20 setembro 2014

Turcos libertados após sequestro do Estado Islâmico chegam a Ancara

Familiares e premiê turco receberam os 49 sequestrados no aeroporto.
Grupo foi capturado pelo EI em consulado no Iraque em 11 de junho.


Do G1, com agências internacionais

Os 49 turcos sequestrados há mais de 3 meses pelos jihadistas do grupo Estado Islâmico foram recebidos em Ancara, capital da Turquia, por familiares e pelo primeiro-ministro Ahmet Davutoglu. Entre os libertados estava o cônsul-geral da Turquia em Mossul, Ozturk Yilmaz, além de mulheres e crianças.


O cônsul-geral Ozturk Yilmaz (dir.), um dos sequestrados no Iraque, é recebido em Ancara por familiares junto com as outras dezenas de turcos libertados. Ao centro, o premiê turco, Ahmet Davutoglu (Foto: Hakan Goktepe/Escritório de Imprensa do Primeiro-Ministro da Turquia/Reuters)O cônsul-geral Ozturk Yilmaz (dir.), um dos sequestrados no Iraque, é recebido em Ancara por familiares junto com as outras dezenas de turcos libertados. Ao centro, o premiê turco, Ahmet Davutoglu (Foto: Hakan Goktepe/Escritório de Imprensa do Primeiro-Ministro da Turquia/Reuters)

O grupo havia sido capturado pelo Estado Islâmico no dia 11 junho no consulado turco na cidade de Mossul, no Iraque, e estava desaparecido desde então. O reencontro foi registrado assim que os passageiros desceram do avião no aeroporto de Esenboga.

Mais cedo, Davutoglu anunciou a libertação durante viagem oficial ao Azerbaijão, que foi interrompida para que ele retornasse a seu país para receber os compatriotas. "Hoje trouxemos a nosso país os cidadãos que estavam retidos no Iraque. Agradeço de coração às famílias que mantiveram sua dignidade", anunciou o chefe do Executivo, segundo a imprensa local. "Esta feliz notícia nos proporcionou uma formosa manhã", disse.

O primeiro-ministro explicou que os reféns, entre eles o cônsul geral em Mossul (norte do Iraque), foram recuperados pelos serviços de inteligência turcos, que "usaram seus próprios meios", embora não tenha especificado se foi uma operação de resgate ou uma libertação negociada.

Nesta sexta-feira (19), o vice-primeiro-ministro, Bülent Arinc, tinha revelado que as autoridades tinham conhecimento do paradeiro dos sequestrados, entre eles mulheres e crianças, e que o governo mantinha contato com eles.

O jornal "Hürriyet" explicou que os reféns foram levados à cidade fronteiriça de Akcakale e dali para Urfa, onde passaram um período descansando antes de serem levados a Ancara.

Os 49 cidadãos turcos caíram nas mãos dos jihadistas do EI depois que estes conquistaram Mossul no último dia 10 de junho.

Esta situação fez com que a Turquia, membro da Otan, não tenha se mostrado disposta a participar na coalizão internacional que os Estados Unidos querem liderar contra o Estado Islâmico, que impôs uma interpretação radical da lei islâmica nas áreas que controla no Iraque e na Síria.


Kiev denuncia ataques rebeldes após assinatura de memorando de paz

Postos de controle foram atacados com morteiros, diz exército ucraniano.
Insurgentes acusam Kiev de atacar durante descarregamento de alimentos.


EFE

O comando militar da Ucrânia disse neste sábado (20) que milícias pró-Rússia realizaram vários ataques durante a madrugada em Minsk após a assinatura de um memorando de cessar-fogo entre Kiev e os separatistas.

"Postos de controle e de resistência foram atacados com artilharia e morteiros", informou um porta-voz do comando militar ucraniano.

De acordo com o exército, em resposta, as forças governamentais mataram 20 milicianos e destruíram um sistema de mísseis Grad e quatro lançadores de morteiro.

A imprensa local informou que os milicianos continuam tentando atacar o aeroporto de Donetsk, controlado pelas forças leais a Kiev.

Os insurgentes acusaram Kiev de atacar Donetsk, seu principal reduto, quando estavam sendo descarregados alimentos, remédios e geradores trazidos por um comboio humanitário russo.

Segundo a agência russa "Interfax", dois projéteis atingiram nesta manhã a cidade.

Por outro lado, as autoridades locais informaram sobre o reatamento das viagens de longa duração partindo da estação de trens de Lugansk, cidade onde falta água, luz, gás e combustível há mais de um mês.

Além de um cessar-fogo, o protocolo assinado em passado 5 de setembro por ambos os lados em Minsk contempla a abertura de corredores humanitários.

Kiev e os separatistas pró-Rússia reforçaram nesta madrugada na capital bielorrussa a trégua ao assinar um memorando de paz e, entre outras coisas, chegaram a um acordo para a criação de uma zona desmilitarizada.

Comboio russo chega a Donetsk após atravessar fronteira ucraniana

Cerca de 200 caminhões levam alimentos, remédios e geradores elétricos.
É a terceira ajuda humanitária que chega ao país, a 2ª autorizada.


EFE

Um comboio com ajuda humanitária da Rússia chegou neste sábado (20) à região ucraniana de Donetsk horas depois da assinatura em Minsk de um memorando que reforça a trégua estipulada em 5 de setembro entre as forças governamentais e os separatistas.

Segundo as agências russas, 200 caminhões com alimentos, remédios e geradores elétricos procedentes da região russa de Rostov cruzaram no começo da manhã a fronteira russo-ucraniana após submeter-se ao controle de alfândegas.

Cerca de 30 voluntários desceram dos primeiros caminhões para distribuir sacos de arroz entre a população da zona de conflito.

Este é o terceiro comboio humanitário russo que chega ao leste da Ucrânia, mas apenas o segundo que recebe autorização de Kiev e da Cruz Vermelha.

No último dia 22 de agosto mais de 200 caminhões com ajuda humanitária entraram sem permissão em território ucraniano por ordem do presidente russo, Vladimir Putin, farto das contínuas filas de Kiev.

Por sua parte, na sexta-feira as autoridades ucranianas forneceram uma nova verba de ajuda humanitária em Donetsk e Lugansk, cidade que está há mais de um mês sem água, luz, gás ou combustível.

Além de um cessar-fogo, o protocolo assinado em 5 de setembro por ambos lados em Minsk contempla a abertura de corredores humanitários para a entrega de ajuda humanitária à população na zona de conflito.

Kiev e os separatistas pró-Rússia reforçaram nesta madrugada na capital bielorrussa a trégua e, entre outras coisas, concordaram com a criação de uma zona desmilitarizada de 30 quilômetros de largura.


Em documento, Forças Armadas admitem pela primeira vez tortura e mortes durante ditadura

Ofício encaminhado à Comissão da Verdade diz que Estado foi responsável por ‘morte e desaparecimento de pessoas’


Evandro Éboli | O Globo

BRASÍLIA — Em ofício encaminhado nesta sexta-feira à Comissão Nacional da Verdade (CNV), as Forças Armadas reconheceram pela primeira vez a ocorrência de desaparecimentos e mortes durante a ditadura militar. O ministro da Defesa, Celso Amorim, no documento, afirma que o ordenamento jurídico reconheceu a responsabilidade do Estado "pela morte e desaparecimento de pessoas durante o regime militar, bem como pelos atos de exceção praticados no período de 18 de setembro de 1946 a 05 de outubro de 1988". O ordenamento jurídico a que Amorim se refere trata-se da criação da Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos, que admitiu a culpa do Estado e indenizou familiares de vítimas do regime, e também da Comissão de Anistia, que, até hoje, julga perseguições políticas ocorridas naquela época.

CONFIRA A ÍNTEGRA DO OFÍCIO

"Nesta perspectiva, o Estado Brasileiro, do qual este Ministério faz parte, por meio das autoridades legalmente instituídas para esse fim, já reconheceu a existência das lamentáveis violações de direitos humanos ocorridas no passado e assumiu sua responsabilidade pelo cometimento desses atos", diz o ofício.

No texto, os três comandantes militares também se manifestaram. Exército e Aeronáutica afirmam que não é pertinente a essas forças se manifestar sobre as decisões do Estado brasileiros, se referindo ao reconhecimento de mortes e torturas. A Marinha, por sua vez, diz que não foram encontrados indícios que permitam confirmar ou negar a ocorrência das violações. Amorim diz que os militares não negam ocorrência desses fatos.

"O Ministério da Defesa, como parte integrante do Estado Brasileiro, compartilha do reconhecimento da responsabilidade estatal pela ocorrência de graves violações de direitos humanos praticadas no período de 18 de setembro de 1946 a 05 de outubro de 1988. Nesse sentido, observo que as conclusões dos oficios dos Comandos Militares não se contrapõem a esse reconhecimento", afirma Amorim, que conclui afirmando que as Forças Armadas têm colaborado com a Comissão da Verdade.


Documento reconhece responsabilidade do Estado em “mortes e desaparecimentos” - Comissão da Verdade / Divulgação

No ofício enviado por Celso Amorim é uma resposta a um questionamento feito pela Comissão da Verdade em 13 de agosto. A comissão pedia esclarecimentos sobre as conclusões de Exército, Marinha e Aeronáutica que, em suas sindicâncias, concluíram que não ocorreram torturas e mortes nas dependências militares. Informaram não haver "desvio de finalidade no uso das instalações militares". Neste pedido agora, a comissão perguntou se os militares negavam essas violações, apesar de terem reconhecidas pelo Estado por meio da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos e pela Comissão de Anistia.

