23 outubro 2014

Militares envolvidos em acidente permanecem internados em MG

Seis estão internados em hospitais de Varginha, Lavras e Três Corações.
Veículo do Exército se chocou com caminhão carregado com papel.


Do G1 Sul de Minas

Seis militares que sofreram um acidente na Fernão Dias, em Campanha (MG), na terça-feira (21), continuam internados em hospitais do Sul de Minas. Em Varginha (MG), um militar continua internado na UTI do Hospital Bom Pastor. Em Lavras (MG), um militar permanece internado no CTI do Hospital Vaz Monteiro. Já em Três Corações (MG), quatro militares estão internados, sendo que um deles na UTI.

O sargento e dois soldados que morreram no acidente foram sepultados nesta quarta-feira (22). Segundo a Escola de Sargento das Armas (EsSA) de Três Corações (MG), o Sargento Paulo Henrique Rabello de Menezes foi sepultado em Guaratinguetá (SP), onde reside a família dele, e os soldados Jean Muzílio Gomes e Renan Henrique de Souza Teixeira foram enterrados em Jundiaí (SP).

Em nota, a EsSa informou que mais 22 militares ficaram feridos e foram atendidos nos hospitais da região. Os militares saíram de Jundiaí para participar de um encontro em Três Corações, que foi cancelado por causa do acidente. Ainda de acordo com a EsSA, as famílias das vítimas foram atendidas prontamente no próprio quartel em Jundiaí.

Caminhão carregado com papel também se envolveu em acidente na Fernão Dias (Foto: Polícia Rodoviária Federal)Caminhão carregado com papel também se envolveu em acidente na Fernão Dias (Foto: Polícia Rodoviária Federal)

Investigações

De acordo com a Polícia Civil de Três Corações, as investigações sobre o acidente devem ser feitas pelo próprio Exército através de Inquérito Policial Militar, já instaurado, conforme nota de esclarecimento enviada pela EsSA. Mesmo assim, a Polícia Civil fez perícia técnica no local do acidente e o laudo deve ficar pronto em até 30 dias.

O Exército informou que é permitido transportar militares na carroceria do caminhão e que o veículo é seguro. Os veículos militares, segundo o Código de Trânsito Brasileiro, estão isentos do registro e licenciamento, assim como os ocupantes podem andar sem o cinto de segurança. Por meio de nota, o Comando Militar do Sudeste informou que os veículos militares seguem instruções próprias que estão no comando de operações terrestres de 2002. O documento estabelece limites de velocidade e procedimentos de segurança.

O acidente

O acidente aconteceu no final da tarde de terça-feira (21) e envolveu um veículo do Exército e um caminhão carregado com papel higiênico. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o caminhão do Exército de Jundiaí seguia para Três Corações quando rodou na pista e capotou. O caminhão com papel não conseguiu parar e bateu.

Por causa da batida, a pista ficou totalmente interditada. No sentido Belo Horizonte (MG), foi registrado um congestionamento de 13 quilômetros. Já no sentido São Paulo (SP), apenas uma das faixas foi interditada e chegou a registrar 2 quilômetros de congestionamento, mas a pista foi liberada por volta das 18h30 de terça-feira.

22 outubro 2014

Porque Ancara ajuda os curdos iraquianos?

No início desta semana o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu, efetuou uma declaração, na qual anunciou que a Turquia concordou com o uso, pela milícia curda Peshmerga do Iraque, do território turco para ajudar Kobane. Até agora Ancara não só não intervinha nos acontecimentos, como não permitia que os curdos turcos ajudassem a cidade cercada de Kobane.


Yuri Mavashev | Voz da Rússia


O que provocou esta iniciativa de Ancara? Porque autorizou a Turquia o auxílio a Kobane apenas por parte das unidades curdas iraquianas? Pavel Shlykov, historiador, orientalista e professor da Universidade de Moscou partilhou sua opinião com a Voz da Rússia:

“Na minha opinião, existem duas razões principais que podem explicar isso. Uma consiste em que Ancara se dá conta que, existindo uma intervenção por parte dos EUA, se a Turquia não participasse, ela iria perder a face. Assim, os turcos querem minimizar suas perdas numa situação em que os restantes protagonistas regionais já tomaram a iniciativa.

“A segunda razão está relacionada com a primeira. O problema é que as perdas e riscos que Ancara irá sofrer, se ocorrer a queda de Kobane, poderão afetar a segurança nacional da Turquia. Todos se recordam da dimensão dos protestos da população curda que ocorreram em muitas cidades da Turquia há várias semanas. Aliás, neles participaram igualmente estudantes turcos. Eu recordo os acontecimentos dos anos 60 e 70 na Turquia, quando protestos estudantis provocaram uma crise política no país.”

Eis o que pensa a esse respeito outro dos nossos interlocutores, o presidente da Associação Russa de Solidariedade e Cooperação com o Povo Curdo Yuri Nabiev:

“Para entender esse passo de Ancara, temos de perceber quais são os curdos que serão ajudados. Se trata de desertores do exército sírio de Bashar Assad que se deslocaram para Arbil, no Iraque. Assim, para a Turquia é vantajoso fornecer um corredor a essas unidades. Assim, a Turquia não terá de deslocar suas próprias tropas para resolver o problema do Estado Islâmico, mas fazê-lo pelas mãos de cidadãos sírios de origem curda já será politicamente seguro, porque estes atraem muito menos atenções que o exército turco.

“É importante referir que Ancara não tem nada contra os curdos apoiantes de Massoud Barzani, o presidente do Curdistão iraquiano. Entre Arbil e Ancara já se estabeleceram há muito tempo relações bilaterais construtivas. Além disso, esses apoiantes de Barzani fazem parte da oposição síria apoiada por Ancara.

“Também não podemos descurar o fato de o presidente Barzani ter igualmente boas relações com Washington. Até os ataques aéreos dos EUA contra o Estado Islâmico foram uma iniciativa sua. Até o armamento largado pelos norte-americanos em Kobane era proveniente do Curdistão iraquiano.”

Turquia critica EUA por EI estar usando armas americanas

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, lançou fortes críticas aos EUA por estes terem lançado de avião erradamente armas e munições destinadas às milícias de Kobane. Na sequência disso, uma parte de armas ficou nas mãos de assaltantes do grupo terrorista Estado Islâmico (EI).


Voz da Rússia


“Foi uma decisão errada”, salientou o líder turco, esta quarta-feira, antes de embarcar no avião com destino aos países bálticos, alegando informações contidas em vídeos postos a circular por extremistas nas redes sociais.

