa das negociações, considera o analista político e diretor do Centro de Estudos Eurasiáticos Vladimir Kornilov:

“Nós vemos que o Ocidente se apressou a acusar de tudo a Rússia, não olhando a nada, a quaisquer provas ou testemunhos, e irá acusar e pressionar a Rússia constantemente. Todo esse conflito em torno da Ucrânia foi, em princípio, criado para enfraquecer a Federação Russa. É evidente que para o Ocidente a Ucrânia não tem importância e é claro que, tendo o conflito sido provocado com esse objetivo, o Ocidente irá manter esse ponto de vista. Mas reparem que, acusando a Rússia, amaldiçoando completamente tanto a direção russa, como os rebeldes de Donetsk, o Ocidente continua a apelar a todas as partes do conflito a acabarem com esse derramamento de sangue. Sobre Kiev também serão exercidas pressões, de outra forma, claro, talvez mais a nível de bastidores, para parar esse derramamento de sangue sem sentido no Donbass. Eu tenho grandes esperanças de que esta tragédia, que internacionalizou o conflito, acabe por obrigar o Ocidente a apelar à Ucrânia para que pare com esta operação punitiva, alegadamente antiterrorista.”


Exército ucraniano lança forte ataque contra Lugansk

Uma coluna de tanques ucranianos tenta chegar à estação de caminho de ferro de Donetsk, declarou Andrei Purgin, vice-primeiro-ministro da República Popular de Donetsk.


Voz da Rússia

Segundo ele, “a coluna de tanques tenta abrir caminho do aeroporto para a estação ferroviária. O fogo é muito intenso, as explosões são claramente audíveis mesmo no centro da cidade”.

Segundo habitantes locais, a parte ocidental da cidade é atacada a tiro desde as 4 da manhã com mísseis Grad. Está a ser empregado armamento pesado, ouvem-se sons de explosões.

A prefeitura informa que a estação rodoviária foi encerrada, a circulação rodoviária limitada no sentido da estação ferroviária, alterada uma série de percursos de transporte público. A prefeitura de Donetsk pede às pessoas para não abandonar os seus apartamentos.

Segundo Igor Strelkov, ministro da Defesa da República Popular de Donetsk, os combates continuam na zona da estação ferroviária e do aeroporto.

Antes, foi comunicado que nos arredores de um quartel de arilharia perto de Donesk têm lugar combates entre destacamentos da República Popular de Donetsk e unidades das tropas ucranianas.



Pentágono não acredita que Força Aérea da Ucrânia poderia ter abatido Boeing 777

Voz da Rússia

O Pentágono, bem como Kiev, consideram como falsas as declaração de que, no céu, perto do Boeing 777 da Malásia, voou um avião de combate da Ucrânia, declarou a porta-voz do Pentágono, Eileen Lainez.

"Chamo vossa atenção às recentes declarações do presidente Poroshenko, transmitidas pela CNN, onde ele afirmou que isso não é verdade", disse Lainez.

Ela não especificou se os norte-americanos irão estudar todos os dados fornecidos pelo lado russo ou publicar suas fotos tiradas por satélites.

Esta segunda-feira, o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Federação Russa, Andrei Kartapolov, declarou em uma coletiva de imprensa que o Su-25 da Força Aérea ucraniana voou a uma distância de três a cinco quilômetros do Boeing. Segundo ele, o Su-25 é capaz de atingir alvos aéreos a uma distância de cinco quilômetros.



Sanções contra Kalashnikov afetam possuidores de armas nos EUA

Devido às sanções impostas pelo governo norte-americano contra a Rússia, os norte-americanos podem ficar sem os famosos fuzis. Restrições econômicas afetam o consórcio Kalashnikov, que faz parte da corporação estatal Rostech. E, segundo o próprio consórcio Kalashnikov, afetam os consumidores norte-americanos.


Vladimir Kultygin | Voz da Rússia

“As sanções do governo dos EUA contra o consórcio Kalashnikov vão contra os interesses dos consumidores norte-americanos ”, diz o comunicado oficial do consórcio, publicado no seu site.

De acordo com informações oficiais, os EUA detêm cerca de 85% de exportação do Kalashnikov. O volume de exportação do consórcio para esse país atingiu 16,2 milhões de dólares em 2012.

E em 2014, o Kalashnikov assinou um acordo para vender seus armamentos à norte-americana Russian Weapon Company a até 200 mil dólares anuais durante cinco anos. Com as sanções que advêm, os EUA e o Canadá restam sem fuzis novos.

No entanto, há quem esteja preocupado pelas restrições. Os internautas que participaram de uma discussão no fórum Texasguntalk.com, concordam em que a medida aprovada pelo governo norte-americano é estranha e prejudica os amadores de armas. E não só os internautas particulares reclamam. Também a mídia norte-americana critica a restrição. Por exemplo, o site Guns.com comenta as sanções da seguinte maneira: “Nós amamos as nossas Saigas e Veprs (outras armas de tiro produzidas pelo Kalashnikov), e nós esperamos que essa seja uma medida de curta duração”.

No entanto, o Tesouro dos EUA tentou esclarecer as normas de uso comercial de armamentos de fabricação da Kalashnikov que vigoram agora. Fica proibido comprar as armas diretamente do produtor ou realizar transações que favorecem o produtor. No entanto, a uma pessoa que já possui uma arma Kalashnikov sem ter realizado o pagamento total, é recomendado contatar a autarquia para resolver o assunto. Porém, comprar e vender armas Kalashnikov possuídas por norte-americanos no mercado secundário (sem pagamentos ao consórcio russo) fica permitido.



Separatistas entregarão caixas-pretas do MH17 a especialistas malaios

Trem com corpos do voo MH17 deixa cidade controlada por separatistas.
Especialistas forenses de vários países esperam trem em região vizinha.


Do G1, em São Paulo

Os separatistas no leste da Ucrânia vão entregar as caixas-pretas do avião da Malaysian Airlines, que caiu na semana passada na região, para especialistas da Malásia, segundo Sergei Kavtaradze, uma autoridade da autoproclamada República Popular de Donetsk, que falou à agência Reuters.

De acordo com Kavtaradze, as caixas-pretas, que estavam em poder dos separatistas, serão entregues às 16 horas do horário de Brasília desta segunda-feira (21).

Nesta segunda, o trem refrigerado com os cerca de 300 corpos de vítimas do avião da Malaysia Airlines deixou no início da noite (hora local) a estação de trem de Torez, cidade controlada pelos rebeldes separatistas no leste da Ucrânia.


Rebelde das forças pró-Rússia fala ao telefone enquanto trem com corpos deixa estação em Torez, na Ucrânia (Foto: Vadim Ghirda/AP)Rebelde separatista fala ao telefone enquanto trem com corpos deixa estação de Torez em direção de Kharkiv, na Ucrânia (Foto: Vadim Ghirda/AP)


Mais cedo, o vice-primeiro-ministro ucraniano Vladimir Groisman anunciou que o trem chegaria no mesmo dia à cidade de Kharkiv, na região vizinha de mesmo nome, em que já espera um grupo de especialistas forenses de vários países.

Israel confirma morte de mais sete soldados em confrontos com Hamas

Ao todo 25 soldados israelenses morreram na ofensiva na Faixa de Gaza.

Mais cedo, um ataque de Israel a hospital de Gaza matou quatro pessoas.


Reuters

Israel confirmou na tarde desta segunda-feira (21) a morte de sete soldados durante combates com militantes do grupo palestino Hamas, na Faixa de Gaza. Nas duas semanas da ofensiva israelense em Gaza, o número de soldados mortos é de 25 - segundo o jornal New York Times, dois deles eram americanos.

O exército não deu mais detalhes sobre as mortes. Segundo a mídia local, na manhã desta segunda palestinos passaram pela fronteira entre Israel e Gaza por um túnel escondido e houve confronto com vítimas.

Mais de 500 palestinos morreram no conflito, entre eles muitas crianças, segundo fontes médicas palestinas.


Líder do Hamas diz que não aceitará cessar-fogo unilateral

Ismail Haniyeh exigiu fim do 'bloqueio de sete anos' à fronteira de Gaza.
Confronto com Israel e grupo palestino é o pior desde 2009.


Do G1, em São Paulo

O líder do Hamas na Faixa de Gaza disse nesta segunda-feira (21) que o grupo islâmico não aceitará um cessar-fogo unilateral com Israel - enquanto o ministro de Defesa israelense prometeu continuar lutando "enquanto for necessário".

