03 julho 2015

Embaixador americano na Alemanha é convocado para explicar espionagem

Diplomata foi convidado a comparecer na chancelaria alemã.
WikiLeaks indicou que EUA espionaram vários ministros alemães.


France Presse

O embaixador dos Estados Unidos na Alemanha foi "convidado" nesta quinta-feira (2) a comparecer na chancelaria para dar explicações sobre as revelações do Wikileaks indicando que a inteligência americana espionou vários ministros alemães.

Embaixador John Emerson

John Emerson foi convidado "a uma entrevista" com o ministro da Chancelaria Peter Altmaier, responsável por casos ligados à inteligência, indicou o porta-voz da chancelaria alemã, Steffen Seibert, em um comunicado.

Segundo os documentos revelados pelo Wikileaks e citados na quarta-feira pelo jornal "Süddeutsche Zeitung", a NSA americana não só espionou a chanceler Angela Merkel, como também o fez com os ministros das Finanças, Economia e Agricultura.

Altmaier indicou claramente ao embaixador que "o respeito do direito alemão era indispensável e que as violações comprovadas seriam processadas", indicou Seibert.

Segundo ele, a "indispensável cooperação entre os serviços secretos alemães e americanos é afetada por esses repetidos incidentes". A Alemanha tem reforçado suas defesas contra a espionagem desde o ano passado, acrescentou.

"Esta não é uma convocação oficial", ressaltou, no entanto, o site da revista Der Spiegel, chamando de "prudente" e até mesmo "relutante" a reação alemã a estas novas revelações.

A procuradoria federal de Karlsruhe (sudoeste), que conduziu a investigação sobre a escuta do telefone celular de Angela Merkel, anunciou nesta quinta em um comunicado que examinaria as novas revelações.


Idoso tem tanque e arma antiáerea apreendidos em casa na Alemanha

Colecionador de 78 anos alega que estava tudo regularizado.
Autoridades investigam se ele infringiu lei de posse de armas alemã.


Do G1, em São Paulo

Investigadores encontraram um tanque de 45 toneladas, um canhão antiaéreo e um torpedo, entre outros "souvenirs" nazistas da 2ª Guera Mundial, no subterrâneo de uma casa na cidade de Heikendorf, norte da Alemanha. O dono é um colecionador de 78 anos.

Tanque Panther, de 45 toneladas, deu trabalho aos homens do exército que tiveram de apreendê-lo (Foto: Carsten Rehder/dpa via AP)Tanque Panther, de 45 toneladas, deu trabalho aos homens do exército que tiveram de apreendê-lo, entre outros motivos, porque estava sem as lagartas (Foto: Carsten Rehder/dpa via AP)

As autoridades investigam se tendo esses esquipamentos ele infringe a lei alemã de posse de armas, mas seu advogado afirma que tudo está devidamente desmilitarizado (descaracterizado para impedir uso indevido) e registrado. O tanque, do modelo Panther,foi tirado do depósito e levado para um campo de treinamento militar nesta quinta-feira (2).

Arma antiaérea era outra 'lembrancinha' que o colecionador guardava da 2ª Guerra (Foto: Carsten Rehder/dpa via AP)Arma antiaérea era outra 'lembrancinha' que o colecionador guardava da 2ª Guerra (Foto: Carsten Rehder/dpa via AP)

02 julho 2015

Rússia ameaça responder à possível implantação de sistema antimísseis dos EUA na Ucrânia

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que, se a Ucrânia implantar elementos de sistemas de defesa antimísseis dos EUA em seu território, a Rússia terá de responder, a fim de garantir a sua própria segurança.


Sputnik

No início do dia, o secretário do Serviço de Segurança Nacional ucraniano, Oleksander Turchynov, de Segurança Nacional disse que Kiev pode considerar a colocação de sistemas de defesa antimísseis no seu território após consultas.


A U.S. soldier stands next to a Patriot surface-to-air missile battery at an army base in Morag
© AP Photo/ Czarek Sokolowsk

“Se isso significa que a Ucrânia planeja implantar elementos de sistemas de defesa antimísseis dos EUA no seu território, então, obviamente, isso poderia ser entendido como sendo completamente negativo, porque seria uma ameaça para a Federação Russa,” disse Peskov.

O assessor completou dizendo que a Rússia seria obrigada a responder. “Se os sistemas de defesa antimísseis dos EUA forem implantados na Ucrânia, a Rússia precisaria tomar medidas de resposta para fornecer para sua própria segurança.”


Sistema russo bloqueará sinais de satélite e desligará mísseis inimigos

O diretor-adjunto da Concern Tecnologias Radio-Electrônicas, Yuri Maevskiy, anunciou que engenheiros russos estão trabalhando em um novo sistema de supressão de sinais que poderiam bloquear mísseis de cruzeiro e comunicação de satélites.


Sputnik


Surveillance Satellite
© flickr.com/ US Air Force

Segundo ele, o novo sistema de alta tecnologia será capaz de desligar mísseis de cruzeiro e outras armas de alta precisão, bem como bloquear os sinais de satélites militares estrangeiros. O equipamento será instalado no chão, no mar ou no ar. No entanto, não está prevista uma variante baseada no espaço porque isso violaria tratados internacionais.

O sistema de supressão de sinais será parte da defesa aérea e do escudo contra mísseis balísticos da Rússia. O equipamento estará pronto para testes no final do ano.


Bombardeiros russos terão sistema de navegação por estrelas

As aeronaves da aviação estratégica russa, inclusive os bombardeiros Tu-160, utilizarão um sistema de navegação por estrelas, comunicou o consórcio de Tecnologias Radioeletrônicas (KRET, na sigla em russo).


Sputnik

"O sistema de astronavegação ANS-2009 permite determinar com grande exatidão as coordenadas do avião utilizando dados sobre a posição das estrelas", diz o texto. A partir desses dados, o sistema de cálculo determinará as coordenadas geográficas e a rota a ser seguida pelo avião.


Tu-160
Tupolev Tu-160 Blackjack © flickr.com/ Eric Bannwarth / AviaScribe Intl.

O vice-diretor geral do consórcio, Vladimir Mikheev, comentou que é um método "extremamente seguro em condições de guerra, quando o inimigo pode alterar o funcionamento dos satélites de navegação."

O KRET desenvolve e produz equipamentos radioeletrônicos para aviação civil e militar, radares de bordo, identificadores amigo-inimigo, sistemas para guerra eletrônica e instrumentos de medição de uso variado.

Criado em 2009, o grupo KRET forma parte da corporação estatal Roster (Tecnologias da Rússia) e aglutina mais de uma centena de centros de pesquisa e escritórios de design em 29 regiões do país.



Tropas russas recebem novos sistemas de radares

As tropas redioeletrônicas russas (TRR) começaram a receber, como resultado do programa de encargos estatais, estações de radares de largas distâncias que não possuem equivalentes no mundo, informou à imprensa o comandante das TRR da Força Aérea da Rússia, general-major Andrei Koban.


Sputnik

"Recebemos novos meios de radares e complexos de meios de automatização como o Fundament, inclusive sua variante móvel, sistemas de radares Nebo de diversas especificações, e o Podlet, um detector de grandes alturas. Eles não possuem iguais no mundo e dispõem de capacidade de detecção em grandes distâncias e capacidade de trabalhar com alvos balísticos porque têm grande precisão de detecção de qualquer tipo de alvo", declarou em Ashuluk.


Podlet, un detector de grandes alturas
Podlet © Sputnik/ Ramil Sitdikov

O comandante também explicou que os especialistas das tropas radioeletrônicas russas se preparam para o manejo dos novos equipamentos no centro de preparação de especialistas das tropas radioeletrônicas na cidade russa de Vladimir.

O treinamento acontece nas fábricas que produzem esses tipos de equipamentos em Moscou e Nizhny Novgorod, o que "permite aos combatentes conhecer e dominar exemplares de equipamentos modernos e avançados inclusive antes que eles cheguem ao Exército."


Novos helicópteros ajudarão a reforçar segurança da fronteira russa com a Europa Oriental

Mais de 20 helicópteros de ataque aumentarão o poder das Forças Armadas russas na fronteira oeste do país até o final de 2015, segundo informou nesta terça-feira (30) o porta-voz Distrito Militar Oeste, coronel Oleg Kochetkov.


