26 março 2015

Até 5 mil recrutas da Crimeia servirão às Forças Armadas da Rússia em 2015

De 2 mil a 5 mil cidadãos da Crimeia serão convocados pelas Forças Armadas da Rússia até o final deste ano, segundo informou hoje o primeiro-ministro da república reintegrada há um ano à Federação Russa, Sergei Aksyonov.


Sputnik

“Todos servirão independentemente da nacionalidade. E serão criadas condições iguais para todos”, ressaltou o premier da península, excluindo a possibilidade de tratamentos especiais em virtude da origem étnica de cada recruta. 


Exercícios do Exército da Rússia no sul do país
© AFP 2015/ Sergey Venyavsky

O Conselho da Federação, câmara alta do parlamento russo, aprovou uma lei nesta quarta-feira sobre as regras gerais de dispensa para os cidadãos da Crimeia. O documento destaca, em particular, que aqueles que foram dispensados do serviço militar ucraniano por questões de saúde ou que serviram ao exército da Ucrânia não serão obrigados a prestar serviços às Forças Armadas da Rússia.


EUA bombardeiam Tikrit, ocupada pelo Estado Islâmico

A coalizão liderada pelos Estados Unidos começou a executar ataques aéreos como apoio às operações iraquianas contra soldados do Estado Islâmico na cidade de Tikrit.


Sputnik

Um oficial americano afirmou que os ataques começaram depois de o Iraque pedir ajuda. Ele falou em condição de anonimato porque os Estados Unidos ainda não haviam confirmado oficialmente os bombardeios. Questionado se a operação estaria ao menos tacitamente apoiando milícia xiita em solo, o oficial negou e completou: "Estamos apoiando forças iraquianas que estão lutando para libertar Tikrit do Estado Islâmico". 


Caça F-15E Strike Eagle da Força Aérea americana
© REUTERS/ U.S. Air Force/Senior Airman Matthew Bruch/Handout

Rumores surgiram no começo desta semana dando conta de que a operação do governo iraquiano para retomar a cidade de Tikrit havia estagnado depois de três semanas. O governo e as milícias estavam supostamente divididos após sofrerem mais baixas do que o esperado.

Após encontrarem mais resistência do que imaginavam, o governo e as milícias optaram por fazer uma pausa e pedir reforços. Eles continuam na periferia da cidade enquanto o Estado Islâmico resiste fortemente instalado no centro de Tikrit.



O que fazem as mulheres nas Forças Armadas?

Atualmente, as mulheres que servem na Marinha atuam em unidades médicas, de comunicação e administrativas costeiras


Aleksandr Korolkov, especial para Gazeta Russa

Em entrevista à agência de notícias Interfax, uma fonte do Ministério da Defesa russo anunciou que as mulheres poderão servir em navios de superfície da Marinha a partir de 2018. No entanto, a Marinha negou a informação, gerando novas discussões sobre o papel das mulheres nas Forças Armadas.

O que fazem as mulheres nas Forças Armadas?
Foto: Serguêi Piatakov/RIA Nóvosti

O Comando Naval da Marinha negou qualquer acusação de discriminação ao negar a informação divulgada por uma fonte do Ministério da Defesa. À luz de escândalos sexuais na Marinha de países como EUA, Austrália e Alemanha, o comando sugeriu que o espaço confinado dos navios e submarinos “torna impossível a convivência confortável para pessoas de sexos distintos”.

Atualmente, as mulheres que servem na Marinha atuam em unidades médicas, de comunicação e administrativas costeiras. Já no Exército, a situação é bem diferente.

Em meados de março, a vice-ministra da Defesa, Tatiana Chevtsova, informou que 220 mulheres foram recrutadas para as universidades militares este ano, e o corpo feminino de cadetes soma mais de mil mulheres.

“Daqui 10 anos, as garotas que agora estão recebendo educação militar básica entrarão no efetivo do Exército e irão ocupar postos importantes de grande responsabilidade durante a carreira”, disse a vice-ministra. “Nossa tarefa atual é preparar uma reserva feminina digna de nossas Forças Armadas.”

Hoje há mais de 35 mil mulheres nas Forças Armadas da Rússia, das quais 2.600 são oficiais e 72 ocupam postos de comando.

Mais responsáveis e resistentes

Segundo estudos conduzidos durante o período soviético, as características corporais femininas são, em geral, mais frágeis que as dos homens. No entanto, as mulheres apresentam aspectos psicológicos mais vantajosos em relação aos representantes do sexo masculino: são mais resistentes ao estresse físico e emocional, além de apresentar um comportamento mais cauteloso.

Ao contrário de outros Exércitos do mundo, na Rússia nunca houve uma divisão de postos de combate operacionais e não operacionais. Se a mulher carrega uma arma, deve se submeter às ordens do comando, que pode ordenar um ataque com sua participação junto a outros soldados. Nos últimos anos, 710 mulheres russas participaram de combates.

Até mesmo nas tropas de elites as russas já provaram o seu valor. Quase 400 mulheres servem como paraquedistas na 76º Divisão Paraquedista de Pskov. As que foram aceitas na Escola de Paraquedistas de Riazan irão em breve se tornar oficiais responsáveis pela logística, tratando desde a dobragem dos paraquedas até o lançamento de veículos blindados.

9 perguntas sobre os aviões russos que sobrevoam regiões fronteiriças

País não só pretende continuar com os voos de patrulha, mas também tem intenção de expandir as áreas patrulhadas


Tatiana Rusakova | Gazeta Russa

Desde o final do ano passado, militares estrangeiros vêm mencionando o aumento dos voos da Aviação Estratégica russa de Longo Alcance sobre águas internacionais – em alguns casos, em áreas fronteiriças limítrofes dos paísem que compõe a Otan. Partindo das acusações de violações territoriais, a Gazeta Russa resolveu entender o significado e a função desses voos, bem como esclarecer quais os riscos para outros países das atividades de patrulha.


9 perguntas sobre os aviões russos que sobrevoam regiões fronteiriças
Foto: MoD/Crown Copyright

O que fazem os aviões russos perto das fronteiras de outros países?

Na linguagem militar, esta atividade denomina-se “patrulha de combate”. Na verdade, é apenas uma demonstração da capacidade e presença militar russa no espaço aéreo mundial. Durante esses exercícios, as tripulações aproveitam para praticar uma ampla variedade de missões de combate, incluindo, por exemplo, reabastecimento aéreo, inteligência eletrônica e ataques simulados, entre outras.

Por que a Aviação Estratégica está realizando patrulhas de combate?

O motivo principal é o treinamento das tripulações que carregam mísseis estratégicos, bem como para se exercitar a prontidão do equipamento, reforçando a capacidade de defesa do país.

Quais os aviões que participam das patrulhas?

Participam delas basicamente bombardeiros Tu-160, o maior bombardeiro estratégico do mundo, e Tu-95MS, o turboélice mais veloz do planeta. Em alguns casos, eles são acompanhados por aviões de reabastecimento aéreo Il-78 e caças interceptadores de longo alcance MiG-31.

Sobre quais territórios voam os bombardeiros estratégicos russos?

Os bombardeiros realizam patrulhas sobre águas neutras perto da Noruega, no mar de Barents, bem como nas águas do Oceano Atlântico, mar Negro e algumas regiões do Oceano Pacífico. De acordo com o Ministério da Defesa, todos os voos da Força Aérea são realizados em estrita conformidade com as normas internacionais sobre o uso do espaço aéreo em águas neutras, sem a violação das fronteiras de outros países.

Quais os armamentos carregados pelos bombardeiros em patrulha?

Segundo Petr Deinekin, ex-comandante da Aviação Estratégica durante a URSS, os aviões não carregam armas nucleares, mas podem ser equipados com mísseis de treinamento.

Durante as patrulhas, os bombardeiros voam com os equipamentos de identificação ligados?

O comandante da Força Aérea da Rússia, Viktor Bondarev, afirmou que os bombardeiros não são equipados com dispositivos de aeronaves civis para identificação segundo o sistema ICAO (conhecidos também como transponders). O motivo, segundo o comandante, relaciona-se com a não revelação da posição das aeronaves: com o transponder ligado, as aeronaves tornaríam-se imediatamente visíveis a qualquer radar.

A Rússia continuará a realizar as patrulhas mesmo depois das críticas dos países da Otan?

Em uma coletiva de imprensa no dia 1º de março, o ministro da Defesa russo Serguêi Choigu afirmou que o país não somente pretende continuar com os voos de patrulha, mas também tem intenção de expandir as áreas patrulhadas pela Aviação Estratégica de Longo Alcance. “Não temos a intenção de abandonar essa prática”, declarou o ministro.



