30 setembro 2014

Militares colocam 30 mil homens para garantir a ordem

Contingente atuará em pelo menos 12 Estados e parte da estrutura montada para a Copa vai ser usada para centralizar informações


O Estado de SP

A urna eletrônica chegará à ilha oceânica da Caçacoeira - a seis horas de lancha, ao largo do litoral do Maranhão - na manhã de quinta-feira, 2. Será levada até lá por um time da Marinha, parte dos 30 mil militares mobilizados para dar garantia de preservação da lei e da ordem, além de oferecer apoio logístico, durante o ciclo eleitoral. Até esta segunda-feira, 29, o atendimento atingia 295 municípios de 12 Estados.

Atender os cerca de 500 eleitores da ilha não é o maior desafio: a missão mais complexa talvez seja a de chegar “aos fundos do Brasil”, diz um oficial da Aeronáutica, lembrando a empreitada de transportar computadores, geradores portáteis, funcionários e, claro, as máquinas eletrônicas, até pontos da Amazônia em 2012. “Para chegar à comunidade de um certo igarapé, foi necessário usar duas aeronaves de dois tipos, e depois uma lancha transportada a bordo de um dos aviões”, conta.

“Na volta, levamos até Belém uma criança gravemente doente - uma a aventura”, lembra o aviador.

Na outra ponta desse processo, há recursos de alta tecnologia, em uso nesse tipo de operação pela primeira vez. O Estado Maior Conjunto da Defesa, chefiado pelo general José Carlos De Nardi, receberá as informações de todas as regiões no Centro de Operações Conjuntas no prédio da Defesa, em Brasília.

Ali perto, o Tribunal Superior Eleitoral terá acesso em tempo real aos dados por meio do Centro Integrado de Controle e Comando. É parte do legado da Copa do Mundo. O salão, tomado por terminais de vídeo de cristal liquido, computadores e dispositivos de sensoriamento, permite “tomar o pulso do País a qualquer momento”, explica o general De Nardi. A rede de ligações emprega satélites e sistemas de fibra ótica. Há ao menos 12 centros regionais distribuídos por Estados como Rio e São Paulo.

Lei e ordem. O contingente estimado em até 30 mil militares, da Marinha, Exército e Aeronáutica, contempla também o efetivo de 2,5 mil combatentes que atua no Complexo da Maré, comunidade favelada do Rio ocupada pelas forças armadas e pela polícia há cinco meses.

O apoio logístico será necessário em 88 locais no Acre, Amazonas, Roraima, Amapá e Mato Grosso do Sul. A ação GLO, da garantia da lei e da ordem, é exigida em 207 cidades no Rio, Maranhão, Tocantins, Piauí, Pará, Amazonas, Mato Grosso e Rio Grande do Norte.

O trabalho implica uma frota de aeronaves de transporte, entre as quais helicópteros, embarcações leves e médias, caminhões e veículos leves. Ontem a tarde, fontes da Aeronáutica admitiam a possibilidade de - em caso grave, como o risco de violência - a Força Aérea ativar os seus drones, aviões sem piloto, para uma discreta vigilância das áreas consideradas de risco ou tensão.

O olho eletrônico do equipamento pode observar tudo em um raio de 250 quilômetros e a 5,5 mil metros. A princípio, permanece no ar durante nove horas. Se necessário, pode estender esse tempo até 16 horas ininterruptas.

A noite não é um problema: o Veículo Aéreo Não Tripulado, o Vant, da Força Aérea Brasileira (FAB), utiliza sistemas eletrônicos de visão noturna que permitem captar imagens em ambientes sem luz, mesmo em dias chuvosos, de neblina intensa, ou debaixo da copa das árvores. O principal drone brasileiro veio de Israel.


Hermes 450

É um Hermes-450 fabricado pela Elbit Systems. O Esquadrão Horus mantém quatro dessas aeronaves. Podem ser deslocados, discretamente e em poucas horas, para qualquer ponto do território nacional.

Os Vants da FAB não levam armas. A autonomia permite que apenas duas aeronaves atuem ininterruptamente sobre uma determinada área. Com 10,5 metros de envergadura e 6,1 m de comprimento, os Vants são pintados de cinza claro como recurso de camuflagem. São silenciosos. O RQ-450 é comandado por uma dupla de oficiais que permanece em uma cabine no solo, eventualmente instalada a quilômetros de distância da zona de verificação, com monitores digitais e instrumentos de controle - joysticks, mouse, teclados.

Não são as maquinas de reconhecimento mais novas do arsenal. Em marco, o Comando da Aeronáutica anunciou a aquisição de um modelo H-900, avaliado em US$ 8 milhões, para o trabalho na Copa. Pode voar até 36 horas a 9 mil metros. Maior e com mais recursos eletrônicos, é do mesmo tipo aplicado por Israel sobre a Faixa de Gaza.


Centésima unidade do blindado Guarani é entregue ao Exército

Máquina pode ser empregada em operações militares de ataque, defesa, patrulhamento e missões de paz


Portal Brasil

Em cerimônia ocorrida na última sexta-feira (26), foi realizada a entrega simbólica da centésima unidade do Veículo Blindado de Transporte de Pessoal (VBTP-MR) Guarani ao Exército Brasileiro. O evento aconteceu na fábrica da multinacional italiana Iveco, em Sete Lagoas (MG), parceira da Força Terrestre no desenvolvimento do projeto. Além do ministro da Defesa, Celso Amorim, estiveram presentes o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), general José Carlos De Nardi, e o comandante do Exército, general Enzo Martins Peri.




Projetado pelo Centro de Tecnologia do Exército (CTEx), o Guarani foi desenvolvido para substituir os antigos blindados Urutu e Cascavel. O moderno equipamento, cuja propriedade intelectual pertence à Força Terrestre, pode ser empregado em operações militares de ataque, defesa, patrulhamento e missões de paz. A centésima unidade será entregue, junto de outras três, ao 3º Regimento de Cavalaria Mecanizada de Bagé, no Rio Grande do Sul.

Para o ministro Celso Amorim, o sucesso do projeto do blindado Guarani demonstra a “capacidade de desenvolvimento conjunto do estado brasileiro e de uma multinacional”. Para o dirigente, o Brasil não pode ser dependente de equipamentos estrangeiros em sua estratégia de Defesa nacional - cerca de 90% dos componentes utilizados na fabricação do Guarani são de origem nacional.

“Um País como o Brasil não pode prescindir de uma Defesa adequada, que deve estar preparada para dissuadir qualquer ameaça. É fundamental que a sociedade civil compreenda a importância do equipamento de defesa para um país das nossas dimensões e com as nossas riquezas”, ressaltou o ministro.

A parceria com a multinacional Iveco, que construiu um módulo industrial de 35 mil m² para fabricação do Guarani, foi destacada por Amorim como modelo de cooperação internacional na área de Defesa. “Não estamos fechados”, destacou.

O ministro, juntamente do presidente da CNH Industrial, holding à qual pertence a Iveco, Wilmar Fistarol, colocou o selo de 100º Guarani entregue ao Exército na blindagem da unidade disposta junto à cerimônia em Sete Lagoas.

Em operação

Desde que teve seu primeiro lote entregue, em março último, ao 33º Batalhão de Infantaria Motorizado (BIM) em Cascavel (PR), outras três unidades militares receberam o blindado Guarani: 34º BIM, em Foz do Iguaçu (PR); 30º BIM, em Apucarana (PR); e o Centro de Instrução de Blindados em Santa Maria (RS).

Exemplares do Guarani já foram empregados na Operação Ágata 8, realizada em maio último, na fronteira com o Paraguai, e também na operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que acontece no complexo de favelas da Maré, no Rio de Janeiro.

Além dos quatro blindados que seguirão para Bagé, outras seis unidades militares já tem previsão de receber exemplares do Guarani: 16º Esquadrão de Cavalaria Mecanizada, em Francisco Beltrão (PR); 11º Regimento de Cavalaria Mecanizada (RCM), em Ponta Porã (MS); 17º RCM, em Amambai (MS); 57º Batalhão de Infantaria Motorizada (BIM), no Rio de Janeiro; e no 1º BIM, também no Rio de Janeiro

No total, 56 Guaranis já foram entregues ao Exército e outras 72 unidades estão em processo de recebimento por parte da Força Terrestre. A previsão é que, em 20 anos, 2044 blindados sejam incorporados às Forças Armadas.

Modernidade

Com capacidade para 11 homens – sendo nove combatentes, um atirador e um condutor – o blindado Guarani contém, além de ar condicionado, uma série de inovações tecnológicas: baixa assinatura térmica e radar – o que dificulta sua localização pelos inimigos; proteção blindada para munição perfurante incendiária e minas anticarro; navegação por GPS; freios ABS; visão noturna; motor de 383 cv, com velocidade máxima de 100 km/h; sistema de gerenciamento de campo de batalha; e sistema de consciência situacional.

O Guarani também é preparado para navegação, com hélices traseiras que lhe dão capacidade anfíbia. Suas torres podem ser equipadas com canhões de munição de 30mm, além de metralhadoras .50 e 7,62mm. É projetado para atingir alvos aéreos e terrestres. Desde 2013, os militares dos batalhões de infantaria mecanizado das Regiões Sul e Centro-Oeste estão recebendo adestramento específico para operar o novo blindado.

Cada unidade do Guarani leva até 3,2 mil horas para ser fabricada. São 350 funcionários na linha de montagem, inaugurada em 2013 especificamente para o projeto e que tem capacidade de produzir entre 120 e 200 blindados ao ano.

“Unimos a experiência da Iveco às necessidades das Forças Armadas de modernização de seus equipamentos. É uma tarefa altamente complexa, mas que resulta num produto genuinamente brasileiro, adequado à nossa realidade. É uma parceria promissora que ajudará a impulsionar o desenvolvimento tecnológico do país e a consolidar a Base Industrial de Defesa (BID)”, ressaltou Vilmar Fistarol, presidente da CNH Industrial.