Sputnik

“As novas aeronaves do exército serão equipadas com sistemas eletrônicos de ponta que lhes permitam executar tarefas de treinamento e de combate 24 horas por dia em quaisquer condições meteorológicas”, disse Kochetkov.


Helicóptero Mi-28.
Mi-28 Night Hunter © Sputnik/ Anton Deniso

Novos Mi-28Ns, Mi-26Ts e Mi-8MTV5s, fabricados pela companhia de helicópteros Mil Moscow, entrarão em serviço em regiões mais ocidentais da Rússia, como Leningrado, Pskov e Smolensk.

O anúncio vem em meio ao aumento de tensões como resultado da presença militar da OTAN, liderada pelos EUA, na fronteira da Rússia com a Europa Oriental.

Alemanha aprova controversa entrega de armas para a região do Golfo

O Conselho Federal de Segurança da Alemanha autorizou a exportação de quinze barcos de patrulha do país para a Arábia Saudita, bem como a entrega de dois tanques para o Catar e Omã. O ato é considerado controverso, visto que a Arábia Saudita é notória por violações maciças aos direitos humanos, segundo relatou o jornal alemão Die Welt.


Sputnik

O Conselho de Segurança Federal da Alemanha comprovadamente aprovou vastas exportações de armas para a região do Golfo, o que gerou críticas por parte da oposição política ao governo, escreve o Die Welt.


A Arábia Saudita é notória por diversos abusos contra os direitos humanos
Arábia Saudita © flickr.com/ hamza82

De acordo com o jornal, a Alemanha permitiu a exportação de quinze barcos de patrulha para a Arábia Saudita, país notório por maciças violações dos direitos humanos. Além disso, o país árabe rico em petróleo é considerado um terreno fértil para o terrorismo internacional.

A oposição na Alemanha tem repetidas vezes criticado contratos versando sobre armas com a Arábia Saudita, apontando para o fato de que o equipamento militar pode ser usado para suprimir civis inocentes, e pedindo o fim imediato de todas as exportações de armas para a Riyadh.

No entanto, os deputados do Bundestag (Parlamento alemão) argumentaram que o país saudita precisa de barcos apenas para auto-defesa e que alguns dos veículos são equipados unicamente com armas defensivas.

O Conselho Federal de Segurança também relatou ter dado o sinal verde para o fornecimento de dois tanques de batalha para o Catar e Omã e aprovou exportações de armas para uma série de outros países como Egito, Argélia e Emirados Árabes Unidos.



Pesquisa: União Europeia deve ter seu próprio exército e não depender da OTAN

De acordo com mais uma pesquisa Sputnik-Opinião, realizada no Reino Unido, França e Alemanha pela agência britânica ICM Research para a agência e rádio Sputnik, um terço dos inquiridos acha que a União Europeia teve ter o seu próprio exército e não depender das forças da OTAN.


Sputnik

Respondendo à questão "considera que a União Europeia deve ter o seu próprio exército para defender os seus interesses ou é a OTAN que deve defender os países europeus?", em média 28% dos entrevistados considera que há necessidade de a UE ter o seu próprio exército.


A UE deve possuir um exército?
Quem protegerá a Europa?

O maior percentual de defensores de um exército europeu foi registrado em França (37%). Quase metade dos entrevistados na Alemanha (47%) e no Reino Unido (48%) são partidários da presença de tropas da OTAN no país, enquanto na Alemanha, é elevada a proporção dos defensores de suas próprias forças armadas — 36%.

A pesquisa foi realizada pela ICM Research para a agência Sputnik entre 1 e 4 de Maio de 2015 no Reino Unido, França e Alemanha.

A amostra era composta por 4.096 pessoas (2.005 no Reino Unido, 1.041 na França, 1.050 na Alemanha), sendo representativa por sexo, idade e zona geográfica.

A margem de erro da pesquisa é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.

A empresa britânica de estudos de opinião ICM Research foi parceira da sondagem.


Brasil irá comprar sistemas russos de defesa antiaérea Pantsir na primeira metade de 2016

O Brasil planeja comprar os sistemas russos de defesa antiaérea Pantsir na primeira metade de 2016, disse à RIA Novosti e Sputnik o embaixador do país na Rússia, Antônio José Vallim Guerreiro.


Sputnik

“A decisão geral sobre a compra foi já tomada, por isso os sistemas serão comprados. Segundo a informação que eu possuo neste momento, a assinatura do acordo está prevista para a primeira metade do ano 2016”, disse em entrevista. 


Pantsir-S1 transportado por um 8x8 chassi Kamaz-6560
Pantsir S1 transportado por um chassis 8x8 Kamaz-6560 © Sputnik/ Evgeny Biyatov

Antônio Guerreiro tinha declarado anteriormente que o arranjo podia ser concluído ainda em 2015, mas agora ele explicou o atraso pela razão que “no orçamento de 2015 não foram alocados recursos financeiros suficientes para pagar pelos armamentos”.

O embaixador acrescentou que, neste momento, realiza-se o trabalho para que a provisão correspondente seja incluída na meta orçamentária de 2016.

O Pantsir-S1 (SA-22 Greyhound na classificação da OTAN) é um sofisticado sistema de artilharia antiaérea que conta com mísseis terra-ar de curto e médio alcance, sendo considerado um dos mais avançados do mundo.

Além disso, Antônio Guerreiro também não exclui a possibilidade de compra de caças russos se a Força Aérea Brasileira achar este passo útil.




Ruas de Washington são fechadas após tiroteio na sede da Marinha dos EUA

Um tiroteio no interior da sede administrativa da Marinha dos EUA, em Washington, nesta quinta-feira (2) provocou o fechamento das ruas próximas ao local. Os alarmes de segurança foram disparados e o prédio trancado. Ninguém pode sair. O FBI e o Corpo de Bombeiros estão alertados.


Sputnik


Sede da Marinha dos EUA.
Sede da US Navy em Washington © Divulgação / Fotos Públicas / US Navy

A Marinha norte-americana confirmou que o alarme de emergência soou e que houve uma “movimentação suspeita”, mas ninguém confirma a existência de uma atirador no prédio que fica a menos de um quilômetro do Capitólio, sede do Congresso dos EUA. Também não há relato sobre vítimas.

Em setembro de 2013, o marinheiro Aaron Alexis matou 12 pessoas e se suicidou no mesmo lugar. Os EUA estão em alto nível de alerta por conta das comemorações da independência norte-americana, no sábado (4).


Rússia revelará substituto do Mistral em show militar de São Petersburgo

O Centro de Pesquisa Estatal Krylov decidiu aproveitar o 7º Show de Defesa Marítima Internacional em São Petersburgo para revelar seus novos projetos, que incluem o novo navio de assalto anfíbio projetado para substituir o Mistral.


Sputnik

O 7º Show de Defesa Marítima Internacional (IMDS-2015) teve seu pontapé inicial em São Petersburgo nesta terça-feira, com dúzias de projetistas e fabricantes russos e mais de 30 empresas estrangeiras entre os participantes. Ao longo dos cinco dias do evento, todos mostrarão seus novos produtos e realizarão inúmeras conferências científicas e mesas redondas.

Vladivostok, navio do tipo Mistral
Vladivostok, Classe Mistral © Sputnik/ Grigoriy Sisoev

Um desses projetos está mantido em segredo até agora pelo Centro de Pesquisa Estatal Krylov. A Rossiyskaya Gazeta aponta que todos os futuros navios do centro Krylov já passaram por uma série longa de testes em piscinas especiais. Existe grande expectativa, segundo o jornal, para um projeto em particular - a possível resposta da Rússia ao acordo quebrado pela França, que entregaria navios Mistral de assalto.

Por enquanto, o projeto segue em segredo no estande do instituto de pesquisa e será revelado apenas para convidados especiais com permissão para detalhes confidenciais. No entanto, algumas das características do novo navio já são conhecidas. Chamado de Lavina ("Avalanche"), o navio pesará 24 mil toneladas. Seu comprimento é de 200 metros, e a largura, 34 metros. O navio será capaz de carregar até 50 tanques e outros veículos armados ou até 500 soldados ou ainda 16 helicópteros de assalto.

