02 setembro 2014

Os limites de um jornalista de guerra

Há cerca de um mês, o fotógrafo russo da agência estatal de notícias "Russia Today" Andrêi Sténin desapareceu na Ucrânia, palco de conflitos entre Kiev e separatistas do leste do país. A Gazeta Russa convidou o fotógrafo freelancer Denis Siniakov para falar sobre o trabalho de correspondente de guerra e de suas dificuldades.


Denis Siniakov, Fotógrafo | Gazeta Russa

A falta de Andrêi Sténin é uma grande tragédia para sua família e seus colegas. Eu sinceramente desejo que ele esteja vivo e volte para casa e que caso oficiais ucranianos tenham o detido, que o libertem.

Centenas de fotógrafos estão trabalhando agora na frente de batalha em algum lugar na Síria, querendo virar fotógrafos do “The New York Times” e todos acreditam que eles próprios são jornalistas e não apenas fotógrafos em condições extremas. Mas não é assim. Eu geralmente recomendo que antes de ir para a guerra, o jornalista se faça a pergunta “para quê?" O que o fotógrafo quer dizer sobre essa guerra? Pensa que suas imagens vão mudar o mundo? Isso é um absurdo em que nem o próprio fotógrafo acredita. É uma escolha do próprio jornalista.

Lembro-me de várias ocasiões em que colegas muito jovens foram mortos simplesmente porque não tinham experiência em se comunicar com as pessoas na guerra.

Ética jornalística

Uma das questões mais comuns sobre a ética do correspondente de guerra é se ele pode ser considerado um participante ou não. E muitas vezes não há uma resposta clara. Entre os correspondentes há muitas pessoas com baixos princípios morais. Se no vagão do metrô batessem em alguém, quantas pessoas se levantariam para ajudar a vítima? Eu considero que não mais do que 10%. A mesma coisa vale para os jornalistas –eles não vão nem proteger a vítima nem bater nela. Infelizmente, a câmera ou o bloco de notas não aumentam a coragem, a honestidade ou a moral.

Nos cursos para jornalistas que trabalham em zonas de conflito, somos ensinados a ajudar os feridos. Se eu vou aplicar esses conhecimentos e se terei coragem de mandar uma multidão armada parar, eu não sei. Gostaria de ter essa coragem. Mas ninguém sabe como se comportar no mundo real.

Meu colega, o fotógrafo Serguêi Maksimichin, gosta de dizer: "A guerra começa quando vem a CNN e termina quando a CNN sai.” Infelizmente é assim. Muitos fotos ícones do fotojornalismo não teriam ocorrido sem o fotógrafo, porque a situação sem ele simplesmente não aconteceria. Eu quero acreditar que também existe o oposto, que a presença da câmera tem impedido que crimes sejam cometidos, mas acho que ainda é uma raridade.

Solidariedade corporativa

Não me lembro de nenhum caso em que a comunidade jornalística da Rússia em uníssono tenha protegido alguém. Simplesmente não há esse tipo de comunidade e não haverá por muito tempo. Tal tipo de comunidade não pode existir, pois é considerado normal que um jornalista espalhe boatos sobre outro e os canais estatais de televisão transmitam uma reportagem sobre a história do jornalista com as palavras: "um jornalista com dupla cidadania virou informante do ‘Setor de Direita’ [organização nacionalista ucraniana].”

Portanto, agora há grupos de jornalistas, formados nos princípios de moralidade e ética, que apoiam alguns de seus colegas. E isso já é bom. Às vezes é mais importante ter o apoio de um grupo de colegas próximos do que de qualquer outro. Infelizmente, acontece que o outro grupo fará de tudo para prejudicar. Assim aconteceu no meu caso, depois de ser preso no Mar de Barents [Siniakov foi preso com um grupo de ativistas do Greenpeace, desembarcados na plataforma de petróleo Prirazlómnaia, e o mantiveram em prisão preventiva por quase dois meses]. Isso está acontecendo agora com Andrêi.

É difícil dizer o que exatamente diferencia o jornalista dos outros, inclusive na guerra. Com certeza não é a credencial nem a tarefa atribuída pela redação, apesar de juridicamente ele pode precisar disso. Provavelmente é a autoridade criada pelo trabalho e pelo seu próprio desenvolvimento.

Eu não sei que tipo de perguntas Andrêi fez a si mesmo na hora de sair para a guerra e que ele expressava com trabalho, pois eu não estou familiarizado com suas fotografias. Mas o fato de ele ser um jornalista é indiscutível. É por isso, mais uma vez, que eu apelo às autoridades ucranianas para que investiguem seu desaparecimento e se ele estiver preso, para que façam tudo por sua libertação.


Denis Siniakov é fotógrafo freelancer. Trabalhou com a Reuters, Lenta.ru e Greenpeace. Suas fotos são publicadas na imprensa russa e estrangeira.



Marinha russa receberá versão naval do sistema antiaéreo Pantsir

Mais moderno que o atual sistema, o Panstir-M entrará em serviço em 2016.


Tatiana Russakova | Gazeta Russa

A Marinha da Rússia planeja receber em 2016 a versão naval do novo sistema de artilharia antiaérea Pantsir-M, que irá substituir o sistema Kortik, conhecidos no exterior como Kashtan. O Panstir-M é mais leve, compacto e eficiente do que seu antecessor e foi desenhado para ser instalado nos navios modernizados da frota russa. Especialistas afirmam, no entanto, que ainda não há perspectivas de exportação do novo sistema.

Recentemente, militares da Marinha da Rússia completaram o ciclo de testes operacionais do sistema de defesa antiaérea Pantsir–M, e o contrato de fornecimento já foi assinado pelo Ministério da Defesa, segundo afirmou a companhia estatal russa Rostech.

Exterminador de mísseis


Marinha russa receberá versão naval do sistema antiaéreo Pantsir
O Panstir-M não será o único sistema operacional antiaéreo moderno em operação na Marinha russa Foto: Press Photo

A empresa russa Tula Instrument Design Bureau (KBP), parte da holding Visokotótchnie Kómpleksi, que atua sob direção da Rostech, vem trabalhando há anos no desenvolvimento da versão naval do conhecido sistema de artilharia antiaérea terrestre Panstir-S1. A versão terrestre do sistema foi desenhada para combater mísseis de cruzeiro, veículos aéreos não tripulados, aviões a até 15 km de altura e alvos terrestres a uma distância de 20 km e é equipada com canhões e mísseis que atingem uma velocidade de até 1.300 metros por segundo. O projeto da versão naval, sob denominação Pantsir – ME, foi lançado em 2011.

“O novo Panstir-M veio substituir o ultrapassado sistema antiáereo Korkit. Ele é mais leve, compacto e eficiente, no entanto mantém a mesma vantagem do seu antecessor: a combinação de dois tipos de armamentos - mísseis e canhões –, que se complementam e proporcionam uma linha de defesa ampla até os limites mais próximos do objeto a ser defendido”, afirmou à Gazeta Russa o especialista em sistemas antiaéreos Said Aminov.

“O armamento mais perigoso que um navio de guerra pode enfrentar na atualidade é o míssil antinavio que, voando rente às águas a uma alta velocidade, pode perfurar uma defesa antiaérea composta somente por mísseis. Levando isso em conta, o Pantsir-M é equipado com dois canhões de alto calibre, capazes de combater mísseis que alcançaram a última linha de defesa do navio”, disse o especialista.

A principal vantagem que o Pantsir-M apresenta em relação ao Kortik é a sua capacidade de lidar com múltiplos alvos, empregando simultaneamente seus canhões e mísseis.

Kortik

Poderoso, mas não único

O Panstir-M não será o único sistema operacional antiaéreo moderno em operação na Marinha russa. Atualmente está em fase final de testes o sistema antiaéro Palash, cuja versão de exportação denomina-se Palma. O novo sistema será empregado nas novas fragatas Project 22350 e em outros navios de combate da marinha.

O sistema Palash é menos poderoso do que o Pantsir-M. O alcance nominal dos mísseis deste é de 20 km em oposição aos 6 a 8 km do primeiro. No entanto, os dois canhões de 30 mm que equipam ambos os sistemas são os mesmos que compunham o Kashtan. O sistema Palash foi instalado nas corvetas da classe Gepard (Project 11661), feitas pelo Vietnã.

Perspectivas de exportação

A Rostech publicou em seu site a informação, fornecida pelo diretor da companhia, Dmitri Konoplev, de que o Pantsir-M será instalado em diversas fragatas e outros navios de combate da Marinha russa. Os trabalhos de integração já estão em andamento.

Aminov explicou à Gazeta Russa que o Pantsir-M, desde sua criação, foi projetado para ser utilizado nos grandes cruzadores, destróiers e fragatas da Marinha. Apesar de haver certa facilidade de utilizar as instalações do sistema Kortik, é necessário um amplo trabalho de integração do armamento com os sistemas embarcados, principalmente os sistemas eletrônicos de comunicação.

Se o contrato de fornecimento à Marinha já é tido como fato concreto, o mesmo não se pode falar sobre as exportações do sistema. Conforme relatado à Gazeta Russa pela empresa estatal russa Rosoboronoexport, apesar de o sistema ter completado recentemente o ciclo de testes operacionais, a possibilidade de exportação ainda não foi cogitada.


Indústria de submarinos russa quer retomar progresso no campo de tecnologia

Submarinos equipados com motores anaeróbicos permitirão à Rússia reforçar sua posição no mercado mundial de produtos de defesa.