“Agora já está claro a quem foi prestada ajuda”, lamentou.


EUA reconhecem que EI capturou armas e munições americanas

O Ministério da Defesa dos EUA reconheceu o fato de “algumas caixas com armas e munições lançadas de avião para os defensores de Kobane sitiada terem sido capturadas por islamistas do Estado Islâmico (EI)”.


Voz da Rússia

Segundo o porta-voz do Pentágono, Steve Warren, a “carga teria aterrado num local errado, devendo ter ficado nas mãos do adversário”.


EUA, Síria, Kobane, pentágono

Acrescentou que uma outra pequena parte da carga, destinada às milícias curdas, ficou inutilizada em resultado da aterragem mal sucedida. Ao mesmo tempo, as demais cargas, lançadas de pára-quedas no domingo passado na zona de Kobane, conseguiram chegar aos destinatários, que estão defendendo a cidade contra uma violenta ofensiva desencadeada pelo EI.



Na Eslováquia terminaram exercícios militares de cinco países da OTAN

As manobras militares do quarteto de Vysehrad (Polónia, República Checa, Eslováquia e Hungria), juntamente com destacamentos dos EUA, terminaram esta quarta-feira no território da Eslováquia, informa a RIA Novosti, citando a representante do Ministério da Defesa daquele país, Martina Balleková.


Voz da Rússia

Os exercícios se realizaram nos dias 13-22 de outubro em um polígono militar perto da vila de Lest. A fonte refere ainda que as manobras, denominadas Ground Pepper, contaram com a participação de 1,3 mil soldados e oficiais e 300 unidades de material bélico diverso.


Eslováquia, OTAN, manobras

Em conformidade com o roteiro das manobras, “um país vizinho, por meio de ofensiva súbita, vem ocupando uma parte do território de um Estado-membro da OTAN. O Exército do país invadido tenta opor resistência ao agressor através de apoio militar dos aliados”.


OTAN e economia: como lucrar com a “ameaça russa”

As tentativas da OTAN de igualar as ações da Rússia ao terrorismo internacional estão muito para além do razoável. Foi assim que o Ministério das Relações Exteriores da Rússia reagiu à nova porção de declarações antirrussas de Alexander Vershbow. As declarações do vice-secretário-geral da OTAN causaram uma reação semelhante na mídia ocidental.


Igor Siletsky | Voz da Rússia

A intensificada manipulação da opinião pública em que funcionários de Washington e da OTAN se têm empenhado recentemente é ditada por receios bem fundados, notou o porta-voz do Ministério do Exterior russo Alexander Lukashevich:

“A contribuição ativa da Rússia para os esforços internacionais para resolver a crise na Ucrânia, bem como a promoção pelo nosso país da agenda positiva nas relações internacionais em geral, podem minar o mito da suposta “ameaça russa” para a segurança dos países-membros da OTAN. Pois é justamente este postulado que é usado para justificar a necessidade de coesão da aliança com base em disciplina rigorosa no espírito da Guerra Fria, bem como a política adotada de expansão da infraestrutura da OTAN “para leste”, o aumento da presença militar do bloco perto das fronteiras russas. E contudo, são novamente ignorados os riscos para a segurança europeia que esses planos criam”.

Tal foi a resposta de Moscou ao discurso de Alexander Vershbow. Há dias, o vice-secretário-geral da OTAN comparou a política da Rússia às ações dos terroristas do grupo Estado Islâmico. Em suas palavras, “o revisionismo neo-soviético de Vladimir Putin e o terrorismo do EI têm suas caraterísticas distintivas. Mas eles compartilham métodos semelhantes – intimidação e violência – para alcançar um objetivo semelhante: a rejeição da democracia, da tolerância e da supremacia do direito como o padrão de ouro das relações internacionais”.

Esta passagem causou particular surpresa aos diplomatas russos. Como observou o Ministério das Relações Exteriores, é bastante estranho ouvir discursos sobre a necessidade de outros países respeitarem os “princípios básicos das relações internacionais” por parte do representante de uma organização que tem repetidamente negligenciado a Carta das Nações Unidas. Pois foi justamente sob os auspícios da OTAN que começaram operações militares no Iraque, Líbia e Afeganistão.

O chefe do Pentágono Chuck Hagel não ficou muito para trás de seu compatriota. Ele avisou os militares dos Estados Unidos para estarem preparados para “lidar” com o exército da Rússia, que está “às portas da OTAN”.

No entanto, ambas essas declarações foram feitas já depois da declaração do principal “pacificador”, prêmio Nobel da Paz – Barack Obama. Na Assembleia Geral das Nações Unidas o presidente dos Estados Unidos chamou a Rússia a segunda maior ameaça depois do vírus ebola. Assim que a chamada “ameaça russa” é hoje no Ocidente uma tendência que está na moda, diz o diretor do Instituto Internacional de Estados Recentes Alexei Martynov:

“Toda a mídia ocidental está sobrecarregada de retórica antirrussa – inclusive com histórias imaginárias sobre como a Rússia está fazendo algo militarmente na Ucrânia, como o furioso urso russo é perigoso para a Europa, para a OTAN. Nós entendemos que tudo isso tem um único objetivo: aumentar os orçamentos militares da OTAN”.

Deve-se dizer que nem toda a mídia ocidental se entusiasmou com propaganda antirrussa. Encontram-se também opiniões objetivas. Por exemplo, a publicação Imprensa Livre Tcheca (Czech Free Press) escreve: argumentar que a Rússia é uma ameaça que se aproximou das fronteiras da OTAN – apenas porque ela tem em seu próprio território um exército moderno, capaz de combater e capaz de repelir um possível ataque da América – só pode um instigado militante, um mentiroso ou um louco completo (ou talvez até “três em um”). E pessoas que aceitam e adotam tal retórica, infelizmente, também são chamados assim.

Segundo o autor do artigo, tudo sugere que os Estados Unidos ainda não abandonaram o seu plano louco de desencadear uma guerra local com a Rússia na Ucrânia ou nos países do Báltico, bem como baixar uma nova cortina de ferro entre a Europa e a Rússia, para se apropriar do mercado europeu e se livrar da competição russa. Mas como se costuma dizer, querer não é poder.



Alemanha condena eventual emprego de bombas de fragmentação na Ucrânia

Em ótica do governo alemão, as acusações contidas num recente relatório da Human Rights Watch (HRW) são “muito sérias”, embora seja impossível fazer uma avaliação adequada e objetiva deste documento, anunciou, esta quarta-feira, o porta-voz do governo da Alemanha, Steffen Seibert.