A Comissão da Verdade foi além e acusou os militares de, ao negarem torturas e mortes, foram omissos e ignoraram a responsabilidade assumida pelo Estado com a criação das duas comissões.

"Ao negarem todo e qualquer desvio de finalidade de suas atividades em instalações que lhes eram administrativamente afetadas, as Forças Armadas, conjuntamente, por meio de seus comandos, foram omissas não apenas quanto ao relatório da CNV (que apontou existência de violações nas dependências militares) e às provas relacionadas ao cometimento de graves violações de direitos humanos - tais como tortura, desaparecimentos forçados e execuções sumárias -, como também não fizeram qualquer menção aos atos formais de reconhecimento da responsabilidade do Estado brasileiro pelas condutas criminosas de militares e policiais praticadas durante a ditadura, embasados em leis, em específico nas decisões exaradas, respectivamente, pela Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) e pela Comissão de Anistia", afirmaram os integrantes da Comissão da Verdade no ofício enviado a Celso Amorim em 13 de agosto.

Eles lembram ainda que as Forças Armadas têm representantes nas duas comissões. Inclusive com a possibilidade de exercício do contraditório, o que demonstra formalmente o reconhecimento de sua legitimação institucional e de sua corresponsabilização para com as decisões ali proferidas (nas comissões de Anistia e de Mortos e Desaparecidos).

No pedido ao Ministério da Defesa, a comissão listou nomes de 24 opositores do regime militar que foram vítimas de tortura em sete instalações militares das três forças no Rio, São Paulo, Pernambuco e Minas Gerais.

A luta contra o EI pode ser sustentada?

Qualquer ação militar dos EUA nos países árabes sempre traz o risco de criar um novo sentimento antiamericano


Rasheed Abou-Alsamh | O Globo

Por todos os cálculos, eu deveria ter ficado muito feliz quando os Estados Unidos, finalmente, decidiram na semana passada expandir a sua luta contra os terroristas do grupo Estado Islâmico (EI) do Iraque até a Síria. Em uma reunião crucial em Jedá, na Arábia Saudita, no dia 11 de setembro, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, anunciou a formação de uma coalizão de países regionais com os americanos para lutar contra as maldades do EI e colocar um ponto final na sua expansão na região. Arábia Saudita, Jordânia, Egito, Líbano e Kuwait prometeram apoio.

Infelizmente, jogadores-chave ou se recusaram a assinar integralmente o plano ou foram excluídos por motivos políticos. A Turquia, que tem 46 de seus cidadãos detidos pelo EI na Síria, recusou-se a participar do bombardeio de posições terroristas em território sírio ou até mesmo permitir que aviões da Otan operassem a partir de suas bases aéreas para tais fins. Os regimes iraniano e sírio e o grupo Hezbollah, que têm fortes razões para serem extremamente anti-EI, não foram convidados a participar da coalizão por motivos políticos óbvios. A guerra civil brutal que o regime de Bashar al-Assad começou na Síria o exclui automaticamente, assim como o seu principal aliado, o Irã, e a milícia xiita Hezbollah no Líbano.

O presidente dos EUA, Barack Obama, tem sido extremamente relutante em relação ao Oriente Médio, especialmente nos últimos dois anos, sempre lavando as mãos sobre as decisões difíceis que ele tem que tomar, e ao longo das últimas semanas telegrafando suas intenções com antecedência para o mundo inteiro. Obama divulga com antecedência que tal iniciativa no Oriente Médio será anunciada em um discurso na televisão, em tal dia. “Esta é uma maneira tão diferente de governar”, comentei com a minha amiga síria na semana passada em Beirute. “Sim, George W. Bush correu para fazer tudo no Oriente Médio sem pensar muito sobre isso, enquanto Obama pensa demais em cada decisão que toma”, respondeu ela.

Mas, como já salientei antes, Obama é um observador assíduo de pesquisas de opinião e, quando viu que os americanos estavam preocupados depois que dois de seus cidadãos foram brutalmente decapitados em vídeos que foram ao ar ao redor do mundo, começou a mudar seu tom sobre a expansão do envolvimento militar dos EUA na luta contra o EI. Se Obama e a opinião pública americana podem manter esse entusiasmo com o envolvimento dos Estados Unidos no longo prazo é altamente duvidoso. A população dos EUA é conhecida por se cansar rapidamente quando o preço em vidas americanas e dinheiro tornam-se muito altos, sem vitórias claras. Como o jornal “The National” apontou em recente editorial, os EUA gastaram 11 anos de ocupação do Iraque, “ao custo da vida mais de quatro mil soldados americanos, mais de um trilhão de dólares e menos respeito por sua liderança”.

O que aponta para a enorme desvantagem do envolvimento americano no conflito no Oriente Médio: nunca parecer ter bastante planejamento para o futuro do país no qual vai intervir ou ao menos o tipo certo de planejamento. O Iraque é o garoto-propaganda de tal planejamento que foi terrivelmente errado. O primeiro instinto de Obama de reduzir as tropas no Iraque e retirar-se politicamente daquele país era compreensível do ponto de vista americano. Mas teve consequências desastrosas para o Iraque e sua minoria sunita. A perseguição e os assassinatos de sunitas no Iraque levaram, em parte, ao surgimento do EI, e o sucesso americano em tirar todos os elementos do regime de Saddam Hussein do Exército iraquiano, que eram os mais treinados, fez com que as novas forças armadas virassem as costas e fugissem na direção oposta quando confrontados pelos lutadores determinados do EI.

Então, é preciso saber quais são os planos dos Estados Unidos para a Síria e o Iraque depois que os bombardeios fizeram as forças do EI recuar. Será que vão realmente ser capazes de reivindicar a vitória sem colocar as tropas americanas no chão? Isso parece ser uma tarefa difícil. E, com certeza, todos esses problemas têm um componente político enorme, que só será resolvido com negociações difíceis, e não no campo de batalha.

Não ter uma embaixada em Damasco torna difícil para os funcionários americanos fazer contatos diretos com as autoridades sírias. E toda a política de tentar armar e treinar as tais chamadas forças rebeldes sírias moderadas acabou sendo mais uma fantasia do que realidade. Grupos rebeldes moderados na Síria admitiram abertamente que lutaram lado a lado com os guerrilheiros do grupo extremista Jabhat al-Nusrat porque eles estão dispostos a enviar homens-bomba contra soldados do regime sírio, algo que os rebeldes mais moderados relutam em fazer. Como minha amiga síria observou, a guerra é uma situação extrema e violenta que certamente não permite que grupos moderados permaneçam moderados por muito tempo, se quiserem permanecer na luta.

Finalmente, qualquer ação militar dos EUA nos países árabes sempre traz o risco de criar um novo sentimento antiamericano e de, talvez, empurrar alguns sírios e iraquianos para os braços do EI e outros grupos extremistas. Sempre houve tal risco e talvez seja por isso que alguns países árabes e a Turquia não parecem muito entusiasmados em fazer parte de mais uma campanha de bombardeio americano a uma nação árabe e muçulmana. Infelizmente, apesar de nossa riqueza, os países árabes ainda precisam do poderio militar e sofisticação tecnológica dos EUA para derrotar a ameaça horrível que os grupos fanáticos, como o EI, representam não apenas aos árabes e muçulmanos, mas para o Ocidente também. Sonhamos com o dia em que seremos capazes de nos defender de tais arengas horríveis que distorcem totalmente a mensagem do Islã, a fim de atrair os necessitados e vulneráveis. A ideologia do Estado Islâmico é realmente uma das mais horríveis que já surgiram na região, e devemos fazer tudo ao nosso alcance para combatê-la e mostrar o quão falida ela é, tanto ideologica quanto moralmente.



19 setembro 2014

EUA acusam Assad de violar acordo sobre armas químicas

Presidente sírio usou gás cloro neste ano, diz John Kerry.
Assad havia se comprometido a permitir destruição de todo arsenal químico.


France Presse

O secretário de Estado americano John Kerry acusou nesta quinta-feira (18) o presidente sírio Bashar al Assad de violar os termos do acordo global sobre armas químicas ao usar gás de cloro este ano.

Apesar de ter se comprometido a permitir que todo o arsenal químico sírio fosse destruído, "há evidências de que Assad usou gás de cloro", o que é proibido com fins bélicos, afirmou Kerry aos legisladores americanos, acrescentando que, em função disso, foi violada a convenção sobre armas químicas.

"Os Estados Unidos também têm algumas perguntas sobre uma série de fatos que estão sendo investigados", acrescentou.

Washington está estudando a forma de questionar Assad, depois que o órgão mundial de supervisão de armas químicas confirmou, no início do mês, o uso sistemático de agentes químicos, incluindo o gás de cloro, no conflito sírio que começou em março de 2011.

Damasco prometeu entregar todo seu arsenal químico e toneladas desses agentes foram destruídas por supervisores internacionais.

Mas a missão da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) achou uma confirmação convincente de que produtos químicos tóxicos forma usados "sistemática e repetidamente como armas em povoados no norte da Síria, no início deste ano".

Segundo o pacto de desarmamento aprovado no ano passado, a Síria não tem obrigação de declarar suas reservas de gás de cloro, um agente tóxico mais fraco que pode ser usado como arma se houver intenção ofensiva.