Denis Kungurov, especial para Gazeta Russa

Até o final de 2014 a Rússia planeja concluir o projeto nacional de pesquisa sobre motores anaeróbicos e baterias de lítio-íon para submarinos. O projetista-chefe do Bureau de Projetos Rubin, Ígor Molchanov, declarou à agência Itar-Tass que entre 2016 e 2017 começará a construção do primeiro submarino russo de quarta geração com motores anaeróbicos e novas baterias.



Especialistas levantam questões a respeito da eficiência concreta de tais submarinos Foto: RIA Nóvosti

O vice-diretor geral da Rosoboronexport, Vladímir Pakhomov, observou que a concorrência entre os fabricantes mundiais de submarinos aumentou drasticamente a partir de 2006, e a guerra por clientes tem ficado a cada dia mais difícil para os produtores russos. Ocorre que, devido à falta de financiamento para novos projetos, os construtores russos de submarinos perderam a dianteira desse restrito mercado já no início dos anos 2000, não acompanhando o desenvolvimento de tecnologias que o Ocidente acabou por dominar. Submarinos equipados com sistemas AIP (air independent propulsion, na sigla em inglês) já eram construídos desde a década de 1980 na Alemanha, Suécia e França.

A relevância da utilização dos sistemas AIP relaciona-se com o incremento na capacidade dos submarinos em não voltar à superfície para recarregar as suas baterias, procedimento ao qual os submarinos diesel-elétricos se submetem com frequência, tendo que se expor na superfície das águas por períodos que variam de duas a cinco horas. No caso da Rússia, por exemplo, a restrita reserva de energia dos submarinos diesel-elétricos impede sua utilização sob a cobertura de gelo do Ártico. Agora, projetistas russos foram capazes de criar um sistema AIP com potência que varia entre 100 a 300 kW e funciona submerso por um período de até 720 horas.

No entanto, a instalação de tal sistema é dispendioso e demorado, comentou à Gazeta Russa o especialista Vladímir Ílin. “No que se refere aos projetos 636 Varshavianka e Paltus 877, os fabricantes tiveram que trocar todo o sistema elétrico e atualizar todos os softwares”, afirmou.

Corroborando a opinião do especialista, o diretor geral do estaleiro russo Admiralty Shipyards, Vladímir Aleksandrov, comentou em entrevista à revista “Arsenal”, que a “utilização de submarinos AIP somente será realmente efetiva se forem empregadas tripulações altamente treinadas e que possam contar com manuntenção técnica em terra e infra-estrutura moderna” .

Progresso europeu

A Alemanha decidiu pela utilização de submarinos AIP em 1998, quando começou a construção de quatro submarinos da classe U-212. O projeto previa equipar os submarinos com um sistema híbrido de propulsão, composto por baterias e células de combustível desenvolvidas pela empresa Siemens. Isso permitiria ao submarino navegar sob as àguas por até 20 dias. O primeiro U-212 entrou em operação no ano de 2005.

Já o conglomerado de estaleiros sob a direção da empresa estatal francesa DNS projetou o submarino Scorpène, equipado com o sistema Mesma (Module D’Energie Sous Marine Autonome), instalado primeiramente nos submarinos da classe Agosta em 1998.

“Os modelo AIP ocidentais ainda não demonstraram ser totalmente eficazes”, afirmou Vladímir Ílin. Para a Rússia, portanto, há uma possibilidade de sucesso neste ramo, principalmente se forem conduzidos projetos de cooperação com países que planejam aumentar os gastos com defesa. Por exemplo, na Índia, o primeiro-ministro, Narendra Modi, está conduzindo um ambicioso projeto de ampliação da capacidade de defesa do país, estabelecendo parcerias para aquisição de produtos militares de alta tecnologia. Se Rússia e Índia decidirem estabelecer uma parceria para o desenvolvimento de submarinos convencionais de quinta geração a partir de 2017, a construção de tais embarcações talvez siga o modelo usado por uma join venture russo-indiana para a construção do míssil BrahMos.

Em relação à utilização de submarinos AIP pela Marinha da Rússia, os especialistas consideram o Báltico como ambiente natural para as novas embarcações. Há planos de instalar os novos motores nos submarinos da classe Lada, planejados para entrar em operação em 2016.

Entretanto, especialistas levantam questões a respeito da eficiência concreta de tais submarinos, pois as embarcações da classe Lada foram sobrecarregadas ao longo do tempo com a incorporação de inúmeras novas tecnologias do setor – 127 para ser preciso. “Na verdade, portanto, os submarinos da classe Lada são por excelência veículos de testes”, afirmou à Gazeta Russa o represetante do estaleiro russo United Shipbuilding Corporation (USC), Roman Trotsenko. Mesmo assim, os submarinos convencionais não-atômicos produzidos na Rússia são bem aceitos no exterior, devido a seus preços e tecnlogias competitivos.

Conflito na Ucrânia pode se transformar em um massacre na Europa, diz Gorbatchov

Ex-presidente da URSS teme escalada de violência na região.


Rusnovosti.ru

O conflito na Ucrânia pode se transformar em um massacre na Europa, disse o primeiro presidente da URSS, Mikhail Gorbatchov, em entrevista ao Serviço Russo de Notícias. "É preciso travar este processo. É preciso exigir o fim do conflito e o início das conversações. Se os [outros] Estados começarem a ser afetados, a escala do conflito vai ampliar e todo mundo vai acabar se envolvendo, e podemos entrar no pior massacre da Europa. Não se pode permitir isso", disse ele.

O conflito interno da Ucrânia não pode se converter em um conflito entre países, acredita o político. "Se o nosso país intervir, poderá iniciar um incêndio que o mundo inteiro não conseguirá depois apagar. Os políticos estão certos ao manter a sua posição", disse Gorbatchov ao Serviço Russo de Notícias.

O primeiro presidente da URSS está seguro de que a ONU e a União Europeia deverão ter um papel crucial na resolução do conflito. "A nossa proposta era abrir corredores em todos os focos de combate para poder retirar as pessoas”, continuou. “Mas não. Tem gente resistindo, e enquanto isso veja o que está acontecendo com as pessoas, sobretudo crianças e mulheres. Maternidades e escolas estão sendo bombardeadas, hospitais foram destruídos. Segundo informações oficiais já morreram 2.000 pessoas e outras tantas foram feridas."



Boko Haram invade cidade na Nigéria; dezenas morrem

Milhares de moradores ficaram desabrigados.
Boko Haram capturou Gwoza, município remoto na fronteira com Camarões.


Reuters

Insurgentes islamistas do grupo Boko Haram invadiram grande parte da parte da cidade de Bama, no nordeste da Nigéria, após horas de confrontos em que várias pessoas morreram e milhares de moradores ficaram desabrigados, disseram fontes de segurança nesta terça-feira (2).

Os islamistas lançaram um ataque contra Bama, a 70 km de Maiduguri, capital do estado de Borno, na segunda-feira. Eles chegaram a ser repelidos, mas retornaram em maior número durante a madrugada, disseram fontes e testemunhas.

Nenhum porta-voz do setor de defesa da Nigéria estava imediatamente disponível para comentar o ataque. As fontes relataram a existência de muitas vítimas em ambos os lados. Uma fonte de segurança disse que até 5 mil pessoas fugiram.

Muitos soldados nigerianos foram mortos em Bama por disparos de um caça que tinha como alvo os insurgentes em um ataque aéreo a um lugar errado, disse à Reuters um soldado que estava no local.

Dois meses após militantes islamistas no Iraque e Síria declararem um califado em uma região que conseguiram capturar, o Boko Haram também, pela primeira vez, declarou explicitamente o controle sobre um território que diz ter capturado em faixas do nordeste da Nigéria.

O Boko Haram capturou Gwoza, um município rural remoto nas montanhas próximas à fronteira com Camarões, durante combates no mês passado. O líder do grupo, Abubakar Shekau, disse em um vídeo que a região se tornaria um "território muçulmano", que seria governada pela rígida lei islâmica.

"Quando começamos a ouvir tiros, todo mundo estava confuso. Tinha tiroteios vindo de diferentes direções. Nós fugimos para os arredores da cidade", disse Bukar Auwalu, um comerciante que escapou com sua mulher, três filhos e o irmão, à Reuters por telefone.

"Havia helicópteros militares e um caça. Dormimos no mato nos arredores da cidade."

01 setembro 2014

Lições da Segunda Guerra Mundial para a Europa de hoje

Setenta e cinco anos atrás, em 1 de setembro de 1939, na Europa eclodiu a Segunda Guerra Mundial, outro incêndio sangrento que levou dezenas de milhões de vidas. Nosso colunista, candidato de ciências em história Piotr Iskenderov, lembra as lições daqueles trágicos acontecimentos.


Piotr Iskenderov | Voz da Rússia

Duas guerras mundiais é o preço que os povos do mundo pagaram pelos crimes, ambições e erros de seus próprios governantes. Mas se a Primeira Guerra Mundial foi realmente uma surpresa para a grande maioria dos europeus, não se pode dizer o mesmo sobre a Segunda Guerra Mundial. Ao longo de toda a década de 1930 na Europa estavam ocorrendo conflitos, e seu vetor global era bastante claro.

No entanto, como se viu, não era claro para todos. Os líderes da Grã-Bretanha e França, em vez de se contraporem realmente ao agressor ganhando força, que era a Alemanha de Hitler, optaram por seguir o curso de seu “apaziguamento”. Foi justamente por culpa desses países que no final da década de 1930 foi perdida a última chance real de estabelecer uma coalizão preventiva anti-hitleriana.