Perspectivas

A plataforma do blindado será usada como base para a produção de uma família de até 10 diferentes versões do Guarani, entre elas viaturas de reconhecimento, socorro, posto de comando e controle, porta morteiro e ambulância.

A modernidade, versatilidade e eficácia do Guarani tem atraído a atenção de países em processo de renovação e atualização de seus equipamentos militares. De acordo com o chefe de Assuntos Estratégicos do Ministério da Defesa, general Menandro Garcia de Freitas, já existem manifestações de países interessados pelo equipamento desenvolvido no Brasil. “Existe uma demanda mundial por blindados como o da família Guarani”, disse.

Entre as diversas autoridades civis e militares na cerimônia de entrega do 100º Guarani, estavam presentes o chefe do Estado Maior do Exército, general Adhemar da Costa Machado; o chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, general Sinclair Mayer; e o comandante Militar do Leste, general Francisco Modesto.



Estado Islâmico divulga terceiro vídeo de refém britânico na Síria

John Cantlie critica a estratégia de Obama contra os jihadistas.
Jornalista foi sequestrado em novembro de 2012.


EFE

O grupo Estado Islâmico (EI) divulgou nas últimas horas um terceiro vídeo com um de seus reféns na Síria, o jornalista britânico John Cantlie, no qual se critica a estratégia do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, contra os jihadistas.


O jornalista britânico John Cantlie no terceiro vídeo divulgado pelo Estado Islâmico (Foto: Reprodução/LiveLeak/Kbdroll )O jornalista britânico John Cantlie no terceiro vídeo divulgado pelo Estado Islâmico (Foto: Reprodução/LiveLeak/Kbdroll )


Na gravação, de cinco minutos e meio de duração, Cantlie é obrigado a se apresentar, da mesma forma que em vídeos anteriores, como "o cidadão britânico abandonado por seu governo e prisioneiro durante longo tempo do Estado Islâmico". Veja o vídeo.

O refém analisa o discurso feito por Obama em função do 13º aniversário dos atentados de 11 de setembro, que o EI considerou como "decepcionantemente previsível" porque aponta os "EUA como o bom e o Estado Islâmico como o mau".

Obama "diz que derrotará (o EI) com a força aérea e uma coleção heterogênea de combatentes no terreno. O Estado Islâmico, por sua parte, dá as boas-vindas ao exército em construção de Obama", afirmou o refém.

Como em ocasiões anteriores, Cantlie, vestido com uma roupa laranja, aparece sentado em uma mesa com fundo negro, em um simulacro de um programa de televisão dos jihadistas, e anuncia que haverá novas gravações.

Trata-se do terceiro vídeo deste tipo em duas semanas no qual se vê Cantlie, que foi sequestrado pelo EI em novembro de 2012.

Desde agosto, a organização extremista sunita publicou gravações com a decapitação de três de seus sequestrados: os jornalistas americanos James Foley e Steve Sotloff e o voluntário britânico David Haines.

29 setembro 2014

EUA ampliam planos de intervenção militar na Síria

Os ataques aéreos aos combatentes do Estado Islâmico (EI) no território da Síria e do Iraque já não satisfazem em pleno as ambições dos EUA. O Pentágono insiste em que seja realizada uma operação militar terrestre. Uma série de países se pronunciou disposta a apoiar esta iniciativa. Todavia, muitos Estados receiam que, na ausência do mandato do CS da ONU, as ações militares do Ocidente naquela região possam provocar o início da Terceira Guerra Mundial.


Natalia Kovalenko | Voz da Rússia

Mal passou uma semana desde que os EUA começaram a efetuar raides aéreos contra as posições dos terroristas no território da Síria sem a autorização do Conselho de Segurança e de Damasco. Agora, Washington quer ir muito mais longe. “Para fazer frente aos extremistas do EI será necessária uma operação militar no território do Iraque e da Síria” anunciou o chefe do Comitê Unificado dos comandantes das Forças Armadas dos EUA, Martin Dempsey.

Embora o Pentágono não tenha pedido oficialmente a autorização para o início de operação terrestre, até os cidadãos dos EUA consideram ser essa uma questão de tempo. Resultados de um inquérito, realizado pela cadeia televisiva NBC e jornal The Wall Street Journal, demonstram que 72% dos norte-americanos duvidam que o presidente Barack Obama cumpra a promessa de não enviar tropas contra os combatentes do EI.

A Grã-Bretanha se mostrou “compreensível” e solidária com tal abordagem do Pentágono, enquanto a Turquia até admitiu a hipótese de participar de uma operação militar contra o EI no Iraque e na Síria. Damasco deu a entender não ter nada contra a luta conjunta contra os terroristas desde que os objetivos, prazos e meios a empregar sejam coordenados no CS da ONU, correspondendo às normas do direito internacional. Mas esta condição tem sido ignorada por Washington. O que leva a pensar que, em paralelo com a luta contra o terrorismo, os EUA pretendem concretizar o antigo desígnio, visando a derrubada do regime de Bashar Assad, salienta o presidente do Instituto do Oriente Médio, Evgueni Satanovsky:

“Os EUA não desistiram de sua ideia de derrubar Assad e mudar o poder na Síria. O problema é que não se pode separar a operação terrestre contra os terroristas de um golpe às tropas de Assad. Ninguém pode dizer que ordem, num ou noutro momento, poderá ser emitida pelo atual presidente dos EUA”.

Mas se, paralelamente às ações antiterroristas, Washington fizer mais uma tentativa de alterar o regime sírio, o Ocidente encabeçado pelo EUA enfrentará dificuldades enormes, dificilmente comparáveis aos problemas de hoje, considera o perito Serguei Demidenko:

“Se Washington derrubar o regime de Bashar Assad, o número de movimentos idênticos ou similares ao EI irá crescer em flecha, aumentando 3 ou 4 vezes. Seja como for, Bashar Assad tem sido uma força real, capaz de conter a propagação de doutrinas islâmicas radicais. O regime de Assad, o Irã, os shiitas iraquianos e os curdos constituem uma força em luta contra o EI apesar das perdas que estão sofrendo. Nesse conflito, a Síria, no plano étnico-confessional, tem representado um perigo maior do que o Iraque. Se os EUA lograrem seus objetivos, afastando Assad do poder, se iniciará um verdadeiro caos que Israel jamais irá perdoar”.

E não só Israel. Muitos peritos opinam que após uma troca forçada do poder na Síria, os conflitos no Oriente Médio irão provocar uma guerra mundial que atinja tanto os países da região, como muitos outros Estados, situados mais longe da zona do litígio, adverte Evgueni Satanovsky:

“A Terceira Guerra Mundial será a guerra de civilizações. Uma guerra do Islã radical contra os demais grupos islâmicos no Oriente Médio, e, em simultâneo, contra os países que não fazem parte do mundo islâmico – a Índia, a China, a Rússia ou “fragmentos do cristianismo africanos. Não me refiro a Israel, à Europa e aos EUA que estarão na mira de terroristas. Nesse contexto, a Síria é o último baluarte que vem atraindo as forças colossais dos terroristas que, caso contrário, teriam atuado em outras vertentes”.

Em termos oficiais, Washington ainda não divulgou planos de proceder a uma operação militar terrestre. Há dias, o presidente Obama reconheceu ter menosprezado o perigo do EI, enquanto a capacidade das tropas iraquianas foi sobrestimada. Por isso, a operação no Iraque e na Síria, em vez de alguns meses, levará, no mínimo, três anos.


EUA atacam aeródromo militar sírio

Os aviões da coalizão antiterrorista, liderada pelos Estados Unidos, realizaram esta segunda-feira vários ataques aéreos maciços contra um aeródromo militar de al-Tabaka, na província síria de Raqqa, relata o canal de televisão libanês Al-Mayadin.


Voz da Rússia

De acordo com o canal, as aeronaves da coalizão realizaram mais de nove ataques aéreos contra o aeródromo, capturado por militantes do Estado Islâmico, no final de agosto. Algumas bases terroristas foram atacadas a partir do ar em Aleppo, a 210 quilômetros de Raqqa.


Estado Islâmico, ataques, EUA

No dia 24 de setembro, os militantes do Estado Islâmico capturaram, após luta prolongada, o aeródromo militar, que era o último reduto do exército sírio, na província de Raqqa, no norte do país. Após a invasão completa da província, os islamitas anunciaram Raqqa "a capital do califado islâmico".



Exército chinês responde à ameaça de aviões furtivos

O jornal chinês Global Times (Huanqiu Shibao) publicou um artigo sobre os êxitos da indústria rádio-eletrônica da China no qual chamou a atenção para o radar passivo DWL-002. Assim, um sistema cuja existência já era conhecida entre especialistas, foi “notada” pela imprensa oficial.


Vassili Kashin | Voz da Rússia

Na prática chinesa, isso pode ser uma indicação do início de sua ampla implantação no exército.

A China e a Rússia combatem a ameaça de aeronaves furtivas em duas direções principais. Em primeiro lugar, as tecnologias furtivas funcionam mal contra radares ativos convencionais da faixa VHF. Segundo alguns especialistas, radares de baixa frequência VHF produzidos quase que durante a Segunda Guerra Mundial são capazes de detectar aeronaves furtivas. Países ocidentais em geral abandonaram o desenvolvimento desses radares devido a seu grande tamanho e baixa precisão.

Na Rússia e na China esses trabalhos nunca pararam. A ameaça de aviões furtivos deu um novo impulso a desenvolvimentos no campo de radares de baixa frequência. Nas últimas duas décadas surgiram novos modelos. Além disso, o progresso no campo da eletrônica e tecnologia de informação permite superar muitas das deficiências de tais radares que anteriormente eram consideradas impossíveis de resolver.