Maior que o Mistral (que pesa 21.300 toneladas), o Lavina seria também mais rápido, com uma velocidade máxima de 22 nós - contra 19 nós do Mistral.
Rússia e França assinaram um contrato no valor de US$ 1 ,3 bilhão para a entrega de dois navios de assalto anfíbios da classe Mistral. A entrega das embarcações foi adiada até o fim de 2014 depois que Paria acusou a Rússia de interferir na crise e na guerra civil ucraniana - alegações que Moscou nega seguidamente.

A imprensa russa relatou que o DCNS, grupo industrial francês encarregado da construção do navios, decidiu não participar do show de São Petersburgo. Rumores dão conta de que a empresa foi pressionada pelo Palácio Eliseu.


Paris e Moscou assinam acordo preliminar relativo a navios Mistral

De acordo com uma fonte da entidade russa de cooperação técnico-militar, Paris e Moscou acordaram preliminarmente uma indenização pela não-entrega por França dos porta-helicópteros da classe Mistral encomendados pela Rússia.


Sputnik

A próxima fase de consultas sobre a quebra do contrato terá lugar em julho, segundo declarou uma fonte da cooperação técnico-militar nesta quinta-feira.




"A Rússia e a França ainda não chegaram a um acordo final sobre a indenização pela não-entrega dos Mistrais. O acordo é "preliminar" porque a decisão precisa ser aprovada agora pelos governos de ambos os países".

Anteriormente, a imprensa informou que a França estava aparentemente preparada para devolver cerca de 800 milhões de euros para Moscou, no entanto, Moscou insistia em 1,1 bilhões de euros.


Fracasso da coalizão internacional: até generais afegãos traficam drogas

A Força Internacional de Assistência à Segurança mostrou aparentemente a bandeira branca na luta contra o tráfico de drogas no Afeganistão. A situação piorou tanto que até um general do exército afegão se tornou suspeito num caso de tráfico de drogas de grande repercussão.


Sputnik

O general de brigada do exército afegão Abdul Samad Habib foi detido sob acusação de tráfico de 18,5 quilogramas de heroína. 


Plantação de papoulas no Afeganistão, matéria-prima utilizada na produção da heroína
Plantação de papoulas no Afeganistão, matéria prima para a produção de heroína © Rahmat Gul

O chefe do centro de recrutamento do Exército nacional do Afeganistão na província de Baghlan foi detido quando transportava drogas, da província de Baghlan à província de Nangarhar, no seu veículo oficial. No caminhão militar seguia o general junto com o seu guarda e motorista.

O porta-voz do departamento de combate às drogas do Ministério do Interior do Afeganistão Said Mehdi Kazemi disse em entrevista para a Sputnik que detenções de membros das forças de segurança sob acusação de tráfico de drogas são, infelizmente, um caso comum no Afeganistão contemporâneo.

“Não é a primeira vez que isso acontece. Só duas semanas atrás a polícia de combate às drogas do Afeganistão deteve quatro traficantes que, utilizando a sua farda, vendiam drogas. Na província de Samangan foi preso um grupo de funcionários públicos e há dois dias nos detivemos o general e os seus cúmplices”.

Said Mehdi Kazemi acusou a comunidade internacional de ausência de vontade de apoiar resolutamente o Afeganistão na luta contra o tráfico de drogas:

“Sem dúvida, esta tendência [a participação de oficiais afegãos da venda de drogas] é algo muito negativo na luta contra tráfico de drogas no Afeganistão e testemunha a ausência de vontade por parte da comunidade internacional de apoiar realmente o nosso país na luta com o vício sem fronteiras que é o tráfico de drogas”, manifestou.

Segundo os dados da ONU, a participação do Afeganistão na produção mundial de heroína atinge 77 por cento.


WikiLeaks: espionagem total da NSA na Europa

Apenas alguns dias depois de ter sido revelado que a NSA realizou espionagem económica contra a França, os novos documentos do WikiLeaks revelam que os governos dos EUA e do Reino Unido grampearam a chanceler alemã Angela Merkel e outros funcionários durante as discussões sobre a crise financeira grega.


Sputnik

"A publicação de hoje mostra ainda que a campanha de espionagem económica dos Estados Unidos estende-se à Alemanha e às instituições europeias-chave, como o Banco Central da UE, envolvendo também a crise na Grécia", diz o fundador do WikiLeaks, Julian Assange. 


A chanceler alemã Angela Merkel fala com o presidente dos EUA Barack Obama
Angela Merkel e Barack Obama © REUTERS/ Michael Kappeler

Os novos documentos destacam dezenas de altos responsáveis alemães que a Agência de Segurança Nacional considerava como "objetos de alta prioridade". Os funcionários são classificados pelo seu cargo em "assuntos políticos" e "desenvolvimento das finanças internacionais".

Os documentos também revelam a extensão da cooperação da NSA e da GCHQ (Government Communications Headquarters, serviço secreto inglês) na espionagem contra outros países aliados.

"Nossa publicação de hoje também mostra como o Reino Unido está ajudando os EUA na espionagem sobre questões centrais da Europa. Teriam a Alemanha e a França seguido com o plano de resgate do BRICS para a Grécia se estas informações não tivessem sido coletadas e entregues aos EUA, que devem ter ficado horrorizados com as implicações geopolíticas", lê-se no documento divulgado pelo WikiLeaks.

Entre as informações interceptadas há conversas de Angela Merkel com o seu assistente pessoal que revelam deliberações contraditórias em relação à solução da crise grega.

"Merkel teve medo de que Atenas fosse incapaz de superar seus problemas mesmo com uma margem de avaliação adicional, uma vez que não seria capaz de lidar com a dívida".

"Além disso, ela tinha dúvidas de que o envio de peritos financeiros para a Grécia ajudasse a manter o sistema financeiro sob controle".

Finalmente a solução preferida de Merkel foi "adotar um imposto sobre as transações financeiras (ITF)" já no próximo ano.

Outro documento indica o apoio da Alemanha ao plano de resgate do FMI financiado pelos países dos BRICS.

"Primeiro, o governo alemão queria soluções que funcionassem no contexto da atual legislação europeia", diz-se no documento. Por outro lado, os alemães iriam apoiar um fundo especial do FMI em que os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) reuniriam meios financeiros com o objetivo de reforçar os resgates da zona do euro.

Na segunda-feira, o WikiLeaks divulgou documentos que provam que a espionagem dos EUA contra a França foi ainda mais profunda do que se acreditava anteriormente. A espionagem praticada pela agência de segurança nacional (NSA) dos Estados Unidos na Alemanha e na França foi muito além do "grampo" no celular da chanceler Angela Merkel, e envolveu vários ministros europeus bem como espionagem sobre a questão da crise na Grécia.



Pentágono pede militares preparados para fazer frente à Rússia

O departamento de Defesa dos Estados Unidos publicou a Estratégia Militar Nacional que prevê, em particular, combater a Rússia e outros países "revisionistas".


Sputnik

"De acordo com o documento, o exército dos Estados Unidos deve estar preparado para fazer frente a 'estados revisionistas' como a Rússia que desafiam as normas internacionais", diz um comunicado do Pentágono distribuído à imprensa.


Un marine estadounidense
© Foto: US Marine Corps / Krista James

O documento aponta que apesar da parceria com Moscou em assuntos como a luta contra as drogas e o terrorismo, a Rússia "mostrou em seguidas ocasiões que não respeita a soberania de seus vizinhos. Suas ações militares minam a segurança regional tanto diretamente quanto através de forças subsidiárias."

Segundo o documento, a Rússia não é o único país que preocupa os EUA: o Irã patrocina grupos terroristas na região e está ativo na Síria, no Iraque, no Iêmen e no Líbano. No que diz respeito à Coreia do Norte, a Estratégia aponta que o país se mantém à margem das leis internacionais, desenvolveu armas nucleares e está criando mísseis capazes de alcançar os Estados Unidos.

A Estratégia Militar Nacional considera que a China também poderia ser uma ameaça para os EUA, ainda que "pertença a outra classe." O documento classifica o país como grande potência e diz tratar-se de uma nação que precisa "converter-se em parceiro em para o bem da segurança internacional." Ao mesmo tempo, a Estratégia afirma que são preocupantes as ações de Pequim no Mar da China Meridional.