Em vez disso, a Europa viu negócios vergonhosos envolvendo inclusive aqueles estados que eram destinados, por sua vez, a tornarem-se as próximas vítimas da Alemanha nazista. Em vez de cortar pela raiz o fortalecimento do poder militar e político alemães, deram a Hitler a Áustria, os Sudetos, e depois o resto da Tchecoslováquia, fecharam os olhos ao surgimento de campos de concentração no país e ao desenfreio de antissemitismo bruto.

E alguns dos atuais críticos vocais da Rússia, em particular a Polônia, participaram eles próprios no desmembramento da Tchecoslováquia, não esquecendo, entretanto, de lançar acusações contra Moscou que ofereceu assistência militar a Praga.

Nos anais da diplomacia foi preservada a declaração proferida em maio de 1938 pelo embaixador polonês em Paris. Ele assegurou seu colega norte-americano de que a Polônia iria imediatamente declarar guerra contra a União Soviética se Moscou tentar transportar suas tropas para a Tchecoslováquia através de território polonês.

Na mesma altura, o ministro das Relações Exteriores francês Georges-Étienne Bonnet informou o lado polonês que o “Plano de Hermann Goering de divisão da Tchecoslováquia entre a Alemanha e a Hungria com a transferência da Silésia de Cieszyn à Polônia não é um segredo”. Na Silésia de Cieszyn na altura viviam 80 mil poloneses e 120 mil tchecos.

Era ainda mais cínica a posição dos então líderes do Reino Unido, incluindo o primeiro-ministro Neville Chamberlain. Segundo o vice-chanceler do Reino Unido Alexander Cadogan, o chefe do gabinete disse naqueles dias que “preferia se demitir que assinar uma aliança com os soviéticos”.

E em 10 de setembro de 1938, na véspera de uma reunião crucial de Chamberlain com Hitler sobre a questão da Tchecoslováquia, o conselheiro mais próximo do primeiro-ministro para assuntos políticos, Sir Horace Wilson, sugeriu a Chamberlain que confirmasse que “a Alemanha e a Inglaterra são os dois pilares que sustentam o mundo da ordem contra a pressão destrutiva do bolchevismo”, e que por isso ele “não quer fazer nada que pudesse enfraquecer a resistência que podemos juntos contrapor àqueles que ameaçam a nossa civilização”...

Stalin também estava defendendo seus interesses quando a União Soviética assinou o Pacto Molotov-Ribbentrop com os notórios protocolos secretos. O preço de tal conivência é bem conhecido: em 1 de setembro de 1939 Hitler atacou com todo o seu poderio militar não a União Soviética, como secretamente esperavam em Londres ou Paris, mas a Polônia. Em seguida, foi a vez de outros países da Europa Ocidental. O fortalecido regime alemão descartou todos os acordos e começou a redesenhar o mapa da Europa a seu exclusivo critério.

No entanto, após o fim da Segunda Guerra Mundial, as capitais ocidentais não tinham pressa em mudar suas abordagens para assuntos internacionais, habitualmente culpando Moscou de todos os problemas. Já em 1946 o governo do presidente dos Estados Unidos Harry Truman decidiu que a própria existência da União Soviética é incompatível com os interesses da segurança nacional norte-americana, recordou à Voz da Rússia o diplomata, doutor em ciências históricas, professor Valentin Falin:

“O mesmo dizia o premiê britânico Chamberlain: para que a Grã-Bretanha viva, a União Soviética deve desaparecer. Uma abordagem semelhante é professada pelo ocidente também hoje. Que “a Rússia deve desaparecer”, declarou em 1996 o então presidente dos EUA Bill Clinton. Segundo ele próprio admitiu, foi com ativa participação dos norte-americanos que foi desmembrada a Iugoslávia. E agora a o nosso próximo objetivo é desmembrar a Federação Russa, prometeu Clinton”.

Hoje na Europa, na Ucrânia, por iniciativa dos Estados Unidos e de alguns líderes europeus ocidentais está novamente sendo jogado um guião geopolítico antirrusso cínico. A população de Donbass está sendo sacrificada a planos de “isolamento” e “punição” da Rússia, de redistribuição de esferas de influência e fortalecimento de suas próprias posições.

“Nós não estamos em condição de uma nova “guerra fria”, mas as acusações públicas, exigências e ameaças por parte dos nossos líderes políticos contribuem claramente para a reconstrução de um tal ambiente”, salientou, com razão, nas páginas da edição norte-americana The National Interest o ex-embaixador dos Estados Unidos na Rússia Jack Matlock, Jr. Mas será que o ouvirão em Washington e Bruxelas?


Ucrânia perde aeroporto e diz que Rússia iniciou 'grande guerra'

O Ministro da Defesa da Ucrânia, Valeriy Heletey, disse nesta segunda-feira que o país é palco de uma "grande guerra" provocada pela Rússia, que, segundo ele, teria iniciado uma ofensiva militar de “larga escala” no país vizinho.


BBC Brasil

A declaração foi feita no mesmo dia em que as autoridades ucranianas admitiram ter perdido o controle sobre o aeroporto de Lugansk (leste da Ucrânia), ao se ver obrigado a retirar suas tropas do local – que, dizem, estava sob cerco de tropas russas.

“Uma grande guerra chegou à nossa casa, uma guerra jamais vista na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Infelizmente, as vidas perdidas em guerras como essa chegam não só a centenas, mas a milhares e até dezenas de milhares”, disse Heletey no Facebook.

Ainda de acordo com o Ministro da Defesa ucraniano, o governo russo foi obrigado a começar a intervenção em grande escala porque a força militar da Ucrânia estava “ganhando terreno no leste do país”, onde, além de Lugansk, fica a cidade de Donetsk, outro foco de combates.

Enquanto isso, a Rússia segue negando sua participação militar na Ucrânia e diz que não está enviando soldados para o país vizinho.

A última rodada de negociações para resolver a crise – realizadas em Minsk, capital da Belarus -, envolvendo membros do governo ucraniano e russo, além de líderes dos rebeldes separatistas, terminou sem que se chegasse a nenhum acordo.


Alemanha

Reagindo aos últimos desdobramentos, a chanceler (primeira-ministra) alemã, Angela Merkel, disse que estava claro que os choques no leste da Ucrânia nunca foi uma questão interna ucraniana, mas sim um conflito entre Rússia e Ucrânia.

Merkel ressaltou que Berlin estava pronto para adotar mais uma rodada de sansões contra Moscou, mesmo que isso venha a ter consequências negativas sobre a economia alemã.

O presidente da Alemanha, Joachim Gauck, foi além. Ele disse que a Rússia optou em encerrar sua parceria com a Europa ao buscar impor o que chamou de “nova ordem” no continente.

Por sua vez, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, pediu à União Europeia que mostre “bom senso” e não siga em uma escalada de sanções contra a Rússia que possam ser mutualmente prejudiciais.

Resposta da Otan

Também nesta segunda-feira, a Otan indicou que planeja criar uma força militar de resposta rápida, mobilizando milhares de soldados, para proteger o leste europeu.

Segundo o secretário-geral da entidade, Anders Fogh Rasmussen, tais tropas poderiam ser mobilizadas no local necessário em apenas 48 horas, se for necessário.

A resposta da Otan vem depois de membros da organização no leste europeu e dos países bálticos terem sinalizado preocupação com o que enxergam como “ambições russas” na sequência da contínua crise na Ucrânia.

Rasmussen disse que todo o apoio militar seria pré-posicionado em países membros da Otan do leste europeu como parte de um “Plano de Ação Instantânea”, que permitiria o rápido envio das tropas.

Isso faria com que a aliança militar do ocidente se tornasse uma presença mais visível no leste da Europa e “reparadora, rápida e mais flexível para se ajustar a todos os tipos de desafios de segurança”, disse o secretário-geral da Otan a jornalistas em Bruxelas.

Rasmussen disse que novas medidas estão sendo tomadas “não porque a Otan quer atacar ninguém, mas porque o perigo e as ameaças estão mais presentes e mais visíveis (…) nós vamos fazer o que for preciso para defender nossos aliados”.

Para o analista diplomático da BBC Jonathan Marcus, a mudança apresentada por Rasmussen é parte de uma reforma mais ampla das forças de reação da Otan que, segundo os funcionários organização, não é exclusivamente ligada a Ucrânia.

“Para uma força dessas ser efetiva, serão necessários testes regulares. Além disso, representantes da Otan dizem que quartéis e outros ‘facilitadores’ (elementos- chave para a logística da ação, por exemplo) precisarão estar perto de áreas de ‘ameaças em potencial’ - o que, na prática, significa as fronteiras leste e sul da Otan.

Quem apoia o Estado Islâmico?

Muitos países do Golfo são acusados de financiar o grupo extremista Estado Islâmico (EI), que controla parte dos territórios do Iraque e da Síria, mas nem tudo é tão simples em uma guerra como esta.


BBC Brasil

Segundo Michael Stephen, diretor do Royal United Services Institute (um centro de pesquisa britânico sobre questões segurança) no Catar, aqueles que estão lutando contra o grupo normalmente acusam o Catar, a Turquia e a Arábia Saudita de serem os responsáveis pela existência do grupo.

Mas a verdade, diz Stephen, é mais complexa.

É verdade que alguns indivíduos ricos do Golfo financiaram grupos extremistas na Síria, levando sacolas de dinheiro para a Turquia e entregando milhões de dólares de uma só vez.

A prática era comum em 2012 e 2013, mas diminuiu desde então, e responde por apenas uma pequena parte da renda total que flui para os cofres do EI em 2014, diz o analista.

É verdade também, de acordo com Stephen, que a Arábia Saudita e o Catar financiaram grupos sunitas ultraconservadores, acreditando que o presidente sírio Bashar al-Assad cairia em breve e que o islamismo era o verdadeiro veículo para seus objetivos políticos.