Voz da Rússia

Nas suas palavras, se na Ucrânia tivessem sido realmente usadas bombas dessa categoria, o governo alemão iria condenar tal fato.

No entanto, lembrou que a Rússia e a Ucrânia não assinaram o Convénio de Proibição de Munições Múltiplas.



Guarda Nacional da Ucrânia recebe novos complexos de mísseis

Voz da Rússia

As autoridades da Ucrânia irão fornecer à Guarda Nacional novos blindados, equipados com novos complexos de mísseis, informou hoje Arseni Avakov, ministro do Interior da Ucrânia.


Guarda Nacional da Ucrânia recebe novos complexos de mísseis

“Acabaram de chegar blindados KRAZ Spartan. Hoje, entregamos esse equipamento à Guarda Nacional. Depois, durante alguns dias, serão acabados de equipar na fábrica Luch em Kiev com armamento moderno e complexos ucranianos de mísseis antitanque com um raio de alcance de 6 km. E para a frente”, escreveu Avakov no Facebook.



Rússia irá colocar no Conselho da Europa questão da violação de direitos humanos na Ucrânia

Os deputados russos irão colocar a questão da violação de direitos do homem na Ucrânia perante os membros da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (APCE) quando retomarem o exercício de suas funções naquele organismo internacional.


Voz da Rússia

“No ano que vem, em que vamos reiniciar o trabalho na APCE, este será o primeiro assunto que vamos pôr na agenda”, disse, em declarações prestadas ao canal de televisão russo Rossiya 24, Igor Morozov, membro da comissão parlamentar para as relações internacionais.


APCE, Rússia, UcrâniaFoto: Council of Europe

Entretanto, o Tribunal Europeu para Direitos Humanos não pode proceder ao exame de demandas apresentadas por cidadãos da Ucrânia, visto que, no Tribunal de Estrasburgo, só se aceitam queixas depois de esgotadas as possibilidades de defesa no país demandista.

OSCE prorroga missão na fronteira russo-ucraniana

O Conselho Permanente da OSCE, em sessão especial da quarta-feira, prorrogou por mais um mês o mandato da missão de observação nos postos de controle fronteiriço russos de Donetsk e Gukovo, divulgou a vice-presidente da OSCE, Natasha Rajakovic.


Voz da Rússia

A decisão, adotada por consenso de 57 Estados-membros, foi precedida por uma difícil discussão quanto aos prazos de novo mandato e eventual alargamento da missão de supervisão.


OSCE, Ucrânia, observadores

Segundo disse na semana passada o representante dos EUA, Daniel Baer, o seu país e uma série de outros Estados tinham insistido em que a missão fosse estendida a outros postos de controle russos com o direito de os observadores se deslocarem de um posto para outro.



OSCE: militares ucranianos são culpados da maioria das violações do cessar-fogo

Na maioria dos casos confirmados, são culpados das violações do cessar-fogo na Ucrânia os militares desse país.


Voz da Rússia

Semelhantes conclusões do centro conjunto de controle e coordenação do regime de cessar-fogo no leste da Ucrânia foram reveladas no relatório da missão de observação da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) na Ucrânia de 20 de outubro, publicado no site da organização.

Os observadores encontraram-se com membros da sede central do centro conjunto de controle e coordenação em Debaltsevo, nomeadamente com representantes da Ucrânia, República Popular de Donetsk (RPD), República Popular de Lugansk (RPL) e Rússia. Eles comunicaram 75 casos de violação do cessar-fogo, 15 dos quais foi possível confirmar. “As RPD e RPL são responsáveis por dois deles, enquanto os militares ucranianos são por 13”, lê-se no documento. Mas os observadores não precisam de que período de tempo se trata.



Argentina quer comprar 24 caças supersônicos Gripen

Será assinado em São Paulo uma declaração conjunta, confirmando a intenção do país a aderir à renovação da frota iniciada pelo Brasil.


Edgardo Aguilera | Ambito

O Governo decidiu abrir uma negociação com a administração de Dilma Rousseff para adquirir 24 aviões Saab Gripen no programa chamado FX 2 que se concretizou no Brasil para equipar a Força Aérea Brasileira (FAB) com esses dispositivos de 4ª geração. 




Hoje representantes dos dois governos, assinaram em São Paulo uma declaração conjunta reafirmando a intenção de Argentina para participar da renovação da frota de interceptores lançados pelo Brasil. Este projeto de médio prazo, que irá substituir o Mirage dilapidado da Força Aérea Argentina está ligada ao progresso na complementação e integração da indústria da aviação que passou a incorporar a Argentina Aircraft Factory (FAdeA) no processo de construção de aviões de transporte projetado pela Embraer KC 390 para FAB.

A iniciativa tem como objetivo fornecer uma solução para a necessidade do país de um acompanhamento adequado para a indústria aeroespacial de aviões supersônicos, em conjunto com o equipamento do sistema de vigilância radar fornecendo detecção de longo alcance desenvolvido pela INVAP chamado radar primário Argentino.

O governo brasileiro lançou um concurso em 2001 ascendeu a 4.500 milhões de dólares, a fim de substituir o Mirage 2000 da FAB. O caça Saab Gripen NG concorreu com o F / A-18 Super Hornet da Boeing e Dassault Rafale da francês. No final de 2013, soube-se que o vencedor foi o sueco Saab Gripen NG. Um dos pontos-chave para determinar quem seria favorecida foi a transferência irrestrita de tecnologia para fabricar a aeronave em território brasileiro e equipar a indústria de defesa do país.

O Brasil planeja construir esses aviões e promover o desenvolvimento da indústria nacional e também chegar a outros mercados. Aposta imediata é a América Latina, a Argentina aparece como o primeiro candidato após a declaração conjunta foi assinada hoje.

As disposições do contrato entre a Suécia e o Brasil indicam que o primeiro Gripen NG virá para a Força Aérea Brasileira em 2018.


Operação na Amazônia aperfeiçoa ação conjunta das Forças Armadas

Agência Brasil

A terceira edição da Operação Amazônia terminou nesta terça-feira (21). O treinamento militar, coordenado pelo Ministério da Defesa, reuniu 4 mil homens do Exército, da Marinha e da Força Aérea durante 11 dias em Manaus, Boa Vista e Normandia (RR).

Segundo o subchefe do Estado-Maior Conjunto da Operação Amazônia, coronel Henrique de Jesus Pedrosa Batista, o principal objetivo foi aperfeiçoar a atuação integrada das Forças Armadas, a logística e os métodos operacionais das tropas.