Ismail Haniyeh, chefe do Hamas em Gaza, disse que o grupo manterá sua posição, e que antes de parar com os bombardeios a Israel, quer garantias de que o país judeu e o Egito abrandem significativamente o bloqueio de sete anos à fronteira com Gaza.

O confronto entre o Hamas e Israel dura 14 dias e já deixou 500 palestinos e 27 israelenses mortos.

Haniyeh disse em um discurso na TV que o objetivo da batalha é acabar com o bloqueio ao território palestino, imposto por Israel e pelo Egito após o Hamas ter vencido uma eleição e tomado o poder em Gaza em 2007. No último ano, o Egito aumentou as restrições, levando o Hamas a uma grave crise financeira.

O líder palestino disse que todos os 1,7 milhão de moradores de Gaza compartilham suas demandas. "Gaza decidiu acabar com o bloqueio com seu sangue e sua coragem. Esse cerco, esse injusto cerco, deve acabar", disse ele, segundo informou a agência Associated Press.

A ONU divulgou nesta segunda que, desde o início da ofensiva israelense contra a Faixa de Gaza, mais de 100 mil palestinos foram obrigados a deixar suas casas e buscam refúgio com a Agência da ONU de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA).

"Este é um momento decisivo para a ONU, porque o número de pessoas que buscam refúgio junto a nossos estabelecimentos é mais do que o dobro do número de deslocados durante o conflito em 2009", indicou o porta-voz da agência, Christopher Gunnes, que anunciou a abertura de mais 69 abrigos no enclave palestino.

Soldados mortos

Israel confirmou nesta segunda a morte de sete soldados durante combates com militantes do Hamas. Nas duas semanas da ofensiva israelense em Gaza, o número de soldados mortos é de 25 - segundo o jornal 'The New York Times', dois deles eram americanos.

O exército não deu mais detalhes sobre as mortes. Segundo a mídia local, na manhã desta segunda palestinos passaram pela fronteira entre Israel e Gaza por um túnel escondido e houve confronto com vítimas.

Turquia decreta luto

A Turquia declarou nesta segunda três dias de luto em homenagem às vítimas palestinas da ofensiva israelense na Faixa de Gaza, chamando de 'massacre' a operação militar.

"Nós condenamos o massacre do povo palestino por parte de Israel", declarou à imprensa em Ancara o vice-primeiro-ministro turco, Bulent Arinc. "Em um gesto de solidariedade com o povo palestino, três dias de luto foram declarados a partir de amanhã" (terça-feira), indicou.


Bombardeio de hospital em Gaza deixa mortos

Pelo menos quatro pessoas morreram e 16 ficaram feridas.

Andar que cuida do tratamento intensivo dos pacientes foi atingido.


Reuters

Um ataque israelense contra um hospital do centro da Faixa de Gaza deixou pelo menos quatro mortos nesta segunda-feira (21), segundo o Ministério da Saúde local. Outras 16 pessoas ficaram feridas.

Funcionário palestino inspeciona hospital que foi atingido por bombardeio nesta segunda-feira (21) na Faixa de Gaza; quatro pessoas morreram (Foto: Mohammed Abed/AFP)Funcionário palestino inspeciona hospital que foi atingido por bombardeio nesta segunda-feira (21) na Faixa de Gaza; quatro pessoas morreram (Foto: Mohammed Abed/AFP)

Segundo um porta-voz do ministério, o ataque atingiu o terceiro andar do hospital Al-Aqsa, em Deir el-Balah. O andar abrigava uma unidade de tratamento intensivo.

Outras bombas atingiram o lado de fora do hospital. A Cruz Vermelha foi chamada para ajudar a retirar os pacientes.

O Exército israelense não comentou o caso. No passado, as Forças Armadas de Israel acusaram os militantes do Hamas de dispararem foguetes dos terrenos de hospitais de Gaza e de utilizarem as instalações como refúgio.

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) pediu no domingo "o fim imediato das hostilidades", que já deixaram mais de 500 palestinos e 20 israelenses mortos – 18 deles, soldados – desde o início do conflito, no dia 8 de julho.

O Conselho de Direitos Humanos da ONU disse que realizará uma sessão de emergência na quarta-feira (23) sobre a ofensiva de Israel em Gaza, a pedido do Egito, Paquistão e dos palestinos.

O presidente do Conselho, o gabonês Baudelaire Ndong Ella, recebeu na sexta-feira (18) uma carta assinada pelo representante permanente do Egito, em nome do grupo árabe, de seu colega paquistanês, em nome da Organização para a Cooperação Islâmica, e do observador permanente do Estado da Palestina, pedindo a convocação de uma sessão especial. Para convocar esse tipo de reunião é necessário o apoio de pelo menos um terço dos membros do Conselho, ou seja, 16 países.

Marinha lança novo edital para construir estação na Antártica

Edital anterior exclusivo para empresas nacionais não recebeu propostas.
Estação Comandante Ferraz foi destruída em 2012 após incêndio.


Felipe Néri
Do G1, em Brasília

A Marinha divulgou nesta segunda-feira (21) o novo edital para a reconstrução da Estação Antártica Comandante Ferraz, destruída em 2012 devido a um incêndio. As obras deverão ter custo de até US$ 110,5 milhões e poderão ser feitas por empresa brasileira ou estrangeira. O edital deverá ser publicado na quarta-feira (23).

A estrutura principal da futura estação antártica será feita de aço (Foto: Divulgação/Estúdio 41)Projeto da futura estação antártica (Foto: Divulgação/Estúdio 41)

Este é o segundo edital aberto para a reconstrução da base brasileira no continente antártico. Em janeiro deste ano, a Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, vinculada à Marinha, chegou a lançar uma primeira concorrência pública com valor estimado em R$ 147 milhões destinada exclusivamente a companhias nacionais. No entanto, nenhuma empresa brasileira lançou proposta.

De acordo com o contra-almirante da Marinha Marcos Silva Rodrigues, os custos para as obras, inicialmente calculados em reais, acabaram aumentando devido à conclusão de estudos geotécnicos que demonstraram a necessidade da montagem das estruturas de engenharia mais complexas e gastos maiores com logística.

Rodrigues informou já ter sido procurado por ao menos três empresas brasileiras interessadas na construção. Segundo ele, também demonstraram interesse pela obra outras duas empresas chinesas, uma coreana, uma inglesa e uma alemã, além de um consórcio formado por companhias da Espanha, Chile e Mônaco.

“A gente quer, dentro da atual politica de governo, que seja uma empresa brasileira que vença, mas estamos abrindo o campo para empresas estrangeiras porque houve dificuldade com as brasileiras anteriormente”, disse Rodrigues. O almirante disse que a ausência de propostas brasileiras no primeiro edital se deveu a dificuldades com câmbio de moeda e à falta de estudos de impacto ambiental.

A expectativa é que o contrato para a construção da estação seja assinado até a segunda quinzena de outubro e as obras se iniciem em março de 2015. O previsão é que a estação esteja concluída até março de 2016.

O projeto executivo da obra prevê edifício principal com área total de 4.500 m². A nova estação também deverá ter unidades isoladas, como as torres de energia eólica e a área para helicópteros. A estimativa é que a nova estação tenha capacidade para abrigar 64 pessoas.

O projeto, elaborado pelo escritório de arquitetura Estúdio 41, de Curitiba, levou em conta considerações da Marinha e dos ministérios do Meio Ambiente e da Ciência, Tecnologia e Inovação para ser preparado. O escritório venceu em abril de 2013 um concurso promovido pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB).

Incêndio em 2012

Em fevereiro de 2012, um incêndio na Estação Antártica Comandante Ferraz destruiu a base científica do Brasil no continente e provocou a morte de dois militares que trabalhavam no local. O acidente ocorreu no local onde ficam os geradores de energia da base e causou prejuízo estimado em R$ 24,6 milhões. O Ministério Público denunciou um sargento da Marinha por homicídio culposo (sem a intenção de matar) e dano.

Após o incêndio, as pesquisas brasileiras no continente passaram a ser feitas em uma base provisória da Marinha inaugurada em abril de 2013. A expectativa era que o edital para a escolher a empresa que construirá o novo complexo fosse apresentado em outubro do ano passado, mas o lançamento acabou atrasando.


20 julho 2014

Marinha leva ações de saúde a municípios no Marajó, no Pará

Navio sai de Belém neste domingo, 20, com equipe de médicos e dentistas.
Ações irão se concentrar em municípios com baixo IDH.