Ligações tênues
Os grupos Liwa al-Tawhid, Ahrar al-Sham e Jaish al-Islam têm essas características e ligações tênues com a Frente al-Nusra, uma ramificação oficial da Al-Qaeda na Síria.

O Catar atraiu críticas especialmente por suas ligações duvidosas com este grupo.

Por sua vez, a Turquia operava uma política de segurança altamente questionável na fronteira, em que grandes quantidades de armas e dinheiro eram levadas para a Síria, com o apoio do Catar e da Arábia Saudita.

Todos acreditavam que isso facilitaria o fim do regime Assad e colocaria a Síria sob o poder sunita, quebrando a ligação xiita iraniana com o Mediterrâneo.

No entanto, com a ascensão incontrolável do EI, esses grupos foram destruídos por ele ou decidiram que era melhor se juntar ao time vencedor e simplesmente desertaram, levando suas armas e dinheiro com eles.

Apenas a Al-Nusra se manteve firme, gerenciando uma tênue aliança com o EI, mas ainda assim estima-se que ao menos 3 mil combatentes da Al-Nusra trocaram de lado neste período.

Então, isso quer dizer que o Catar financiou o EI? Stephen diz que, a príncipio, a resposta é não. Mas, indiretamente, uma combinação de políticas ruins e ingenuidade levaram armas e dinheiro do Catar para as mãos do grupo.

A Arábia Saudita é também inocente de um financiamente direto do grupo, mas, assim como o Catar, cometeu sérios erros na hora de escolher seus aliados, por sua determinação em retirar o presidente Al-Assad do poder.

Stephen acredita que os dois países devem fazer um exame de consciência neste momento, mas duvida que isso será feita em público.

Simpatia popular

Há questões ainda mais complexas, como a simpatia popular por um grupo que age explicitamente contra os interesses dos xiitas – aliados aos iranianos - na região e tem o apoio tácito de mais pessoas no Golfo do que muitos preferem admitir.

Os horrendos atos cometidos pelo EI são difíceis de serem apoiados por qualquer pessoa, mas seu objetivo de criar um califado é certamente atraente para algumas correntes do pensamento islâmico.

Muitos daqueles que apoiam este objetivo já foram à Síria para lutar e morrer pelo EI e outros grupos extremistas. Outros apenas expressam seu apoio de forma passiva e continuarão a fazer isso por muitos anos.

O grupo tem se destacado de qualquer outro nos êxitos nos combates e na sua campanha de sucesso em diferentes idiomas para atrair homens e mulheres jovens à sua causa.

Em qualquer atividade - da luta armada, passando pela organização e pela hierarquia -, o IE está anos-luz à frente das outras facções que atuam na região.

O EI já apresenta o que parece ser o início da estrutura de um semi-Estado - ministérios, tribunais e até mesmo um sistema tributário rudimentar, que exige dos cidadãos bem menos do que Al-Assad exigia na Síria.

É dessa forma consistente que o grupo tem atuado desde que começou sua tomada de território no início de 2013.

Ao tomar o controle de uma cidade, o EI rapidamente garante o controle de fontes de água, do petróleo e derivados nesta área, centralizando a sua distribuição e tornando sua população dependente do grupo.

Dependência e apoio não são a mesma coisa, mas é impossível quantificar o número de "cidadãos" do EI que apoiam o grupo por vontade própria ou por simplesmente estarem se curvando ao seu poder em busca de estabilidade ou por medo.

Economia

Para entender como a economia do EI funciona, é preciso mergulhar no pantanoso mundo de atravessadores e negócios questionáveis.

O EI exporta cerca de 9 mil barris de petróleo por dia por preços que variam entre US$ 25 e US$ 45.

Parte destes barris vai para a Turquia por meio de atravessadores curdos. Outra parte é destinada ao consumo interno. E uma terceira leva vai para o regime de Al-Assad, que, por mais paradoxal que seja, vende armas para o grupo.

"É a economia tradicional de uma guerra", destaca o analista Wladimir van Wilgenburg.

De fato, estes negócios escusos e alianças incomuns estão começando a se tornar parecidos com os eventos da guerra civil no Líbano, em que os dois lados do conflito também fechavam negócios entre si.

O ponto mais importante é que o EI consegue se autofinanciar. Não pode ser isolado do mundo, porque está intimamente ligado ao status quo regional e isso beneficia não apenas o grupo, mas também as pessoas com quem ele luta.

A questão maior ainda é se este pilar tão importante na região que ele não possa vir a ser derrotado.

Sem uma intervenção militar ocidental, isto é improvável, porque as tribos sunitas iraquianas não tem poder de fogo ou os recursos necessários, assim como os Exércitos do Iraque e da Síria.


Moscou procura libertação imediata de Stenin

Moscou está buscando a libertação imediata do fotógrafo russo Andrei Stenin, disse à Itar-Tass o comissário para direitos humanos, democracia e primacia da lei do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Konstantin Dolgov.


Voz da Rússia

"No presente momento, verificamos novas informações sobre o destino de Andrei Stenin. Infelizmente, nada de novo", comentou o diplomata.

"Continuamos insistindo em que as autoridades ucranianas esclareçam urgentemente o destino do nosso jornalista. Continuamos procurando com insistência mais forte possível a sua libertação imediata e o retorno a casa são e salvo", especificou o interlocutor da agência.


Novas forças da OTAN na Europa são projetadas para intimidar a Rússia

Voz da Rússia

As novas forças de reação rápida da OTAN serão "desenhadas para alertar" a Rússia contra ações perigosas em relação aos países-membros da aliança, afirmou o segundo comandante supremo aliado na Europa, o general britânico Adrian Bradshaw.

De acordo com o jornal The Times, citando o general, as forças de reação rápida têm de mostrar a Moscou que a Rússia estará envolvida em um "sério conflito" caso ataque um dos Estados-membros da aliança. Mais cedo, Bradshaw tinha afirmado em entrevista ao semanário Sunday Times que as ações da Rússia "evidenciam um abandono das normas de procedimento pertinente às nações civilizadas da Europa".



Novo lote de helicópteros de ataque russos chega ao Iraque

Outro lote de helicópteros de ataque russos Mi-28NE chegou ao Iraque, segundo o evidencia uma nota e o respectivo vídeo publicado este sábado no site oficial do Ministério da Defesa do país.


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"Esses helicópteros serão colocados em operação para contribuir para o combate que as forças armadas estão travando contra o grupo terrorista Estado Islâmico, lê-se no comunicado.



O número exato de helicópteros não é especificado. A julgar pelo vídeo postado, trata-se de um envio de pelo menos três Mi-28NE. Especialistas russos irão prestar assistência para montar as aeronaves e o equipamento que chegaram em estado semidesmontado. Eles já deram aos oficiais iraquianos envolvidos na recepção do equipamento uma breve palestra sobre o tema.


Premiê tcheco acha que Ucrânia não está pronta para se juntar à UE nem OTAN

O primeiro-ministro tcheco, Bohuslav Sobotka, considera que Kiev não está pronta para aderir à União Europeia nem à OTAN. A afirmação a esse respeito foi emitida pelo estadista tcheco este domingo na televisão local.


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"A Ucrânia não está pronta para ser membro da UE nem para aderir à OTAN. E nenhum dos países-membros da OTAN não propõe que a Ucrânia seja aceita na aliança. Ambas as organizações devem dar à Ucrânia esperanças bem realistas a este respeito", disse Sobotka.

"Se a parte ucraniana vê o plano de regularização pacífica do presidente Poroshenko como uma via para solução bem sucedida da crise, ela não pode alimentar ao mesmo tempo as suas esperanças sobre a adesão da Ucrânia à OTAN e à UE", especificou o primeiro-ministro tcheco.

"A situação atual na Ucrânia não tem solução militar. Nós não podemos interferir nela nem como UE nem como OTAN. Caso contrário, a situação acabaria por consequências imprevisíveis e poderia levar a um conflito terrível", ressaltou Sobotka.

"O fato de um entendimento sobre a associação da Ucrânia à UE não ter sido alcançado com a Rússia tornou-se uma das principais causas do atual conflito militar no sudeste da Ucrânia", acredita o chefe do governo tcheco.

Em relação às propostas de alguns países-membros da UE sobre a eventualidade de novas sanções contra a Rússia, o primeiro-ministro tcheco disse que não pode concordar a priori com a sua introdução, sem estudar previamente as suas possíveis consequências, assim como os efeitos das sanções já impostas.


Kiev deverá chegar a acordo com Novorossiya, mas não com Rússia, diz Peskov

Segundo Dmitri Peskov, secretário de imprensa da presidência russa, para resolver a situação no leste da Ucrânia, Kiev deverá negociar com a Novorossiya, já que não é um conflito entre a Rússia e a Ucrânia, mas sim um conflito interno ucraniano.


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"Não podemos chegar a um acordo com Poroshenko para resolver o conflito, isso não é possível, porque não é um conflito entre a Rússia e a Ucrânia, mas sim um conflito interno ucraniano", explicitou Peskov.

Questionado sobre o estatuto das regiões do sudeste da Ucrânia, Peskov respondeu que a Novorossiya deveria permanecer parte da Ucrânia e seu estatuto deveria ser determinado com autoridades em Kiev.

"É que só a Ucrânia poderá chegar a um acordo com a Novorossiya, atender os interesses da Novorossiya, e só assim uma solução política poderá tornar-se realidade", acrescentou o secretário de imprensa do presidente russo.