Todas as reservas sírias declaradas como químicos perigosos foram destruídas ou exportadas para sua destruição como parte deste acordo, acertado para evitar ataques americanos contra o regime sírio, depois que, em 2013, reportou-se o uso de produtos químicos mortais por parte do governo sírio.


Estado Islâmico toma 16 aldeias curdas no norte da Síria

Grupo jihadista avança em direção a cidade na fronteira com a Turquia.
Militantes usaram armas pesadas, incluindo tanques, diz comandante curdo.


Reuters

Combatentes do grupo Estado Islâmico conquistaram 16 aldeias curdas no norte da Síria, em um grande avanço na direção da cidade de Ayn al-Arab, situada na fronteira com a Turquia, segundo disseram nesta quinta-feira (18) um comandante curdo e um grupo que monitora a guerra civil no país.

Ocalan Iso, um comandante do grupo armado curdo YPG, disse à Reuters que os combatentes do Estado Islâmico usaram armas pesadas, incluindo tanques, no ataque perto da cidade de Ayn al-Arab, conhecida como Kobani em curdo.

O fundador do Observatório Sírio para os Direitos Humanos, Rami Abdulrahman - grupo que monitora o conflito - afirmou que as aldeias foram capturadas em um avanço do Estado Islâmico iniciado nesta quarta-feira. "Eles têm um grande número de combatentes", afirmou Abdulrahman à Reuters por telefone.

Combatentes curdos sírios têm apelado por ajuda militar de outras organizações curdas na região para repelir o avanço do Estado islâmico no norte da Síria, perto da fronteira turca, disse um oficial militar curdo nesta quinta-feira.

Suposto vídeo do Estado Islâmico mostra refém falando sobre o grupo

Jornalista britânico John Cantlie diz que vai expor verdade, diz agência.
Cantlie foi em 2012 para a Síria, onde foi capturado pelo grupo.


Do G1, em São Paulo

O grupo Estado Islâmico (EI) divulgou um novo vídeo em que o jornalista britânico John Cantlie, refém do grupo, aparece de uniforme laranja em uma sala escura e diz que vai expor a verdade sobre o grupo jihadista, de acordo com a agência France Presse.

O jornalista, que colaborou para grandes jornais The Sunday Times, The Sun e The Sunday Telegraph, e para a agência France Presse, foi em novembro de 2012 para a Síria, onde foi capturado pelo grupo.

No vídeo, Cantlie fala que foi abandonado por seu governo e que apresentará a verdade por trás do sistema e da motivação do Estado Islâmico, além de falar cobre como a mídia ocidental pode manipular essa "verdade".

O jornalista anunciou que explicará a "verdade" em outros vídeos a serem divulgados.

"Mostrarei a verdade a vocês sobre o que aconteceu quando muitos cidadãos europeus estiveram presos e depois foram libertados pelo EI", afirma Cantile. Ele ainda acusa os governos britânico e norte-americano de abandonar seus cidadãos presos pelo grupo, enquanto outrs governos europeus negociam a libertação de reféns.

Em menos de um mês, entre agosto e setembro deste ano, o grupo divulgou três vídeos em que seus combatentes decapitam reféns ocidentais que estavam presos na Síria - dois jornalistas norte-americanos e um agente humanitário britânico - e ameaçam executar mais reféns, em retalização aos ataques aéreos promovidos pelos Estados Unidos contra posições do grupo no Iraque.

Nesta terça, o grupo divulgou um novo vídeo na internet em que alerta os Estados Unidos de que seus combatentes os estão esperando no Iraque se o presidente Barack Obama decidir enviar tropas para o país.


18 setembro 2014

Apesar da trégua, premiê da Ucrânia recomenda prontidão do Exército

Cessar-fogo dura 12 dias com os separatistas no leste do país.
País ratificou nesta terça acordo abrangente com a União Europeia.


Reuters

O primeiro-ministro da Ucrânia recomendou ao Ministério da Defesa nesta quarta-feira (17) que garanta que as forças do governo estejam em alerta máximo para combate, apesar de um cessar-fogo de 12 dias com os separatistas no leste do país, apoiados pelos russos.

"A Rússia não vai nos deixar em paz, por isso estou pedindo ao ministro da Defesa que esteja em plena prontidão para a batalha", disse Arseny Yatseniuk em comentários que mantêm a atitude beligerante que ele vem adotando em relação às negociações com rebeldes separatistas no leste da Ucrânia.

Pôr em prática o plano de paz do presidente Petro Poroshenko não significa que os "ministérios da Defesa e do Interior relaxem no trabalho", disse ele. "Total prontidão. Nós não podemos acreditar em ninguém, especialmente os russos."

Acordos

A Ucrânia ratificou nesta terça-feira um acordo abrangente com a União Europeia, tema no cerne da crise entre a Rússia e o Ocidente sobre o futuro ucraniano, e buscou conter o impulso separatista dos rebeldes apoiados por Moscou acenando com uma autonomia temporária e limitada.

Mas, embora o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, tenha saboreado uma vitória histórica com a aprovação parlamentar ao acordo com a UE, seus esforços de pacificação atraíram o desprezo dos separatistas e de alguns políticos de destaque, e as Forças Armadas relataram mais três mortes de soldados ucranianos apesar do cessar-fogo em vigor há onze dias.

“Nenhuma nação jamais pagou um preço tão alto para se tornar europeia”, afirmou Poroshenko ao Parlamento, em referência ao conflito sangrento que atingiu a Ucrânia desde que seu antecessor, Viktor Yanukovich, rejeitou um pacto com a UE em novembro passado e favoreceu laços mais estreitos com a Rússia.

Poucos momentos antes, em uma sessão fechada do Parlamento, os deputados votaram a favor do plano de Poroshenko para conceder “status especial” às "repúblicas populares" proclamadas pelos separatistas.

Poroshenko elaborou o plano depois de concordar com relutância com um cessar-fogo a partir de 5 de setembro na esteira de perdas no campo de batalha e de grandes baixas ucranianas, que Kiev afirma terem sido causadas pelo envolvimento de soldados russos nos combates em nome dos rebeldes.

A nova lei irá garantir a auto-determinação das áreas com inclinação separatista durante um período de três anos e lhes permitirá “fortalecer e aprofundar” as relações com regiões russas vizinhas.

Além disso, permitirá aos rebeldes fortemente armados que criem suas próprias polícias e realizem eleições locais em dezembro.

A Rússia aprovou a adoção desta lei nesta quarta-feira. "A Rússia considera este documento um passo em uma boa direção [...] que assenta as bases para iniciar um diálogo que contribua para a reconciliação nacional na Ucrânia", afirmou o ministério das Relações Exteriores russo.

Outra lei vista como crucial ofereceu anistia aos separatistas que vêm combatendo as forças do governo – mas não para os envolvidos na derrubada do avião de passageiros malaio em 17 de julho ou para pessoas que participam pura e simplesmente de atos criminosos.

“Estas leis são uma tentativa de criar uma oportunidade para o apaziguamento gradual da crise em Donbass (região ucraniana que inclui a cidade de Donetsk, tomada pelos rebeldes)", disse o analista político Volodymyr Fesenko.

“É preciso que se entenda que outras variáveis para o desenvolvimento dos eventos estão congelando o conflito, no qual a Ucrânia pode perder toda Donbass e possivelmente ainda mais”.

Obstáculos

Mas o anúncio logo atraiu críticas das duas partes. O líder rebelde Andrei Purgin declarou à Reuters em Donetsk: “A parte essencial do documento que prevê nossa permanência política no território ucraniano, naturalmente, não é aceitável”.

“Insistiremos que quaisquer uniões políticas com a Ucrânia não são possíveis no momento por princípio”, acrescentou Purgin.

Oleh Tyahnibok, líder do partido nacionalista Svoboda (Liberdade), declarou antes da sessão de votação que considera “absolutamente errado votar pela capitulação depois de todas as perdas. Precisamos de paz, e não de uma trégua – mas não a qualquer preço”.

Incidentes envolvendo disparos de morteiro dentro e nos arredores de Donetsk continuaram a desafiar o cessar-fogo, entretanto, e reclamaram novas vítimas.

"Os terroristas e as forças russas intensificaram o bombardeio de posições da ‘operação anti-terrorista’”, disse o porta-voz militar ucraniano, Andriy Lysenko. Mais três soldados de seu país foram mortos de segunda para terça-feira, informou ele a jornalistas.

O acordo de associação e comércio com a UE, cuja ratificação foi sincronizada com a aprovação do Parlamento Europeu em Estrasburgo, obteve o apoio unânime dos 355 deputados presentes.

Na sexta-feira passada, a União Europeia e a Ucrânia concordaram em adiar a implementação do acordo de livre comércio até o final do ano que vem, uma concessão à Rússia a despeito das novas sanções europeias e norte-americanas a Moscou.

Referindo-se ao intervalo para a acomodação, Poroshenko afirmou ao Parlamento: "A economia nacional tem um ano e meio para se tornar competitiva e se preparar para a concorrência com os mercados europeus”.

“Obrigado, Europa, por este bônus multibilionário”, afirmou.

17 setembro 2014

Chelsea Manning diz que EUA não devem bombardear Estado Islâmico

Analista que vazou documentos diz que EI se alimenta da guerra.
Manning publicou artigo sobre o tema no jornal 'The Guardian' nesta terça.


