26 abril 2015

Comitiva uruguaia está na China para avaliar condições de aquisição do patrulheiro P-18N

Poder Naval

Uma delegação do Ministério da Defesa e da Marinha do Uruguai está na China desde a terça-feira (21.04), para conhecer as condições em que poderiam ser adquiridos três navios-patrulha oceânicos classe P-18N.


P-18N

A comitiva é chefiada pelo diretor-geral do Ministério, Hernán Planchón, de 38 anos, e integrada ainda por três chefes navais: o contra-almirante Jorge Jaunsolo – chefe de gabinete do comandante-em-chefe da Armada – e os capitães de navio Oscar Dourron e Carlos González, ambos da Diretoria-Geral de Material Naval (DIMAT).

O grupo foi recebido, nesta quarta-feira (22.04), pela direção da China Shipbuilding & Offshore International – fabricante do P-18N – e deve ser convidado a subir a bordo de uma dessas embarcações.

Da China os uruguaios seguirão para a base naval de Muara, no Brunei – país situado na costa norte da Ilha de Bornéu –, onde embarcarão em um OPV da classe Darussalam, fabricado por um consórcio da indústria naval alemã liderado pela empresa Lürssen. Foram os alemães que agendaram essa visita. A Real Marinha do Brunei possui quatro unidades Lürssen OPV 80, todas entregues entre 2011 e 2014.


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KDB Darusallam, da Lürssen

A DIMAT examina quatro modelos de embarcação para o patrulhamento offshore que poderiam atender os requisitos operacionais de sua “Frota de Mar”: o P-18N, o Lürssen OPV 80, o Fässmer OPV 80 e o navio francês da classe L’Adroit, de 1.450 toneladas, fabricado pelo grupo DCNS.

No ano passado militares uruguaios inspecionaram o OPV português classe Viana do Castelo, de 1.750 toneladas, mas essa opção já não figura nos comparativos que estão sendo feitos atualmente.

Exocet 


De acordo com Gabriel Porfilio, correspondente em Montevidéu do site Infodefensa.com, os modelos que concentram as melhores avaliações, até agora, são os alemães.

Os navios da Lürssen e da Fässmer têm o mesmo comprimento (80 m) e requerem praticamente o mesmo número de tripulantes (em torno de 60 oficiais e subalternos), mas o da Lürssen – 103 toneladas mais leve que o seu congênere da Marinha do Brunei – está apto a transportar armamento de poderio consideravelmente superior.

Enquanto os OPVs Fässmer que equipam as esquadras do Chile e da Colômbia possuem apenas um canhão de 40 mm e metralhadoras pesadas, a classe Darussalam foi dotada de uma peça de artilharia de 57mm e de quatro lançadores de mísseis superfície-superfície Exocet MM-40 Block 3.

Esse dado é importante porque os chefes navais uruguaios precisam de uma embarcação que os habilite a continuar participando das manobras Unitas, coordenadas pela Marinha americana, e dos exercícios com as frotas do Brasil, da Argentina e da África do Sul.

As duas fragatas classe João Belo que compunham a Divisão de Escolta da Armada uruguaia – Uruguay e Comandante Pedro Campbell – chegaram ao fim de sua vida útil. A Pedro Campbelljá foi até retirada do serviço ativo.

Os almirantes uruguaios haviam definido que, para atender aos compromissos internacionais, necessitariam de ao menos duas fragatas leves. Mas diante de suas restrições orçamentárias, o mais provável é que, dentro de quatro ou cinco anos, eles compareçam a essas manobras de guerra com os seus novos OPVs.

A grande desvantagem da embarcação projetada pela Lurssen é que, apesar de possuir um bom convés de voo, não dispõe de hangar para seu helicóptero orgânico – o que representa certa limitação à sua capacidade de cumprir missões de reconhecimento e de salvamento em perímetros marítimos afastados da costa.

A delegação uruguaia retorna a Montevidéu no próximo dia 30, e, possivelmente, ainda fará uma visita às instalações da DCNS, na França.

Espanhóis e sul-coreanos se candidatam à modernização do Arsenal de Marinha do Rio

Poder Naval

Os estaleiros Navantia, da Espanha, e Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering Co., Ltd (DSME), da Coreia do Sul, formalizaram, junto à Marinha do Brasil, seu interesse em atuar na modernização do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, uma das prioridades definidas pelo novo comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Eduardo Leal Ferreira.

As propostas nada têm a ver com o Programa de Obtenção de Meios de Superfície (PROSUPER) da Marinha.


Corveta classe Inhaúma e Barroso no AMRJ - google Earth maio 2010
Corvetas das classes Inhaúma e Barroso flagradas pelo Google Earth no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro

Nos últimos três anos a Navantia assinou diferentes contratos de prestação de serviços com a Força Naval brasileira, além de acordos de cooperação com empresas que fornecem navios e equipamentos à corporação.

O último desses instrumentos de parceria foi fechado pelos espanhóis com a direção da companhia fluminense EISA – estaleiro incumbido de fabricar os navios-patrulha costeiros classe Macaé, de 500 toneladas.

Nesse momento, a Navantia é o grupo empresarial europeu mais arrojado no estabelecimento de programas conjuntos com marinhas sul-americanas.

A companhia tem projetos ambiciosos no Brasil, no Peru – em cooperação com a empresa Serviços Industriais da Marinha (SIMA), sediada no porto de Callao – e na Colômbia, em parceria com a Corporação de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento da Indústria Naval Marítima e Fluvial (Cotecmar), da cidade de Cartagena.

DSME


No assunto da modernização do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro seu oponente é, contudo, um verdadeiro peso pesado.

A DSME é a segunda maior empresa de construção naval do mundo e um dos “três grandes” nomes da indústria naval da Coreia do Sul.

Segundo o Poder Naval pôde apurar, somente entre os anos de 2011 e 2014, a Daewoo Shipbuilding faturou cerca de 55,3 bilhões de dólares.