Putin: Poroshenko e eu chegamos a acordo sobre resolução pacífica do conflito na Ucrânia

Voz da Rússia

Vladimir Putin e Piotr Poroshenko acordaram em que a situação na Ucrânia seria resolvida por via pacífica e negociada e que erros como tomada do poder pela força nunca mais se repetiriam, revelou o presidente russo ao programa "Voskresnoe vremya" ("Hora Dominical") do canal de TV russo Pervy.




Foto: REUTERS

“Penso que é uma lição muito boa para todos nós, para que esta tragédia seja terminada quanto antes, por via pacífica e negociada, e foi isto, aliás, o que acordamos, o presidente da Ucrânia e eu, tal como acordamos em que ninguém nunca mais repetiria erros como o que foi cometido na Ucrânia quando da tomada do poder pela força das armas. Pois é esta a causa do que atualmente ocorre ali”, acentuou Putin.



OTAN planeja instalar cinco novas bases militares no Leste Europeu

A OTAN planeja instalar cinco novas bases militares no Leste Europeu, comunica o jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung.


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Segundo esta mídia, nessas bases estarão aquartelados 4 mil efetivos integrantes de forças de reação rápida. Deste modo, a OTAN pretende garantir a segurança de seus membros face à Rússia cuja posição sobre a Ucrânia aquela aliança qualifica como atentado à soberania de um Estado vizinho.


OTAN, Europa, baseFoto: NATO

Em meados desta semana, o secretário-geral da OTAN, Anders Fogh Rasmussen, revelou que o Pacto do Atlântico Norte planejava instalar novas bases no Leste Europeu. A Rússia prometeu reagir a esses planos da OTAN.

Anteriormente, por causa da situação em torno da Ucrânia, a OTAN, invocando a necessidade de proteger a segurança dos aliados, reforçou as missões de patrulhamento aéreo dos países Bálticos, da Polônia e da Romênia e introduziu navios suplementares nos mares Báltico e Mediterrâneo.


Bombardeios atingem gasoduto na zona oeste de Donetsk

O gasoduto na parte ocidental de Donetsk foi danificado na sequência de bombardeios contínuos da cidade pela artilharia ucraniana, lê-se numa nota disponibilizada no site da prefeitura.


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Anteriormente, moradores da cidade tinham relatado ouvir explosões produzidas por projéteis de armas pesadas em quatro bairros de Donetsk. Às 17h00 locais (11h00 em Brasília) foi bombardeada uma vila no oeste da cidade.

"Um projétil perfurou o gasoduto na rua de Slepnev, dois prédios residenciais de nove andares ficaram com vidros quebrados. Informações sobre vítimas estão sendo apuradas", especifica a nota.



Militantes islâmicos anunciam ter capturado embaixada norte-americana em Trípoli

O grupo de militantes islâmicos Fajr Libya (Madrugada da Líbia) afirmou este domingo haver tomado o controle do complexo de edifícios da embaixada dos EUA na capital líbia, Trípoli, informa a emissora de televisão Fox.


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Todo o pessoal norte-americano tinha sido retirado da embaixada no final de julho devido a uma ameaça à sua segurança, surgida no meio de confrontos na cidade.

De acordo com relatórios preliminares, o ataque foi realizado por militantes do grupo Fajr Libya. O correspondente da Associated Press que se encontra no local dos acontecimentos, relata que as janelas do edifício da embaixada estão rotas.

Um vídeo disponibilizado na rede pelo grupo radical retrata militantes no território do complexo residencial evacuado da missão diplomática norte-americana.



Letônia diz não ser defensora ativa de sanções contra Rússia

A Letônia não é o país que defenda mais ativamente as sanções contra a Rússia, disse a primeira-ministra letã, Laimdota Straujuma, citada este domingo pelo portal mixnews.lv.


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"Eu participo das cúpulas dos líderes dos 28 países da UE. A Letônia não é o país mais ativo (quanto à imposição de sanções). Não vou mencionar o país mais ativo, porque tudo ocorre sem testemunhas, e até mesmo nos retiram os celulares", a publicação online reproduz as palavras da chefe de governo letã.

Segundo Straujuma, ninguém está interessado nas sanções, mas a UE quer mostrar a Moscou a sua posição em relação à situação na Ucrânia.


Chizhov: assistência da UE à população do leste da Ucrânia parece indecente

De acordo com Vladimir Chizhov, representante permanente da Rússia junto à União Europeia, o anúncio de que a UE se propõe alocar 2,5 milhões de euros para ajuda humanitária à população do leste da Ucrânia parece indecente sobre o pano de fundo das promessas de recuperar a economia ucraniana. O documento final da cúpula da UE nem sequer tem menção à situação humanitária catastrófica na região.


Voz da Rússia


A cúpula da UE foi realizada este sábado em Bruxelas. Antes da sessão de trabalho, os líderes europeus se reuniram com o presidente da Ucrânia, Piotr Poroshenko. O presidente ucraniano manteve conversações com o presidente da CE, José Manuel Barroso, que, após a reunião, lembrou aos repórteres que, em agosto, a Comissão Europeia havia prometido uma ajuda de 2,5 milhões de euros adicionais, destinada às populações afetadas pelas hostilidades na Ucrânia.

Chizhov apontou que na União Europeia são vigentes "as forças de inércia, inclusive com relação às atuais autoridades de Kiev".

"Depois de ter assumido uma posição de apoio incondicional a essas, a União Europeia, infelizmente, é incapaz de abandonar esse roteiro. Por isso, as conclusões finais do Conselho Europeu não fazem, de fato, nenhuma referência, nenhuma menção à situação humanitária catastrófica que está sendo registrada no leste", afirmou o diplomata russo.



Novo submarino vai entrar em serviço na Marinha iraniana

Um novo submarino iraniano do projeto Fateh (Vencedor) será colocado em operação em novembro, disse à agência de notícias ISNA o comandante das Forças Navais da República Islâmica, almirante Habibollah Sayyari.


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"O novo submarino, agora em fase de preparativos para ser lançado, não só aumentará substancialmente o poderio da Marinha iraniana, mas será também mais uma prova de grande experiência e realizações dos construtores navais iranianos", destacou ele.


Irã, submarino, marinha, exercito

O submarino do projeto Fateh, de 600 toneladas de deslocamento, é capaz de mergulhar a profundidades de até 200 metros. O comprimento do navio é de 40 metros, enquanto a sua autonomia chega a 6 semanas. O submarino foi projetado e construído exclusivamente pelos especialistas iranianos.


31 agosto 2014

Parlamento Europeu ratifica acordo de associação da UE com a Ucrânia

O Parlamento Europeu irá ratificar o acordo de associação da União Europeia com a Ucrânia por um processo sumário, declarou o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, ao discursar no sábado na cúpula da União Europeia que se realiza na capital da Bélgica.


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“Neste momento é vital que o acordo seja ratificado rapidamente, porque estamos convencidos que ele irá impulsionar as reformas políticas e econômicas”, disse Schulz.

A Ucrânia permanece aberta para consultas conjuntas com a União Europeia e a Rússia sobre um acordo de associação com a UE, declarou Poroshenko durante seu encontro com o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, em Bruxelas.

Poroshenko têm afirmado repetidamente que o acordo de associação com a UE será ratificado em setembro.



União Europeia não prevê ajuda militar à Ucrânia, declara premiê finlandês

A União Europeia não está analisando a hipótese de ajuda militar às autoridades da Ucrânia, mas utiliza o “poder brando”, declarou o primeiro-ministro da Finlândia Alexander Stubb antes do início da cúpula extraordinária da União Europeia.


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“A União Europeia não possui opções militares. Temos de ser honestos. A União Europeia utiliza o “poder brando”. O “poder brando” número um foi o acordo de associação com a Ucrânia, o “poder brando” número dois é o uso de sanções quando (ocorre) uma escalada da situação”, disse Stubb.

No sábado em Bruxelas irá decorrer uma cúpula extraordinária da União Europeia. Nela deverão ser abordados os postos principais na União Europeia e a situação na Ucrânia.


China tenciona construir submarino supersônico

Cientistas chineses estão desenvolvendo um submarino que se irá deslocar mais depressa que o som, escreve a publicação de Hong Kong South China Morning Post.


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China, submarino supersônicoFoto: scmp.com


Cientistas chineses declararam terem inventado um método inovador de desenvolvimento da chamada tecnologia supercavitante. Se supõe que a superfície do submarino seja revestida com um líquido especial, graças ao qual ele será envolvido por uma bolha gigante que permitirá ao navio reduzir a resistência da água e evitar a formação de turbulência em redor do casco.

Os pormenores desses projetos foram explicados à publicação pelo professor do Instituto Tecnológico de Harbin Li Fengchen. Segundo o mesmo afirmou, o fenômeno da cavitação (processo de formação de vapor com posterior condensação das bolhas de vapor no fluxo do líquido) já há muito que atrai as atenções dos desenvolvedores de tecnologias militares.



Rei saudita: terrorismo islâmico chegará à Europa já dentro de um mês

O rei Abdallah da Arábia Saudita avisou que o terrorismo do Oriente Médio irá em breve inundar a Europa e os EUA se não forem tomadas medidas urgentes de combate aos islamitas, informa a Reuters citando a agência noticiosa saudita.


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O rei Abdallah bin Abdul Aziz Al-Saud proferiu essa declaração aos embaixadores estrangeiros com quem se terá reunido na véspera, sexta-feira.

“Peço-vos que transmitam esta comunicação aos vossos líderes… Neste momento o terrorismo é uma força do mal contra a qual é necessário lutar de forma rápida e inteligente”, declarou o rei. “Se o menosprezarmos, estou convencido que dentro de um mês o terrorismo chegará à Europa e, um mês mais tarde, aos Estados Unidos.”

