31 agosto 2015

Líderes da Europa e Rússia querem cessar-fogo na Ucrânia

Correio do Brasil, com Sputnik Brasil – de Paris

Os líderes da França, Alemanha e Rússia apelam ao estabelecimento do cessar-fogo em Donbass a partir de 1 de Setembro e ressaltam a importância de retirar as armas pesadas de calibre de 100 milímetros ao longo da linha de contato, disse o serviço de imprensa do Palácio do Eliseu no comunicado neste sábado.


Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, a chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente da França, François Hollande e o presidente da Ucrânia, Pyotr Poroshenko, em Minsk
Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, a chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente da França, François Hollande e o presidente da Ucrânia, Pyotr Poroshenko, em Minsk

O presidente russo Vladimir Putin discutiu com o presidente francês François Hollande e a chanceler alemã Angela Merkel os trabalhos no chamado formato da Normandia para a reconciliação da Ucrânia, incluindo a preparação de novas conversações de alto nível, diz o serviço de imprensa do Kremlin no comunicado.

O quarteto da Normandia inclui a Rússia, a Ucrânia, a França e a Alemanha.

“Eles apelaram fortemente para o cessar-fogo completo a partir de 1 de setembro devido ao início de um novo ano escolar… Eles ressaltaram a importância do cessar-fogo contínuo, se referindo à situação dos civis no leste da Ucrânia”, diz o comunicado.

Os líderes dos três países também destacaram as próximas eleições locais na Ucrânia em 25 de outubro, que consideraram “um passo importante para a implementação dos Acordos de Minsk”, segundo o comunicado.

Presidente ucraniano não conseguiu formar aliança contra a Rússia. Desde meados de abril de 2013 a Ucrânia começou a realizar uma operação militar para atacar as forças independentistas no leste da Ucrânia, em particular as autoproclamadas Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk. Estas não reconhecem a legitimidade das novas autoridades ucranianas que chegaram ao poder após um golpe de Estado em Kiev.

A operação militar continua apesar dos Acordos de Minsk alcançados entre as partes, que preveem a retirada de tropas, o cessar-fogo e a descentralização do poder. Segundo os últimos dados da ONU, mais de sete mil civis já foram vítimas mortais deste conflito.



27 agosto 2015

Aeroclube de Pirassununga recebe demonstração da Esquadrilha da Fumaça

Portal Porto Ferreira Hoje

No próximo sábado, dia 29 de agosto, a Esquadrilha da Fumaça fará uma nova demonstração aérea em Pirassununga, no Aeroclube da cidade. O evento faz alusão aos aniversários de 73 anos do Aeroclube, comemorado no dia 22 de setembro; e de Pirassununga, no dia 6 de agosto. A apresentação do Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA) irá ocorrer a partir das 16h. A entrada é franca.



Para um dos diretores do Aeroclube, Thiago Sabino, “a confirmação da Fumaça em nosso aniversário é sensacional. É um prestígio muito grande da Força Aérea Brasileira para nosso Aeroclube, uma vez que esta ainda será uma das primeiras apresentações do Esquadrão com as novas aeronaves A-29 Super Tucano”. O evento, que se inicia às 9h, terá outras atrações, como sobrevoo de aeronaves T-27 Tucano da Academia da Força Aérea, exposição de carros de combate do 13º Regimento de Cavalaria Mecanizado do Exército e exibição de carros e aeronaves antigas.

'Matador de porta-aviões': China revela seus mísseis mais mortíferos

As novas armas da China, incluindo os mais mortíferos mísseis balísticos intercontinentais e o “matador de porta-aviões” podem ser vistos pela primeira vez durante o próximo ensaio da parada militar que comemora 70º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial.


Sputnik

Os observadores do poder militar chinês poderão ficar surpreendidos. Parece que Pequim irá demostrar uma das suas tecnologias de mísseis mais impressionantes, que consegue inclusive fazer frente à Marinha dos EUA em caso de conflito militar entre os dois países. Se tudo der certo, vamos dar uma olhada no futuro, diz o analista militar Harry Kazianis.


Caminhão com míssil de médio alcance DF-21D “matador de porta-aviões”
© AP Photo/ Elizabeth Dalziel, File

O grande espetáculo militar terá lugar em 3 de setembro e vai mostrar as armas mais modernas, incluindo vários mísseis. No total deverão ser exibidos sete tipos de mísseis, entre os quais os mísseis balísticos intercontinentais DF-5, DF-26, mísseis de médio alcance DF-21D. Os mísseis balísticos capazes de destruir porta-aviões são os que suscitam maior interesse.

Os DF-5, também conhecidos como Dongfeng 5, têm um alcance de cerca de 15.000 km. Eles são utilizados desde os anos 1980 e em 2015 foram modernizados para transportar mísseis de reentrada múltipla independentemente direcionados (MIRV).

Mas Harry Kazianis chama a atenção para os DF-21D supersónicos, conhecidos como "matadores de porta-aviões".

"Os DF-21D atacam o alvo, um navio ou porta-aviões, à velocidade de 10 a 12 Mach. A maioria das fontes afirma que os mísseis podem atacar navios à distância de cerca de 1.600 km, superando o raio de ataque das aeronaves norte-americanas ao bordo dos porta-aviões existentes", diz o investigador no seu artigo intitulado "Exibição: O plano da China de afundar a Marinha dos EUA".

Os mísseis DF-26, versão modernizada dos DF-21, alegadamente são capazes de atingir o território da ilha norte-americana de Guam, onde se localizam algumas bases militares dos EUA.

Pequim abandona a tradição de não exibir as suas melhores armas. Até agora, a China não demonstrava o que a mídia chinesa chamava de "armas sensacionais". Este passo significa que "a China tem mais confiança no seu poder militar e [cria uma imagem de] potência mundial responsável", disse o oficial superior Shao Yongling ao Global Times.


Moscou agradece à China pela compreensão da posição russa sobre Ucrânia

A Rússia agradeceu à China pela compreensão da posição russa sobre o problema ucraniano e aprecia o fato que Pequim não apoiou as sanções antirrussas, disse nesta quinta-feira (27) o embaixador da Rússia na China Andrei Denisov durante uma coletiva de imprensa.


Sputnik

“A cooperação dos nossos países na arena internacional já tornou-se um poderoso fator estabilizador de garantia de paz e segurança”, sublinhou o embaixador comentando a viagem do presidente da Rússia Vladimir Putin à China em 2-3 de setembro. 


Bandeiras da Rússia e da China
© flickr.com/ Mark Turner

Anteriormente foi divulgado que Putin irá visitar a China em 2-3 de setembro. Em resultado da visita está prevista a assinatura de documentos bilaterais. Pressupõe-se que os líderes dos dois países irão discutir as questões de desenvolvimento dos laços bilaterais, sobretudo do ponto de vista da realização de acordos alcançados no quadro da visita do líder chinês Xi Jinping à Rússia em maio deste ano do encontro no quadro da cúpula dos BRICS e SCO em Ufá em julho deste ano. Os líderes também poderão trocar opiniões sobre os atuais problemas regionais e mundiais.

Vale lembrar que no dia 3 de setembro, a China vai celebrar 70 anos desde a rendição japonesa na Segunda Guerra Mundial. O país realizará um grande desfile militar na praça central de Pequim, Tiananmen. A situação foi comentada pelo vice-ministro do Exterior da China Cheng Guoping:

“A participação do presidente Putin da comemoração do aniversário será já o terceiro encontro entre o presidente da República Popular da China Xi Jinping e presidente da Federação Russa Putin… Esta visita fará uma grande contribuição para a garantia de estabilidade, prosperidade e paz em todo o mundo”.

O encontro entre os líderes dos dois Estados contribuirá para o futuro fortalecimento das relações bilaterais e cooperação em diversas áreas, construção da economia da Rota da Seda, assim como para o desenvolvimento da cooperação euroasiática. Putin e Xi Jinping irão defender os resultados da vitória na Segunda Guerra Mundial e justiça internacional, acrescentou Cheng Guoping.

Abordando a história da vitória na Segunda Guerra Mundial, o vice-chanceler chinês disse o seguinte:

“A China não poderia ganhar na luta contra o militarismo japonês sem ajuda da URSS… Os dois povos lutando lado ao lado ficaram ligados por uma amizade forte e profunda…”.


As sete armas potencialmente mais perigosas da Rússia

O site norte-americano We Are The Mighty, especializado em assuntos militares, publicou a lista das novas armas russas que estão sendo desenvolvidas.


Sputnik

O autor do artigo David Nye escreve que a Rússia está modernizando o seu armamento de forma muito rápida:

“Enquanto o exército russo está lutando contra muitas dificuldades, o Kremlin está trabalhando duro para o fortalecer”.