Do G1, em São Paulo

A ex-analista de inteligência do exército americano Chelsea Manning, que ficou mundialmente conhecida em 2010 por vazar milhares de documentos secretos do governo dos Estados Unidos sobre as guerras no Iraque e no Afeganistão, afirmou, em um artigo publicado nesta terça-feira (16) pelo jornal britânico "The Guardian", que "o Estado Islâmico (EI) não pode ser derrotado por bombas e balas, mesmo que a luta seja levada até a Síria, e mesmo se for conduzida por forças que não sejam ocidentais, com apoio aéreo".

Chelsea, que é transexual e, na época do vazamento, era chamada de Bradley Manning, cumpre pena de 35 anos pelo vazamento dos documentos em um forte do exército americano em uma prisão militar em Fort Leavenworth, no Kansas. Ficou conhecido como o "soldado do caso WikiLeaks".

Ela afirmou que, com base em sua experiência como analista no Iraque durante os anos de nascimento do Estado Islâmico, o grupo extremista não pode ser combatido "fogo com fogo" porque se alimenta justamente da indignação provocada pelos bombardeios dos países ocidentais nas regiões de conflito no Oriente Médio. "Acredito que o EI usa como combustível justamente os êxitos táticos e operacionais das forças militares europeias e americana que podem ser – e já foram – usadas para derrotá-lo", disse a analista no artigo.

Na semana passada, o presidente dos EUA, Barack Obama, divulgou o plano americano para conter os insurgentes do grupo. As quatro propostas dos Estados Unidos incluem o bombardeio de regiões tomadas pelo EI e o apoio de inteligência e armamentos ao novo governo iraquiano no combate por terra ao grupo. Além disso, Obama anunciou que vai tentar aumentar os recursos e armas enviados aos rebeldes de oposição ao governo da Síria, país que também tem regiões controladas pelo Estado Islâmico, e uma campanha para buscar o apoio de outros países ocidentais ao plano de combate ao EI.

"Atacar o EI diretamente, com ataques aéreos ou forças de operações especiais, é uma opção muito tentadora para os governantes, com resultados imediatos (mas nem sempre bons). Infelizmente, quando o Ocidente combate fogo com fogo, nós alimentamos um ciclo de indignação, recrutamento, organização e ainda mais luta que se remonta há décadas. Isso é exatamento o que aconteceu no Iraque durante os principais anos da guerra civil em 2006 e 2007, e espera-se que aconteça de novo."

Segundo Manning, os líderes do EI são "estrategistas sagazes" com um "entendimento sólido e completo dos pontos fortes e, mais importante, dos pontos fracos do Ocidente". Por isso, as atitudes do grupo levam a respostas que eles já esperam dos países ocidentais. "Eles sabem como provocar a América e a Europa – e eles sabem o que nos empurra à intervenção e ao excesso."

Plano de ação de quatro pontos

Chelsea diz, porém, que há outras formas de tentar fazer com que o EI perca força e seja aniquilado pelo Ocidente. No artigo, ela aponta quatro áreas de ação. A primeira é atuar de forma a conter a disseminação dos vídeos de recrutamento do EI na internet, tanto os feitos profissionalmente como as selfies amadoras durante batalhas.

Depois, a ex-analista sugere delimitar publicamente fronteiras temporárias nas regiões tomadas pelo grupo, para desencorajar o EI a tomar territórios que possam criar crises humanitárias.

O terceiro ponto é suspender o pagamento de resgate por reféns e cortar outras fontes de renda do EI, como o roubo de artefatos históricos para a venda. Por fim, Manning sugere que o Ocidente permita que o grupo monte seu próprio Estado, em uma área contida, para que ele mesmo se destrua sozinho, porque provará que não sabe governar e minará o crédito das lideranças.

"Eventualmente, se eles forem contidos adequadamente, acredito que o EI não será capaz de se sustentar apenas com base nesse rápido crescimento, e começará a se partir internamente. A organização vai começar a se desintegrar em outras entidades pequenas e sem coordenação – e finalmente falhará no seu objetivo de criar um Estado forte."

Para que esses pontos sejam colocados em ação, porém, Manning alerta que o mundo precisa "ser disciplinado o suficiente para permitir que o fogo do EI morra sozinho, com uma intervenção cuidadosa e evitando uma armadilha cíclica".

Entenda o caso Chelsea Manning

Quando ainda não havia tornado pública sua condição de transgênero, Chelsea Manning, então conhecida como Bradley Manning, foi acusada de fornecer arquivos secretos dos Estados Unidos ao site de vazamentos WikiLeaks, e sentenciada a 35 anos de prisão por ter fornecido mais de 700 mil arquivos secretos, vídeos de confrontos e comunicações diplomáticas para o WikiLeaks, um site pró-transparência – entre eles 250 mil "cables" (como são chamados os telegramas diplomáticos) do Departamento de Estado.

A soldado trabalhava como analista de inteligência –tendo acesso a informações sigilosas– em Bagdá, capital do Iraque, em 2010, quando entregou os documentos, foi condenada em julho por 20 acusações, incluindo espionagem e roubo. Ela não foi considerado culpada da acusação mais grave, de ajudar o inimigo, que previa uma possível sentença de prisão perpétua, sem liberdade condicional.

Chelsea veio a público afirmar que queria viver como uma mulher em agosto de 2013, em um comunicado lido a um canal de televisão dos Estados Unidos. Sua petição à Justiça foi o primeiro passo para mudar seus registros militares.

Em abril de 2014, a Justiça dos Estados Unidos decidiu mudar formalmente o nome do soldado condenado a vazar documentos secretos para o WikiLeaks. Em vez de Bradley Edward Manning, ela passou a ser oficialmente chamada de Chelsea Elizabeth Manning, de acordo com a decisão de um juiz do estado do Kansas, e a ser tratada como mulher.


16 setembro 2014

Incêndio atinge área perto do Exército no Parque Nacional de Brasília

Chamas tiveram início em área fora do parque na manhã desta segunda (15).
Exército e dez viaturas dos bombeiros foram destacados para combater fogo.


Do G1 DF

Um incêndio atingiu uma área do Parque Nacional de Brasília desde a manhã desta segunda-feira (15). O fogo avançou até as proximidades de unidades do Exército, como a 11ª Divisão de Suprimentos, o 1º Regimento da Cavalaria e os Dragões da Independência.

Incêndio atinge Parque Nacional em Brasília (Foto: Vianey Bentes/TV Globo)Incêndio atinge Parque Nacional em Brasília (Foto: Vianey Bentes/TV Globo)

Segundo o Corpo de Bombeiros, o incêndio teve início em uma área fora do Parque Nacional por volta das 11h. Até as 17h15, homens da corporação ainda trabalhavam para conter as chamas.

Houve muita fumaça. A Secretaria de Segurança Pública do DF informou que foram destacadas 10 viaturas dos bombeiros, incluindo um helicóptero, para combater o fogo. Militares do Exército também trabalharam na ação.

Até as 17h30, os bombeiros ainda não sabiam qual a área atingida nem como o fogo teve início.



15 setembro 2014

Irã diz ter rejeitado convite dos EUA para coalizão contra Estado Islâmico

Washington insistiu não desejar coordenação militar com o Irã.
Conferência em Paris tenta definir ajuda ao Iraque.


Reuters

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, disse nesta segunda-feira (15) que rejeitou um convite dos Estados Unidos para cooperar na luta contra o Estado Islâmico, mas Washington insistiu não desejar uma coordenação militar com o Irã contra os militantes.

“O embaixador norte-americano no Iraque pediu ao nosso embaixador (no Iraque) uma reunião para discutir a coordenação na luta contra o Daesh (Estado Islâmico)”, declarou Khamenei, segundo a agência estatal de notícias Irna.

“Nosso embaixador no Iraque nos transmitiu esse pedido, que foi bem recebido por algumas autoridades (iranianas), mas eu me opus. Não vi sentido em cooperar com um país cujas mãos estão sujas e cujas intenções são nebulosas.”

Ele disse ter sido uma escolha do Irã não trabalhar com a nação que a República Islâmica tradicionalmente chama de “O Grande Satã”, tendo recusado antes propostas semelhantes de abertura ao ministro das Relações Exteriores, Mohammad Javad Zarif, e a seu vice, Abbas Araqchi.

Khamenei repudiou os comentários recentes do secretário de Estado dos EUA, John Kerry, segundo os quais Washington se opõe a qualquer participação iraniana em uma coalizão internacional anti-Estado Islâmico.

“Agora eles (EUA) estão mentindo quando dizem que foram eles que nos excluíram da coalizão, já que foi o Irã que se recusou a participar dela, para começo de conversa”, afirmou Khamenei, de 75 anos, que deixou o hospital nesta segunda-feira depois de uma operação na próstata.

Em Paris, também nesta segunda-feira, foi iniciada uma conferência para discutir como conter o movimento jihadista, que ocupou um terço do Iraque e da Síria. O Irã não enviou representante.

Khamenei questionou o empenho norte-americano no combate ao Estado Islâmico, que se tornou a maior força de oposição ao presidente sírio, Bashar al-Assad, um aliado do Irã.

“Os comentários das autoridades norte-americanas sobre a formação de uma aliança anti-Estado Islâmico são insípidos, ocos e ensimesmados, e as contradições entre seu comportamento e sua fala atestam esse fato”, acrescentou o aiatolá.