Do G1 PA

Municípios da região do Marajó com baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH), taxas elevadas de mortalidade materna e infantil, baixa cobertura vacinal e pouca oferta de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) serão alvo de uma ação de saúde coordenada pela Marinha do Brasil.

Neste domingo (20), o navio auxiliar “Pará” irá desatracar de Belém com uma equipe de saúde do Hospital Naval de Belém, formada por profissionais e estudantes, para levar atendimento médico-odontológico às comunidades ribeirinhas do Marajó.


U-15 Pará
A ação irá se estender até o próximo dia 30 de julho, em comunidades ribeirinhas de difícil acesso e precárias condições de saúde localizadas entre os municípios de Melgaço e Portel. O trabalho contará com o apoio de 20 estudantes e 3 professores universitários do Projeto Rondon, de diversas áreas de saúde, de 18 Instituições de Ensino Superior (IES) de 12 estados do país.

O Projeto Rondon é uma ação do Governo Federal coordenada pelo Ministério da Defesa (MD), que realiza a capacitação de agentes multiplicadores de comunidades em municípios mais isolados do Brasil. A ação proporciona o intercâmbio de futuros profissionais com uma realidade distante do desenvolvimento dos centros urbanos.

Cameron diz que Rússia será culpada caso rebeldes tenham abatido avião

Premiê criticou membros da UE por agirem lentamente contra o Kremlin.

Avião com 298 caiu em região de separatistas russos na Ucrânia.


Reuters

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse neste sábado (19) que caso fique provado que os separatistas ucranianos estão por trás da derrubada do avião da Malaysia Airlines, que provocou a morte de 298 pessoas, a Rússia seria responsabilizada por desestabilizar o país.

"Se esse é o caso então devemos deixar claro o que significa: é uma consequência direta da desestabilização de um estado soberano por parte da Rússia, violação da integridade territorial, apoio a milícias violentas e treinamento e armamento delas", escreveu Cameron em um artigo no jornal "The Sunday Times".

Nota do editor: Cameron entende do que está falando, pois a Inglaterra fez o mesmo no Iraque, no Afeganistão e na Líbia, só pra citar os mais recentes.

O Boeing 777 da Malaysia Airlines com 298 a bordo caiu na quinta (17) na região ucraniana de Donetsk, controlada por separatistas pró-Rússia que estão em confronto com o governo de Kiev. O autor não foi identificado, mas os EUA acreditam que o míssil foi provavelmente disparado por separatistas pró-Rússia que dominam o leste do país.

O premiê também criticou discretamente membros da União Europeia por agirem lentamente contra o Kremlin. "Por muito tempo houve uma relutância por parte de muitos países europeus de encarar as implicações do que acontecia no leste da Ucrânia."

"É hora de fazer nosso poder, influência e recursos valerem. Nossas economias são fortes e ganham força. E nós ainda algumas vezes nos comportamos como se precisássemos da Rússia mais do que a Rússia precisa de nós."

EUA

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, ressaltou durante telefonema com o chanceler russo, Sergei Lavrov, que os investigadores internacionais precisam ter acesso total ao local da queda do avião da Malaysia Airlines, informou o Departamento de Estado.

Kerry disse a Lavrov que os Estados Unidos estão "muito preocupados" sobre os relatos de que restos mortais das vítimas e destroços estavam sendo removidos ou adulterados, disse o Departamento de Estado em um comunicado.

Kerry disse que os EUA também estão preocupados em relação à recusa para um "acesso apropriado" ao local da queda no leste da Ucrânia a monitores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa e investigadores internacionais, acrescentou o comunicado.


'Somos humanos', diz diretor de hospital cercado por conflito em Gaza

Repórter da BBC relata que pacientes e médicos tiveram que ser retirados devido à ofensiva israelense no território.


BBC

"Seu país apoia vocês", ele disse aos seus homens. "Eu tenho confiança na capacidade de vocês. Vão em frente. Boa sorte".

Mas a nova fase de operações, inevitavelmente, trouxe uma nova onda de mortes.

No Hospital Shifa de Gaza, palco de desabafos diários de tristeza, um homem caiu desamparado contra a parede.

"Minhas duas sobrinhas foram mortas", lamentou. "As filhas do meu irmão. As filhas do meu irmão."

Perto dali, Amar Dawoud vigiava sua filha de cinco anos, Rawiya, que repousava imóvel na cama com a mão fraturada e, possivelmente, com uma fratura no crânio também.

Ele disse que pelo menos 70 pessoas tinham procurado refúgio na sua casa antes dela ser atingida.

'Somos humanos'

Pessoas estão sendo mortas e feridas. Mas elas também estão sendo forçadas a deixar suas casas. Autoridades da Organização das Nações Unidas (ONU) dizem que o número de pessoas que procuram refúgio em prédios da entidade dobrou de 20 mil para 40 mil em uma única noite.

Eu encontrei pacientes e funcionários do hospital de reabilitação Wafa abrigadas em uma clínica de Gaza.

Retirados todos os corpos de mortos em queda de avião na Ucrânia

Cadáveres serão examinados por especialistas internacionais em Donetsk.
Queda de avião matou 298 e acirrou tensão na região separatista ucraniana.


Do G1, em São Paulo

Nenhum corpo é mais visível no local da queda do avião da Malaysia Airlines em uma área controlada pelos separatistas pró-russos no leste da Ucrânia, segundo um jornalista da France Presse que está no local.

De acordo com a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), cujos monitores acompanham o processo, 169 corpos das vítimas do voo MH17 da Malaysia Airlines foram transportados em um trem frigorífico e serão analisados por especialistas internacionais.

Segundo a agência de notícias russa Ria Novosti, citando um funcionário das ferrovias, os corpos foram levados para Donetsk a bordo de um comboio com cinco vagões frigoríficos que deixaram a estação de Torez, perto do local da queda.

Os vagões foram previamente inspecionados por representantes da OSCE. A expedição dos corpos ocorreu sob o controle dos combatentes separatistas.

Israel fará o necessário para instaurar calma na Faixa de Gaza, diz premiê

Netanyahu acusou Hamas de usar civis como 'escudos humanos'.
Ataques israelenses mataram centenas de palestinos no território.


Reuters

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse neste domingo (20) que Israel tomará "qualquer ação que seja necessária" para interromper os ataques do Hamas entre fronteiras desde Gaza e restaurar a calma, mas insistiu que suas forças estão fazendo o máximo para evitar vítimas de civis na região.



"Nós tentamos atingir alvos militares e infelizmente há baixas civis que lamentamos e não buscamos", disse Netanyahu à CNN logo após um ataque de Israel matar pelo menos 62 palestinos em um bairro de Gaza.

Ele acusou o Hamas de mirar deliberadamente civis israelenses e de usar moradores de Gaza como "escudo humano".

Perguntado quanto tempo levaria para Israel completar a operação que busca destruir os túneis de armas do Hamas, Netanyahu disse que estava sendo feita "bastante rápida", mas não deu uma estimativa.

Perguntado se Israel pretende recuperar a Faixa de Gaza, ele disse: "Ninguém quer passar para ações militares excessivas."


Milhares tentam fugir do leste de Gaza entre intensos bombardeios

Responsáveis pela saúde temem que nº de mortos cresça neste domingo.
Exército israelense intensificou sua incursão terrestre em Gaza.


EFE

Milhares de pessoas tentam abandonar o bairro de Shujaiya, no leste da Faixa de Gaza, alvo, desde sábado (19) à noite, de intensos e repetidos bombardeios por terra e ar do Exército de Israel.

Palestinos deixam suas casas e levam seus familiares até em carroças. (Foto: Mohammed Abed / AFP Photo)Palestinos deixam suas casas e levam seus familiares até em carroças. (Foto: Mohammed Abed / AFP Photo)

Segundo testemunhas, pelo menos uma dezena de pessoas morreu em vários ataques israelenses sobre casas do populoso bairro. Responsáveis de saúde temem que o número de mortos possa crescer de forma considerável ao longo do dia, pois a população que foge fala de uma grande destruição.

Além disso, os serviços de emergência não podem chegar à zona devido à intensidade dos tiros de canhão, que se repetem a cada dez segundos.

O Exército israelense intensificou sua incursão terrestre em Gaza, penetrando mais rumo ao interior, depois que em apenas 72 horas cinco soldados morreram em combate.

Número de palestinos mortos em Gaza por ataques de Israel atinge 425

Treze soldados israelenses morreram nos confrontos, diz Exército.
Líderes palestinos denunciam 'massacre atroz'; Israel diz que se defende.