Agora a Rússia produz submarinos nucleares de quarta geração mas já tem projetos de quinta geração, a ser equipados com novos reatores nucleares.

Quanto ao programa de mísseis hipersônicos da Rússia, o autor diz que ele “tem potencial”:

“O Yu-71 será capaz de atingir alvos em velocidades de 7.000 milhas por hora e destruir defesas aéreas. Embora os EUA também tenham um programa hipersônico, os mísseis americanos são projetados para ogivas convencionais, enquanto as da Rússia são nucleares.”


Míssil hipersônico Yu-71

A Rússia também está construindo um novo bombardeiro estratégico com grande capacidade de carga, o Sukhoi PAK DA, dotado de eficazes tecnologias furtivas e que poderá usar mísseis de cruzeiro de longa distância contra porta-aviões e outros alvos.

“Enquanto os mísseis da defesa aérea S-300 estão sendo discutidos nas notícias agora (parece que o autor tem em vista o acordo com o Irã), o S-500 está duas gerações à frente. Se espera que os novos mísseis de defesa aérea S-500 serão capazes de carregar cinco-dez mísseis balísticos de uma só vez e até de abater satélites de baixa órbita,” escreve David Nye.

Entre outras armas “mais perigosas” da Rússia, o autor destaca o sistema de combate eletrônico, que é capaz de neutralizar os sistemas da defesa dos inimigos, e o programa de lasers, que é confidencial.

O especialista duvida que os porta-aviões russos tenham boas perspectivas mas nota que se eles forem lançados, serão muito melhores do que o porta-aviões Almirante Kuznetsov.



Aliados russos podem criar Força Aérea coletiva

O vice-secretário-geral da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC), Vitaly Semerikov, anunciou a criação de uma Força Aérea coletiva da OTSC durante a cerimônia de início dos exercícios da organização Interação 2015.


Sputnik

A nova força irá assegurar o transporte de contingentes da organização para qualquer região onde sejam necessários.


Bombardeiros estratégicos Tu-95 da Força Aérea russa ensaiam a parada militar dedicada aos 70 anos da vitória na Segunda Guerra Mundial
Tupolev Tu-95 Bear © Sputnik/ Viktor Tolochko

A OTSC é uma aliança militar intergovernamental criada em 15 de maio de 1992. Os membros da organização são a Armênia, a Bielorrússia, o Cazaquistão, o Quirguistão, a Rússia e o Tadjiquistão. Todos os países participam dos exercícios.

Os exercícios conjuntos Interação 2015 se realizam todos os anos desde 2009 no território de um dos países da OTSC e visam melhorar a cooperação entre os integrantes da organização.

Segundo a carta de intenções da OTSC, todos os Estados participantes devem se abster da utilização ou da ameaça do uso da força.


Milícias: Kiev concentra material bélico na linha de contato sob pretexto de treinos

Kiev, sob pretexto de exercícios militares perto de Mariupol está concentrando ativamente armas e efetivos perto da linha de contato em Donbass, disse nesta quinta-feira (27) um representante da Milícia Popular da autoproclamada República Popular de Lugansk (RPL).


Sputnik

“Em conformidade com os dados de reconhecimento, Kiev sob pretexto de realização de treinamentos conjuntos do regimento Azov e fuzileiros navais perto de Mariupol está concentrando as armas e material bélico proibido pelos Acordos de Minsk perto da linha de contato”, divulgou à RIA Novosti uma fonte na Milícia Popular.


Militares ucranianos retiram material blindado na região de Gorlovka
© REUTERS/ Gleb Garanich

Segundo as palavras do interlocutor da agência, nos treinamentos dos militares foram organizados três linhas de tiro cuja direção coincidiu com a direção para os povoados Novolaspa e Starognatovka da autoproclamada República Popular de Donetsk.

“Foram recentemente registrados bombardeamentos com uso de morteiros de calibro de 120 milímetros, obuseiros de 122 milímetros e Rapiras [Artilharia antitanque – 100 milímetros] contra estes povoados”, disse a fonte na Milícia Popular de Lugansk.

O interlocutor disse que segundo o objetivo de treinamentos, o inimigo convencional ocupou a cota e estava se preparando para uma ofensiva contra posições dos militares ucranianos.

“O objetivo é simples – destruir o inimigo convencional e neste caso foi a população civil dos mencionado povoados da República Popular de Donetsk”, disse a fonte.

Kiev está realizando, desde meados de abril, uma operação militar para esmagar os independentistas no leste da Ucrânia, que não reconhecem a legitimidade das novas autoridades ucranianas, chegadas ao poder em resultado do golpe de Estado que teve lugar em fevereiro de 2014 em Kiev.

Desde 9 de janeiro, a intensidade dos bombardeios na região aumentou, bem como o número de vítimas do conflito. Isto fez regressar ambas as partes às negociações. O novo acordo de paz, firmado em Minsk entre os líderes da Rússia, da Ucrânia, da França e da Alemanha inclui um cessar-fogo global no leste da Ucrânia, retirada das armas pesadas da linha de contato entre os dois lados, assim como uma reforma constitucional com a entrada em vigor até o final do ano de 2015 de uma nova Constituição, com a descentralização como elemento-chave.

Apesar da trégua, confrontos locais, inclusive com uso de armas pesadas proibidas pelos acordos, continuam. Um Grupo de Contato trilateral (Rússia, Ucrânia e OSCE) está encarregado de buscar uma solução para a crise.


Novo MiG-35 pode substituir antigos caças do Vietnã

A Rússia pode vender novos caças MiG-35 ao Vietnã, não obstante outros países do Sudeste Asiático terem bastante interesse por estes aviões.


Sputnik

O caça MiG-35 pode substituir os caças de terceira geração MiG-21 que já têm bastante tempo de serviço, declarou o chefe da empresa MiG, Sergei Korotkov, à agência noticiosa russa RIA Novosti.


Artyom Mikoyan: o pai do MIG
© Sputnik/ Grigoriy Sisoev

O novo caça multiuso tem sistemas de localização e de informação de quinta geração.

Segundo Korotkov, o Sudeste Asiático é uma "região interessante" para o fabricante de aeronaves tendo em conta vendas futuras:

"De acordo com nossas avaliações, existem perspectivas definidas para o MiG-35 no Vietnã, onde a expetativa de vida dos caças MiG-21 está chegando ao fim".

Korotkov notou também que o interesse pelos caças MiG-35 está aumentando por parte da Índia, em parte por causa das limitações de fornecimento dos caças franceses Rafale. Os novos caças russos poderiam substituir a antiga frota aérea indiana e a questão já está sendo discutida nos círculos profissionais indianos, disse o chefe da empresa russa.

"Ao contrário dos MiG-29 'clássicos', do qual o MiG-35 herdou os conceitos aerodinâmicos, a nova máquina é multifuncional. Pode utilizar armamento de alta precisão contra alvos no ar, terra ou mar. Pode mesmo efetuar várias funções que anteriormente só eram confiadas a aviões de reconhecimento."

Atualmente o fabricante de aeronaves MiG está modernizando os aviões indianos MiG-29, em colaboração com empresas indianas, no âmbito do contrato assinado em 2010, no valor de $1,2 bilhões. A empresa também fornece caças MiG-29K à Índia.


Caça russo T-50 confirma expectativas e apresenta excelentes resultados em voos de teste

O comandante das Forças Aéreas e Espaciais da Rússia, General Viktor Bondarev, afirmou nesta quarta-feira (26) que o caça russo de quinta geração T-50, criado pelo Ministério da Defesa do país, apresentou excelentes resultados durante os voos de teste para confirmar as suas características avançadas.


Sputnik

O oficial exaltou as qualidades do caça russo durante o Salão Aeroespacial de Moscou (MAKS) 2015. A exposição está acontecendo em Zhukhovsky, nos arredores da capital da Rússia, até o domingo (30).


Caças de quinta geração T-50
© Sputnik/ Grigori Sysoev

“Os testes estão em pleno andamento. Foram voos para teste de lançamento de mísseis em combate. O caça mostrou excelentes resultados. Pretendemos comprar a primeira produção em série do T-50 já no próximo ano”, disse Bondarev, observando que o caça também conhecido como PAK FA mostrou alta qualidade de voo durante a demonstração de terça-feira (25) em Zhukovsky.


Ele falou apenas alguns dias depois de relatos de que o T-50 está equipado com um sistema de orientação de arma sofisticado, oferecendo ao piloto a capacidade de atingir um alvo mesmo quando já não esteja em seu campo de visão. O vice-chefe da Kret (empresa que desenvolveu 70% dos aviônicos do PAK FA), Vladimir Mikheyev, elogiou a aeronave classificando-a como um “robô voador”.