O documento ressalta que o exército dos Estados Unidos "deve assegurar um repertório completo de opções militares para responder a esses países revisionistas" e adverte que, caso contrário, "o risco para nossa nação na ordem internacional será maior."


27 junho 2015

França impõe condições para acordo com Irã sobre programa nuclear

O chefe da diplomacia francesa expôs neste sábado três condições para um acordo com o Irã sobre seu programa nuclear: limitação das capacidades iranianas, inspeções internacionais e sanções em caso de violação.


Correio do Brasil, com ABr - de Viena

Em sua chegada a Viena, capital da Áustria, que recebe a última e decisiva rodada de negociações com o Irã, o ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, disse que busca “um acordo robusto, que reconheça ao Irã o direito a um programa nuclear civil, mas que garanta que o Irã renuncie efetiva e definitivamente às armas nucleares”.


Armas-nucleares-França-Laurent-Fabius
O ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius

Para isso, a França identifica três condições “indispensáveis”: uma “limitação duradoura” das capacidades nucleares iranianas; o acesso internacional a todas as instalações iranianas, incluindo as militares; e o retorno automático das sanções internacionais contra o Irã, em caso de violação do acordo. Estas exigências “ainda não foram aceitas por todos” os negociadores, mas constituem “uma base indispensável para um acordo”, na opinião da França, que considera que “respeita a soberania do Irã”.

Irã de um lado, Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha do outro, tentam chegar a um acordo neste domingo ou segunda-feira, já que o prazo para um decisão é terça-feira. A alta representante da União Europeia, Federica Mogherini, que coordena o grupo internacional, chegará a Viena neste domingo.

Os principais pontos de discórdia são o regime de inspeções a que o Irã deve se submeter e as modalidades de levantamento das sanções internacionais, que Teerã exige suspensão imediata após o cumprimento do acordo.


Putin e Obama discutem Ucrânia, Irã e Síria em conversa telefônica

O presidente russo, Vladimir Putin, e o seu homólogo dos EUA, Barack Obama, realizaram uma conversa telefônica ontem à noite discutindo a implementação dos acordos de paz de Minsk sobre a Ucrânia, as medidas contra o grupo Estado Islâmico, a atual situação na Síria e as negociações nucleares do Irã.


Sputnik

De acordo com o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, os presidentes abordaram uma série de questões na sua conversa, iniciada pelo presidente russo.


Barack Obama escuta Vladimir Putin
Vladimir Putin e Barak Obama © AFP 2015

Os dois mandatários discutiram a crise ucraniana, em particular, a implementação dos acordos de Minsk. Neste contexto, os presidentes concordaram que, num futuro próximo, a secretária adjunta de Estado dos EUA Victoria Nuland e o vice-chanceler russo Grigory Karasin se reunirão para discutir a implementação destes acordos.

Os acordos de Minsk foram alcançados em fevereiro, após conversações entre os líderes da Rússia, Alemanha, França e Ucrânia na capital bielorrussa. O acordo foi assinado pelos membros do Grupo de Contacto sobre a Ucrânia, composto por representantes de Kiev, autoproclamadas Repúblicas Populares de Donetsk (RPD) e Lugansk (RPL), Rússia e Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

O acordo de paz prevê um cessar-fogo entre a as milícias da RPD e RPL e as forças de Kiev que começaram ima operação militar contra o sudeste da Ucrânia em abril de 2014 em resposta à recusa dos habitantes locais a reconhecer o governo golpista.

Este acordo também prevê a retirada das armas pesadas da linha do conflito e a a descentralização do poder na Ucrânia.

A OSCE, que é encarregada de monitorar a situação na Ucrânia, tem relatado violações do cessar-fogo em regiões do sudeste do país, apesar da trégua.

Obama: Rússia deve cumprir acordos de Minsk

Washington pediu Moscou a cumprir os acordos de Minsk durante a conversa, disse a Casa Branca em um comunicado.

Por sua vez, Barack Obama insistiu novamente em que Moscou deve "respeitar os seus compromissos" no âmbito dos acordos de Minsk para solucionar o conflito na Ucrânia, o que se traduz, em particular, na retirada por parte da Rússia "da totalidade das tropas e do equipamento militar russo estacionado em território ucraniano".

Os EUA e a União Europeia acusam os russos de fomentar a crise na região. Moscou, que enfrenta sanções econômicas por causa disso, nega as acusações. No começo desta semana, a OTAN anunciou que pretende aumentar a presença militar no leste da Europa.

Os líderes falam sobre ameaça terrorista e do Estado Islamico

De acordo com o porta-voz do Kremlin Dmitry Peskov, Putin e Obama também levantaram a questão do terrorismo durante a conversa, incluindo a ameaça da organização extremista Estado Islâmico na Síria.

Os dois chefes de Estado debateram também a "situação cada vez mais perigosa na Síria" e abordaram "a necessidade" de deter o grupo ultrarradical Estado Islâmico (EI), que controla grandes parcelas de território no Iraque e na Síria.

A Rússia é um dos principais aliados internacionais do presidente sírio, Bashar Assad, que enfrenta quatro anos de guerra civil no país. Nos últimos meses, Damasco veio perdendo controle de várias áreas devido a ações dos extremistas do EI.

De acordo com Peskov, Putin e Obama concordaram que o secretário de Estado dos EUA John Kerry e o Ministro do Exterior russo Sergei Lavrov iriam realizar um encontro para discutir questões relacionadas com o terrorismo no futuro próximo.

Questão nuclear do Irã em curso: negociações continuam

Os líderes também abordaram o tema das negociações em curso entre o P5+1 e o Irã que estão sendo realizadas com o objetivo de garantir o caráter pacífico das atividades nucleares de Teerã, Peskov acrescentou Peskov.

A Casa Branca disse em um comunicado que Obama e Putin salientaram a importância da unidade entre mediadores do "sexteto", que incluem a Rússia, China, França, Reino Unido, Estados Unidos e Alemanha.

O Irã e o grupo 5+1 ("sexteto") entram no próximo fim de semana, em Viena, e sem garantia de êxito, na reta final de uma maratona de negociações para fechar o espinhoso dossiê nuclear iraniano antes do prazo de 30 de junho.


‘Amigos’ ocidentais de Poroshenko não irão ajudar Ucrânia, diz especialista sueco

Em vez de ajudar a Ucrânia, os países ocidentais preferem punir a Rússia com sanções e acusar Vladimir Putin. É um “jogo extremamente cínico”, opina especialista sueco


Sputnik

O Ocidente irá primeiro deixar a Ucrânia fracassar de que irá negociar com a Rússia, escreve especialista em Rússia e Europa do Leste professor Stefan Hedlund no jornal sueco Aftonbladet. 


O presidente da Ucrânia, Piotr Poroshenko (C) cumprimenta a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, François Hollande durante encontro em Kiev
Angela Merkel, Piotr Poroshenko e François Hollande © REUTERS/ Mikhail Palinchak

Segundo o especialista, fica cada vez mais óbvio que os “amigos” ocidentais de Poroshenko não pretendem proporcionar nenhuma ajuda significante à Ucrânia. Em vez disso, os países do Ocidente concentraram-se na punição da Rússia por meio de sanções e acusações em relação ao presidente russo Vladimir Putin, opina o especialista. Isto não traz benefícios à Ucrânia.

O professor lembra que o PIB da Ucrânia no primeiro trimestre de 2015 desceu por 17,6 por cento comparado com o ano passado, volume de produção industrial em maio 2015 foi 20 por cento inferior do nível de maio 2014, e o nível de inflação constitui 60 por cento. O país é de fato bancarrota, o risco de uma nova rebelião cresce, opina o especialista.

O Ocidente respondeu à este desenvolvimento da situação com o fortalecimento das sanções antirrussas. Segundo o ponto de vista de Hedlund, é um “jogo extremamente cínico” que resultara numa “sentença histórica” muito severa.

No desenvolvimento dos acontecimentos no futuro dois fatores irão ter um papel decisivo, continua o autor do artigo. Um deles consiste em que as hostilidades em Donbass devem ser paradas. O segundo fator consiste em necessidade de negociar com os credor a possibilidade de suavização do passo da dívida.

Ambos os fatores são fortemente ligados um com o outro – em particularidade, a consequência mais grave do conflito militar em Donbass é uma indefinição completa no que se toca ao futuro da Ucrânia. Enquanto isso, a ameaça constante de escalação do conflito espanta investidores o que prejudica a economia ucraniana.

