30 janeiro 2015

Ucrânia aprova produção em série do An-70

Asas

A Ucrânia aprovou a produção seriada do turboélice quadrimotor de transporte tático Antonov An-70, com capacidade de pousos e decolagens em pistas curtas, para equipar a sua força aérea.





No país a aeronave será empregada em missões de transporte de tropas, lançamento de cargas e paraquedistas, evacuação aeromédica, missões especiais, entre outras.

Podendo transportar até 47 toneladas, com alcance máximo de 5.100km e velocidade de cruzeiro em torno de 750 km/h, o An-70 é equipado com fly-by-wire (sistemas de comando de voo assistidos por computador), cockpit com telas multifuncionais coloridas de cristal líquido e pode levar de 150 a 300 soldados dependendo do equipamento.

Negociação de lote de AH-1 Cobra de Israel para a Nigéria é vetada pelos EUA

Asas

Os EUA vetaram uma possível negociação entre Israel e o governo da Nigéria envolvendo a venda de parte da frota de mais de 30 Bell AH-1E, F e S Cobra, estocada desde o final de 2013 por Israel. Os EUA observaram ainda que a exportação de qualquer sistema de defesa de fabricação israelense ao país africano deve ser feita sob condições estritas.




A preocupação dos EUA é se de manter o mais distante possível de qualquer envolvimento no conflito que está alastrando na Nigéria entre o exército nacional e o grupo extremista Boko Haram.

Além dos helicópteros, a Nigéria desejava adquirir veículos aéreos não tripulados.


29 janeiro 2015

Pilotos brasileiros fazem voo solo no Gripen na Suécia

Asas

Os Capitães Gustavo Oliveira Pascotto e Ramon Santos Fórneas, da Força Aérea Brasileira, realizaram hoje seus primeiros voos solo nos caças Saab Gripen C, durante o treinamento na Suécia. As missões duraram aproximadamente uma hora e partiram da Base Aérea de Satenas, na região central do país.





As duas aeronaves decolaram por volta das 11h45 (hora de Brasília) e realizaram manobras em uma área de treinamento localizada sobre o Mar do Norte e a costa oeste da Suécia. Após o pouso, eles foram recepcionados por todos os pilotos da Sétima Ala da Força Aérea da Suécia.

Os pilotos da FAB já voavam os jatos Gripen desde o dia 10 de novembro de 2014, mas, até a manhã de hoje, eles só haviam cumprido missões com a companhia de instrutores de voo da Força Aérea da Suécia. O treinamento é complementado por instruções em solo e aulas teóricas. O intercâmbio deve prosseguir até o fim de abril, quando os militares brasileiros já estarão aptos para cumprir missões de combate com as aeronaves Gripen da Força Aérea da Suécia. 

Entre 2019 e 2024, o Brasil deve receber 36 unidades de jatos Gripen da versão NG.

27 janeiro 2015

Oposição e governo da Síria procuram compromisso nas negociações em Moscou

A oposição síria participou ontem, 26 de janeiro, nas negociações com a delegação oficial da Síria em Moscou. Apesar das questões políticas pendentes, as partes discutirão questões humanitárias, por exemplo o retorno dos refugiados e a libertação dos prisioneiros políticos.


Voz da Rússia

"Durante o primeiro dia de trabalho em Moscou os representantes da oposição conseguiram discutir todas as diferenças, bem como as convergências de pontos de vista. Penso que na terça-feira vamos discutir mais profundamente as posições em que concordamos, com o objectivo de a oposição conseguir apresentar uma posição unânime com os representantes do governo da Síria durante o encontro com a delegação oficial".


Síria, política, crise, negociações, governo, Moscou

Tal declaração foi feita pelo um dos líderes da oposição, o secretário-geral da Liga Democrática de Libertação Nacional na Síria, Mahmoud Murey. Durante a conversa com a analista da Sputnik Elena Suponina ele avaliou o encontro como “muito importante e bem sucecido”.

“Queremos apresentar exigências reais e, assim, abrir a possibilidade para uma solução política”.

Ele pensa que é irracional apresentar exigências para o presidente do país:

“As personalidades não são importantes. As reformas democráticas não podem ser realizadas rapidamente. Para que isso aconteça, as duas partes devem chegar ao compromisso”.

Mahmoud Murey sublinhou que "o acordo entre a oposição e o governo é muito importante para a luta contra o terrorismo na Síria, para derrotar os grupos terroristas, como o Estado Islâmico".

Em 2011 revoltas e revoluções do Oriente Médio se espalharam para a Síria. As manifestações contra o governo existente de Bashar Assad eram geralmente realizadas às sexta-feiras, após a oração e se prolongavam durante todo o fim de semana.

A oposição apresentava exigências diferentes, de renúncia do governo até mudança o regime. Devido à situação no país, as autoridades sírias fizeram grandes mudanças: anularam a lei sobre o estado de emergência, bem como a lei sobre a mídia e os partidos políticos. O governo também decidiu adotar outras reformas democráticas.

Em 3 de junho de 2014, a Síria realizou suas primeiras eleições presidenciais desde 1963, como resultado Bashar Assad foi reeleito para um terceiro mandato.



Estado-maior da RPD: milícias não planejam assaltar Mariupol

O vice-chefe do estado-maior da República Popular de Donetsk (RPD) Eduard Basurin nesta segunda-feira (26) confirmou que as milícias independentistas não planejam assaltar Mariupol.


Voz da Rússia

“Todos ouçam o que querem ouvir. O líder da República disse que deu a ordem de ofensiva em direção de Mariupol. Nunca mencionou que íamos atacar a própria cidade. Por isso Mariupol fica como fica”, disse Basurin aos jornalistas.


Ucrania, Mariupol, exercito, confrontos, Zakharchenko© Photo: AP/Mstyslav Chernov

Em meados de abril, as autoridades ucranianas iniciaram uma operação militar para esmagar os independentistas no leste da Ucrânia, que não reconhecem a legitimidade da nova liderança do país chegada ao poder em resultado do golpe de Estado ocorrido em fevereiro em Kiev.

No âmbito da reunião do grupo de contato trilateral (Rússia – Ucrânia – OSCE) para a regulação da crise ucraniana, realizada no dia 5 de setembro de 2014 em Minsk, as autoridades de Kiev e as autoproclamadas República Popular de Donetsk e República Popular de Lugansk acordaram um cessar-fogo no leste da Ucrânia. Mas as milícias e as tropas ucranianas têm-se acusado mutuamente de violar o cessar-fogo. Nas últimas semanas, as hostilidades intensificaram-se.


Moscou considera 'partido de guerra' responsável por tragédia em Mariupol

Moscou culpa o "partido da guerra" em Kiev pela tragédia na cidade ucraniana de Mariupol, chamando o bombardeio da cidade de provocação destinada a minar o processo de paz.


Voz da Rússia

"Temos a intenção de continuar a opor-nos vigorosamente às tentativas de 'partido da guerra' em Kiev e seus aliados estrangeiros de organizar provocações destinadas a minar os esforços de paz para resolver o crise ucraniana", disse o vice-chanceler Grigori Karasin, falando na segunda-feira, 26, em frente do Conselho da Federação (a câmara alta do parlamento russo).


Ucrânia, Rússia, declaração, política, ataques, crise, confrontos, governo, vítimas© Foto: RIA Novosti/ Nikita Sergeyev

Segundo o diplomata russo, "os últimos de uma série de crimes são o caso das forças de segurança ucranianas disparando contra uma parada de transporte público em Donetsk em 22 de janeiro e a tragédia em Mariupol em 24 de janeiro, que matou e feriu dezenas de civis."