A 20 de dezembro de 2010 a empresa fechou um contrato de 1,07 bilhão de dólares para fabricar três submarinos de ataque leves (1.300 toneladas), em cooperação com a indústria naval alemã, para a Marinha da Indonésia.

Dois anos mais tarde – a 22 de fevereiro de 2012 – a Real Frota Auxiliar do Reino Unido encomendou à DSME o fornecimento de quatro navios-tanque de frota rápidos – serviço de 452 milhões de libras esterlinas (2,036 bilhões de Reais). Esses petroleiros devem começar a ser entregues aos britânicos no ano que vem.

A modernização do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro prevê a recuperação e modernização de diques e diferentes maquinários, além da construção de prédios e o estabelecimento de novas linhas de produção. A última edição da Revista Forças de Defesa, que chegou às bancas três semanas atrás, traz ampla reportagem sobre o assunto.


O futuro da Aviação de Asa Fixa na MB (Parte I/III): a dependência de um porta-aviões capaz de operar

Roberto Lopes
Editor de Opinião da Revista Forças de Defesa

No Brasil, os préstimos da Aviação Embarcada dependem do papel que o navio-aeródromo São Paulo (A12) seja capaz de cumprir.


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Na série de três artigos que tem início com o presente texto, apresentaremos informações inéditas e relevantes relativas (1) à relação entre a aviação de asa fixa da Marinha e o porta-aviões que temos hoje; (2) às perspectivas que se abrem à Esquadra com o desenvolvimento do caça Sea Gripen; e (3) à expectativa que os chefes navais alimentam sobre o futuro da aviação de asa fixa apoiada por uma moderna plataforma de construção nacional.

Antes de mais nada, é preciso lembrar que, nos últimos quatro meses, este articulista tem sido crítico quanto à conveniência de se gastar 400 ou 500 milhões de dólares – ou até mais – na modernização do NAe São Paulo.

Não se trata, obviamente, de questionar a importância de um porta-aviões para uma Esquadra que anseia atuar fora de suas águas jurisdicionais – na costa ocidental da África, no caldeirão ideológico do Mar do Caribe e em outras zonas indicadas pela Organização das Nações Unidas.

Cuidamos de chamar a atenção para o fato de que este é, talvez, o momento menos indicado para se aplicar uma dinheirama em um navio de mais de 50 anos.

Moura Neto 

Nosso cenário não é só o de uma Marinha com navios cansados (como as fragatas classe Niterói) ou parados no tempo do ponto de vista tecnológico (caso dos meios que equipam a Força de Minagem e Varredura e a Flotilha do Amazonas).

Nossa situação é também a de uma instituição naval que precisa se resguardar das investidas da tesoura do Ministério do Planejamento, a fim de preservar programas indispensáveis ao seu crescimento como força armada: o da construção de submarinos convencionais classe “Riachuelo”, e o do desenvolvimento de seu primeiro submarino de propulsão nuclear.

Assim, podemos dizer que, nos meses finais de sua gestão, o então comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Julio Soares de Moura Neto, alçou a preservação do NAe São Paulo ao seleto grupo de prioridades no qual já se encontravam os dois programas de submarinos, o Programa de Obtenção de Meios de Superfície (PROSUPER), o programa de obtenção de quatro corvetas classe “Barroso” Modificada (CV03) e o programa de construção dos Navios-Patrulha de 500 toneladas. Tudo feito com muita discrição (como compete a um planejador militar), sem nenhum alarde.

Cinco fatores contribuíram com o plano de Moura Neto:

A) a decisão do Almirantado de manter em operação ao menos um navio-aeródromo;

B) o cálculo de que será muito mais econômico reformar o São Paulo do que investir na encomenda de um porta-aviões a um estaleiro nacional, operação que não sairia por menos de 3 bilhões de Reais;

C) a impossibilidade de, na próxima década, se investir em um navio-aeródromo novo, tendo a Marinha desafios financeiros enormes, representados pela manutenção do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), pelo investimento na renovação da força de superfície por meio do PROSUPER e pela viabilização do Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAZ);

D) os resultados animadores da inspeção no casco do A12; e, finalmente,

E) a existência de uma perspectiva real de elevação do poderio do grupamento de aeronaves de combate a ser embarcado no São Paulo e nos demais porta-aviões que a Marinha vier a incorporar.

Valores 

Nesse cenário, resta detalhar o cálculo feito pelos chefes navais de que será muito mais econômico reformar o São Paulo do que investir na contratação de um navio do seu tipo novo.

O Poder Naval pôde apurar que, nesse momento, os almirantes diretamente envolvidos no tema estimam que a reforma do NAe São Paulo custe algo muito próximo ao valor que teria que ser desembolsado pela Marinha por um único navio escolta de 6.000 toneladas.

Ocorre que também este importante dado não resolve o problema, porque, no espectro dos escoltas de 6.000 toneladas, existem significativas variações.

Buscamos, então, os valores mais atualizados, cotados por fornecedores de reputação indiscutível, como o estaleiro italiano Fincantieri e o grupo empresarial francês DCNS.

Ano passado, o Fincantieri pediu 670 milhões de Euros (ou 760 milhões de dólares), por cada uma das 11 FREMM (fregata multi missione) solicitadas pelo Estado-Maior da Marinha italiana. Mas esse era apenas o valor de construção, que não computava o custo do desenvolvimento do projeto da embarcação. Incorporando esse trabalho de planejamento, o valor unitário de cada FREMM saltava para 860 milhões de Euros (ou 980 milhões de dólares).

A FREMM francesa de guerra antissubmarina entregue em janeiro de 2014 à Real Marinha do Marrocos ficou bem mais em conta: 470 milhões de Euros (ou 503,7 milhões de dólares). Mas aí é preciso levar em conta dois fatores importantes: I) o navio foi construído em estaleiro francês – sem a necessidade de se capacitar um estaleiro marroquino para a tarefa; e II) com uma importante degradação de armamentos em relação os modelo de FREMM adotado pela Esquadra francesa, como, por exemplo, a ausência dos silos Sylver A70 para o lançamento vertical de mísseis SCALP.