O T-50, ou PAK FA, é um caça bimotor de assento único desenhado pelo Sukhoi Design Bureau. Suas características o tornam o melhor de sua classe, comparando-se com outros similares no mundo. É a primeira aeronave operacional no serviço russo a usar a tecnologia stealth, de invisibilidade.

Especialistas afirmam que o T-50 será capaz de superar os caças de quinta geração F-22 e F-35 da Força Aérea dos EUA. A aeronave russa substituirá o avião de combate de quarta-geração Sukhoi Su-27, que entrou em serviço na Força Aérea Soviética em 1985, e os Mig-29, que estão em serviço desde 1983.

Rússia receberá em breve os helicópteros de ataque Ka-52k

O CEO da companhia Russian Helicopters, Alexander Mikheev, anunciou nesta terça-feira (25) que em breve a empresa começará a entregar para as Forças Armadas da Rússia as aeronaves de ataque Ka-52k, que iriam se basear nos porta-helicópteros da classe Mistral.


Sputnik

“Num futuro próximo, vamos entregar os helicópteros Ka-52K e Mi-28nm para o Ministério da Defesa, com melhores capacidades técnica e táticas e armamentos”, disse Mikheev durante o Salão Aeroespacial de Moscou MAKS-2015.


Helicóptero Ka-52 Alligator
© Sputnik/ Vitaliy Ankov

O Kamov Ka-52 Alligator é uma modificação do helicóptero de ataque Ka-50 Black Shark. Projetada para detectar e localizar alvos em movimento e estáticos em terra e destruir arsenais inimigos, helicópteros e aviões voando baixo, esta versão foi construída para ficar baseadas em navios. Possui um duplo rotor de pás e asas dobráveis que permitem que a máquina seja colocada nos porta-helicópteros da classe Mistral.

Em 2011, as corporações DCNS, da França, e Rosoboronexport, da Rússia, assinaram um contrato de € 1,2 bilhão para a entrega dois navios de guerra da classe Mistral. Segundo o documento, Paris deveria entregar o primeiro navio em 2014. Em novembro passado, porém, o fornecimento foi suspenso, sob a alegação de uma suposta participação de Moscou no conflito ucraniano. O Kremlin tem repetidamente negado as acusações. Os EUA também se opuseram fortemente ao envio das embarcações.

Este mês, o presidente russo, Vladimir Putin, e seu colega francês, François Hollande, concordaram sobre a rescisão do contrato. A França já transferiu a compensação para a Rússia. A soma da indenização não foi tornada pública.


Submarinos russos poderão ter sistema de comunicação que impede erro humano

A corporação russa OPK está trabalhando em um sistema de comunicação para submarinos de quinta geração, disse à RIA Novosti o CEO da empresa, Alexander Yakunin, nesta quarta-feira (26).


Sputnik


Submarino nuclear Alexander Nevsky.
Submarino nuclear Alexander Nevsky © Sputnik/ Sergey Mamontov

Segundo ele, o equipamento é único no mundo e seu alto nível de automação praticamente torna impossível o erro humano. Yakunin afirmou que a capacidade do sistema ultrapassa os dispositivos desenvolvidos anteriormente, o que permite aumentar o alcance e a estabilidade de comunicação.

Rússia trabalha atualmente na construção de submarinos de quinta geração, tanto diesel quanto nuclear. Anteriormente, um alto comandante da Marinha russa foi além, afirmando que os estaleiros do país começariam a construir, em 2020, o submarino nuclear Kalina, de quinta geração e de propulsão anaeróbica (que dispensa o ar).


Frota do Norte russa está pronta para defender facilidades econômicas no Ártico

Exercícios dos diferentes componentes da Frota do Norte russa foram importantes para dar avaliações das capacidades do equipamento novo que se usa nas condições da Ártica em terreno desconhecido.


Sputnik

As manobras demonstraram uma prontidão das unidades árticas para defender as facilidades econômicas da Rússia, afirmou na quinta-feira (27) o comandante da frota, almirante Vladimir Korolev.


Porta-aviões da Marinha da Rússia, cruzador de mísseis pesado, Almirante da Frota da União Soviética Kuznetsov, no Mar de Barents, na Rússia.
Porta-aviões Kuznetsov © AP Photo/ File

Os exercícios dos diferentes componentes da Frota do Norte russa e das unidades das tropas aerotransportadas começaram na península de Taimir (Norte da Rússia) na segunda-feira (24). No total nos exercícios participaram mais de um mil militares das forças armadas da Rússia, 14 aparelhos voadores, 34 unidades da técnica especial e de combate.

"O pessoal da brigada da infantaria mecanizada e das unidades móveis das tropas aerotransportadas que participa nos exercícios provou com as suas ações práticas uma prontidão para defender as facilidades econômicas na zona ártica da Rússia", disse Korolev.

Acrescentou que durante os exercícios foi obtida uma grande experiência de organizar as ações conjuntas dos diferentes componentes das tropas que será usado no processo de preparação das unidades destinadas a realizar operações militares no terreno desconhecido.

No âmbito dos exercícios pela primeira vez nesta região foram aperfeiçoadas ações práticas da infantaria mecanizada e das tropas aerotransportadas para defender uma facilidade industrial. Uns dos episódios principais dos exercícios foram o desembarque das unidades da brigada da infantaria mecanizada no porto de Dudinka das grandes lanchas de desembarque da Frota do Norte russa, deslocação das unidades das tropas aerotransportadas nos aviões Il-76 e imitação prática da defesa de uma facilidade industrial com uso de armas de fogo.


China mostrará novas armas na parada militar

A Força chinesa de Mísseis Estratégicos, o Segundo Corpo de Artilharia (SAC) irá apresentar sete tipos de mísseis na parada militar em 3 de setembro. Hoje se realizou o ensaio final do desfile militar em homenagem ao 70º aniversário da vitória na Segunda Guerra Mundial.


Sputnik

Organizado em seis formações militares, os armamentos incluem mísseis de longo alcance, de médio e curto alcance, bem como mísseis convencionais e nucleares, disse uma fonte militar à Xinhua.


Parada militar na China
© REUTERS/ Damir Sagolj

"Nosso armamento de mísseis tem avançado muito, em termos de alcance, de métodos de ataque, precisão e mobilidade", disse a fonte.

Foi anteriormente relatado que o desfile militar incluirá 12.000 soldados, 500 equipamentos, e cerca de 200 aeronaves, conforme disse Qu Rui, vice-diretor da equipa responsável pelo desfile e vice-chefe do Departamento de Operações do Estado-Maior.

Alegadamente, 84 por cento dos armamentos a serem exibidos no desfile militar nunca foram vistos pelo público antes.

A fim de marcar o 70º aniversário da vitória na Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a a agressão japonesa na Segunda Guerra Mundial, 50 formações irão desfilar através da Praça Tiananmen, incluindo 11 formações de infantaria, duas formações de veteranos em veículos, 27 formações de artilharia e 10 escalões de aviação.

Exibir novos sistemas de armas em desfiles militares é uma prática internacional.

"O desfile se destina a comemorar a História, a valorizar a memória dos nossos soldados que morreram pela revolução, defender a paz e o futuro, sem apontar a arma a outros países", disse Qu.

A Rússia também foi convidada para participar do desfile militar na China. 76 militares do Regimento Preobrazhensky vão fechar a parada.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, assistirá à parada militar em Pequim no dia 3 de setembro.



Rússia e Egito aspiram a formar coalizão com Síria contra Estado Islâmico

A Rússia e o Egito apoiam a ideia de criar uma vasta coalizão antiterrorista que incluía a Síria para lutar contra o Estado Islâmico, disse o presidente russo Vladimir Putin durante a entrevista coletiva juntamente com o seu homólogo egípcio Abdel Fattah al-Sisi.


Sputnik

"Frisamos a importância fundamental de formar uma vasta frente antiterrorista que incluiría os principais atores internacionais e potências regionais incluindo a Síria", disse Putin na quarta-feira.


Vladimir Putin e Abdel Fattah al-Sisi
© AP Photo/ Mikhail Klementyev

"Temos uma visão comum da necessidade de intensificar a luta contra o terrorismo internacional que é muito relevante tendo em conta as ambições agressivas das estruturas radicais e o Estado Islâmico em particular", disse o presidente russo.

"Quando realizamos os nossos encontros, o povo egípcio está à espera do melhoramento na cooperação entre o Egito e a Rússia em várias áreas incluindo economia, e da luta contra terrorismo na região que é prejudicada pelo terrorismo", disse o presidente egípcio durante a conferência de imprensa.

"Isso afeta a nossa estabilidade e segurança regionais. Não só em alguns países mas em toda a região e possivelmente em todo o mundo", frisou.