Do G1, em São Paulo

Pelo menos 87 palestinos foram mortos neste domingo (20) na Faixa de Gaza, incluindo 62 em ataques a Shajaya, na periferia leste da cidade de Gaza, o bombardeio mais mortífero desde o início da ofensiva israelense, de acordo com os serviços locais de emergência.

O Exército de Israel disse que 13 soldados da Brigada Golani foram mortos no domingo, totalizando 18 mortos desde o início da operação.

Ao todo, 425 palestinos foram mortos na Faixa de Gaza desde o início da ofensiva em 8 de julho, incluindo 112 crianças, 41 mulheres e 25 idosos, disse o porta-voz dos serviços de emergência palestinos, Ashraf al-Qudra.

Milhares de habitantes fugiram de Shajaya, onde muitos mortos e feridos jazem pelas ruas.

19 julho 2014

Jihadistas matam 270 na Síria em ataque contra campo de gás

Entre os mortos estão 11 civis, membros das forças do regime e guardas.
Grupo proclamou no mês passado um 'califado' entre a Síria e o Iraque.


France Presse

Os jihadistas do Estado Islâmico (EI) mataram 270 pessoas, incluindo combatentes do regime sírio, guardas e funcionários, em um ataque para assumir o controle de um campo de gás na província de Homs, anunciou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) nesta sexta-feira (18).

'O Observatório pôde documentar a morte de 270 pessoas nos combates e em execuções de combatentes por parte do EI no campo de gás de Shaar, tomado pelo grupo' jihadista, afirmou o diretor do OSDH Rami Abdel Rahman.

Entre os mortos estão 11 civis, membros das forças do regime e guardas do campo de gás.

Novo bombardeio noturno mata 6 palestinos em Gaza

Número de mortes já passou de 300 após 12 dias de operação militar.
Cerca de dois terços das vítimas são civis.


EFE

Pelo menos seis palestinos morreram e outros 20 ficaram feridos em um novo ataque aéreo noturno israelense durante a segunda noite da incursão militar terrestre na Faixa de Gaza, informaram neste sábado (19) fontes médicas e testemunhas.

Rastro de bomba 155 milímetros da artilharia israelense na Faixa de Gaza. (Foto: Jack Guez / AFP Photo)Rastro de bomba 155 milímetros da artilharia israelense na Faixa de Gaza. (Foto: Jack Guez / AFP Photo)

O porta-voz do Ministério da Saúde de Gaza, Ashraf al-Qedra, informou que as mortes ocorreram na cidade de Khan Yunes, no sul do território palestino, uma das mais castigadas desde o início da ofensiva em 8 de julho.

ONU condena foguetes de Gaza e diz estar alarmada com resposta de Israel

Reunião de emergência foi convocada a pedido da Jordânia e da Turquia.

Ban Ki-moon irá ao Oriente Médio no próximo sábado para tratar da crise.


Do G1, em São Paulo

A Organização das Nações Unidas condenou o lançamento de foguetes contra Israel a partir da Faixa de Gaza, que terminou uma trégua humanitária de cinco horas, e está “alarmada pela forte resposta de Israel”, disse o chefe de assuntos políticos da ONU, Jeffrey Feltman, ao Conselho de Segurança durante reunião realizada nesta sexta-feira (18).

“Israel tem preocupações de segurança legitimas, e nós condenamos o disparo indiscriminado de foguetes a partir de Gaza contra Israel que terminou com o cessar-fogo temporário de ontem. Mas nós estamos alarmados com a forte resposta de Israel”, disse Feltman na sessão de emergência do Conselho.

Ucrânia acusa rebeldes pró-Rússia de destruir provas de avião que caiu

Kiev disse que separatistas estariam destruindo evidências de 'crimes internacionais' no local da queda da aeronave.


BBC Brasil

A Ucrânia acusou neste sábado (19) rebeldes pró-Rússia de tentar destruir as evidências de "crimes internacionais" no local da queda do avião da Malaysia Airlines.

O governo ucraniano disse que os separatistas estavam impedindo o início das investigações de representantes internacionais e de seus especialistas e, em comunicado, afirmou que "os terroristas" retiraram 38 corpos do local, que teriam sido levados a um necrotério na cidade de Donetsk, controlada por rebeldes.

Todos os 298 ocupantes do avião morreram.

Obama fala com Merkel, Cameron e Abbott sobre queda de avião

Com premiê da Austrália, Obama conversou sobre investigação rápida.

Mais cedo, presidente dos EUA disse que míssil provocou acidente.


France Presse

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, conversou por telefone nesta sexta-feira (18) com seus homólogos de Grã-Bretanha, Alemanha e Austrália para discutir a resposta à queda do avião comercial da Malaysian Airlines no espaço aéreo da Ucrânia. Segundo os EUA, há indícios de que a aeronave foi derrubada por um míssil.

Os telefonemas à chanceler alemã, Angela Merkel, e aos primeiros-ministros David Cameron (Grã-Bretanha) e Tony Abbott (Austrália) ocorrem após Obama manifestar publicamente que tem razões para acreditar que um míssil disparado do território sob controle dos separatistas pró-Rússia, no leste da Ucrânia, derrubou o avião com 298 pessoas a bordo.

18 julho 2014

A guerra sem fim dos EUA

Praticamente durante toda a sua existência, a América do Norte leva a cabo guerras constantes: os seus soldados levam a democracia a diferentes cantos do mundo praticamente desde o início da existência dos EUA.


Maria Balyabina | Voz da Rússia

Talvez seja uma predisposição genética transmitida a todas as gerações de autoridades americanas pelos primeiros colonos. Inicialmente, os colonos lutaram pela formação do seu próprio Estado; depois, os habitantes do continente começaram a lutar entre si, exterminaram os índios, esmagaram revoltas de escravos. Depois, o Norte e o Sul zangaram-se definitivamente.

Autoridades ucranianas são responsáveis por queda do Boeing da Malaysia Airlines

A tragédia do Boeing da Malásia podia não ter ocorrido se Kiev não tivesse começado uma guerra civil fratricida no sudeste do país.


Serguei Duz | Voz da Rússia

Um Boeing 777 da companhia aérea Malaysia Airlines, que efetuava o voo Amsterdã – Kuala Lumpur, se despenhou na quinta-feira, 17 de julho, cerca das 16.30 horas locais, sobre o território do distrito de Donetsk, na Ucrânia. Não houve sobreviventes entre as 298 pessoas que seguiam a bordo – 283 passageiros e 15 tripulantes.

A rota desse voo tinha sido declarada como segura pela Organização de Aviação Civil Internacional (ICAO), enquanto a Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA), por seu lado, declarava que o espaço aéreo em que o avião comercial se deslocava não era “objeto de restrições”.

Farnborough – Rolls-Royce e Snecma firmam acordo

Documento proporciona continuidade do projeto para uma aeronave de combate futura


AeroMagazine

A Rolls-Royce e a Snecma-Safran assinaram um acordo que garante a continuidade do trabalho de design de motores para o FCAS (Future Offensive Air System), que prevê o desenvolvimento de uma nova plataforma não-tripulada de combate aéreo.

O governo inglês e francês investirão R$ 456,5 milhões, a serem distribuídos pelas seis empresas que trabalham no projeto, Rolls-Royce, Snecma, Dassault Aviation, BAE Systems, Thales e Selex ES.

Conselho de Segurança da ONU terá reunião de emergência sobre Gaza

Reunião acontece nesta tarde, após ofensiva terrestre de Israel.
Mais de 260 pessoas já morreram em 11 dias de conflito.


France Presse

O Conselho de Segurança da ONU se reunirá de emergência nesta sexta-feira (18) para tratar da situação em Gaza, depois do início da operação terrestre israelense. A reunião deve começar a partir das 16h de Brasília, a pedido da Jordânia e Turquia.

Pelo menos 24 palestinos, incluindo três adolescentes e um bebê, morreram desde que Israel iniciou a ofensiva terrestre, quinta-feira (17) à noite, em Gaza, o que eleva a 265 o número de palestinos mortos em 11 dias de conflito.

Um soldado israelense também morreu na ofensiva, a segunda vítima fatal do país desde o início das hostilidades.

Soldado israelense morre em combate durante a incursão terrestre em Gaza

Forças terrestres israelenses atacaram 103 posições islamitas.
Exército de Israel definiu as operações como 'bem-sucedidas'.