Khamenei afirmou que Washington quer no Iraque o que tem no Paquistão – “um parquinho de diversões onde podem entrar livremente e bombardear à vontade”.

“Os norte-americanos deveriam ter em mente que, se levarem isso adiante, os mesmos problemas que enfrentaram no Iraque nos últimos 10 anos voltarão”.

'Vai e vem'

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, se recusou a entrar em uma discussão "vai e volta" com o Irã nesta segunda, após Teerã ter afirmado que recusou um pedido norte-americano para coordenar uma resposta ao grupo militante Estado Islâmico.

"Eu não vou entrar em um vai e vem. Eu não quero fazer isso. Eu não acho que isso seja construtivo, francamente", disse Kerry a jornalistas na residência do embaixador dos EUA em Paris, após uma conferência internacional sobre o Iraque à qual compareceram lideranças de 26 países.


EUA lançam ataque aéreo contra Estado Islâmico perto de Bagdá

Ataque faz parte de expansão da campanha dos EUA contra jihadistas.
Outros aviões atacaram também as montanhas de Sinjar, ao norte.


Do G1, em São Paulo

Os Estados Unidos lançaram nesta segunda-feira (15) um ataque aéreo contra alvos do grupo Estado Islâmico (EI) ao sul de Bagdá, capital do Iraque, afirmou o Comando Central dos EUA nesta segunda. Foi o primeiro ataque aéreo contra o EI na região de Bagdá, informou um funcionário da secretaria de Defesa à agência France Presse.

O ataque é uma expansão da campanha da administração de Barack Obama contra militantes do grupo jihadista que ocupou cidades do Iraque e da Síria e decapitou reféns ocidentais.

"O ataque aéreo ao sul de Bagdá foi o primeiro ataque lançado como parte da expansão de nossos esforços em proteger nossa população e missões humanitárias para atingir alvos (do Estado Islâmico) enquanto forças iraquianas continuam sua ofensiva", afirma o Comando Central em um comunicado.

Segundo disse o funcionário à AFP, aviões de guerra norte-americanos lançaram ataques perto de Bagdá enquanto outras aeronaves atacavam as montanhas de Sinjar a oeste de Mosul, no norte do país.

Marinhas japonesa e russa planejam exercícios conjuntos no final de setembro

Os exercícios conjuntos da Marinha do Japão e da Frota do Pacífico da Rússia poderiam ser realizados no final de setembro na área de Vladivostok, segundo noticia esta segunda-feira o jornal japonês Nikkei, referindo-se a representantes do Ministério da Defesa japonês.


Voz da Rússia


"(Serão treinadas) operações de busca e salvamento de natureza humanitária", disse ao jornal uma fonte do ministério japonês, salientando a firme vontade do comando militar do país para renovar contatos com as Forças Armadas russas, suspensos em conexão com a situação em torno da Ucrânia.

Além disso, a Marinha japonesa pretende proceder a consultas com a Rússia, para "confirmar o compromisso com o desenvolvimento das relações bilaterais no domínio da defesa".

Os exercícios conjuntos são praticados regularmente por marinheiros dos dois países desde 1998.


Os marinheiros russos saíram na primeira viagem de instrução

Os marinheiros russos saíram, para o alto-mar, no porta-helicópteros Vladivostok para efetuarem a primeira viagem de instrução. A passagem pelas portas dos estaleiros de Saint-Nazaire, ocorreu às 09h20, hora de Moscou (02h20 de Brasília) com o início da maré alta.


Voz da Rússia

Tal como indica o gráfico de movimentos de navios do porto marítimo Nantes – Saint-Nazaire, o navio deverá regressar à costa daqui a dez dias – 22 de setembro.


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Foto: AP/David Vincent

Inicialmente previa-se que Vladivostok abandonaria Saint-Nazaire, para realizar uma viagem de instrução, na terça-feira, porém essa incursão marítima foi alterada. A alteração, tal como foi então sublinhado pelas fontes do estaleiro de Saint-Nazaire, deveu-se a “questões técnicas” e não ao eventual cancelamento de entrega de Mistral à Rússia, anteriormente anunciado pelas autoridades políticas francesas.

Cerca de 400 marinheiros russos chegaram a Saint-Nazaire, no final de junho, para aprenderem a manobrar os porta-helicópteros franceses. No caso da concretização da entrega, após a conclusão da instrução, no início de novembro, deverão regressar no navio a São Petersburgo para realizarem os trabalhos, e, posteriormente, seguirem até ao porto designado de Vladivostok.



ONU prorroga até final do ano estadia de forças de paz na Libéria

O Conselho de Segurança da ONU prorrogou, até o final do ano, a permanência das forças de paz da missão da ONU na Libéria, atingida, juntamente com outros países do Oeste Africano, pelo vírus ebola.


Voz da Rússia

De acordo com uma resolução, aprovada esta segunda-feira, o Conselho de Segurança da ONU considera, em particular, que "a situação na Libéria continua a apresentar uma ameaça à paz e segurança internacionais na região" e "decide prorrogar o mandato da UNMIL até dia 31 de dezembro de 2014". Uma nova prorrogação do mandato será considerada adicionalmente.

Atualmente, a UNMIL conta com 4.619 pessoas.



Poderá a China criar Forças Espaciais?

Há pouco, o jornal japonês Yomiuri Shimbun escreveu que a China, possivelmente, tem formado Forças Espaciais com o estatuto de ramo independente das Forças Armadas paralelamente às Tropas Terrestres, à Força Aérea, à Marinha e à Segunda Artilharia (tropas de mísseis de destino estratégico).


Vassili Kashin | Voz da Rússia

Há várias provas testemunhando que a importância da utilização militar do espaço para a China está crescendo constantemente.

A China é um dos líderes mundiais ou ocupa o primeiro lugar no mundo em muitos vetores importantes do desenvolvimento do espaço militar. Seus projetos de elaboração de armas antissatélite são de maior escala e os mais avançados no mundo. O país está ocupando primeiras posições no desenvolvimento de satélites de reconhecimento, conseguindo, em particular, obter uma resolução inferior a um metro em seus satélites de reconhecimento ótico-eletrônico. Engenheiros chineses estão desenvolvendo com êxito um sistema de navegação por satélites.

Ao mesmo tempo, a atribuição do estatuto de ramo independente das Forças Armadas às Forças Espaciais é pouco provável. Em primeiro lugar, porque, no caso da aprovação de tal decisão, poderíamos ver alterações na composição do Conselho Militar Central da China, formado pelos comandantes dos ramos das Forças Armadas. Seria alterada cardinalmente a estrutura organizativa do Comando General de Armamentos que controla a maioria de objetos da infraestrutura espacial terrestre. As mudanças seriam notáveis também na Segunda Artilharia cujo pessoal participa no lançamento de aparelhos espaciais no interesse das Forças Armadas.

Tais bases espaciais chinesas como Taiyuan e Xichang são também centros de ensaio de mísseis de combate, inclusive balísticos e antissatélite. É interessante como elas seriam controladas. Em geral, as alterações no sistema de comando, recrutamento e abastecimento material-técnico seriam de tal envergadura que não faria sentido, sendo mesmo um non sense, dissimula-las.

Mas, de qualquer maneira, será necessário resolver em perspectiva os problemas da subordinação e do estatuto das Forças Espaciais. Em breve, a China irá dispor de vários sistemas espaciais complexos ao serviço de diferentes consumidores. Por exemplo, o desdobramento de mísseis de cruzeiro pesados contra navios e de mísseis balísticos contra navios exigirá desenvolver potentes sistemas de indicação de alvos. Em outras palavras, será dispensada cada vez maior atenção ao espaço militar.

A China está aumentando também o número de satélites de reconhecimento destinados para a espionagem ótica e a escuta de radiotransmissões e pretende desenvolver um sistema de aviso de ataques de mísseis. Tudo isso, paralelamente ao desenvolvimento de armas antissatélite, significa o crescimento do número de especialistas e o aumento de despesas financeiras ligadas ao espaço, devendo, respectivamente, elevar a influência e o peso político de certas estruturas militares. Naquela altura, possivelmente, surgirá a necessidade de atribuir o estatuto independente das Forças Armadas às Forças Espaciais.


OTAN não recebeu pedido do Iraque para ajudar a lidar com Estado Islâmico

As autoridades iraquianas não pediram à OTAN para ajudar na luta contra o grupo terrorista Estado Islâmico, declarou o secretário-geral da OTAN, Anders Fogh Rasmussen.


Voz da Rússia

"O fortalecimento da organização terrorista ficou evidente nos últimos meses. Acho que essa é a razão pela qual a comunidade internacional está fazendo esforços agora. A morte de não só três europeus, mas também de milhares de pessoas no Iraque e na Síria, torna essa situação ainda mais grave", disse Rasmussen, falando em Bruxelas.

Segundo ele, "é importante criar uma coalizão que inclua os países da região". "Nós não recebemos quaisquer pedidos de intervenção da OTAN", disse o secretário-geral.



OSCE: partes em conflito na Ucrânia não cumprem protocolo de Minsk

Os observadores da OSCE, que estão trabalhando em Donetsk, no leste da Ucrânia, afirmam que as partes em conflito no país não cumprem o cessar-fogo acordado em Minsk.


Voz da Rússia

"Ao longo das últimas 24 horas, relatamos incidentes que não atendem ao protocolo de Minsk", disse o chefe da missão da OSCE em Donetsk, Alexander Hug, falando sobre a avaliação do cumprimento do cessar-fogo.