Navantia 

De posse da informação de que a reforma do NAe São Paulo custará aproximadamente o valor de um escolta de 6.000 toneladas, ficou faltando apurar se nesse custo está, ou não, incluído o preço da modernização de um estaleiro brasileiro para produzir a embarcação.

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E isso é importante?

Muito.

Há menos de cinco anos, um representante da BAE Systems visitou vários estaleiros nacionais, e concluiu que eles necessitariam de investimento importante, pelo prazo mínimo de dois anos, para se habilitar à construção de qualquer um dos navios elencados pelo PROSUPER.

Em seu giro pelo país, esse executivo britânico concluiu que a empresa em melhores condições para receber esse programa de melhorias seria o EISA, do Rio de Janeiro – precisamente a companhia que o grupo empresarial espanhol Navantia selecionou, recentemente, para uma parceria (leia o texto Navantia fechou contratos com Grupo Sinergy e estaleiro Eisa para assistência técnica, publicado pelo Poder Naval a 21 de abril). Cá entre nós, não é à toa que o Navantia figura, hoje, como favorito para vencer o PROSUPER.

Docagem 

Na segunda semana de março deste ano, o NAe São Paulo entrou no dique Almirante Régis, do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, para ser submetido a uma minuciosa inspeção de casco.

A ela deve se seguir, dentro de dois ou três meses, o Programa de Modernização de Meio (PMM) que aguarda o São Paulo por um período bastante longo: de meados de 2015 e 2019. Atualmente o navio vem passando pelos chamados Estudos de Exequibilidade, que definirão todos os itens que precisarão ser substituídos ou modernizados a bordo.

A decisão de modernizar o São Paulo está, contudo, mantida.

E por um valor próximo ao de um escolta de 6.000 toneladas – algo que não deve ser inferior a 900 milhões ou 1 bilhão de dólares.

A sorte está lançada.

M7 Aerospace dá início ao processo de modernização dos aviões C-1A Trader para COD/AAR da MB

Poder Naval

Dando prosseguimento ao projeto de modernização das aeronaves COD/AAR, a empresa M7 Aerospace já demonstrou avanços no desenvolvimento da futura aeronave KC-2, ao cumprir atividades estabelecidas e previstas no Cronograma Físico-Financeiro do programa.


Aeronave 146027 já posicionada no hangar da empresa M7 Aerospace

Após ao recebimento de três células na cidade de San Antonio, Texas, em fevereiro do corrente ano, as aeronaves foram posicionadas no hangar e iniciaram-se os estudos que permitirão a sua modernização e remotorização. Esses estudos permitirão o desenvolvimento e instalação dos novos sistemas de aviônica, a revisão dos sistemas hidráulico, elétrico e de combustível, permitindo a futura configuração do sistema de reabastecimento em voo das aeronaves AF-1A. Além disso a aeronave modernizada contará com uma Unidade de Força Auxiliar (APU), um sistema de geração de oxigênio (OBOGS), um Sistema de Controle do Ambiente interno da aeronave (ECS) e estará preparada para receber as configurações de evacuação aeromédica e de transporte de paraquedistas.

Dentre as atividades que já estão em andamento, cabe destacar o início do design do cockpit, de acordo com normas militares em vigor e sob a ótica do fator humano. A empresa já apresentou ao GFRCOD os conceitos operacionais dos novos displays, que permitirão a visualização de dados primários de voo, parâmetros dos motores, apresentação da tela radar e acesso ao link de dados com estações em terra e a bordo de navios e de outras aeronaves. O próximo passo do processo, que dar-se-á com o início do overhaul das células da aeronave C-1A Trader, permitirá que o primeiro voo da aeronave ocorra em 2018, conforme previsão inicial.

Dessa forma, o GFRCOD, vem acompanhando a continuidade dos trabalhos realizados nas aeronaves, ressaltando o incremento no controle da qualidade, a responsabilidade técnica dos serviços conduzidos até então pela M7 Aerospace e o comprometimento daquela empresa em manter o calendário final da entrega das quatro aeronaves até o ano de 2020.


Pucará remotorizado pela IAI é aguardado com expectativa na Argentina

Poder Aéreo

A direção da Fábrica de Aviões Brigadeiro San Martín (FAdeA), da cidade de Córdoba – principal indústria aeronáutica argentina –, aguarda para as próximas semanas a chegada ao país do primeiro protótipo de um bimotor de ataque A-58 Pucará, de fabricação argentina, modernizado pela Israel Aerospace Industries (IAI) por meio da instalação de dois motores Pratt & Whitney PT-6-62 no lugar dos velhos propulsores franceses Turbomeca Astazou XVIG, que já não são mais fabricados.




Uma vez em Córdoba, a aeronave será submetida a uma longa bateria de testes, que devem se estender por uns dez meses – até março de 2016. Nesse espaço de tempo, oficiais da Força Aérea Argentina e técnicos da FAdeA vão analisar a conveniência de o avião receber modificações em sua aviônica, com o aproveitamento de equipamentos produzidos pela empresa israelense Elbit e também pela IAI.

Uruguai 


Também nas próximas semanas, engenheiros da FAdeA devem avaliar a possibilidade de organizar um programa de modernização para os cinco Pucarás da IIª Brigada Aérea da Força Aérea Uruguaia, que foram “groundeados” (deixados no chão) depois que dois deles sofreram acidentes devido ao cisalhamento do trem de pouso dianteiro.

De acordo com um exame feito pela Faculdade de Engenharia da Universidade da República, no Uruguai, o trem de pouso do Pucará comprado à Argentina exibiu uma composição metálica defeituosa.

De acordo com as primeiras informações, a FAdeA se disporia a reprojetar o trem de pouso do aparelho, e fabricar essa nova peça para atender seu cliente do outro lado do Rio da Prata.

Conforme o Poder Aéreo já noticiou, os Pucarás uruguaios exibiram outras deficiências, no plexiglass da cobertura da cabine e nos motores Astazou.