24 março 2015

Na Urca, Exército impõe novas regras de acesso à Praia de Fora, que fica ainda mais restrita

Moradores do bairro, familiares e amigos dos militares que possuíam carteirinha terão permissão reduzida para seis meses


Joana Dale | O Globo

RIO — Localizada entre o Pão de Açúcar e o Morro Cara de Cão, a Praia de Fora, na Urca, é um paraíso conhecido apenas por seletos cariocas. E justamente quando o Rio está festejando seus 450 anos, a faixa de areia onde Estácio de Sá, o fundador da cidade, pisou pela primeira vez em terras cariocas passou a ter acesso ainda mais restrito. Em janeiro, notícias davam conta de que o Exército proibiria o banho de mar de civis na praia da Fortaleza de São João. Foi um ti-ti-ti danado nos grupos do bairro em redes sociais e nas rodinhas ao longo da mureta.


Visão aérea da Praia de Fora, na entrada da Baía de Guanabara - Custodio Coimbra / Agência O Globo

Após os rumores, moradores da Urca, familiares e amigos dos militares que possuíam carteirinha de acesso à Praia de Fora foram informados de que a permissão seria reduzida de um ano para seis meses, em trimestres alternados. E as novas regras não pararam por aí: ninguém mais — além dos 2.310 titulares, os seus 3.201 dependentes e os 564 pescadores cadastrados — terá a chance de conquistar o passe livre. Pelo menos até segunda ordem.

— No início do ano, soubemos que a praia poderia ser fechada ou aberta de vez. Houve um certo inconformismo, pois a carteirinha é uma tradição no bairro, passada de pai para filho há gerações — lembra Valéria Grynberg, presidente da Associação de Moradores da Urca (Amour). — Já a nova determinação, que reduz em 50% o acesso ao longo do ano, de um modo geral, está sendo respeitada pelos moradores. Poderia ser pior, e quem renovou a carteirinha até dezembro de 2014 ainda tem acesso integral durante este ano.

IMBRÓGLIO JUDICIAL EM NITERÓI

As novas regras foram recomendadas pela Advocacia Geral da União (AGU) após o Ministério Público Federal pedir a anulação do benefício de um grupo que tinha a permissão de frequentar a praia do Forte do Rio Branco, em Niterói — exatamente no mesmo esquema de controle por carteirinhas da Praia de Fora. Instaurado pelo procurador da República Wanderley Sanan Dantas, em dezembro de 2013, o inquérito questionava alguns pontos: se o espaço é considerado uma área de segurança, o acesso de civis, por mais restrito que seja, não poderia comprometer a defesa? Ou, a partir do momento que a área não é mais considerada de segurança, por que não abrir a todos? Antes mesmo do fim do processo, o forte de Niterói adotou o sistema trimestral.

Indagado sobre a proibição da entrada a reles mortais sem carteirinha, o comando da Fortaleza de São João, que por séculos guardou a estratégica entrada da Baía de Guanabara, explica, por nota: “Desde a fundação da cidade, este local sempre abrigou uma instalação militar que visava proteger a Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro contra possíveis invasores. Desde então, o acesso se mantém restrito por medidas de segurança e controle.”

E convida cariocas e visitantes da cidade a conheceram as instalações — mas sem banho de mar, é bom deixar claro: “O acesso ao sítio histórico é aberto à visitação pública, mediante agendamento prévio com dois dias de antecedência, pelo telefone 2586-2291 ou pelo email sitiohistorico.fsj@gmail.com. A visitação é gratuita e ocorre de terça-feira a domingo, das 9h às 16h.” O tour inclui visitas ao Museu do Desporto, ao Ginásio Leite de Castro, ao Portão Histórico da Fortaleza e à Praça da Fundação da Cidade, ladeada por amendoeiras e com vista para a Praia de Fora. No final de fevereiro, o livro de visitação do museu registrava menos de cem assinaturas.

— Realmente, o carioca se interessa pouco em conhecer a própria cidade. Os nossos principais visitantes são turmas de escolas — observa o coronel Thadeu Marques de Macedo, diretor do Museu do Desporto.

Numa sexta-feira quente de verão, quem passeava pela Praça da Fundação podia ver jovens de sunga praticando cooper, senhoras de maiô caminhando à beira d’água, crianças construindo castelinhos de areia, casais apaixonados fazendo selfies. Eram menos de 50 pessoas. A poucos metros dali, a Praia da Urca estava lotada, mesmo imprópria para o banho. As condições de balneabilidade da Praia de Fora, aliás, não constam dos boletins do Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

Aos sábados e domingos, ela costuma ficar bem mais cheia, a ponto de os seus privilegiados frequentadores terem que chegar cedo para garantir um lugar ao sol. Quando o estacionamento — com capacidade para 180 veículos — lota, até quem tem carteirinha é barrado no portão do forte.

Para frequentar a praia da alta patente, agora, os titulares da carteirinha pagam R$ 100 por trimestre mais R$ 50 para cada dependente — antes, o valor da anuidade era R$ 400. A verba é usada na manutenção da praia. A limpeza, por exemplo, é realizada por uma empresa terceirizada.

Vendedores de mate ou biscoito de polvilho não podem circular pelas areias. O jeito é levar comes e bebes num isopor ou consumir no único quiosque, que vende água a R$ 2, cerveja a R$ 4 e coco a R$ 5.

— É uma praia reservada e segura. Posso ir nadar e deixar as minhas coisas na barraca sem medo de ser roubado — afirma o militar Eduardo Barros, de 36 anos, enquanto comia uma ameixa levada na bolsa térmica.



23 março 2015

Irã enviou mais de 30 mil soldados para lutar contra o EI no Iraque, denunciam curdos

Soldados iranianos estariam atuando disfarçados de milicianos xiitas


O Globo

BAGDÁ - O Irã teria enviado cerca de 30 mil soldados e autoridades militares para lutar contra o Estado Islâmico no Iraque, denunciaram autoridades curdas no país. Segundo o chefe da Comissão Parlamentar de Segurança e Defesa do país, Shakhawan Abdullah, disse à rede al-Jazeera, a ajuda iraniana vai muito além consultoria militar.




Em entrevista à rede do Qatar, Abdullah afirmou que fontes curdas relataram a presença de combatentes iranianos lutando em nome da milícia Forças de Mobilização Popular. A organização tem mais de 100 mil voluntários e é composta por grupos xiitas, maioria religiosa no país. Os iranianos estariam realizando operações em várias cidades e lutando na linha de frente em locais como Tikrit, onde nasceu o ex-ditador Saddam Hussein.

O Irã sempre negou que estivesse enviando soldados ao Iraque para lutar contra o EI, que é sunita e representa uma ameaça para o país caso avance até a fronteira. Os EUA já haviam denunciado a interferência iraniana. Milícias xiitas foram acusadas várias vezes de matar civis ao longo da luta contra o EI.

A ofensiva em Tikrit mobilizou mais de 30 mil homens na maior operação anti-EI do Iraque até então. Além de milícias xiitas, grupos sunitas moderados e paramilitares dão apoio ao Exército e à polícia do Iraque. Um dos iranianos envolvidos é o general Qassem Soleimani, da Guarda Revolucionária, que presta consultoria militar ao país.


22 março 2015

Super Tucanos - Irã atrapalha venda aos Emirados Árabes

A anunciada venda de 24 aeronaves Super Tucano aos Emirados Árabes Unidos pode sofrer um revés. Os aviões seriam repassados ao Iraque e operados por iranianos


Nelson During
Editor-chefe DefesaNet

Na posse Ministro da Defesa Jaques Wagner o então comandante da Força Aérea Brasileira, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito anunciou a próxima negociação com o governo do Emirados Árabes Unidos (EAU), para a venda de 24 aviões Super Tucanos.

A demanda por seis aeronaves EMBRAER EMB-314 – Super Tucano, inclusive seria imediata. 


Tucanos EMB-312 T27 operados pela Força Aérea da Guarda Revolucionária do Irã - Foto Airlines Net

Nas palavras do Brigadeiro Saito estava sendo negociado uma “espécie de leasing”envolvendo as forças aéreas dos dois países. “Eles querem que a Força Aérea possa suprir imediatamente a necessidade deles. Eles querem de imediato seis aeronaves”, declarou Saito.

O Informe de Inteligência francês “Intelligence Online”, informou na sua edição, de 11 Março, que o governo dos Emirados Árabes alterou seus planos.

O plano de fornecer até 24 aeronaves EMB-314 Supe Tucanos ao Iraque, como prometido em Janeiro, e parte do anúncio do Brigadeiro Saito, foi alterado pelo governo dos Emirados Árabes.

Fontes de inteligência dos Emirados identificaram que a Força Aérea do Iraque está quase inteiramente sob controle iraniano, tanto com assessores como pilotos. Com isto o governo de Abu Dhabi decidiu não fornecer as aeronaves produzidas pela empresa EMBRAER Defesa & Segurança, apesar da insistência iraquiana.

