31 julho 2014

Israel convoca mais 16 mil soldados para seguir ofensiva militar em Gaza

Efetivo na Faixa de Gaza vai a 86 mil militares.
Exército diz que objetivo é dar um descanso maior aos combatentes.


Do G1, em São Paulo

O Exército de Israel anunciou nesta quinta-feira (31) a convocação de mais 16 mil reservistas para seguir com a ofensiva contra o Hamas na Faixa de Gaza. Com esse novo chamado, a tropa israelense na região alcança o efetivo de 86 mil militares.

"O exército lançou 16 mil ordens de mobilização suplementares com o objetivo de permitir dar um alívio às tropas que se encontram em terra, o que eleva o total de efetivos de reservistas a 86 mil ", declarou o porta-voz.

O porta-voz do Exército disse que o objetivo dessa convocação é permitir que as tropas que já estão em combate contra os islamitas tenham um período maior de descanso.

O governo israelense também utilizou um tratado chamado “inventário de reservas de munição de guerra”, e solicitou aos Estados Unidos o envio, com urgência, de mais munição para as tropas. O custo da operação é de US$ 1 bilhão.

O Gabinete de Segurança, que na quarta (30) se reuniu durante cinco horas, decidiu por unanimidade continuar com os ataques contra “objetivos terroristas” do Hamas e as operações realizadas para neutralizar os túneis cavados pelo movimento islamita entre a Faixa de Gaza e o território israelense, indicou a rádio pública.

Uma nova reunião deste gabinete, integrado por oito ministros, está prevista para esta quinta.

Citado pela rádio, um general encarregado das operações no setor do reduto palestino disse que a destruição dos túneis seria apenas uma questão de dias.


Ataque contra mesquita deixa feridos em escola da ONU em Gaza

Pelo menos 15 palestinos ficaram feridos em ataque da aviação israelense.
Caso aconteceu na mesma escola onde houve mortes nesta quarta.


France Presse

Quinze palestinos refugiados em uma escola da ONU em Jabaliya, no norte da Faixa de Gaza ficaram feridos nesta quinta-feira (31) depois de um ataque da aviação israelense contra uma mesquita próxima, segundo as equipes de socorro.

Na véspera, 20 palestinos, entre eles várias crianças, morreram no mesmo campo de refugiados depois da explosão de obuses israelenses em outra escola da Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA).

A agência da ONU, que usa as 83 escolas que mantém na Faixa de Gaza para abrigar os civis que fogem dos combates, denunciou na véspera uma grave violação do direito internacional por parte de Israel.

O Exército de Israel anunciou nesta quinta a convocação de mais 16 mil reservistas para seguir com a ofensiva contra o Hamas na Faixa de Gaza. Com esse novo chamado, a tropa israelense na região alcança o efetivo de 86 mil militares.

O Gabinete de Segurança, que na quarta (30) se reuniu durante cinco horas, decidiu por unanimidade continuar com os ataques contra “objetivos terroristas” do Hamas e as operações realizadas para neutralizar os túneis cavados pelo movimento islamita entre a Faixa de Gaza e o território israelense, indicou a rádio pública.

Também nesta quinta, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que seu país está determinado – independentemente dos esforços para um cessar-fogo em Gaza – a completar a destruição dos túneis que os militantes palestinos construíram sob a fronteira entre o enclave palestino e Israel.

“Estamos determinados a completar esta missão com ou sem um cessar-fogo”, disse Netanyahu em um discurso durante uma reunião de gabinete em Tel Aviv. “Não irei concordar com qualquer proposta que não permita que o Exército de Israel complete esta importante tarefa para a segurança do país”.

Segundo Israel, os túneis são usados por militantes do Hamas para lançar ataques contra o território israelense.

O porta-voz do Ministério da Saúde em Gaza, Ashraf al-Qedra, detalhou que o total de mortos desde o início da ofensiva israelense, que começou em 8 de julho, chega a 1.349 e os feridos são mais de 7,5 mil, a maioria civis, inclusive mulheres e crianças.

Do lado israelense, 56 militares morreram em combate ou depois que foram atingidos por projéteis disparados de Gaza, além de três civis.

Premiê diz que Israel vai destruir túneis de Gaza com ou sem trégua

Benjamin Netanyahu disse que não aceitará acordo que não permita ação.
'Estamos determinados a completar esta missão', afirmou.


Reuters

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta quinta-feira (31) que seu país está determinado – independentemente dos esforços para um cessar-fogo em Gaza – a completar a destruição dos túneis que os militantes palestinos construíram sob a fronteira entre o enclave palestino e Israel.

“Estamos determinados a completar esta missão com ou sem um cessar-fogo”, disse Netanyahu em um discurso durante uma reunião de gabinete em Tel Aviv. “Não irei concordar com qualquer proposta que não permita que o Exército de Israel complete esta importante tarefa para a segurança do país”.

Segundo Israel, os túneis são usados por militantes do Hamas para lançar ataques contra o território israelense.

O general Sami Turgeman, chefe das forças israelenses em Gaza, disse nesta quarta-feira (30) que eles estão “a alguns dias de destruir todos os túneis.”


Explosão em quartel do Exército atinge residências e causa pânico no RS

Estilhaços de explosões atingem santanenses
Moradores da vila Emília foram os mais atingidos pelos artefatos. Há o registro de pessoas feridas


A Plateia | Montedo

Duas explosões foram ouvidas no final da tarde de ontem, em Livramento. Os moradores do bairro Vila Emília foram os mais atingidos pelos artefatos que voaram pelos ares. Alguns objetos com mais de 30 centímetros atingiram tetos, estouraram janelas e perfuram casas. A comunidade ficou apavorada e a equipe da rádio RCC FM e do Jornal A Plateia acompanhou os momentos de medo da população.

Já passados alguns minutos depois da explosão, ainda era possível sentir o cheiro da fumaça nos arredores das casas atingidas. Os moradores confirmaram que as explosões e os artefatos vieram de atividades desenvolvidas de dentro do quartel. Pouco mais de 30 minutos depois, o Major André Leite confirmou que as explosões fizeram parte de treinamentos. A primeira transcorreu com tranquilidade e apenas a segunda explosão causou os transtornos com os moradores. Um Major do 7° RC Mec também confirmou que dentro do quartel não houve feridos.

O morador Ari Rodrigues confirmou que teve parte da casa atingida pelos estilhaços da explosão. Ele estava no pátio da casa na Rua Sétimo Nocchi, sendo que o metal rasgou a lata da casa e feriu o morador que teve que ser socorrido e levado ao hospital. Jacira, esposa de Auri, ainda trêmula, contou que por pouco os estilhaços não atingiram sua filha de seis anos que assistia à televisão na sala da casa.

Na Rua Darci Trindade Barbosa, outro pedaço de metal, muito semelhante ao utilizado em munição pesada, atingiu a residência do morador Chila da Rosa que por muito pouco não feriu o senhor de 80 anos.

Janelas e portas de vidros foram estilhaçadas e na residência do líder comunitário Camilo Alves, até partes de um banheiro foi destruído pelas explosões. A primeira explosão aconteceu por volta das 17h e a segunda aconteceu às 17h40min e muitas pessoas em toda a cidade confirmaram ter ouvido as explosões.

Em declaração feita ao vivo na rádio RCC FM durante o programa Conversa de Fim de Tarde, o Major André Leite informou que um Inquérito será aberto para apurar o que realmente aconteceu e o que deu de errado na segunda explosão.

Ucrânia utilizou mísseis táticos no terreno

Mísseis SS-21 utilizados contra terroristas russos na Ucrânia


Área Militar

Segundo um relatório emitido pelas autoridades militares norte-americanas, as forças armadas da Ucrânia começaram nas últimas 48 horas a utilizar mísseis balísticos contra posições detidas pelos terroristas russos que ocupam ainda várias áreas do leste da Ucrânia.

Os mísseis utilizados pelos ucranianos serão mísseis do sistema SS-21 «Toshka», sistema que utiliza o míssil 9M79, que tem um alcance máximo de 70km e uma precisão de aproximadamente 160 metros. A Ucrânia é o segundo maior utilizador deste sistema de mísseis táticos.




Muitos destes sistemas são já bastante antigos e números relativamente pequenos estão operacionais, ainda assim continua a ser uma arma viável.

A utilização do sistema SS-21 permite ao exército da Ucrânia atingir as zonas controladas pelos rebeldes desde posições a ocidente, em apoio das forças ucranianas que lutam no corredor que separa os territórios controlados pelos rebeldes da fronteira russa, por onde passam os armamentos fornecidos pelo regime de Vladimir Putin.

Escalada de meios

A utilização deste tipo de sistema, ocorre na sequência de um ataque violento por parte de forças russas, que atingiram posições ucranianas disparando a partir de território russo em apoio dos rebeldes.

O ataque russo da passada sexta-feira, dia 25, teve como objetivo cortar o cordão sanitário estabelecido pelos ucranianos, com o objetivo de cercar os rebeldes de Donetsk. Sabe-se que uma contra-ofensiva ucraniana logrou reocupar as áreas bombardeadas, tendo posteriormente as posições dos rebeldes sido pesadamente bombardeadas.

O ataque contra posições ucranianas a partir de território russo, foi detetado pelo mesmo tipo de sistemas que agora detetou a resposta ucraniana, com mísseis táticos SS-21.

Ofensiva a partir do leste

Ao controlar cada vez mais áreas entre a fronteira russa e as posições dos rebeldes, os ucranianos estão agora a fazer pressão de leste para oeste, de forma a que as forças terroristas russas fiquem cada vez mais longe da sua fonte de abastecimentos.