Os aviadores militares do Uruguai não gostariam de dispensar o bimotor Pucará, que, apesar de seu desenho um tanto antiquado, é capaz de decolar de pistas não preparadas de apenas 80 m de extensão, e é considerado um avião versátil, que tanto cumpre as missões de ataque ao solo, quanto se presta ao treinamento dos pilotos de combate.


Cúpula argentino-russa de Moscou terminou com resultados modestos

Roberto Lopes
Editor de Opinião da Revista Forças de Defesa

O encontro do presidente da uma potência que vem sendo alvo de sanções internacionais e tem sua economia enfraquecida pelo baixo preço do barril de petróleo, com a chefe de um Governo sem dinheiro e sem crédito no mundo dos negócios não poderia mesmo dar em outra coisa.

Os dois dias da visita oficial da presidenta argentina Cristina Fernández de Kirchner a Moscou, encerrada nesta quinta-feira, produziram cerca de 20 documentos oficiais nos campos da parceria tecnológica e econômica, mas apenas alguns resultados bastante ralos no setor da cooperação militar – apesar de o ministro da Defesa russo, Serguéi Shoigú, ter encontrado tempo, em sua agenda, para receber seu correspondente argentino, Agustín Rossi.

De novidade mesmo, apenas o convite formal para que uma delegação do Exército argentino assista o próximo “Foro Internacional Técnico-Militar Exército 2015”, que a força terrestre russa promoverá entre os dias 16 e 19 de junho em Kúbinka, cidadezinha de pouco mais de 20.000 habitantes, 63 km a oeste de Moscou.

Kúbinka é um enclave militar de grande importância para os generais russos. É lá que estão delimitados os extensos campos de provas para os blindados produzidos pela indústria bélica local.

O Foro “Técnico-Militar” contará, entre outras, com delegações dos Exércitos da República Popular da China, Coreia do Norte, Vietnã, Índia, Bielorússia, Azerbaijão, Cuba e Venezuela, que assistirão a diversas demonstrações de unidades blindadas e aerotransportadas do Exército da Rússia. O Brasil deve ser representado no evento por seu Adido de Defesa em Moscou.

Em razão de 2015 ser o ano do 70º aniversário do fim da 2ª Guerra Mundial, durante o Foro os visitantes estrangeiros serão convidados a conhecer o Museu do Tanque de Kúbinka.

Decepção

A grande decepção da visita de Cristina Kirchner ficou por conta da falta de novidades acerca da pretendida aquisição, por parte dos argentinos, de três helicópteros de porte médio Mi-17.



A Força Aérea Argentina (FAA) já opera duas dessas aeronaves, mas deseja ter cinco. Os três helicópteros custam cerca de 50 milhões de dólares, e o fato é que o governo de Buenos Aires não consegue apresentar garantias bancárias de primeira linha, para se habilitar ao negócio.

De seu lado, os russos identificaram a necessidade que a FAA tem de adquirir helicópteros pesados, para transporte de carga e pessoal, e acenam com a possibilidade de, no futuro, vender aos argentinos ao menos dois ou três exemplares do seu modelo Mi-26 (valor unitário da versão militarizada: 18 milhões de dólares).

Rebocadores 

Como forma de mostrar algum resultado de sua viagem no plano militar, os argentinos decidiram divulgar com certo alarde a aquisição para a sua Marinha de quatro super-rebocadores civis de fabricação polonesa – cada um deles com deslocamento superior a 2.700 toneladas – que pertenciam a uma empresa russa de serviços offshore.

Rebocador

A notícia, na realidade, não é nova. Ela tem quase dois anos e já deu muito o que falar.

Como os rebocadores foram construídos para mover plataformas marítimas de petróleo, o governo de Londres teme que os argentinos os usem para interceptar as plataformas petrolíferas que os ingleses estão levando para as Ilhas Malvinas.

A novidade, em toda essa história, é que os quatro navios, da classe Neftegaz, que antes tinham o casco pintado de vermelho e a superestrutura na cor branca, agora já estão pintados com a cor cinza das embarcações da Flota de Mar (Esquadra) argentina, e prontos para seguir viagem para a América do Sul – o que deve acontecer em maio.

A Armada platina informa que os barcos serão usados em missões de patrulhamento naval e salvaguarda da vida humana defronte ao litoral patagônico, e também no apoio às bases argentinas no Pólo Sul.

Em Buenos Aires circula a informação de que os rebocadores receberão peças de artilharia, que poderão ser canhões de pequeno calibre ou metralhadoras pesadas.

Infantaria mecanizada alemã começará, este ano, a receber os seus primeiros Puma

Forças Terrestres

As companhias de Infantaria Mecanizada do Exército da República Federal da Alemanha começarão a receber, ainda este ano, os seus primeiros veículos de combate da Infantaria (IFV) sobre esteiras KMW Puma, de 31,4 toneladas.


Puma IFV - 2

Sete carros já foram entregues ao centro de formação de tripulantes de blindados da cidade de Munster, no noroeste do país, para permitirem o adestramento de instrutores nesse tipo de viatura.

Os futuros operadores do Puma cumprirão ciclos de treinamento de 90 dias em Munster, antes de receberem os veículos nas suas unidades de origem.

O Puma mede 7,4 m de comprimento e se move sobre esteiras. Sua velocidade máxima em estrada alcança os 70 km/h.

Ele é manobrado por três tripulantes e pode transportar seis combatentes completamente equipados.

Para facilitar seu avanço durante manobras táticas, e também prover sua autodefesa, o blindado foi dotado de um canhão Mk.30-2/ABM, de 30 mm, e de uma metralhadora coaxial MG 4 – mas pode, igualmente, carregar lançadores de mísseis guiados fixados na parte externa da torre.



25 abril 2015

Rússia usará drones táticos no Ártico

Drones russos serão utilizados ao longo da Rota do Mar do Norte a partir do dia 1º de maio para monitorar o clima e a deterioração do gelo na região. Os objetos voadores controlados remotamente também ajudarão na navegação e em missões de resgate.