EFE

Um soldado israelense morreu nesta sexta-feira (18) em combate no norte da Faixa de Gaza nas primeiras horas da incursão militar terrestre no território palestino, informou o Exército de Israel.

Segundo um comunicado, as forças israelenses se envolveram em diferentes combates. Em um deles, um míssil antitanque foi lançado contra um dos blindados causando danos, mas sem deixar feridos.


Durante as primeiras horas dos confrontos armados, as forças terrestres israelenses atacaram 103 posições islamitas, entre elas cerca de 20 plataformas de lançamento de foguetes e ao redor de nove túneis, afirmou o Exército, que definiu as operações como "bem-sucedidas".


Imagem feita a partir de vídeo divulgado pelo Exército israelense nesta sexta-feira (18) mostra tropa israelense após cruzar para a Faixa de Gaza, no início de uma ofensiva terrestre (Foto: AP)Imagem feita a partir de vídeo divulgado pelo Exército israelense nesta sexta-feira (18) mostra tropa israelense após cruzar para a Faixa de Gaza, no início de uma ofensiva terrestre. (Foto: AP Photo)


Ucrânia divulga gravação no qual rebeldes admitiriam queda de avião

País acusa separatistas pró-russos de terem derrubado aeronave.
Voo da Malyasia Airlines com 298 a bordo caiu no leste da Ucrânia.


Do G1, em São Paulo

O Serviço de Segurança da Ucrânia divulgou nesta sexta-feira (18) conversas telefônicas que teriam sido mantidas por separatistas pró-Rússia e oficiais de inteligência militares de Moscou na qual admitem ter derrubado o avião que caiu nesta quinta-feira (17) no leste do país.

Não foi possível confirmar a veracidade da gravação de maneira independente. A agência ucrânia divulgou o áudio (ouça, com legendas em inglês).

O que se sabe e o que se especula sobre a queda do voo MH17

Boeing 777 da Malaysia Airlines caiu com 298 pessoas na Ucrânia.

Suspeita é de que ele tenha sido abatido por separatistas pró-Rússia.


Do G1, em São Paulo

Um Boeing 777 da Malaysia Airlines com 298 pessoas a bordo caiu na Ucrânia nesta quinta-feira (17). Há suspeita de que ele tenha sido abatido na região ucraniana de Donetsk, controlada por separatistas pró-Rússia que estão em confronto com o governo de Kiev. Veja perguntas e respostas sobre a tragédia:

Foi mesmo um míssil que derrubou o avião?

Jihadistas matam 90 pessoas na Síria em ataque contra campo de gás

Observatório Sírio dos Direitos Humanos denunciou ataque.
Para ONG, foi a maior operação contra o regime sírio pelo Estado Islâmico.


France Presse

Os jihadistas do Estado Islâmico (EI) mataram pelo menos 90 pessoas, incluindo combatentes do regime sírio, guardas e funcionários, em um ataque para assumir o controle de um campo de gás na província de Homs, anunciou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

A ONG descreveu a tomada do campo de Shaar, na quinta-feira (17), como a maior operação contra o regime sírio executada pelo EI desde que o grupo jihadista entrou no conflito sírio, ano passado.

"Pelo menos 90 pessoas, principalmente guardas de segurança e membros das Forças de Defesa Nacional (paramilitares), morreram no ataque do EI contra o campo de gás de Shaar", afirmou o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman. "Vinte e cinco vítimas eram funcionários civis", revelou à AFP.

"Os demais eram guardas de segurança enviados pelo Ministério do Petróleo e membros das Forças de Defesa Nacional", completou.

Imagens aparentemente gravadas pelos jihadistas no campo de gás e divulgadas no Youtube mostram dezenas de corpos, alguns deles mutilados, no deserto. "O Observatório condena as execuções sumárias como um crime de guerra, independente do lado que comete o crime no conflito sírio", disse Rahman.

O EI, que proclamou no mês passado um "califado" entre a Síria e o Iraque, também assumiu o controle da província petroleira de Deir Ezzor. No Iraque, perto da fronteira com Deir Ezzor, o governo perdeu o controle de boa parte do território em uma grande ofensiva de insurgentes sunitas liderados pelo EI.


Rússia: as questões estratégicas (não só as táticas)

Acho que a inesperada queda de Slaviansk nos atingiu com muita força. Estávamos habituados a pensar na cidade como uma nova Stalingrado, versão Donbass de Bint Jbeil, e a repentina retirada das forças de Strelkov nos surpreendeu. E 'nós', aqui, significa mesmo todos nós, inclusive os Ukies (que apostavam que Strelkov lutaria até a última bala). Era o que Strelkov queria.


The Saker | The Vineyard of the Saker | Pravda

Eu poderia voltar linha a linha aos argumentos de Auslander ou do general Ukie anônimo, mas o máximo que teria a acrescentar é que concordo com eles. Não vejo por que voltar a tudo isso. Já discuti a evolução provável da situação de combate no Donbass e especificamente discuti a única real importância de Slavianskk, que é importância simbólica. Se alguém sinceramente ainda crê que a retirada comandada por Strelkov tenha sido qualquer coisa menos que movimento perfeito, em perfeito timing, de posição insustentável, não tenho mais o que argumentar para demovê-lo dessa crença.

Aos demais, lembro o seguinte: a retirada é uma dos movimentos mais difíceis e importantes em qualquer combate e exige competências complexas e refinadíssimas; é movimento sempre completamente subestimado por civis, e é o teste mais radical a que se pode submeter a qualidade do comando que a ordene e das forças que a executem. Pelo que se sabe, Strelkov fez retirada perfeita, em perfeita ordem e cronometrada com precisão impecável, de uma Slaviansk já cercada. Não há melhor prova de que é homem de soberbos talentos táticos.

O que quero fazer agora é considerar, não as questões táticas, mas as opções estratégicas da Rússia. Não como a Rússia tentará fazer isso ou aquilo, mas, em vez disso, considerar o que me parece que seja o provável objetivo final dos russos nessa campanha.

Os objetivos e motivos de Putin

Gaza 2014: mais um capítulo da limpeza étnica do povo palestino

Desde que teve início a nova ofensiva israelense na faixa de Gaza, denominada "Margem protetora", há sete dias, foram mortos 172 palestinos. Os feridos somam 1.230. A maioria das vítimas é formada por mulheres e crianças.


Por Soraya Misleh | Boletim ICArabe | Pravda

É o maior ataque promovido pelas forças de ocupação desde 2008-2009, quando foram assassinados cerca de 1.400 palestinos em Gaza, na chamada operação "Chumbo fundido", entre 27 de dezembro e 18 de janeiro. Em novembro de 2012, em apenas oito dias, somaram-se 150 vítimas fatais. Os dados elucidam que a prática israelense em relação à estreita faixa é recorrente. Assim como os pretextos utilizados e os métodos. Nesse sentido, é importante situar histórica e politicamente as razões para essa nova onda de massacres em Gaza.

A história por trás de Gaza, que os israelenses não contam

A história de Gaza de que ninguém falará nas próximas horas.


Robert Fisk | The Independent | Pravda

É terra. A questão é terra. Os israelenses de Sderot estão recebendo tiros de rojões dos palestinos de Gaza, e agora os palestinos estão sendo bombardeados com bombas de fósforo e bombas de fragmentação pelos israelenses. É. Mas e como e por que, para início de conversa, há hoje 1 milhão e meio de palestinos apertados naquela estreita Faixa de Gaza?

As famílias deles, sim, viveram ali, não eles, no que hoje há quem chame de Israel. E foram expulsas - e tiveram de fugir para não serem todos mortos - quando foi inventado o estado de Israel.

Ucrânia: Importante desenvolvimento para a Resistência

Além do que parece ter sido ataque devastador contra uma coluna de blindados Ukies, há vários importantes desenvolvimentos que aconteceram recentemente e que acho que têm de ser reportados aqui:


Pravda

1) Com o retorno de Strelkov a Donetsk, a ordem e a unidade de comando nas forças da Resistência parecem tem sido restauradas, e resolvidos os desacordos entre Strelkov e Alexander Khodakovskii (ex-comandante da unidade "Alpha" de Donetsk).

2) Em conferência conjunta de imprensa, Igor Strelkov, Alexander Borodai e Vladimir Antiufeev (encarregados respectivamente de assuntos militares, políticos e segurança do estado) anunciaram a formação de um conselho de comandantes militares que será encarregado de todos as unidades militares na Novorrússia. Na mesma conferência de imprensa, anunciaram também ampla evacuação (voluntária) de civis dos subúrbios de Donetsk. A cidade, claramente, está preparando-se para um grande ataque, seguido de sítio.