Durante a visita do presidente egípcio a Moscou os chefes dos dois países discutiram um leque de assuntos, inclusive a situação no Oriente Médio e na África do Norte e a cooperação econômica.

Durante o seu terceiro encontro no ano em curso, o presidente Putin reiterou a sua promessa de incluir o Egito na zona de comércio livre da União Econômica Euroasiática (UEE) liderada pela Rússia. Reiterou que os dois países tencionaram excluir o dólar americano e fazer o comércio bilateral em moedas nacionais.

"Concordamos estimular esforços para diminuir a influência dos fatores externos e fazer que o comércio bilateral aumente de forma sustentável. A realizável criação de zona de comércio livre entre a UEE e o Egito, moedas nacionais nas contas bilaterais, promoção da cooperação na esfera dos investimentos são uns dos passos específicos para incentivar a economia," disse Putin.

Putin acrescentou que o Egito tem a oportunidade de exportar produtos alimentícios à Rússia desde o momento em que Moscou introduziu as sanções contra alguns países em relação aos produtos alimentícios no ano passado. Os fornecimentos do Egito à Rússia aumentaram significativamente na primeira metade de 2015, disse.


Também anunciou os planos de aumentar exportações dos cereais ao Egito. Os planos russos de participar no desenvolvimento da infraestrutura egípcia de cereais também foram discutidos na reunião dos chefes dos dois países.

As exportações russas dos cereais ao Egito eram equivalentes a 4 milhões de toneladas em 2014 que é 40% de toda a procura do Egito, afirmou Putin. Em 2014 o comércio bilateral aumentou a 86% comparando com 2013 atingindo 5,5 bilhões de dólares.

Os dois líderes também discutiram a construção conjunta da usina nuclear no Egito usando tecnologias russas, disse Putin.

"Um dos projetos bilaterais mais importantes é a construção da usina nuclear no Egito usando tecnologias russas. Os peritos dos dois países estão a completar o trabalho sobre os aspetos da construção da usina", disse Putin.

Em fevereiro Putin e Sisi assinaram alguns acordos segundo os quais a Rússia se obrigou prestar apoio ao Egito na construção de uma nova usina nuclear.
Na quarta-feira Putin fez alusões de que a Rússia pode fornecer o Egito com os aviões Sukhoi Superjet 100.

"O assunto de fornecimentos dos aviões Sukhoi Superjet 100 para as linhas aéreas do Egito está no processo de elaboração", Putin afirmou.

Há de notar que os EUA não consideram possível a participação do presidente sírio na coalizão contra terrorismo internacional. Em 24 de agosto os EUA e a Turquia afirmaram que vão realizar uma operação militar contra o Estado Islâmico. Segundo o ministro das Relações Exteriores da Turquia Mevlut Cavusoglu, os países regionais como a Arábia Saudita, o Catar e a Jordânia e os aliados europeus como o Reino Unido e a França também vão participar da operação.

Moscou considera abertura do Centro de Treinamento da OTAN na Geórgia uma provocação

A abertura do Centro de Treinamento da OTAN é a continuação da política provocativa da aliança, que pretende expandir sua influência, declarou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia.


Sputnik

"Vemos este passo como uma continuação da política provocativa da aliança, que pretende expandir sua influência geopolítica, muitas vezes usando os recursos dos seus países parceiros", disse a porta-voz do ministério Maria Zakharova.


Militares georgianos participam dos exercícios conjuntos da OTAN
© AFP 2015/ VANO SHLAMOV

Ela observou que hoje a Geórgia, "a julgar pelas declarações de alguns políticos, não se resignou com as consequências das aventuras de 2008" e ainda almeja os territórios dos países vizinhos, bem como "persistentemente se desvia da assinatura de documentos sobre a não agressão contra eles".

"Aqueles que continuam puxando ativamente Tbilisi à OTAN devem tomar consciência da sua responsabilidade, tendo em conta aquela experiência triste, que ocorreu na região em 2008", disse Maria Zakharova.

Em agosto de 2008, a Geórgia, apoiada pelos EUA, atacou a Ossétia do Sul. A agressão não conseguiu avançar, mas o conflito, cuja parte armada durou cinco dias, deixou centenas de mortes.

A diplomata sublinhou que a Rússia nessa situação vai continuar a cumprir as suas obrigações para garantir a segurança dos seus aliados.

A abertura, na quinta-feira, do Centro de Treinamento da OTAN na Geórgia é uma parte de medidas mais amplas para ajudar a Geórgia nos seus esforços para aderir se à OTAN, cuja proposta integração foi previamente aprovada na cimeira da aliança no País de Gales, em setembro de 2014.

A OTAN continua a reforçar a sua presença militar na Europa Oriental desde a eclosão do conflito no sudeste da Ucrânia, em abril de 2014.

Moscou tem negado repetidamente a sua suposta participação do conflito interino ucraniano. E muitas vezes tem avisado que a expansão militar da OTAN em direção a fronteira ocidental do país é uma ameaça para a segurança global e regional.


EUA planejam mais exercícios anti-China na região Ásia-Pacífico

Os Estados Unidos aumentarão o número de exercícios militares conduzidos na região Ásia-Pacífico como parte de sua estratégia para responder à expansão China no Mar da China Meridional, revelou nesta quarta-feira o departamento militar das Filipinas.


Sputnik

O almirante Harry Harris, chefe do Comando do Pacífico dos EUA, discutiu a recém delineada Estratégia de Segurança Marítima da Ásia-Pacífico com seu correspondente filipino, o general Hernando Iriberri, durante uma visita a Manila.


Veículos de assalto anfíbios com tropas americanas e filipinas em exercício militar no Mar da China Meridional
© AP Photo/ Bullit Marquez

Segundo o coronel Restituto Padilla, porta-voz militar das Filipinas, as conversas delinearam as ações de Washington no disputado Mar da China Meridional e no Mar da China Oriental, que serão concentradas na proteção da "liberdade nos mares", em evitar conflito e coerção, e na aplicação da lei internacional.

A China alega ter direito à maior parte do Mar da China Meridional. Fliipinas, Vietnã, Malásia, Taiwan e Brunei também afirmam terem direito a partes daquelas águas.


Uma fonte militar que estava no encontro entre Harris e Iriberri disse à agência de notícias Reuters que EUA e Filipinas esperam aumentar o tamanho, a frequência e a sofisticação dos exercícios na região.

Pequim pede seguidamente que Washington não tome lados na disputa pela região. Em julho, o Ministério da Defesa chinês acusou os EUA de "militarizarem" o Mar da China Meridional praticando exercícios militares na região.


Reembolso francês à Rússia por quebra de contrato pelos Mistral foi de € 900 milhões

A França devolveu todo o dinheiro pago pela Rússia referente aos porta-helicópteros Mistral, segundo informou à RIA Novosti um funcionário do alto escalão do Serviço Federal para Cooperação Técnico-Militar russo nesta quinta-feira (27), em Zhukovsky, onde acontece o Salão Aeroespacial Internacional de Moscou (MAKS) 2015.


Sputnik

“A França voltou para a Rússia toda a quantia, cerca de € 900 milhões. A Rússia havia pago diretamente € 800 milhões pelos navios Mistral até o momento da rescisão contratual”, afirmou a fonte.


Porta-helicópteros Vladivostok, da classe Mistral
© AFP 2015/ FRANK PERRY

A informação é semelhante à transmitida pelo porta-voz do governo francês, Stephan Le Foll, que, na quarta-feira (28), havia dito que o montante da remuneração paga à Rússia para rescindir o contrato para o fornecimento de dois porta-helicópteros da classe Mistral pela França não excedeu € 1 bilhões de euros.

A Rússia ainda precisa permitir que a França exporte os dois porta-helicópteros para países terceiros, de acordo com a fonte.

“Apesar da França transferir todos os fundos por não entregar os Mistral, cerca de 900 milhões de Euros, Paris ainda não tem autorização por parte da Rússia de voltar a exportar esses navios”, disse a fonte.

Nos termos do contrato de € 1,2 bilhão assinado em 2011, a França concordou em vender dois porta-helicópteros da classe Mistral à Rússia. Em Novembro de 2014, Paris suspendeu a entrega como uma medida punitiva em resposta à alegada intromissão russa na crise ucraniana. Moscou repetidamente nega estas acusações.

Russos e franceses rescindiram o contrato para a entrega dos Mistral no dia 5 de agosto. A França prometeu reembolsar a Rússia a totalidade da soma paga pelos navios, enquanto o ministro da Defesa francês, Jean-Yves Le Drian, disse mais tarde que a restituição seria equivalente a menos do que o preço original.