A aproximação do Irã com o Iraque está na ajuda que o governo de Teerã está dando ao de Bagdá na luta contra o Exército Islâmico (ISIS). Teerã forneceu grande número de pilotos ao Iraque, logo no início da ofensiva do EI, em Junho do ano passado.

Os pilotos iranianos eram os únicos habilitados a voar os Sukhoi SU-25, enviados ao Iraque para combater o EI. Ao mesmo tempo Moscou também enviou várias aeronaves para equipar a Força Aérea Iraquiana.

A Força Aérea da Guarda Revolucionária (IRGC AF), recebeu 15 aeronaves EMB-312 T-27 Tucanos, das quais avalia-se, que 10 unidades estão em condições operacionais.

Seria uma grande oportunidade para os pilotos iranianos avaliarem os Super Tucano equipados com aviônica digital avançada desenvolvida pela AEL Sistemas (ELBIT).

Não está claro se as 20 aeronaves produzidas pela EMBRAER nos Estados Unidos e adquiridas pela USAF, com o propósito de equipar a Força Aérea do Afeganistão poderão estar ao alcance dos olhos e mãos dos iranianos.

Até o momento os Emirados Árabes não formalizaram a negociação das 24 aeronaves EMB-314 Super Tucano, como anunciado em janeiro pelo Brigadeiro Saito, junto à EMBRAER Defesa & Segurança.



François Hollande opina que Acordos de Minsk são parcialmente respeitados

O presidente francês, François Hollande, após a cúpula do Conselho Europeu, declarou que em junho a organização vai considerar o alargamento das sanções contra a Rússia.


Sputnik


“O Conselho Europeu em junho vai considerar a questão de pertinência de alargamento das sanções contra a Rússia. Hoje, durante a cúpula, foi identificada a necessidade de ligar a aplicação dos Acordos de Minsk com as sanções. Este é o passo importante. Quer dizer, caso houver uma violação dos Acordos de Minsk, as sanções não só vão mantidas, mas também serão ampliadas. Esta proposta da França e da Alemanha foi aprovada pelos participantes da cúpula”, disse Hollande.


Presidente da França, François Hollande
© REUTERS/ Eric Vidal
O presidente francês notou que atualmente os “Acordos de Minsk são respeitados parcialmente, mas o cessar-fogo e a retirada das armas pesadas não são respeitados plenamente, o mesmo se aplica ao acordo sobre a troca de prisioneiros”.

“Ainda é preciso executar os passos muito importantes – tais como as eleições locais, garantindo o controle das fronteiras”, declarou Hollande.


Forças armadas russas concluem um dos maiores exercícios militares dos últimos tempos

Cerca de 80 mil soldados, mais de 200 aeronaves e dezenas de navios de guerra e submarinos participaram das manobras.


Sputnik

Estão chegando ao fim neste sábado os exercícios do exército russo, realizadas em grande escala na parte europeia da Rússia, no âmbito da verificação surpresa de prontidão de combate da Frota do Norte da Marinha, das divisões do Círculo Militar do Oeste e das Tropas Aerotransportadas, informou o ministério da Defesa da Federação da Rússia.

Frota do Norte da Rússia
© Foto: Alexey Pavlov

Os exercícios começaram em 16 de março, por determinação do comandante supremo das Forças Armadas da Rússia, Vladimir Putin. Elas foram realizadas com objetivo de verificar a prontidão das tropas e da avaliação das possibilidades de deslocamento das forças armadas das regiões centrais do país para o Ártico em condições climáticas adversas.

O ministro da Defesa da Rússia, general do exército Sergei Shoigu, informou que 76 mil militares, mais de 10 mil unidades de tanques, 65 navios de guerra, 16 navios de suporte, 15 submarinos e mais de 200 aeronaves participaram da verificação surpresa.

Ao anunciar o início dos exercícios, Shoigu explicou que “os novos desafios e ameaças de segurança militar exigem a continuidade do aumento do potencial de combate das forças armadas, bem como uma especial atenção às condições das unidades estratégicas recém renovadas no norte”.

Shoigu destacou que, em paralelo aos exercícios no norte, foram realizados treinos de surpresa nos Círculos Militares Oeste, Sul, Central e Leste, com deslocamento de tropas por todo o país.

“Foi verificada a possibilidade de deslocamento e aumento do contingente militar no Ártico, Báltico e Crimeia”, concluiu o ministro.


Polícia Federal prende militar no Rio por pedofilia

A Polícia Federal (PF) prendeu em flagrante no Rio de Janeiro um capitão de corveta da Marinha, de 40 anos de idade, que armazenava imagens pornográficas de crianças e adolescentes e as postava na internet, através da rede social Twitter.


Sputnik

De acordo com nota divulgada hoje (21) pelo setor de comunicação social da PF no Rio, o preso foi indiciado pelo crime de pedofilia, com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8069/90).


Rio de Janeiro
© Sputnik/ Aleksandr Vilf

A prisão do militar ocorreu na manhã de ontem (20), durante cumprimento de dois mandados de busca e apreensão no bairro da Ilha do Governador, zona norte do Rio. Os policiais federais constataram que o preso armazenava milhares de imagens com cenas de sexo explícito e pornografia envolvendo crianças e adolescentes.

Conforme a nota, dados colhidos durante a investigação da PF apontavam o upload transnacional de imagens semelhantes. O investigado tinha seguidores na rede social que replicavam as imagens para a Europa e Estados Unidos.


Lavrov sobre envio de tropas de paz para a Ucrânia: acho que na UE não tem loucos

A União Europeia não introduzirá forças de paz no território da Ucrânia, em Bruxelas “não tem loucos”, disse o ministro das Relações Exteriores russo Sergei Lavrov, comentando o pedido de Kiev sobre o envio de uma força policial da UE para a Ucrânia.


Sputnik

“Eu acho que, não há loucos na UE. Precedentes de introdução de uma força policial da UE referem-se a situações (como foi nos Balcãs) em que teve o consentimento de todas as partes do conflito. A UE não iria para qualquer ponto, para o leste da Ucrânia ou qualquer outro lugar, a menos que haja consentimento das partes em conflito sobre essa missão”, disse Lavrov em entrevista no programa televisivo "Vesti v Subbotu" (Notícias de Sábado").


O ministro das Relações Exteriores russo Sergei Lavrov
© Sputnik/ Yevgeny Biyatov

Na terça-feira, 17 de março, o parlamento ucraniano aprovou o projeto de solicitação ao Conselho de Segurança da ONU e ao Conselho Europeu de uma operação internacional para a manutenção da paz e da segurança na Ucrânia. Nesta sexta-feira, 20 de março, Kiev enviará o pedido oficial à ONU.


Moscou: afirmações da Ucrânia sobre retirada de armas pesadas são blefe

Kiev violou mais uma vez grosseiramente os acordos de Minsk, todas as declarações das autoridades ucranianas sobre a retirada de armas pesadas são blefe, disseram no sábado representantes do Ministério das Relações Exteriores da Rússia.


Sputnik

O ministério analisou com preocupação o vídeo da agência Reuters onde se viam armas pesadas do exército ucraniano na linha de frente no leste da Ucrânia. A julgar pelas imagens, o batalhão Azov usou obuses D-30 de calibre 122 milímetros, com alcance de até 22 quilômetros, diz o documento do ministério. Além disso, o vídeo foi feito na região da aldeia Shirokino, que deve estar no foco da missão especial da OSCE.


Armas pesadas na linha de frente no leste da Ucrânia
© Sputnik/ Den Levi

Assim, observou o ministério, “a declaração das autoridades ucranianas, que todas as armas pesadas foram retiradas, vira novamente um blefe".

“A Rússia apela mais uma vez à parte ucraniana não enganar a opinião internacional e cumprir fielmente suas obrigações no âmbito dos acordos de Minsk”, sublinhou o ministério.


21 março 2015

Tropas russas receberão novos helicópteros-espiões

Veículos possuem estação de interferência ativa “Richag-AB” instalada a bordo, capaz de proteger as mais diferentes peças militares contra ataques aéreos e cegar completamente o inimigo em um raio de centenas de quilômetros.


Tatiana Russakova | Gazeta Russa

O Grupo Empresarial de Tecnologia Radio-eletrônica preparou três sistemas de helicópteros Mi-8MTPR-1 para transferência ao Exército. Todos foram projetados pensando na investigação e supressão de sistemas radio-eletrônicos de controle de tropas e na localização de inimigo em terra.


Tropas russas receberão novos helicópteros-espiões
Sistemas de helicópteros Mi-8MTPR-1 Foto: Vitáli Lankov/RIA Nóvosti

Para tanto, os novos veículos possuem uma estação de interferência ativa “Richag-AB” instalada a bordo. Além de proteger as mais diferentes peças militares contra ataques aéreos, a estação “Richag-AB” é capaz de cegar completamente o inimigo em um raio de centenas de quilômetros.