Sputnik

Os drones - do tipo Orlan-10s do Distrito Militar Leste - serão lançados da Península Chukotka, localizada opostamente à Península Seward, no Alaska.




"A tarefa dos drones é manter controle imparcial da situação na área russa do Ártico, incluindo a situação ecológica e do gelo nas áreas marítimas adjuntas e ao longo da Rota do mar do Norte", afirma o coronel Gordeev, porta-voz do distrito militar.

O plano de monitoramento foi anunciado no fim de 2014, e voos de teste dos drones começaram este ano. O Orlan-10 é um veículo aéreo remoto produzido na Rússia e projetado no Centro Especial tecnológico, em São Petersburgo. Sua velocidade máxima é de 150 km/h, e sua autonomia de voo é de 16 horas sem reabastecer.

Os drones serão transportados por helicópteros Mi-26, e a estação será ocupada por integrantes formados no centro de controle de aviação do Ministério da Defesa.

A Rússia já tem a maior flotilha de navios quebra-gelo do mundo - e os únicos movidos a energia nuclear. A Marinha russa anunciou este mês a criação de seu primeiro navio quebra-gelo diesel-elétrico, que conseguirá quebrar gelo de até 80 centímetros de espessura.

O anúncio da criação da unidade de drones perto da cidade de Anadyr, em novembro, veio alguns meses depois de o presidente russo, Vladimir Putin, ordenar o estabelecimento de um órgão público especial responsável pela implementação de políticas russas no Ártico e uma rede unificada de instalações navais para receber navios de guerra e submarinos. A intenção é aumentar a proteção dos interesses e das fronteiras da Rússia na região.


Rússia simula lançamentos com sistema de mísseis Iskander-M

O Distrito Militar do Leste fez nesta sexta-feira (24) lançamentos simulados em computados de mísseis Iskander-M, um dos mais avançados da Rússia. A iniciativa serve como parte da preparação para a temporada de treinamento de inverno, informou o porta-voz do grupamento militar, Coronel Alexander Godyev.


Sputnik

Sistema Iskander.
© Sputnik/ Alexei Danichev

O sistema de mísseis táticos Iskander-M (SS-26, segundo a classificação da OTAN) é considerado um dos mais avançados mísseis superfície-superfície da atualidade. Caracteriza-se por uma elevada mobilidade e capacidade de manobra, já que leva apenas 20 minutos para ser preparado para o lançamento.

O Iskander-M é capaz de atingir alvos a uma distância de até 500 km, com uma precisão de cerca de 30 centímetros. Pode bater tropas adversárias ou centros de comando subterrâneos, dependendo das ogivas colocadas nos foguetes. Se necessário, seus mísseis também podem ser armados com ogivas nucleares. Tem sido usado pelos militares russos desde 2006.


Breaking Defense: material blindado americano é fraco comparando com análogos russos

Os treinamentos militares que foram realizados no território de alguns Estados-membros da OTAN mostraram que o material blindado norte-americano é mais fraco se comparado com os análogos russos, tanto em quantidade como em potência, escreve a revista Breaking Defense.


Sputnik

O Segundo Regimento de Cavalaria do exército dos EUA (2nd Cavalry Regiment, na sigla em inglês) que participou dos treinamentos, pediu o material bélico mais pesado ao comando. A comissão sobre os assuntos das Forças Armadas da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos já está avaliando a possibilidade de alocar urgentemente dinheiro para aumentar a potência dos armamentos, escreve a revista alegando um documento oficial do Departamento do Exército. 


Comboio de blindados Stryker do exército americano
Stryker © flickr.com/ USAFE
Os militares americanos pedem para equipar 81 blindados Stryker com armas de 30 milímetros em vez das existentes armas de 12,7 milímetros, aumentando assim a sua potência para mais do dobro.

Mesmo se os blindados americanos forem equipados com estes canhões automáticos, isso não os tornará em tanques. Mas, segundo opinam especialistas estadunidenses, as armas de 30 milímetros podem ajudar os blindados Stryker a concorrer com os veículos russos, nomeadamente com os veículos de combate de infantaria (VCI). Para alcançar este objetivo os EUA passaram anos tentando otimizar o canhão de 105 milímetros para o Stryker, mas sem sucesso, escreve a Breaking Defense.

Assim, o exército russo tem o veículo de combate de infantaria BMP-3, com maior flutuabilidade em operações navais, equipado com um canhão estriado automático de 30 milímetros e um de 100 milímetros – o lançador 2А70.

Os blindados russos BTR-82А são equipados com um módulo de combate com o canhão automático 2А72 de calibre de 30 milímetros junto com a metralhadora de 7,62 milímetros que provou sua eficácia durante combates em áreas montanhosas.


Rússia considera positiva a proposta de François Hollande de reembolso do Mistral

Uma fonte diplomática russa disse nesta sexta-feira (24) à RIA Novosti que Moscou considerou positiva a proposta do presidente da França, François Hollande, de devolução do dinheiro do contrato dos porta-helicópteros Mistral.


Sputnik

"Esta é uma declaração muito importante para nós", disse a fonte em relação à sugestão recente de Hollande para devolver o dinheiro que a Rússia pagou pelos navios. No início desta semana, o presidente francês afirmou que o reembolso do pagamento da Rússia para a construção de dois porta-helicópteros da classe Mistral é possível caso o contrato seja rescindido.




Rússia e França assinaram, em junho de 2011, um acordo de US$ 1,5 bilhões para a construção de dois navios da classe Mistral. A entrega da primeira embarcação estava prevista para novembro de 2014, mas nunca aconteceu. Paris colocou a entrega em espera, alegando interferência de Moscou na crise ucraniana.

O lado russo negou várias vezes qualquer envolvimento no conflito interno ucraniano, advertindo que poderia abrir um processo contra Paris se as obrigações contratuais para o negócio Mistral continuassem em aberto. As negociações sobre a situação dos navios Mistral ainda estão em curso.