Lituânia se ofende com Finlândia por causa da 'ameaça russa'

A Lituânia não tem "nenhuma obrigação direta para defender a Finlândia da Rússia, mas, se tal situação ocorrer, a OTAN, muito provavelmente, vai encontrar uma maneira de o fazer", disse o ministro da Defesa do país em retaliação à falta de vontade da Finlândia a defender os Estados bálticos contra a "ameaça russa”.


Sputnik

"Eu acho que nós vamos tentar de alguma forma apoiar a Finlândia, se o país precisar. Mas isto não é a nossa obrigação direta", disse o ministro da Defesa da Lituânia Juozas Olekas na sua entrevista ao rádio Ziniu Radijas.


Exercícios militares
© Sputnik/ Igor Zarembo

Os comentários vêm em retaliação às recentes declarações do presidente finlandês Sauli Niinistö.

Na terça-feira, o chefe de Estado finlandês disse que a Finlândia não está em posição para ajudar a defender os seus vizinhos bálticos e outros membros da UE caso seja necessário.

"De vez em quando ouvimos a ideia de que a Finlândia poderia participar parcialmente da defesa dos países bálticos", disse Niinistö, durante as conversações com representantes da Embaixada finlandesa.

"A Finlândia não está na posição em que poderia oferecer aos outros garantias de segurança que nem sequer temos nós mesmos," afirmou o presidente.

"A nossa fronteira oriental (com a Rússia) é maior do que as de todos os países da OTAN em conjunto. Se uma nação de pouco mais de cinco milhões de pessoas é responsável pela sua defesa em seu próprio país, a responsabilidade já é suficiente", adicionou ele.

Olekas porém respondeu que cada país entende de forma diferente as suas preocupações de segurança e escolha diferentes meios de defesa.

“A Lituânia, entre outros países bálticos, escolheu o caminho da defesa coletiva da OTAN mais de 10 anos atrás”, disse ele.

Ao contrário dos seus vizinhos bálticos, a Finlândia — que compartilha uma fronteira comum de 1.340 quilômetros com a Rússia — não é um membro da OTAN, apesar de que a aliança manteve suas portas abertas para ela.

As “tensões regionais” não fizeram o público finlandês mais aberto à adesão à OTAN. As pesquisas recentes mostram que a maioria está contra esta opção.

Niinisto disse que a Finlândia continuará desenvolvendo a sua própria defesa em cooperação com o seu vizinho do oeste, a Suécia, e através da parceria com a OTAN.


Polônia abrigará armamentos pesados dos EUA em seu território

Pesados equipamentos militares dos EUA serão mantidos no território da Polônia a partir de meados de 2016, informou a agência Reuters citando como fonte o ministro da Defesa Nacional da Polónia Tomasz Siemoniak.


Sputnik

Este será primeiro caso em que o arsenal militar norte-americano será situado no território de um novo país-membro da OTAN na Europa Oriental e na região do Báltico, e que outrora já foi membro da União Soviética ou esteve sob sua influência direta.


Soldados americanos perto de um sistema antimísseis Patriot em Sochaczew, perto de Varsóvia, Polônia
Soldados norte-americanos e um sistema Patriot próximo a Varsóvia © REUTERS/ Franciszek Mazur/Agencja Gazeta

“Após conversações com nossos parceiros norte-americanos foram selecionados dois locais para o armazenamento de armamentos pesados das Forças Armadas dos EUA, sendo um deles no oeste da Polônia, e outro, na região noroeste do país” – disse Siemoniak.

“De acordo com as nossas previsões, o envio prévio dos equipamentos será realizado em meados de 2016” – destacou o ministro.

Siemoniak, no entanto, não chegou a especificar o tipo exato e o volume dos armamentos a serem enviados para a Polônia, especificando tampouco os locais precisos das bases militares onde os mesmos serão mantidos.



'Comandos do Islã' não têm nenhuma chance contra polícia e exército do Afeganistão

O Afeganistão, pátria do movimento extremista islâmico Taliban, sofre com instabilidade após uma guerra civil prolongada, agravada pela presença militar dos EUA. Em julho, já surgiu o movimento Khorasan. Mas agora, a Internet local fala de um grupo autodenominado “comandos do Islã”.


Sputnik

No que toca ao movimento Horasan, o presidente afegão Ashraf Ghani já se exprimiu sobre o assunto em julho. Em uma entrevista à Sputnik, ele contou de um grupo separado de militantes do Estado Islâmico (organização terrorista ativa na Síria e no Iraque, proibida na Rússia e em outros vários países) que se chamava de “khorasanitas”. O termo é uma referência a um grupo armado que no século VIII derrubou vários califados situados no território atualmente ocupado pelo Afeganistão.


Forças de segurança afegãs patrulham território após explosão ao lado do parlamento em Cabul
Força de segurança afegã © AP Photo/ Rahmat Gul

Um hadith reza: “Quando virdes estandartes pretos vindo do lado do Khorasan, ide a eles, mesmo se tiverdes que rastejar pelo chão, porque estará entre eles o Imame Mahdi [o Messias]”. O fato de o hadith citar “estandartes pretos” é relevante, considerando que a bandeira do Estado Islâmico é preta também.

Para vários analistas, o movimento Khorasan é ainda mais perigoso para os EUA e a Europa porque planeja atentados naqueles territórios.

No entanto, pouco se sabe dos “comandos do Islã”. Segundo o alto conselheiro do Ministério do Interior do Afeganistão, coronel-general Abdoul Hadi Khalid, este nome é irônico, já que “eles não têm nenhuma chance de se contrapor nem ao exército, nem à polícia em um combate mais ou menos prolongado”.

“O nosso exército e a nossa polícia são muito mais fortes do que eles. Eles chegam de diversos lugares, “voam” cá em motos e atacam um poste”, comenta o militar, frisando que os ataques não são muito perigosos.

O coronel-general Khalid destacou que o governo afegão está preparando programas regionais para fortalecer o combate ao terrorismo em várias províncias do país – “especialmente nas províncias do Norte e Nordeste, e também no Sul e Sudoeste do país, isto é, todos os países que têm sofrido com ataques dos militantes. O governo pretende usar os programas elaborados para reforçar lá a segurança, normalizar a vida e obter de novo a confiança do povo”.


25 agosto 2015

Calote do governo põe chefes militares no Serasa

Forças Armadas não pagam e credores negativam comandantes


Diário do Poder

Comandantes de unidades das Forças Armadas são as mais recentes vítimas dos calotes do governo Dilma. É que a falta de pagamento ameaça a sobrevivência de fornecedores, que, como forma de pressão, negativam comandantes que assinaram contratos de fornecimento de materiais, inclusive comida. Só na área do Rio de Janeiro, estima-se que o beiço das Forças Armadas na praça ultrapassa R$ 200 milhões.


ESTIMA-SE QUE O CALOTE É DE CERCA DE R$ 200 MILHÕES. FOTO: ROBERTO STUCKERT FILHO/PR

Os comandantes das unidades militares federais só descobrem que estão inscritos no Serasa quando tentam fazer algum crediário.

Contratos de fornecimento são assinados pelos comandantes em nome das Forças Armadas, e neles constam todos os seus dados pessoais.

Um comandante contou à coluna, que, impedido pelo Serasa de financiar a casa própria, decidiu processar o governo por dano moral.

Jaques Wagner (Defesa) calou. A assessoria pediu “casos específicos” de comandantes negativados. Mas a coluna não entrega suas fontes.


24 agosto 2015

Novo submarino russo não é totalmente misterioso

A informação de que a Rússia está testando a mais recente adição à sua frota submarina, o submarino nuclear BS-64 Podmoskovie, aparentemente fez os analistas ocidentais tentar saber quais as capacidades do BS-64 nas missões de muitos meses em águas profundas do oceano.


Sputnik

O BS-64, anteriormente conhecido como K-64, não é um novo submarino, mas passou mais de 15 anos em uma fábrica de reparo localizada na cidade portuária russa de Severodvinsk. 


Northern Fleet. Nuclear submarines base
© Sputnik/ V. Kiselev

O Podmoskovie é capaz de transportar uma tripulação de 135 homens e está armado com mísseis balísticos de combustível líquido R-16 29RMU Sineva. O BS-64 passará a integrar a Frota do Norte russa.

O submarino, propulsado por dois reatores nucleares, foi convertido em um navio projetado para realizar investigação científica, podendo servir ainda como “nave-mãe” para minissubmarinos em águas profundas, incluindo o submarino superconfidencial Losharik.

A nova seção permite ao submarino instalar e retirar embarcações em águas profundas e inclui um departamento de pesquisa.

O BS-64 "parece ser um navio parcialmente científico, parcialmente navio-espião, parcialmente navio de informações, e parcialmente 'nave-mãe' para minissubmarinos e aviões. Mas ninguém fora do Kremlin e da futura tripulação sabe ao certo," diz o especialista militar David Axe no artigo intitulado "O novo submarino misterioso da Rússia."