Teme-se que este escalar da violência leve o regime russo a apoiar ainda mais fortemente os grupos terroristas armados pela Rússia. O falhanço destes grupos no entanto, poderá não deixar qualquer outra opção à Rússia que não seja a intervenção direta em território ucraniano, elevando ainda mais a fasquia no jogo extremamente perigoso que Vladimir Putin iniciou quando invadiu a Crimeia.

Também a oeste a violência aumentou, com combates na zona urbana de Donetsk, na área do aeroporto e da estação ferroviária central. Estes recontros já mostraram o que pode resultar de combates dentro de uma cidade. Donetsk, uma cidade de um milhão de habitantes, encontra-se já cercada pelo sul, oeste e noroeste.


Pro-russos perderam 70% do território

Bolsa de Donetsk-Luhansk quase cercada


Área Militar

Em meio à campanha de propaganda em que está mergulhado o conflito na Ucrânia oriental, entre grupos de separatistas pro-russos apoiados pelo Kremlin e o governo da Ucrânia, nos últimos dias o avanço das forças governamentais tem sido muito consideravel. Os grupos apoiados pelo Kremlin perderam 70km quadrados de cada 100km quadrados que controlavam há um mês e meio.

Em 20 de Maio de 2014, quando as forças da auto-proclamada republica popular de Donetsk e Luhansk se preparavam para declarar a independência da região da Novorossya, controlavam grandes porções das duas regiões administrativas.

No mapa que se mostra de seguida, pode-se verificar que as forças rebeldes, fortemente apoiadas pelo Kremlin, tinham sob o seu controlo absoluto uma área estimada em cerca de 55% do território, com mais 25% do território contestado. Apenas 20% do território das duas regiões separatistas era controlado pelas tropas do governo, e mesmo assim, como se veio a verificar mais tarde, esse controlo era apenas formal, como se confirmou em Sverdlovsk, que ficou isolada do resto das forças ucranianas.



A situação no terreno em Maio. A tracejado castanho estão as regiões contestadas em que nenhum dos lados controla completamente a situação, ou em que o controlo muda de lado com frequência.

Duas regiões estavam completamente isoladas do resto da Ucrânia, a bolsa de Milovoiye, encostada à cidade russa de Chertkovo e a bolsa de Sverdlovsk.

Em 25 de Maio ocorrem as eleições ucranianas. A situação desde Maio manteve-se num limbo, com pequenas alterações, como a tomada pelos rebeldes da fronteira próxima à cidade de Sverdlovsk em 3 de Junho.

O abandono de Sverdlovsk, que foi agitado pela imprensa russa como confirmação de que a Ucrânia não lutaria contra os separatistas, acabou por ser enganador.

Com a retirada de Sverdlovsk, durante a primeira metade do mês de Junho a situação parecia favorável aos rebeldes, embora se tivesse tornado claro que a Rússia não iria agir diretamente como tinha acontecido durante a ocupação de Crimeia.

Contra-ataque

No entanto, em 12 de Junho, as tropas governamentais voltam a controlar a cidade portuária de Mariopol, cortando o acesso dos separatistas ao Mar de Azov. Uma proposta de tréguas por parte do governo da Ucrânia dá às forças governamentais tempo para reorganização.

A partir de 3 de Julho, ocorre uma ofensiva clara por parte das tropas do governo contra as cidades vizinhas de Kramatorsk e Sloviansk. Surpreendidos com o ataque os separatistas fogem no dia 5 de Julho em completa desorganização deixando grandes quantidades de material de guerra russo pelo caminho.

A 7 de Julho os rebeldes recuam para a cidade de Donetsk e começam a rebentar pontes para impedir o avanço das tropas governamentais. Ao mesmo tempo, emitem apelos desesperados para que os russos ajudem a «Novorossya», afirmando que se a Rússia não ajudar, Kiev ganhará a guerra.

No dia 11 de Julho forças russas são atacadas com artilharia a foguete de sistemas BM-21. Tiros de resposta atingem território russo e a Rússia ameaça com consequências irreversíveis, caso os combates cheguem a território russo. Na noite de 12 para 13 de Julho, há relatos de que chegou a haver confrontos entre tropas russas e ucranianas, quando uma coluna de 200 veículos foi detida pelo exército ucrâniano.

Chegados a meados de Julho, a situação alterou-se significativamente. As forças rebeldes e os terroristas russos, controlam já pouco mais de 20% do território das duas regiões ucranianas. A sua zona de influência é constituída por uma bolsa que o exército ucraniano se tem esforçado por conter, de forma a separar os territórios rebeldes da fronteira com a Rússia.


A situação atual no terreno, mostra avanços consideráveis. De notar a tentativa de estabelecer o isolamento das tropas rebeldes.
As cidades de Snizhne e Zelenopilia foi onde ocorreram contra-ataques alegadamente por parte de forças em território russo.

Combates futuros

É previsível que os combates futuros venham a ocorrer junto às regiões de fronteira e não nas cidades de Donetsk e Luhansk.

Em primeiro lugar, combates nas cidades podem resultar e massacres entre a população civil e o governo ucrâniano não deverá levar a cabo nenhuma operação sem primeiro tentar garantir uma evacuação.

Como é normal nestes casos, os sitiados não aceitam retirar os civis. Para os movimentos rebeldes, que nada têm a perder, qualquer massacre seria positivo pois poderia influenciar a opinião pública russa.

Em segundo lugar porque, o exército ucraniano pretenderá cortar o acesso dos rebeldes à Rússia e a melhor forma de o fazer é estabelecer um controlo apertado das fronteiras.

Ainda que não seja possível vedar completamente a fronteira, esta só será permeável por pequenos grupos, não sendo possível transportar armas pesadas em quantidades que possam ter significado em termos militares.

Como resultado disto, ao garantir o isolamento dos rebeldes, estes terão pouco mais hipóteses que não seja recorrer a atentados terroristas.

Por isso, é de esperar uma fortíssima resposta por parte dos rebeldes e terroristas apoiados pelo Kremlin, para evitar o cerco e a aniquilação.


Brasil pode participar de campeonato aeronáutico na Rússia

País recebeu convite para se apresentar no Aviadarts e pode utilizar aeronaves russas no evento.


RIA Nóvosti

No dia 28 de julho ocorreu o encerramento do Campeonato Aeronáutico Internacional Aviadarts-2014, realizado nas unidades federativas de Voronezh e Lipetsk, na Rússia. Participaram do evento 33 tripulações da Força Aérea da Federação Russa, uma da Aviação da Marinha Russa, duas tripulações da China e duas da Bielorrússia. Adidos militares internacionais, entre eles os da Índia, Paquistão, Egito e Brasil, participaram como observadores. No próximo ano o número de participantes será ampliado.


Brasil pode participar de campeonato aeronáutico na Rússia
Na Força Aérea brasileira, competições parecidas com o Aviadarts se diferenciam pelo fato de que são realizadas separadamente para cada tipo de aeronave Foto: Artiom Jítenev/RIA Nóvosti

"Gostei muito, tudo foi muito bem organizado. Foi uma excelente oportunidade de observar o trabalho dos profissionais, ver tantos aparelhos militares aéreos e avaliar as suas capacidades. Acima de tudo, fiquei surpreso e encantado com a qualidade do trabalho dos pilotos russos", disse o adido de defesa brasileiro, Marco Antônio de Freitas Coutinho, à agência de notícias Ria Novosti.

De acordo com Coutinho, o preparo dos pilotos russos para as competições é digno de atenção especial, tanto pelas acrobacias que executam, como pela interação entre eles. Na Força Aérea brasileira, competições parecidas com o Aviadarts se diferenciam pelo fato de que são realizadas separadamente para cada tipo de aeronave.

O adido disse que no próximo ano o Brasil planeja enviar representantes de sua Força Aérea para o Aviadarts, que participariam do campeonato utilizando aeronaves de fabricação russa.

"Este ano recebemos o convite, e ele foi enviado ao Brasil para análise. No próximo ano, se for possível, não deixaremos de participar. Se o Brasil confirmar a sua vinda, nos apresentaremos utilizando principalmente helicópteros, mas todos os aparelhos seriam de produção russa", destacou.

Segundo ele, a probabilidade de participação é muito grande, mas há alguns detalhes que devem ser considerados – o problema da distância, o planejamento e a organização do transporte das aeronaves.

Israel promove novo massacre no bairro de Sajaiyeh

Al Jazeera



Gaza: 22 palestinos morrem em ataques durante trégua humanitária

Agência Brasil

Pelo menos 22 palestinos morreram e cerca de 150 ficaram feridos depois de uma sequência de ataques do Exército israelense na Faixa de Gaza, durante uma trégua humanitária decretada por Israel.

De acordo com o porta-voz dos serviços de emergência, Ashraf Al Qudra, 15 pessoas morreram e 150 ficaram feridas num ataque a um mercado movimentado no bairro de Chajaya, entre a Cidade de Gaza e a fronteira israelense.

Antes, um ataque aéreo israelense, no sudeste da Faixa de Gaza, matou sete palestinos.

Ambos os ataques ocorreram durante a trégua humanitária de quatro horas anunciada hoje por Israel, a partir das 15h locais (9h, no horário de Brasília) e que foi considerada um golpe publicitário pelo movimento de resistência islâmica Hamas.

O Exército israelense alertou a trégua não se aplicaria às zonas onde os soldados “estão atualmente envolvidos nas operações”.


Mais uma escola da ONU é atingida por bombardeios na Faixa de Gaza

Quinze pessoas morreram e 90 ficaram feridas.

Trégua negociada com o exército de Israel terminou.


Elaine Bast | Jornal Hoje

A trégua negociada com o exército de Israel para que a ajuda humanitária pudesse socorrer a população da Faixa de Gaza terminou e mais uma escola da ONU foi atingida por bombardeios.