“A Operação Amazônia tem a vantagem de todos os exercícios envolverem a Marinha, o Exército e a Força Aérea, nos preparando para qualquer eventual necessidade”, disse. Para ele, a ação conjunta é fundamental para a defesa do país.

O coronel destacou que as dificuldades enfrentadas na Amazônia são importantes para treinar os militares e manter a capacidade de operação das tropas. “A Amazônia tem características próprias, de abastecimento, de deslocamento das tropas. Isso dificulta a operação, mas nos torna mais preparados para aturarmos em qualquer circunstância”.

De acordo com o Ministério da Defesa, foram simuladas medidas de defesa, contra-ataques aéreos, o transporte de feridos, a proteção de estruturas consideradas estratégicas, entre outros execícios. As ações serviram também para aperfeiçoar o uso de equipamentos, como lanchas, aviões, helicópteros e navios.


2° turno das eleições: urnas são transportadas para 101 locais isolados no AC

Helicópteros da FAB começaram o transporte na segunda-feira (20). Urnas são levadas a aldeias indígenas, seringais e reservas.


Veriana Ribeiro | G1

No segundo turno das Eleições de 2014, o Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) montou um esquema para garantir o transporte de urnas eletrônicas para os 101 locais de difícil acesso no estado. Para chegar a estas localidades, as urnas eletrônicas estão sendo transportadas por helicópteros, barcos e caminhonetes traçadas. Com o apoio da Força Aérea Brasileira (FAB), as urnas começaram a ser transportadas nesta segunda-feira (20).

"Desde segunda eles estão em voo. Já entregaram em algumas comunidades de Manoel Urbano e nesta terça-feira (21) estão entregando as urnas em algumas comunidades de Assis Brasil. Nesta tarde chega em Cruzeiro do Sul uma segunda aeronave para fazer o transporte", afirma o diretor-geral do TRE-AC, Carlos Vinícius Ribeiro.

Dos locais de difícil acesso, 42 só podem ser acessados através de helicópteros e 12 deles estão na fronteira com o Peru, entre aldeias indígenas, seringais e reservas florestais. Ao todo, estão envolvidas nesta força-tarefa ao menos 700 pessoas entre mesários, policiais, motoristas e os 12 oficiais da FAB que vieram auxiliar no transporte. Estão sendo utilizados dois helicópteros da FAB, um tem como base a capital acreana e outro o município de Cruzeiro do Sul.

Para transmitir os dados nessas localidades isoladas, o TRE-AC utiliza antenas de transmissão e notebooks, que são manuseados pelo próprio mesário. Dessas 101 áreas, em 77 a transmissão do resultado das eleições para os computadores da Justiça Eleitoral só ocorre via satélite.

Para cada localidade, estão sendo levadas duas urnas, uma para ser usada no pleito e outra reserva, caso ocorra alguma falha. Além disso, estão lendo levadas urnas de lona e células de votação, para que não haja problemas na votação se ambas as urnas eletrônicas apresentarem problema.

"É uma repetição de operação normal, tudo o que foi feito no primeiro turno precisa ser feito novamente neste segundo turno. É como se fosse uma eleição nova para a gente. Nós já estamos preparados para isso. Temos urnas reservas e pessoas treinadas para fazer a substituição. Essa eleição não tem nada de diferente ao primeiro turno, nossas preocupações são as mesmas", afirma Ribeiro.

Veja quais os municípios com locais isolados

Em Assis Brasil, município acreano que faz fronteira com o Peru, são seis comunidades isoladas, todas em que só é possível levar as urnas por meio de helicóptero. O município de Brasiléia, que faz fronteira com a Bolívia, possui apenas uma reserva distante, com acesso de caminhonete 4X4.

Em Bujari, são três comunidades com acesso de barco. Já em Cruzeiro do Sul, são seis locais, sendo uma com acesso somente de helicóptero, quatro de barco e uma com caminhonete.

No município de Feijó, são nove comunidades, sendo oito por helicóptero e uma com caminhonete. Em Jordão, são três comunidades com acesso só por helicóptero. Em Mâncio Lima, cinco locais distantes, sendo o acesso todos de barco. Em Manoel Urbano são dois locais, um por barco e o outro por helicóptero.

No município de Marechal Thaumaturgo, são 12 localidades, sendo seis somente de barco e seis de helicóptero. Em Porto Walter são nove comunidades, sendo cinco com acesso de helicóptero e quatro de barco. Na capital, Rio Branco, há dois locais com acesso somente por barco. Em Rodrigues Alves são quatro locais, dois com acesso de caminhonete e dois por barco. Em Santa Rosa do Purus são três locais com acesso por helicóptero.

Sena Madureira tem quatro regiões distantes, sendo uma por caminhonete e três de helicóptero. Tarauacá tem seis comunidades, sendo todas por helicóptero. Por fim, em Xapuri são duas reservas, todas com acesso por caminhonete.

O segundo turno das Eleições 2014 será realizado no próximo dia 26 de outubro em todo o país. Os eleitores deverão escolher entre Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) para a presidência. Em 13 estados e no Distrito Federal, os brasileiros deverão votar ainda para governador. No Acre, a disputa será entre os candidatos Marcio Bittar, do PSDB e Tião Viana, do PT.



Batalha pelo controle da cidade curda de Kobane segue na Síria

Curdos sírios reclamam da pouca ajuda turca para conter radicais.
Estado Islâmico quer tomar cidade síria.


Reuters

A batalha continua nesta quarta-feira (22) pelo controle da cidade síria de Kobane, na fronteira com a Turquia, enquanto os curdos iraquianos se preparam para mandar reforços para sua milícia que luta contra os jihadistas do grupo radical Estado Islâmico.

Bombardeios continuam na cidade de Kobane nesta quarta-feira (22) (Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters)Bombardeios continuam na cidade de Kobane nesta quarta-feira (22) (Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters)

As milícias curdas lutam contra os radicais desde setembro sem ajuda externa - a não ser eventuais ataques aéreos americanos sobre os jihadistas. O governo turco disse neste domingo que permitiria o envio de reforços curdos iraquianos para Kobani. Esses combatentes poderiam fazer diferença na batalha pela cidade, onde os curdos lutam por semanas contra os jihadistas, mais bem armados.

A recusa da Turquia em intervir na luta frustrou os Estados Unidos. Também espalhou protestos violentos no sudeste do país promovidos por curdos irritados com negativa de Ancara a abrir a fronteira para que guerrilheiros voluntários cheguem à cidade.