17 julho 2014

Especialistas explicam como míssil disparado do solo pode abater Boeing

Ucrânia diz que armamento militar derrubou avião da Malaysia Airlines.
Carros são complexos; nem o Brasil tem a capacidade necessária para isso.


Tahiane Stochero
Do G1, em São Paulo

É possível um avião civil, com passageiros a bordo, ser abatido enquanto voava a cerca de 10 mil metros de altitude, segundo especialistas ouvidos pelo G1. Isso pode ocorrer por duas formas: tanto por mísseis disparados por caças, ou mísseis lançados de terra para o ar. Em ambas as formas, são tecnologias caras e operadas, normalmente, por militares de Forças Armadas treinados, pois são usadas na defesa de países.

Nenhum país na América Latina, por exemplo, nem o Brasil, possui artilharia antiaérea com capacidade de abater, a partir do solo, alvos na altura em que estava o avião da Malaysia Airlines. Uma forte hipótese para o desastre na Ucrânia é que a aeronave tenha sido abatida nesta quinta-feira (17).

Um morteiro lançado no ombro (como as "bazucas"), como os que traficantes usaram para derrubar um helicóptero da Polícia Civil em um morro do Rio de Janeiro em 2009, não tem este poder.

O ministério do Interior da Ucrânia afirmou que mísseis Buk terra-ar acertaram a aeronave. O governo ucraniano também acusou a Rússia de derrubar aviões militares em outras duas ocasiões.

Apontado como o autor de um disparo de um míssil que poderia ter abatido o avião, o sistema Buk é fabricado pela russa Almaz-Antey e possui capacidade de abater alvos entre 3 quilômetros e 25 quilômetros de altitude. Ao menos 15 países ainda usam atualmente o sistema, entre eles a Ucrânia e a Rússia. Os mísseis terra-ar lançados do Buk atingem alta velocidade de até 1.200 metros por segundo, segundo a fabricante.

Ukrainian government forces maneuver antiaircraft missile launchers Buk as they are transported north-west from Slovyansk, eastern Ukraine Friday, July 4 (Foto: Dmitry Lovetsky/AP)Forças Armadas da Ucrânia movimentam lançador antiaéreo de mísseis Buk na região de Slovyansk, no leste do país, no dia 4 de junho (Foto: Dmitry Lovetsky/AP)

“É um sistema extremamente complexo que inclui vários carros e soldados treinados. Há radares para saber a posição exata do alvo, sistema de guiamento (que acompanha o alvo e o caminho do míssil) dentro de um veículo equipado. Não é uma arma que se encontra em qualquer lugar. Não é como colocar um míssil no ombro e atirar”, diz o general João Chalella Júnior, comandante da Brigada de Artilharia Antiaérea do Exército Brasileiro.

Quem lançou?

Segundo o especialista em geopolítica e mestre em Relações Internacionais Gunther Rudzid, mísseis como o Igla, que o Exército brasileiro possui, atingem alvos só a até 3 km de altura e não teriam o poder de derrubar um avião a 10 km.

“Se o avião estava na altitude de 10 km, não é algo simples de se abater. Não é só apertar o gatilho ou o botão e vai. São sistemas de guiamento, radares, carros de combate que são operados por países e Exércitos”, afirma Ruzid.

“Se for verdade que o avião foi abatido, tem que se descobrir de onde veio este míssil. Se partiu do território em poder do governo de Kiev (Ucrânia), se partiu da área dominada por separatistas ou se partiu do outro lado da fronteira, da Rússia, e quem disparou. Fala-se que armamento pesado chegou nas mãos de separatistas na Ucrânia. São blindados, radares, mísseis. As pessoas veriam um deslocamento destes carros. Não é algo que se pode esconder e atirar e quem opera tem que conhecer os sistemas, normalmente são soldados treinados para isso”, pondera ele.

Assim como outros sistemas de artilharia de média altura, o Buk é formado por um conjunto de carros blindados. Cada um deles leva uma série de monitores, radares, programas, sensores e lançadores de disparo de mísseis. Para que modelos básicos do Buk acionem um míssil em combate, as tropas trabalham normalmente com equipes que variam de um a três carros: um blindado sobre rodas, com o sistema de lançamento dos mísseis, um carro de comando e radar de alvo e um veículo com transponders e sensores.

“Não posso dizer que teria sido lançado de um lado ou de outro, porque não é uma arma fácil de se comprar e lançar. São vários carros e sistemas que exigem pessoas treinadas para que se consiga atingir um alvo. Nem o Brasil tem esta capacidade”, explica o general João Chalella Júnior.

Atualmente, o Brasil possui apenas canhões e mísseis para baixa altura, com alcance de até 3 km e está negociando a compra, da Rússia, de um sistema de média altura por R$ 2,5 bilhões. Já mísseis de alta altura podem atingir alvos a até 200 km.


Inteligência dos EUA confirma que míssil abateu avião na Ucrânia

Agências de inteligência dos Estados Unidos confirmaram nesta quinta-feira (17) que o voo MH17, da Malaysian Airlines, foi abatido por um míssil terra-ar.


Poder Aéreo

Um sistema de radar identificou um míssil terra-ar ser disparado e ir em direção ao avião comercial, pouco antes de a aeronave cair. Um segundo sistema de radar identificou o rastro de calor do míssil no momento em que o Boeing 777 foi atingido. A trajetória do míssil está sendo analisada para que seja possível determinar a autoria do disparo.


mapa-mostra-local-da-queda-do-aviao-da-malaysia-airlines-na-ucrania-FONTE UOL

O premiê da Malásia, Najib Razak, fez a mesma afirmação durante entrevista coletiva sobre o acidente. O governo ucraniano também já havia afirmado que um míssil lançado do solo teria derrubado o avião da Malaysia Airlines.

Um oficial norte-americano, sob condição de anonimato, disse ao “Washington Post” que as agências não conseguiram determinar ainda quem atirou o míssil. “Essa é uma área contestada. Vai demorar para conseguirmos alguma informação sobre quem está envolvido”.

“Não deixaremos pedra sobre pedra. Quando confirmarmos que o avião foi mesmo derrubado, vamos insistir para que os autores sejam rapidamente levados à Justiça”, disse Razak.

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, havia afirmado pouco após a queda do avião de que se tratava de um ato terrorista. “Isso não foi um incidente, isso não foi uma catástrofe, foi um ato terrorista”, disse.

O avião de passageiros da Malaysia Airlines com 295 pessoas caiu na Ucrânia, na região de fronteira com a Rússia dominada por rebeldes. Segundo o governo ucraniano, todos a bordo morreram.

Rebeldes já abateram aviões na região

Separatistas pró-Rússia do leste da Ucrânia já derrubaram ao menos dez aeronaves na região. O local é palco de conflitos entre o Exército ucraniano e os rebeldes há meses, desde que o ex-presidente do país Viktor Yanukovich foi deposto em fevereiro deste ano.

As aeronaves derrubadas pelos rebeldes na região, que usaram lança mísseis portáteis, voavam a baixa altitude, diferente do avião da Malaysian, que estava a 10 mil metros de altura. A lista inclui helicópteros militares, aviões de transporte do Exército e caças da força aérea.

Segundo o especialista em segurança internacional Gunther Rudzit, rebeldes ucranianos possuem mísseis terra-ar fornecidos pela Rússia com poder de abater um avião.

“Os rebeldes já vinham alardeando que teriam derrubado dois caças da Ucrânia. Um avião de transporte e helicópteros também teriam sido derrubado”, diz Rudzit. Por causa desses indícios, ele acredita que o alvo do míssil não teria sido o avião de passageiros, e sim um avião militar.

O avião ucraniano que seria o suposto alvo teria conseguido despistar o míssil, que pode ter “enquadrado o avião [da Malaysia Airlines] em altitude maior”, explica o especialista. “Esse míssil segue calor”, completa. Os aviões de passageiros voam em altitude mais elevada que aeronaves militares, esclarece Rudzit.

Ucrânia, Rússia e rebeldes negam ter abatido avião

Em declarações dadas logo após a confirmação da queda do MH17, autoridades dos governos russo e ucraniano, além do representante da República Autoproclamada de Donetsk, negaram ter abatido o avião.