No dia 5 de setembro, no âmbito de uma reunião trilateral do grupo de contato (Rússia-Ucrânia-OSCE) sobre a resolução da crise ucraniana, em Minsk, as autoridades de Kiev e as autoproclamadas Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk alcançaram uma série de acordos, especialmente, sobre um cessar-fogo no leste da Ucrânia.



Ucrânia: Milicianos destruíram bateria dos militares que tinham disparado contra carro da OSCE

Os milicianos de Donetsk destruíram uma bateria lança-granadas que disparara contra observadores da OSCE, informou Alexander Zakharchenko, primeiro-ministro da autoproclamada República Popular de Donetsk.


Voz da Rússia

Na véspera, um representante da OSCE informou que um grupo de observadores tinha sido alvejado. Mais tarde, a organização precisou que perto do automóvel da missão explodiram 19 munições de lança-granadas.

"Os observadores não preveniram ninguém para onde iam e, quando dispararam de lança-granadas contra Donetsk, claro que respondemos para pôr fim ao bombardeio da cidade”, declarou hoje aos jornalistas Zakharchenko. Além disso, ele frisou que o bombardeio que atingiu o automóvel da OSCE foi feito pelos militares ucranianos.

Ele assinalou que os lança-granadas que dispararam contra a cidade e os observadores foram destruídos.

“Destruímos, na região de Avdeevka, uma bateria de 120 milímetros”, concluiu Zakharchenko.




Armas da OTAN podem explodir trégua ucraniana

A trégua na Ucrânia mantém-se já a segunda semana. Mas os especialistas são muito cautelosos em suas previsões. Até agora, de ambos os lados ouvem-se periodicamente tiros e explosões de obuses, pessoas estão morrendo.


Natalia Kovalenko | Voz da Rússia

Assim que não se pode falar de um cessar-fogo completo. São ainda mais alarmantes as declarações das autoridades de Kiev sobre fornecimentos de armas de países da OTAN à Ucrânia. Segundo o ministro da Defesa ucraniano, Valeri Geletei, esse processo já foi lançado.

Kiev está dividido. Numa mesa de negociações as autoridades ucranianas estão discutindo com parceiros estrangeiros e representantes do Sudeste meios para uma solução pacífica para o conflito, e em outra, ao mesmo tempo, estão fazendo planos militares. No fim de semana passado, o ministro da Defesa Valeri Geletei, falando numa estação de televisão local, informou que já começaram a chegar ao país armas de países membros da OTAN:

“Eu estive na cúpula da OTAN com o presidente da Ucrânia que fez tudo para que eu lá estivesse. Eu falei em formato fechado com os ministros da Defesa dos principais países, de países avançados, aqueles que nos podem ajudar. E eles ouviram-nos. Eu dizia “acudam!”. E o processo de transferência de armas começou. Estou certo de que este é o caminho a seguir”.

Esta não é a primeira vez que figuras ucranianas afirmam ter alcançado acordos com membros da Aliança do Atlântico Norte (OTAN) sobre fornecimentos de armas. A isso aludiu o presidente Piotr Poroshenko. Falou disso em detalhe o seu assessor, ex-ministro do Interior, Yuri Lutsenko. Os países da OTAN tentaram refutar essas alegações negando tanto a existência de acordos como o fato de que esta questão foi levantada de todo na cúpula no País de Gales (Reino Unido). Mas as autoridades ucranianas continuam a insistir que os acordos existem e já estão começando a ser implementados. E nessas palavras de Kiev não há nada de duvidoso, nota o analista político Igor Shishkin:

“Tendo em conta que o exército ucraniano sofreu grandes perdas no sudeste do país, não é possível restaurar a capacidade de combate das unidades apenas por meio de mobilização. São necessários novos equipamentos. As fábricas ucranianas não estão em condições de fornecer esses equipamentos depressa. Neste contexto, já foi relatado que a Ucrânia irá receber equipamentos soviéticos usados de antigos países do Pacto de Varsóvia (países socialistas da Europa do Leste).

Em particular, foi relatado que os Estados Unidos propuseram à Croácia enviar à Ucrânia helicópteros Mi-8 e receber em troca helicópteros usados norte-americanos. Por conseguinte, outros também podem adotar o mesmo esquema. Não se trata de equipamentos ocidentais modernos, porque então seria necessário treinar os militares de novo e arranjar outras munições. Trata-se de equipamentos soviéticos antigos, aos quais os militares na Ucrânia estão habituados e para os quais lá existe infraestrutura”.

Mas se estão armando a Ucrânia, então a atual trégua é muito precária, não confiável. Kiev concordou com ela quando a situação na frente mudou claramente, e não em seu favor. Mas não sabemos para que lado se inclinará a balança quando as posições militares de Kiev receberem reforços. Moscou prefere manter uma esperança cautelosamente otimista de que prevalecerá o bom senso e a honestidade das autoridades ucranianas e de seus patrocinadores ocidentais.

Mas todos se lembram como este ano a Ucrânia já violou suas próprias promessas, garantidas por assinaturas de políticos ocidentais. Não é de excluir que o mesmo destino espera o atual plano de paz. Mas não é só Kiev que o está transformando numa farsa, mas também os países da OTAN que falam de paz, mas com seus fornecimentos de armas estão abertamente preparando a Ucrânia para a guerra.




EUA não descartam cooperação com Rússia na luta contra Estado Islâmico

Washington não descarta a possibilidade de cooperação com a Rússia relativamente à questão da ameaça representada pelo grupo Estado Islâmico, declarou esta segunda-feira o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest.


Voz da Rússia

"Eu espero que seja possível para nós encontrar uma forma construtiva de cooperar com a Rússia nessa área", disse o porta-voz da Casa Branca, sublinhando que os Estados Unidos estão trabalhando com a Rússia sobre uma série de questões de interesse mútuo, o que não impede a existência de divergências relativamente a outros assuntos.

Ele não conseguiu fornecer informações sobre se Washington está consultando com Moscou sobre esta questão no momento.



Milícias matam 42 civis em disputa com Estado Islâmico

Mortes incluem mulheres e crianças, além de 15 terroristas do Estado Islâmico


André Brito | Diário do Poder

A agência de notícias italiana Ansa divulgou matéria afirmando que houve um massacre com 42 civis na Síria entre ontem e hoje. De acordo com a Ansa, ativistas que prestam serviços voluntários no país denunciaram a atuação de milícias em combate ao Estado Islâmico (EI).

De acordo com a Ansa, os ativistas deram detalhes de 33 mortos, mulheres e crianças, assassinados ontem em Hajiya. Outros nove jovens foram fuzilados em Tel Khalil. Ambas, regiões de fronteira entre Iraque e Síria mas dominadas pelos terroristas do EI.

O governo sírio têm feito ataques aéreos para dar cobertura às milícias curdas que tentam acabar com o EI. Esses ataques já teriam causado a morte de 15 terroristas.



14 setembro 2014

Estado Islâmico diz ter decapitado refém britânico

Agente humanitário de 44 anos foi sequestrado na Síria em 2013.
Dois jornalistas norte-americanos já haviam sido executados pelo grupo.


Do G1, com agências de notícias

O grupo Estado Islâmico divulgou um vídeo que supostamento mostraria a execução do refém britânico David Haines, de 44 anos. Haines, um escocês de 44 anos, era agente humanitário e foi sequestrado na Síria em março de 2013.

Terrorista do Estado Islâmico faz ameaça dizendo que o homem ao seu lado, identificado como o britânico David Cawthorne Haines, pode ser o próximo a ser decapitado em represália à intervenção militar dos EUA no Iraque (Foto: AFP/SITE Inteligence Group)Terrorista do Estado Islâmico faz ameaça dizendo que o homem ao seu lado, identificado como o britânico David Cawthorne Haines, pode ser o próximo a ser decapitado em represália à intervenção militar dos EUA no Iraque (Foto: AFP/SITE Inteligence Group)

As agências e veículos internacionais dizem não ter conseguido confirmar a veracidade do vídeo entitulado "Mensagem aos aliados da América", conforme a Reuters.

O vídeo mostraria um homem encapuzado no deserto junto ao refém. Momentos antes da sua morte, Haines lê um texto em que atribui a sua execução ao primeiro-ministro britânico David Cameron. O vídeo é semelhante às decapitações de dois jornalistas norte-americanos, James Foley e Steven Sotloff, executados pelo Estado Islâmico e também divulgados pelo grupo em vídeos.

A chancelaria do Reino Unido afirmou que trabalha "com urgência" para verificar a autenticidade do vídeo divulgado pelo EI.

"Temos conhecimento do vídeo e estamos trabalhando com urgência para verificar seu conteúdo", afirmou um porta-voz do órgão a respeito da suposta execução de Haines.

O primeiro-ministro britânico David Cameron afirmou que o assassinato do agente humanitário pelo Estado Islâmico foi um ato de pura maldade, e garantiu que levará os responsáveis à Justiça a qualquer custo.

"Isso é um desprezível e terrível assassinato de um agente humanitário inocente. É um ato de pura maldade. Meu coração está com a família de David Haines, que mostrou coragem extraordinária durante essa provação", comentou Cameron, em um comunicado.

Faremos tudo que está em nosso alcance para caçar esses assassinos e garantir que encarem a Justiça, não importando quanto tempo leve".