O local servia de abrigo para os palestinos, por isso estava lotada. Quinze pessoas morreram e 90 ficaram feridas. A trégua negociada com o exército de Israel para que a ajuda humanitária pudesse socorrer a população da região terminou.

Mais uma escola das Nações Unidas foi atingida pelos bombardeios na Faixa de Gaza. O local servia de abrigo para os palestinos, por isso estava lotada. Duas salas de aula e um banheiro ficaram completamente destruídos.

O chefe das Nações Unidas para assistência aos refugiados na Palestina disse que crianças foram mortas enquanto dormiam no chão ao lado dos pais, em um lugar onde deveriam estar à salvo, mas não estavam.

O governo de Israel informou que está investigando o incidente e disse que estava combatendo militantes perto da escola no momento das explosões.


Base militar da Rússia em Cuba poderá ser reaberta

Em 2001, a Rússia fechou a base em Lourdes, em Cuba, por causa da falta de orçamento e demandas de Washington. Agora, há rumores de que o governo russo se prepara para reabrir a base, embora o presidente Vladímir Pútin negue as informações. Localizada a 250 quilômetros da costa dos EUA, a base de inteligência serviu durante os tempos soviéticos para controlar as comunicações de rádio e telefone em uma parte significativa do território do inimigo potencial.


Ivan Safronov e Elena Tchernenko | Kommersant

Rumores dão conta de que a Rússia poderá reabrir a base de Lourdes, em Cuba. As informações, publicadas pelo jornal “Kommersant”, sobre a reabertura do centro de inteligência eletrônica nos arredores de Havana, foram desmentidas pelo presidente da Rússia, Vladímir Pútin. O Ministério da Defesa e o Estado-Maior Geral do exército russo ainda não comentaram oficialmente a informação.

O presidente russo explicou que o país não tem planos para a renovação do trabalho na base.


Base em Cuba poderá ser reaberta
Em 2001, o governo da Rússia tomou a decisão de abandonar Lourdes Foto: AFP/East News

"A Rússia está pronta para resolver a questão da capacidade militar sem esse componente", disse Pútin. “As relações com Cuba são muito boas e têm um grande fundamento histórico”, completou.

Segundo Pútin, as negociações com Cuba terminaram durante a última visita presidencial a Havana. Durante a visita, Pútin declarou que Moscou vai perdoar 90% da dívida cubana, cerca de US$ 32 bilhões.

O centro de inteligência eletrônica em Lourdes funcionou entre 1967 e 2001.

A decisão de voltar para Cuba poderia ser relacionada com o aumento do orçamento russo e com agravamento das relações com os Estados Unidos.

"As nossas relações [com os EUA] se deterioraram muito após a crise na Ucrânia”, diz um funcionário que participou das negociações com Cuba. “Na verdade, as relações russo-americanas nunca foram boas, com exceção de alguns períodos."

Histórico

As instalações em Lourdes compunham o Centro da Inteligência Eletrônica soviética mais poderoso no exterior. A base permitiu realizar tarefas de espionagem de maneira muito eficaz para o Departamento Central de Inteligência do Estado Maior, para a Direção de Inteligência de Sinais de Rádio da Agência Federal de Informações e Comunicações Governamentais e Informações do Presidente da Federação Russa (FapsiI, na sigla em russo) e para o Serviço de Inteligência Externa e Frota Marítima Militar (para comunicações com submarinos).

O presidente de Cuba, Raúl Castro, disse que, graças à base em Lourdes, os serviços de inteligência russos obtiveram até 75% de todas as informações sobre os Estados Unidos. A base, localizada a cerca de 250 quilômetros da costa dos EUA, permitiu controlar uma parte significativa de comunicações no território do "inimigo potencial".

Movimentação

De acordo com várias fontes, o número de funcionários russos que vão trabalhar na base será menor do que na época soviética. No passado, cerca de 3.000 especialistas russos trabalharam na base. As tecnologias modernas de inteligência eletrônica são muito mais avançadas do que nos tempos soviéticos, por isso não existe a necessidade de enviar tantos especialistas para Cuba.

Os custos do possível retorno dos militares e especialistas russos a Cuba ainda são desconhecidos. Até 1992, Moscou utilizou as instalações gratuitamente. Em novembro de 1992, foi assinado um acordo sobre o Centro de Inteligência Russo no território da República de Cuba, de acordo com a qual Moscou alugava as instalações até novembro de 2000 e prometia pagar US$ 90 milhões em 1992, US$ 160 milhões em 1993, 1994 e 1995 e US$ 200 milhões em 1996, 1997, 1998, 1999 e 2000.

Grande parte do montante não foi pago em dinheiro, mas em fornecimento de alimentos, madeira, combustível, produtos petrolíferos e equipamento militar. Além disso, Cuba tinha acesso às informações relacionadas com sua segurança no país obtidas pelo centro russo.

Em julho de 2000, a Câmara dos Representantes do Congresso dos EUA aprovou uma lei sobre a confiança e a cooperação russo-americana, que proibiu à Casa Branca reestruturar a dívida da Rússia antes do fechamento do Centro de Inteligência russo em Cuba.

Em 2001, o governo da Rússia tomou a decisão de abandonar Lourdes (e mais tarde a base marítima militar de Cam Ranh, no Vietnã). Em fevereiro de 2002, os últimos especialistas russos deixaram as instalações. Mais tarde, parte da infraestrutura do centro se tornou Universidade de Tecnologias da Informação.

"O retorno para a base de Lourdes é mais do que justificado”, diz o especialista militar e coronel Víktor Murajóvski. “A eficácia da inteligência militar russa é bastante limitada. A proximidade do centro aos Estados Unidos permitiria trabalhar independentemente da inteligência espacial."

De acordo com o ex-diretor do Serviço de Inteligência Externa, general Viatcheslav Trúbnikov, “Lourdes permitiu ouvir todo o hemisfério ocidental. A saída dos russos de Cuba teve um impacto negativo sobre o controle sobre processos que ocorrem neste território”.

“Para a Rússia, que defende sua posição na comunidade internacional, essa base seria tão importante como para a URSS", completou.


Política externa impulsiona sucesso da Rússia no mercado de armas

Recorde em exportações de produtos russos de defesa pode ser explicado por posição do país em questões internacionais.


Konstantin Makienko | VPK.ru

No dia 7 de julho o presidente russo, Vladímir Pútin, anunciou os resultados das exportações russas de produtos de defesa no primeiro semestre do ano, demonstrando indicadores de alto nível. Durante os seis primeiros meses de 2014, as exportações no setor armamentista atingiram a marca de US$ 5,6 bilhões.

Pútin ainda apresentou números mais surpreendentes: o portfólio de contratos assinados desde 2013 com prazo de execução até 2017 soma US$ 50 bilhões. A soma dos acordos celebrados para estes quatro anos fez a Rússia bater seu próprio recorde de exportações. Somente no ano fiscal de 2013, as encomendas de clientes estrangeiros somaram US$ 15 bilhões. Desde janeiro, as novas contratações já totalizaram US$ 18 bilhões, o que representa um novo recorde histórico.

De fato, é no mercado de defesa que a Rússia tem demonstrado maior desenvoltura e é neste setor que seu sucesso excede até mesmo o potencial industrial e tecnológico do país.

Produtos caros e ultrapassados

Explicar o fenômeno do sucesso russo não é tão simples. Durante toda a década de 1990, os indicadores econômicos sobre as exportações no setor de defesa chegaram a zero e permaneceram muito tempo perto disto. As causas dessa estagnação estavam relacionadas principalmente com as reviravoltas ocorridas nos complexos mercados-âncoras da China e da Índia. Nos anos em que estes países estavam mais próximos política e economicamente da Rússia, suas forças armadas eram compostas em até 80% por equipamentos russos. No entanto, a China resolveu conduzir uma consistente política de desenvolvimento do seu próprio complexo industrial de defesa e a Índia, uma política de diversificação dos fornecedores estrangeiros de armamentos.

Sendo assim, o potencial de vendas dos inúmeros sistemas de armas elaborados ainda durante a União Soviética foi extremamente reduzido. A Rússia não conseguia exportar nem mesmo equipamentos relativamente novos, projetados no final da década de 1970 e durante a década de 1980, que tinham passado por profundas modernizações, tais como caças, tanques e navios de combate. A falta de recursos comprometeu seriamente o desenvolvimento de uma nova geração de armamentos, que demoraria a chegar efetivamente ao mercado externo.

A estagnação das exportações russas também esteve ligada a um outro fator – o da baixa competitividade dos equipamentos do país, principalmente no quesito preço. A fama de que a Rússia vendia barato suas armas ficou no passado. A altíssima inflação e os crescentes custos de produção influenciaram decisivamente para o crescimento sem precedentes dos preços dos armamentos.

Outro fator do retrocesso russo no setor de defesa relaciona-se com a perda pelo país de uma importante ferramenta de contenção de sua dívida pública. Durante alguns anos da década de 1990, a Rússia utilizou a exportação de armamentos para quitar parte da dívida que herdou da União Soviética. Isso serviu de alavanca política a Moscou, que conseguiu penetrar em difíceis mercados como o da Coreia do Sul e de países da Europa central que tinham acabado de entrar para a Otan, como a Hungria. No entanto, após a quitação das dívidas soviéticas, a utilização de tal mecanismo perdeu o sentido, fazendo com que a Rússia perdesse de vez o status de exportadora global de armamentos.

Limitação ao crédito

Durante muito tempo o governo russo forneceu crédito a seus clientes para a compra de armamentos. Hoje a situação é diversa. Moscou agora só concede empréstimos para a compra de armamentos russos após uma minucionsa análise da qualidade do crédito do devedor em potencial. Portanto, do montante de US$ 50 bilhões acordados em diversos contratos, provavelmente apenas 5 a 7% serão financiados por bancos russos.