A Turquia vê os curdos sírios com suspeita por causa de sua ligação com o grupo PKK, que há décadas luta pelos direitos curdos na Turquia e que Washington considera um grupo terrorista.

Em agosto, os EUA começaram a atacar alvos do Estado Islâmico pelo ar no Iraque - e cerca de um mês depois passaram a bombardear também a Síria.

Kobane é uma das três áreas perto da fronteira onde curdos sírios estabeleceram seu próprio governo desde que o país entrou em guerra civil, em 2011.


21 outubro 2014

Rússia: não há provas que confirmem informação alemã sobre Boeing abatido

Moscou está surpresa com a facilidade com que o Serviço Federal de Inteligência da Alemanha (BND) divulga informações sobre o Boeing da Malaysia Airlines abatido na Ucrânia, cuja exatidão não tem outras confirmações, afirma um comentário do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Alexander Lukashevich, em conexão com um artigo publicado no semanário alemão Der Spiegel.


Voz da Rússia

"Se imaginarmos que as referências do Der Spiegel ao relatório são verdadeiras, então, surpreende a facilidade com que o BND divulga informações cuja precisão não é confirmada. O lado russo insistiu repetidamente que todas as informações relacionadas com a tragédia seriam transferidas imediatamente à comissão de inquérito. Assim fez, em particular, o Ministério da Defesa russo, transferindo a Haia todos os materiais reais que estavam à nossa disposição", disse ele.


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Segundo Lukashevich, de acordo com as conclusões da mesma inteligência alemã, "as provas da culpa" das milícias, que o lado ucraniano divulgou imediatamente após a tragédia, incluindo as fotografias, foram manipuladas.

"Parece-se que isso não incomoda os especialistas alemães. Poucas pessoas precisam de ser convencidas de que a tarefa dos serviços secretos é fornecer à liderança do seu país informações absolutamente confiáveis nas quais se baseiam as decisões ou conclusões. Ao mesmo tempo, a informação dos serviços de segurança não pode ser divulgada a não ser que alguém queira lançar uma falsificação clara", afirma o comentário.

Segundo o diplomata, as declarações precipitadas de alguns políticos são provocadas pelo fato de que eles não se preocupam com necessidade de entender a essência dos problemas baseando-se em fatos objetivos.



Milicianos anunciaram bombardeios de Donetsk com munições incendiárias

Os militares ucranianos empregaram munições incendiárias contra a cidade de Donetsk, investiga-se o número de mortos, declarou um representante do serviço de imprensa do batalhão Vostok.


Voz da Rússia

“Durante a noite, foram bombardeadas com munições incendiárias as posições do batalhão Vostok no extremo sudoeste de Donetsk. Isso provocou vários incêndios locais”, informaram no serviço de imprensa.


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© AP/Sergei Grits

Segundo dados do Vostok, os disparos de artilharia e de lança-granadas continuaram também em outras regiões da autoproclamada República Popular de Donetsk.

Nomeadamente, foi feito um disparo de lança-granadas contra uma unidade das forças dos milicianos na zona da vila de Nikishino, região de Shakhtersk.



Ativistas de direitos humanos acusam Kiev de crimes de guerra

As Forças Armadas ucranianas utilizaram em áreas densamente povoadas de Donbass munições de fragmentação, afirmou a organização internacional de direitos humanos Human Rights Watch (HRW). O uso de bombas de fragmentação em áreas povoadas viola as leis de guerra e equivale à prática de crimes de guerra, enfatizam os ativistas de direitos humanos.


Natalia Kovalenko | Voz da Rússia

Forças de segurança controladas por Kiev usaram projéteis com ogivas de fragmentação de sistemas de lança-foguetes múltiplos Uragan e Smerch em cidades e aldeias de Donbass. Tal foi a conclusão dos peritos da organização internacional de direitos humanos Human Rights Watch, sediada em Nova York.

Os ativistas de direitos humanos estiveram durante uma semana em Donetsk e outras localidades da região de Donetsk, onde documentaram o amplo uso de munições de fragmentação. Além disso, pelo menos 12 desses ataques ocorreram em outubro, ou seja, durante a trégua em vigor.

Os ativistas não conseguiram estabelecer em todos os casos quem exatamente usou munições de fragmentação em áreas residenciais. Por isso eles não excluem que possam ter sido também as milícias. Mas em alguns casos, as provas colhidas apontam irrefutavelmente para a culpa do exército ucraniano. Trata-se, em particular, do ataque contra uma escola em Donetsk no dia 1 de outubro que matou os pais de dois alunos e um professor, e também do bombardeio do centro de Donetsk em 2 de outubro, resultando na morte do funcionário do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Laurent du Pasquier.


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“O uso de munições de fragmentação em áreas povoadas viola as leis de guerra e pode ser um crime de guerra, porque esta arma ataca indiscriminadamente”, diz um comunicado da Human Rights Watch. “As autoridades ucranianas devem imediatamente se comprometer a não usar munições de fragmentação e juntar-se à convenção que as proíbe”, apelam os defensores de direitos humanos.

A investigação da Human Rights Watch é uma das poucas ocasiões em que especialistas estrangeiros visitaram Donbass e conseguiram recolher provas dos crimes de Kiev. E o uso de bombas de fragmentação em cidades não é o único crime nesta lista.

A descoberta de valas comuns de civis em posições ocupadas por tropas ucranianas antes de recuar no âmbito da trégua também requer investigação, bem como o uso de bombas de fósforo proibidas, disse o vice-chefe de gestão operacional do estado-maior das Forças Armadas russas, general-major Viktor Poznikhir:

“Nós temos confirmação verificada de que em cidades e vilas do sudeste da Ucrânia foram usadas munições contendo fósforo. Esta afirmação baseia-se em indícios característicos: alta velocidade de queda, ao contrário de munições de iluminação, o fato de os elementos se espalharem ardendo em forma de chuva de faíscas sobre uma área grande; surgimento de incêndios de grandes proporções em áreas de queda e alta temperatura de combustão”.

Mas Kiev não respondeu ao pedido oficial da HRW sobre o uso de munições de fragmentação. Kiev tem negado o uso de bombas de fósforo em áreas residenciais de Donbass e, geralmente, se recusa a reconhecer os ataques da artilharia contra civis ucranianos.

Na sexta-feira, 24 de outubro, o Conselho de Segurança das Nações Unidas vai realizar uma reunião aberta sobre a situação na Ucrânia. Nela, o lado russo pretende levantar a questão dos crimes de guerra de Kiev.