Essa estação conta também com banco de dados com informações sobre várias instalações militares, o que lhe permite determinar o tipo de alvo e adaptar a ele as interferências mais eficazes.

Graças à sua versatilidade, pode ser instalada em helicópteros e aviões, assim como em objetos parados terrestres ou em movimento, inclusive em navios.

O antecessor do novo sistema de helicópteros é uma estação de interferência ativa para a proteção de grupo de aviação “Smalta”, que foi desenvolvida na década de 1970. A estação era localizada em um reboque de automóvel UAZ, e seu o raio de ação era de apenas 100 km.


Sete países europeus são contra endurecimento de sanções à Rússia

Estados-membros poderão se manifestar contra medidas impostas a Moscou amanhã em cúpula da UE.


Ekho Moskvi

Sete países europeus poderão se pronunciar nesta quinta-feira (19) contra a intensificação das sanções impostas à Rússia em conexão com a crise ucraniana, segundo a Bloomberg.


Sete países europeus são contra endurecimento de sanções à Rússia

De acordo com a agência, esses países são: Grécia, Chipre, Hungria, Eslováquia, Espanha, Itália e Áustria.

A maior parte desses Estados já havia se manifestado contra um aumento da pressão sobre Moscou.

Para se alcançar uma resolução acerca das sanções na União Europeia, é preciso que haja uma posição unânime dos líderes de seus 28 países-membros.

A validade das sanções à Rússia vence em julho.



Países da UE adiam decisão sobre extensão de sanções

Cúpula desta semana não tratará de medidas punitivas, que já completam um ano.


Gazeta Russa

Líderes dos países da União Europeia concordaram em cancelar a decisão acerca de um prolongamento das sanções contra a Rússia em sua cúpula nesta semana, segundo o The Wall Street Journal.


Países da UE Adiam decisão Sobre Extensão de sanções

"Ficaram claros contornos de entendimento político entre os países da UE, o que permite à Europa evitar divergências sobre política em relação à Rússia. Para tanto, decidiu-se postergar a aprovação da resolução sobre o prolongamento das sanções econômicas contra Moscou", lê-se no jornal norte-americano.

A agência financeira Bloomberg já havia revelado que sete países europeus iriam se manifestar contra a extensão das sanções.

As primeiras medidas de punição pela crise ucraniana foram impostas à Rússia há um ano. Em resposta a essas, Moscou colocou embargos contra produtos alimentares provenientes da União Europeia.


Moscou condena lei sobre status do leste ucraniano

Aprovação de emenda sobre status especial de Donbass por parlamento ucraniano deveria ser primeiro passo para mediação política do conflito. Segundo governo russo, medida contradiz os acordos de paz de Minsk, que poderiam ser seguidos por Kiev sob pressão de Paris e Berlim.


Aleksêi Timofeitchev | Gazeta Russa

O ministro dos Negócios Exteriores da Rússia, Serguêi Lavrov, acusou a Ucrânia de cometer uma "violação gritante" dos acordos de Minsk e pediu que os líderes da Alemanha e da França criem com Kiev um esforço tripartite.


Moscou condena lei sobre status do leste ucraniano
Lavrov pediu pressão de Berlim e Paris para cumprimento de acordos de paz por Kiev Foto: Reuters

"Talvez estejamos ainda mais longe de realizar os acordos de Minsk do que estávamos há alguns dias", declarou o porta-voz do presidente russo, Dmítri Peskov, sobre a resolução da Rada Suprema (o parlamento ucraniano).

Na terça-feira (17), a Rada aprovou uma emenda com uma lista de áreas de Donbass onde deve funcionar uma ordem especial de autogestão. Essa ordem especial é elemento-chave para a resolução política da situação no âmbito do processo de paz de Minsk, já que deverá permitir o início do diálogo com os rebeldes.

Apesar disso, de acordo com a emenda aprovada, a nova ordem ficará suspensa por tempo indeterminado até a realização de eleições regionais que sigam a lei ucraniana.

A Rada também aprovou uma resolução segundo a qual as áreas revoltosas são intituladas "territórios temporariamente ocupados", e pediu à ONU e à União Europeia que introduzam ali forças de paz.

Sem consulta

Lavrov ressaltou que, segundo os acordos de Minsk, as partes inicialmente devem discutir "a modalidade de realização das eleições", já que Kiev não coordenou nada com os separatistas.

Segundo o chanceler russo, ao intitular como "ocupado" o território de Donbass, Kiev anunciou a necessidade de limpar essas áreas ao invés de introduzir a lei sobre seu status especial prevista pelos acordos de Minsk.

"Subentende-se da resolução da Rada Suprema que a lei sobre o status especial somente terá força legal quanto esses territórios forem administrados por aqueles considerados admissíveis por Kiev", disse Lavrov.

Analistas políticos russos consideram razoável a avaliação de Moscou.

"Esse ponto [os acordos de Minsk] não foi executado: não houve qualquer consulta [com os separatistas], foram aprovadas emendas que não são aceitáveis para um dos lados", disse à Gazeta Russa o chefe do Departamento Europeu de Segurança da Academia Russa de Ciências, Dmítri Danilov.

"Kiev também deixou de fora da lista uma série de territórios que no momento estão sob controle dos separatistas", ressalta Mikhail Aleksandrov, chefe do Centro de Pesquisas Político-Militares do Instituto Estatal de Relações Internacionais de Moscou (MGIMO).

"Berlim e Paris devem tomar para si a parcela de responsabilidade que declararam ao assinar os acordos de Minsk", acrescenta Danilov.



20 março 2015

Estado Islâmico assume autoria de ataque na Tunísia

Autoridades desconfiam de envolvimento de dupla ainda com a al-Qaeda no Magreb Islâmico; nove são presos


O Globo
com agências internacionais

TÚNIS - O Estado Islâmico assumiu em uma mensagem de áudio a autoria do ataque na Tunísia que matou 23 pessoas e feriu outras 48. O primeiro-ministro tunisiano, Habib Essid, afirmou nesta quinta-feira que um dos terroristas que atacaram o Museu do Bardo, nas imediações do Parlamento do país, era conhecido das autoridades de inteligência. Nove pessoas foram detidas por envolvimento com o ataque, segundo a porta-voz da presidência.


Vítima é levada para emergênciaFoto: Hassene Dridi / AP

"Saudamos a sagrada invasão ao refúgio de infiéis e vício na muçulmana Tunísia", diz um representante do grupo, afirmando que havia apenas dois agressores e que eles atiraram até acabarem todas as balas. Na mensagem — ainda sem comprovação de autenticidade —, o grupo promete novos ataques à Tunísia.

Tratado como um "cavaleiro do Estado Islâmico" em mensagem divulgada nesta quinta-feira, Yassine Labidi era vigiado pelas autoridades por conta de atividades suspeitas. Já Saber Khachnaoui, que o premier não afirmou se era conhecido dos serviços de segurança, é de Kasserine, uma cidade no centro do país conhecida pelos constantes conflitos entre Exército e jihadistas.

Essid falou à rádio RTL que não se sabia qual o vínculo de Labidi e Khachnaoui com grupos radicais islâmicos. No entanto, recentemente jihadistas do EI juraram vingança por um ataque aéreo que matou um comandante tunisiano do braço líbio do grupo. O ataque chegou a ser previsto por simpatizantes.

Outros grupos que atuam na região são o Jund al-Khilafah e o Ansar al-Shariah, responsáveis por incidentes isolados. Outra organização que atua na região, mas que não a al-Qaeda do Magreb Islâmico. Por receio de um crescimento de atividades jihadistas, o Exército começará uma operação nas grandes cidades do país.

O premier afirmou ainda que o ataque não teve conotação diretamente política.

— Foi um ataque covarde à economia da Tunísia — disparou, em referência à recuperação do turismo no país, e que deve sofrer um baque com a morte de 17 estrangeiros. — Temos que nos unir para defender nosso país.

DETIDOS, MORTOS E FERIDOS

A porta-voz Aida Klibi afirmou que dos nove detidos em operação divulgada na quinta-feira, quatro estavam diretamente ligados ao atentado, e cinco teriam conexões com os agressores.

O número de vítimas, que variou muito ao longo do dia, foi confirmado pelo gabinete da presidência em 22 pessoas: 20 turistas e dois tunisianos. Das novas vítimas citadas, há uma mulher britânica e um tunisiano que não resistiu a ferimentos.

As vítimas originalmente listadas são quatro italianos, um francês, dois colombianos, cinco japoneses, um polonês, um australiano e uma espanhola, além de dois cujas nacionalidades não foram confirmadas. As outras duas vítimas tunisianas são um policial e uma funcionária de limpeza, mas foram incluídos mais números à lista.