O chefe do Serviço de Segurança da Ucrânia, Valentyn Nalivaichenko, informou mais cedo que os ataques em Mariupol foram realizados pela bateria de artilharia formada por milícias da RPD, sob o comando de um oficial com o indicativo Pepel (Cinza).

Por sua vez, as autoridades da autoproclamada República Popular de Donetsk (RPD) negam este fato, dizendo que as forças de milícia na área de Mariupol não têm sistemas de artilharia e que o exército da Ucrânia realizou o bombardeio da cidade.



Rússia facilitará contatos entre Kiev e insurgentes nos próximos dias

Declaração foi dada pelo chanceler russo, Serguei Lavrov.
'Faremos todo o possível para facilitar estes contatos', afirmou.


France Presse

A Rússia facilitará contatos entre Kiev e os rebeldes separatistas do leste da Ucrânia nos próximos dias, declarou nesta segunda-feira (26) o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov.



"Nos próximos dias, pelo que sei, irão ocorrer determinados contatos, faremos todo o possível para facilitar estes contatos", disse Lavrov durante uma coletiva de imprensa com seu colega israelense, Avigdor Lieberman.

No domingo, a chanceler alemã, Angela Merkel, havia conversado com o presidente russo, Vladimir Putin, para pedir que ele pressionasse os separatistas pró-russos.

Um diálogo direto entre os beligerantes é essencial para relançar o processo de paz, estimou Lavrov, pedindo que "os países ocidentais (...) não façam nada que possa dar a impressão às autoridades de Kiev que todas as suas ações são automaticamente aprovadas" por eles.

Culpa sobre a Ucrânia

Apesar da mediação do diálogo Lavrov denunciou "tentativas (ucranianas) de fazer descarrilar o processo de paz" deste conflito que deixou mais de 5 mil mortos desde abril, segundo a ONU, e pediu ao Ocidente que não demonstre seu apoio a Kiev com ações como a imposição de novas sanções contra Moscou.

Separatistas pró-Moscou, apoiados pelo que a Otan diz ser uma participação aberta de tropas russas, lançaram uma ofensiva no leste e sudeste da Ucrânia, e Kiev disse no sábado que 30 civis foram mortos nos bombardeios à cidade de Mariupol.

A Rússia nega o envio de armas e tropas para ajudar os rebeldes, e o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, disse que os separatistas estão respondendo a ataques das forças ucranianas.

"Nós vemos tentativas de descarrilar o processo de paz e tentativas mais uma e outra vez da liderança de Kiev de resolver o problema pelo uso da força para sufocar o sudeste. Essas tentativas não levam a lugar algum", disse Lavrov em entrevista coletiva.

"Esperamos que nossos parceiros ocidentais... não façam nada que dê às autoridades de Kiev a impressão de que suas ações automaticamente vão receber apoio no Ocidente", acrescentou.

Segundo Lavrov, os rebeldes começaram ações para "eliminar as posições de onde as Forças Armadas ucranianas têm bombardeado com armas pesadas áreas povoadas".

Putin acusa exército ucraniano de ser 'legião estrangeira da Otan'

Segundo ele, objetivo das tropas é conter a Rússia.
Declaração foi dada pelo presidente russo em São Petersburgo.


France Presse

O presidente russo, Vladimir Putin, acusou nesta segunda-feira (26) o exército ucraniano de ser a "Legião Estrangeira da Otan", utilizada pelos ocidentais para conter a Rússia.



"De fato, não se trata de um exército, e sim de uma Legião Estrangeira, neste caso, uma Legião Estrangeira da Otan, que não tem como objetivo a defesa dos interesses nacionais da Ucrânia", declarou Putin em São Petersburgo, segundo imagens da televisão pública russa.

"Trata-se de outro objetivo geopolítico: conter a Rússia", acrescentou.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, afirmou que as declarações do presidente russo não fazem sentido.

"A declaração de que existe uma legião estrangeira na Ucrânia é uma total falta de sentido. Não há legião da Otan, as forças estrangeiras na Ucrânia são russas", afirmou em uma reunião extraordinária da comissão Otan-Ucrânia, em Bruxelas.


Ucrânia considera Rússia 'Estado agressor' e pede ajuda e sanções

Autoproclamadas 'Repúblicas' foram classificadas como 'terroristas'.
Ação pode abrir caminho para consequências sob a legislação internacional.


Reuters

O Parlamento da Ucrânia aprovou nesta terça-feira (27) uma declaração que define a Rússia como um "Estado agressor", que deputados disseram que pode abrir caminho para consequências sob a legislação internacional, e pediu por mais ajuda internacional e sanções mais duras contra Moscou.



"O reconhecimento legal como um Estado agressor acarreta em consequências previstas sob a resolução da ONU de 1974 e a Carta da ONU", disse o líder do Partido Radical, Oleh Lyashko, membro da coalizão governista, antes da votação.

O Parlamento também votou a favor de definir as autoproclamadas "Repúblicas" no leste da Ucrânia como "organizações terroristas".

Chanceleres da UE vão discutir novas sanções contra Rússia por Ucrânia

Ministros irão se reunir em Bruxelas nesta semana.
Sanções seriam resposta aos novos confrontos no leste ucraniano.


Reuters

Líderes da União Europeia pediram a seus ministros das Relações Exteriores nesta terça-feira (27) para considerar uma resposta apropriada aos novos confrontos no leste da Ucrânia, incluindo novas sanções contra a Rússia, quando os chanceleres se reunirem em Bruxelas na quinta-feira.



"Expressamos nossa preocupação com a deterioração da segurança e da situação humanitária no leste da Ucrânia. Condenamos a morte de civis durante bombardeios indiscriminados à cidade de Mariupol em 24 de janeiro de 2015", disseram os líderes em um raro comunicado conjunto.

"Notamos evidências de apoio contínuo e crescente aos separatistas dado pela Rússia, o que reforça a responsabilidade da Rússia. Fazemos uma pelo à Rússia para que condene as ações dos separatistas e que implemente os acordos de Minsk", disseram.

"Em vista da piora da situação, pedimos ao Conselho de Relações Exteriores que avalie a situação e considere ação apropriada, em particular futuras medidas restritivas, tendo como objetivo a implementação rápida e completa dos acordos de Minsk."

Os líderes disseram que vão avaliar a situação em seu próximo encontro, em fevereiro.


Rebeldes dizem ter repelido forças do governo da Ucrânia perto de Donetsk

Meta é capturar toda a região de Donetsk, diz líder rebelde.
Avanço rebelde na semana passada acabou com trégua de cinco meses.


Reuters

Separatistas ucranianos declararam nesta terça-feira (27) terem repelido tropas do governo de dois distritos nos arredores de Donetsk, seu principal reduto, e têm o objetivo de ampliar o controle sobre toda a região.

Membros das froças armadas dos rebeldes de Donetsk dirigem um tanque em Donetsk nesta quinta-feira (22) (Foto: REUTERS/Alexander Ermochenko)Imagem de 22 de janeiro mostra membros das froças armadas dos rebeldes de Donetsk em um tanque em Donetsk (Foto: REUTERS/Alexander Ermochenko)

Um avanço rebelde iniciado na semana passada acabou com a trégua de cinco meses, ressuscitou uma guerra que já matou mais de cinco mil pessoas e despertou a ameaça de novas sanções a Moscou, que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) acusa de apoiar os separatistas com dinheiro, armas e soldados.