Comboio humanitário russo atacado por soldados ucranianos

Na Ucrânia, um comboio com ajuda humanitária procedente da Rússia, enviado pela fundação de beneficência Novorossya, foi atingido por disparos do Exército ucraniano. O ataque provocou a morte de uma pessoa, informa a agência noticiosa de Donetsk, citando um representante da Fundação Gleb Kornilov.


Sputnik




“Em 23 de abril, a nossa coluna com uma carga humanitária, composta por três caminhões, se deslocava na região de Shirokino. Nós transportávamos alimentos, medicamentos, sementes agrícolas, roupa. Por razões desconhecidas, a coluna saiu do trajeto pré-estabelecido e, algum tempo depois, chegou perto de posições dos militares ucranianos, 27 km a sudoeste de Donetsk. Os soldados ucranianos abriram fogo”, informou Gleb Kornilov.

Segundo ele, em resultado do ataque “morreu uma pessoa, os outros foram feitos prisioneiros. Entre estes últimos há um ferido”.


Donetsk: Kiev escolhe solução militar do conflito no país

A mobilização e concentração de material bélico pelos militares ucranianos mostra que Kiev escolheu solução militar do conflito como variante principal, disse Denis Pushilin, o representante da autoproclamada República Popular de Donetsk nas negociações em Minsk.


Sputnik

"As campanhas de mobilização e concentração de material bélico por parte da Ucrânia testemunham que as autoridades ucranianas escolheram a solução militar do conflito como variante principal. Estamos preparados para tudo mas até o final tentaremos resolver [a crise] de maneira pacífica”, disse ele num briefing neste sábado (25). 

Exército ucraniano
© AP Photo/ Evgeniy Maloletk

Já anteriormente havia sinais alarmantes de violações dos Acordos de Minsk – os militares ucranianos começaram treinamentos conjuntos com paraquedistas norte-americanos na região de Lvov, no oeste da Ucrânia. De acordo com a chancelaria russa, isso contradiz os Acordos de Minsk. Para supostamente distrair a atenção deste fato, os EUA acusaram nesta semana a Rússia de fornecer armamentos a Donbass (região no sudeste ucraniano, atingida pela guerra civil) e de organizar exercícios militares em conjunto com os milicianos independentistas, mas não mostraram provas.

Kiev está realizando, desde meados de abril, uma operação militar para esmagar os independentistas no leste da Ucrânia, que não reconhecem a legitimidade das novas autoridades ucranianas, chegadas ao poder em resultado do golpe de Estado ocorrido em fevereiro de 2014 em Kiev. Segundo os últimos dados da ONU, mais de seis mil civis já foram vítimas deste conflito.

Desde 9 de janeiro, a intensidade dos bombardeios na região aumentou, bem como o número de vítimas do conflito. Isto fez regressar ambas as partes às negociações. O novo acordo de paz, firmado em Minsk entre os líderes da Rússia, da Ucrânia, da França e da Alemanha, inclui um cessar-fogo global no leste da Ucrânia. Segundo o acordo, o armistício deve ser seguido pela retirada das armas pesadas da zona de conflito.


Estados Unidos tentam fortalecer sua influência no Oriente Médio

O vice-presidente norte-americano, Joe Biden, prometeu entregar a Israel caças avançados para o país manter a sua vantagem militar no Oriente Médio.


Sputnik

A declaração foi feita na quinta-feira (24) num discurso de Joe Biden durante as comemorações da independência de Israel:

“No próximo ano, vamos entregar a Israel o caça F-35 Joint Strike <…> tornando Israel o único país do Oriente Médio com uma aeronave da quinta geração”.


Lockheed Martin F-35 Joint Strike Fighter
© AP Photo/ LM Ottero

Ele também declarou que nenhum presidente norte-americano fez mais para apoiar Israel do que Barack Obama, o que é evidenciado pelo fato de que o governo de Obama tem proporcionado Israel com US$ 20 bilhões em ajuda militar.

As autoridades dos EUA e líderes israelenses continuam a discutir formas de Israel para manter a sua vantagem qualitativa nas capacidades militares sobre os rivais na região, Biden acrescentou.

O vice-presidente comentou a situação sobre o compromisso do governo Obama de fechar um acordo nuclear definitivo com o Irã que mantenha a segurança de Israel. Ele insistiu que não haveria "acordo algum" a menos que o Irã concorde com as rigorosas inspeções internacionais:

"Se o Irã trapacear, os EUA mantêm todas as opções sobre a mesa".

O F-35 é um caça multiuso do Exército norte-americano de um só assento com monomotor potente que é dificilmente indetectável por radares.

Os primeiros dois caças F-35 serão fornecidos a Israel até o fim de 2016, com entregas programadas para serem concluídas até 2021, afirmou o Ministério da Defesa israelense em fevereiro.

Mais cedo na mídia surgiram informações alegando que Israel teria ordenado os pelo menos 25 aeronaves F-35 em resposta à decisão da Rússia de fornecer de sistemas de defesa aérea S-300 ao Irã e à Síria.

A decisão russa de iniciar o envio de armas ao Irã marcou uma mudança significativa na região.

"Em primeiro lugar, a Rússia está começando a desempenhar um maior papel estratégico no Oriente Médio, enquanto os EUA gradualmente deixam o jogo. Em segundo lugar, o Kremlin pode agora ser uma barreira à implementação da estratégia norte-americana, apesar de que a Rússia está sob pressão econômica do Ocidente por causa de sua política na Ucrânia. Além disso, a Rússia provavelmente espera receber a sua quota de vantagens econômicas no Irã, logo que as sanções forem suspensas", escreveu na semana passada o jornal inglês The Economist.

Um especialista de Sputnik Persian, o redator-chefe do jornal iraniano Iran Press, Emad Abshenass, comentou a situação:

“Em qualquer caso, em matéria de segurança nacional não vale a pena confiar só nos armamentos. Mas dizer que não temos sistemas de mísseis de defesa que poderiam impedir ataques do inimigo seria errado. O sistema de defesa antiaérea S-300, bem como os sistemas de defesa que o Irã desenvolveu de forma independente, é destinado a impedir tentativas de qualquer país de invadir o território do Irã.