Na quarta-feira, chegou a ser divulgada a suposta morte de um cidadão brasileiro, mas o Itamaraty e a embaixada negaram. Nesta quinta-feira, a missão do Brasil no país confirmou ao GLOBO que manteve contato com autoridades e visitou hospitais, não constatando vítimas e feridos do país.

Labidi e Khachnaoui foram mortos em confronto com a polícia, enquanto mantinham reféns. Não se sabe a idade dele, mas seriam jovens. Três suspeitos de envolvimento com o ataque ainda estão foragidos.

A maior parte das vítimas viajava em cruzeiros e chegou de ônibus ao museu. Com medo após o atentado, a operadora italiana MSC parou de fazer escalas em Túnis.


Político francês: é preciso entregar Mistral à Rússia o mais breve possível

Agora a situação é mais favorável para cumprir o mais cedo possível o contrato de fornecimento de navios porta-helicópteros tipo Mistral à Rússia, opina em entrevista à Sputnik o líder do partido Levantar a República (Debout la France), Nicolas Dupont-Aignan.


Sputnik

“Se fosse eu, entregava já os Mistral. Considero como um erro a decisão de não fornecer o primeiro navio. Apesar disso, na minha opinião é preciso levantar as sanções contra a Rússia agora mesmo, altura em que a situação na Ucrânia está se acalmando. É preciso fornecer os navios de tipo Mistral o mais breve possível”, disse Nicolas Dupont-Aignan, esperando que a questão seja resolvida até o verão.


Sevastopol e Vladivostok, os dois navios da classe Mistral encomendados pela Rússia
© AFP 2015/ EAN-SEBASTIEN EVRARD
A Rosoboronexport e os estaleiros navais franceses DCNS assinaram o contrato para a construção de dois porta-helicópteros em junho de 2011. O valor do contrato é 1,2 bilhões de euros.

A França deveria ter sido entregado o primeiro navio de desembarque Vladivostok em14 novembro de 2014. O segundo navio deverá ser entregado até o final de 2015.

Mais cedo o presidente francês, François Hollande, disse que decidiu suspender a entrega do primeiro dos navios (Vladivostok) por causa da situação na Ucrânia. Por sua vez, a Rússia declarou que está à espera do navio ou da restituição do dinheiro.

A Rússia está à espera dos navios ou do retorno do dinheiro.

Atualmente os Estados Unidos estão contra a entrega dos navios. Paris, por um lado, alegou que deve executar o contrato com a Rússia, e, por outro, relaciona a entrega dos navios com o progresso na resolução da situação na Ucrânia.

Um fonte de Sputnik na indústria naval comentou que os EUA propuseram aos estaleiros DCNS construir um avião civil norte-americano.



Exército russo será equipado com motoneve única

O exército russo será ainda este ano equipado com uma motoneve única de produção nacional com cabine aquecida, destinado às unidades do Ártico.


Sputnik

No mundo não existe análogos deste veículo. A primeira motoneve (também chamado de snowmobile, em inglês) para o exército TTM-1901, de produção exclusivamente russa, tem um motor da marca Zhiguli e um sistema de aquecimento que pode manter a temperatura interior a 18 graus positivos ao mesmo tempo em que no exterior estão 50 graus negativos.


TTM-1901 Berkut
O representante da empresa que vai produzir os veículos explicou que os soldados aprenderão a dirigir a motoneve apenas em 15 minutos – o veículo tem três pedais, uma caixa de velocidades mecânica, volante, dois bancos aquecidos, dois aparelhos de ar quente independentes, e para-brisas também aquecido.

O representante explicou que a preparação para a produção em série está em pleno andamento e que entrega das primeiras motoneves ao exército vai começar este ano.

“Este é um veículo único que possui a capacidade de se deslocar através da neve de qualquer profundidade a uma velocidade de 35-40 km por hora. A trilha do pneu do veículo será de 10 a 15 cm”, divulgou o inventor do motoneve e diretor da empresa, Nikolai Veselov.

Nos últimos anos, a Rússia deu o início ao desenvolvimento econômico ativo de seus territórios do norte. Para proteger os interesses da Rússia no Ártico, o país elaborou um pacote de medidas, incluindo medidas militares, dada a maior atenção prestada à região por parte dos países membros da OTAN.


Rosoboronexport exportou armamentos no valor de U$13,2 bilhões em 2014

A companhia russa faz parte da corporação estatal Rostec e é responsável por quase 90% da exportação de armamentos russos.


Sputnik

Em 2014, Rosoboronexport exportou U$13,2 bilhões, superando o seu planejamento anual de vendas em 22 milhões de dólares, segundo informou ao Sputnik nesta terça-feira o diretor-geral da companhia, Anatoly Isaikin.


Rosoboronexport
© Sputnik/ Alexei Kudenko
“Há dois anos nós dissemos possuir boas perspectivas. O compromisso da Rosoboronexport era de vender cerca de U$13 bilhões ao ano. O plano para 2014 era de U$13,178 bilhões. Acabamos vendendo U$13,2 bilhões. Ou seja, superamos um pouco as expectativas. Penso que este ano e no ano que vem veremos números semelhantes”, concluiu Isaikin.


Rússia transferirá para a Crimeia bombardeiros de longo alcance

No âmbito do exercício surpresa de verificação de prontidão das Forças Armadas, vários bombardeiros estratégicos Tu-22M3 serão deslocados para a Crimeia. Para além disso, complexos de mísseis táticos Iskander reforçarão a defesa da região de Kaliningrado, informou o Ministério da Defesa da Rússia.


Sputnik

“Durante a inspeção súbita da prontidão de combate das Forças Armadas serão transferidos bombardeiros Tu-22M3 para Crimeia”, disse o representante do ministério.


Tupolev Tu-22 M3 Backfire
As forças terrestres no mar Báltico serão reforçadas com sistemas de mísseis Iskander, a serem transportados por navios de desembarque pesados da frota do Báltico. Para reforçar as fronteiras no Ártico será realizada a transferência de dois regimentos reforçados das tropas aerotransportadas. 

O exercício de prontidão da Frota do Norte, das unidades do distrito militar Ocidental e das tropas paraquedistas começou em 16 de março e vai durar até 21 de março.


Potencial escondido: Rússia cria mais dois submarinos

Submarinos nucleares da classe Yasen, Arkhangelsk, e da classe Lada, Velikiye Luki, foram inaugurados como parte das comemorações do Dia do Submarinista.


Sputnik

Dois novos submarinos foram inaugurados para celebrar o Dia do Submarinista em 19 de março como parte do programa de rearmamento que completará em 2020: Arkhangelsk, o submarino nuclear de 120 metros de classe Yasen e o submarino diesel-elétrico de classe Lada, Velikiye Luki, de 72 metros.


O primeiro submarino multifuncional Yasen SSBN entra no serviço da Marinha russa
© Foto: press-service of JSC "PO "Sevmas
Atualmente existe apenas um submarino da classe Yasen, o submarino multifuncional da Marinha russa, Severodvinsk, sete dos quais são esperados a ser feitas.

Notavelmente, os submarinos são feitos usando as indústrias de defesa exclusivamente russos, como componentes feitos na antiga União Soviética foram eliminados.

Submarinos nucleares multifuncionais vêm crescendo em importância a nível internacional, por exemplo na Marinha dos EUA, eles estão lentamente empurrando para fora submarinos estratégicos.

Desde 2004, 11 submarinos da classe Virginia foram construídas e mais sete estão em obras. Enquanto isso, o último submarino nuclear estratégico feito nos EUA, Ohio, da classe USS Louisiana, foi estabelecido em 1992.

Submarinos nucleares estratégicos e submarinos multifuncionais formam a base da Força Submarina da Marinha de Guerra russa. Até 2020, o programa estatal de rearmamento prevê que a Marinha receba oito submarinos nucleares estratégicos de classe Borei, três dos quais já entraram em serviço, e mais dois serão estabelecidas em 2016.

Enquanto isso, os submarinos diesel da classe Lada são destinadas a substituir a classe Varshavyanka, dois dos quais estão atualmente em serviço na Frota do mar Negro. O terceiro está em ensaios, e mais três estão em construção, e deverão estar em serviço em 2016, após o qual o contrato não será renovado. A classe Lada foi concebido para substituir Varshavyanka no final dos anos 1990, mas problemas com o motor e isolamento acústico causou o primeiro navio, São Petersburgo, para apenas ser concluído em 2010.

O novo submarino Velikiye Luki será construído de acordo com um projeto modernizado, e terá "parâmetros furtivos melhoradas e operação autônoma estendida", de acordo com o Comandante da Marinha Viktor Chirkov. Isso provavelmente significa um novo motor, que não depende de suprimento de oxigênio do submarino, o que permite ficar debaixo de água por mais tempo.