Radares modernos da faixa VHF usam algoritmos avançados de processamento de sinais. Eles também têm uma grande mobilidade, embora ainda sejam sistemas bastante caros e complexos. Estes incluem, em particular, o radar JY-27A de faixa VHF, também referido no artigo do jornal Huanqiu Shibao. A existência deste radar era conhecida há pelo menos alguns meses.

A segunda direção de combate contra aeronaves furtivas são radares passivos que processam não seu próprio sinal de rádio refletido do alvo, mas os sinais de rádio emitidos pelo próprio alvo. Aviões de combate modernos estão integrados em sistemas complexos de gestão e troca de informações, têm um radar potente e, portanto, geralmente são uma fonte de radiação.

A União Soviética e alguns países do Pacto de Varsóvia, especialmente a República Democrática Alemã e a Tchecoslováquia, trabalharam ativamente em tais sistemas na década de 1980. Na altura, assumia-se que em caso de guerra na Europa os Estados Unidos iriam recorrer ativamente à criação de interferências para radares e a ataques contra eles com mísseis antiradar. Radares passivos estão protegidos contra tais ameaças.

No início de 2000, a China tentou comprar um lote de radares passivos VERA na República Tcheca, mas, em 2004, o acordo foi impedido pelos Estados Unidos. No entanto, a China provavelmente conseguiu obter algum acesso à documentação desse sistema no processo de preparação do negócio. Um grande sucesso esperava os chineses na Ucrânia, onde eles conseguiram adquirir modelos do radar passivo Kolchuga e, provavelmente, também alguma documentação de projeto. Assim, os trabalhos chineses nessa área receberam um forte impulso e levaram ao surgimento de estações passivas YLC-20, cuja continuação são os radares DWL-002.

Podemos então dizer que radares passivos e radares VHF eliminam a ameaça por parte de aviões furtivos? Dificilmente se pode livrar desta ameaça completamente. Radares especializados permitem lidar com aviões furtivos, transferindo-os da categoria de “armas milagrosas” para a categoria de ameaças convencionais. A sua ampla implantação irá enfraquecer seriamente o potencial de ataque de países do Ocidente. No entanto, com planejamento e gerenciamento minucioso, aviões de ataque e drones furtivos ainda podem ser usados com alta eficácia.



Rússia entregará ao Japão restos dos soldados que tombaram nas ilhas Curilhas em 1945

O chefe do serviço de imprensa do Distrito Militar Leste Alexander Gordeev informou aos jornalistas que os participantes da expedição histórico-militar do Ministério da Defesa da Rússia tinham descoberto no decurso da expedição à ilha de Shumshu, parte norte do arquipélago de Curilhas, restos mortais não enterrados de soldados soviéticos e japoneses.


Voz da Rússia

A expedição de busca conjunta do Ministério da Defesa da Federação da Rússia e da Sociedade Geográfica da Rússia foi realizada no período de 8 a 25 de setembro. Os pesquisadores vieram pela primeira vez à ilha Shumshu, a mais setentrional das cilhas Curilhas, em que atualmente não existe população permanente.


Rússia, Japão, ilhas CurilhasFoto: VESTI.ru

“No processo de escavações efetuadas na região do complexo memorial, erigido no famoso cume 171, onde se deram os combates decisivos pela ilha durante a operação de desembarque nas ilhas Curilhas em 1945, foram encontrados restos mortais de dez soldados do Exército Soviético e de cinco militares japoneses. Os restos mortais destes últimos serão entregues em breve à parte japonesa”, disse Gordeev.

STF suspende ação contra militares acusados de matar Rubens Paiva

Ação contra cinco militares tramita na Justiça Federal do Rio de Janeiro.
Ex-deputado morreu em 1971 em dependências do Exército, no Rio.


Nathalia Passarinho
Do G1, em Brasília

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira suspender a ação penal que tramitava na Justiça Federal do Rio de Janeiro contra cinco militares reformados acusados pelo homicídio e ocultação de cadáver do ex-deputado Rubens Paiva. A decisão liminar (provisória) atende a um pedido protocolado na última quinta (25) pela defesa dos militares.

Paiva foi morto em janeiro de 1971 nas dependências do Destacamento de Operações de Informações (DOI) do I Exército, na Tijuca, Rio de Janeiro. Além de homicídio doloso e ocultação de cadáver, José Antonio Nogueira Belham, Rubens Paim Sampaio, Jurandyr Ochsendorf e Souza, Jacy Ochsendorf e Souza e Raymundo Ronaldo Campos respondem pelos crimes de associação criminosa armada e fraude processual.

Com a suspensão da ação penal, serão cancelados depoimentos de testemunhas marcados para ocorrer nas próximas semanas. Na decisão, Zavascki também solicitou informações sobre o caso à 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro e determinou o posterior envio dos autos à Procuradoria-Geral da República para que seja elaborado um parecer. O mérito do pedido dos militares deverá ser avaliado em definitivo pelo plenário do Supremo.

Enquanto não houver decisão, os acusados não poderão ser condenados, e o processo ficará paralisado.

Procurada pelo G1, a Comissão Nacional da Verdade informou que não comenta decisões judiciais relativas a processos relacionados ao regime militar

Ao pedir a liminar ao STF, a defesa argumentou que a decisão da Justiça de acolher denúncia do Ministério Público Federal e abrir a ação viola decisão do Supremo que considerou válida a Lei da Anistia.

Sancionada em 1979, a Lei da Anistia perdoou crimes cometidos por militares e guerrilheiros durante a ditadura militar.

“Apesar da clareza do acórdão editado na ADPF 153 [que validou a Lei da Anistia], o juízo monocrático afastou a Lei da Anistia e franqueou a persecução criminal, na contramão da postura adotada pelo STF”, afirmou no pedido a defesa dos militares.

Segundo eles, a liminar evita “o desgaste físico e emocional” a que seriam expostos os acusados, “alguns septuagenários e com graves problemas de saúde”.

No dia 10 de setembro, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) tinha determinado o prosseguimento da ação penal contra os militares. Os desembargadores da Corte seguiram entendimento do Ministério Público Federal (MPF) de que a Lei de Anistia não se aplica a crimes permanentes e considerados de "lesa-humanidade".


Rússia processa Ucrânia por 'genocídio' no leste do país

Processo diz que ucranianos queriam 'aniquilar' cidadãos de língua russa.
Documento cita supostas violações a convenção de 1948 da ONU.


Reuters

A Rússia abriu um processo criminal contra Kiev nesta segunda-feira pelo que chamou de genocídio dos moradores de língua russa no leste da Ucrânia, medida que pode aumentar as tensões durante o frágil cessar-fogo na região.

Um comunicado oficial informou que os cidadãos que usam o russo como idioma foram visados pelas forças ucranianas com armamento pesado que matou mais de 2.500 pessoas nas “repúblicas do povo de Luhansk e Donetsk”, as regiões separatistas do leste.

A investigação pode aprofundar as divisões entre os vizinhos semanas depois de Kiev e rebeldes pró-Moscou terem concordado com um cessar-fogo, abalado por enfrentamentos diários e disparos de artilharia.

“O Comitê Investigativo abriu um processo criminal sobre o genocídio da população falante de russo do sudeste da Ucrânia”, afirma a declaração do organismo da Federação Russa, que responde somente ao presidente russo, Vladimir Putin.

“Representantes não-identificados da liderança política e militar ucraniana, da Guarda Nacional e do Setor Direito (organização nacionalista) deram ordens com o objetivo de aniquilar intencionalmente os cidadãos que falam russo.”

O comunicado cita violações da convenção de 1948 da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre genocídio e outros “atos internacionais legais" para descrever a violência relatada, incluindo a destruição de 500 casas e edifícios da infraestrutura pública desde a irrupção dos combates, em abril.

Um relatório recente da ONU estimou o saldo de mortes em 2.593 dos dois lados do conflito, e acusou os separatistas de uma vasta gama de abusos de direitos humanos, incluindo assassinato, raptos e tortura.


Marinha resgata tripulantes de barco que naufragou durante regata no RN

Embarcação participava de travessia entre Recife e Fernando de Noronha.
Os seis tripulantes estão sendo transportados para Natal.


Do G1 RN

A Marinha resgatou nesta segunda-feira (29) os seis tripulantes de uma embarcação pernambucana que estava desaparecida desde sábado (27), quando participava de uma regata entre Recife e Fernando de Noronha. O resgate foi feito por um navio mercantil a aproximadamente 50 quilômetros do litoral do Rio Grande do Norte.

A embarcação 'Nativo' participava da Regata Internacional Recife (Refeno) e fazia a travessia entre a capital pernambucana e arquipélago de Fernando de Noronha. A assessoria de comunicação do Cabanga Iate Clube de Pernambuco informou que o barco perdeu contato com a comissão organizadora da regata e estava sumido desde as 22h30 do último sábado (27) nas imediações da cidade de Cabedelo, na Paraíba.

O Comando do 3º Distrito Naval informou que os tripulantes embarcaram no bote salva-vidas após o naufrágio. Os tripulantes foram encontrados e resgatados pelo navio mercantil 'Krasnodar', de bandeira liberiana. A embarcação da Capitania dos Portos do Rio Grande do Norte conduzirá os resgatados para o cais. Todos os tripulantes passam bem.

Ataques aéreos de coalizão atingem quatro províncias na Síria, diz ONG

Planta de gás em Deir el-Zour foi alvo de ataques.

Coalizão liderada pelos EUA ataca grupo Estado Islâmico.


Do G1, em São Paulo

A coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos para combater o grupo Estado Islâmico (EI) atacou quatro cidades na madrugada desta segunda-feira (29), afirmou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

As cidades citadas pelo OSDH, com sede no Reino Unido, são Aleppo, Raqqa, Hassakeh e Deir el-Zour. Entre os alvos de Deir el-Zour esteve a entrada da maior planta de gás na Síria, a Conoco.

A ONG diz que houve vítimas, mas que não dispões de dados concretos.