Na véspera no Reino Unido o nível de alerta contra ameaça terrorista foi elevado de “substancial” para “severo”.



Irã não irá colaborar com EUA no combate ao Estado Islâmico

O Irã não planeja colaborar com os EUA no combate aos terroristas do movimento Estado Islâmico (EI). Essa declaração foi feita numa coletiva de imprensa realizada em Teerã pelo presidente do país Hassan Rohani.


Voz da Rússia

Segundo afirmou Rohani, o Irã irá aceitar cooperar com qualquer país que queira acabar com o terrorismo. “Mas eu não vejo os EUA seriamente interessados em combater esse mal”, referiu.

“O Irã irá combater o terrorismo, onde quer que tenham lugar suas manifestações e se qualquer outro país solicitar a ajuda do Irã para combatê-lo, essa ajuda ser-lhe-á proporcionada”, sublinhou Rohani.


29 agosto 2014

Putin: Kiev deve ser obrigado a negociar com o Leste do país

Ao discursar no fórum da juventude Seliger 2014, o presidente da Rússia Vladimir Putin comparou as ações do exército ucraniano no Sudeste com os bombardeamentos de Leningrado durante a Segunda Guerra Mundial. De acordo com Putin, é preciso obrigar Kiev a iniciar negociações com os representantes do Leste do país.


Igor Siletsky | Voz da Rússia

A Rússia está longe de se envolver em quaisquer grandes conflitos. No entanto, o país está preparado para se defender de qualquer agressão e os parceiros devem entender que é melhor não se meterem com Moscou, referiu o presidente russo ao falar com os jovens no fórum Seliger.

Tudo indica que o Ocidente compreende isso, mas não totalmente. Mas por mais que Washington e as capitais europeias tentem desmentir seu envolvimento nos assuntos internos da Ucrânia, elas não conseguem escondê-lo, declarou Vladimir Putin:

“Os nossos parceiros ocidentais, se apoiando em elementos nacionalistas radicais, realizaram um golpe de Estado. Por muito que se diga, o apoio informativo e o apoio político representam o envolvimento total tanto dos países europeus, como dos Estados Unidos, nesse processo de mudança de poder – de uma mudança de poder violenta e anticonstitucional. Entretanto, a parte do país que com isso não concordou é reprimida pela força bruta militar – com utilização de aviões, de artilharia, de lançadores múltiplos de foguetes e de tanques. Se esses são os atuais valores europeus, eu fico extremamente desapontado.”

Moscou apelou por diversas vezes tanto Kiev, como Washington, para que estes iniciem negociações com os representantes do Sudeste. Contudo, as autoridades de Kiev apenas apresentam ultimatos exigindo que os milicianos deponham as armas. Mas a linguagem dos ultimatos na atual situação não é admissível, diz o presidente russo:

“É natural que as pessoas que pegaram em armas para se defender, suas vidas e sua dignidade, não irão aceitar essas condições. A que ponto chegámos hoje? Os povoados e cidades estão cercados pelo exército ucraniano que ataca bairros de habitação com o objetivo de destruir suas infraestruturas e reprimir a vontade dos que resistem. Por muito triste que seja, isso me recorda os acontecimentos da Segunda Guerra Mundial, quando os invasores nazistas alemães cercavam nossas cidades como Leningrado, por exemplo, e faziam fogo direto sobre localidades e seus habitantes.”

Nos últimos dias a situação mudou radicalmente. O exército da Novorossiya iniciou a ofensiva, unidades do exército ucraniano ficaram cercadas em várias bolsas. Kiev e o Ocidente voltaram a tocar a velha canção sobre “a invasão da Ucrânia por tropas russas”, porque não querem falar sobre as verdadeiras causas dessa derrota. De resto, a posição do Ocidente causa perplexidade, continuou Vladimir Putin:

“Eu posso entender as milícias da bacia do Don. Porque chamam eles essa operação de “militar-humanitária”? Qual é o objetivo das atuais operações? Desviar das grandes cidades a artilharia e os lançadores múltiplos de foguetes para que eles não possam matar pessoas. Mas o que ouvimos nós dos parceiros ocidentais? Que eles não devem fazer isso. Que eles devem se deixar destroçar e matar, nesse caso eles já serão bons? A posição dos nossos parceiros se resume a isto: devemos deixar as autoridades ucranianas disparar um pouco – pode ser que eles restabeleçam a ordem rapidamente.”

Já passou tempo suficiente desde o início do confronto entre Kiev e companhia e as regiões da bacia do Don. Os “tutores” ocidentais têm de sentar seus protegidos à mesa das negociações, diz o chefe de Estado russo:

“Se deve obrigar as autoridades ucranianas a iniciar negociações concretas. Não sobre os aspetos técnicos, o que também é extremamente importante. Mas sobre o essencial: perceber quais serão os futuros direitos do povo da bacia do Don, de Lugansk e de todo o Sudeste do país. Dentro das normas civilizadas modernas deverão ser formulados os direitos legítimos e garantidos os legítimos interesses dessas pessoas. É sobre isso que se deve falar, e só depois é que se deve decidir as questões de fronteiras e de segurança. É importante negociar o essencial. Mas eles não querem conversar e esse é o problema.”

Para evitar baixas desnecessárias, o presidente da Rússia apelou aos milicianos da bacia do Don para que seja aberto um corredor para os militares ucranianos cercados. Os dirigentes da Novorossiya concordaram. Já as decisões dos generais de Kiev voltaram a surpreender, explicou Vladimir Putin:

“Eu vi a reação das mães, esposas e a reação dos militares que ficaram cercados. Para eles isto também é uma tragédia. Foi por isso que dirigi às milícias da bacia do Don o pedido para abrirem corredores humanitários, para que as pessoas possam sair. Eles já lá se encontram há vários dias sem comida e sem água, suas munições acabaram. A última informação é a seguinte: o comando do exército ucraniano decidiu não deixar sair ninguém do cerco, está empreendendo tentativas de afastar as forças milicianas e combater até sair. Eu penso que isso é um erro colossal que irá provocar grande perda de vidas.”

Os acontecimentos da Ucrânia são uma tragédia. Não é apenas uma tragédia para todos os habitantes do país, independentemente de eles viverem no ocidente ou no leste do país. Esta também é uma tragédia dos russos. Pois os russos e os ucranianos são praticamente o mesmo povo, disse o presidente. É preciso fazer todos os possíveis para que o derramamento de sangue em terras ucranianas cesse rapidamente.


Rússia apela a que se dê tratamento humano às unidades ucranianas cercadas

A Rússia apela aos milicianos do sudeste para que estes demonstrem misericórdia pelo inimigo vencido, prometendo apoio humanitário à população da bacia do Don.


Serguei Duz | Voz da Rússia

Na noite de quinta para sexta-feira o presidente russo Vladimir Putin fez um apelo às milícias da Novorossiya: abrir um corredor humanitário para os militares ucranianos cercados poderem abandonar as zonas de combate.

“Eu apelo às forças milicianas que abram um corredor humanitário para os militares ucranianos cercados de forma a evitar vítimas inúteis, oferecer-lhes a possibilidade de abandonarem livremente a zona de combates, se reunirem às suas famílias, devolvê-los às suas mães, esposas e filhos e prestar cuidados médicos urgentes aos feridos resultantes dos combates”, refere a declaração.

“É evidente que as milícias alcançaram êxitos importantes no impedimento da operação militar de Kiev que constituía um perigo mortal para a população da bacia do Don e que já resultou em inúmeras vítimas civis. Em resultado das ações das milícias foi cercada uma grande quantidade de militares ucranianos que participam na operação militar, não de livre vontade, mas apenas cumprindo ordens.”

Tendo apelado à misericórdia, Vladimir Putin sublinhou que o lado russo, por seu turno, está disposto e irá prestar ajuda humanitária à população da bacia do Don que sofre uma situação de catástrofe humanitária.

Os milicianos responderam a esse apelo bastante depressa. O premiê da autoproclamada República Popular de Donetsk Alexander Zakharchenko anunciou a disponibilidade de criar um corredor humanitário para as unidades ucranianas cercadas, mas com a condição de estas entregarem o armamento pesado e munições. Entretanto, Zakharchenko sublinhou o caráter punitivo da operação realizada pelos militares ucranianos no leste do país:

“Todos estes meses a camarilha de Kiev utiliza contra os distritos de Donetsk e de Lugansk a tática de “terra queimada”, destrói instalações de fornecimento de gás, água e energia elétrica, as infraestruturas sociais e tenta semear o pânico e o medo entre a população civil. Mas eles não o conseguem.

“Nós nos preparamos durante muito tempo. Nós juntamos forças e finalmente contra-atacamos. Nós iremos continuar nossas operações de combate até que o último invasor abandone o nosso território.

“Para nós estas não são apenas operações militares. Para nós isto é uma luta pela sobrevivência. Para nós isto é uma operação militar humanitária. Um de seus objetivos principais é afastar o inimigo das nossas grandes cidades, impedi-lo de realizar bombardeamentos com artilharia e mísseis. Eles atacam-nos com tudo o que têm, indiscriminadamente. Eles não se importam com quem matam: sejam civis, velhos e mulheres, ou sejam militares. Nós iremos explicar que isso não se faz. Eu espero que eles compreendam muito rapidamente.”

Palestina e Israel terão estabelecido acordo secreto?

As Forças de Defesa de Israel começaram a reduzir o número de tropas na fronteira com a Faixa de Gaza depois de alcançado um cessar-fogo com o Hamas, escreve o jornal israelense Yedioth Ahronoth. Se trata de tanques e de equipamentos de engenharia. No entanto, as tropas que se encontram na fronteira com o enclave palestino ainda estão em regime de prevenção.