Os rebeldes dizem que seu propósito inicial é repelir as forças governamentais, para que suas cidades fiquem fora do alcance da artilharia inimiga, e fortalecer seu comando nas regiões que dominam.

O vice-comandante dos separatistas em Donetsk, Eduard Basurin, afirmou que os combatentes expulsaram os soldados do governo do subúrbio de Maryinka e do centro da cidade de Pesky, perto do aeroporto de Donetsk, um campo de batalhas constantes.

"Eles já tinham controlado Maryinka totalmente antes. Agora ela é neutra. Eles só estão nas cercanias”, disse ele por telefone. A meta final é eventualmente capturar toda a região de Donetsk, declarou Basurin.

Isso incluiria grandes centros populacionais nas mãos do governo, como a cidade portuária de 500 mil habitantes de Mariupol, no Mar Negro, onde Kiev afirma que o bombardeio dos rebeldes matou 30 pessoas no sábado. Segundo Basurin, entretanto, não há nenhuma ofensiva a Mariupol em andamento atualmente.

Indagado se os rebeldes estão avançando para Debaltseve e Vuhlehirsk, duas guarnições do governo, ele disse: “Por que deveríamos ter que avançar? É nossa terra. Eles deveriam recuar”.

EUA vão considerar ações extras contra avanço russo sobre a Ucrânia

Obama disse que apoio russo estava por trás da violação de cessar-fogo.
'Estamos profundamente preocupados', disse presidente dos EUA.


Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou neste domingo (25) que o apoio da Rússia estava por trás da violação do último cessar-fogo na Ucrânia e disse que os EUA vão considerar todas as opções adicionais, menos ação militar, para conter Moscou sobre seu vizinho.

"Estamos profundamente preocupados sobre a última violação do cessar-fogo com a Rússia", disse Obama a jornalistas em Nova Délhi, acrescentando que "não será efetivo entrar em um conflito militar com a Rússia".



Rússia

Por sua vez, o ministro de relações exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou ao secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, que Moscou está pronta para fazer tudo que puder para encorajar uma solução pacífica para ambos os lados do conflito no leste da Ucrânia.

Um comunicado do Ministério de Relações Exteriores da Rússia afirmou que os dois tiveram uma conversa por telefone neste domingo, na qual Kerry propôs ampliar o grupo de atores internacionais que tenta uma solução pacífica entre Kiev e os rebeldes nas regiões de Donetsk e Luhansk, no leste da Ucrânia. "Lavrov ressaltou a prontidão da Rússia em fazer tudo em seu poder para encorajar as partes em direção a uma solução pacífica", afirma o comunicado.

O texto acrescenta que "qualquer resultado real só poderá ser alcançado por meio de diálogo direto entre Donetsk e Luhansk, que Kiev está evitando por todos os meios, claramente montando um caminho para uma supressão militar no sudeste da Ucrânia".

Violação

A Ucrânia prepara neste domingo (25) uma resposta militar aos separatistas pró-russos no leste, após a morte de 30 civis em um bombardeio em Mariupol atribuído aos rebeldes, que anunciaram uma ofensiva contra este porto estratégico.

O presidente ucraniano, Petro Porochenko, declarou neste domingo que 'não há alternativa' aos acordos de paz assinados em setembro com os separatistas pró-russos após o ataque de sábado.

"A Ucrânia é partidária de uma solução pacífica para o conflito. Nós não vemos alternativa aos acordos de Minsk", declarou Poroshenko durante uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança Nacional e Defesa.

Durante a reunião, as autoridades de Kiev tentam definir 'medidas adicionais, considerando uma súbita deterioração da situação no leste'.


26 janeiro 2015

Ucrânia prepara resposta aos separatistas; Rússia é pressionada

Presidente ucraniano disse que 'não há alternativa' aos acordos de paz.
Neste sábado, rebeldes dispararam foguetes contra cidade de Mariupol.


France Presse

A Ucrânia prepara neste domingo (25) uma resposta militar aos separatistas pró-russos no leste,após a morte de 30 civis em um bombardeio em Mariupol atribuído aos rebeldes, que anunciaram uma ofensiva contra este porto estratégico.



O presidente ucraniano, Petro Porochenko, declarou neste domingo que 'não há alternativa' aos acordos de paz assinados em setembro com os separatistas pró-russos após o ataque de sábado.

'A Ucrânia é partidária de uma solução pacífica para o conflito. Nós não vemos alternativa aos acordos de Minsk', declarou Poroshenko durante uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança Nacional e Defesa.

Durante a reunião, as autoridades de Kiev tentam definir 'medidas adicionais, considerando uma súbita deterioração da situação no leste'.

Os ocidentais condenaram fortemente o ataque contra a última grande cidade do leste separatista sob controle de Kiev, com alguns evocando novas sanções contra a Rússia, acusada de apoiar militarmente a rebelião.

O conflito no leste separatista pró-russo experimentou, no sábado, um ponto de viragem com o bombardeio com lançadores múltiplos de foguetes Grad a um bairro densamente povoado de Mariupol, que deixou pelo menos 30 mortos e centenas de feridos.

Kiev acusou os separatistas e a Rússia de serem responsáveis pela tragédia.

Observadores da OSCE presentes no local do ataque, concluíram no sábado que os disparos foram feitos a partir de posições controladas pelos rebeldes e que alguns foguetes caíram a 400 metros de um posto de controle do exército ucraniano.

Poucas horas após o bombardeio, o líder da autoproclamada república separatista de Donetsk, Alexander Zakharchenko, declarou que tinha lançado uma ofensiva contra Mariupol, uma cidade industrial de meio milhão de habitantes, cuja conquista permitira a criação de uma ligação terrestre entre a Rússia e a Crimeia, anexada em março por Moscou, mas altamente dependente de Kiev para o seu abastecimento de água, eletricidade e comida.

Zakhartchenko negou a responsabilidade dos rebeldes neste bombardeio.

Escalada perigosa

O secretário do Conselho ucraniano de Segurança Nacional e Defesa, Olexandre Turchinov, considerou no sábado que o presidente russo, Vladimir Putin, era 'pessoalmente responsável' pela escalada do conflito.

Segundo a representante da diplomacia europeia, Federica Mogherini, esta escalada vai, 'inevitavelmente, causar uma grave deterioração nas relações entre a UE e a Rússia', já fortemente atingidas pelas sanções da UE e dos Estados Unidos.

De acordo com fontes da UE, os 28 ministros das Relações Exteriores poderiam ser convocados esta semana para discutir a questão da Ucrânia.

A Letônia, atual presidente da UE, pediu novas sanções contra a Rússia, 'totalmente responsável pelo ataque dos separatistas contra Mariupol', segundo um tuíte do chefe da diplomacia, Edgars Rinkevics.

O secretário de Estado americano, John Kerry, pediu a Moscou 'o fim imediato' de seu apoio aos separatistas, enquanto o vice-presidente Joe Biden se reuniu no sábado com o presidente ucraniano.

O ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, julgou, por sua vez, 'muito perigosa' a escalada na Ucrânia.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, 'condenou veementemente' o bombardeio, assim como a OSCE e a Otan.

No sábado à noite, os 15 países do Conselho de Segurança da ONU tentaram, sem sucesso, desenvolver uma declaração sobre Mariupol, por iniciativa de Londres. Mas a Rússia bloqueou esta iniciativa, de acordo com diplomatas ocidentais.