Um morador da Turquia, próximo à fronteira com a Síria, disse que os ataques desta segunda também atingiram a cidade de Tel Abyad, controlada pelos combatentes do EI. Segundo ele, uma base militar abandonada e uma escola vazia foram atingidas. As informações são da agência Associated Press.

O grupo muçulmano extremista EI tomou importantes cidades do Iraque e da Síria e anunciou a criação de um califado entre as zonas conquistadas.

Os militantes do grupo são chamados de jihadistas, nome usado para designar grupos que pegam em armas com o objetivo de impor um estado islâmico ou para lutar contra aqueles considerados inimigos do Islã.

A coalizão já havia visado ao menos 15 refinarias de petróleo controladas pelo grupo extremista nos últimos dias no leste da Síria, região em grande parte controlada pelo EI.

Esses ataques destinam-se a secar a fonte financeira que representa o petróleo para os jihadistas, que o contrabandeia especialmente para a vizinha Turquia, de acordo com especialistas. Este comércio movimentaria cerca de 3 milhões do dólares.

Usinas

Neste domingo (28), a coalizão internacional chefiada pelos Estados Unidos para combater os jihadistas na Síria bombardeou a entrada da principal usina de gás do país, numa aparente advertência para que o grupo Estado Islâmico abandone as instalações que controla.

"A coalizão internacional atacou pela primeira vez a entrada e a área de oração da usina de gás de Coneco. É controlada pelo EI e é a maior da Síria", disse o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman.

Até este domingo, os bombardeios tinham se concentrado principalmente em bases dos jihadistas e em refinarias usadas por estes combatentes, com o objetivo de debilitar uma de suas principais fontes de financiamento.

Reforço de aviões britânicos

Último país a aderir à campanha de ataques aéreos, o Reino Unido enviou seus caças Tornado da Royal Air Force (RAF), que têm sobrevoado diariamente o território iraquiano, segundo o ministro da Defesa, Michael Fallon.

Estas aeronaves "estão prontas a ajudar as tropas iraquianas e curdas no chão em caso de confronto", assegurou.


EUA buscam parceiros na Síria e no Iraque para combater EI

Coalizão internacional comandada pelos americanos está à procura de aliados. Curdos sírios se candidataram, mas devido à sua proximidade com o banido PKK, enfrenta resistência


Deutsch Welle

É questionável se a organização terrorista "Estado Islâmico" (EI) pode ser combatida por aviões e drones. Bases, campos e também comboios podem ser eliminados a partir do ar. Mas quando se trata de expulsar o EI de regiões densamente povoadas ou de grandes cidades, ataques aéreos talvez não sejam mais suficientes. Especialmente quando os extremistas – como já foi o caso – usam reféns como escudos humanos.

Por isso, a aliança comandada pelos Estados Unidos precisa de parceiros. E, no Iraque, o mais indicado já foi identificado: os curdos peshmerga. Graças a eles, dezenas de milhares de yazidis ainda estão vivos. Durante a fuga dos membros da minoria religiosa perseguida pelo EI, os curdos lhes deram proteção nas regiões controladas por radicais.

Na Síria, a situação é consideravelmente mais difícil. Depois de três anos e meio de guerra, a oposição anti-Assad está dividida em inúmeras facções – estimativas apontam para mais de mil grupos. Os EUA tentam, no momento, obter uma visão geral. Mesmo alianças temporárias de conveniência estão na ordem do dia. Ainda mais incertos que os grupos são os próprios combatentes: eles desertam frequentemente para se aliar a outras milícias.

O principal parceiro ocidental continua sendo o Exército Livre da Síria (ELS), o mais antigo grupo armado de oposição. Ele deve se aliar à Frente Islâmica, um movimento islamista que se opõe ao EI. Algumas centenas de combatentes do ELS já passaram para a frente Al-Nusra, ligada à Al-Qaeda. Por esse motivo, um apoio logístico a esse grupo pode ser arriscado.

Neste campo de difícil compreensão, um grupo curdo se oferece atualmente como parceiro à aliança: as Unidades de Proteção Popular (YPG), da Síria. Elas são o braço armado do Partido de União Democrática (PYD), o equivalente sírio do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) na Turquia. Como seu irmão turco, o PYD tem uma orientação secular-marxista.

Enquanto os curdos sírios se mostraram reticentes, inicialmente, na luta contra o regime de Assad, eles se mostram agora decididos em proteger as regiões sobre o seu domínio no norte da Síria. No entanto, o envolvimento de curdos sírios contra os jihadistas vai muito além da proteção de seu próprio território, diz Salih Muslim, presidente do PYD: "Eles são um perigo para o mundo todo."

Dentro da coalizão internacional, ainda existem algumas reservas sobre uma aliança com o YPG sírio, advindas de diferentes atores: os participantes árabes da aliança se mostram reticentes sobretudo devido à orientação ideológica.

Embora principalmente a Arábia Saudita se veja ameaçada, a longo prazo, pela presença do EI, o país não quer abrir mão de sua interpretação estrita do islã. Especula-se, regularmente, sobre o financiamento do EI por cidadãos sauditas ou instituições privadas.

Vários países ocidentais, por outro lado, têm reservas devido à proximidade do PYD com o PKK, o que atrapalha agora uma possível aliança ocidental com o PYD sírio. O PKK foi banido na Turquia como organização terrorista – o que aconteceu também nos EUA e na União Europeia.

No entanto, uma possível solução poderia surgir a partir da evolução das relações curdo-turcas. Ancara e o PKK dialogam há anos – inicialmente em segredo, mas já há meses publicamente. Desde o início de 2013, o PKK decidiu desistir da violência como instrumento de luta política. O PKK também desistiu da exigência de um Estado próprio, para passar a pedir uma "autonomia democrática". Ao mesmo tempo, os curdos recebem cada vez mais direitos, sobretudo culturalmente.

Com o avanço do EI no norte da Síria, o PKK convocou os seus membros a socorrer os "irmãos e irmãs" curdos. Militarmente, o partido parece estar bem preparado. Em Ancara, especula-se no momento sobre a criação de uma zona de proteção na Síria, para conter o EI. Nesse contexto, os curdos da Turquia poderiam exercer um importante papel.

"Os militares turcos avaliam agora se essa zona é necessária, por onde ela deve passar e até onde ela deve ir", declarou o presidente Recep Tayyip Erdogan na semana passada.

A condição para tal zona seria, no entanto, a anuência do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Nesta semana, Erdogan deve tentar promover a aprovação da zona de proteção nas em Nova York. Isso poderia, a longo prazo, elevar a reputação do PKK e, assim, também do PYD.


28 setembro 2014

Polícia Federal apreende 351 quilos de maconha com coronel reformado do Exército

Ricardo Couto Luiz, de 56 anos, mora na Barra e estava com a companheira, Marinete Ribeiro Alves Mendes, de 49



Antonio Werneck | O Globo

RIO - O coronel reformado do Exército Ricardo Couto Luiz, de 56 anos, foi preso pela Polícia Federal na madrugada deste sábado, transportando aproximadamente 351 quilos de maconha no pedágio da Rodovia Rio–Petrópolis (BR-040), na altura de Xerém, Duque de Caxias. Ele, que mora na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, estava acompanhado de sua companheira, Marinete Ribeiro Alves Mendes, que reside em Jacarepaguá e tem 49 anos. A droga estava escondida em um fundo falso dentro de um veículo utilitário usado pela dupla.


Ricardo Couto Luiz é coronel reformado do Exército - / Divulgação

O militar costumava deixar uma farda pendurada num cabide no interior do furgão com a finalidade de tentar inibir possíveis revistas policiais. Ele estava com uma pistola calibre 380 sem registro, e foi autuado também por porte ilegal de arma de fogo. A operação da PF contou com o auxílio de um cão farejador. O entorpecente seria proveniente do Paraguai, e a Polícia Federal investiga a suspeita de que seria distribuída em comunidades do Rio e também de Niterói.

O coronel preso foi encaminhado ao Comando Militar do Leste e sua mulher, ao Presídio Nelson Hungria, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu. Os dois responderão por tráfico de drogas, e podem pegar de 5 a 15 anos prisão.


Droga estava escondida em um fundo falso dentro de um veículo utilitário usado por coronel reformado do Exército - / Divulgação/Polícia Federal


Ataques aéreos contra jihadistas atingem três refinarias de petróleo na Síria

Fábrica de plástico também foi alvo de bombardeios que se acredita terem sido realizados por forças lideradas pelos EUA


O Globo
com agências internacionais

BEIRUTE — Ataques aéreos que se acredita terem sido realizados por forças lideradas pelos Estados Unidos atingiram três refinarias de petróleo ​​na província de Raqqa, na Síria, neste domingo, como parte de uma série de bombardeios para enfraquecer o Estado Islâmico (EI), informou um grupo de monitoramento.


Um homem caminha por uma base do grupo Frente al-Nusra, em Aleppo, que foi alvo da coalizão liderada pelos EUA, segundo ativistas - ABDALGHNE KAROOF / Reuters

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), com sede em Londres, disse que os ataques ocorreram pouco depois da meia-noite, acrescentando que também atingiram uma fábrica de plástico.

Militantes do EI tomaram controle do petróleo produzido no Leste da Síria e criaram pequenas refinarias improvisadas para destilar o petróleo em combustível, uma de suas principais fontes de renda.

Os Estados Unidos lançam ataques no Iraque desde 8 de agosto e, na Síria, desde terça-feira, com a ajuda de aliados árabes, em uma campanha que visa “degradar e destruir” militantes islâmicos que capturaram vastas faixas territoriais de ambos os países.

O Ministério de Defesa do Reino Unido informou no sábado que seus jatos já estão preparados para lançarem ataques a alvos jihadistas no Iraque, assim que “alvos apropriados forem identificados”. A maioria dos países europeus não planeja participar de bombardeios na Síria, cujo governo de Bashar al-Assad, ao contrário de Bagdá, não pediu ajuda internacional para combater os extremistas. A França ainda estuda a possibilidade.