Andrei Ontikov | Voz da Rússia

Anteriormente o Hamas e Israel tinham atingido um acordo para um cessar-fogo prolongado e essa trégua ainda se mantém. Significará isso que este conflito armado já chegou ao fim? O analista político palestino Atef Abu Saif tem dúvidas:

“Os muitos anos de experiência de negociações com Israel demonstrou que Tel Aviv é muito hábil em contornar e esquivar-se às obrigações. Por isso a trégua na Faixa de Gaza deve ser considerada apenas temporária até vermos passos reais por parte das autoridades israelenses. Isso seria o levantamento do bloqueio, a abertura dos postos de passagem fronteiriços, o início do funcionamento do porto marítimo e do aeroporto, a libertação dos prisioneiros palestinos e muitas outras coisas. Mas por enquanto Tel Aviv está apenas protelando.”

Por seu lado, o ativista de direitos humanos israelense Israel Shamir tende a considerar o regime de cessar-fogo como duradouro:

“A população israelense está cansada do conflito. Não se trata tanto das vítimas, cujo número não é comparável ao das palestinas, evidentemente, quanto da permanente atmosfera de guerra. Sirenes, foguetes, evacuações – para a população civil tudo isso representa uma grande tensão. Por isso existem fundamentos para pensar que o governo israelense está interessado na manutenção de uma trégua duradoura, apresentando isso como uma vitória sua.

“Quanto aos resultados do conflito, podemos referir uma fortíssima radicalização da opinião pública israelense. Muitos agora defendem a eliminação da Faixa de Gaza da face da Terra. Nesse contexto, na cúpula israelense se está formando uma fortíssima oposição de direita ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Podíamos questionar se se poderia ser ainda mais de direita do que ele. No entanto, neste momento o chefe do gabinete de ministros é visto quase como uma figura liberal. Em perspetiva, isso não trará nada de bom.

“Entretanto os palestinos, segundo os meus dados, não ficaram perdendo. Algumas fontes informam da existência de um anexo secreto ao acordo de cessar-fogo em que Israel promete levantar o bloqueio, abrir os postos de fronteira e retirar suas tropas. Há um fato simples que fala a favor da existência desse anexo secreto: Netanyahu tentou esconder de seus ministros o texto do acordo com os palestinos. Contudo, graças aos esforços do ministro das Relações Exteriores Avigdor Lieberman, os membros do gabinete acabaram por lhe ter tido acesso. Isso provocou um grande escândalo no governo.”

Segundo escreve o jornal israelense Haaretz, citando a mídia jordana, dias antes da conclusão do acordo de cessar-fogo Mahmoud Abbas e Benjamin Netanyahu tinham realizado uma reunião secreta em Amã. A publicação não apresenta os pormenores desse encontro.


Pentágono desenvolve variantes de ataques contra extremistas na Síria

O Pentágono está desenvolvendo variantes de ações militares contra os radicais do Estado Islâmico no território da Síria, declarou em uma coletiva o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest.


Voz da Rússia

"O Pentágono ainda está desenvolvendo, a pedido do presidente, as opções de uso da força militar na Síria. Nós não podemos apenas jogar algumas bombas e ver o que irá acontecer. Precisamos de uma estratégia completa", disse Earnest.

Atualmente, o exército norte-americano está realizando uma operação militar contra os islamitas no Iraque por meio de ataques aéreos contra suas posições. O Estado Islâmico também atua no território sírio, onde os Estados Unidos apoiam a oposição e se opõem ao presidente Bashar Assad.



Human Rights Watch: forças de segurança ucranianas violam normas internacionais

Voz da Rússia

O Exército ucraniano usa no leste da Ucrânia sistemas de mísseis Grad nas áreas onde residem civis, o que é contrário ao direito internacional, afirmou a vice-diretora da Human Rights Watch para a Europa e Ásia Central, Rachel Denber.

"Nós registramos fatos de bombardeio indiscriminado realizado por militares ucranianos. Eles também usaram sistemas de mísseis Grad, que não podem ser usados em áreas onde residem pessoas", afirmou Rachel Denber em uma entrevista à rádio da Letônia Baltkom.



EUA não pretendem se envolver em confronto militar com a Rússia

Os Estados Unidos não querem se envolver em um confronto militar com a Rússia devido a Ucrânia, anunciou o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest.


Voz da Rússia

"Nós não estamos caminhando em direção a um confronto militar com a Rússia na região devido a esta questão", disse ele. Earnest também sublinhou a ideia de que "os Estados Unidos estão ombro a ombro com o povo ucraniano".

A administração dos Estados Unidos afirma que a OTAN apresentou uma forte evidência da presença de tropas russas na Ucrânia. "As evidências da OTAN são sólidas", disse Earnest, acrescentando que as refutações das autoridades russas, em sua opinião, não são fidedignas.


Rússia está preocupada com voos de reconhecimento dos EUA na Síria

Voz da Rússia

A Rússia está preocupada com a decisão das autoridades dos Estados Unidos de realizar voos de reconhecimento na Síria, afirma um comentário do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Alexander Lukashevich, em conexão com o início, por parte dos Estados Unidos, destes voos.

"Esperamos que Washington, em suas ações futuras na Síria, se guie pelas normas do direito internacional, que determinam inequivocamente que, na ausência de consentimento de um Estado de realizar operações militares no seu território, tal autorização apenas pode ser dada pelo Conselho de Segurança da ONU", afirma um comentário.



Coreia do Norte exige que Seul abandone exercícios conjuntos com EUA

A Coreia do Norte exigiu que a Coreia do Sul não realize os exercícios anuais conjuntas com os Estados Unidos Ulchi Freedom Guardian.


Voz da Rússia

Essa declaração foi feita esta sexta-feira pelo representante da Comissão da Coreia do Norte para a unificação pacífica da Coreia, responsável pelas relações entre o Norte e o Sul.

Segundo o departamento, esta manifestação perigosa de força "é um ensaio da invasão da República Popular e dos preparativos para um ataque nuclear preventivo contra seu território".

A Comissão acredita que as autoridades sul-coreanas "apenas falam sobre confiança e diálogo com o Norte, mas, de fato, participam ativamente de exercícios orientados contra a Coreia do Norte, juntamente com os imperialistas norte-americanos ".



O que fazer se a terceira guerra mundial começar?

Parece que, nos últimos tempos, o mundo enlouqueceu. As informações dos locais de combate não param durante todo o dia. A mídia insiste implacavelmente em informações sobre a quantidade de mortos e as filas de refugiados que diariamente aumentam devido a bombardeamentos.


Aliona Rakitina | Voz da Rússia

O psicólogo Takhir Bazarov, professor da Universidade Estatal de Moscou Lomonossov, dá conselhos, em uma entrevista concedida à Voz da Rússia, como não entrar em pânico e deixar de pensar na possibilidade do início da terceira guerra mundial.

– Como não ceder à histeria em massa e por que é que semelhantes ideias surgem na véspera do centenário da primeira guerra mundial?

– Depois de cem anos do início da primeira guerra mundial, o pressentimento da ameaça crescente de uma terceira guerra torna-se particularmente evidente. Há cem anos atrás, a humanidade (a civilização europeia, antes de tudo) confrontou-se pela primeira vez com o fenómeno da “guerra mundial”. O que significa isso?

Principalmente, a mudança radical da forma de vida de milhões de pessoas. Embora, para os habitantes da Europa, o tempo que antecedeu a guerra não tivesse sido particularmente feliz ou relaxante, era um tempo de esperanças e expectativas de um futuro previsível. E, de súbito, milhões de vítimas humanas, a mudança radical da organização do mundo. E, o principal, a impossibilidade de influir nos acontecimentos. As preferências individuais, a existência de opinião própria tornaram-se insignificantes perante o rosto da ideia nacional de grupo.

Depois, veio a segunda guerra mundial, que, ainda em maior grau, reduziu o preço da vida humana. Foi precisamente esta guerra que mostrou de que forma a violência de um homem contra outro pode ser fácil, até que ponto é difícil resistir a essa violência. Essa é a primeira causa do medo das pessoas. Estas conservaram a memória histórica de guerras anteriores.

A base do medo é, antes de tudo, o receio pela própria vida e pelo destino dos seus parentes. Mas, além disso, o medo de se tornar cruel para enfrentar a crueldade. No que respeita às formas de não se deixar cair na histeria de massas, há apenas duas. Primeira, trata-se da orientação para a compreensão racional da situação. Segunda, a atividade no que depende de nós.

Do ponto de vista da primeira, é completamente claro que não pode haver qualquer terceira guerra mundial. Qualquer confronto militar global será, hoje, uma catástrofe universal. Trata-se de uma guerra onde não haverá vencedores, nem vencidos. Pode-se imaginar quem ousará lançar-se em semelhante loucura? Do ponto de vista da segunda, quando aumenta a tensão, é importante garantir para si e os seus próximos as condições maximamente seguras de vida.

– Segundo o senhor, como se deve comportar uma pessoa preocupada com o seu futuro e o futuro dos seus próximos? Deve preparar-se para um possível conflito militar ou colocar de lado a ideia da possibilidade de uma guerra e continuar vivendo como sempre?

– Antes de tudo, a pessoa deve manter-se realista e com atenção. Toda a sua preparação para possíveis excessos é a garantia de um lugar de residência seguro e a criação de um mundo circundante viável. Se disparam sobre você mísseis e minas, é preciso ter um refúgio que o defenda. Se existe a possibilidade de abandonar esse lugar, é preciso fazer isso. Fazem parte da zona de segurança também os vizinhos com quem é preciso estabelecer boa comunicação e boas relações, que pressupõem confiança e ajuda mútua.