Hedlund lembra as negociações de Kiev com os credores – se eles falharem, o que segundo ele é muito provável, o Fundo monetário Internacional irá se encontrar numa situação muito difícil e provavelmente terá de adiar a proporção de novos créditos prometidos.

O especialista sueco opina que ambos os fatores são estritamente ligados à Rússia. Ao mesmo tempo, ele opina que a Rússia podia mostrar mais flexibilidade com a Ucrânia, mas permanece a questão se a Rússia deve ser tão serviçal nas relações com a Ucrânia, escreve o professor.

Kiev está realizando, desde meados de abril, uma operação militar para esmagar os independentistas no leste da Ucrânia, que não reconhecem a legitimidade das novas autoridades ucranianas, chegadas ao poder em resultado do golpe de Estado ocorrido em fevereiro de 2014 em Kiev. Segundo os últimos dados da ONU, mais de seis mil civis já foram vítimas deste conflito.

Desde 9 de janeiro, a intensidade dos bombardeios na região aumentou, bem como o número de vítimas do conflito. Isto fez regressar ambas as partes às negociações. O novo acordo de paz, firmado em Minsk entre os líderes da Rússia, da Ucrânia, da França e da Alemanha inclui um cessar-fogo global no leste da Ucrânia, retirada das armas pesadas da linha de contato entre os dois lados, assim como uma reforma constitucional com a entrada em vigor até o final do ano de 2015 de uma nova Constituição, com a descentralização como elemento-chave.


EUA ameaçam a Rússia ao colocar sistema da defesa aérea no mar Negro

Os Estados Unidos não planejam instalar permanente sistema de defesa aérea no mar Negro, mas, se for necessário, poderão fazer isso.


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“Os Estados Unidos não planejam instalar permanente os sistemas de defesa aérea Aegis no mar Negro. Nós seguimos a Convenção de Montreux, que proíbe a implantação de forma permanente. Mas se houver qualquer circunstâncias imprevistas, temos a oportunidade de enviar pra lá os navios, equipados com o sistema de defesa aérea Aegis”, disse o secretário de Estado adjunto para Controle de armas, verificação e cumprimento, Frank Rose.





“Podemos enviá-los lá para proteger nossos aliados contra a ameaça de mísseis balísticos. E como vocês sabem, houve vários casos quando enviamos os navios para o mar Negro, mas para outras missões”, acrescentou ele, relata RIA Novosti.

Mais cedo, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Ashton Carter, confirmou a intenção americana de posicionar 250 tanques em sete países do Leste Europeu e dos Bálcãs.

Em resposta ao posicionamento de armas do Estados Unidos no Leste Europeu a Rússia pode fortalecer sua presença militar no enclave báltico de Kaliningrado, afirmou um parlamentar russo.

Segundo comunicou reiteradas vezes o Ministério da Defesa da Rússia, durante o último ano e meio a intensidade da preparação militar das tropas da OTAN junto às fronteiras da Rússia aumentou consideravelmente após acusações de interferência russa na crise ucraniana. Moscou negou as alegações e agora enfatiza que a expansão militar em direção às fronteiras russas prejudicam a segurança regional e aumenta as tensões.


Pequim usa o Mar do Sul da China para alocar sua frota submarina

Segundo especialista australiano, um dos objetivos da intensificação das atividades de Pequim no Mar do Sul da China é alocar a frota nuclear submarina em suas águas.


Sputnik

Durante meses seguidos, China tem intensificado suas atividades no Mar do Sul da China, irritando os EUA e aumentando as tensões entre os dois países e na região como um todo. Especialistas ao redor do mundo têm especulado se Pequim, além da construção das ilhas artificiais e de infraestrutura militar, teria também intenções veladas em seus projetos.


submarino chinês
© flickr.com/ US Navy Page

Segundo artigo do jornal australiano Sydney Morning Herald, de 23 de junho, a resposta para essa pergunta seria a frota submarina do país asiático. Pequim estaria tentando ocultar a alocação de sua frota submarina no Mar do Sul da China.

Segundo o autor do artigo, China possui uma frota bastante potente, comparável a de outras potências. O país possuiu um número considerável de submarinos nucleares equipados com mísseis balísticos. China estaria buscando desenvolver e aumentar o poderio da sua frota submarina e o Mar do Sul da China seria uma das melhores opções para sua disposição.

“O Mar do Sul da China é uma das melhores localidades para ocultar os submarinos nucleares chineses”, disse em entrevista à Sydney Morning Herald o especialista em assuntos de segurança, doutor da Universidade da Nova Gales do Sul, Carl Thayer.

“A profundidade do mar é de alguns mil metros, com cordilheiras de montanhas submersas, o que é ideal para esconder os submarinos”, disse o acadêmico.

Segundo Thayer, Pequim considera o Mar do Sul da China como um ativo estratégico de grande valor, pois serviria como linha de defesa para o sul do país. A frota chinesa, segundo ele, teria criado um sistema de túneis submersos, para entrada e saída dos submarinos equipados com mísseis balísticos.

Até 2014, China construiu 56 submarinos, 5 dos quais são nucleares. Pelo menos 3 deles estão equipados com mísseis balísticos. Segundo Pentágono no final de 2014, Pequim planeja construir mais 5.

Segundo Sydney Morning Herald, nas últimas décadas, com base em tecnologias russas e norte-americanas, China desenvolveu diversos programas de contenção nuclear, inclusive a frota submarina.

O míssil balístico JI2, instalado nos submarinos chineses, não tem autonomia para chegar até os Estados Unidos a partir do Mar do Sul da China, mas Pequim está trabalhando para aumentar o seu alcance. Por isso, segundo especialistas militares, o país pretende usar o Mar do Sul da China como uma fortaleza para a sua frota.

Os submarinos chineses são considerados de fácil detecção, por isso não seria fácil alcançarem a parte ocidental do Pacífico. No entanto, aumentando o alcance dos mísseis, a frota chinesa não precisará mais navegar até a costa dos EUA.

Washington tem demonstrado preocupação com a instalação unilateral por Pequim do sistema de indentificação antiaérea no Mar do Sul da China (sistema ADIZ). Isso impedirá voos de aeronaves estrangeiras na região e a detecção de submarinos chineses.

Em maio de 2015, uma aeronave norte-americana P-8A Poseidon, com jornalistas da CNN a bordo, estava sobrevoando áreas de construção das ilhas artificiais chinesas, quando recebeu aviso de interceptação e foi obrigada a deixar a região pela força aérea chinesa. Este foi o primeiro incidente do gênero. Segundo Carl Thayer e outros analistas, Pequim dará prosseguimento às suas atividades de construção de ilhas artificias no Mar do Sul da China.



Palestina entrega ao tribunal evidências de crimes de Israel na guerra em Gaza

A Palestina entregou ao Tribunal Penal Internacional (TPI) em Haia, o primeiro pacote de documentos que podem criar a base jurídica para o julgamento de autoridades israelenses por crimes de guerra, informa a agência France-Presse.


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“O Estado palestino se obrigou cooperar com o TPI, transferindo as informações, e hoje cumpriu sua obrigação”, disse o ministro das Relações Exteriores da Palestina, Riyad al-Maliki, deixando o prédio do tribunal em Haia.


O ministro das Relações Exteriores da Palestina, Riyad al-Maliki, em Haia
O ministro das Relações Exteriores da Palestina, Riyad al-Maliki, em Haia © AFP 2015/ ROBIN VAN LONKHUIJSEN

Segundo ele, as informações entregadas podem ser suficientes para a abertura imediata de uma investigação. Elas consistem de dois arquivos: um deles descreve os crimes de guerra, supostamente cometidos por Israel durante o conflito no verão de 2014, quando morreram mais de dois mil palestinos e pelo menos 70 civis israelenses. O segundo arquivo contém informações sobre a "ocupação israelense da Cisjordânia e Jerusalém Oriental" e os prisioneiros palestinos.

“Alcançar a justiça é absolutamente necessário para as vítimas palestinas, mortas e vivas. Palestina tinha escolhido um caminho de busca da justiça, não vingança, por isso estamos aqui hoje”, acrescentou al-Maliki.