EUA subestimaram Estado Islâmico, admite Obama

EI atraiu ex-membros das forças armadas do antigo governo de Saddam Hussein, o que deu sofisticação militar ao grupo, diz presidente americano


Veja

O presidente norte-americano Barack Obama disse que os serviços de inteligência dos Estados Unidos "subestimaram a ascensão do Estado Islâmico [EI]" na Síria e no Iraque e que superestimaram a habilidade dos militares iraquianos em barrar o avanço do grupo, que se beneficiou do caos político na região para se fortalecer. A declaração foi feita em entrevista ao programa 60 Minutes do canal de TV americano CBS.

A mesma avaliação já havia sido feita pelo diretor nacional de inteligência dos EUA, James Clapper. "É absolutamente verdade", enfatizou Obama. Para o presidente, o EI foi capaz de atrair ex-membros das forças armadas do antigo regime do ditador iraquiano Saddam Hussein, o que deu sofisticação militar ao grupo. "Isto tornou-se um marco zero para os jihadistas de todo mundo. Isso deu a eles capacidade militar tradicional", afirmou.

Obama disse que os EUA e seus parceiros internacionais, principalmente no Oriente Médio, precisam "chegar a soluções políticas no Iraque e na Síria". Mas, segundo ele, o plano de curto prazo é desestabilizar o EI, indo atrás de seu comando e eliminando o fluxo internacional de combatentes.

Também em entrevista à CBS, o vice-conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Tony Blinken, declarou que os militares dos EUA continuarão os ataques aéreos contra o EI. Blinken, mas descartou o envio de tropas terrestres, medida sugerida pelo presidente da Câmara dos Estados, o republicano John Boehner, em entrevista ao canal de TV ABC. Até o momento, a Casa Branca e seus aliados realizaram apenas ataques aéreos contra militantes do Estado Islâmico e se preparam para treinar rebeldes sírios pró-Ocidente.

Cerca de três quartos dos eleitores norte-americanos, entretanto, não acreditam na afirmação de Obama de que o país não fará uso de tropas terrestres para combater o EI. Segundo uma pesquisa encomendada pelo Wall Street Journal e pela NBC News, na opinião de 72% dos entrevistados o governo dos EUA eventualmente enviará militares para lutar contra o grupo militante.

A pesquisa revela ainda que 45% dos entrevistados aprovaria a decisão de enviar soldados aos países, caso os oficiais militares determinassem que essa seria "a melhor maneira de derrotar do Estado Islâmico". Nesse cenário, 37% disseram ser contra o envio de tropas terrestres. Cerca de 16% não opinaram.​

Mortes — Pelo menos 143 combatentes do grupo jihadista EI morreram neste domingo em conflitos com as forças de segurança iraquianas em várias regiões do país. Dentre eles, 82 morreram em um confronto de várias horas nas zonas de Al Tash, Al Bu Ali e Al Yassin, ao Sul e ao Norte da cidade de Ramadi, capital da província de Al Anbar.

Na mesma região, a coalizão internacional liderada pelos EUA bombardeou bases dos jihadistas perto da cidade de Al Karma, ao leste de Faluja, a 50 quilômetros ao Oeste de Bagdá, provocando a morte de outros 11 combatentes do EI.

Com Estadão Conteúdo e EFE


EI ataca fronteira da Turquia - e país cogita entrar na coalização contra jihadistas

Sete membros do Estado Islâmico morreram após combate com curdos. Presidente turco vê necessidade de ofensiva terrestre para conter terroristas


Veja | EFE

Pelo menos sete membros do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) morreram neste sábado em confronto com milicianos curdos perto da cidade de Kobani, no norte da Síria, junto à fronteira com a Turquia. Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, os jihadistas haviam atacado as Unidades de Proteção do Povo Curdo na região. Também há vítimas entre os curdos e islamitas, mas os números ainda não foram divulgados.

Mapa Estado Islâmico do Iraque e do Levante

O EI iniciou uma ofensiva para tomar o controle de Kobani no dia 16 de setembro e, desde então, tomou o controle de várias povoações nas imediações, o que gerou um êxodo de refugiados curdos sírios à Turquia.

Também neste sábado, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, mostrou disposição em unir-se à coalizão internacional contra o Estado Islâmico (EI). Em conversa com jornalista durante voo de Nova York, onde participou de uma reunião das Nações Unidas, a Istambul, o turco considerou que é necessário lançar uma operação terrestre para combater o grupo terrorista. “Não pode haver um resultado permanente em lugares em que não chegam forças terrestres”, afirmou.

Segundo ele, a Turquia participará de uma operação terrestre caso o parlamento do país aprove envio de tropas - a decisão deve acontecer em 2 de outubro. Erdogan ainda afirmou que a Turquia e outros países da coalizão já estudam como cada um atuará nos ataques.

A Turquia mudou sua postura com relação a envolver-se em uma operação militar internacional contra o EI desde a libertação, em 20 de setembro, dos reféns turcos que estiveram há quase três meses em mãos dos jihadistas. “A Turquia fará o necessário no que envolve sua parte de responsabilidade. Dizer que a Turquia nunca tomará uma posição militar é errôneo. Protegerão outros países nossas fronteiras? Não, nós mesmos protegeremos nossas fronteiras”, afirmou o presidente turco.

Ataques de coalizão visam petróleo de jihadistas; Al-Qaeda faz ameaça

Novas refinarias foram bombardeadas neste domingo.
Frente Al-Nosra criticou 'eixo do mal' liderado pelos EUA.


France Presse

A coalizão internacional anti-jihadista atacou novas refinarias de petróleo controladas pelo grupo Estado Islâmico (EI) na Síria, onde o ramo local da rede Al-Qaeda, a Frente Al-Nosra, ameaçou os Estados Unidos e seus aliados.

Três pequenas refinarias utilizadas pelo EI foram destruídas por ataques com mísseis na madrugada deste domingo no norte da Síria, na fronteira com a Turquia, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

O Pentágono confirmou os ataques às refinarias, que ocorreram em parceria com a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos.

A coalizão já havia visado ao menos 12 refinarias controladas pelo grupo extremista nos últimos dias no leste da Síria, região em grande parte controlada pelo EI.

Esses ataques destinam-se a secar a fonte financeira que representa o petróleo para os jihadistas, que o contrabandeia especialmente para a vizinha Turquia, de acordo com especialistas. Este comércio movimentaria cerca de 3 milhões do dólares.

"O EI refina petróleo usando métodos tradicionais e o vende a comerciantes turcos", explicou à AFP o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman. "A coalizão quer destruir uma das fontes de renda do EI, fundamental para sustentar a guerra".

Desde o início dos ataques aéreos, o bombeamento de petróleo nos campos controlados pelo grupo praticamente cessou.

'Guerra contra o Islã'

Em um vídeo postado na internet, a Frente Al-Nosra descreveu as operações da coalizão de '"guerra contra o Islã" e criticou um "eixo do mal" liderado pelo "país dos cowboys".

"Esses Estados têm cometido um ato terrível que irá colocá-los na lista de alvos das forças jihadistas no mundo inteiro", advertiu o porta-voz da Al-Nosra, Abu Firas al-Suri.

Ao estender os ataques aéreos para a Síria na semana passada, os Estados Unidos atacaram principalmente posições da Al-Nosra e membros do Khorassan, um pequeno grupo islamita próximo da Al-Qaeda que se preparava para lançar, de acordo com Washington, "grandes ataques" nos Estados Unidos e na Europa.

Tuítes postados por um jihadista parecem confirmar que o suposto líder do grupo Khorassan, Muhsin al-Fadhli, foi morto em um desses ataques, anunciou o SITE, o centro americano de monitoramento de sites islâmicos.

As ameaças da Al-Nosra são feitas após as proferidas na semana passada por um porta-voz do EI, que incitou os muçulmanos a matar cidadãos dos países membros da coalizão.

Essas chamadas provocaram indignação de líderes muçulmanos, incluindo no Reino Unido e na França, um país que ainda tenta superar o choque pela decapitação de Hervé Gourdel, um guia de montanha de 55 anos sequestrado na Argélia por um grupo ligado ao EI.

Neste contexto, o conflito na Síria e no Iraque continua a dominar as discussões na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, diante da qual o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, criticou o intervencionismo militar americano.

"A intervenção militar tornou-se regra, apesar do resultado lamentável das operações militares dos Estados Unidos nos últimos anos", disse Lavrov no sábado, citando, entre outras, as intervenções no Iraque, Líbia e Afeganistão.

Moscou, que apoia o presidente sírio Bashar al-Assad, afirma que os ataques na Síria são ilegais.

Reforço de aviões britânicos

Último país a aderir à campanha de ataques aéreos, o Reino Unido enviou seus caças Tornado da Royal Air Force (RAF), que têm sobrevoado diariamente o território iraquiano, segundo o ministro da Defesa, Michael Fallon.

Estas aeronaves "estão prontas a ajudar as tropas iraquianas e curdas no chão em caso de confronto", assegurou.

No Iraque, as forças pró-governo repeliram um ataque na manhã deste domingo contra Amriyat Al-Fallujah, uma cidade estratégica 40 km a oeste de Bagdá, segundo fontes de segurança.

Os soldados se beneficiaram dos ataques aéreos, mas o exército não foi capaz de confirmar qual membro da coalizão foi o responsável pelos bombardeios.

Na Síria, os ataques conduzidos no sábado atingiram 'um aeroporto controlado pelo EI, uma guarnição e um campo de treinamento perto de Raqa', reduto do grupo extremista sunita no país, segundo o centro de comando americano (CENTCOM).

Apesar dos ataques no norte da Síria, os jihadistas do EI continuam sua ofensiva contra a cidade curda de Ain al-Arab (Kobané em curdo).

Os últimos combates levaram centenas de moradores a fugir para a vizinha Turquia, que já abriga mais de 160 mil pessoas que fugiram da região de Ain al-Arab.