Vale ressaltar que uma prática comum ao fortalecimento das exportações realizada por outros países, que é a compra de sua própria produção, não é observada no mercado russo. Geralmente, o melhor demonstrativo da qualidade de um produto é a sua adoção pelas forças armadas do seu país de origem. Entretanto, as compras realizadas nos últimos quatro ou cinco anos pelo Ministério da Defesa russo não têm apresentado resultados positivos nesse sentido. A Rússia decidiu adquirir quase 300 exemplares do caça Su-30 MKI no ano de 2012 que foram já comprados pela Índia, Malásia e Argélia desde 1996 . Por outro lado, 48 unidades do novíssimo caça SU-35 comprados pela Força Aérea russa ainda não foram vendidos ao exterior.

Imagem no cenário internacional

Como visto, há diversos fatores que enfraquecem a posição da Rússia no mercado de armas. No entanto, contrariando todas as expectativas, os indicadores mostram um crescimento nominal das exportações, bem como um acréscimo real do volume de produtos vendidos ao exterior. Então, o que está motivando tão fortemente as vendas?

Parece que há apenas uma explicação consistente: as exportações militares da Rússia permanecem em alta graças à política externa arrojada (para não falar agressiva) adotada pelo governo. Ocorre que armamentos são produtos de venda muito específicos. A imagem internacional do vendedor, materializada em sua política externa, é capaz de gerar um atrativo muito maior do que a própria qualidade e preço dos produtos a serem vendidos. A prática internacional russa tem demonstrado que o asilo concendido a Edward Snowden, o apoio ao presidente sírio, Bashar al-Assad, e a incorporação da Crimeia produziram um efeito poderoso aos olhos dos importadores de armas, compensando a lacuna existente entre a Rússia e seus concorrentes americanos e europeus no âmbito financeiro e tecnológico.

Sendo assim, realmente (e não apenas formalmente, como afirmam os EUA e seus aliados), a soberania da Rússia no cenário internacional tem se mostrado o principal incentivo e fomento às vendas de produtos de defesa a países estrangeiros.


Konstantin Makienko é vice-diretor do Centro de Análise de Tecnologias Estratégias de Moscou.



30 julho 2014

A Rússia e o Ocidente caminham rumo a uma segunda Guerra Fria?

Congresso no Brasil discute situação do país em meio à crise no leste da Ucrânia.


Valeria Saccone, especial para Gazeta Russa

“Segunda Guerra Fria” foi a definição mais usada durante o congresso Política Externa Russa, promovido em 25 de julho pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais e pelo Conselho Empresarial Rússia-Brasil no Rio de Janeiro, para descrever o que acontece atualmente no leste da Europa.

A guerra na Ucrânia, a derrubada de um avião malaio repleto de passageiros europeus - supostamente pelas mãos de rebeldes pró-Rússia -, e as sanções econômicas que a União Europeia poderá aprovar nesta semana contra a Rússia esboçam um cenário muito conturbado não apenas na região, mas também em nível global.

É possível que uma nova ordem mundial surja depois dessa crise, com o Brasil e os outros países integrantes do BRICS desempenhando um papel muito importante nas relações multilaterais com a Rússia. A recente visita do presidente russo, Vladímir Pútin, ao Brasil e à América Latina foi prova disso.

A Rússia iniciou uma nova política externa em fevereiro de 2013, “cujo objetivo é proteger os interesses do Estado e dos indivíduos”, segundo o cônsul-geral da Federação Russa no Rio de Janeiro, Andrêi Budaev. A nova tendência é clara e urgente: a Rússia não aceita imposições, somente diálogos horizontais, ou seja, com interlocutores que estejam no mesmo nível.

“Os jornais estrangeiros acusam o presidente Vladímir Pútin de adotar a velha política imperialista e agressiva, e advertem que o mundo teria que se defender dele. Lendo a imprensa estrangeira, parece que só agora a Rússia decidiu assumir um papel ativo no cenário internacional”, afirma Geórgui Toloraia, diretor executivo do Comitê Russo de Pesquisa do BRICS e principal palestrante do painel “O lugar da Rússia na geopolítica atual”. Para o especialista, os EUA tentaram fazer com que a Rússia assumisse o papel de inimigo derrotado após o fim da Guerra Fria, algo que o país jamais aceitou.

“Não nos conformamos com o papel de simples fornecedores de energia e matérias-primas para o Ocidente. Quando a Rússia começou a realizar sua política exterior de forma ativa, defendendo seus interesses nacionais, todo o mundo se surpreendeu. A crise na Ucrânia demonstrou que a Rússia tem uma política externa independente e que os EUA não ganharam a Guerra Fria como parecia”, afirma Toloraia.

Essa mudança não foi aceita pela União Europeia e nem pelo presidente dos EUA, Barack Obama. Uma guerra midiática, parecida com a de 50 anos atrás, explodiu nas últimas semanas. “Estava nos EUA quando o avião malaio foi derrubado e pude constatar em primeira mão que o tratamento midiático que estão dando ao ocorrido é terrível. O ‘sovietologismo’ da Guerra Fria está voltando e a Rússia está sendo tratada pelos meios de comunicação como um demônio”, conta Fabiano Mielniczuk, professor da PUC do Rio de Janeiro e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “Não me lembro de ter lido artigos tão fortes nem mesmo na época da Guerra Fria. Só podemos comparar esse tratamento jornalístico ao que é dado à Coreia do Norte”, completa Toloraia.

“Parece que está desaparecendo a possibilidade de existir uma relação paritária com o Ocidente”, declara Serguêi Sementsov, do Departamento de Análise Estratégica e Desenvolvimento do Vnecheconombank. Em sua palestra, intitulada “A reinserção da Rússia na economia política global”, Sementsov também disse acreditar que uma segunda Guerra Fria acaba de começar.

As perspectivas desse novo cenário internacional são complexas e pouco animadoras. “Está claro que o confronto geopolítico tende a aumentar. Nosso esforço para não estragar as relações com a União Europeia não está tendo êxito. Estão tentando afastar a Rússia da Europa”, afirma Toloraia em relação às sanções econômicas da UE. “A Rússia viverá um período difícil nos próximos anos. Teremos que evitar responder às pressões exteriores e às provocações, mantendo ao mesmo tempo nossa postura. E não haverá saída a não ser aceitar as perdas econômicas decorrentes das sanções”, acrescenta. Alguns analistas falam sobre uma possível recessão da economia russa, que já não cresce como antes.

Cabe destacar que nem todos os membros da família europeia estão de acordo com as sanções. A Alemanha, que tinha 28 cidadãos a bordo do avião derrubado, prefere não atacar a Rússia no setor financeiro. “Meu país depende muito da Rússia. Hoje, importamos 30% do gás e 35% do petróleo de lá. Cerca de 6.000 empresas alemãs atuam na Rússia. E a Rússia também depende da Alemanha: fornecemos ao país uma tecnologia sem a qual a produção de petróleo russo pararia”, destaca Felix Dane, da Fundação Konrad Adenauer.

As consequências das sanções podem ser muito graves. “A Europa pode ficar sem gás e nós sem as mercadorias que importamos. Isso pode afetar as empresas europeias e os consumidores russos. Tudo depende de sanções que estão sendo adotadas com base em critérios meramente políticos”, explica Toloraia.

Perguntado sobre até que ponto a Rússia está disposta a defender seus interesses e se imagina uma nova guerra na Europa, Toloraia responde: “Há um ano, se alguém tivesse me dito que tanques com canhões estariam circulando pelo território ucraniano, lutando e matando civis, eu não teria acreditado. Hoje, lamentavelmente é mais difícil parar uma guerra do que começá-la. Historicamente houve conflitos que ninguém queria, mas que mesmo assim aconteceram”.


Fim da cooperação militar com a Ucrânia custará US$ 945 milhões

A Roscosmos, Agência Espacial Federal Russa, calcula que a Rússia irá gastar US$ 945 milhões para compensar as consequências negativas do rompimento da cooperação com as empresas da indústria militar da Ucrânia. Esses recursos permitirão organizar a produção de componentes que a Rússia adquiria na Ucrânia, incluindo componentes de mísseis balísticos intercontinentais.


Nikolai Litóvkin | Gazeta Russa

Um grupo especial de trabalho, criado no âmbito da Agência Espacial Federal Russa Roscosmos, calculou quanto vai custar para a Rússia a interrupção do trabalho conjunto com as empresas ucranianas do complexo militar-industrial. As informações são do jornal russo “Kommersant”.


Fim da cooperação militar com a Ucrânia custará US$ 945 milhões
Kiev e Moscou deram muitos passos no sentido de arruinar a cooperação, que, no passado, havia sido mutuamente benéfica Foto: Iliá Pitalev/RIA Nóvosti


De acordo com os dados do jornal, o montante dos gastos até 2018 será de 33 bilhões de rublos (US$ 945 milhões). Somente em 2014, serão destinados 3,54 bilhões de rublos (US$ 101 milhões) para este fim. Os recursos serão disponibilizados no âmbito de programas russos já existentes. A maior parte dos recursos, mais de 23 bilhões de rublos (US$ 655 milhões), virá do programa federal de metas de desenvolvimento do complexo militar-industrial da Federação Russa para o período de 2011 a 2020.

Em meados de junho, o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, proibiu qualquer cooperação com a Rússia na esfera do complexo militar-industrial. Em resposta a isso, por sua vez, o vice-primeiro-ministro Dmítri Rogozin, responsável pelo programa de armamentos da Rússia, confirmou que um plano de substituição de importação já está pronto. No entanto, o seu custo e o volume de trabalho necessário para a sua execução permaneceram desconhecidos até recentemente.