Rebeldes separatistas da região leste da Ucrânia, onde o avião caiu, negaram qualquer envolvimento. “Nós simplesmente não temos esse sistema de defesa aérea”, de acordo com a agência Interfax. No entanto, o especialista em segurança internacional, Gunther Rudzit, afirma que mísseis terra-ar, guiados por calor e fornecidos pela Rússia aos rebeldes, seriam capazes de abater um avião comercial.

“Os rebeldes já vinham alardeando que teriam derrubado dois caças da Ucrânia. Um avião de transporte e helicópteros também teriam sido derrubado”, diz Rudzit. Por causa desses indícios, ele acredita que o alvo do míssil não teria sido o avião de passageiros, e sim um avião militar.

O presidente ucraniano também negou que o Exército do país tenha participação. “Nós não descartamos que esse avião tenha sido derrubado e reforçamos que as Forças Armadas da Ucrânia não agiram contra alvos aéreos”, disse Poroshenko.

O porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, afirmou que é “estupidez” acusar o país de envolvimento no acidente com o MH17. A suspeita havia sido levantada logo após o acidente pelo ministro das Relações Exteriores de Kiev, Pavlo Klimkin.

Trajeto e resgate dos corpos

O voo MH17 ia de Amsterdã, na Holanda, para Kuala Lumpur, na Malásia, e voava a 10 mil metros quando caiu. O voo teria duração de 11h55 minutos e percorreria uma distância de 10,2 mil quilômetros.

A Malaysia Airlines perdeu contato com a aeronave às 11h15 (horário de Brasília), e que sua última posição foi registrada no espaço aéreo ucraniano, a 30 km de Tamak.

Oficiais de defesa da Ucrânia disseram que o trabalho na região de Donetsk, onde o avião caiu, é difícil em razão dos destroços espalhados por áreas extensas. As buscas também são dificultadas pela presença de terroristas armados na região. O governo russo entrou em contato com a Ucrânia oferecendo ajuda nas investigações e também no resgate das vítimas.

“Estou chocado por relatos de que um avião da MH caiu. Estamos lançando uma investigação imediata”, disse o premiê da Malásia, Najib Razak, em sua conta no Twitter.

O ministro da Justiça e Defesa holandês, Ivo Opstelten, disse em comunicado que está “profundamente chocado” com o acidente, confirmando que havia muitos cidadãos do país no voo. “Meus pensamentos estão com as famílias e amigos daqueles que estavam no avião”, escreveu.

Opstelten destacou que o governo holandês criará um número de emergência para que as famílias das vítimas possam buscar informações.

FONTE: UOL



EMB-121 Xingu alcança a marca de 30 anos de operações na França

Revista Asas

A Embraer comemora neste mês a marca histórica de 30 anos de operações do EMB-121A Xingu na Força Aérea Francesa (Armée de l'Air) e na Marinha Francesa (Marine Nationale). O Xingu, operado pela École de l'Aviation de Transport (EAT) francesa, a partir da Base Aérea 702 em Avord, França, foi utilizado até o presente momento para treinar mais de 1.900 cadetes franceses, bem como pilotos dos países: Bélgica, Burkina Fasso, Camarões, Gabão, Luxemburgo e Madagascar.



O EMB-121 Xingu pousou pela primeira vez na Base Aérea 702 no dia 29 de março de 1983 como aeronave de treinamento para substituir o Dassault 312 Flamant. Em 1984, a primeira turma de pilotos recém-qualificados concluiu o treinamento. Desde então, mais de 330 mil horas de voo foram acumuladas pelos 43 Xingu da EAT e, hoje, um total de 33 aeronaves continuam em operação.


Em 2012, a Força Aérea Francesa lançou um programa de modernização para estender a vida operacional dos Xingu até 2025, atualizando a aviônica. Isso manterá o Xingu em operação por 42 anos consecutivos, fato raro na indústria aeronáutica. O suporte técnico da aeronave é realizado pela Embraer, por meio de peças sobressalentes e documentação, em conjunto com a Daher-Socata da França, responsável pelo suporte logístico, e a Airbus Defence & Space, fornecedora da manutenção.

A nova aviônica permitirá que os pilotos façam a transição entre seu treinamento inicial e a operação em aeronaves militares mais modernas, como o A400M ou o MRTT, de maneira mais rápida.

O EMB-121 Xingu, batizado com o nome de uma tribo indígena brasileira e de um rio na Amazônia, foi desenvolvido sobre a plataforma do turboélice Embraer Bandeirante. Projetado para o mercado de aviação executiva, com capacidade para até oito passageiros, o Xingu foi a primeira aeronave pressurizada fabricada no Brasil. A pressurização permitiu que o avião voasse a uma altitude de 8.534m, acima das nuvens e da maioria das turbulências atmosféricas, enquanto mantinha uma pressão interna equivalente a 2.438m, garantindo assim o conforto dos passageiros.

O primeiro protótipo do Xingu, prefixo PP-ZXI, realizou seu primeiro voo em 22 de outubro de 1976, antes que fosse modificado com uma cabine pressurizada. A apresentação oficial da aeronave ocorreu na Embraer, em 4 de dezembro do mesmo ano. Em maio de 1977, o Xingu melhorado fez um voo bem-sucedido com a cabine pressurizada.

Voa o primeiro Boeing F-15E com radar de varredura eletrônica ativa

Revista Asas

Sob os comandos do piloto Capitão Matthew Riley e do Weapons Systems Office (operador dos sistemas de armas) Major Jacob Lindaman, ambos do 389th Fighter Squadron, voou recentemente o primeiro Boeing F-15E Strike Eagle modernizado com o radar de varredura eletrônica ativa (AESA) Raytheon APG-82(V)1. Até o momento, 11 horas de voo já foram completadas.




Segundo os militares, o novo radar é mais rápido que o antigo Raytheon AN/APG-70 que estava em operação há 20 anos, sendo mais preciso, detecta ameaças a maior distância e ainda possui a capacidade de rastrear e designar, simultaneamente, alvos aéreos e terrestres.

Diferente do novo sistema, o AN/APG-70 possui movimento mecânico hidráulico, o que requer que as manutenções sejam realizadas a cada 30 horas de voo. No radar AESA, centenas de pequenos transmissores e receptores modulares fazem o trabalho de varredura eletronicamente, dispensando qualquer movimento mecânico. Assim, a manutenção somente deve ser feita após duas mil horas de voo.


Os trabalhos de modernização podem levar até três meses em cada aeronave. A expectativa é que até 2017 47 exemplares do 389th e 391 Fighter Squadron estejam operando o novo radar.


EUA investigam se míssil que derrubou avião era russo

O presidente Barack Obama ofereceu ajuda para investigar as causas da tragédia. Ucranianos dizem que avião foi derrubado por um míssil terra-ar


Veja

Autoridades americanas estão investigando se um míssil terra-ar fabricado pela Rússia foi usado para derrubar um avião da Malaysia Airlines perto da fronteira entre a Rússia e a Ucrânia, informou uma autoridade de defesa dos EUA. O presidente americano Barack Obama, em um discurso em Delaware, ofereceu assistência americana para “determinar o que houve e por quê”. Obama disse também que sua prioridade é averiguar se havia cidadãos americanos a bordo do avião malaio. “O mundo está acompanhando os relatórios de um avião de passageiros que caiu perto da fronteira entre Rússia e Ucrânia”, disse Obama em discurso no estado de Delaware.

Autoridades ucranianas afirmaram que o voo MH-17 foi derrubado por um sistema antiaéreo Buk, também conhecido como SA-11. A fonte de defesa dos EUA disse que, com base nos relatos iniciais, um ataque com míssil terra-ar parece ser a causa mais provável da queda do jato. O Boeing 777, com 295 pessoas a bordo, caiu perto da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia, que está sob controle de separatistas pró-Rússia.

A autoridade de defesa dos EUA afirmou que derrubar um avião comercial a uma altitude alta com um míssil terra-ar exigiria armamento sofisticado, que os separatistas dificilmente possuem. As forças russas poderiam ter feito o ataque, mas isso seria um "erro estratégico estúpido", disse a fonte. Especialistas americanas também estão examinando que área o avião da Malaysia estava voando. O governo ucraniano havia fechado o espaço aéreo sobre o leste do país ao tráfego comercial porque Kiev não está em condições de proteger aeronaves civis, segundo a fonte de defesa dos EUA.