O ataque ocorreu dias após o abandono por parte do exército do aeroporto de Donetsk, local altamente simbólico.

'Este é mais um passo na escalada do conflito. O objetivo deste ataque é desacreditar o governo ucraniano e causar protestos em cidades próximas da frente de combate', acredita Oleksii Melnik, analista do centro independente de Razumkov.

De acordo com o ministro da Defesa, Stepan Poltorak, os rebeldes estão instalando nos arredores de Mariupol lançadores múltiplos de foguetes e a presença militar ucraniana foi reforçada.

Kiev denuncia desde o início da semana a entrada de batalhões russos na Ucrânia.


Bombardeios no leste da Ucrânia deixam ao menos 30 mortos

Rebeldes dispararam foguetes contra cidade portuária de Mariupol.
Outras 83 pessoas ficaram feridas, segundo conselho municipal.


Reuters

O número de pessoas mortas por bombardeios neste sábado (24) na cidade portuária de Mariupol, no leste da Ucrânia, foi estimado em ao menos 30, disse a polícia regional. Um líder rebelde disse que separatistas estavam lançando uma ofensiva na localidade, segundo a agência de notícias RIA.

Moradores observam incêndio na cidade portuária de Mariupol, na Ucrânia, depois de bombardeio promovido por rebeldes (Foto: Stringer/AFP)Moradores observam incêndio na cidade portuária de Mariupol, na Ucrânia, depois de bombardeio promovido por rebeldes (Foto: Stringer/AFP)

Na manhã deste sábado, o chefe de polícia da região de Donetsk tinha estimado em cerca de 10 o número de mortos.

Os separatistas rejeitaram manter negociações de paz e os combates se intensificaram para o maior nível em meses. A Organização das Nações Unidas (ONU) disse na sexta-feira que 262 pessoas morreram nos últimos nove dias.

"Hoje, uma ofensiva foi lançada em Mariupol. Este será o melhor monumento possível a todos os nossos mortos", disse o líder rebelde, Alexander Zakharchenko, segundo a RIA, durante uma cerimônia em Donetsk, controlada pelos rebeldes.

Os separatistas planejam cercar Debaltseve, uma cidade ao nordeste de Donetsk, nos próximos dias, disse ele no mesmo evento, de acordo com a agência de notícias russa Interfax.

O conselho municipal de Mariupol e a polícia regional afirmaram que os rebeldes dispararam foguetes a partir de sistemas de mísseis GRAD de longo alcance matando pelo menos 30 pessoas e ferindo outras 83. A Interfax disse mais cedo que os rebeldes haviam negado o ataque.

Fronteira entre Ucrânia e Rússia

Mariupol, controlada pelo governo, está às margens do Mar de Azov, entre a fronteira da Ucrânia com a Rússia até a península da Crimeia, anexada pelos russos em março do ano passado.

O primeiro-ministro ucraniano, Arseny Yatseniuk, condenou o incidente como um ataque deliberado de rebeldes contra cidadãos pacíficos, mas disse que a ameaça real vai além territórios separatistas.

"O mundo precisa conter as ameaças do agressor russo à Ucrânia, à Europa e à segurança global. O problema está na cidade-herói de Moscou - Kremlin, Vladimir Putin", disse ele em uma reunião de chefes de segurança e de defesa.

Apesar dos apelos internacionais por um cessar-fogo, Zakharchenko prometeu na sexta-feira que suas forças vão liderar uma nova ofensiva, enquanto a ONU disse que o conflito, que começou no leste da Ucrânia há mais de nove meses, estava agora no seu "período mais mortal" desde que um acordo de paz foi alcançado em setembro.

Na reunião em Kiev, o ministro da Defesa ucraniano, Stepan Poltorak, disse que nas últimas 24 horas houve uma grave escalada nos confrontos nas linhas de frente em toda a zona de conflito.

"A partir da região de Luhansk e terminando em Mariupol, em todos os lugares grupos armados ilegais em conjunto com unidades russas estão indo para a ofensiva", disse ele.

EUA pedem fim de apoio da Rússia a separatistas

O secretário de Estado americano, John Kerry, pediu neste sábado à Rússia que ponha fim imediatamente a seu apoio aos separatistas pró-Rússia.

Kerry também pediu a Moscou "o fechamento da fronteira com a Ucrânia e a retirada de suas armas, combatentes e apoio financeiro", segundo um comunicado divulgado em Zurique após a sua participação no Fórum Econômico de Davos.

"Do contrário, a pressão internacional e dos Estados Unidos sobre a Rússia e seus intermediários irá aumentar", advertiu o chefe da diplomacia americana.

Washington e União Europeia já impuseram uma série de sanções econômicas a Moscou por seu suposto envolvimento no conflito ucraniano.


Grupo extremista Boko Haram liberta 190 reféns na Nigéria

Eles haviam sido capturados durante ataque no início de janeiro.
Homens jovens, mulheres e crianças estão livres; outros ainda estão presos.


Reuters

O grupo extremista nigeriano Boko Haram libertou cerca de 190 reféns, que retornaram a suas comunidades no estado de Yobe, no nordeste do país, entre a sexta-feira e o sábado, afirmam oficiais do país. Outros cativos continuam em poder da organização.



"Essas pessoas serão apresentadas para o governo amanhã [domingo] para assistência, já que suas casas foram incendiadas quando os insurgentes atacaram a vila deles, Katarko", afirmou Goni Mali, líder comunitário de Katarko.

Abdullahi Bego, porta-voz do governo do estado, afirma que os militantes libertaram homens jovens, mulheres e crianças que haviam sido sequestrados no dia 6 de janeiro. Ao menos 20 outras pessoas ainda estão em poder do grupo.

Algumas das mulheres que foram libertadas afirmaram que os militantes as deixaram ir após elas resistirem a seguir as regras do grupo. "Eles disseram: 'Já que vocês se recusam a aceitar nossos ensinamentos religiosos, vão e sigam seus infiéis, nós te ordenamos a ir embora", afirmou uma dessas mulheres.

Há cinco anos, os insurgentes do Boko Haram tentam implantar um estado islâmico no nordeste da Nigéria. Os estados de Borno, Adamawa e Yobe são os mais afetados.

O grupo frequentemente invade vilas e sequestra homens jovens, mulheres e crianças, assim como trabalhadores estrangeiros.

22 janeiro 2015

Bombardeio de trólebus deixa mortos no leste da Ucrânia

Pelo menos 13 pessoas morreram após veículo ser atingido por morteiro.
Ação aconteceu em Donetsk, segundo a prefeitura local.


France Presse

Treze pessoas morreram nesta quinta-feira em Donetsk (leste da Ucrânia) quando um trólebus foi atingido por um morteiro em um bairro da cidade até agora relativamente à margem dos combates, indicou à AFP um representante da prefeitura.

Pessoas cercam ônibus que foi atingido por morteiro em Donetsk nesta quinta-feira (22), deixando mortos (Foto: Alexander Ermochenko/Reuters)Pessoas cercam ônibus que foi atingido por morteiro em Donetsk nesta quinta-feira (22), deixando mortos (Foto: Alexander Ermochenko/Reuters)

"Doze pessoas morreram em um trólebus, assim como outra que estava em um carro que passava perto dali", afirmou um representante dos serviços de emergência de Donetsk, reduto dos insurgentes pró-russos.

Além disso, uma dezena de pessoas ficaram feridas, segundo um balanço preliminar da mesma fonte.