Milícias: forças de segurança ucranianas violam cessar-fogo 7 vezes por dia

O exército ucraniano violou o cessar-fogo em Donbass sete vezes por dia, notificou esta terça-feira o centro de imprensa do sudeste. Observa-se que os ataques foram realizados a partir dos assentamentos de Avdeevka e Peski.


Voz da Rússia

Anteriormente, o Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia tinha declarado que a intensidade dos ataques em Donbass diminuiu nas últimas vinte e quatro horas.


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"Durante o dia, foram registrados sete casos de violação de cessar-fogo por parte da Ucrânia", afirmou o centro de imprensa da milícia.



Rússia: luta contra EI seria mais bem-sucedida com a participação de Damasco e Teerã

A recusa da coalizão antiterrorista de interagir com as autoridades da Síria e do Irã complica a luta contra o grupo extremista Estado Islâmico, declarou o representante permanente da Rússia na ONU, Vitali Churkin.


Voz da Rússia

"A coalizão recusa-se a cooperar com Damasco e Teerã que são aliados lógicos na luta contra o terrorismo na região", disse Churkin esta terça-feira, falando em uma reunião do Conselho de Segurança da ONU.

O representante permanente da Rússia está convencido de que "se esses complexos ideológicos forem vencidos, talvez a campanha militar empreendida contra o Estado Islâmico seja muito mais bem-sucedida, inclusive na cidade síria de Kobane, habitada por curdos".

O diplomata também se manifestou contra a ajuda dos países ocidentais à oposição moderada na Síria.

"Isso leva, por si próprio, a uma nova escalada da confrontação militar. Além disso, já vimos como se realiza a radicalização da oposição moderada, que se torna indistinguível de grupos terroristas e extremistas", disse Churkin.



Alemanha aloca 20 milhões de euros para ajudar refugiados iraquianos

A Alemanha alocou um adicional de 20 milhões de euros para ajudar os refugiados no Iraque, declarou esta terça-feira o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier.


Voz da Rússia

Espera-se que o dinheiro seja gasto na construção de campos de refugiados, proteção de abrigos existentes contra frio e compra de tendas, fogões, colchões, cobertores térmicos e roupas de inverno.


Alemanha, Iraque, MRE, ajuda humanitaria, Steinmeier

"No Iraque, atualmente, cerca de 1,8 milhões de pessoas são refugiados internos, metade delas localiza-se na região do Curdistão", afirma o comunicado de Steinmeier. Segundo o ministro, os refugiados moram agora "em escolas, edifícios inacabados ou simplesmente ao ar livre, eles precisam urgentemente de abrigo".

O Ministério das Relações Exteriores da Alemanha gastou, este ano, 45 milhões de euros para ajudar os refugiados no Iraque.


Atentado talibã mata soldados afegãos em Cabul

Explosão foi provocada por bomba ativada à distância perto de estrada.
Pelo menos 12 pessoas ficaram feridas.


France Presse

Um atentado talibã contra um ônibus do exército afegão matou quatro soldados e deixou 12 pessoas feridas nesta terça-feira em Cabul, no mais recente de uma série de ataques contra as forças de segurança na capital do país.

Explosão matou quatro soldados afegãos em Cabul nesta terça-feira (21) (Foto: Massoud Hossaini/AP)Explosão matou quatro soldados afegãos em Cabul nesta terça-feira (21) (Foto: Massoud Hossaini/AP)

A explosão foi provocada por uma bomba ativada à distância à margem de uma estrada, segundo as autoridades.

Os talibãs reivindicaram o atentado em uma conta no Twitter e afirmaram que 12 pessoas morreram no ataque. O porta-voz do movimento extremista, Zabihullah Mujahid, exagera sistematicamente o balanço de vítimas.

'Condenamos este ataque covarde', afirmou o general Zahir Azimi, porta-voz do ministério da Defesa em um comunicado.

Os ônibus do exército afegão foram alvos de vários atentados nos últimos meses em Cabul.

Os talibãs não aceitam os acordos de segurança assinados pelo presidente Ashraf Ghani com Estados Unidos e Otan, que estabelecem a manutenção de tropas estrangeiras no país uma vez concluída, ao fim do ano, a missão de combate da Aliança Atlântica.


Embraer apresenta avião de transporte militar KC-390 em Gavião Peixoto, SP

Companhia poderá realizar testes em solo antes do 1º voo da aeronave.
Evento contou com a presença do Ministro da Defesa, Celso Amorim.


Do G1 São Carlos e Araraquara

A Embraer e o Comando da Aeronáutica apresentaram, nesta terça-feira (21), o primeiro protótipo do avião de transporte militar KC-390 produzido na fábrica de Gavião Peixoto (SP). Essa é a maior aeronave fabricada no Brasil, segundo a empresa. O evento teve a presença do Ministro da Defesa, Celso Amorim. O acordo entre a Força Aérea Brasileira (FAB) e a fabricante brasileira de aviões prevê a aquisição de 28 aeronaves ao longo de dez anos - a primeira entrega está programada para 2016.

Embraer apresenta avião de transporte militar KC-390 em Gavião Peixoto, SP (Foto: Divulgação/ Embraer )Embraer apresenta avião de transporte militar KC-390 em Gavião Peixoto, SP (Foto: Divulgação/ Embraer )
Com a apresentação, a companhia poderá realizar testes em solo antes do primeiro voo da aeronave, previsto para ocorrer até o final deste ano. Segundo o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro Juniti Saito, o KC-390 será a espinha dorsal da aviação de transporte da FAB. "Ele poderá operar tanto na Amazônia quanto na Antártica. As turbinas a jato conferem bastante agilidade à aeronave, que cumprirá todas as missões, mas muito mais rápido e melhor”, afirmou por meio da assessoria de imprensa.

Após o evento, a aeronave vai continuar com as avaliações iniciais de sistemas e, em seguida, com o primeiro acionamento do motor, os testes de vibração em solo e demais ensaios planejados. O avião é o primeiro de dois protótipos que serão usados nas campanhas de desenvolvimento, testes de solo, testes de voo e certificação.

A partir de 2016, os aviões vão substituir a frota de aviões Hércules, que são usados atualmente. "Eles [os Hércules] estão fazendo 50, 60 anos e estão merecendo uma justa aposentadoria, no mundo inteiro. [O KC-390] é um avião de última geração. Eu diria que não é só o maior avião produzido no Brasil, provavelmente é o maior projeto de avião produzido no hemisfério sul. É um avião que vai ter grande importância militar, transporte de tropas, reabastecimento em voo, mas também para a Defesa Civil, para evacuações médicas, incêndios. É um grande passo que o Brasil e a Embraer estão dando e também é um passo importante em termos de cooperação internacional de uma maneira positiva", disse o ministro Amorim.