Durante o confronto militar entre Israel e Hamas na Gaza ou durante o conflito israelense-libanês, com a participação do movimento Hezbollah, os EUA forneceram a Israel armamentos avançados. Mas, no entanto, os foguetes em muitos aspetos inferiores de Hamas e Hezbollah foram capazes de superar os sistemas de mísseis e atacar Israel.

Em geral, os S-300 ou outras armas iranianas como um escudo de defesa não serão capaz de proteger todas as instalações iranianas por 100%. Mas, ao mesmo tempo, não podemos afirmar que os alegados caças israelenses nunca, em nenhuma circunstância, serão capazes de atacar o Irã, assim como aviões militares iranianos não serão capazes de superar e exceder a defesa aérea de Israel.

Ele também sublinhou, que “se Israel decide atacar o Irã, é preciso levar em conta que o Irã pode responder, e a defesa seria muito forte e poderosa. Isso vai custar caro a Israel”.


Ataque suicida do EI fecha fronteira entre Iraque e Jordânia

Um ataque suicida de três carros-bomba, cuja autoria foi assumida pelo Estado Islâmico (EI), fechou hoje (25) a única passagem na fronteira entre Iraque e Jordânia.


Sputnik


A fronteira entre os dois países foi fechada devido a um atentado suicida no posto de controle de Karameh, segundo a emissora de televisão al-Mayadeen.


Explosão de carro-bomba no Iraque.
© AP Photo/ Khalid Mohammed

Pelo menos 15 guardas de fronteira foram mortos pela explosão e 22 ficaram feridos depois que três carros-bomba explodiram. O Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelo ataque.

A explosão ocorreu no lado iraquiano da fronteira, na província de Anbar, que enfrenta a insurgência do EI. Vários edifícios próximos, bem como o próprio posto de controle foram danificados pela explosão.

Apesar das contínuas ofensivas do governo iraquiano contra o grupo, os militantes do Estado Islâmico lançaram um ataque na quarta-feira (22) na mesma província, no oeste do Iraque.

Na sexta-feira (24) à noite, o grupo matou um comandante do exército iraquiano, bem como três policiais em um ataque suicida.

24 abril 2015

Ministério da Defesa russo mostra novo tanque Armata

O Ministério da Defesa russo publicou pela primeira vez no seu site fotos do novo tanque russo T-14 Armata. Este tanque fará sua estreia na Parada da Vitória, em 9 de maio em Moscou.


Sputnik

O novo tanque Armata será o novo e principal tanque de guerra do exército russo. Possui características de desempenho totalmente inovadoras, inclusive um novo mecanismo de municiamento automático.




O ministério publicou as fotos numa seção especial do site, dedicada à Parada que vem.

Além disso, no site apareceram fotos do novo veículo blindado na base de Armata. A blindagem do tanque poderá suportar até ataques aéreos e sua localização oferece proteção total dos elementos mais importantes da máquina.

De acordo com o Ministério da Defesa russo, a Parada de 9 de maio contará com mais de 140 unidades de material bélico, incluindo 10 tanques Armata.



Secretário de Defesa dos EUA: Europa não gasta o suficiente com segurança

O secretário de Defesa americano, Ash Carter, disse que prolongados cortes nos gastos de defesa da Europa colocam em dúvida a capacidade do continente de ser um parceiro dos militares dos Estados Unidos.


Sputnik

"Eles não estão fazendo o suficiente", disse Carter em uma pouco usual avaliação franca sobre os esforços europeus de defesa. O secretário afirmou que o continente vem gastando em defesa uma fatia "muito mais baixa" de sua riqueza do que no passado. Segundo Carter, se a Europa quer ser uma força no mundo, precisa de "mais que uma força moral e política e econômica", afirmou segundo a Agência Estado.


Secretário de Defesa dos EUA, Ashton Carter
© REUTERS/ Jonathan Ernst/Files

Carter fez o comentário em resposta a uma pergunta da plateia, após fazer um discurso na Universidade Georgetown sobre a erradicação da violência sexual entre os militares e a ajuda às vítimas de ataques.

O secretário de Defesa americano não visitou a Europa desde que chegou ao posto, em fevereiro. Ele deve ter seu primeiro compromisso no continente em um encontro de ministros da Defesa da OTAN em Bruxelas, em junho.

Os secretários de Defesa dos EUA há tempos reclamam que a Europa não investe o suficiente em sua própria defesa. Em geral, porém, não expõem a questão de maneira tão franca. Carter acredita que, com o fim da Guerra Fria, aliados americanos na Europa concluíram que os problemas de segurança tinham acabado.

"Agora eles estão começando a acordar", afirmou, referindo-se à crise no leste da Ucrânia e ao ataque terrorista de janeiro em Paris, além da proximidade da Turquia com a violência do Estado Islâmico no Iraque e na Síria.


Marinha do Egito participa de exercícios militares em Bahrein

Navios militares e caças egípcios participam dos exercícios militares conjuntos no Bahrein, informou nesta quarta-feira a estatal Bahrain News Agency. As manobras receberam o codinome Hamad 1.


Sputnik

Segundo as palavras do comandante em chefe do Bahrein, Ahmed Al Khalifa, durante sua saudação aos militares egípcios, “os exercícios conjuntos serão realizados no âmbito da cooperação militar bilateral, voltada para o fortalecimento dos laços históricos com Egito, aprofundamento das relações de irmãos no âmbito pan-arábico, e coordenação de ações conjuntas”. 


Navios no Golfo Pérsico, 21 de maio de 2013, exercícios militares
© flickr.com/ U.S. Department of Defense

Estes exercícios serão as maiores manobras conjuntas de países árabes na região do Golfo Pérsico desde 2012. Em abril de 2012, um ano após a repressão de protestos da oposição, Bahrein realizou exercícios militares com nove países árabes envolvidos e com a participação dos EUA.