A organização Human Rights Watch (HRW) também pediu a abertura de uma investigação sobre uma possível violação da lei da guerra após a morte de pelo menos sete civis em ataques americanos no noroeste do Síria.

Ativista de SP diz que atendeu 'ao chamado' de combatentes na Europa

Ao G1, Rafael Lusvarghi explicou que é voluntário do exército pró-Rússia.
Após ato na Copa, ele ficou 45 dias preso em SP acusado de ser black bloc.


Kleber Tomaz
Do G1 São Paulo

Em entrevista ao G1 por e-mail, o ativista Rafael Marques Lusvarghi, que ficou 45 dias preso em São Paulo acusado de atos violentos durante a Copa do Mundo, disse que está em Donbass, na "Nova Rússia". Ele revelou que se juntou às forças rebeldes ucranianas pró-Rússia desde o dia 20 de setembro.

"Os milicianos pró-russos têm sido chamados pela mídia de separatistas, mas quero deixar claro que são os agentes de Kiev que quiseram separar o Donbass da Rússia, que a população daqui é russa, fala russo, se sentem russos", explicou.

Em agosto, quando foi solto de uma prisão paulista, ele havia dito ao G1 que pretendia ir à Ucrânia para se unir aos separatistas em Donetsk, que querem a divisão do leste do país.

Por e-mail, o brasileiro defendeu sua missão de combatente no Leste Europeu. "Quero precisar que respondi ao chamado da Frente Brasileira de Solidariedade com a Ucrânia (que apesar do nome é pró-Rússia) e da Brigada Continental, braço armado da organização Unidade Continental, movimento que é a síntese entre as Forças Armadas da Colômbia e o Hezbollah", escreveu.

No dia 21 de setembro, ele postou uma foto em seu perfil no Facebook como voluntário do exército pró-Rússia.“Eu vou ficar por um longo tempo agora. Eu me tornei voluntário no exército de Novorossiya”, escreveu Rafael na página. A mensagem foi traduzida do russo. Nela, o manifestante aparece com o nome "Rafael Fernandovich Marques Lusvarghi (Cachaça)".

A imagem foi postada três dias depois de a Justiça de São Paulo absolvê-lo das acusações de liderar protestos com depredações portando explosivos. Além de Rafael, o estudante Fabio Hideki Harano, que também ficou detido pelos mesmos crimes, foi inocentado. Ele já estava em liberdade

Os dois tinham sido apontados como lideranças do movimento Black Bloc, que prega a destruição do patrimônio público como forma de manifestação. Rafael e Fábio sempre negaram as acusações.

Procurada pela equipe de reportagem, a assessoria de imprensa da Defensoria Pública de São Paulo, que defendeu Rafael, informou que o rapaz ainda responde "pelos crimes de associação criminosa e desobediência", mas "não houve imposição de qualquer restrição ou medida cautelar que o impedisse de se ausentar da comarca onde responde o processo."

Quando conversou no mês passado com a equipe de reportagem, Rafael falou que só iria à Ucrânia após o fim do processo judicial que responde em liberdade no Brasil.

Ucrânia

Rafael, que já foi soldado da Polícia Militar (PM) em São Paulo e perdeu os empregos como professor de inglês e assistente de help desk devido às duas prisões que sofreu em atos anti-Copa, postou mais mensagens e fotos no seu Facebook.

Em algumas imagens divulgadas neste mês aparece usando uniforme, segurando arma e posando à frente da bandeira rebelde pró-Rússia. Procurado nesta quinta-feira pelo G1, seu irmão, o servidor público Lucas Lusvarghi, afirmou que soube da viagem de Rafael pela página pessoal dele na internet. “A última vez que o vi e falei com ele foi há 15 dias”, disse Lucas, que mora em Jundiaí, interior paulista. “Dei a chave de minha casa para ele, mas perdi contato. Soube que ele foi lutar na Ucrânia pelo Facebook, no domingo [21] de manhã”.

Rafael também postou mensagens e fotos em 19 de setembro informando que havia chegado à Praça Vermelha, em Moscou. “Eu agradeço aos camaradas e irmãos por todo o suporte e incentivo que tenho recebido, especialmente pelos que tornaram tudo isso possível ”, escreveu. “ Viva Novarussia, viva Brasil!”

Rafael já planejava ir à Ucrânia antes de ter sido preso em São Paulo. “Tinha uma passagem comprada para lá. O voo partiria em 28 de junho”, disse ele è época. Cinco dias depois, no entanto, foi detido novamente pela polícia suspeito de atos violentos.

Rafael ficou conhecido da imprensa pelas prisões que sofreu nos atos anti-Copa. A primeira delas pela PM em 12 de junho, na abertura do torneio, na estação Carrão do Metrô. A segunda pela Polícia Civil em 23 de junho, quando estava na Avenida Paulista, sem camisa e vestindo kilt – traje escocês semelhante a uma saia.

Perfil

Devorador de livros sobre os vikings, tem a palavra bersek tatuada no braço, numa alusão a guerreiros da mitologia nórdica.

Em 17 de junho, se submeteu a uma escarificação (técnica que consiste em cortar a pele para deixar uma cicatriz) num estúdio de tatuagem enquanto a seleção brasileira empatava com a mexicana. Decidiu fazer uma cicatriz no rosto inspirada em personagens como o guerreiro Leonidas, do filme 300.

Na conversa com o G1 em agosto, Rafael se definiu como “combatente”, “stalinista” e de “esquerda”. Apesar disso, um juiz, Marcelo Matias Pereira, já o chamou de “esquerda caviar” – expressão de origem francesa (gauche caviar) para descrever ativistas que dizem ser socialistas, mas que usufruem do capitalismo. O mesmo magistrado foi quem o soltou depois.

Mais velho de quatro irmãos nascidos numa família de origem húngara e de classe média, Rafael é jundiaiense. A mãe professora é separada do pai, empresário em Minas Gerais. Na adolescência, fez curso de técnico de agronomia. Aos 18, se alistou na Legião Estrangeira, na França, onde serviu por três anos. Na volta ao Brasil, foi soldado da PM de São Paulo entre 2006 e 2007. Depois tentou a carreira de oficial da PM no Pará, mas abandonou em 2009.

No ano seguinte, seguiu para a Rússia para concretizar seu desejo de conhecer, in loco, o que só havia visto em fotos do período comunista. Lá, estudou administração, onde ganhou de um professor o apelido de Riurik Varyag Volkovich, da dinastia Rurik. Tentou entrar para o exército russo, mas não conseguiu e voltou à América do Sul. Contou ter entrado no território colombiano, onde ingressou nas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).


Coalizão internacional ataca o Estado Islâmico no centro e no leste da Síria

Bombardeios foram feitos pela primeira vez na província de Homs.
Ataques na Síria começaram na última terça (24).


France Presse

Os Estados Unidos realizaram pela primeira vez neste sábado (27) ataques contra o grupo Estado Islâmico (EI) na província de Homs, no centro da Síria, país onde suas operações acontecem "quase continuamente". Ataques no leste do país, na província de Raqqa, bastião do Estado Islâmico, também foram registrados.

Uma autoridade americana do Departamento de Defesa declarou que os ataques tinham ocorrido na madrugada deste sábado, mas não forneceu detalhes sobre o seu número, os alvos ou a possível participação de outros países da coalizão internacional.

Os ataques neste país, que começaram na terça-feira (24) após ataques semelhantes realizados desde agosto no Iraque, são hoje conduzidos "quase continuamente", disse a autoridade, que não quis se identificar.

De acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), os ataques foram direcionados pela primeira vez na província de Homs, enquanto se concentravam até então principalmente no leste e norte do país, onde o EI controla extensas áreas.

Os ataques ocorreram na parte desértica da província, na zona de Al-Hammad, a leste da antiga cidade de Palmyra, perto da linha de frente com as forças leais ao presidente Bashar al-Assad, que controlam a cidade de Homs, a terceira do país.

Segundo o OSDH, outros ataques foram realizados contra posições do EI em Minbej, uma das poucas cidades nas mãos dos jihadistas na província de Aleppo (norte), e na província de Raqqa (norte), considerada o reduto do grupo extremista sunita.

Outros visaram o EI perto da cidade curda de Ain al-Arab (Kobané em curdo), na fronteira com a Turquia, uma região de onde fugiram recentemente dezenas de milhares de pessoas frente ao avanço jihadistas, de acordo com a ONG que se baseia em uma ampla rede de ativistas e médicos no terreno.

As muitas atrocidades, incluindo a decapitação de estrangeiros, cometidas pelo EI em áreas sob seu controle levaram os Estados Unidos a criar uma coalizão internacional para "destruir (...) a rede da morte", nas palavras do presidente Barack Obama.

Reino Unido atacará no Iraque

Esta aliança recebeu um reforço de peso na sexta-feira com a decisão do Reino Unido de atacar os jihadistas no Iraque, onde apenas os Estados Unidos e a França têm atuado.

Dinamarca e Bélgica também decidiram participar da coalizão, enviando seus caças F-16 para futuros ataques no Iraque.

Além disso, neste sábado, o Irã anunciou que atacará os jihadistas do Estado Islâmico caso se aproximem de sua fronteira.

"Se o grupo terrorista Daesh (acrônimo em árabe do Estado Islâmico) se aproximar de nossa fronteira, nós atacaremos no território iraquiano e não permitiremos que se aproximem de nossa fronteira", declarou o general Ahmad Reza Purdastab.

O grupo ultrarradical controla amplos setores nas cinco províncias iraquianas, incluindo em Diyala, no leste, na fronteira com o Irã.

O Irã xiita, aliado do governo iraquiano e muito hostil aos extremistas sunitas do EI, afirma apoiar o governo de Bagdá e as forças curdas iraquianas em seu combate aos jihadistas. Armas e conselheiros militares foram enviados por Teerã.