O primeiro-ministro da Ucrânia, Arseni Yatseniuk, disse que a responsabilidade pelos mortos é da Rússia. "Os terroristas realizaram hoje de novo um ato horrível contra a humanidade. E a responsabilidade é da Federação Russa", assinalou Yatseniuk.

Já o Ministério das Relações Exteriores russo denunciou como uma "grave provocação" o ataque, culpando tropas ucranianas pela ação.

"Consideramos esse incidente como um crime contra a humanidade, uma provocação cega, com o objetivo de minar os esforços pela busca de uma solução pacífica para a crise ucraniana", disse o ministério em comunicado.

Na noite de quarta-feira, um bombardeio em um bairro próximo ao aeroporto de Donetsk, epicentro dos combates entre as forças ucranianas e os rebeldes, deixou um morto em um ônibus atingido por um morteiro, informou à AFP um funcionário da prefeitura da cidade, Ivan Prikhodko.

21 janeiro 2015

Rebeldes pró-Rússia anunciam morte de 500 soldados no Leste da Ucrânia

Agência Lusa

Cerca de 500 soldados doExército ucraniano foram mortos nos últimos três dias em combates com as milícias rebeldes no Leste da Ucrânia, informaram hoje (21) separatistas pró-russos.




“Nas últimas 72 horas, foram mortos em combate mais de 500 soldados ucranianos”, disse aos meios de comunicação russos o comandante adjunto do estado-maior das milícias separatistas de Donetsk, Eduard Basurin. Segundo ele, foram feitos “incessantes ataques às unidades ucranianas”.

De acordo com Basurin, a maioria dos soldados morreu na batalha pelo controle estratégico do aeroporto de Donetsk. Ele informou que 1,5 mil soldados ucranianos ficaram feridos e 16 foram presos, além de a milícia pró-russa ter destruído 42 tanques e 34 blindados ucranianos.

Basurin acrescentou que 200 soldados ucranianos morreram domingo (18) nas instalações do aeroporto, local em que ainda hoje ocorrem combates. Se os números se confirmarem, será o maior revés das forças governamentais desde o início da rebelião armada pró-Rússia nas regiões de Donetsk e Lugansk, no Leste da Ucrânia, em abril de 2014.

Devido à escalada nos combates, o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, viu-se obrigado a abandonar hoje o Fórum Econômico de Davos, na Suíça, onde denunciou a presença de 9 mil soldados russos no Leste do país, que estariam ajudando os rebeldes separatistas, e revelou que 2 mil deles cruzaram a fronteira nos últimos dias.


16 janeiro 2015

Exército israelense começa a servir comida vegana em todos os seus refeitórios

Jaimi Dolmage 
Tradução de Natália Prieto 
| Olhar Animal

Em esforço para atender as dietas de seus membros veganos, as Forças de Defesa de Israel (IDF - The Israel Defense Forces), anunciaram que incluirão em todos os refeitórios opções de refeições totalmente baseadas em vegetais, além de fornecer botas sem couro e boinas sem lã. As medidas foram tomadas após um protesto em outubro, onde membros veganos do serviço reclamaram que suas necessidades dietéticas não eram atendidas. Um dos soldados, inclusive, compareceu com um advogado, que conseguiu um subsídio mensal de 350-550 shekels (moeda local que equivale a $ 74.50- $ 140) para alimentação.


ISRAEL vegandominos

De acordo com uma carta aberta sobre o assunto, "o subsídio permite a igualdade entre soldados veganos e soldados "regulares", mas fica claro para todos que 15- 25 shekels são o suficiente para uma refeição diária". Esse subsídio representa o ônus da responsabilidade de atender às necessidades nutricionais dos soldados, já que durante longos períodos de afastamento ele será incapaz de preparar a própria comida.

Dada a popularidade do veganismo em Israel, é lógico que precisamos de novas políticas internas para atender ao crescente número de membros veganos no exército. Aproximadamente 3% da população total de Israel é vegana. O modo de vida tornou-se tão popular no país que a rede internacional Domino´s Pizza lançou sua primeira pizza vegan (com queijo de soja). O país também baniu cosméticos testados em animais e o uso dos mesmos em sala de aula.

O exército acatou o pedido dos soldados e passou a oferecer opções veganas nos refeitórios. Eles ainda permitirão que os soldados tragam comida de casa. Também não haverá necessidade da presença de um advogado durante a visita domiciliar quando um soldado declara que é vegano. Um simples telefonema na frente do comandante da unidade será suficiente daqui para frente.

A mudança foi recebida com otimismo. Omer Yuval, reservista que serviu na Operation Protective Edge, disse que a decisão é definitivamente encorajadora e agradece a IDF por realizar uma mudança tão significativa. No entanto "há espaço para otimismo, mas neste período prefiro me conter e esperar por resultados no campo".

Aplaudimos a IDF e os membros do serviço de Israel por seus contínuos movimentos em direção ao veganismo. Eles continuam servindo de exemplo para a comunidade global de como podemos prosperar como indivíduos, e como uma nação pode se afastar da dependência cruel e insalubre de produtos de origem animal.

Fonte: One Green Planet


15 janeiro 2015

Nova Doutrina Militar defende Exército ‘mais incisivo e integrado’

Os acontecimentos no Oriente Médio e na Ucrânia, o agravamento das relações com os países da União Europeia, o avanço da Otan em direção ao leste e o surgimento de novas ameaças à segurança nacional foram as principais razões para a elaboração da nova Doutrina Militar da Rússia. Entre as alterações, destaca-se a introdução de conceitos como “prontidão de mobilização” e “sistema de dissuasão não nuclear”.


Vladímir Scherbakov, especial para Gazeta Russa

Aprovada pelo presidente Vladímir Pútin em dezembro passado, a nova doutrina menciona, pela primeira vez, um plano de defesa que prevê a construção de um sistema multinivelar com a utilização do potencial militar da Abecásia e da Ossétia do Sul. Ambas as regiões aliadas da Rússia têm importância estratégica para a construção de um sistema de defesa eficaz orientado ao sul.


Nova Doutrina Militar defende Exército ‘mais incisivo e integrado’
Documento teve como base novo cenário político-militar e natureza das ameaças à segurança nacional Foto: mil.ru

O documento também destaca a importância de uma cooperação mais estreita com os outros membros dos Brics (Brasil, Índia, China e África do Sul). Além disso, reconhece a necessidade de expandir ativamente o círculo de países parceiros da Rússia no domínio da cooperação político e técnico-militar.

A alteração do cenário político-militar no mundo e a natureza das ameaças à segurança nacional da Rússia levaram os redatores da doutrina a introduzir também os conceitos de “mobilização por parte das Forças Armadas, de outras forças e órgãos” e de um sistema de dissuasão não nuclear estratégico, que compreende “um conjunto de medidas de política externa, militares e técnico-militares para evitar a agressão contra a Federação Russa com meios não nucleares”.

De acordo com os observadores militares, considerando as medidas adotadas, pode-se supor que a liderança político-militar russa prevê uma maior deterioração da situação ao longo das fronteiras da Rússia e que, devido a isso, começou a prestar maior atenção às questões da preparação de todo o país a fim de repelir as ameaças globais.

Uma das principais ameaças militares externas para a Rússia hoje é o aumento do potencial de combate da Otan, assim como a implementação ou aumento numérico dos contingentes militares de outros países ou blocos militares nos territórios adjacentes à Rússia e seus aliados, “para exercer pressão política e militar sobre a Federação Russa”.

A nova Doutrina Militar da Rússia reservou ainda uma seção especial para garantir a segurança da informação de Estado e enfrentar a luta contra ameaças cibernéticas.