Varshavyanka é chamado de Black Hole (Buraco negro) na terminologia da OTAN por causa de sua operação silenciosa.



Mais de 20 navios de guerra russos saíram ao mar Báltico para manobras

Mais de 20 navios da Frota do Báltico saíram ao mar para manobras de defesa aérea e antissubmarina, disse na quarta-feira o serviço da imprensa do Distrito Militar Ocidental da Rússia.


Sputnik

“No mar, os navios da Frota do Báltico se reuniram em vários grupos táticos e estão prontos para executar a missão colocada — praticar a defesa aérea e antissubmarina e proteção contra minas. Os navios realizam disparos de mísseis contra vários tipos de alvos simulados, marítimos e aéreos”, se diz no comunicado.


Projeto 20380 Steregushy
Os grupos integram corvetas do projeto 20380, submarinos diesel-elétricos, navios leves antissubmarino equipados com mísseis, dragadores de minas, bem como vários navios auxiliares da frota.

Os exercícios de prontidão da Frota do Norte, das unidades do Distrito Militar Ocidental e das tropas paraquedistas começou em 16 de março e vão durar até 21 de março.


Relação entre Rússia e OTAN no pós Guerra Fria será tema de debate em Universidade do Rio

A relação entre Rússia e OTAN será tema de debate entre especialistas em Relações Internacionais na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).


Sputnik

O Instituto de Relações Internacionais da PUC-Rio irá organizar na próxima terça-feira, 24 de março, um debate sobre a relação entre a Rússia e a OTAN no contexto pós Guerra Fria. 




O evento intitulado "As Relações entre Rússia e OTAN no pós Guerra Fria” contará com a presença de diversos especialistas em Rússia e política internacional que vão explorar os principais assuntos do cenário internacional atual envolvendo a interação entre Moscou e a Aliança do Norte.

Entre os palestrantes estarão presentes os professores de Relações Internacionais, Monica Herz e João Nogueira, ambos pesquisadores do centro de pesquisa BRICS Policy Center; o especialista em Rússia e Leste Europeu e professor de Relações Internacionais da ESPM-Sul e Audiplo, Fabiano Mielniczuk; e o professor de Relações Internacionais da PUC-Rio, Márcio Scarlércio.


A palestra acontecerá nas dependências da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), no Auditório Padre Anchieta, às 13h. A entrada é gratuita e não é necessário fazer inscrição.


Conversações oficiais da Eslováquia para alugar caças Gripen suecos

Poder Aéreo

Na quarta-feira, 18 de março, o Governo da Eslováquia atribuiu ao ministro da Defesa Martin Glvac a tarefa de iniciar conversações oficiais sobre o aluguel de horas de voo de caças Gripen com a Suécia. A informação foi noticiada pelas agências SITA e Xinhua, repercutindo em outros meios.


caças Gripen suecos na Sicília - foto Saab

No final de janeiro, a Xinhua já havia noticiado uma confirmação, por parte de Glvac, sobre o início das conversas após este ter se encontrado com sua contraparte sueca, Peter Hultqvist. Já a notícia mais recente dá conta de que, para o Governo Eslovaco, a Suécia é o único país a oferecer um acordo de aluguel de horas de voo. Glvac também afirmou que a Eslováquia não tem condições de comprar novos caças.

De acordo com a agência SITA, o ministro afirmou que seu ministério procurou diversos fabricantes e governos, mas “o único parceiro que preenche nossas atuais condições é o Governo Sueco, e o fabricante dos caças Gripen.”

Ainda será preciso detalhar os custos e número de aeronaves para operação na Eslováquia, que atualmente voa um pequeno número de jatos MiG-29. Sobre estes, o ministro Glvac disse que ainda haveria a possibilidade de prosseguir com sua operação para além do prazo estabelecido de novembro de 2016, havendo também a opção da Eslováquia acordar, com algum aliado, a proteção de seu espaço aéreo. Vale lembrar que o país busca uma cooperação com a vizinha República Tcheca, que recentemente renovou o contrato de “leasing” dos 14 caças Gripen operados por sua força aérea, para compartilhamento da defesa do espaço aéreo de ambas as nações.

A negociação do Governo Sueco com os eslovacos e as possibilidades de novos negócios para o caça foram assuntos abordados no recente seminário anual do Gripen, realizado no último dia 12 pela Saab, fabricante da aeronave. Jerker Ahlqvist, chefe da área de negócios do Gripen na Saab, confirmou as negociações de contrato entre o Governo Sueco e a Eslováquia, acrescentando que há uma expectativa de serem finalizadas neste ano. Não tão cedo assim, mas num horizonte de dois a três anos, espera-se uma definição da Bulgária quanto à substituição de seus caças, e o país tem demonstrado um grande interesse pelo Gripen, segundo Ahlqvist.


Caças Su-30MKI indianos começarão a empregar míssil Brahmos em 2016

Primeiro caça modificado para lançamento do míssil foi oficialmente entregue há um mês, e testes em voo estão programados até o final deste ano


Poder Aéreo

Segundo o diretor executivo da Brahmos Aerospace, Sudhir Mishra, a versão lançada do ar do míssil indo-russo Brahmos começará a ser empregada pelos caças Sukhoi Su-30MKI indianos em 2016. A informação foi dada por Mishra ao informativo russo Sputnik News (nova denominação da RIA Novosti) na quarta-feira, 18 de março.

Brahmos em Su-30 - imagem via Brahmos Aerospace

A notícia surge praticamente um mês após cerimônia realizada no evento Aero India, no qual a estatal indiana de aviação HAL /Hindustan Aeronautics Limited) entregou o primeiro exemplar de Su-30MKI modificado para uso do míssil supersônico de emprego ar-superfície do tipo “dispare e esqueça” (fire and forget), em 19 de fevereiro.

Na ocasião, uma maquete de Su-30MKI foi simbolicamente entregue pelo “chairman” da HAL, T. Suvarna Raju, ao diretor executivo Sudhir Mishra da Brahmos, e diversos documentos da aeronave foram recebidos da HAL na presença de autoridades do Governo e da Força Aérea.

Quanto ao processo de integração em andamento, para o qual contribui a primeira aeronave modificada recebida o ano passado, Mishra afirmou ao informativo russo que “o míssil está agendado para ser adotado em 2016, e mais dez testes serão realizados até o final do ano.” O próximo teste de voo, nesse caso com o lançador do míssil, está programado para maio, e será seguido por voos com mísseis e testes de disparo, segundo o executivo.

No site da Brahmos Aerospace, contudo, permanecia até a publicação desta matéria a informação de que a introdução da variante do míssil lançada pelo Su-30MKI seria iniciada em 2015 (levando em conta testes iniciais de lançamento que deveriam começar em 2014). Texto de apresentação aparentemente mais antigo sobre o míssil, e ainda no ar no mesmo site quando da publicação desta reportagem, trazia datas ainda mais otimistas: começo de testes em voo em 2010 para introdução na Força Aérea Indiana em 2012.

O míssil utiliza propulsão do tipo “ramjet” para atingir velocidades máximas próximas a Mach 3 e voo supersônico de cruzeiro (em altitude elevada) ao longo de toda a sua trajetória, que pode chegar a 290km, atingindo seu alvo na fase terminal de voo (que se dá a cerca de 10m da superfície) com uma ogiva com peso entre 200 kg e 300 kg, que segundo o fabricante tem seu poder de destruição aumentado em várias vezes pela força cinética da velocidade da arma.


Versão Block II do caça JF-17 completa sua primeira bateria de testes

Poder Aéreo

Em testes desde o seu voo inaugural, a 7 de fevereiro passado, o primeiro protótipo do caça sino-paquistanês JF-17 Block II – número de série 2P01 – completou uma primeira bateria de inspeções e provas, onde foram verificados, entre outros sistemas, o seu novo radar KLJ-7 (Type 1478) modificado, o pod jammeador KG300G – mais potente que o modelo instalado na versão básica do avião – e o sistema de reabastecimento em voo.


JF-17 MK2 - 1

A 19 de fevereiro foi aprontado o segundo protótipo – matrícula 2P02 – e logo depois o terceiro (2P03). O Block II teve também aumentada a sua capacidade de carregar e operar armas guiadas, todas fabricadas na China. São igualmente chineses o radar, fabricado pelo Nanjing Research Institute of Electronic Technology, e o equipamento, transportado externamente pelo caça, para o despistamento (jamming) de mísseis inimigos, produzido pelo Southwest Institute of Electronic Equipment, da cidade de Chengdu.

O protótipo 01 alçou voo com um atraso de oito meses em relação ao cronograma original. Em maio de 2011 a Força Aérea Paquistanesa encomendou 50 JF-17 Block II ao Complexo Aeronáutico Paquistanês (PAC) da cidade de Kamra.