De acordo com os especialistas, as empresas russas terão que relembrar a prática da União Soviética.

"Antigamente, existiam os assim chamados ‘substitutos’ na URSS. Se uma empresa aumentava a sua produção, a outra reduzia. Todas as empresas de defesa eram divididas em dois tipos: as que eram responsáveis pela base e as que produziam os componentes. Existia a ideia de criar uma sustentabilidade e reduzir o excesso de capacidade”, contou à Gazeta Russa Aleksêi Skopin, professor catedrático e chefe do Departamento de Economia Regional e Geografia Econômica da Escola Superior de Economia.

No entanto, de acordo com ele, hoje não existem na Rússia empresas análogas que poderiam produzir componentes para mísseis da forma como eram produzidos pela Ucrânia e os departamentos apropriados de tais empresas foram reduzidos.

"Tudo havia sido construído com base na solidez das relações econômicas dos dois países, ninguém suspeitava de que uma situação pudesse ficar assim”, explicou o especialista.

Parte da estratégia

De acordo com o estudo da instituição britânica Royal United Services Institute, a produção ucraniana responde por cerca de 4,4% das importações militares russas. Entretanto, cerca de 30% do volume total destes produtos são compostos por componentes-chave do míssil balístico intercontinental SS-18.

“Kiev e Moscou deram muitos passos no sentido de arruinar a cooperação, que, no passado, havia sido mutuamente benéfica. Para a Rússia, o mais crítico é o rompimento da cooperação no segmento dos serviços referentes aos mísseis balísticos intercontinentais SS-18 Satan e SS-25", explicou à Gazeta Russa o diretor do Instituto de Avaliações Estratégicas, Aleksandr Konovalov.

Segundo ele, esses mísseis foram projetados e construídos por empresas russas, mas seus sistemas de orientação são fabricados em Kharkov, que fica a 470 km de Kiev, no leste da Ucrânia. Além disso, a manutenção desses mísseis balísticos era feita pelas brigadas da fábrica Yuzhmash, localizada em Dnepropetrovsk, a 480 km da capital.

“As equipes de manutenção da fábrica ucraniana examinavam regularmente os mísseis russos. No caso de um deles ter completado a sua vida útil ou necessitar de algum serviço de manutenção, os colaboradores da fábrica levavam-no e realizavam todos os procedimentos de manutenção necessários. Foi estabelecido um mecanismo de trabalho bem ajustado. Agora, teremos que construir muita coisa do zero", acrescentou Konovalov.

Além disso, de acordo com o especialista, as empresas russas de defesa estavam trabalhando na criação de um novo míssil pesado a combustível líquido, que deve substituir o Satan.

"Inicialmente, planejava-se desenvolver o novo míssil em conjunto com a Ucrânia. Era muito mais fácil trabalhar em conjunto e encomendar um dos ‘estágios’ do míssil em Kharkov. Agora teremos que desenvolver tudo de forma independente”, diz ele.

O novo programa na indústria de defesa se tornará parte de uma estratégia mais ampla de substituição de importações na Rússia. Em abril de 2014, o presidente russo Vladímir Pútin, declarou que "a Rússia tem condições de concretizar a substituição de importações tanto do ponto de vista financeiro, quanto em nível tecnológico".

De acordo com o chefe de Estado russo, será necessário um período de até dois anos. O presidente acrescentou que a nova estratégia "não exigirá a revisão dos pedidos dos órgãos de defesa do Estado".


Yak-130 deve aumentar participação no mercado externo

Modelo prima pela simplicidade e também é personalizável para as necessidades de cada usuário


Dmítri Litôvkin, especial para Gazeta Russa

Moscou planeja ampliar a representação no mercado global do seu avião de treinamento mais novo, o Yak-130.

De acordo com o chefe de exportação de tecnologia de aviação e equipamentos especiais da Rosoboronexport (empresa estatal russa responsável pelas vendas de equipamento militar ao exterior), Serguêi Kornev, se trata de um dos melhores aviões de treinamento do mundo capaz de ser usado como avião de assalto ligeiro.


Yak-130 deve aumentar participação no mercado externo
As capacidades do Yak-130 não são limitadas a missões de treinamento Foto: Ramil Sítdikov/RIA Nóvosti

Simples e eficaz

O Yak-130 é uma das principais esperanças da aviação militar russa. Os especialistas do país começaram a desenhar o principal avião de treinamento militar, capaz de imitar voos de todos os tipos de caças contemporâneos, nos anos 80. No entanto, após o colapso da União Soviética, o projeto foi congelado.

De acordo com os especialistas que participaram da criação do avião, o exército russo não teve dinheiro para adquirir tecnologias modernas. Em meados da década de 90, o projeto foi recuperado através de um acordo com a empresa italiana Aermacchi, que participou da produção e distribuição do avião Yak-130-AM. Os italianos foram responsáveis pela fabricação de equipamentos e pela distribuição do produto no mercado internacional. Mais tarde os italianos abandonaram o projeto e fabricaram o seu próprio avião М-346.

No exército russo, o Yak-130 é conhecido como o “iPhone voador”: eficaz, simples e completamente personalizável para as necessidades de cada usuário.

"Eu nunca tinha visto um avião tão simples e eficaz como esse", diz o ex-comandante-chefe das Forças Aéreas da Rússia Vladímir Mikháilov.

O avião pode ser reprogramado durante o voo para realizar o treinamento de pilotos em várias condições climáticas.

Se o piloto está se preparando para pilotar o moderno Su-30, o Yak-130 pode alterar as suas caraterísticas de voo e ficar parecido com o modelo. O avião é altamente seguro e previsível tanto para estudantes como para instrutores. Se o piloto perder o controle do avião, o instrutor pode aterrissar desde o solo por sinal de rádio. O Yak-130 é capaz de voar com segurança em ângulos de ataque de até 40 graus, com uma velocidade variável entre 200 e 800 quilômetros por hora. Atualmente, não há nenhum outro avião de treinamento que oferece uma gama de possibilidades tão completa.

Mais do que um avião de treinamento

As capacidades do Yak-130 não são limitadas a missões de treinamento. Ele pode se tornar um caça de assalto ligeiro. O Yak-130 tem nove pontos de suspensão: seis sob as asas, dois pontos terminais e um sob a fuselagem, com capacidade para até 3 mil quilos de carga militar (mísseis ar-ar, ar-superfície, bombas aéreas e bombas de fragmentação).

De acordo com especialistas das Forças Aéreas da Rússia, o uso do Yak-130 nas missões locais, como a destruição de acampamentos de terroristas, defesa de fronteiras ou luta contra o tráfico de drogas, é mais barato do que o uso dos caças F-35 ou Su-30. Além disso, esse modelo de Yakovlev pode aterrissar em qualquer lugar, seja um aeroporto com pistas de concreto ou de cascalho. Isso permite estacionar o avião nas regiões de operações militares sem aeroportos especializados.

Expectativas de exportação

Os russos começaram a exportar o Yak-130 há pouco tempo. De acordo com o contrato assinado com o Ministério da Defesa da Rússia, a fabricante de aviões Irkut devia entregar 70 aviões ao exército russo antes de começar a exportação. A Argélia se tornou o primeiro comprador do Yak-130 e adquiriu 16 aeronaves. Mais tarde, foram assinados contratos para o fornecimento de 36 aviões para a Síria, 26 para Bangladesh e 4 para a Bielorrússia.


Desenvolvimento das Forças Armadas da Rússia

United Aircraft Corporation planeja criação de avião hipersônico

Empresas do grupo de aviação russo devem utilizar desenvolvimentos da época da URSS. Segundo diretor da UAC, trabalhos de pesquisa e design aguardam aprovação do governo.


ITAR-TASS

Três empresas russas do grupo United Aircraft Corporation (UAC) – Sukhôi, Tupolev e Myasishschev Experimental Design Bureau – têm potencial para criar um avião hipersônico, informou o diretor da UAC para programas de aviação militar, Vladímir Mikhailov. “Esse tipo veículo exige, entretanto, investimentos consideráveis​​”, declarou.

Segundo ele, se o Estado demonstrar interesse, a corporação está pronta para começar os trabalhos de pesquisa e design. “As empresas da UAC têm alguns desenvolvimentos hipersônicos científicos e técnicos dos tempos da União Soviética”, continuou Mikhailov.

A criação em si de avião hipersônico ainda é uma ideia prematura, contudo. Mesmo os EUA, que vêm realizando estudos na área há décadas, foram capazes apenas de apresentar aspectos tecnológicos de uma máquina do gênero.



Exército da Ucrânia toma controle de cidade separatista perto de Donetsk

Avdiivka foi recuperada das mãos dos rebeldes.
Também foram realizados ataques contra Ilovaisk.


France Presse

O exército ucraniano tomou nesta quarta-feira (30) o controle da cidade de Avdiivka, a uma dezena de quilômetros de Donetsk, que estava nas mãos de separatistas pró-russos, e denunciou novos ataques provenientes da Rússia.

As tropas governamentais também atacaram a localidade de Ilovaisk, a 20 km de Donetsk, indicou o Estado-Maior que dirige as operações no leste do país.

Desde a tomada do reduto rebelde de Slaviansk no início de julho, as forças ucranianas recuperaram espaço e se aproximam das duas grandes cidades da região, Donetsk e Lugansk, onde os separatistas estão entrincheirados.

O Estado-Maior ucraniano denunciou, por sua vez, que haviam sofrido ataques a partir do território russo na passagem fronteiriça de Dovjanski e de uma coluna de sete tanques que cruzou a fronteira na localidade de Dibrivka, a sudeste de Noketsk.