Em janeiro o procurador do TPI, Fatou Bensouda, anunciouo inicio do "estudo preliminar da situação na Palestina" e possíveis crimes, cometidos no ano passado na Faixa de Gaza ações e na Cisjordânia.

Os documentos apresentados por palestinos na quinta-feira não foram divulgados, mas o diplomata Ammar Hijazi discutiu o conteúdo com os repórteres. Hijazi disse que os documentos revelam o processo de colonização ilegal de Israel na Cisjordânia, relata The Washington Post.

Israel argumenta que a Cisjordânia não está ocupada, mas é um território em disputa e que seus assentamentos são legais. Por sua vez, a administração de Barack Obama descreve os assentamentos como ilegais e não úteis para o processo de paz entre os israelenses e palestinos.

Anteriormente foi publicado o relatório encomendado pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU que encontrou evidências de que ambos os lados do conflito puderam cometer os crimes em combates do ano passado.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e os ministros do governo negaram veementemente que Israel violou o direito internacional na guerra de Gaza. Ele chamou o relatório de "falho e tendencioso" e pediu ao mundo ignorá-lo.

Israel lançou neste mês o seu próprio relatório que descreve os militares israelenses como cautelosos e morais. Ele culpou o Hamas pelas mortes de civis, porque o grupo usou "escudos humanos" e instalou as armas perto de hospitais, mesquitas, escolas e igrejas.


Novo robô russo vai enganar submarinos

O veículo robótico subaquático Glider-T foi apresentado no fórum militar internacional Army 2015 e impressionou por sua tecnologia de última geração.


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O novo robô subaquático, com aparência de torpedo, pode navegar sem o sistema de navegação Glonass. O Glider-T pode operar de forma autônoma por até 180 dias e encontrar sua rota sem intervenção humana. 


Glider-T
Glider-T © Foto: ROSTEC

O robô conseguirá determinar o tipo de navio localizado em suas proximidades apenas pelos sons emitidos pela embarcação. O Glider-T também conseguirá obstruir sonares inimigos, enganando outros submarinos e torpedos.

Desenvolvedores do robô subaquático alegam que ele será capaz de executar missões de patrulha e coletar amostras de água para determinar seu nível de contaminação. Também será possível usar o robô para fotografar vários objetos marinhos.

O veículo robótico conseguirá, inclusive, transmitir informações para computadores via modem GSM, ondas de rádio ou via satélite.


Máquina do Inferno surpreende aficionados em armamentos

O Fórum Internacional Técnico-Militar Army-2015, que aconteceu recentemente na região de Moscou, continua a surpreender os aficionados em armamentos como muitas as armas que foram reveladas ao público: uma delas é o novo veículo multiuso de colocação de minas da Rússia UMZ-K, apelidado de Máquina do Inferno.


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O automotor foi projetado para instalar minas terrestres antipessoas, antiparaquedistas e antitanques. O UMZ-K difere de seu antecessor, o UMZ, em primeiro lugar, por seu chassi. O anterior era montado sobre um caminhão ZIL-131B. O novo sistema é baseado em um KamAZ-63501.


UMZ-K
UMZ-K © otvaga2004

Este caminhão utilitário pesado é membro da família Mustang e um dos maiores da linha KamAZ. De design inteiramente convencional, trata-se de uma versão renovada do anterior com um aumento da capacidade de carga útil de 15 mil kg.

Na plataforma do caminhão, ficam seis lançadores múltiplos de carga rotativos com mecanismos de elevação fixos. Em batalha, este equipamento é apontado para cima. O ângulo de inclinação chega a 50 graus, enquanto a sua cobertura horizontal é de 90 graus. A carga é de 180 minas.

Os campos minados que a Máquina do Inferno cria tem 15 metros de profundidade e cobrem uma extensão de 240 metros. Sua velocidade de colocação de minas é de até 40 km/h. A tripulação operacional consiste de duas pessoas.



26 junho 2015

Chefe do Pentágono se prepara para confrontação prolongada com a Rússia

Em vez de construir pontes e ter em conta a posição da Rússia, os EUA e a Aliança do Atlântico Norte escolheram preparar-se para um confronto prolongado com Moscou.


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Este confronto pode durar por muitos anos, de acordo com o chefe do Pentágono. Ashton Carter defende os jogos de guerra dos EUA e da OTAN, a presença militar nas fronteiras com a Rússia e uma retórica cada vez mais beligerante.


Pentágono
Pentágono © flickr.com/ Michael Baird

"As adaptações de que eu estava falando são especificamente na expectativa de que a Rússia pode não mudar sob Vladimir Putin, ou mesmo depois dele. Eu chamo a isso de uma abordagem forte mas equilibrada em relação a Moscou ", disse o secretário de Defesa dos Estados Unidos aos jornalistas, durante o voo para a Europa.

O chefe do Pentágono também observou que ele não tem a certeza se Putin irá mudar sua política, referindo-se a esta como "retrógrada".

"Os Estados Unidos, pelo menos, continuam mantendo a perspectiva de que a Rússia, talvez não sob Vladimir Putin, mas talvez algum dia no futuro, irá retornar para uma linha avançada e flexível, ao invés de uma linha retrógrada", afirmou Carter.

Os países ocidentais acusam a Rússia de interferir nos assuntos da Ucrânia e de representar uma ameaça para os seus vizinhos europeus. Moscou sempre negou estas alegações infundadas, ressaltando que o Ocidente colocou a segurança e a estabilidade europeia em risco muito antes de a guerra civil ter eclodido na Ucrânia.

No entanto, os Estados Unidos e a OTAN aproveitaram a oportunidade para acumular forças e equipamentos militares nas fronteiras com a Rússia, causando tensões consideráveis entre Moscou e o Ocidente.

A aliança liderada pelos EUA também intensificou seus jogos de guerra (pelo menos quatro grandes exercícios militares foram agendadas para junho) e criou uma elevada prontidão da Força Tarefa Conjunta (VJTF). Com o objetivo de enfrentar os desafios à segurança, esta força parece ser um desafio de segurança em si mesma.

Durante o Fórum Econômico Internacional em São Petersburgo, Vladimir Putin reagiu à situação lembrando que os EUA saíram do Tratado ABM (Tratado de Mísseis Antibalísticos) empurrando assim a Rússia para nova corrida armamentista.

"As decisões globais, como a saída dos Estados Unidos do Tratado de Mísseis Antibalísticos, vão empurrar a Rússia para uma nova rodada da corrida armamentista", disse o presidente russo Vladimir Putin.

O objetivo do Tratado ABM entre os EUA e a Rússia foi o de evitar um desequilíbrio estratégico. No entanto, Washington saiu desse tratado em 2001.

"Não são os conflitos militares que levam à Guerra Fria, mas decisões globais como a saída unilateral dos EUA do Tratado ABM. Isso realmente é um passo que nos empurra em uma nova rodada da corrida armamentista, o que muda os princípios do sistema de segurança global", frisou o presidente russo.

Apesar disso, os Estados Unidos estão planejando fornecer armamento pesado para a Europa Oriental e os países bálticos e até instalar mísseis nucleares na Europa sob o pretexto infundado que a Rússia violou o Tratado INF testando um míssil balístico lançado do solo com um alcance entre 500 e 5.500 km.


Os EUA se dizem surpreendidos pela política da Rússia em relação à Ucrânia

A política da Rússia em relação à Ucrânia foi uma surpresa para os EUA, disse o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Ashton Carter.


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"Nós não queremos estes novos desafios, porque nos últimos 15 anos temos estado muito ocupados. Nós tivemos o Iraque e o Afeganistão, nós tivemos um monte de coisas para fazer. Mas, de repente, surgiu este comportamento da Rússia", disse o chefe do Pentágono dirigindo-se às tropas dos EUA na Estônia e aos soldados que participaram nos exercícios BALTOPS, da OTAN, no mar Báltico.


O secretário da Defesa dos EUA, Ashton Carter
Ashton Carter © AP Photo/ Martin Meissner

Ele também anunciou que os EUA enviarão armas pesadas, incluindo tanques e veículos blindados, para seis países da Europa Central e do Leste Europeu: Bulgária, Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia e Romênia. O anúncio foi feito em Tallinn, capital da Estônia, por Ashton Carter, ao lado de ministros da Defesa da Estônia, da Letônia e da Lituânia. "Não procuramos uma guerra fria e muito menos quente com a Rússia, mas vamos defender nossos aliados", disse Carter.