Moscou ganhará proteção contra ataques provenientes da órbita

Este ano, o Ministério da Defesa vai continuar a reforçar o agrupamento dos mais avançados recursos de defesa aérea e antimíssil da capital. Em 2015, estrutura será complementada por mais um regimento, equipado com o sistema de mísseis antiaéreos S-400 Triumf.


Iúri Gavrilov | Rossiyskaya Gazeta

Até 2020, doze regimentos armados com o sistema de mísseis de defesa antiaérea S-400 deverão estar protegendo Moscou e a região industrial Central da Rússia. Eles vão proteger de ataques aéreos, de forma segura, os órgãos do governo, os quartéis-generais militares e os maiores complexos industriais e científicos do país.


Moscou ganhará proteção contra ataques provenientes da órbita
País irá contar com sistema de proteção em anel, multifuncional e escalonado por zonas Foto: RIA Nóvosti

Segundo os militares, esse escudo antimíssil e antiaéreo será composto por quatro setores dispostos de acordo com altitudes e distâncias. Cada um irá cobrir a suas unidades de defesa contra mísseis balísticos.

Em dezembro do ano passado, o Regimento “Triumfov”, baseado nos arredores da cidade de Podolsk, já entrou em plantão de combate. Alguns meses antes, a unidade de mísseis de defesa aérea passou a executar a mesma tarefa em torno de Zvenigorod. Outros regimentos análogos foram posicionados perto de Elektrostal e Dmítrov, também próximas à capital.

Toda essa estrutura está sendo baseada no sistema S-400 Triumf, que, durante os testes no polígono de Kapustin Iar, foi capaz de derrubar um alvo sobrevoando a uma velocidade de 2.800 metros por segundo e atingir objetos a uma altitude superior a 50 quilômetros.

Nenhum análogo estrangeiro é capaz de trabalhar simultaneamente com 12 alvos, em um raio de 400 quilômetros de distância das posições em que eles se encontram e, em perspectiva, abater alvos no espaço próximo.

Somado a isso, planeja-se implantar nos arredores de Moscou mais de duas dezenas de avançados sistemas antiaéreos de mísseis e canhões Pantsir-S1. Eles não só estarão em plantão de combate com as divisões S-400, mas também darão cobertura a elas.

Especialistas afirmam que, estando armada com os sistemas S-300, S-400, Pantsir e, no futuro, com o S-500, a defesa aeroespacial do país irá contar com um sistema de proteção à cidade em anel, multifuncional e escalonado por zonas. Assim, o sistema será capaz de proteger Moscou até mesmo de ataques a partir da órbita.


Rússia deverá ter novos aviões de carga

Projeto do avião de carga IL-112V foi iniciado há dez anos, mas em 2010 foi congelado devido a déficits orçamentários.


Tatiana Tkatchova, especial para Gazeta Russa

Um contrato governamental para o fornecimento do avião de carga IL-112V para o Ministério da Defesa deverá ser assinado em 2015. Enquanto a produção em série não começar, a pasta encomendou um par de protótipos da aeronave. Eles serão construídos na fábrica de aviões de Voronej. O novo cargueiro leve deverá substituir o An-26.



O projeto foi iniciado há dez anos, mas em 2010 foi congelado devido a déficits orçamentários, e o cliente suspendeu o financiamento dos trabalhos de desenvolvimento, que eram dirigidos pelo Complexo de Aviação de Iliushin (no inicio com recursos próprios).

A corporação unida, que inclui também a fábrica de aviões de Voronej, também não conseguiu obter a soma necessária. Na fábrica já foram construídos a plataforma e a base de ferramentas para montar quatro aparelhos experimentais. No planejamento de longo prazo foi também incluída a produção anual de 18 aparelhos desse tipo. Agora, é preciso verificar a documentação do projeto e reiniciar a produção.

Dentro do contrato governamental assinado no final de dezembro para a realização dos trabalhos experimentais de desenvolvimento, a fábrica de Voronej construirá dois aviões: um deles será destinado aos testes estáticos e de fadiga e o outro aos voos. Os aviões poderão ser retirados das plataformas de construção já em 2016, de acordo com o plano, e no mesmo ano poderão realizar o primeiro voo.

A nova aeronave militar de transporte será totalmente nacional em sua composição. Na cooperação estarão envolvidas cerca de 30 empresas russas e mais de 50 fornecedores de peças. Em particular, a Aviakompozit, de Novosibirsk, produzirá um cone da parte frontal e a Associação de Produção Aérea de Kazan produzirá a asa e uma série de peças. Além disso, o projeto envolverá a participação da Aviastar-SP, de Ulianovsk, e a Aviagregat, de Samara.

Frota de ‘Almirantes’ protegerá interesses nacionais russos em regiões oceânicas

Novas fragatas do Projeto 22350 formarão o principal núcleo de combate nos diversos oceanos.


Gazeta Russa

Aprovada no final de 2014 pelo presidente russo Vladímir Pútin, a nova Doutrina Militar da Rússia atribui novas missões às Forças Armadas do país. Entre elas, estão a proteção dos interesses nacionais da Rússia no Ártico, a luta contra pirataria e a garantia da segurança de navegação. No entanto, desempenhar tais tarefas só é possível com navios de longo alcance: é justamente nesse ponto que entram as fragatas de última geração do Projeto 22350.


Admiral Gorshkov
O primeiro exemplar do projeto, o “Almirante Gorshkov”, foi lançado no ano passado e está atualmente passando por testes no mar. A sua incorporação às Forças Armadas está prevista para ainda este ano.

As fragatas do Projeto 22350 possuem estrutura modular e superestrutura blindada, cuja construção faz uso extensivo de materiais compósitos para reduzir peso e visibilidade contra radares inimigos. O casco apresenta linhas hidrodinâmicas afiladas com objetivo de fornecer alta navegabilidade. Durante os recentes testes de mar, a fragata superou a velocidade estimada, alcançando 29 nós.

A propulsão do navio é CODAG – turbina a gás combinada com motor diesel. As turbinas são acionadas em caso de necessidade de deslocamentos rápidos, enquanto os motores a diesel fornecem propulsão econômica com autonomia de até 4.000 milhas.

O armamento principal das fragatas Projeto 22350 é composto por Casulos Universais de Disparo Vertical (UKSK) capazes de serem carregados com 16 mísseis antinavio supersôniccos Onyx e foguetes antissubmarino Caliber-NK.

As fragatas desse tipo são os primeiros grandes navios de guerra de superfície para operações oceânicas projetados e construídos totalmente na Rússia pós-soviética. Além delas, estão em processo de construção as fragatas Projeto 11356, as corvetas das classes Projeto 20380/20385 e os futuros destroieres da classe Lider, que formarão a espinha dorsal das forças navais multifunção da Marinha russa.

Em dezembro passado, foi lançada também a segunda fragata da classe Projeto 22350 e primeira de produção em série “Almirante Kasatonov”. De acordo com o comandante da Marinha russa, o almirante Víktor Chirkov, o novo navio “irá garantir a consecução das tarefas de defesa dos interesses nacionais da Rússia em qualquer parte dos oceanos mundiais”.

Para exportação

O estaleiro Severnaya Verfl é por enquanto o único construtor das fragatas Projeto 22350 e está com mais duas encomendas na carteira – “Almirante Golovko” e “Almirante Isakov da União Soviética” –, que deverão ser entregues à Marinha em 2020. Na sequência, o estaleiro começará a trabalhar no Projeto 22350M, que vai incorporar melhorias da presente classe.