Norman Polmar, um especialista em questões navais e de inteligência, demonstrou grande interesse pelo Podmoskovie, alertando que seria um erro subestimar os engenheiros russos.

"Eles são sempre muito mais inovadores do que nós", diz Norman Polmar, citado por David Axe. O especialista naval, que foi consultor do governo dos EUA na estratégia de submarinos, fala por experiência própria porque ele visitou empresas russas que desenvolvem submarinos.


22 agosto 2015

Ex-diplomata da Austrália defende reintegração da Crimeia à Rússia

O ex-primeiro-secretário da Embaixada da Austrália em Moscou, Gregory Clark, assinou um artigo no diário Japan Times intitulado “A Rússia quer ser compreendida”. No texto, ele argumenta que a postura de Moscou da Crimeia ser uma parte essencial da Federação Russa merece ser levada em consideração, mas o Ocidente prefere não atender.


Sputnik

O ex-diplomata australiano lembrou que durante os tempos soviéticos o leste da Ucrânia se assemelhava “um pouco à Rússia”. Ele especificamente ressaltou o fato de que mais de um milhão de refugiados dos combates no leste da Ucrânia decidirem ir para a Rússia, em vez de se mudar em outro lugar do território ucraniano.


Crimeia
Crimeia © Sputnik/ Taras Litvinenko

“A Crimeia era totalmente russa nos tempos soviéticos. Ainda é muito russa, embora também aconteçam esforços genuínos para reviver a língua turca dos povos tártaros da Crimeia”, disse Clark.


Clark observou que as autoridades de Kiev não conseguiram alcançar sucesso na popularização da língua ucraniana na Crimeia. Além disso, acrescentou o ex-diplomata, Moscou tem uma série de argumentos judiciais para chamar a península como uma parte essencial da Rússia. Em particular, apontou a decisão do então líder soviético Nikita Khrushchev de entregar a região para a Ucrânia em 1954. “Foi tecnicamente ilegal, porque nunca chegou a ser ratificada pelo Soviete Supremo.”

Além disso, Clark jogou água fria sobre as acusações dos EUA que insistem que a decisão de Moscou de separar a Crimeia da soberania da Ucrânia é uma clara violação do direito internacional e merece sanções.

“Mas, nesse caso o Ocidente seria muito culpado sobre o Kosovo, onde foram utilizadas bombas para negar a soberania sérvia. Na Crimeia, eles dizem que baseou-se essencialmente em um referendo”, concluiu Clark.

A península da Criméia se separou da Ucrânia para se juntar a Rússia em março de 2014 após um referendo em que mais de 96% da população votaram a favor da secessão. O governo central ucraniano e seus aliados ocidentais chamaram a votação uma “anexação”, enquanto a Rússia assinalou que as ações da população local estavam dentro do quadro do direito internacional.

Não há provas de que milícias ucranianas abateram o MH17, diz ex-agente da CIA

Se a inteligência tivesse as provas de que milícias independentistas abateram o MH17, eles já as divulgaram, considera ex-especialista da Agência Central de Inteligência (CIA).


Sputnik

Passou já um ano desde que Barack Obama e John Kerry anunciaram que as milícias das repúblicas autoproclamadas de Donetsk e Lugansk eram os responsáveis pelo acidente do avião malaio. A inteligência se baseia em dados das redes sociais.


Destroços do Boeing-777 em Donetsk, no leste da Ucrânia
© Sputnik/ Andrei Stenin

“Investimos 90 biliões de dólares por ano para a inteligência norte-americana, mas quando há um caso real, temos que acreditar nas redes sociais? Estas provas são extremamente vagas,” disse Ray McGovern, que trabalhou na CIA 27 anos, na entrevista para The Brad Blog.


Além disso, o especialista sublinhou que após alguns dias da tragédia a administração do presidente publicou uma “Estimativa Governamental”, ou seja, um documento político, e não uma Estimativa da Inteligência, documento que é habitualmente composto em tais casos.

Segundo Ray McGovern, os seus ex-colegas não querem repetir o erro dos seus antecessores que firmaram avaliação falsificada de que no Iraque havia arma de destruição em massa.

O Boeing 777 do voo MH17, que fazia a rota de Amsterdã para Kuala Lumpur, foi derrubado em 17 de julho de 2014 enquanto sobrevoava a região de Donetsk, no leste da Ucrânia, matando todas as 298 pessoas a bordo.

O governo ucraniano e as forças independentistas de Donetsk acusam-se mutuamente de responsabilidade pelo abate da aeronave.

Um relatório final sobre o acidente deverá ser publicado em outubro pelo Dutch Safety Board (conselho investigador de segurança holandês). De acordo com o relatório preliminar publicado pelo lado holandês em setembro de 2014, "o avião se despedaçou no ar provavelmente como resultado de danos estruturais causados por uma grande quantidade de objetos em alta velocidade que penetraram na aeronave pelo lado de fora".

Em junho deste ano a fabricante de armas russa Almaz-Antei publicou os resultados de sua investigação sobre o caso, sugerindo que o voo MH17 foi derrubado por um míssil teleguiado lançado por um sistema Buk-M1. Este míssil, em particular, não é produzido na Rússia desde 1999, mas permanece em serviço no Exército ucraniano, de acordo com o fabricante.



Kiev quer manter Ucrânia em guerra deliberadamente

Na véspera da reunião do presidente ucraniano Pyotr Poroshenko com os seus colegas francês e alemã, François Hollande e Angela Merkel, em Berlim, parece que já é tarde demais e a trégua não é nada necessária para a Ucrânia, nota a edição alemã Telepolis.


Sputnik

Kiev cumpriu e continua cumprindo os acordos de Minsk só formalmente. Na realidade, as autoridades ucranianas tentam manter o país em um estado de guerra, e fazer assim que ela não tem que fornecer o estatuto especial ao Donbass, escreve o jornal alemão Telepolis.


Presidente da Ucrânia Pyotr Poroshenko
Piotr Poroshenko © AP Photo/ Efrem Lukatsky

O ponto mais problemático dos acordos de Minsk para a Ucrânia é a prestação deste estatuto especial às repúblicas não reconhecidas, relata a edição alemã.

Não é um segredo, diz a edição, que o atual governo ucraniano tentou ignorar os acordos de Minsk tentando conter ainda mais por meios políticos, econômicos e militares o que ela chama de "agressão russa". O objetivo perseguido por Kiev é provocar milícias, segundo afirma o jornal.

Telepolis, no entanto, observa que as milícias e Kiev recusam-se de negociações bilaterais.

A Ucrânia está preparando uma blitzkrieg na Donbass. Este ponto de vista é compartilhado por os especialistas militares que estudam a dinâmica dos eventos no sudeste da Ucrânia.

"Houve um deslocamento de tropas e de equipamento militar ucraniano para as linhas de frente em três direções", diz o especialista militar Ivan Konovalov.

"Três grupos com nomes simples. O "Sul", cujo objetivo é cortar a capital de Donbass da fronteira russo-ucraniana. O "Norte" deve dividir RPD [autoproclamada República Popular de Donetsk] e RPL [autoproclamada República Popular de Lugansk] uma da outra e o grupo "Centro" para atacar a cidade de Donetsk".

Na linha de frente, de acordo com as estimativas dos peritos, Kiev juntou cerca de 65 mil soldados, assim como quase dois mil veículos blindados pesados e cerca de mil armas diferentes, incluindo os lançadores de foguetes tipo Grad.

No dia 24 de agosto em Berlim, pela iniciativa de Pyotr Poroshenko, será realizada a reunião entre os líderes da Ucrânia, França e Alemanha.

A Rússia reagiu à falta de um convite para esta reunião. O Ministro das Relações Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, observou que a reunião em Berlim não é o "formato de Normandia". Ele também expressou a esperança de que a reunião trilateral será de carácter educativo e Hollande e Merkel vão empurrar Kiev para cumprir os acordos de Minsk.

O jornal supõe que Poroshenko em Berlim provavelmente vai pedir a França e a Alemanha para "tomar medidas decisivas para combater a suposta agressão russa". Kiev declara que as milícias não cumprem os acordos de Minsk, apesar do fato de que os representantes da OSCE têm acusado disso o lado ucraniano.

Do ponto de vista do jornal alemão, parece que e nem Kiev nem as milícias não mostram mais interesse na trégua. Por tanto, Merkel e Hollande vão fazer tudo para evitar a "vergonha", já que os acordos de Minsk estão firmemente associados com os seus nomes.


Exercícios navais russo-chineses começam no Extremo Oriente russo

Hoje (21) na região Primorsky se iniciaram exercícios navais russo-chineses, segundo o porta-voz do Distrito Militar do Leste.