O avião

O KC-390 é um projeto da FAB com a Embraer para produção de um avião de transporte militar tático e reabastecimento em voo que representa um avanço significativo em termos de tecnologia e inovação para a indústria aeronáutica brasileira. Ele começou a ser desenvolvido em 2009, na unidade da Embraer em Gavião Peixoto.

Embraer apresenta avião de transporte militar KC-390 em Gavião Peixoto, SP (Foto: Divulgação/ Embraer)Embraer apresenta avião de transporte militar KC-390 em Gavião Peixoto, SP (Foto: Divulgação/ Embraer)
A aeronave é projetada para estabelecer novos padrões em sua categoria, com menor custo operacional e flexibilidade para executar uma ampla gama de missões: transporte e lançamento de cargas e tropas, reabastecimento aéreo, busca e resgate e combate a incêndios florestais, entre outras.

Com turbinas a jato, o KC-390 ppode alcançar a velocidade de 850 km/h. Uma aeronave poderá decolar de Brasília e chegar sem escalas a qualquer capital brasileira com 23 toneladas de carga, sua capacidade máxima. Nas asas, o avião poderá levar até 23,2 toneladas de combustível. Além de alimentar as próprias turbinas, também será possível fazer o reabastecimento em voo (REVO) de outros aviões ou helicópteros. É por isso que a aeronave é chamada de KC: C de Carga e o K de tanker, ou reabastecedor, em inglês. O KC-390 também terá a capacidade de ser reabastecido em voo por outras aeronaves.

O compartimento de carga tem 18,54 metros de comprimento, um pouco maior que uma quadra de vôlei. A largura é de 3,45 metros e a altura é de 2,95 metros. O espaço é suficiente para acomodar equipamentos de grandes dimensões, além de blindados, peças de artilharia, armamentos e até aeronaves semi-desmontadas.Também poderão ser levados 80 soldados em uma configuração de transporte de tropa, 64 paraquedistas, 74 macas mais uma equipe médica ou ainda contêineres, carros blindados e outros equipamentos.

Produção em série

No dia 20 de maio deste ano, a Embraer e a Força Aérea Brasileira assinaram o contrato de produção em série para a entrega de 28 aeronaves KC-390 e suporte logístico inicial. Além da encomenda FAB, existem atualmente intenções de compra de outros países totalizando 32 aeronaves. Um hangar em Gavião Peixoto foi inaugurado para a linha de montagem.

O contrato para produção em série prevê investimento de R$ 7,2 bilhões. Mais de 1,5 mil trabalhadores se envolveram diretamente no projeto, além de mais de 50 empresas brasileiras participaram do desenvolvimento do cargueiro. A Embraer tem negociações para a venda do KC-390 no exterior. Há intenções de compra do pela Argentina, Chile, Colômbia, Portugal e República Tcheca.

20 outubro 2014

UE decide proibir entregas de combustível de aviação à Síria

A União Europeia decidiu proibir o fornecimento à Síria de combustível de aviação, afirma uma declaração final sobre a Síria, adotada esta segunda-feira, em uma reunião do Conselho de Ministros das Relações Exteriores dos 28 países da comunidade europeia.


Voz da Rússia

"O Conselho (da UE) chegou hoje a um acordo político sobre a proibição da exportação para a Síria de combustível de jato e aditivos para ele, uma vez que isso pode ser utilizado para a realização de ataques aéreos contra civis", afirma o documento.


UE, Síria, combustível Foto: RIA Novosti

Ao mesmo tempo, a referida proibição ainda não entrou em vigor, como o Conselho da UE ainda precisa elaborar um "instrumento jurídico adequado", o que "acontecerá em breve".

Ucrânia anuncia morte de vários militares perto de Lugansk

Vários soldados ucranianos morreram perto da aldeia Smeloe, na região de Lugansk, o número exato de mortos está sendo apurado, anunciou esta segunda-feira o porta-voz do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia, Andrei Lysenko, em uma coletiva de imprensa.


Voz da Rússia

No fim de semana, perto de um posto de bloqueio, nos arredores de Smeloe, eclodiram os confrontos entre forças de segurança ucranianas e milícias.

"Morreu um soldado do batalhão Aidar, um soldado da 95ª Brigada e alguns soldados das unidades militares da Ucrânia, que defendiam o posto de bloqueio", disse Lysenko. Segundo ele, o número exato de mortos está sendo apurado.


Lavrov: Rússia está pronta a criar coalizão para luta contra EI apenas através do CS da ONU

Voz da Rússia

A Rússia está pronta a criar uma coalizão para a luta contra o grupo terrorista Estado Islâmico, mas através do Conselho de Segurança da ONU, declarou hoje Serguei Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia.


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“Se falarmos de coalizão, vamos formar essa coalizão, tomemos no Conselho de Segurança da ONU decisões que irão apoiar-se no Direito Internacional. Eu diria que não é muito correto e até é amoral submeter a guerra contra o terrorismo a interesses geopolíticos, ao desejo de castigar os regimes incômodos”, afirmou Lavrov.


Rússia: submarino procurado por suecos pode pertencer à Holanda

O submarino que a Suécia procura nas suas águas territoriais pode pertencer à marinha da Holanda, declarou aos jornalistas na segunda-feira uma fonte no Ministério da Defesa da Rússia.


Voz da Rússia

Antes, os militares suecos receberam a informação de que nas águas territoriais do reino poderia ter entrado um submarino estrangeiro. Porém, os militares suecos não souberam confirmar ou desmentir a informação da mídia sobre submarino estrangeiro desaparecido.

"Para pôr fim à tensão no mar Báltico e poupar meios dos pagadores de impostos suecos, recomendaríamos dirigirem-se ao comando da marinha de guerra da Holanda. Osto porque, na semana passada, foi precisamente o submarino diesel-elétrico holandês Bruinvis que realizou exercícios práticos muito perto de Estocolmo", acrescentou a fonte.

Ela explicou que, na sexta-feira, o submarino holandês Bruinvis entrou no porto de Tallinn e, na segunda-feira, como se espera, começará a regressar.


Bruinvis

"Resta esperar que esta informação ajude a marinha de guerra sueca a detectá-lo na viagem de regresso a uma das bases navais na Holanda", acrescentou a fonte.