O estaleiro russo United Shipbuilding Corporation, juntamente com a Marinha da Rússia, está considerando a exportação de navios da classe Projeto 22356. A versão estrangeira, denominada Projeto 22356, foi apresentada pela primeira vez Feira Internacional Euronaval 2010. As características entre as duas classes são semelhantes, mas o armamento e os equipamentos podem variar de acordo com o cliente.



Número de soldados contratados ultrapassa o de recrutados na Rússia

Processo de transição do Exército russo para o regime contratual foi intensificado em 2014.


Viktor Litóvkin, especial para Gazeta Russa

De acordo com o vice-ministro da Defesa, Nikolai Pankov, o número de soldados contratados do Exército russo em 2014 excedeu o número de soldados e sargentos recrutados para o serviço militar. Atualmente, 295 mil contratados (75 mil a mais do que no ano anterior) e 273 mil soldados e sargentos recrutados estão nas fileiras do Exército.


Número de soldados contratados ultrapassa o de recrutados
Número de recrutados deve ser gradativamente reduzido Foto: Aleksandr Kriajev / RIA Nóvosti

“Daqui para frente, o número de soldados contratados nas Forças Armadas tende somente a crescer”, anunciou Pankov, embora não haja intenção de preencher os quadros unicamente por meio do sistema de contrato. “A experiência internacional mostra que os exércitos com maior eficiência de combate são aqueles constituídos com base no sistema misto”.

A ideia é que o número de recrutados seja gradativamente reduzido. “À medida que modelos de armas e equipamentos militares de alta tecnologia vão sendo incorporados ao exército, aumenta também a quantidade de militares que servem por contrato”, explica Serguêi Choigu, ministro da Defesa.

Um decreto presidencial emitido em 2012 definia que o Exército russo deveria ter, pelo menos, 425 mil contratados até 2017. Porém, segundo novas diretrizes foram dadas, o número de contratados deverá chegar a mais de meio milhão até 2020.

Diferentes propostas

Os especialistas nacionais se dividem sobre como deveria ser formado o Exército russo, e a discussão em torno da questão vem se arrastando pelos últimos 25 anos.

Segundo o vice-diretor do Instituto de Análise Política e Militar, Aleksandr Khramtchikhin, os países que estão se preparando para guerrear em territórios estrangeiros possuem exércitos de contratados.

“Aqueles Estados que pretendem proteger a sua soberania e independência em sua própria terra possuem exércitos de conscritos ou do tipo misto, ou seja, constituídos por recrutados e contratados”, explica.

Entre os países que mantêm o recrutamento, estão aqueles que não fazem parte de qualquer aliança militar, como Suíça, Israel, Finlândia, Suécia, Chipre e Áustria.

O sistema de recrutamento também permanece em todos os Estados que fazem parte da Organização do Tratado de Segurança Coletiva – Armênia, Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão e Rússia.

14 janeiro 2015

Coreia do Norte pretende comprar aviões de combate russos

A Coreia do Norte pretende comprar à Rússia aviões militares Sukhoi Su-35. A informação foi divulgada por meios de comunicação sul-coreanos, citando fontes militares.


Voz da Rússia

A proposta foi feita durante a visita à Rússia de Choe Ryong, um oficial de alto escalão do Partido Comunista e aliado próximo do líder norte-coreano Kim Jong Um. O enviado especial do líder norte-coreano esteve em Moscou em novembro do ano passado e se reuniu com o presidente Vladimir Putin.


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Segundo a fonte citada, a Coreia do Norte é capaz de produzir ela própria muitos sistemas de armamento, mas parece ter procurado a ajuda da Rússia porque a construção de aviões de combate requer tecnologias mais complexas.

Foi destacado, no entanto, que por causa das sanções internacionais impostas à Coreia do Norte, a Rússia provavelmente não irá fornecer os aviões de combate facilmente.



Rússia e Índia preparam projeto conjunto de caça de quinta geração

A Rússia e a Índia terminaram a primeira etapa do projeto de caça de quinta geração, informa a RIA Novosti, se referindo a uma emissão de uma rádio russa.


Voz da Rússia

Segundo o diretor regional de Cooperação Internacional da Corporação Aeronáutica Unida, Andrei Marshankin, trata-se de uma versão destinada à exportação, conhecido na Rússia como Complexo Aéreo Perspectivo de Aviação Militar (PAK FA, na sigla em russo). Outro nome do avião é T 50. Na Índia, o projeto é conhecido pela sigla inglesa FGFA (Avião Militar de Quinta Geração).


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Segundo Marshankin, as partes "já têm a documentação necessária e a compreensão de como deverá ser a próxima etapa do trabalho, bem como da futura produção em série".

De acordo com o especialista, a versão russa do avião difere da internacional quanto ao número de lugares na carlinga. Na versão russa, está previsto só um piloto. No entanto, os parceiros indianos preferem dividir as funções de dirigir o avião e de atirar contra o inimigo. Por isso, os aviões destinados a eles terão dois lugares.

Segundo o Ministério da Defesa da Rússia, o avião começará a ser vendido em 2016.


Índia pode comprar caças russos se os Rafale demorarem a chegar

A Índia está examinando a possibilidade de adquirir caças russos Su-30, caso o acordo para comprar os Rafale franceses venha a falhar.


Voz da Rússia

Segundo uma fonte no Ministério da Defesa da Índia, contatada pela agência Sputnik, há "complicações que freiam o contrato do Rafale, mas até o momento não há nenhuma decisão oficial". Portanto, "caso o contrato falhe, os Su-30 podem ser a opção a preferir". frisou a fonte.


rafale, su-30 su 30, aviação militar, índia, rússia, françaFoto: RIA Novosti/Sergey Mamontov

Recentemente, houve notas na imprensa local alegando que a Índia pode anular o contrato com a empresa francesa Dassault Aviation, produtora dos Rafales, a favor dos Su-30 russos.

De acordo com o ex-comandante da Força Aérea da Índia, Shashindra Pal Tyagi, "não há nenhum problema com os Su-30, mas um acordo levará algum tempo".

A aviação militar indiana, composta de 34 esquadrões, precisa de mais aviões de combate. "Por isso, a gente tem que encontrar novos aviões em breve, e o governo da Índia trabalha sobre o assunto, mas a parte francesa reage muito lentamente. Caso o contrato dos Rafales não se materialize, precisaremos de novas rondas de concursos públicos", disse Pal Tyagi.



Exército russo recebe novos armamentos

Em 2015, o Exército russo irá receber uma série de plataformas de propulsão de lagarta e outro tipo de equipamento militar desenhado e produzido completamente na Rússia.


Voz da Rússia

Segundo o site Gazeta.ru, trata-se de um êxito do setor científico e tecnológico do país. Os dispositivos de combate que serão apresentados ao longo deste ano foram os primeiros a não depender de projetos criados durante a União Soviética, o que pode indicar uma nova etapa do potencial militar russo.


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Em fevereiro, será apresentada a plataforma de propulsão de lagarta Armata. Este dispositivo será mostrado aos cidadãos em 9 de maio, durante a parada militar da Vitória. A Armata poderá servir de base a diversos tipos de carros blindados. Além disso, o módulo de combate não será fixo, de modo que um tanque poderá ser transformado em um outro tipo de carro blindado em caso de necessidade.

Especialistas do setor militar afirmam que essa plataforma pode corresponder ao conceito de equipamento militar de quinta geração.