Sputnik

“No dia 21 de agosto o estado-maior conjunto fez iniciar exercícios navais russo-chineses ‘Cooperação Marítima-2015(II)”, disse Roman Martov, capitão da 1ª categoria.


Exercícios navais russo-chineses ‘Cooperação Marítima-2015(II)
© Sputnik/ Yulia Kaminskaya

O objetivo principal dos exercícios é aperfeiçoamento das ações conjuntas no mar, no ar e na terra.

Nos exercícios são envolvidos cerca de 20 navios de guerra russos e navios auxiliares, tal como aviões e helicópteros navais, de acordo com o Ministério da Defesa russo.

Se espera que a China envie seis helicópteros, cinco aviões e cerca de 200 soldados para participar dos exercícios entre os dois países em agosto.

Os exercícios militares conjuntos são realizados no golfo de Pedro, o Grande, o maior golfo no mar do Japão, perto da cidade estratégica portuária russa de Vladivostok.

Os marinheiros russos e chineses vão treinar a defesa antiaérea, antinavio, antissubmarino, antissabotagem.

Agora se realiza a segunda etapa dos exercícios “Cooperação Marítima-2015” que continuará até 28 de agosto.

A primeira etapa ocorreu em maio no mar Mediterrâneo e foi avaliada altamente pelo comando russo e chinês.

Alguns especialistas do Ocidente estão preocupados com o fato de que a Rússia e a China estão a criar um novo centro de força contra a OTAN liderada pelos EUA. No entanto, Moscou e Pequim tem afirmado que os exercícios não estão dirigidos contra outros países e demonstram aspirações para o mundo sem alianças militares e para a estabilidade.


Militantes do EI propagam AIDS no leste da Síria

De acordo com relatos da mídia, a maior parte dos soropositivos são mercenários estrangeiros. A maior parte dos infectados são viciados em drogas. A doença também se espalha devido à poligamia e à escravidão sexual.


Sputnik

Mais de 16 casos de HIV (vírus de imunodeficiência humana, que provoca o síndrome de imunodeficiência adquirida, AIDS) foram detectados nas fileiras dos militantes do grupo terrorista Estado Islâmico, baseado na cidade de Mayadin no leste da Síria, segundo informou a agência síria independente ARA News.


Os militantes da Frente Nusra da Al Qaeda
© REUTERS/ Khalil Ashaw

De acordo com esta fonte, os militantes, a maioria dos quais são mercenários estrangeiros, foram colocados em quarentena em um hospital local.

O jornal britânico Daily Mail, citando o representante do grupo de ativistas antiterroristas locais, informou que os líderes do EI forçam os militantes soropositivos a se tornarem homens-bomba.

Casos de AIDS não são raros nas fileiras dos militantes do EI, muitos deles são viciados em drogas ou têm antecedentes criminais. A doença está se espalhando rapidamente, porque no território ocupado por extremistas se praticam a poligamia e a escravidão sexual.

O grupo terrorista Estado Islâmico (proibido na Rússia) hoje é uma das principais ameaças à segurança global. Em três anos, os terroristas conseguiram ocupar grandes áreas no Iraque e na Síria. Além disso, eles tentam espalhar a sua influência pelos países do Norte da África, em particular pela Líbia. Os terroristas anunciaram a criação do califado com as suas próprias leis e autoridades.

Os dados sobre o número de extremistas na organização também variam de 50 para 200 mil combatentes. Não há uma frente unida na luta contra o EI. As forças governamentais da Síria e do Iraque bem como a coalizão internacional liderada pelos EUA (até agora realiza apenas ataques aéreos), os curdos e os xiitas libaneses e a milícia iraquiana estão lutando contra o grupo terrorista. Na sequência dos ataques militares centenas de milhares de civis foram mortos e milhões tornaram-se refugiados.



Turquia condena BBC por fazer propaganda terrorista

O Ministério das Relações Exteriores da Turquia criticou violentamente a emissora britânica BBC por publicar um artigo sobre a participação dos militantes do Partido dos Trabalhadores Curdos (PKK) na luta contra o Estado Islâmico.


Sputnik

A declaração emitida pelo Ministério das Relações Exteriores da Turquia frisa que "as publicações deste tipo sobre a organização que é reconhecida como terrorista em muitos países do mundo podem ser percebidas como propaganda aberta do terrorismo. São inaceitáveis as tentativas de apresentar esta organização terrorista as atividades da qual são proibidas em muitos países da UE incluindo o Reino Unido como combatente contra o outro grupo terrorista e também encorajar as pessoas a juntar-se a organização. Apenas durante o último mês em resultado das ações dos terroristas da PKK foram assassinadas 64 pessoas, 350 foram feridas, 16 foram sequestradas. Também os terroristas realizaram numerosos ataques ao sistema ferroviário, reservatórios de água, causaram danos muito graves à infraestrutura de transportes. As ações ulteriores dos terroristas e a sua força são fomentadas pela atitude irresponsável e hipócrita à luta contra terrorismo que é extremamente visível em tais publicações".


Fronteira entre Turquia e Síria
© REUTERS/ Murad Sezer

O artigo da BBC, publicado em 19 de agosto e intitulado "Como os combatentes o PKK preparam-se para guerra contra Estado Islâmico", contém o seguinte trecho: "Já por 30 anos o PKK tem lutado contra o governo turco. A organização que é reconhecida como terrorista na Turquia e em muitos países ocidentais agora tem papel-chave na luta contra o Estado Islâmico [o que não corresponde à realidade porque são os curdos sírios que lutam contra o Estado Islâmico mas não o PKK — redação].

A situação na Turquia agravou-se depois do atentado realizado em 20 de julho pelo Estado Islâmico e dos homicídios de policiais, reivindicados pelo PKK. Desde os finais de julho o governo turco está realizando uma operação militar contra as forças do Estado Islâmico no norte da Síria e Iraque e contra o PKK no sudeste da Turquia.

O grupo terrorista Estado Islâmico, anteriormente designado por Estado Islâmico do Iraque e do Levante, foi criado e, inicialmente, operava principalmente na Síria, onde seus militantes lutaram contra as forças do governo. Há alguns meses, aproveitando o descontentamento dos sunitas iraquianos com as políticas de Bagdá, o Estado Islâmico lançou um ataque maciço em províncias do norte e noroeste do Iraque e ocupou um vasto território. No final de junho, o grupo anunciou a criação de um "califado islâmico" nos territórios sob seu controle no Iraque e na Síria.


Novo plano da ONU para a Síria parece com o plano iraniano e pode trazer paz, diz Irã

Os quatro itens do plano proposto por Staffan De Mistura, enviado especial da ONU para a Síria, correspondem aos itens do plano de pacificação do Oriente Médio proposto anteriormente pelo vice-chanceler iraniano para assuntos da África e dos países árabes, Hossein Amir Abdollahian, disseram fontes de Teerã.


Sputnik

Foi a porta-voz da chancelaria da República Islâmica do Irã, Marzieh Afkham, quem assegurou que o novo plano das Nações Unidas “pode ser avaliado como o mais próximo da compreensão correta das realidades atuais da situação política na Síria e nos territórios atingidos pelo conflito, do ponto de vista dos atores regionais e internacionais”.


Staffan de Mistura durante uma sessão da ONU em 29 de julho de 2015.
Staffan de Mistura © AP Photo/ Bebeto Matthews

De Mistura apresentou o seu projeto na semana passada. Trata-se de um plano de transição política na Síria, que prevê a criação de grupos de trabalho, integrados por representantes do governo e da oposição, com o intuito de realizar o comunicado de Genebra, documento datado de 30 de junho de 2012, que desenha as bases da regulação síria.

Os grupos de trabalho (que deverão começar a funcionar a partir de setembro) já receberam uma avaliação positiva do representante especial do presidente Putin para o Oriente Médio e África e vice-ministro das Relações Exteriores, Mikhail Bogdanov.

Já o Irã saudou o projeto do enviado especial da ONU por compartilhar os mesmos princípios. Mais cedo neste ano, o vice-chanceler Abdollahian apresentara um plano de quatro itens par o processo de paz na Síria. Depois, quando eclodiu o conflito no Iêmen, com a intervenção saudita-ocidental, adaptou o plano para ser compatível com este país.

O plano de Abdollahian inclui os seguintes itens, resume à Sputnik o diplomata iraniano Seyed Hadi Afghahi, que tinha trabalhado na embaixada do Irã no Líbano: “a trégua total e completa na Síria, a criação de um governo de unidade nacional (com a participação de todos os grupos políticos, mas sem os terroristas), a redação de uma Constituição pelo governo de unidade nacional; a realização de eleições presidenciais com a participação de todas as forças políticas e religiosas do país”.