– Quando a mídia mostra diariamente dezenas de imagens dos locais de ações armadas na Ucrânia e na fronteira de Israel com a Palestina, o que podemos fazer para evitar o sentimento opressor de ameaça eminente?

Antes de tudo, é minimizar o caráter traumatizante da influência dos mídia, prestar-lhes menos atenção, ver programas com temas positivos. É preciso deixar de ser um recetor passivo de tudo o que a mídia propõe. Uma análise própria, mesmo que curta e não muito profunda, do que se lê ou se ouve na TV, pode ter um efeito positivo. A algumas pessoas ajudam o trabalho ou a ocupação preferida, a que se podem dedicar com paixão. Além disso, resta sempre uma receita absolutamente garantida para ultrapassar o medo ou a depressão: prestar ajuda aos que dela necessitam.


Número de refugiados sírios chega a 3 milhões, segundo a ONU

Um a cada oito sírios foram forçados a atravessar as fronteiras do país.
Brasil abriga 1.250 sírios, a maior população de refugiados.


Do G1, em São Paulo

O número de refugiados sírios em todo o mundo chegou a 3 milhões nesta sexta-feira (29), segundo a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). Isso significa que um a cada oito cidadãos sírios foram forçados a atravessar as fronteiras do país.

Desde março de 2011, a Síria enfrenta uma guerra civil. O presidente Bashar al-Assad, da minoria étnico-religiosa alauíta, enfrenta uma rebelião armada que tenta derrubá-lo do poder.

Com a nova cifra, os sírios passam a ser a maior população de refugiados sob cuidado da ACNUR. Desde o começo do conflito no país, a agência diz que passou a registrar refugiados mais rapidamente.

São nos países vizinhos à Síria que as concentrações de refugiados sírios são maiores. O Líbano abriga 1,14 milhão deles; a Jordânia recebeu 608 mil; e a Turquia, 815 mil. Quatro em cada cinco refugiados buscam tentar a vida em vilas e cidades fora dos campos de refugiados, diz a agência.

Outros 6,5 milhões de sírios se deslocaram internamente, de acordo com a agência, e mais da metade deles são crianças.

Além disso, governos estimam que outras centenas de milhares de sírios estão buscando refúgio em seus países.

As famílias que fogem da guerra civil na Síria chegam a outros lugares em estado de choque, exaustas e assustadas, diz a ACNUR. Além disso, a viagem para fora do país está se tornando cada vez mais difícil, e refugiados acabam pagando a contrabandistas para passar a fronteira.

A agência diz que os combates na Síria parecem estar piorando e que novas áreas estão se esvaziando. Entre os principais problemas do conflito estão o cerco a populações, a fome e a morte indiscriminada de civis.

Doenças crônicas também são comuns entre os refugiados. Os que chegaram recentemente à Jordânia sofrem de diabetes, doenças cardíacas e câncer, e fugiram porque não tinham condições de receber tratamento adequado.

Sírios no Brasil

No Brasil, o número de refugiados sírios chegou a 1.250 no final de julho, segundo o Ministério da Justiça. É a maior população de refugiados no país, à frente de colombianos (1.236) e angolanos (1.066).

Os sírios chegaram no país com a esperança de um recomeço após perderem casa, emprego e segurança na Síria. Devido ao conflito, o Brasil passou a facilitar a obtenção do visto de turista para os cidadãos desse país. Em São Paulo, a comunidade se une para conseguir emprego e casa para recém-chegados.

Conflito de mais de 3 anos

Segundo o Observatório Sírio para Direitos Humanos, a guerra já deixou pelo menos 191 mil mortos. Pelo menos 8,6 mil crianças morreram.

O maior número de mortes documentadas pela ONU foi registrado na periferia rural de Damasco (39.393), seguida de Aleppo (31.932), Homs (28.186), Idleb (20.040), Daraa (18.539) e Hama (14.690).

Inicialmente, a maioria sunita e a população em geral realizavam protestos reivindicando mais democracia e liberdades individuais. Com a repressão violenta das forças de segurança, o conflito se transformou em revolta armada, apoiada por militares desertores e por grupos islamitas como a Irmandade Muçulmana, do Egito, e radicais com o grupo Al-Nursa, "franquia" da rede terrorista da Al-Qaeda.

Os confrontos destruíram a infraestrutura do país e gerou uma crise humanitária regional. Em agosto de 2013, um ataque em um subúrbio de Damasco com armas químicas atribuído ao regime foi considerado o mais grave incidente com uso de armas químicas no planeta desde os anos 1980. Um “grande número” de pessoas morreu com os ataques de gás sarin, segundo relatório da ONU.

A guerra civil síria reviveu as tensões da Guerra Fria entre Ocidente e Oriente, por conta do apoio da Rússia ao regime sírio. Os EUA se limitam, oficialmente, a oferecer apoio não letal aos rebeldes e a fornecer ajuda humanitária.

Após proposto pela Rússia, a Síria colabora com a Opaq (Organização para a Proibição de Armas Químicas) para uma operação conjunta de desarmamento químico no país.

Otan pede o fim das 'ações militares ilegais' da Rússia na Ucrânia

Aliança pediu fim de apoio aos separatistas armados no leste ucraniano.
Otan fez reunião urgente de embaixadores por crise.


France Presse

A Otan pediu nesta sexta-feira (29) a Rússia o fim das "ações militares ilegais" na Ucrânia e denunciou uma "grave escalada da agressão militar russa".

"Pedimos a Rússia que interrompa as ações militares ilegais, interrompa o apoio aos separatistas armados e adote medidas imediatas e verificáveis para uma desescalada desta crise", declarou o secretário-geral da Aliança, Anders Fogh Rasmussen, após uma reunião urgente dos embaixadores dos países membros em Bruxelas.

"Apesar das negativas de Moscou, agora está claro que tropas e equipamentos russos atravessaram ilegalmente a fronteira no leste e sudeste da Ucrânia. Isso não constitui uma ação isolada, já que forma parte de um perigoso comportamento há vários meses para desestabilizar a Ucrânia como nação soberana", acusou Rasmussen.

"Forças russas participaram de operações militares diretas na Ucrânia", afirmou o secretário-geral da Otan, para quem a Rússia, além de "enviar aos separatistas tanques, veículos armados, artilharia e lançadores de foguetes", disparou contra a Ucrânia ao mesmo tempo "a partir do território russo e da própria Ucrânia".

Além disso, Rasmussen reiterou suas acusações sobre a mobilização de 'milhares de soldados (russos) preparados para combater perto das fronteiras ucranianas'. Isso 'constitui um desafio para todos os esforços diplomáticos em favor de uma solução pacífica', acrescentou.

A Otan indicou na quinta-feira que 20 mil militares russos estavam mobilizados ao longo da fronteira entre Rússia e Ucrânia.


Putin pede que rebeldes pró-Rússia abram corredor para ucranianos

Separatistas aceitam proposta, mas querem que ucranianos se desarmem.
O presidente da Ucrânia diz que russos entraram em seu território.


EFE

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, em um gesto conciliador com Kiev após ser acusado de suas tropas invadirem o leste da Ucrânia, pediu nesta sexta-feira (29) aos separatistas pró-Rússia que abram um corredor humanitário para os soldados ucranianos cercados nos últimos dias pelas milícias rebeldes.

"Peço que as milícias abram um corredor humanitário aos militares ucranianos cercados para evitar vítimas desnecessárias e permitir que saiam da zona de combates para se reunirem com suas famílias, voltarem para suas mães, mulheres e filhos, e prestem atendimento médico aos feridos", disse Putin aos rebeldes através de um comunicado publicado nesta madrugada pelo Kremlin.

O líder russo apontou que "as milícias alcançaram importantes sucessos ao frear a operação de força de Kiev, que representa um perigo mortal para a população do Donbass (zona integrada pelas regiões rebeldes ucranianas de Donetsk e Lugansk) e que já causou enormes perdas entre a população civil".

"Devido as ações dos milicianos, um grande número de militares ucranianos que participam da operação militar, não de forma voluntária, mas por cumprir ordens, ficaram cercados", reconheceu Putin.

O chefe do Kremlin reiterou mais uma vez seu pedido as autoridades ucranianas para "pôr um fim imediato às ações militares, declarar o cessar-fogo, sentar para negociar com representantes do Donbass e resolver todos os problemas acumulados exclusivamente pela via pacífica".

Os separatistas, por sua vez, aceitaram a proposta de Putin, mas com a condição que os soldados ucranianos entreguem suas armas antes de deixarem a zona de combates.

"Com todo o respeito a Vladimir Putin, presidente do país que nos ajuda em primeiro lugar moralmente, estamos dispostos a abrir um corredor humanitário para as unidades cercadas com a condição de que entreguem armas e munição para que elas não possam ser usadas contra nós no futuro", disse o líder dos rebeldes de Donetsk, Aleksandr Zakharchenko.

O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, denunciou na quinta (28) que tropas regulares russas com armamento pesado entraram em território ucraniano para reforçar as fileiras dos separatistas e frustrar a vitória das forças de Kiev.

Segundo o comando militar ucraniano, os soldados russos teriam participado da bem-sucedida contra-ofensiva contra as forças governamentais lançada pelos rebeldes na região de Donetsk e cujo objetivo seria abrir uma terceira frente nas margens do Mar Negro.

O presidente dos EUA, Barack Obama, e a chanceler alemã, Angela Merkel, responsabilizaram a Rússia pela escalada de violência na Ucrânia e apontaram as denúncias de Kiev como a prova dessa agressão.