Segundo Carter, o material bélico vai circular na região e será usado para treinamento e exercícios militares. "Os equipamentos não são estáticos. A finalidade é permitir uma melhor formação e maior mobilidade às forças na Europa", disse Carter. A embaixada dos EUA em Varsóvia afirmou que o deslocamento é temporário.

Tudo isso é feito sob o pretexto da intervenção russa no conflito ucraniano. No entanto, o anúncio de que os EUA vão instalar armas pesadas nos países bálticos é visto por muitos como um passo altamente provocativo em relação à Rússia. Vale lembrar o fato de que a Rússia nunca foi a iniciadora do agravamento das relações bilaterais. As autoridades russas reiteram que não é a Rússia quem se aproxima das fronteiras da OTAN, mas é a aliança que está se aproximando das fronteiras da Federação da Rússia. Estados Unidos esqueceram a sua promessa de que a OTAN não iria expandir para o Leste.

Todos esses passos, como a acumulação de forças da OTAN na Europa Oriental, e planos dos EUA sobre o envio de armas não letais para a Ucrânia, são criticados na Rússia. O porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, disse que as medidas "certamente não contribuem nem para o reforço de confiança, nem para a redução das tensões no conflito". Eis a opinião do próprio Vladimir Putin: "A crise ucraniana não surgiu pela culpa da Rússia. Foi o resultado de tentativas dos EUA e seus aliados ocidentais impor a sua vontade em todos os lugares do mundo".

As autoridades da Rússia têm afirmado repetidamente que o país não tem nada a ver com o conflito ucraniano, que teve lugar em Donbass. O presidente russo, Vladimir Putin tem dito repetidamente que ele apoia a solução pacífica da situação no sudeste da Ucrânia, observando que a UE e os Estados Unidos têm uma influência sobre Kiev, mas ignoram as ações das novas autoridades ucranianas.


Putin: OTAN é que se aproxima da Rússia, não o contrário

São as forças da OTAN que se aproximam das fronteiras da Rússia, e não o contrário. Por isso, o Kremlin se verá obrigado a orientar suas forças militares contra as regiões que são foco de ameaça, declarou o presidente da Rússia, Vladimir Putin.


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"Se alguém representa ameaça a alguma parte de nosso território, nós respetivamente teremos que orientar as nossas Forças Armadas, nossos meios modernos de ataque contra as regiões que são foco de ameaça", disse Putin, antes de adicionar: "E de que outra forma poderia ser? É a OTAN que vem se aproximando de nossas fronteiras, e não nós que avançamos." Estas declarações foram feitas em uma entrevista coletiva ao fim de sua reunião com o presidente finlandês, Sauli Niinisto, que está de visita a Moscou.


Exercícios da OTAN na Lituânia
Exercício da OTAN na Lituânia © AP Photo/ Mindaugas Kulbis

A Rússia já expressou repetidas vezes sua preocupação pelo fortalecimento da presença militar da OTAN perto de suas fronteiras.

Nesta terça-feira, na Estônia, foi inaugurado um centro de comando da OTAN que entrará em funcionamento em junho do próximo ano. Nele estarão soldados de EUA, Holanda, Canadá, Noruega, Polônia, França, Alemanha, Grã-Bretanha e Hungria.

Em março, a Estônia abrigou tanques e equipamentos militares americanos em seu território para a realização de manobras militares. Em fevereiro, os ministros da Defesa dos países da OTAN decidiram estabelecer seis unidades de comando na Estônia, Bulgária, Letônia, Lituânia, Polônia e Romênia. O objetivo é assegurar que as forças da Aliança possam "atuar de forma unificada desde o início" no caso de uma crise.

Anteriormente, na terça-feira, o vice-ministro da Defesa da Rússia Anatoly Antonov manifestou que a OTAN está arrastando a Rússia para uma nova corrida armamentista.



OTAN decide aumentar para 40 mil soldados a sua força de reação rápida

Os ministros da Defesa da OTAN decidiram ampliar o efetivo de suas forças de reação rápida, que passarão a contar com 40 mil soldados, informou nesta quarta-feira o secretário geral da Aliança, Jens Stoltenberg.


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"Decidimos reforçar a potência e a capacidade da força de reação da OTAN, incluindo os componente aéreo, marinho e as forças especiais. No total, elas estarão formadas por 40 mil soldados efetivos", disse Stoltenberg. O secretário afirmou ainda que trata-se de um grande aumento em comparação com os 13 mil militares que integravam as forças da OTAN anteriormente.


Soldados estadounidenses en Lituania
Soldados dos EUA na Lituânia © AP Photo/ Mindaugas Kulbis

Durante o encontro de fevereiro deste ano, a Aliança anunciou que o contingente de 13 mil soldados seria ampliado para 30 mil.

O líder da OTAN assegurou que sua organização "estuda detalhadamente a atividade nuclear da Rússia, inclusive seu discurso" a respeito, já que "os problemas nucleares são muito sérios."

"A atividade nuclear, os investimentos da Rússia em novas possibilidades nucleares, assim como as manobras atômicas que Moscou pratica nessa esfera, são parte de um panorama mais amplo, no qual a Rússia se comporta de maneira agressiva", ressaltou Stoltenberg.

Segundo o secretário geral da Aliança, a OTAN "já está respondendo de maneira cuidadosa e responsável à conduta da Rússia."

Stoltenberg afirmou ainda que o "conceito estratégico" de sua organização não sofreu mudanças no momento em relação à Rússia. Ele ressaltou que a OTAN não busca "um confronto" nem pretende fomentar "uma nova corrida armamentista." "Não discutimos hoje, mas podemos voltar a essa questão caso seja necessário", disse o secretário.

Os ministros da Defesa também aprovaram a criação de novos Estados Maiores "pequenos", de cerca de 40 oficiais, em Bulgária, Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia e Romênia. Também houve um acordo para desenvolver a capacidade de defesa da Moldávia.


Rússia reforça fronteira ocidental com dez caças polivalentes

A Força Aérea da Rússia posicionará em suas bases no oeste do país uma esquadrilha de caças ultramodernos Su-35 e Su-30SM, segundo informou o porta-voz do Distrito Militar do Oeste (DMO), Oleg Kochetkov.


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"Ao todo, as bases aéreas do DMO receberão este ano mais de dez caças polivalentes Su-35 e Su-30SM como parte do programa de rearmamento de 2015", ressaltou Kochetkov.


Caza Su-35
© Sputnik/ Vladimir Astapkovich

Atualmente, os pilotos e os funcionários auxiliares estão finalizando o ciclo de capacitação.

O programa de rearmamento é um plano ambicioso do governo russo para renovar em até 70% o arsenal nacional. O plano é acompanhado por amplos exercícios militares e inspeções-surpresa em todo o país.


'Pânico' europeu diante da Rússia faz EUA posicionarem armas, dizem especialistas

Os planos dos Estados Unidos de posicionar equipamento bélico na Europa são “um truque” para tranquilizar os aliados da OTAN diante da suposta ameaça russa, avaliam vários especialistas entrevistados pela Sputnik nesta terça-feira.


Sputnik

O chefe do Pentágono, Ashton Carter, afirmou nesta terça-feira que os EUA posicionarão 250 tanques e outros veículos blindados em sete países europeus.


Vehículos blindados estadounidenses en Georgia
© AP Photo/ Shakh Aivazov

“As 250 unidades são muito pouco para uma brigada. É um modo de tranquilizar os membros da OTAN do Leste Europeu, que estão muito preocupados com a suposta ameaça russa”, analisou Vladimir Batiuk, do Centro de Estudos Políticos e Militares da Academia de Ciências da Rússia.

Segundo Batiuk, a Rússia certamente responderá à iniciativa dos EUA. “Podem ser várias respostas, como o posicionamento de novos mísseis da classe Iskander nas regiões ocidentais da Rússia.”

Dmitry Polikanov, vice-presidente do Centro de Estudos de Segurança Internacional PIR, classificou a decisão de Washington como insignificante.

“É uma insignificância, 250 tanques no Leste Europeu não mudam o cenário, sobretudo levando em consideração que as guerras de hoje não são feitas com tanques”, afirmou.