Para Afghahi, o plano de Staffan De Mistura é “análogo” ao plano iraniano, contendo também quatro áreas temáticas: segurança para todos, assuntos políticos e de direito, assuntos militares e de combate ao terrorismo, processo de restauração e desenvolvimento.

O diplomata disse esperar que o plano de Mistura seja aprovado pela maioria dos países, inclusive “os mais obstinados” – “aqueles poucos países árabes que patrocinam os terroristas na região e dizem que a derrubada do regime de Bashar Assad e a guerra são a única saída da situação” – escolham afinal a via do diálogo político.


20 agosto 2015

Brasil e Rússia estreitam parceria técnico-militar e repassam negociações de artilharia antiaérea

Forças Terrestres

Com o objetivo de avançar a cooperação técnico-militar entre Brasil e Rússia, militares e civis estiveram reunidos no Ministério da Defesa (MD), em Brasília (DF), durante a manhã e tarde desta terça-feira (18). Na ocasião, foi repassado todo o histórico das negociações para aquisição de artilharia antiaérea, as baterias Pantsir. As comitivas eram formadas por profissionais da Defesa e do Ministério das Relações Exteriores. Os temas abordados voltarão a ser debatidos em setembro, quando ocorrerá a IX Reunião da Comissão Intergovernamental de Cooperação (CIC) Brasil-Rússia, na capital russa de Moscou.


KBP-Pantsir-S-SPAAG-SAM-3S
Pantsir S1

O subchefe de Assuntos Internacionais do MD, general Décio Luís Schons, expressou uma visão pessoal muito positiva do relacionamento Brasil-Rússia no Campo da Defesa e as boas perspectivas de futuras parcerias. “Precisamos ultrapassar nossas diferenças culturais no campo militar, particularmente no que diz respeito a operação e manutenção de equipamentos.” E completou: “Antes de mais nada, devemos construir confiança e credibilidade”.

Já o chefe da delegação russa, o senhor Vladimir Tikhomirov, do Serviço Federal de Cooperação Técnico-Militar, elencou os tópicos de interesse de sua nação para acordos conjuntos. Além das baterias Pantsir, ele citou o contrato de OFF-SET (compensação comercial) dos helicópteros MI-35 e a criação de um centro de manutenção para essas aeronaves; e apresentou um sistema de segurança integrada que inclui os mísseis Bal e Bastión.

Sobre o tema artilharia antiaérea, o chefe da Assessoria para os Setores Estratégicos de Defesa, general Aderico Visconte Pardi Mattioli, explicou que os estudos acerca do material a ser adotado datam de 2011. A Estratégia Nacional de Defesa, um dos documentos-base do MD, previa que o país tivesse capacidade de resposta a ameaças aéreas à média altura. Para isso, foram feitas pesquisas até chegar à escolha pelo sistema russo Pantsir. Atualmente existe grupo de trabalho específico para o tema.

O Brasil possui demanda inicial de 14 baterias antiaéreas de baixa altura e mais sete de média altura. A ideia é que a aquisição do equipamento ocorra junto com transferência de tecnologia, para que cada bateria tenha graus de nacionalização maior, de maneira progressiva, até se totalmente produzida no Brasil.

O projeto para a compra prevê a participação de empresas estratégicas de defesa, o que beneficiaria a indústria nacional deste setor. As negociações estão em andamento. “É a primeira vez que compramos um sistema conjunto. Para nós, é uma experiência nova e representa parceria estratégica. A partir da assinatura do contrato, os prazos de entrega serão ajustados de acordo com as possibilidades russas de fornecimento e com as nossas necessidades”, ressaltou o general Mattioli.

Comitiva russa também debateu sobre contrato de OFF-SET dos helicópteros MI-35 e a criação de um centro de manutenção.

De acordo com a comitiva russa, o programa do Pantsir está em curso há três anos e já foram feitos exercícios de tiro pelo Ministério da Defesa Russo. A etapa exploratória do projeto está concluída. “Concordamos com a transferência irrestrita de tecnologia e necessidade de suporte pós venda. Vamos capacitar parceiros brasileiros que realizarão esse suporte. Estamos tendo progressos”, disse Tikhomirov.

Helicópteros MI-35

Acerca de outro equipamento, o general Schons lembrou que o Brasil adquiriu recentemente os helicópteros russos de ataque MI-35. São ao todo 12 unidades já entregues para o país. A intenção é que os ajustes no acordo de OFF-SET sejam feitos o mais rápido possível – e que esta tarefa esteja concluída em setembro.

Foi lembrado, ainda, que nos dias 14 e 15 de setembro será realizada a IX Reunião CIC Brasil/Rússia de Cooperação Governamental. Na ocasião, os temas levantados no encontro desta subcomissão de cooperação técnico-militar poderão ser apresentados pela delegação brasileira em Moscou.

Sistema Integrado

A comitiva da Rússia manifestou o interesse de apresentar ao Brasil o seu Sistema Automatizado Complexo “Cidade Segura”. A técnica foi desenvolvida para os Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, realizados em 2014.

Segundo eles, o evento esportivo reuniu 88 países e contou com a visita de 51 presidentes. O sistema inclui câmeras e sensores que podem ser adquiridos separadamente. Os russos colocaram-se à disposição para esmiuçar todo o uso e particularidades da tecnologia.


19 agosto 2015

Premiê russo anuncia inclusão de quatro países à lista de contrassanções

Albânia, Montenegro, Liechtenstein e Islândia haviam aderido à prorrogação de embargo europeu contra a Rússia. Ucrânia poderá sofrer sanções a partir de 2016 se Kiev implantar parte econômica do Acordo de Associação com a União Europeia.


PAULO PALADINO | GAZETA RUSSA

O governo russo acrescentou Albânia, Montenegro, Liechtenstein e Islândia à lista de países a partir dos quais está proibida a importação de certos alimentos, informou o primeiro-ministro russo Dmítri Medvedev nesta quinta-feira (13). A decisão veio após os países aderirem à prorrogação das sanções da UE contra a Rússia.


Medvedev
Medvedev: “Aderir às sanções é uma escolha consciente e indica que estão prontos para arcar com as contrassanções” Foto:Dmítri Astakhov/TASS

“Agora, além dos países da União Europeia, Austrália, Canadá, Noruega e Estados Unidos, dos quais, desde agosto de 2014, está proibido importar alguns produtos agrícolas, se somam Albânia, Montenegro, Islândia e Liechtenstein e, com condições especiais, a Ucrânia”, anunciou Medvedev.

A Islândia é a mais afetada pelo embargo entre as novas inclusões. Durante os primeiros cinco meses deste ano, o país forneceu 15% de todos os peixes importados pela Rússia.

“O argumento deles, para tomar essa decisão de se unir às sanções da UE contra a Rússia, é que eles são obrigados a entrar em uma série de acordos com a União Europeia. Mas essa posição é parcialmente correta”, acrescentou Medvedev.

“Quero salientar que vários países mantêm acordos semelhantes com a UE, mas não assumiram sanções contra a Rússia. Portanto, aderir às sanções é uma escolha consciente, o que significa que eles estão prontos para arcar com as contrassanções de nossa parte.”

Ao contrário das expectativas, a nova lista não inclui a Geórgia. A ex-república soviética recusou-se recentemente a apoiar a prorrogação das sanções ocidentais contra Moscou.

As contrassanções da Rússia, em vigor até 5 de agosto de 2016, já abrangiam Estados Unidos, Canadá, Noruega, Austrália e os 28 Estados-membros da União Europeia. A proibição inclui carnes, peixes, produtos lácteos, frutas e legumes.

Os países ocidentais impuseram sanções contra empresas e indivíduos russos no ano passado em resposta ao papel de Moscou na crise ucraniana e à anexação da península da Crimeia à Rússia.

Ucrânia em “stand by”

Em reunião do governo, Medvedev também disse que Moscou só irá proibir certas importações de alimentos provenientes da Ucrânia a partir de 2016 se o acordo de associação econômica entre Kiev e a União Europeia entrar em vigor.

“Quanto à Ucrânia, a proibição de suprimentos agrícolas só será aplicada se o governo do país implantar a parte econômica do Acordo de Associação com a União Europeia, celebrado por Kiev em junho passado”, disse o primeiro-ministro.

A Rússia concedeu à Ucrânia até 1° de janeiro de 2016 para resolver todas as questões de regulamentação econômica, segundo Medvedev.

“Após esse período, se não conseguirmos chegar a um acordo mediado pela União Europeia – e não vejo nenhum sinal disso – os documentos aprovados anteriormente, que estabelecem um embargo (...) aos alimentos da Ucrânia, entrarão em vigor.”