Contramedidas - Em uma curta declaração ao site de notícias do grupo britânico Jane’s, especializado em assuntos militares, o Comodoro do Ar Ahsan Rafiq, ex-chefe da Unidade de Avaliação e Testes do JF-17 (hoje encarregado do setor de Operações da diretoria de Projetos do programa JF-17) ressaltou que, além do sistema AAR (air-to-air refuelling), o Block II possui um equipamento apto a ampliar o fornecimento de oxigênio na cabine – possibilitando ao piloto permanecer por mais tempo no ar – e “um sistema de contramedidas eletrônicas bastante melhorado”.

O preço unitário do JF-17 Block II foi estimado em um valor a partir de 30 milhões de dólares.

Caso a aeronave supere sem grandes problemas o cronograma de testes de equipamentos e de ensaios em voo previsto para este ano, as primeiras unidades de série destinadas aos esquadrões paquistaneses deverão estar disponíveis para entrega no último quadrimestre de 2016.

Aparentemente, esse é o modelo que está sendo oferecido pelo grupo chinês Chengdu Aerospace Corporation (CAC) à Força Aérea da Argentina, ainda que exista a previsão de um JF-17 Block III para o ano de 2018.


Colômbia escolhe 8×8 com canhão de 105mm para substituir o Cascavel

Forças Terrestres

O Exército colombiano vai substituir os blindados de reconhecimento sobre rodas EE-9 Cascavel, dotados de canhão de 90 mm, pelo novíssimo LAV III 8×8, equipado com uma peça de artilharia de 105 mm.


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O LAV III, de 17 toneladas, é fabricado pela divisão de sistemas terrestres do grupo empresarial americano General Dynamics. Seu projeto começou a ser desenvolvido no início da década de 1990, quando a viatura brasileira Cascavel, de 11 toneladas, já havia completado mais de 15 anos de sucesso no mercado internacional dos veículos blindados leves.

No começo do ano, a imprensa colombiana pensou que a delegação da General Dynamics aguardada em Bogotá no mês de fevereiro, estava incumbida de dar prosseguimento a conversações anteriores sobre a transferência de um lote de tanques pesados Abrams para a força terrestre local.

Nada transpirou acerca dessas tratativas – se é que elas existiram –, mas sabe-se agora que os militares colombianos solicitaram uma dúzia de LAV III dotados da arma de 105 mm. O lote será alocado à chamada Força Tarefa de Armas Combinadas Médias (FLUTAM), sediada na província de La Guajira – extremo noroeste do território colombiano –, junto à fronteira com a Venezuela.

A chegada a La Guajira dos primeiros carros 8×8, em meados de 2016, permitirá que os oficiais da FLUTAM transfiram para a reserva ou até desincorporem os blindados Cascavel que apresentam maior desgaste.

Spike - Além das 12 unidades dotadas de torre com canhão de 105mm, os colombianos mencionaram ao pessoal da General Dynamics sua intenção de reconfigurar o armamento de algumas das 32 viaturas LAV III compradas por 84 milhões de dólares, em 2013, à empresa americana.



Atualmente esses blindados transportam uma estação de operação remota Rafael Samson RCWS MINI, para metralhadoras de 14,5mm e 12,7mm. Os militares colombianos querem substituir o equipamento por um lançador de mísseis antitanque Rafael Spike LR. Os colombianos já obtiveram, junto ao fabricante israelense, dois desses lançadores para testes.

O Spike, que na versão LR possui alcance de até 4.000 metros, funciona nos modos fire-and-forget (“dispare e esqueça”) e fire, observe and update (“dispare, observe e melhore”).

O governo de Bogotá também solicitou à General Dynamics, juntamente com os 12 veículos armados com canhão, outros 26 carros LAV III para o transporte de tropas.

Nesse momento, a Força Tarefa de La Guajira conta, para o transporte de combatentes, com os veículos Engesa EE-11 Urutu, e com dois modelos de blindados de fabricação americana: o M-113 modernizado na versão A2, e o Guardian M1117, de 13,5 toneladas, largamente empregado pelos Marines estadunidenses.



Segundo Mistral da Rússia já singra o Atlântico. Sem russos a bordo…

Poder Naval
O Sebastopol, segundo navio de projeção de força e comando da classe Mistral construído para a Esquadra da Rússia, deixou o porto francês de Saint-Nazaire ao meio-dia desta segunda-feira (16.03), para a sua primeira travessia em mar alto. Não há russos a bordo. Somente funcionários do estaleiro STX, que o construiu, além de uma pequena guarnição da Marine Nationale.


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Sabe-se que a rota que vem sendo cumprida pelo novo Mistral é monitorada, as 24 horas do dia, por aeronaves e navios de superfície da Armada francesa.

As medidas de segurança parecem indicar que as autoridades de Paris temem alguma ação-relâmpago destinada a se apoderar do navio – mas diplomatas franceses consideram a hipótese remotíssima.

O Sebastopol e seu irmão-gêmeo Vladivostok – que se encontra parado desde novembro em um cais de Saint-Nazaire – não têm data para serem entregues ao governo de Moscou. Ambos foram incluídos entre as sanções decretadas pela administração François Hollande contra a política hostil do presidente Vladimir Putin em relação à Ucrânia.

Os detalhes da viagem do Sebastopol são, por conta disso, considerados sigilosos. A previsão é de que o barco retorne a seu atracadouro no fim de semana.

As duas embarcações classe Mistral foram vendidas pela indústria naval francesa, em 2011, por 1,2 bilhão de Euros (4 bilhões 128 milhões de Reais).

O próximo período de provas de mar a ser cumprido pelo Sebastopol foi marcado para o mês de abril.


China agora é o 3º maior exportador de armas mundial

País está atrás apenas dos EUA e Rússia em ranking internacional

Nos últimos 5 anos, os chineses ultrapassaram Alemanha e França em exportações de armas


Forças Terrestres

Superando de uma só tacada Alemanha e França, a China passou de quinta para a terceira posição no ranking de maiores exportadores de armas no mundo, de acordo com os números publicados nesta segunda-feira pelo International Peace Research Institute (Sipri, na sigla em inglês). Com base no período 2010-2014, os números apontam que, no mercado de armas, “os Estados Unidos estão claramente na liderança” (31% das exportações), à frente da Rússia (27%). Os três países seguintes aparecem bem atrás, com cerca de 5% das exportações cada um.


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De acordo com o Sipri, “a França teria ficado em terceiro”, se tivesse entregue, no final de 2014, um navio do tipo Mistral à Rússia. A entrega foi cancelada, devido ao conflito no leste da Ucrânia. Três países asiáticos recebem mais de dois terços das exportações de armamento chinês: Paquistão (41% do total), Bangladesh e Mianmar. No intervalo descrito no relatório do Sipri, Pequim também negociou com dezoito países africanos.

No caso da Rússia, o principal comprador é a Índia, que compra 70% do seus armamentos dos russos. Os Estados Unidos têm a clientela mais diversificada. O primeiro importador de armas americanas, a Coreia do Sul, representa apenas 9% do total. Já a França vende, principalmente, para Marrocos (18%) e China (14%). O Sipri considera ainda que os “esforços franceses para aumentar suas exportações de armas” foram coroados com o contrato firmado com o Egito em fevereiro passado.

Entre os dez primeiros exportadores mundiais, China (que aumentou suas vendas no exterior em 143%, em comparação com os cinco anos precedentes), Ucrânia e Rússia foram os que registraram o maior crescimento, enquanto as vendas de França e Alemanha diminuíram. Em relação às importações, a Índia, com 15% do mercado, está muito à frente do segundo e terceiro país, Arábia Saudita e China (5% cada um).

O relatório quinquenal apontou ainda que o volume do comércio mundial de armas aumentou 16% nesses últimos cinco anos, comparativamente ao período 2005-2009. Embora esteja em alta há cerca de dez anos, o volume de armamento comercializado no mundo continua sendo um terço inferior ao topo atingido depois da II Guerra Mundial, alcançado no início dos anos 1980, no ápice da corrida armamentista nuclear desencadeada pela Guerra Fria.



Tanque Leclerc terá vida útil estendida até 2040

Forças Terrestres

A Diretoria Geral do Armamento (DGA) do Ministério da Defesa da França aprovou a remodelação de 200 carros de combate pesados AMX-56 Leclerc, do Exército, que terão sua vida útil estendida até, pelo menos, o ano de 2040.


Leclerc 1

A modernização dos blindados será feita pela empresa Nexter Systems, ao custo de 330 milhões de Euros (1 bilhão 132 milhões de Reais). A reforma dos tanques deverá estar completada antes de 2020, e irá transcorrer no âmbito do chamado Programa Scorpion, que prevê também a construção de 18 veículos blindados de recuperação (conhecidos, em francês, pela sigla DNG).