Morre último tripulante do avião que lançou 1ª bomba atômica no Japão

Theodore Van Kirk vivia na Geórgia, no sul dos EUA, e tinha 93 anos.
Conhecido como 'Dutch', ele era o navegador do Enola Gay em 1945.


France Presse

O último sobrevivente da tripulação do Enola Gay, o avião que lançou a primeira bomba atômica sobre o Japão, no final da Segunda Guerra Mundial, morreu na Geórgia, no sul dos Estados Unidos, informou a imprensa americana nesta terça-feira (28).

Theodore Van Kirk, também conhecido como 'Dutch', morreu na segunda-feira, aos 93 anos, de causas naturais no Retiro Park Springs, em Stone Mountain, segundo a rede de televisão NBC.

Na época com 24 anos, Van Kirk era o navegador do Enola Gay, o bombardeiro B-29 que lançou a 'Little Boy' sobre Hiroshima, às 8h15 do dia 6 de agosto de 1945, provocando a morte de 140 mil pessoas.

Três dias após o primeiro ataque nuclear da história, os EUA lançaram outra bomba atômica, matando 80 mil pessoas em Nagasaki.

No dia 15 de agosto de 1945, o Japão se rendeu e a Segunda Guerra Mundial teve fim.

Van Kirk será enterrado no dia 5 de agosto, em sua cidade natal, Northumberland, na Pensilvânia, em cerimônia privada, segundo a rede CBS.

Israel intensifica bombardeios à Faixa de Gaza nesta terça-feira (29)

Pelas contas das autoridades palestinas foram, no mínimo, 110 mortes. 
Hamas divulgou imagens em que militantes usaram túnel para invadir Israel.


Jornal Nacional

Israel intensificou, nesta terça-feira (29), os bombardeios à Faixa de Gaza deixando o território palestino às escuras. Mais de 100 pessoas morreram.

As bombas vieram dos aviões, dos tanques e dos navios. E fizeram da terça-feira (29) um dos dias mais violentos da guerra. Pelas contas das autoridades palestinas foram, no mínimo, 110 mortes.



Ainda exaltado, o médico Ahmed Matar contou que oito integrantes da mesma família tinham abandonado a casa, e quando voltaram para buscar roupas, foram todos mortos.

Vídeo mostra possíveis integrantes do Hamas supreendendo soldados israelenses

O Hamas divulgou imagens de um ataque em que militantes usaram um túnel para invadir Israel. O vídeo mostra o que seriam integrantes do grupo surpreendendo os soldados e abrindo fogo contra eles. A autenticidade das imagens não pode ser comprovada.

Mas Israel informou que cinco soldados morreram na segunda-feira em uma situação parecida, aumentando para dez o número de militares mortos na segunda-feira.

Nesta terça, Israel atacou a casa do número dois do Hamas, Ismail Haniyeh. Destruiu o prédio onde funcionava o departamento financeiro do grupo. Bombardeou também a TV e a rádio oficiais.

Mas o maior estrago foi quando uma bomba atingiu em cheio o tanque principal da usina elétrica de Gaza, queimando milhões de litros de combustível.

Maioria dos palestinos de gaza estão completamente às escuras

Durante todo o dia deu para ver da fronteira a coluna de fumaça que vem do incêndio na usina, que era a única que existia em Gaza. Há muito tempo os palestinos se acostumaram a conviver com racionamentos de 12, 13, 14, 15 horas. Mas nesta terça só quem tem gerador e combustível consegue manter alguns eletrodomésticos acesos. Na maioria dos casos os palestinos de Gaza estão completamente às escuras.

A casa onde vive o brasileiro Yusif el-Shawwa, já tinha sido atingida parcialmente por uma bomba, raramente tinha energia, e agora apagou de vez. "Ó como é que está a minha cozinha. A geladeira nem funciona. Há oito dias sem energia aproximadamente. Sem nada. Depósito. A geladeira é apenas depósito, ó. Não tem nada”, afirma.

Brasileiro conta o que viu durante o bombardeio

Yusif contou que a noite passada foi uma das piores: “Tanto bombardeio, caça e tanque. Foi demais, demais, demais. Meu prédio, que é de três andares, tremeu. Pra lá, pra cá, pra lá. Eu não dormi, eu não dormi”.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 215 mil palestinos abandonaram suas casas - 12% da população da Faixa de Gaza.

Em 22 dias de guerra, Israel perdeu 53 soldados e três civis. Entre os palestinos, foram 1.191 mortes. E por enquanto, os dois lados continuam muito longe de um acordo. "Triste, triste, triste. E não tem solução, ninguém sabe quando vai parar isso”, diz o brasileiro Yusif el-Shawwa.

Os governos do Peru e do Chile convocaram, nesta terça-feira (29), seus embaixadores em Israel para consulta. Equador e Brasil fizeram o mesmo na semana passada. No mundo da diplomacia, esse é um sinal de descontentamento.


Ataque de Israel mata palestinos em escola da ONU

Ao menos 20 refugiados morreram, segundo serviços de emergência.
Apenas nesta quarta (30), 67 palestinos morreram em ataques.


Do G1, em São Paulo

Um ataque israelense matou ao menos 20 palestinos refugiados na manhã desta quarta-feira (30) em uma escola da ONU no norte da Faixa de Gaza, informaram os serviços de emergência. Um disparo de tanque atingiu em cheio duas salas de aula da escola da UNRWA, a agência da ONU para os refugiados palestinos, no campo de Jabaliya, revelaram os serviços de emergência.

Na noite de terça-feira (29), outros 13 palestinos morreram atingidos por disparos de tanques israelenses no campo de Jabalyia, de acordo com o chefe dos serviços de emergência da Faixa de Gaza, Ashraf al-Qudra.

Muitos civis palestinos se refugiaram nas escolas da UNRWA, especialmente em Jabaliya, após a advertência do Exército hebreu sobre a possibilidade de bombardeios em massa contra seus bairros. No total, cerca de 180 mil habitantes do território palestino estão refugiados, em condições muito precárias, nas 83 escolas geridas pela UNRWA.

A agência da ONU acusou o Exército de Israel de "grave violação do direito internacional" depois do ataque.

"Condeno da forma mais firme esta violação do direito internacional por parte das forças israelenses", declarou no comunicado Pierre Krahenbühl, chefe de UNWRA. "Peço à comunidade internacional que inicie uma ação política decidida para por fim de imediato ao massacre em andamento".

"Não há palavras para expressar minha cólera e indignação. É a sexta vez que uma de nossas escolas sofre um ataque", afirmou no Twitter.

O Exército israelense disse, após o ataque, que militantes palestinos haviam disparado bombas de perto da escola, e que Israel respondeu aos ataques. “Mais cedo, militantes dispararam morteiros contra soldados israelenses da vizinhança da escola da ONU em Jabaliya. Em resposta, os soldados dispararam contra a origem do fogo, e ainda estamos revisando o incidente”, informou um porta-voz militar.

No dia 24 de julho, um disparo de artilharia atingiu outra escola da ONU na Faixa de Gaza, em Beit Hanun, matando cerca de 15 palestinos. O Exército israelense negou sua responsabilidade no incidente.

Outros ataques

Na madrugada desta quarta, a aviação de Israel matou sete palestinos de uma mesma família na cidade de Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, informaram os serviços de emergência.

"Sete membros da família Abu Amer morreram nos intensos disparos de tanques contra sua casa, no leste de Khan Yunes. Os cadáveres foram retirados dos escombros e levados ao hospital Nasser de Khan Yunes", declarou Ashraf al-Qudra, porta-voz dos serviços de emergência da Faixa de Gaza.


Mesquita foi destruída por bombardeio em Gaza nesta quarta-feira (30) (Foto: Mahmud Hams/AFP)Mesquita foi destruída por bombardeio em Gaza nesta quarta-feira (30) (Foto: Mahmud Hams/AFP)

Os ataques aéreos de Israel também atingiram três mesquitas, na cidade de Gaza, no campo de refugiados de Shati e em Rafah na madrugada desta quarta, segundo os serviços palestinos de segurança.

Durante a manhã, seis palestinos, entre eles três crianças, morreram em um ataque de tanques israelenses em Tuffah, um bairro do nordeste da cidade de Gaza, indicaram os serviços de emergência.

Com estas novas vítimas o número de mortos em Gaza nesta quarta já alcançou 67, elevando o número de vítimas desde o início da ofensiva, em 8 de julho, a 1.296 palestinos mortos e 7.200 feridos. Já Israel contabilizou 56 mortos, sendo 53 soldados e três civis.

Segundo comunicado das Forças de Defesa de Israel, foram realizados ataques contra 75 posições em Gaza nas últimas 24 horas, e três túneis entre o território palestino e Israel foram destruídos. Durante a noite, as forças também atacaram cinco mesquitas que eram utilizadas com “propósitos de terrorismo”, como “esconder armas e acesso a túneis”.

Na terça-feira (29), os bombardeios de Israel foram os mais violentos em dias, matando cerca de 100 pessoas, especialmente na Cidade de Gaza, no campo de Bureij (centro), em Jabaliya (norte) e na região de Rafah (sul).

Foguetes em escola

A agência da Organização das Nações Unidas (ONU) que cuida de refugiados palestinos disse nesta terça-feira (29) que encontrou um esconderijo de foguetes em uma de suas escolas na Faixa de Gaza e deplorou aqueles que colocaram o material no local.

O porta-voz da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina, Chris Gunness, condenou os responsáveis ​​por colocar civis em perigo armazenando os foguetes na escola, mas não culpou especificamente ninguém em particular.