Telefonema de Putin – Um pouco antes do seu discurso, Obama falou ao telefone com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, sobre o Boeing 777 da Malaysian Airlines que foi abatido no leste da Ucrânia, confirmou o Kremlin em um comunicado. As assessorias de ambos os presidentes não revelaram detalhes da conversa. Segundo o perfil no Twitter da emissora russa Eco de Moscou, no Boeing-777 viajavam 23 cidadãos americanos. O governo dos EUA não confirmou a informação.

KC-390 da Embraer toma forma enquanto se aproxima a data do primeiro voo

Poder Aéreo

Reportagem publicada pela AIN Online na quarta-feira, 16 de julho, trouxe imagem e novidades sobre o andamento dos protótipos do jato de transporte militar e reabastecimento em voo KC-390, da Embraer. Segundo a matéria, a empresa está no curso para preparar o primeiro protótipo a tempo de fazer seu voo inaugural no final do ano. A fuselagem da aeronave já está parcialmente pintada nas cores da Força Aérea Brasileira, cliente lançador do jato, enquanto um segundo protótipo também se encontra na linha de montagem final, com voo agendado para logo depois do primeiro.


protótipo KC-390 na linha da Embraer - foto via AIN Online

O Brasil assumiu um compromisso com o KC-390 desde 2010, finalizando uma encomenda de 28 exemplares em maio deste ano. A primeira entrega deverá ocorrer no segundo semestre de 2016, e intenções de compra foram feitas pela Argentina (6), Chile (6), Colômbia (12), República Tcheca (2) e Portugal (6). O avião, segundo a Embraer, oferece um alcance de 1.380 milhas náuticas com a capacidade padrão máxima de carga de 23 toneladas, podendo também percorrer 4.620 milhas náuticas quando equipado com dois tanques internos, o que ajuda a incrementar o alcance em missões de busca e salvamento, ou diversas outras pretendidas para o KC-390.

Quanto a pallets de carga, a aeronave pode acomodar até sete do tipo 463L, ou seis pallets combinados a 36 soldados. Também é possível transportar uma carga concentrada de 26 toneladas métricas, assim como veículos do tamanho de um LAV-25 (sem necessidade de remover a torre). Quanto a transporte de pessoal, até 80 soldados ou 66 paraquedistas podem ser levados, enquanto a configuração de evacuação aeromédica (Medevac) permite a acomodação de até 74 macas, além de equipamento médico e atendentes.

FONTE / FOTO: AIN Online (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês)


Israel invade Gaza e Hamas promete 'ensinar lição'

Ação tem como objetivo destruir túneis usados por palestinos


ANSA

(ANSA) - Pouco tempo depois da trégua humanitária que interrompeu por cinco horas a mais recente onda de violência na Palestina, o Exército de Israel lançou na noite desta quinta-feira (17) uma vasta operação por terra na Faixa de Gaza. Segundo um porta-voz militar, a ação tem como objetivo destruir túneis que permitem aos membros do Hamas entrar no país para realizar ataques. Diversas tropas e tanques israelenses já invadiram a região.

De acordo com a mesma fonte, a medida foi tomada após o grupo fundamentalista recusar diversas ofertas para "esfriar" a situação. A ofensiva faz parte da operação "Margem Protetora", iniciada há 10 dias para combater o movimento islâmico, após o assassinato de três jovens seminaristas judeus na Cisjordânia. Israel culpa o Hamas pelas mortes, mas a organização nega ter participação nos crimes.

"Esperávamos ansiosamente essa operação por terra para ensinar uma lição a Israel", disse um porta-voz das Brigadas Izz ad-Din al-Qassam, braço armado do Hamas. Até o momento, a nova onda de violência já deixou 230 vítimas na Faixa de Gaza, incluindo mulheres e crianças, e uma em Israel. Além disso, mais de 1,6 mil pessoas ficaram feridas por conta dos bombardeios. "Se o Hamas tivesse aceitado a nossa proposta de cessar-fogo, poderia ter salvado a vida de dezenas de palestinos", afirmou o ministro das Relações Exteriores do Egito, Sameh Shoukri.

O país havia sugerido na última terça-feira (15) uma trégua no confronto e a abertura de negociações para a entrada de bens de primeira necessidade na área onde acontece o conflito. Contudo, o grupo fundamentalista recusou a proposta.


Israel inicia ofensiva terrestre em Gaza

Depois de dez dias de bombardeios aéreos e centenas de mortes, governo Benjamin Netanyahu anuncia invasão para atingir "infraestrutura do Hamas e outros grupos terroristas". Cerca de 50 mil militares estão de prontidão.


Deutsch Welle

Após dez dias de bombardeios aéreos, mais de 200 mortes e uma série de iniciativas fracassadas de alcançar uma trégua, o governo israelense anunciou na noite desta quinta-feira (17/07) o início de uma ofensiva terrestre na Faixa de Gaza.

"Diante dos ataques criminosos do Hamas, que continuou a disparar contra Israel mesmo durante o cessar-fogo humanitário estipulado pela ONU, e de suas perigosas incursões em território israelense, Israel é forçado a defender seus cidadãos", diz o governo Benjamin Netanyahu em nota.

O objetivo, segundo o comunicado, não é retomar o controle da Faixa de Gaza, mas "atingir significativamente a infraestrutura do Hamas e outros grupos terroristas". A ofensiva, afirma o governo, só vai terminar quando esses objetivos forem alcançados.

Entrar em Gaza, um dos territórios mais densamente povoados do mundo, é hoje mais que um desafio militar. Para o governo Netanyahu, mais mortes entre civis palestinos poderiam acarretar um isolamento internacional e a perda de apoio precioso entre os israelenses.

Desde que a operação foi iniciada, Israel já lançou mais de 1.800 bombardeios aéreos em Gaza, deixando mais de 230 palestinos mortos, em sua maioria civis, e ferindo mais de 1.100. Segundo a ONU, mais de 1.370 casas foram destruídas e 18 mil pessoas foram forçadas a abandonar seus lares.

Já o Hamas lançou mais de 1.200 foguetes e morteiros contra Israel. Deles, quase 40 atingiram territórios habitados, deixaram um israelense morto e forçaram milhões a irem para abrigos de guerra. Mais de 230 disparos foram interceptados pelo sistema de defesa aérea de Israel.

A decisão de iniciar uma ofensiva terrestre chega pouco depois de um cessar-fogo humanitário, de cinco horas, para permitir a entrada de ajuda na Faixa de Gaza. A trégua durou cinco horas, na madrugada de quarta para quinta-feira, e foi rapidamente prosseguida por troca de fogo entre Hamas e Israel.

Anunciando a ofensiva, na quarta-feira mais oito mil reservistas foram convocados pelo Exército israelense. Eles se juntaram a outros 42 mil que já haviam sido chamados e estavam de prontidão para uma eventual invasão. O Exército israelense chegou a pedir que cerca de 100 mil palestinos deixem suas residências no norte da Faixa de Gaza.



Rússia evacua russos, ucranianos, bielorrussos e cazaques da Faixa de Gaza

Dois ônibus cheio de pessoas partiram em direção ao posto fronteiriço de Rafah


Diário da Rússia

Aproveitando a trégua humanitária proclamada nesta quinta-feira, 17, por ambos os lados do conflito entre Israel e Palestina, diplomatas russos fretaram dois ônibus para transportar até o Egito cerca de 50 compatriotas e dezenas de ucranianos, bielorrussos e cazaques que estavam na Faixa de Gaza.

De acordo com os organizadores da retirada, os ônibus que partiram com destino ao posto fronteiriço de Rafah recolheram mais pessoas ao longo do caminho. Um dos diplomatas disse que no primeiro veículo viajaram 40 russos e quatro ucranianos, sendo que mais da metade deles eram crianças. No segundo, foram seis russos e quase 40 cidadãos da Ucrânia, da Bielorrússia e do Cazaquistão.

A trégua humanitária de cinco horas entre Tel-Aviv e o Hamas foi acordada na quarta-feira, 16, à noite, depois de nove dias de bombardeio das forças israelenses na Faixa de Gaza. Entre as 10 horas até as 15h, no horário local, ou entre as 4h e as 9h no horário de Brasília, o Exército de Israel se comprometeu a parar com os bombardeios aéreos, e o porta-voz do Hamas, Sami Abu Zukhri, confirmou que o movimento islâmico palestino não lançaria nenhum foguete neste mesmo período de tempo.

O número de mortos em Gaza pela operação israelense já soma 222 pessoas, de acordo com o Ministério da Saúde no enclave palestino. Em Israel, um homem morreu devido a um foguete do Hamas.