A pesquisa que redundou na incorporação do Leclerc pelo chamado Exército de Terra (Armée de Terre) francês, a partir de 1992, teve início em 1983. O resultado foi um carro de quase dez metros de comprimento e 54,5 toneladas de peso, dotado de um canhão CN-120/52, de 120mm. O veículo se desloca a velocidades de até 75 km/h em estrada, e de 35 km/h em terrenos não preparados.

Seu nome de batismo é uma homenagem ao general Philippe Leclerc de Hauteclocque, oficial francês de tropas blindadas à época da 2ª Guerra Mundial.

Kits - O trabalho a ser desenvolvido pela Nexter visa melhorar a mobilidade, proteção e potência de fogo do Leclerc, e deve ser oferecido também à força terrestre dos Emirados Árabes Unidos, que opera quase 400 unidades do mesmo tanque.

Na França, o objetivo final da modernização é potencializar a capacidade operativa dos carros em agrupamentos táticos.

As mudanças previstas no contrato com a Nexter prevêem:


1. Novas interfaces específicas destinadas a aperfeiçoar as comunicações táticas das tripulações;


2. Instalação de sensores e comandos capazes de incrementar o grau de automação do carro durante as operações;

3. Prover as viaturas de equipamentos que possibilitem diagnóstico preventivo de diferentes parâmetros do tanque, e vão monitorar desde o funcionamento dos sistemas de propulsão da viatura até os seus sistemas de armas; e

4. Instalação de kits de blindagem contra os chamados dispositivos explosivos improvisados (IED) – muito populares no Iraque e no Afeganistão – e as novas gerações de munições e armas antitanque.

19 março 2015

Exército Brasileiro apresenta novo veículo para ser usado na fronteira

O novo veículo blindado do Exército Brasileiro será utilizado no combate ao crime organizado na faixa de fronteira


Correio do Estado

O novo veículo blindado do Exército Brasileiro que será utilizado no combate ao crime organizado na faixa de fronteira, em Mato Grosso do Sul foi apresentado nesta terça-feira. A cerimônia militar de lançamento Blindado Guarani – nome do veículo – aconteceu em Dourados.

Guarani

O veículo foi entregue à 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, organização que recebeu o projeto piloto de implantação do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), lançado em novembro de 2014, informou a assessoria de comunicação do Comando Militar do Oeste.

“Isso mostra que temos um trabalho de integração e o Sisfron pode ajudar na segurança de nossas fronteiras”, avaliou o governador Reinaldo Azambuja, que esteve presente no evento.

Integrando uma frota de veículos blindados que o Exército está produzindo pelo Sisfron, o Blindado Guarani é um carro de combate anfíbio. Com peso de 18 toneladas e tração 6×6, é capaz de transportar 11 militares. Mais alto, tem capacidade maior de proteção anti-minas.

Comparado a modelos anteriores (Urutu e Cascavel), o Blindado Guarani traz como vantagens proteção blindada superior, maior mobilidade, maior capacidade de transposição de trincheiras, maior capacidade de degrau vertical, maior vão livre, suspensão independente hidropneumática e sistema de freio com disco duplo e ABS.

O veículo vem ainda com ar-condicionado, GPS, sistema automático de detecção e extinção de incêndio, capacidade de operação noturna de série e sistema de detecção de laser. Ele pode ser equipado com torre de canhão automático ou de metralhadora, operada por controle remoto. O modelo pode ser aerotransportado por um avião tipo Hercules C-130.

Sisfron

O Sisfron, em seu projeto piloto no município de Dourados, reúne investimentos de mais de R$ 1,3 bilhão para Mato Grosso do Sul, voltados para aquisição de viaturas e construção de novos Centros de Operações (Dourados, Nioaque, Bela Vista, Ponta Porã e Amambai). Equipamentos de alta tecnologia, como sensores, câmeras de alta precisão, radares e torres de internet também passaram a integrar o quadro de investimentos na Brigada, todos eles para combater o tráfico de drogas entre outros ilícitos nas fronteiras do País.

Depois de implantado, o Sistema irá monitorar permanentemente as fronteiras terrestres, que se estendem por quase 17 mil quilômetros ao longo de dez países, 11 Estados e 588 municípios brasileiros (investimentos federais de R$ 12 bilhões). Em Mato Grosso do Sul são 1.527 quilômetros de fronteira entre Mundo Novo e Corumbá onde o Sisfron irá atuar com o apoio do Governo do Estado.


Prazo de entrega dos helicópteros EC725 do Programa H-XBR é dilatado em dois anos

Poder Aéreo

Tendo em vista o contingenciamento do orçamento do Ministério da Defesa devido à crise econômica vivida pelo país, o Ministério da Defesa, em conjunto com o Comando das Forças Singulares, decidiu por dilatar o prazo de entrega do Programa H-XBR em dois anos.


EC725 - Marinha do Brasil - Foto de Alexandre Galante

Desta forma, o prazo final de entrega das 50 aeronaves passa de 2017 para 2019. A cadência de produção das aeronaves será reduzida a partir da entrega da 15ª unidade.

Esta foi a forma encontrada pelos respectivos Comandos para prosseguir com os programas de maior relevância para as três Forças.


Ciente do agravamento da crise, Marinha não descarta navio-doca menor

Roberto Lopes | Poder Naval
Enviado Especial ao Rio

Diante da possibilidade de agravamento do já difícil cenário econômico, os oficiais do Estado-Maior da Armada e do Comando de Operações Navais mantém como opção, nos seus estudos para a obtenção de uma unidade de projeção de força, o porta-helicópteros da classe San Giusto, construído há pouco mais de 20 anos para operar como navio de assalto anfíbio pelo estaleiro Fincantieri, de Riva Trigoso (norte da Itália).


O San Giusto desloca 8.300 toneladas a plena carga, o que representa 75% do tamanho do barco francês Siroco, vistoriado em dezembro por uma comitiva militar brasileira, e apenas a metade do deslocamento da unidade-doca americana Whidbey Island, outra embarcação que, por suas qualidades marinheiras – e préstimos em proveito de um destacamento anfíbio –, chama a atenção da Força Naval do Brasil.

USS Whidbey Island LSD-41

Ocorre que, a exemplo dos navios francês e americano, o italiano San Giusto possui propulsão a diesel, um dos requisitos considerados mais importantes pela Marinha no âmbito de seu Programa de Obtenção de Navios Anfíbios (PRONANF), em desenvolvimento desde 2011.

Venezuela 


A informação, obtida por este blog junto a uma fonte da Esquadra, ressalta, porém, que uma eventual prioridade ao projeto do San Giusto representará sempre a última opção, porque, na comparação com unidades do porte do Whidbey Island ou do Siroco, o modelo do estaleiro Fincantieri exibe capacidade inferior, seja no transporte de pessoal, de equipamentos, ou mesmo em sua autonomia.

San Giusto

O barco pode operar, simultaneamente, até três helicópteros médios tipo MH-16 (na US Navy, MH-60R) – ou SH-3D Sea King –, e ainda carregar, sob o convés de voo, 30 tanques do porte do SK 105 Kuerassier, 350 combatentes completamente equipados e meia dúzia de lanchas, sendo três do tipo LCM, para o transporte de viaturas militares até o ponto de abicagem.

Mas a fonte ouvida pelo Poder Naval não deixa de lembrar: a grande vantagem deste meio é que ele representa uma opção menos dispendiosa, caso os chefes navais assistam seu orçamento minguar ainda mais.

Em 2010, o então comandante da Armada Bolivariana da Venezuela, almirante (FN) Carlos Aniasi Turchio – um ex-Ajudante de Ordens do presidente Hugo Chávez –, visitou algumas bases e navios da esquadra italiana, para dar o seu aval à compra do San Giusto. Mas como o navio transportava dezenas de sistemas de navegação, controle e de armas fabricados nos Estados Unidos, o governo Barack Obama bloqueou a transação.

Ao contrário da Marinha peruana, que encomendou um navio de assalto anfíbio novo (classe Makassar) a indústria naval sul-coreana, a Força Naval brasileira tende a adquirir, por “compra de oportunidade”, algum navio de assalto anfíbio usado, juntamente com os planos de fabricação do barco.

O objetivo desse plano é permitir que uma segunda unidade do mesmo tipo possa ser construída em estaleiro brasileiro – talvez até no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (depois que essa organização militar for modernizada, na metade inicial da próxima década).

O problema é que, em termos financeiros, “o mar não está para peixe” – como diz o ditado popular.

Após receber dos oficiais que viajaram à França, três meses atrás, um relatório aconselhando a compra do Siroco, a cúpula da Marinha está encontrando muitas dificuldades para reunir 140 milhões de Euros (cerca de 486 milhões de Reais) para ficar com o navio.