"Condenamos o grupo ou grupos que colocaram civis em perigo, escondendo essas munições em nossa escola. Esta é mais uma flagrante violação da neutralidade de nossas instalações. Apelamos a todas as partes em conflito que respeitem a inviolabilidade da propriedade da ONU", disse Gunness em um comunicado.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, expressou indignação na semana passada com a descoberta de 20 foguetes em uma escola vazia da agência e em outra escola uma semana antes.

Gunness disse que a organização convocou um especialista em munições para eliminar os foguetes e garantir a segurança da escola, mas acrescentou que ele não pode acessar o local devido aos combates na área.

Exército israelense anuncia trégua humanitária de 4 horas em Gaza

Cessar-fogo provisório vale a partir das 15h locais (9h de Brasília).
Ataques já deixaram mais de 60 palestinos mortos nesta quarta (30).


France Presse

O Exército israelense anunciou nesta quarta-feira (30) uma trégua humanitária de quatro horas em Gaza, válida a partir das 15h locais (9h de Brasília). O comunicado foi feito por um porta-voz das Forças Armadas de Israel.

“O Exército autorizou uma trégua temporária na Faixa de Gaza. Essa trégua se aplicará das 15h às 19h (hora local) e não se aplicará nas zonas onde os soldados estão realizando operações”, disse um comunicado.

O Exército também pede que "os habitantes não voltem às zonas em que há uma ordem de evacuação" e adverte que responderá a "qualquer tentativa de atentar contra soldados ou civis israelenses".

O anúncio ocorre em um dia de fortes combates e muitas mortes de palestinos na Faixa de Gaza. O ataque mais grave ocorreu em uma escola da ONU em Jabaliya, com pelo menos 20 mortos.

Muitos civis palestinos se refugiaram nas escolas da UNRWA, a agência da ONU para os refugiados palestinos, especialmente em Jabaliya, após a advertência do Exército hebreu sobre a possibilidade de bombardeios em massa contra seus bairros. No total, cerca de 180 mil habitantes do território palestino estão refugiados, em condições muito precárias, nas 83 escolas geridas pela UNRWA.


Palestinos inspecionam estragos causados por ataque contra escola da ONU em Gaza; 20 pessoas morreram (Foto: Mahmud Hams/AFP)Palestinos inspecionam estragos causados por ataque contra escola da ONU em Gaza; 20 pessoas morreram (Foto: Mahmud Hams/AFP)

A agência da ONU acusou o Exército de Israel de "grave violação do direito internacional" depois do ataque.

"Condeno da forma mais firme esta violação do direito internacional por parte das forças israelenses", declarou no comunicado Pierre Krahenbühl, chefe de UNWRA. "Peço à comunidade internacional que inicie uma ação política decidida para por fim de imediato ao massacre em andamento".

O Exército israelense disse, após o ataque, que militantes palestinos haviam disparado bombas de perto da escola, e que Israel respondeu aos ataques. “Mais cedo, militantes dispararam morteiros contra soldados israelenses da vizinhança da escola da ONU em Jabaliya. Em resposta, os soldados dispararam contra a origem do fogo, e ainda estamos revisando o incidente”, informou um porta-voz militar.

Segundo comunicado das Forças de Defesa de Israel, foram realizados ataques contra 75 posições em Gaza nas últimas 24 horas, e três túneis entre o território palestino e Israel foram destruídos. Durante a noite, as forças também atacaram cinco mesquitas que eram utilizadas com “propósitos de terrorismo”, como “esconder armas e acesso a túneis”.

Com estas novas vítimas o número de mortos em Gaza nesta quarta já alcançou 67, elevando o número de vítimas desde o início da ofensiva, em 8 de julho, a 1.296 palestinos mortos e 7.200 feridos. Já Israel contabilizou 56 mortos, sendo 53 soldados e três civis.


29 julho 2014

‘Não se pode fazer paz com metade dos palestinos’, diz ex-parlamentar

Uri Avnery, de 90 anos, defende que Israel não tem opção a não ser negociar com o Hamas


POR DANIELA KRESCH / ESPECIAL PARA O GLOBO

TEL AVIV — O jornalista, escritor, ativista político e ex-parlamentar Uri Avnery, de 90 anos, defende, que Israel não tem opção a não ser negociar com o Hamas. Para Avnery, se Israel acabar com o Hamas, outro grupo, ainda mais radical, tomará seu lugar.

O senhor acredita que Israel deveria negociar com o Hamas?

Claro que sim. Já falei isso há dez anos. Até imprimimos adesivos com a frase “Falar com o Hamas”. Sempre disse que é impossível ignorá-los, que eles estavam presentes em todos os lugares, que não se pode fazer a paz apenas com metade do povo palestino.

Israel deveria negociar com o Hamas caso o grupo conseguisse sequestrar um soldado israelense em Gaza?

Se houver um novo sequestro, é preciso negociar para libertá-lo, exatamente como fizemos com o Gilad Shalit.

Mas o Hamas, um grupo fundamentalista islâmico, estaria interessado em falar com o “inimigo sionista”?

Ele já falou com Israel e nós já falamos com ele mais de uma vez! Durante toda a negociação para a liberação de Shalit,por exemplo. E a mais recente trégua, negociada em 2012. Se pudéssemos expulsar toda essa turba de moderadores, egípcios, turcos, do Qatar, Kerry, todo esse grupo de estranhos, poderíamos conversar diretamente com o Hamas sem ninguém se intrometer. Seria muito melhor e simples.

O senhor acredita que o Hamas pode se tornar mais moderado e reconhecer Israel?

A linha oficial do Hamas é a de que, se Mahmoud Abbas conseguir paz com Israel, e esse acordo for aprovado num referendo pelo povo palestino, vai aceitá-lo.

Há quem diga que se Israel conseguir expulsar o Hamas de Gaza, grupos ainda mais radicais o substituiriam...

Enquanto o problema básico dessa região não for resolvido, outras facções ou movimentos vão aparecer. Gaza tem 1,6 milhão de pessoas num espaço de terra pequeno, sem ligação com o mundo, isolado por mar, terra e ar, abandonado totalmente pelo governo militar nojento do Egito e a guerra da ocupação de Israel. Nessas condições, outros movimentos jihadistas, al-Qaeda, Isis, tomariam o lugar do Hamas.

O senhor acha que essa operação militar israelense em Gaza é necessária?

Não, acho que se trata de uma guerra desnecessária que não vai levar a nada, só a uma situação igual à de antes. Não haverá solução para Gaza enquanto houver bloqueio econômico, enquanto houver ocupação israelense. A raiz é que Gaza é uma prisão aberta, fechada por Israel e Egito. Não é quem atira em quem.

Há cada vez mais manifestações contra a operação militar israelense em Gaza. O que o senhor acha disso?

Há coisas que são permitidas em guerras, mas há outras que são proibidas. Essa operação militar viola muitas leis de guerra. Claro que isso é verdade também do outro lado, mas Israel está protegido pelo sistema antiaéreo Domo de Ferro. Há falta de equilíbrio quando de um lado morrem mais de 800, a maioria civis, e do outro, só 30 soldados.

MARINHA NÃO PODE CASSAR MEDALHA DE GENOINO

MESMO CONDENADO, LEI NÃO PREVÊ CASSAÇÃO DE TAMANDARÉ DE GENOINO


DIÁRIO DO PODER

O mensaleiro condenado José Genoino deve ter medalhas cassadas pelas Forças Armadas assim que os comandantes decidirem cumprir o previsto em regulamento. Exceção feita à Medalha do Mérito Tamandaré, pois a insígnia conferida pela Marinha foi criada pelo decreto 42.111 de agosto de 1957 e não há previsão de revogação da honraria, mesmo que o agraciado cometa crimes contra a ordem, erário e sociedade brasileira.

Ao ser questionado sobre agraciar ex-guerrilheiro, Mauro César Pereira, o ministro da Marinha à época disse: “bobagens todo mundo comete”.

Em 1997, além do petista Genoino, a Marinha condecorou Aldo Rebelo e se tornou a primeira Força a entregar comendas a políticos de esquerda.

Genoino recebeu também honrarias da Aeronáutica e do Exército, bem como a Medalha da Vitória, entregue pelo Ministério da Defesa em 2011.



Número de palestinos mortos em Gaza nesta terça chega a 100

Segundo fontes médicas, 26 pessoas morreram em ataque contra 4 casas.
OLP anunciou possível trégua humanitária de 24 horas.


Do G1, em São Paulo
Pelo menos 100 palestinos morreram nesta terça-feira (29) em bombardeios de Israel contra a Faixa de Gaza, em um dia violento no qual o Exército israelense intensificou sua campanha contra símbolos do Hamas no enclave palestino.

29/7 - Veículo da ONU destruído foi fotografado em Beit Lahia, no norte da Faixa de Gaza, após ataques militares israelenses, segundo agência AFP (Foto: Mohammed Abed/AFP)Veículo da ONU destruído foi fotografado em Beit Lahia, no norte da Faixa de Gaza, após ataques militares israelenses, segundo agência AFP (Foto: Mohammed Abed/AFP)

Segundo a Associated Press, entre os mortos estão 26 pessoas atingidas por bombardeios e disparos de tanques em quatro casas de Gaza, informaram fontes médicas palestinas.

Os números elevam as vítimas fatais do conflito a 1.156 palestinos, segundo o porta-voz do Ministério da Saúde de Gaza, Ashraf al-Kidra.

Desde 8 de julho, quando a ofensiva começou, Israel contabilizou 56 mortos – 53 soldados e três civis.

Nesta terça, uma autoridade da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) anunciou que os movimentos palestinos - incluindo o Hamas - estão prontos para uma trégua humanitária de 24 horas.

Segundo informou a AP, Yasser Abed Rabbo, secretário-geral da OLP, disse que Israel deve aguentar as consequências caso rejeite o chamado.