Na sexta-feira a coalizão atacou na Síria instalações petroleiras controladas pelos jihadistas na província de Deir Ezor (leste), um centro de comando do EI, próximo a Al Mayadin, na mesma província, assim como a instalações petroleiras e a uma base dos jihadistas na província de Hasaka (nordeste).

O EI suspendeu a extração de petróleo em seis campos que controla em Deir Ezor por medo dos bombardeios americanos, ficando sem uma importante fonte de renda, informaram nesta sexta-feira os moradores da região.

Desde julho, o EI controla a maior parte da província petroleira de Deir Ezor e a maior parte dos campos de petróleo da região, segundo o OSDH, uma ONG com sede no Reino Unido.

O EI produz mais petróleo do que o governo sírio. O ministério do Petróleo sírio estima que os jihadistas extraiam 80.000 barris diários, enquanto a produção governamental caiu até os 17.000 barris diários.

25 setembro 2014

Ucrânia autoriza fechamento temporário da fronteira com a Rússia

Decreto publicado nesta quinta autoriza fechamento terrestre e marítimo.
Decisão foi tomada devido à 'contínua interferência da Rússia' no país.


France Presse

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, autorizou o governo a fechar temporariamente os 2.300 km de fronteira com a Rússia em um decreto publicado nesta quinta-feira (25).

O decreto, assinado depois de cinco meses de combates no leste do país entre o exército e os separatistas pró-Rússia, autoriza o governo a fechar as fronteiras terrestres e marítimas.

A decisão foi tomada "em consequência da contínua interferência da Federação da Rússia nos assuntos internos da Ucrânia", afirma o texto do decreto.

A Ucrânia e os países ocidentais acusam a Rússia de ter enviado tropas ao leste do país para apoiar os rebeldes que exigem a independência das regiões de língua russa.

Os combates começaram depois que Moscou anexou a Crimeia, uma península do sul da Ucrânia, após um referendo que não foi reconhecido pela comunidade internacional.

A anexação aconteceu depois da destituição, em fevereiro, do presidente ucraniano Viktor Yanukovytch, um simpatizante do Kremlin.

Atualmente, uma trégua está em vigor no leste da Ucrânia, após a assinatura de um plano de paz no sábado passado, mas ainda não foi encontrada uma solução política para a crise, já que os rebeldes rejeitaram a oferta de um estatuto especial para as regiões separatistas.


Combates recentes no Iêmen deixaram 270 mortos

Rebeldes rebeldes xiitas de Ansarulah assumiram o controle da capital.
Situação em Sanaa permanece tensa mesmo com fim de combates.


France Presse

Pelo menos 270 pessoas morreram nos combates que permitiram aos rebeldes xiitas de Ansarulah assumir o controle da capital do Iêmen, Sanaa, segundo um novo balanço oficial.

O ministro da Saúde, Ahmed al-Ansi, anunciou que 270 corpos de civis e militares foram recuperados, segundo a agência oficial Saba.

O balanço não inclui os mortos que tiveram os corpos levados pelas famílias ou pelos beligerantes.

O ministério informou que 460 pessoas ficaram feridas.

Os combates em Sanaa terminaram quando os rebeldes xiitas de Ansarulah e o governo assinaram um acordo de paz com a mediação do emissário da ONU, Jamal Benomar, no domingo.

Mas a situação na capital iemenita permanece tensa, desde que os rebeldes xiitas armados assumiram o controle da cidade, onde saqueiam unidades do exército.

Ao mesmo tempo, o governo do Iêmen libertou dois iranianos que supostamente pertenciam à Guarda Revolucionária da República Islâmica, que eram acusados de vínculos aos huthis, os rebeldes xiitas de Ansarulah.

De acordo com fontes diplomáticas, os iranianos foram libertados na quarta-feira com a mediação do governo de Omã.

Os dois foram detidos no início do ano no aeroporto de Sanaa, quando tentavam deixar o país. Uma fonte do governo iemenita afirmou que os iranianos estavam em uma missão para treinar combatentes huthi na região norte do país.

Exército sírio retoma dos rebeldes cidade próxima de Damasco

Adra era controlada pelos rebeldes desde dezembro de 2013.
Localidade industrial é estratégica no combate.


France Presse

O exército sírio retomou nesta quinta-feira (24) a cidade estratégica e industrial de Adra, ao norte de Damasco, que era controlada pelos rebeldes desde dezembro de 2013, anunciou uma fonte das forças de segurança na capital do país.

"Durante a manhã, o exército recuperou o controle de Adra e restabeleceu a segurança", disse a fonte.

O exército já controlava a zona industrial de Adra, a maior da Síria, e a parte da cidade próxima da estrada que vai de Damasco a Homs.

Os bairros conhecidos como "Adra operário", onde no começo de 2011 moravam 20.000 funcionários de fábricas, estavam sob poder dos rebeldes há nove meses e nesta quinta passaram ao controle do exército.

A ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) informou, no entanto, que os combates prosseguiam na cidade operária e que os rebeldes controlavam a 'área antiga' de Adra.


Estado Islâmico avança sobre cidade curda síria após bombardeios

Tanques e combatentes chegaram a Kobani desde terça.
EUA e aliados fizeram ataques aéreos contra posições jihadistas.


Reuters

O Estado Islâmico enviou reforços para seus combatentes que enfrentam forças curdas pelo controle de uma cidade síria na fronteira com a Turquia, um remanejamento desencadeado pelos ataques aéreos liderados pelos Estados Unidos contra o grupo em outras áreas, disse um oficial militar curdo.

Ocalan Iso, vice-líder das forças curdas que defendem a cidade de Kobani perto da fronteira turca, disse que mais tanques de guerra e combatentes do Estado Islâmico chegaram desde que a coalizão liderada pelos EUA iniciou ataques aéreos contra o grupo na terça-feira.

“O número de seus combatentes aumentou, o número de seus tanques aumentou desde o bombardeio de Raqqa”, disse Iso à Reuters por telefone. Ele repetiu pedidos para que a coalizão liderada pelos EUA expanda seus ataques aéreos para posições do Estado Islâmico perto de Kobani, também conhecida como Ayn al-Arab. “Kobani está em perigo”, disse ele.

Os ataques aéreos contra o Estado Islâmico na Síria até agora tiveram como alvo as províncias de Raqqa, Deir al-Zor e Hasakah. O Estado Islâmico lançou uma grande ofensiva contra Kobani na semana passada, forçando quase 140 mil curdos sírios a fugir pela fronteira para dentro da Turquia em poucos dias - o maior e mais rápido êxodo de civis desde o começo do conflito na Síria, em 2011.

Iso disse que combatentes do Estado Islâmico avançaram para dentro de um raio de 8 quilômetros ao sul de Kobani - o mais perto que chegaram em qualquer estágio da mais recente ofensiva.

“Pedimos que forças americanas atinjam suas posições. Eles estão a 8 quilômetros de Kobani. Eles estavam a 25 quilômetros antes”, disse Iso.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos, que monitora a violência no conflito, relatou mais cedo ter havido ataques aéreos sobre posições do Estado Islâmico a oeste de Kobani realizados por aviões que, aparentemente, vieram de território turco.

Mas autoridades curdas em Kobani não puderam confirmar o relato, e a Turquia disse que nem seu espaço aéreo nem a base dos EUA no sul do país foram utilizados para realizar ataques aéreos.

“Por causa do bombardeio em Raqqa, o Estado Islâmico pegou todas as suas armas e as trouxe aqui. Há mais combatentes do Estado Islâmico nos últimos dois dias, e eles trouxeram todas as suas forças aqui”, disse Ahmed Hassan, de 60 anos, um curdo sírio que fugiu para a Turquia com a família.

“Eles possuem armamento pesado. Nós estamos fugindo deles. O YPG não tem armamentos pesados. É por isso que precisamos de ajuda”, disse ele, referindo-se ao principal grupo armado curdo.

Após bombardeios, grupo ligado à Al-Qaeda deixa bases na Síria

Combatentes da Frente Nusra se retiraram da região de Idlib.
EUA fizeram ataques aéreos contra o grupo na região.


Reuters

O grupo afiliado à rede Al-Qaeda na Síria, a Frente Nusra, se retirou de suas bases em áreas povoadas da região de Idlib, no noroeste da Síria, depois que as forças lideradas pelos Estados Unidos desfecharam ataques aéreos contra o grupo, disseram seus combatentes nesta quarta-feira.

Outro grupo islâmico sírio, o Ahrar al-Sham, também ordenou que seus seguidores deixassem suas bases, disse o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, um grupo de monitoramento do conflito, com sede na Grã-Bretanha.

"Armas pesadas foram levadas para fora das bases. Nós não queremos que civis sejam prejudicados por nossa causa", disse um combatente da Frente Nusra em uma mensagem online publicada na Internet.

O Observatório também informou sobre a retirada da Frente Nusra.

Pelo menos 50 combatentes da Frente Nusra e oito civis foram mortos em ataques de uma coalizão liderada pelos EUA na Síria na terça-feira, disse o Observatório.

O Exército dos EUA afirmou ter bombardeado veteranos da Al Qaeda aos quais se refere como o "grupo de Khorasan". Militantes na Síria disseram que o termo é amplamente usado, mas pode referir-se aos combatentes que vieram para a Síria e aderiram à Frente Nusra depois de lutar no Afeganistão.

O outro grupo islâmico que está deixando suas bases, o Ahrar al-Sham, é parte da aliança Frente Islâmica que tem estado em conflito armado com os militantes do Estado islâmico, o principal alvo dos ataques aéreos liderados pelos EUA.


Luta contra Estado Islâmico vai durar anos, dizem EUA

Em entrevista exclusiva à BBC, porta-voz do Pentágono afirma que grupo tem boa capacidade de se adaptar e reagir a ataques.


BBC

Os ataques aéreos liderados pelos EUA interromperam os avanços do autodenominado Estado Islâmico (EI), mas a luta contra o grupo extremista ainda vai levar anos, disse à BBC o porta-voz do Pentágono.