Polikanov indicou que a iniciativa dos EUA serve para acalmar os vizinhos europeus da Rússia “que estão em pânico por acreditarem que serão as próximas vítimas da ‘agressão’” depois da Ucrânia.

Yevgeny Buzhinski, do Centro PIR, indicou que Moscou e Washington têm diferenças no que diz respeito a se esses planos americanos violam a Ata de Fundação OTAN-Rússia.

“Sempre tivemos diferenças sobre quais forças militares se consideram significativas. Eles dizem que uma brigada não é significativa. Nós dizemos que sim”, disse.

Anteriormente, o embaixador americano na OTAN, Douglas Lute, defendeu a medida ao afirmar que ela tem como meta aumentar a eficácia de exercícios militares e não viola a Ata de Fundação OTAN-Rússia, assim como outros documentos internacionais.



Rússia pode fortalecer presença militar em Kaliningrado

De acordo com um parlamentar russo, o país pode reforçar sua presença no enclave báltico de Kaliningrado em resposta ao posicionamento de armas americanas na Europa.


Sputnik

A Rússia pode fortalecer sua presença militar no enclave báltico de Kaliningrado em resposta ao posicionamento de armas do Estados Unidos no Leste Europeu, afirmou um parlamentar russo nesta terça-feira.


Flying Su-27 fighters in the Kaliningrad region
© Sputnik/ Igor Zarembo

Mais cedo, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Ashton Carter, confirmou a intenção americana de posicionar 250 tanques em sete países do Leste Europeu e dos Bálcãs.

“Isto será primeiramente refletido no princípio do aquartelamento territorial de nossas tropas no território de nosso país, inclusive, acredito, a região de Kaliningrado”, disse o vice-líder do Comitê de Defesa do parlamento russo, Sergey Zhigarev, à rádio russa Govorit Moskva.

A OTAN aumentou sua presença militar ao longo das fronteiras com a Rússia após acusações de interferência russa na crise ucraniana. Moscou seguidamente negou as alegações e enfatiza que a expansão militar em direção às fronteiras russas prejudicam a segurança regional e aumenta as tensões.


24 junho 2015

França convoca embaixatriz dos EUA após revelações de espionagem

Jane Hartley foi chamada de volta pelo chanceler francês Laurent Fabius.
WikiLeaks revelou que EUA espionaram os últimos 3 presidentes franceses.


France Presse

A embaixatriz dos Estados Unidos na França, Jane Hartley, foi convocada nesta quarta-feira (24) pelo chanceler francês Laurent Fabius, após a revelação de que o governo americano espionou os três últimos presidentes franceses, informaram fontes diplomáticas.



A medida foi adotada após uma reunião do Conselho de Defesa nesta quarta, com a presença do presidente François Hollande e de seus principais ministros nas áreas militar e de inteligência.

"A França não tolerará nenhum ato que questione sua segurança", afirmou presidência ao fim da reunião de emergência.

"Os compromissos assumidos pelas autoridades americanas, que se comprometeram no fim de 2013 a não espionar mais os aliados, devem ser recordados e estritamente respeitados", destaca um comunicado da presidência, que condena "atos inaceitáveis".

O Conselho de Defesa foi convocado na terça-feira à noite por Hollande, depois que a imprensa francesa revelou que o governo dos Estados Unidos espionou as conversas de Hollande e de seus antecessores, Nicolas Sarkozy e Jacques Chirac.

A reunião contou com as presenças de Hollande, do primeiro-ministro Manuel Valls, vários ministros e os comandantes militares e da área de inteligência.

A espionagem americana dos últimos três presidentes da França, revelada pelo jornal Liberation e pelo site de notícias Mediapart com base em informações do WikiLeaks, foi condenada por todos os partidos, ligados ao governo ou de oposição.

A Casa Branca afirmou que não espiona as comunicações de Hollande.


Sem dinheiro, Marinha interrompe construção de navio hidroceanográfico no Ceará

Poder Naval

Por falta de recursos orçamentários, a Diretoria de Engenharia Naval (DEN) da Marinha suspendeu, nesta quinta-feira (18.06), por 30 dias, o contrato celebrado com o estaleiro INACE (Indústria Naval do Ceará), para a construção de um navio hidroceanográfico fluvial (NHoFlu).

Caso haja recursos, é possível que a DEN autorize a retomada da construção no próximo mês. Do contrário, o órgão emitirá um novo “Aviso de Suspensão”.

A construção do barco deve durar 18 meses. Ela está inserida no Projeto de Cartografia da Amazônia, realizado pela Força Naval em parceria com o Exército Brasileiro, a Força Aérea Brasileira e o Serviço Geológico do Brasil, sob a coordenação do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM) – órgão subordinado ao Ministério da Defesa e incumbido de repassar os recursos financeiros indispensáveis à fabricação das embarcações que servirão ao Projeto.

Coube à Marinha do Brasil (MB), por meio da Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN), coordenar o Subprojeto de Cartografia Náutica, de modo a apresentar, como produto final dos trabalhos, cartas náuticas da Bacia Amazônica atualizadas na escala de 1:100.000.

Projetado para operar em um raio de ação de 3.000 milhas náuticas, com uma autonomia de 25 dias, o navio que está sendo fabricado pelo INACE será dotado de modernos sensores científicos, como ecobatímetros, perfiladores acústicos de correntes, sensores inerciais, medidor de velocidade do som e sistema de aquisição de dados de hidroceanografia.

Missões 


O navio em construção será empregado na coleta de dados hidroceanográficos e em atividades inerentes à segurança da navegação. Adicionalmente poderá ser empregado em outras missões tipicamente militares: 

(1) na formação e adestramento de pessoal, 

(2) nas ações de presença em função de necessidades da política externa brasileira, 

(3) na coleta de dados ambientais em apoio ao planejamento e à execução de operações ribeirinhas e 

(4) em missões de esclarecimento.

A embarcação também poderá realizar, de maneira limitada, a prestação de socorro a embarcações e obtenção de informações operacionais, em apoio aos órgãos governamentais, na Defesa Civil, nas Ações Cívico-Sociais e na preservação do meio ambiente, bem como prover apoio logístico restrito aos Avisos Hidroceanográficos Fluviais (AvHoFlu), durante a realização das chamadas campanhas hidroceanográficas.

A 17 de dezembro de 2014, no cais da Indústria Naval do Ceará, em Fortaleza (CE), ocorreu o Batismo, Mostra de Armamento e Transferência para o Setor Operativo do Navio Hidroceanográfico Fluvial (NHoFlu) “Rio Branco”, de 55 m de comprimento, 9 m de boca moldada e deslocamento (vazio) 560 toneladas. A tripulação é de 7 oficiais e 36 subalternos.

NHoFlu Rio BrancoNavio hidroceanográfico fluvial “Rio Branco”

Com cerca de 70% de conteúdo nacional, o NHoFlu “Rio Branco” teve seu projeto de concepção realizado pelo Centro de Projetos de Navios, tendo sido posteriormente detalhado pelo estaleiro cearense.

Nesse planejamento destacam-se os aprimoramentos introduzidos nas linhas de casco, que possibilitaram a redução do custo de posse do navio, moderno Sistema de Controle e Monitoramento (SCM) e a incorporação tecnológica do sistema de sanitários a vácuo e de uma Unidade de Tratamento de Águas Servidas (UTAS), que incorporam importantes conceitos de sustentabilidade, em atendimento aos Diplomas Ambientais vigentes.

Aviso 

Segue abaixo o aviso de suspensão da construção da unidade ora em fabricação no estaleiro cearense:

DIRETORIA DE ENGENHARIA NAVAL

AVISO DE SUSPENSÃO

Contrato Nº 45000/2012-007/00

Fica suspensa, temporariamente, nos termos do art. 57, § 1º, inciso III 1ª parte e art. 78, inciso XIV, observado o art. 8º, parágrafo único e o art. 26, da Lei nº 8.666/1993, a execução do contrato nº 45000/2012-007/00, entre a Diretoria de Engenharia Naval e a Indústria Naval do Ceará S/A (INACE). Objeto: Construção de um Navio Hidroceanográfico (NHoFlu).

Prazo: 30 dias a partir de 18/06/2015.

MANOEL R. MACHADO FRANÇA

2ª Gerente de Obtenção de Meios Distritais e da DHN