O interlocutor recordou que já antes o Ministério da Defesa da Rússia já "tinha prestado a ajuda possível aos suecos nas suas buscas sem êxito ao afirmar que não ocorreu, nem ocorre qualquer avaria com navios de guerra russos, incluindo submarinos".



Pushilin: ataques das forças de segurança contra Donetsk questionam trégua

Os bombardeios regulares de Donetsk pelas forças de segurança ucranianas lançam dúvidas sobre o fato de Kiev estar pronto para cumprir a trégua, declarou esta segunda-feira o presidente do Conselho Supremo da autoproclamada República Popular de Donetsk, Denis Pushilin, em uma entrevista com a rádio letã Baltkom.


Voz da Rússia


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"Levando em conta os ataques de artilharia, temos dúvidas de que Kiev esteja pronto para cumprir uma trégua tão frágil. Eu e o vice-primeiro-ministro da RPD, Andrei Purgin, mantínhamos uma reunião com os eleitores, quando, nas proximidades, caiu um projétil. A onda de choque quebrou a janela de vidro, várias pessoas ficaram feridas. Se tivesse sido realizado um ataque mais preciso, teriam morrido todas as 220 pessoas que estavam na sala", disse Pushilin.

As eleições para presidente e deputados das autoproclamadas Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk serão realizadas em 2 de novembro deste ano.



RPD declara que mantém controle sobre aeroporto de Donetsk

Combates intensos deram-se domingo na região do aeroporto de Donetsk, mas o terminal aéreo continua sob o controle da milícia popular. O Ministério da Defesa da autoproclamada República Popular de Donetsk transmitiu esta declaração através da agência Interfax.


Voz da Rússia

“Durante o dia 19 de outubro as Forças Armadas ucranianas fizeram várias tentativas de estabelecer controle sobre o aeroporto de Donetsk utilizando para isso blindados pesados. Inicialmente fizeram uma tentativa de tomar a pista de pouso, mas no decurso de combate os ucranianos foram dissipados pelo território do aeroporto e o seu ataque foi rechaçado”, informou um representante desta entidade militar.


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De acordo com os seus dados, durante o dia de ontem a cidade de Donetsk sofreu vários ataques de artilharia a partir dos povoados Peski e Karlovka. Informações sobre vítimas e destruições estão sendo especificadas.

No domingo, de dia, tanto os representantes da República Popular de Donetsk, como das Forças Armadas ucranianas informavam que mantinham controle sobre o aeroporto de Donetsk. A república autoproclamada informa que uma unidade blindada ucraniana tentou penetrar no território do aeroporto, mas o ataque foi rechaçado. Além disso, o fogo feito a partir das posições dos militares ucranianos afetou uma parte do bairro Kirovsky, de Donetsk. Porém, o centro de imprensa da operação especial informa que o exército ucraniano tinha rechaçado o assalto do aeroporto por milicianos.


Netanyahu: desenvolvimento nuclear do Irã pode resultar mais perigoso do que Estado Islâmico

O premiê de Israel Benjamin Netanyahu reputa que caso as conversações entre o sexteto de medianeiros, isto é, a Federação da Rússia, EUA, China, França e Alemanha, por um lado, e o Irã, por outro, continuarem a seguir o mesmo rumo, o Irã vai virar ameaça maior do que o grupo chamado Estado Islâmico.


Voz da Rússia

“Estamos enfrentando a ameaça do acordo entre o sexteto e o Irã, que colocará este país no limiar da posse de armas nucleares. Com milhares de centrifugas que possui, o Irã poderá produzir materiais para a bomba nuclear durante um lapso de tempo curto”, disse Netanyahu.

“Esta é uma ameaça ao mundo inteiro e, em primeiro lugar, a Israel e esta ameaça é muito mais grave do que o Estado Islâmico”, disse o premiê.

“Nós, em Jerusalém estamos preocupados pois não vemos mostras de que os iranianos desejem dar provas da verdadeira flexibilidade. Estamos preocupados com a probabilidade de que eles aproveitem certas concessões superficiais, que pretendem fazer, para obter a possibilidade de se tornar Estado que se encontra no limiar de posse das suas próprias armas nucleares”, declarou Netanyahu.



EUA enviam armas e munições para curdos de Kobane

Avião realizou operações para lançar material na Síria.
EUA e aliados pressionam a Turquia para ajudar na defesa dos curdos.


France Presse

As Forças Armadas americanas lançaram armas, munições e materiais médicos aos curdos sírios nas proximidades da cidade de Kobane, informou o Comando Central Americano para o Oriente Médio (Centcom).

Um avião C-130 realizou várias operações, que provavelmente provocarão a irritação da Turquia, para lançar o material entregue por autoridades curdas iraquianas com o objetivo "de apoiar a resistência ante as tentativas do Estado Islâmico de tomar Kobane", afirma um comunicado do Centcom.

Fumaça é vista na cidade síria de Kobani após bombardeio nesta segunda-feira (20) (Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters)Fumaça é vista na cidade síria de Kobani após bombardeio nesta segunda-feira (20) (Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters)

Redur Xelil, porta-voz das Unidades de Proteção do Povo (YPG, principal milícia curda na Síria), confirmou a entrega das armas e disse acreditar que os combatentes receberão ajuda adicional.

"A ajuda militar lançada pelos aviões americanos durante o amanhecer sobre Kobane foi boa e agradecemos os Estados Unidos pelo apoio", disse. "Terá um impacto positivo nas operações militares contra o Daesh e esperamos receber mais", completou, usando o acrônimo em árabe para o EI.

Xelil não revelou o tipo de armamento repassado e se limitou a afirmar que existe uma "coordenação" entre as autoridades americanas e as forças das YPG sobre a entrega, sem divulgar detalhes.

Os jihadistas do EI controlam atualmente metade de Kobane (Ain al-Arab, em árabe), que fica em uma faixa da fronteira Síria-Turquia amplamente controlada por este grupo.

Estados Unidos e seus aliados ocidentais pressionam a Turquia para obter um envolvimento maior de Ancara na lutar contra os combatentes do EI em Kobane (cidade síria na fronteira com a Turquia), mas Ancara expressa dúvidas sobre armar os curdos e a respeito de uma intervenção militar contra os jihadistas.

O presidente turco, Recep Erdogan, rejeitou os apelos para que seu país arme o principal partido curdo da Síria (o PYD), que ele considera um grupo terrorista, já que a organização mantém vínculos com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) turco, que há 30 anos lidera um movimento de insurgência no sudeste do país.