"Acreditamos que estamos falando de anos", disse o almirante John Kirby dias após os EUA e países aliados iniciarem ataques aéreos contra o EI na Síria.

A afirmação foi feita no momento em que ativistas relataram novos ataques ao redor da cidade de Kobane, perto da fronteira da Síria com a Turquia.

Kobane foi cercada por militantes do Estado Islâmico durante vários dias, forçando cerca de 130 mil curdos sírios a fugir para a Turquia.

O Estado Islâmico tomou grandes áreas da Síria e do Iraque. Desde agosto, os EUA lançaram cerca de 200 ataques aéreos no Iraque.

Na segunda-feira, os ataques estenderam a campanha para a Síria pela primeira vez. Ativistas dizem que pelo menos 70 militantes do Estado Islâmico, 50 combatentes ligados à Al-Qaeda e oito civis foram mortos nos ataques, que atingiram vários alvos no norte e no leste do país.

'Êxodo' de Raqqa

Em Washington, o almirante John Kirby disse que os ataques aéreos na Síria tinham diminuído com sucesso o poder do Estado Islâmico. "Achamos que atingimos o alvo", disse ele.

No entanto, ele afirmou que o grupo é competente em se adaptar e reagir a mudanças, e que representa uma "grave ameaça" que não seria eliminada "dentro de dias ou meses."

O Pentágono disse que aviões bombardeiros, drones e mísseis de cruzeiro Tomahawk foram usados nos ataques. As ações atingiram a sede do Estado Islâmico, em Raqqa, no nordeste da Síria, bem como áreas de treino, veículos e instalações de armazenamento em várias outras áreas.

O presidente americano, Barack Obama, disse que militantes ligados à Al-Qaeda conhecidos como o Grupo de Khorasan também foram alvo. Os EUA acusam o grupo de planejar "ataques iminentes" contra o Ocidente a partir de um reduto a oeste de Aleppo.

A ofensiva foi organizada em três ondas distintas, com jatos de combate norte-americanos usados na primeira e nações árabes participando na segunda e na terceira, disseram autoridades militares dos EUA.

A porta-voz do Departamento de Estado americano, Jan Psaki, disse que os EUA haviam alertado a Síria com antecedência para "não se envolver com aviões dos EUA". Mas ela acrescentou que Washington não pediu permissão ou informou com antecedência sobre a programação dos ataques.

Moradores de Raqqa disseram aos jornalistas que os ataques aéreos tiveram um grande impacto sobre os militantes.

Um ativista na cidade, Abu Yusef, disse à agência de notícias AFP que os militantes estão agora "focados em tentar salvar suas próprias vidas".

Abo Mohammed, um morador, disse à Reuters que o principal prédio administrativo da cidade tinha sido atingido por quatro foguetes e que centenas de combatentes que estavam controlando o tráfego e a segurança na rua haviam ido embora.

"Há um êxodo de Raqqa neste momento", disse ele, relatando a fuga não só de militantes, mas também de moradores da cidade.

Distorcendo o Islã

Na terça-feira, Obama elogiou o suporte das nações árabes aos ataques aéreos: "Isto não é uma luta dos EUA sozinhos."

Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Bahrein e Catar apoiaram ou participaram dos ataques na Síria, disse o presidente americano.

O secretário de Estado americano, John Kerry, disse a jornalistas que mais de 50 países concordaram em unir esforços para combater o Estado Islâmico.

"Nós não vamos permitir que esses terroristas encontrem um refúgio seguro em outro lugar", afirmou.

Em Nova York, o chanceler saudita, príncipe Saud al-Faisal, disse: "Hoje estamos diante de uma situação muito perigosa, já que o terrorismo evoluiu de células para exércitos".

Ele disse que a ameaça havia engolido Líbia, Líbano, Síria, Iraque e Iêmen e "distorcido a imagem do Islã e dos muçulmanos."

Na segunda-feira, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, defendeu uma coalizão internacional para "destruir" o Estado Islâmico, indicando que se trata de uma luta inevitável.

A BBC apurou que o Parlamento do Reino Unido será chamado na sexta-feira a discutir o possível papel da Grã-Bretanha em ataques aéreos contra alvos de Estado Islâmico.

O presidente sírio, Bashar al-Assad, citado pela imprensa estatal, disse que apoiou todos os esforços internacionais de luta contra o "terrorismo" na Síria.

No entanto, o presidente iraniano, Hassan Rouhani, um aliado do governo sírio, disse que a ação militar na Síria não tinha "status legal" sem um mandato da ONU ou a aprovação do governo sírio.


Bombardeios de coalizão internacional matam 19 na Síria

Vítimas seriam 14 jihadistas e 5 civis.
EUA anunciaram que foram realizados 13 ataques contra alvos do EI.


Do G1, em São Paulo

Pelo menos 19 pessoas morreram na noite de quarta-feira (24) em bombardeios da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos contra alvos do grupo Estado Islâmico (EI) nas províncias sírias de Deir Ezzor e Hasake, informou nesta quinta (25) o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

As vítimas são 14 combatentes da organização radical e cinco civis, que morreram em decorrência dos ataques aéreos contra quartéis e refinarias de petróleo em poder do EI.

Os jihadistas mortos estavam em Deir Ezzor, e os civis em Hasake.

Os EUA anunciaram que foram realizados 13 ataques com caças e aviões não tripulados contra 12 refinarias sob controle dos extremistas em zonas remotas no leste da Síria.

O Observatório detalhou que os bombardeios tiveram como alvo instalações de petróleo, bases, postos de controle e carros blindados do EI nas regiões de Al Mayadin, Baqras, Qorei e Harbía. A ONG ressaltou que um dos ataques atingiu uma refinaria, que não estava em poder do EI, mas de civis, na área de Ashara.

Em Hasake, os aviões da coalizão bombardearam três instalações petrolíferas em Al Hul, no nordeste da província.

Os EUA anunciaram na segunda-feira (22) que haviam começado a ofensiva contra o EI em território sírio, na qual também participam vários países árabes.

A organização jihadista proclamou um califado no Iraque e na Síria no final de junho, onde conquistou amplas partes do norte e do centro de ambos países.

Os combatentes do EI assumiram o controle de instalações e campos de petróleo na Síria. As autoridades acreditam que eles vendem combustível no mercado negro para financiar suas operações.

Os bombardeios contaram com a participação de aviões da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos, segundo Kirby.

Reino Unido irá se unir a ataques aéreos ao EI, diz Cameron na ONU

Primeiro-ministro britânico diz que é preciso ‘passar a nova fase de ações’.
Ele pediu ainda chance ao Irã e disse que al-Assad também é 'inimigo'.


Do G1, em São Paulo

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, informou que irá pedir na sexta-feira, durante uma convocação extraordinária do Congresso, autorização para que o Reino Unido inicie sua participação nos ataques aéreos promovidos contra o Estado Islâmico. Em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, na noite de quarta (24), ele falou sobre o combate ao grupo terrorista através da coalizão liderada pelos Estados Unidos.

“Temos necessidade de agir em favor de nossos interesses nacionais e pela proteção de nosso povo. Por isso, é certo que o Reino Unido deve agora passar a uma nova fase de ações”, disse. “Minha mensagem hoje é simples. Estamos enfrentando um mal contra o qual o mundo inteiro precisa se unir. E, como sempre em relação a liberdade, democracia e justiça, o Reino Unido fará sua parte”.

Cameron disse no início de seu pronunciamento que “erros do passado não podem se tornar uma desculpa para a indiferença e a falta de ação”, citando os casos do Iraque e Afeganistão. “A lição é que devemos agir de forma diferente... não devemos ficar tão congelados pelo medo a ponto de não fazermos nada”.

Segundo o premiê, os países envolvidos no combate ao EI precisam ser “compreensivos, inteligentes, abrangentes e firmes”. Para ele, é preciso combater a ideologia do extremismo, vencendo também “a batalha de ideias”, em vez de apenas a militar, apoiando governos representativos e confiáveis sem assumir o papel deles, trabalhando com parceiros na região que estejam preparados e usando todos os métodos à disposição para “caçar” os extremistas, incluindo a força militar.

Ao falar em parcerias na região, Cameron citou nominalmente o Irã, dizendo que o país merece a chance de mostrar que pode ser parte da solução e não do problema. Ao lembrar seu encontro com o presidente Hassan Rouhani, horas antes, ele destacou que os dois discordam severamente em alguns temas, mas isso não impede que o país possa ajudar a combater a ameaça do Estado Islâmico. “Eles podem nos ajudar a garantir um Iraque e uma Síria mais estáveis e inclusivos. E, se estiverem preparados para fazer isso, devemos dar as boas-vindas ao seu comprometimento”.

O primeiro-ministro também afirmou que o combate ao EI não implica em apoio ao presidente da Síria, Bashar al-Assad. “O inimigo de nosso inimigo não é nosso amigo. Ele é outro inimigo. Fazer um acordo com Assad não irá derrotar o EI por que o desequilíbrio e a brutalidade do regime de Assad são uma das mais poderosas ferramentas de recrutamento para os extremistas”, disse. “A Síria precisa do que o Iraque precisa: um governo inclusivo, representativo e democrático que possa cuidar dos interesses de seu povo...simplesmente não é crível que Assad possa liderar um governo desse tipo”.

Adotando um discurso parecido ao do presidente dos EUA, Barack Obama, Cameron também dissociou o Estado Islâmico da religião que este diz professar. “A principal causa desta ameaça terrorista é uma ideologia distorcida do extremismo islâmico. Isso não tem nada a ver com o Islã, que é uma região pacífica que inspira inúmeros atos de generosidade a cada dia. O extremismo islâmico acredita no uso das formas mais brutais de terrorismo para forçar as pessoas a aceitar uma visão de mundo distorcida e viver em um estado quase medieval”, afirmou.