Outros projetos destacados são a plataforma de propulsão de lagarta Kurganets e a plataforma de rodas Bumerang.

Além disso, o sistema de defesa antiaérea S-500 também ficará ao dispor do Exército da Rússia no ano em curso. O S-500 é composto de vários carros, que incluem um ponto de controle, uma estação de radar e várias instalações de lançamento de foguetes. Serão usados diversos foguetes para abater aviões e projéteis balísticos. A distância máxima de alcance é 600 km, permitindo atingir alvos que voem a 7 quilômetros por segundo (cerca de 25 mil km/h).

Novos aviões também irão integrar a Força Aérea da Rússia, entre eles o T-50.


Obama quer enviar força militar para combater Estado Islâmico

O líder dos republicanos no Senado, Mitch McConnell, disse que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, quer pedir ao Congresso autorização para enviar uma nova força militar contra o grupo extremista Estado Islâmico.


Voz da Rússia

De acordo com McConnell, que teve um encontro com Obama e outros líderes do Congresso, o presidente norte-americano iria pedir ao Legislativo poderes explícitos na luta dos Estados Unidos contra os militantes extremistas.


Obama quer enviar força militar para combater Estado Islâmico

Na terça-feira, 13, o Estado Islâmico divulgou um vídeo em que mostra a execução de dois supostos agentes do Serviço Federal de Segurança da Rússia.

Em um comunicado divulgado após o encontro de Obama com líderes do parlamento, a Casa Branca informou que "o presidente também destaca a importância dos esforços diplomáticos para prevenir o Irã de obter armas nucleares, reiterando a sua forte oposição à legislação com sanções adicionais, que poderia atrapalhar as negociações e isolar os Estados Unidos da sua coalizão internacional”.



EUA apoiam esforço russo em conflito na Síria

Os Estados Unidos apoiam os esforços da Rússia em encontrar uma solução política para o conflito na Síria. A afirmação é do secretário de Estado americano, John Kerry.


Voz da Rússia


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Em encontro com o representante da Liga Árabe na Síria, Staffan di Mistura, Kerry disse que a iniciativa russa pode ajudar. A Rússia tenta trazer membros do governo de Bashar Assad e líderes rebeldes para uma reunião em Moscou. O encontro tentaria pôr fim à guerra civil que acontece na Síria, que causou inúmeras mortes e transformou três quartos da população em refugiados. Segundo Kerry, é hora de o regime Assad colocar os interesses de seu povo em primeiro lugar e pensar sobre as consequências de suas ações, que estão atraindo mais terroristas para a Síria.



Merkel diz que OTAN quer cooperar com a Rússia

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, disse nesta quarta-feira (14) que a OTAN deseja cooperar com a Rússia. Segundo ela, com base no artigo 5 do seu tratado, a OTAN tem como obrigação defender todos os seus membros, mas o estabelecimento de políticas contra Moscou não é o objetivo do bloco.


Voz da Rússia

Nesta manhã, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, havia dito que a Rússia espera normalizar as suas relações com o Ocidente, recuperando os laços das últimas décadas.


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Ao longo dos últimos meses, a OTAN tem buscado aumentar a sua presença no leste europeu, em resposta à atual situação da Ucrânia, provocada, segundo a organização, pela interferência direta do Kremlin. A Rússia, no entanto, nega qualquer participação na crise do país vizinho, ao mesmo tempo em que expressa preocupação com a concentração de tropas ocidentais perto da sua fronteira.

De acordo com o artigo citado pela chanceler alemã, cada signatário do Tratado do Atlântico Norte deve considerar que um ataque militar contra um dos membros do bloco é na verdade um ataque contra todos os seus Estados-membros.


Exército já prepara recebimento dos helicópteros CH-47F Chinook americanos

Roberto Lopes
Exclusivo para o ForTe – Forças Terrestres

O Comando de Aviação do Exército (CAVEX) retomou ontem, terça-feira (13.01), o planejamento que lhe permitirá receber, possivelmente no segundo semestre, um pequeno lote – entre 6 e 8 unidades – do helicóptero de transporte pesado Chinook CH-47F, fabricado pela empresa Boeing, dos Estados Unidos.




A informação, apurada com exclusividade pelo ForTe junto a uma fonte do Ministério da Defesa, esclarece ainda que o destino dessas aeronaves será a Amazônia.

O mais provável é, portanto, que o Chinook seja alocado a uma esquadrilha de emprego geral do 4º Batalhão de Aviação do Exército, sediado em Manaus, componente alado do Comando Militar da Amazônia.

Ao 4º Batalhão cabem missões de combate, apoio ao combate e apoio logístico em proveito das várias unidades da Força Terrestres sediadas na Região Amazônica.

Foxtrot - O Chinook é uma aeronave multi-missão, dedicada ao deslocamento de carga em suas múltiplas facetas: transportando combatentes armados, peças de artilharia, munição, combustível, água e diferentes suprimentos em cenários de campo de batalha.

Secundariamente ele pode ser empregado para missões de MEDEVAC (Medical Evacuations), busca e salvamento, resgate, combate a incêndios, lançamento de cargas por paraquedas e apoio a tarefas de construção no solo.

No início de 2014 o governo americano ofereceu ao Exército brasileiro o CH-47D, mas os oficiais do CAVEX responderam que o modelo da aeronave que interessava era o Foxtrot, que eles haviam examinado de perto na Itália. A versão F foi certificada pelo Exército dos Estados Unidos em julho de 2007, como uma evolução do CH-47D.

O CH-47F é impulsionado por dois motores Honeywell T55-GA-714A, que conferem à aeronave uma velocidade máxima de 315 km/h. Cada helicóptero pode transportar uma carga de até 10,88 toneladas. Seu alcance em missão é de 370 km.

A Boeing já entregou 300 Chinooks da versão Foxtrot ao Exército dos Estados Unidos, e, ano passado, completou o fornecimento de um lote de 15 aparelhos à Real Força Aérea Canadense. No Canadá a fábrica americana fechou um contrato de manutenção dos Chinooks por 20 anos com participação da indústria aeronáutica local.

Nesse momento o trabalho dos oficiais da Aviação do Exército é definir detalhes da configuração desejada para os Chinooks, e o pacote logístico que eles irão requerer.


Caça chinês J-10B pode estar perto de entrar em serviço

Poder Aéreo

Uma foto postada na internet indica que o caça J-10B, a versão atualizada do caça J-10 da China de está quase pronto para o serviço, relata a Kanwa Defense Review, uma revista militar em língua chinesa com sede no Canadá.




A foto mostra mais de 10 caças J-10B estacionados em um aeródromo não identificado na China. Depois que J-10A saiu de produção no ano passado, o primeiro J-10B pode ser encomendado em 2015, disse a revista.

O avião foi originalmente projetado para uso com o motor turbofan WS-10 Taihang desenvolvido na China, mas vai usar o motor AL31FN russo, já que o Taihang ainda não está pronto. Devido à sua dependência em relação aos motores fornecidos pela Rússia, a China ainda é incapaz de produzir o J-10B em grandes números, segundo a reportagem.

Os primeiros J-10B a entrar em serviço deverão operar com as unidades da PLAAF que atualmente empregam o J-10A. Depois disso, é provável que sirvam também à Frota do Mar do Leste da PLA Navy, como uma aeronave de ataque à superfície. Os aviões de fabricação russa Su-30MKK foram inicialmente previstos para este papel, mas a PLA Navy acredita que o caça é mais adequado para enfrentar os caças F-16 de Taiwan em combate aéreo.