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que, nesta semana, anunciou uma estratégia para tentar destruir o Estado Islâmico, afirmou que condena veementemente a decapitação do agente humanitário e que pretende trabalhar com o Reino Unido e outras nações para levar os assassinos à Justiça.

Apelo da família

O vídeo foi divulgado horas após a família do trabalhador humanitário britânico ter feito um apelo para que os sequestradores o libertassem. Em um comunicado publicado pelo Ministério de Relações Exteriores neste sábado (13), a família de Haines afirmou que os sequestradores não responderam a nenhuma das tentativas de estabelecer contato.

Em uma gravação divulgada anteriormente, que a Casa Branca considerou autêntica, o carrasco de Sotloff, que tem sotaque britânico, ameaçou executar em breve David Haines. Haines, que faz trabalho humanitário desde 1999, cooperava com a ONG francesa Acted como responsável logístico no campo de refugiados de Atmeh, um povoado sírio perto da fronteira turca.

"A Acted está profundamente comovida pelas imagens divulgadas no início desta semana" escreveu a ONG em um comunicado.

Alemanha enviará instrutores militares para treinar curdos no Iraque

Objetivo é cooperar na guerra contra os militantes do Estado Islâmico.
Berlim exclui, por enquanto, mandar tropas ao Iraque.


France Presse

Berlim está pronto para enviar quarenta soldados ao Iraque para treinar combatentes curdos em sua guerra contra o Estado Islâmico, enquanto trinta curdos deverão viajar à Alemanha, anunciou neste sábado (13) o exército alemão.

Após a decisão em 31 de agosto do governo alemão de fornecer armas aos peshmergas, o ministério da Defesa já enviou seis soldados ao consulado geral' de Erbil, no norte do Iraque, para coordenar a ação alemã no local, de acordo com um comunicado da Bundeswehr.

Outras equipes com cerca de seis soldados devem juntar-se a eles temporariamente, logo que as primeiras armas forem entregues, para formar os combatentes curdos no uso de foguetes antitanques e metralhadoras, anunciou o exército alemão.

O primeiro avião transportando armas deve decolar em 24 de setembro e ser rapidamente seguido pela chegada dos instrutores, disse um porta-voz do ministério da Defesa. No total, de acordo com a Bundeswehr, quarenta paraquedistas devem ser mobilizados para esta tarefa.

Milan

Enquanto isso, trinta curdos devem ser formados diretamente na Alemanha em setembro, inclusive para o uso de mísseis antitanques Milan.

Berlim exclui por ora o envio de tropas de combate no Iraque e qualquer participação nos ataques aéreos americanos. Mas de acordo com o jornal Süddeutsche Zeitung, a chanceler Angela Merkel deve discutir na próxima quinta-feira com seus ministros a questão de um possível reforço do apoio alemão aos combatentes curdos.


12 setembro 2014

Rússia poderá criar sistema de “golpe relâmpago global”

Voz da Rússia

A Rússia é capaz de criar um sofisticado sistema militar ofensivo, mas irá basear sua atividade militar conforme os princípios da doutrina defensiva, anunciou, esta quarta-feira, o vice-ministro da Defesa, Yuri Borisov.

“A Rússia irá projetar sistemas de proteção contra novos tipos de armas modernas, se assentando exclusivamente na doutrina defensiva que até hoje não se alterou”, salientou Borisov, fazendo balanço de uma reunião, dedicada à preparação de um programa estatal de armamentos para 2016-2025.



China criou análogo do míssil russo S-300

O complexo Hongqi-10 está pronto para rechaçar um ataque de mísseis dos EUA e mostra que a China se torna uma potência marítima. Para a China, trata-se de um enorme avanço, mas esse é o nível do sistema de defesa antiaérea de finais dos anos 70 e início dos anos 80.


Natalia Kasho | Voz da Rússia

As possibilidades desse complexo foram mostradas no noticiário da Televisão Central da China CCTV na quinta-feira, em horário nobre.


China, defesa, inovação, desenvolvimentoFoto: scmp.com

No filme, mísseis antiaéreos, lançados de navios e de complexos móveis terrestres, atingem alvos aéreos do adversário condicional. No comentário assinalava-se que os mísseis Hongqi-10 atingem alvos a baixa altitude; entre 1,5 e dez mil metros. O complexo serve, em primeiro lugar, para defender os navios a curtas distâncias, considera o perito militar Vladimir Evseev:

“A China aumenta o potencial da sua Marinha de Guerra. Deste ponto de vista, o país tem de ter um sistema de defesa antiaéreo seguro. Isto mostra que a China se prepara para ir além dos mares costeiros.

A capacidade de intercetar mísseis a uma altitude até dez mil metros mostra que o Hongqi-10 serve, em primeiro lugar, para intercetar mísseis de cruzeiro com base móvel. Trata-se de resistir a um ataque de mísseis dos EUA. É muito difícil compreender até que ponto este sistema pode ser empregue na defesa da costa, porque aí muita coisa é determinada pelo relevo. Estes mísseis não são eficazes em locais não planos.

Por isso, o principal objetivo do Hongqi-10 é precisamente a defesa de mísseis anti-navios. Isso reflete o estabelecimento da China como uma potência oceânica”.

Os parâmetros de combate do Hongqi-10 são secretos. É sabido, porém, são precisos apenas dez segundos para que o sistema possa ser apontado para o objetivo do adversário convencional. Segundo Konstantin doutor em ciências militares, isso é um indicador comum:

“Nada tem de especial. O tempo de reação de dez segundos é muito tempo. É o mesmo tempo dos sistemas russos que estão há muito em funcionamento: o complexo S-300 e a sua versão marítima, montada em cruzadores. Para os complexos de mísseis de médio alcance é um bom indicador. Mas para os complexos de mísseis antiaéreos de curto alcance, para complexos de autodefesa, 10 segundos para apontar nada tem de extraordinário. Eu diria mesmo que não é um indicador nada bom, porque o tempo dos complexos de autodefesa do análogo russo terrestre Tunguski ou o seu análogo militar naval é de cinco a oito segundos. Não se pode considerar o Hongqi-10 um salto extraordinário em frente. Trata-se de um complexo comum”.

O perito também não ficou surpreendido com a informação do comentador da CCTV de que o complexo Hongqi-10 é capaz de defender tropas terrestres de ataques de caças, drones e mísseis de cruzeiro:

"Derrubar mísseis de cruzeiro, drones e caças é bastante trivial para este sistema de defesa antiaérea. Todos os complexos de mísseis são capazes de fazer isso. Tanto mais que os mísseis de cruzeiro e os drones são, para um complexo desses, alvos aéreos bastante simples. Seria interessante se eles pudessem atingir alvos balísticos a longa distância.

Para a China, tendo em conta o seu nível de desenvolvimento tecnológico nesta esfera, claro que isso é um êxito. Mas esse é um nível semelhante aos análogos soviéticos dos sistemas de defesa antiaérea de finais dos anos 70 e início dos anos 80 do século passado”.

Seja como for, a apresentação televisiva do Hongqi-10 confirmou que a China aumenta o seu potencial militar em todos os sentidos. Nos últimos meses, ela, nomeadamente, testou complexos e sistemas modernos de defesa antimíssil, armas-satélite e supersônicas.


OSCE: aeronaves militares russas não violam espaço aéreo ucraniano

Os observadores da OSCE não registram nas áreas dos postos de fronteira de Gukovo e Donetsk casos de violação do espaço aéreo da Ucrânia por aeronaves militares russas, informou o chefe da missão da OSCE na região de Rostov, Paul Picard.


Voz da Rússia

"Durante toda a semana, os observadores monitoram os helicópteros patrulhando a fronteira do lado da Rússia, mas o número destes diminuiu muito em comparação com as semanas anteriores", especificou Picard.

Ele acrescentou que os observadores registram também drones e aviões que se deslocam perto da fronteira russa com uma frequência de 18 a 25 minutos.

"É de notar que as aeronaves não violaram o espaço aéreo ucraniano na proximidade dos postos de passagem", destacou ele.

O representante da OSCE ressaltou que na área da fronteira perto dos postos de passagem foi registrado um aumento do número de pessoas envergando roupas de estilo militar. A maioria deles cruzam a fronteira, passando da Ucrânia para a Rússia.



Ataques da aviação síria a jihadistas deixa 11 civis mortos, diz ONG

Ataque atingiu mercado popular de Al Bab, controlada por Estado Islâmico.

Outros 17 civis ficaram feridos, diz Observatório Sírio dos Direitos Humanos.


France Presse

Onze civis morreram e outros 17 ficaram feridos nesta quinta-feira (11) em ataques da aviação síria contra uma localidade do norte do país controlada pelos jihadistas do Estado Islâmico (EI), informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

"A aviação realizou seis ataques nesta quinta-feira contra Al Bab. Onze pessoas, sendo muitas mulheres e crianças, morreram e outras 17 ficaram feridas nos disparos contra um mercado popular da cidade', afirmou a fonte.

Nos últimos dias, o EI começou a abandonar suas sedes nesta cidade. Alguns comandantes dizem ter atuado assim para evitar os bombardeios aéreos do exército sírio e possíveis ataques americanos.

Nesta quarta, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou que seu país irá liderar uma grande coalizão internacional que tem como objetivo “destruir o Estado Islâmico”. Em pronunciamento em rede nacional, ele assegurou, porém, que não irá enviar soldados ao Iraque ou à Síria.