"A Autoridade Palestina, o Hamas e a Jihad estão dispostos a uma trégua humanitária de 24 horas e examinam com espírito positivo uma proposta da ONU para um cessar-fogo de três dias no conflito com Israel", disse ele.

"Em caso de negativa, consideraremos Israel plenamente responsável pelas consequências", enfatizou. "A ONU sugeriu estender esta trégua para 72 horas. Estudamos esta sugestão com espírito positivo."

O porta-voz do governo israelense Mark Regev disse que a proposta "não é séria" até que seja dita diretamente pelo Hamas.

Após o anúncio, um porta-voz do Hamas em Gaza, Sami Abu Zuhri, negou que haja um acordo. “As declarações do senhor Abed Rabbo não são verdadeiras e não têm nada a ver com as posições da facção neste momento”, afirmou.

Não ficou claro se a declaração do porta-voz reflete o posicionamento da liderança do Hamas no exílio.


Hamas rejeita trégua enquanto bloqueio de Israel continuar

Gravação com fala de chefe militar foi divulgada nesta terça-feira (29).
Não haverá cessar-fogo até que demandas sejam atendidas, diz líder.


Do G1, em São Paulo

O Hamas, grupo islâmico que governa a Faixa de Gaza, rejeita um período de trégua nas hostilidades com Israel enquanto os ataques e o bloqueio promovidos por Israel continuarem, disse o chefe militar da organização, Mohammed Deif, em gravação de áudio divulgada nesta terça-feira (29).

"Não haverá um cessar-fogo enquanto as demandas do nosso povo não forem atendidas", diz Deif, chefe das Brigadas Ezzedine al-Qassam, em gravação transmitida pela emissora do Hamas, a Al-Aqsa. O movimento islamita palestino não vai aceitar um "cessar-fogo sem o fim da agressão e a retirada do cerco", indicou o líder, segundo informam agências de notícias internacionais e a rede de TV CNN.

O grupo pede que Israel e o Egito levantem um bloqueio de fronteira que impuseram em Gaza depois que o Hamas ocupou o território, em 2007.

A voz de Deif é reconhecível no comunicado em áudio, segundo a Associated Press.

O líder sobreviveu a uma série de ataques e há anos comando o grupo na clandestinidade.

A Al-Aqsa também transmitiu o que diz ser uma infiltração por túnel de combatentes do Hamas em Israel na última segunda-feira.

Desde o início dos conflitos, no dia 8 de julho, 1.156 palestinos morreram, a maioria civis. Israel contabilizou 56 mortos, sendo 53 soldados e três civis.

A rejeição ao cessar-fogo foi anunciada antes de uma importante viagem ao Cairo de uma delegação reunindo representantes dos principais movimentos políticos palestinos, incluindo o Hamas, anunciada pela Organização pela Libertação da Palestina (OLP). As autoridades palestinas devem se reunir na capital egípcia com dirigentes locais, que normalmente são os intermediários nas negociações entre israelenses e palestinos.

O secretário-geral da OLP, Yasser Abed Rabbo, havia afirmado nesta terça à tarde que o Hamas e seus aliados da Jihad Islâmica estavam preparados para uma trégua humanitária de 24 horas. Mas o Hamas mantém suas exigências pelo fim da operação militar israelense em curso e pela suspensão do bloqueio a Gaza imposto por Israel em 2006.

As autoridades israelenses não se manifestaram a respeito de uma eventual trégua.

Mortes

Ao menos 100 palestinos morreram nesta terça em Gaza, segundo a agência Associated Press. Mais cedo, a única central elétrica da Faixa de Gaza ficou fora de funcionamento após os bombardeios do exército israelense, disse o diretor-adjunto da autoridade de Energia do reduto palestino, interrompendo o suprimento de eletricidade para a Cidade de Gaza e várias outras partes do enclave palestino de 1,8 milhão de habitantes.

"A única central elétrica de Gaza ficou fora de funcionamento após um bombardeio israelense na noite passada, que danificou o gerador de vapor, antes de atingir as reservas de combustível que se incendiaram", declarou Fathi al-Sheikh Jalil, segundo a France Presse.

Foram declarados grandes incêndios no setor da central (no centro do território palestino), impedindo o acesso dos veículos de auxílio, constatou um jornalista da AFP.

Esta usina fornece cerca de 30% do consumo de eletricidade de Gaza, de acordo com a agência France Presse. Já a Reuters afirma que a instalação fornece energia para dois terços do enclave palestino.

Além disso, segundo Fathi al-Sheikh Jalil, "cinco das dez linhas elétricas provenientes de Israel para abastecer a Faixa de Gaza foram atingidas pelos bombardeios israelenses, e os serviços de manutenção não conseguem ter acesso à zona para consertá-las".

Além da falta crônica de água, o reduto palestino, submetido desde 2006 ao bloqueio imposto por Israel, sofre grandes problemas de fornecimento de eletricidade.

A usina já havia sido atingida na semana passada e operava com cerca de 20% de sua capacidade, o que garantia apenas algumas horas por dia de eletricidade para os moradores de Gaza.

Míssil atinge campo de refugiados em Gaza e causa morte de crianças

Ao menos dez mortes ocorreram no campo Al-Shati; oito eram crianças.
Maior hospital de Gaza também foi atingido, mas não houve vítimas.


Do G1, em São Paulo

A queda de um míssil em um campo de refugiados de Gaza matou ao menos dez pessoas, entre elas oito crianças, e deixou 40 feridos, de acordo com a agência de notícias Reuters.

O ataque, que aconteceu nesta segunda-feira (28), foi no campo de refugiados de Al-Shati. A informação foi confirmada por médicos que atendem na região.

Os moradores atribuíram a explosão a um ataque aéreo israelense, mas Israel negou responsabilidade e afirmou que se tratou de uma falha num foguete lançado pelos militantes do grupo Hamas.


Jovem palestino anota nome de criança morta durante conflito entre forças israelenses e do Hamas (Foto: Musa Al Shaer/AFP)Jovem palestino anota nome de criança morta durante conflito entre forças israelenses e do Hamas. Lista foi feita no campo de refugiados Aida (Foto: Musa Al Shaer/AFP)

"Nós saíamos da mesquita quando vimos as crianças brincando com seus brinquedos. Segundos depois, o foguete caiu", disse Munther Al-Derbi, morador do campo.

Ainda nesta segunda, um outro míssil caiu no hospital Shifa, em Gaza, o maior do enclave palestino atingido até o momento. Segundo a agência France Presse e fontes médicas, não houve vítimas.

Ainda de acordo com a France Presse, o exército de Israel atribuiu os bombardeios a "terroristas da Faixa de Gaza". "O hospital Shifa e o campo de refugiados de Shati foram atingidos por ataques fracassados de terroristas de Gaza", informaram as Forças Armadas israelenses em um comunicado.

Mais tarde, um ataque com morteiros matou ao menos quatro pessoas no Sul de Israel, conforme informações da agência de notícias Reuters, que cita autoridades médicas do país.

Israel e os militantes palestinos em Gaza estão há três semanas envolvidos em confrontos nos quais 1.049 pessoas morreram em Gaza, a maioria civis, atingidos por bombardeios israelenses. Morreram também 43 soldados e três civis israelenses atingidos por foguetes e projéteis de morteiro disparados pelo Hamas.

A explosão desta segunda-feira ocorreu durante uma relativa trégua nos combates, com os dois lados baixando a temperatura durante o feriado religioso muçulmano do Eid al-Fitr.

Festa deu lugar ao luto

Um dos dias mais alegres do calendário muçulmano, o feriado de Eid al-Fitr, foi marcado nesta segunda por lágrimas e luto na Faixa de Gaza, após três semanas de um impiedoso confronto entre Israel e militantes do Hamas.

O feriado marca o fim do mês sagrado do Ramadã e normalmente é uma época de banquetes e diversão, presentes e festas, mesmo neste empobrecido e isolado enclave palestino. Mas estes não são tempos normais em Gaza.

Em um Eid normal, as ruas de Gaza estariam cheias de crianças em suas roupas novas e recebendo doces de adultos. Fogos de artifício comemorativos estourariam no ar. Mas nesta segunda as vias estavam relativamente vazias e os nervos, acirrados.

No maior hospital de Gaza, um grupo de jovens distribuiu doces para crianças feridas. “Como uma mãe se sente ao abrir seus olhos neste dia de Eid e não ver seu filho perto dela?”, disse Abir Shammaly, que perdeu um filho durante bombardeio de Israel no distrito de Shejaia na semana passada.

Em vez de celebrar com os vivos, Shammaly sentou-se perto da recém-cavada cova, acompanhando muitos outros moradores de Gaza que mostravam seu respeito às mais de mil pessoas mortas no confronto, muitas delas civis. Sua filha a acompanhava e, silenciosamente, colocou flores rosas e brancas no monte de terra.

“O mundo está nos vendo, mas não nos sente. Por que eles desperdiçam as vidas de palestinos? Por que fazem isso conosco?”, disse Shammaly, que também perdeu sua casa no bombardeio de Shejaia, área que, segundo Israel, é o bastião do Hamas.

Trégua

Após três semanas de combates, muitas armas foram colocadas de lado nesta segunda-feira, com o Hamas anunciando uma trégua de 24 horas para coincidir com o Eid. Israel disse que atiraria apenas se sofresse ataques.

O Estado judaico lançou sua ofensiva contra Gaza em 8 de julho com o objetivo de deter os disparos de foguetes feitos por militantes palestinos e de destruir uma rede secreta de túneis construída pelo Hamas nas áreas de fronteira.

O Hamas exige o fim de um longo bloqueio egípcio-israelense a Gaza, que trouxe dificuldades econômicas para o território de 1,8 milhão de habitantes, para interromper o lançamento de foguetes contra Israel.