Obama anunciou um plano com quatro pontos principais: dar apoio militar ao novo governo iraquiano para o combate ao EI, sem envio de tropas de solo; aumentar o apoio aos rebeldes de oposição ao governo da Síria; angariar apoio e recursos da comunidade internacional; oferecer ajuda humanitária aos muçulmanos sunitas e xiitas das regiões de controle do EI que estão refugiados, além de cristãos e outras minorias religiosas.


Rebeldes sírios e jihadistas assinam acordo de trégua no sul de Damasco

Partes prometem não se atacar e acreditam que inimigo são os alauítas.
Trata-se da 1ª trégua desde início das hostilidades entre os dois grupos.


France Presse

Rebeldes sírios e os jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI) assinaram um acordo de cessar-fogo em periferia no sul de Damasco, Hajar al-Aswad, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). Trata-se do primeiro do tipo desde o início das hostilidades entre os dois grupos no início do ano.

Segundo os termos do acordo, "as duas partes devem respeitar uma trégua até que seja encontrada uma solução definitiva, e prometem não se atacar, porque acreditam que o inimigo principal é o regime nussa-ri", termo depreciativo para designar os alauítas, grupo étnico-religioso ao qual pertence o chefe de Estado Bashar al-Assad.

Após seguidas derrotas no norte e especialmente no leste da Síria, e depois de uma ofensiva lançada em julho, os rebeldes haviam conseguido expulsar os combatentes do EI de quatro de seus redutos no sudeste Damasco, Mesraba e Maydaa no Ghuta oriental e Yalda e Beit Sahem.

"Os jihadistas se refugiaram em Hajar al-Aswad, onde têm uma presença forte", informou o OSDH.

Segundo a ONU, mais de 191 mil pessoas morreram desde o início da guerra na Síria, que começou em março de 2011 com um protesto pacífico que degenerou em levante armado após a repressão por parte do regime. Desde então, ganhou contornos mais complexos, com os rebeldes combatendo tanto o regime quanto o EI.


Em Bagdá, Hollande promete ajuda militar contra jihadistas

França fornece armas para curdos que combatem Estado Islâmico no Iraque.
Hollande seguirá para Curdistão para entregar ajuda humanitária.


France Presse

O presidente francês, François Hollande, prometeu nesta sexta-feira (12), em Bagdá, aumentar a ajuda militar ao Iraque, em meio aos esforços internacionais para deter os jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI), responsáveis por inúmeras atrocidades neste país e na Síria.

Hollande, que se reuniu com o presidente Fuad Massum e o primeiro-ministro Haidar al-Abadi, é o primeiro líder estrangeiro a visitar Bagdá desde o início, em 9 de junho, da ofensiva do EI, que assumiu grandes porções do território no Iraque, depois de ter feito o mesmo na vizinha Síria desde 2013.

"Vim a Bagdá para afirmar a disponibilidade da França para ajudar ainda mais o Iraque militarmente", declarou Hollande, que expressou o apoio da França ao governo iraquiano que "foi capaz de reunir todos os componentes do povo iraquiano".

Enquanto Abadi insistiu na importância do apoio aéreo para ajudar no combate aos jihadistas, o presidente francês declarou ter "ouvido esta demanda" e que "trabalha com nossos aliados em uma série de possibilidades".

A França fornece desde agosto armas para as forças curdas que combatem o EI no norte do Iraque.

Paris também manifestou a sua vontade de utilizar seus bombardeiros no Iraque "se necessário", como parte da estratégia anunciada quarta-feira à noite pelo presidente americano Barack Obama para "destruir" o grupo extremista.

Ameaça global

"A ameaça global (representada pelo EI) requer uma resposta global", ressaltou o chefe de Estado francês, acrescentando que a conferência internacional sobre o Iraque prevista para segunda-feira em Para deve ajudar a "coordenar as ações contra este grupo terrorista".

De acordo com a Agência Americana de Inteligência (CIA), o EI possui entre 20.000 e 31.500 combatentes na Síria e no Iraque, alguns dos quais recrutados a partir do estrangeiro.

Após Bagdá, Hollande seguirá para Erbil, capital da região autônoma do Curdistão (norte), para entregar ajuda humanitária e visitar um campo de deslocados.

Centenas de milhares de iraquianos, em sua grande maioria cristãos e yazidis, fugiram frente ao avanço dos jihadistas, acusados de crimes contra a humanidade pela ONU.

Onze anos após ter rejeitado se unir a Washington e Londres na invasão do Iraque, a França tenta voltar à cena neste país, com o qual mantém fortes laços históricos.

11 setembro 2014

Novo destruidor de tanques auxiliará o exército russo

Capaz de superar obstáculos aquáticos, o Sprut será usado pelas tropas aerotransportadas da Rússia.


Aleksêi Ramm, especial para Gazeta Russa

As Forças Armadas russas utilizarão o destruidor de tanques autopropulsado de artilharia 2С25 Sprut-SD para proteger as tropas aerotransportadas. Até o final deste ano, a empresa de engenharia de Volgograd começará a produção dessa arma para as tropas da Rússia.

Armado com um canhão de 125 mm e capaz de superar obstáculos aquáticos, o destruidor autopropulsado de artilharia pode desembarcar de aviões militares IL-76 sem nenhum treinamento especial. De acordo com várias fontes, a partir de 2009 haverá entre 24 e 36 destruidores autopropulsados reunidos em quatro baterias a serviço das tropas aerotransportadas.

O novo Sprut será diferente dos destruidores de tanques já existentes nas forças armadas russas devido ao alto nível de integração com o novo veículo de infantaria que atualmente está sendo adotado pelas tropas aerotransportadas, em substituição aos antigos BMD 1, 2 e 3. De acordo com o diretor-executivo da fábrica, Aleksandr Kliujev, o novo sistema será integrado com motor, chassis e transmissão do BMD-4M.

Além disso, o Sprut receberá um sistema de mira digital que permite atingir alvos de dia e de noite e em todas as condições meteorológicas. Ao prestar serviço nas tropas aerotransportadas, ele será armado com o canhão 2a75, que pode destruir o inimigo não só com obuses normais cumulativos, perfurantes e com explosivos, como também com mísseis guiados pelo armamento de tanques Reflex. O míssil disparado do canhão 9M119M do complexo Reflex, que identifica seu alvo por um feixe de laser a uma distância de quatro quilômetros, é capaz de abater não apenas tanques como também outros veículos blindados inimigos, helicópteros e até mesmo alguns tipos de fortificações. O canhão 2a75 é uma variedade do canhão 2A46, com que estão equipados os tanques russos T-72, T-80 e T-90, especialmente modificado em termos de tamanho e peso para se adequar ao formato menor do
Sprut.


Capacidade de manobra

"Não devemos considerar que o Sprut é apenas uma arma com chassis do BMD. É um tanque leve aerotransportado
, capaz apoiar as forças aerotransportadas no lugar certo e na hora certa", disse um representante do Ministério da Defesa. Segundo ele, apesar do fato de o Sprut não poder ser comparado com os principais tanques de batalha, graças às suas habilidades de desembarque com paraquedas ele sempre poderá prestar apoio em terra a tropas desembarcadas. Além disso, os 2S25 são indispensáveis nas montanhas, em trilhas estreitas, onde é importante não só a espessura da blindagem, como também a capacidade de manobra e o peso leve do canhão autopropulsado. "Tanques para atravessar obstáculos aquáticos precisam de adaptação especial, e o Sprut, bem como os outros veículos de combate das forças aerotransportadas, depois de rápida transformação pode quase imediatamente atravessar um obstáculo com água”, continuou o representante do ministério.

De acordo com Aleksêi Khlopotov, especialista militar independente e autor de livros e artigos sobre o estado atual e as perspectivas de desenvolvimento de veículos blindados no mundo, a instalação de elementos de proteção dinâmica aumentará a segurança do Sprut. "É claro que a proteção dinâmica não garante 100% da defesa em condições de fogo intenso, mas significativamente aumenta a chance de sobrevivência​ no combate, mesmo em condições de combate urbano", disse Khlopotov.

Sprut para fuzileiros navais

O Sprut é necessário não apenas para as tropas aerotransportadas, mas para os fuzileiros navais russos, que até o começo dos anos 90 tinham à disposição os tanques anfíbios PT-76. “Agora a Marinha dispõe de tanques T-72, mas para seu desembarque os navios da infantaria têm que ancorar. Ao mesmo tempo, os primeiros batalhões de fuzileiros na hora do desembarque sempre têm grande necessidade de apoio de tanques. Portanto, o Sprut é uma opção mais adequada para desempenhar essa tarefa”, disse Dmítri Boltenko, especialista militar independente e um dos autores do livro "O Novo Exército Russo”.

De acordo Aleksêi Khlopotov, muitos fabricantes de veículos blindados ativaram seus trabalhos de criação de tanques leves. “No momento, a China e a Suécia estão realizando trabalhos ativos nesse aspecto. Recentemente, até os construtores poloneses apresentaram sua versão de tanque", disse a Gazeta Russa.

Até recentemente, o Sprut não tinha grande demanda para exportação, pois era um produto de pequena escala. Mas agora, em um momento em que as forças aerotransportadas estão aumentando suas compras e surgiram os tanques leves, é possível que haja compradores para o 2S25, porque ao contrário de seus concorrentes mais próximos, esse tanque leve está armado com um canhão com uma gama diversificada de munições, inclusive mísseis guiados a partir de tanques.