Em meados de abril, durante visita ao Egito do ministro da Defesa da Arábia Saudita, Cairo e Riad concordaram em realizar grandes exercícios militares na região com a participação de diversos países do Golfo Pérsico.


Jogos terroristas: Estado Islâmico e Talibã declaram jihad um contra outro

O grupo terrorista Estado Islâmico e o movimento extremista Talibã no Afeganistão anunciaram jihad um contra o outro, escreveu nesta segunda-feira (20) Khamaa Press alegando a polícia afegã.


Sputnik

Segundo a mídia do Afeganistão, o chefe da polícia da província Helmand no sul do país, Nabi Jan Mullahkhil, disse que tinha obtido um documento que provam que os dois grupos radicais começaram a lutar um contra o outro.

Porém, ainda não há confirmação oficial destes fatos.


Estado Islâmico
© AFP 2015/ TAUSEEF MUSTAFA

Em janeiro 2015, a Rádio Free Europe divulgou que o líder do Estado Islâmico Abu Bakr al-Baghdadi chamou o chefe do Talibã, Mullah Omar, de “tolo e senhor de guerra analfabeto”.

Os relatos mostram que pequenos confrontos entre os militantes dos dois grupos já aconteciam no passado.

A Sputnik Arabic conseguiu obter um comentário de Hussam Shoeib, especialista em Assuntos de Organizações Islâmicas:

“Ambas as organizações têm a mesma ideologia – o wahabismo e salafismo. Não há confrontação mas parece que têm um problema ou, em outras palavras, um desacordo já que EI está agora tomando a iniciativa – eles anunciaram o ‘Califado Islâmico’.

O Talibã está fora de cena agora, não tem apoio por parte da Al-Qaeda, porque sempre dependia da Al-Qaeda e do dinheiro do golfo Pérsico. Ao contrário, o EI conseguiu recrutar muçulmanos de todo o mundo, apoiá-los com dinheiro e tornar o seu grande sonho realidade.

Não acho que tenha um futuro para estas organizações… As organizações duram enquanto permanecem os seus líderes, até que chegam a um fim. Como terminou o papel de Osama bin Laden, terminará também o papel de Abu Bakr al-Baghdadi”.

Entretanto estas organizações ainda permanecem, levam as vidas de civis e recrutam radicais. Por exemplo, na sua entrevista em 22 de abril o ministro russo das Relações Exteriores Sergei Lavrov disse que “o Estado Islâmico neste momento é o nosso principal inimigo no mundo. Por uma razão simples – nesta organização terrorista combatem centenas de cidadãos russos”.

A briga entre o EI e o Talibã que, em teoria, se pode tornar num conflito sangrento é mais um fracasso da política de “caos controlado” praticada pelos EUA. Não é um segredo que o Talibã foi criado pela inteligência norte-americana, opina um político alemão Andreas von Bülow num artigo na revista der Tagesspiegel:

“Com o apoio decisivo dos serviços secretos dos EUA pelo menos 30 mil militantes muçulmanos foram treinados no Afeganistão e Paquistão…”, escreveu.

Ao mesmo tempo muitos políticos acham que o EI é também produto dos estadunidenses. Por exemplo, o presidente da Síria numa entrevista manifestou que "O EI foi criado no Iraque, em 2006, sob a supervisão dos norte-americanos. O EI veio do Iraque para a Síria porque o caos é contagioso”. O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas do Irã, general Hassan Firuzabadi, acusou por sua vez os Estados Unidos de fornecerem armas ao Estado islâmico.

Agora há provas de que o caos é realmente contagioso – os dois projetos não só saíram de controle e geraram grandes problemas a todo o mundo, inclusive aos seus criadores, mas também ironicamente entraram em conflito um contra o outro. Parece que o caos controlado não existe – ele se descontrola facilmente.



Lavrov põe em dúvida a eficácia do treinamento de soldados ucranianos pelos EUA

O chanceler russo, Sergei Lavrov, disse nesta quarta-feira (22) em entrevista a três rádios russas, incluindo a Sputnik, que é duvidosa a eficiência do treinamento de tropas ucranianas por parte de instrutores norte-americanos.


Sputnik

"Os EUA dizem que têm treinado o exército ucraniano já há 20 anos. Mas o exército na Ucrânia estava em frangalhos", constatou o chefe da diplomacia russa. "Os EUA treinaram o exército no Afeganistão e no Iraque. Quão bem-sucedidos eles são na luta contra o terrorismo?", perguntou-se.




Duzentos e noventa fuzileiros navais da 173ª Brigada Aerotransportada dos EUA, baseada na cidade italiana de Vicenza, chegaram à Ucrânia na sexta-feira (17) para treinar três batalhões da Guarda Nacional ucraniana nos exercícios conhecidos como Fearless Guardian 2015, segundo notificou no Twitter o embaixador estadunidense na Ucrânia, Geoffrey Pyatt. De acordo com o serviço de imprensa do Ministério da Defesa da Ucrânia, o treinamento começou na última segunda-feira (20), na região de Lvov.

Além de questionável em sua eficácia, segundo disse o chanceler russo nesta quarta-feira, a presença de militares norte-americanos na Ucrânia é ilegal, pois viola diretamente os acordos de Minsk assinados em fevereiro, nomeadamente o 10º ponto, que prevê “a retirada de todas as unidades armadas e materiais bélicos estrangeiros, assim como dos mercenários, do território da Ucrânia, sob a supervisão da OSCE, bem como o desarmamento de todos os grupos armados ilegais”.

No entanto, claramente ignorando as exigências dos acordos de Minsk, o presidente da Ucrânia Pyotr Poroshenko mostrou-se bastante receptivo aos instrutores norte-americanos, inclusive indo almoçar com os paraquedistas.

Liga Árabe discute criação de força conjunta antiterror

Representantes de diversos países de maioria árabe estão reunidos no Cairo, capital do Egito, para discutir a possível formação de uma força conjunta para intervir em crises regionais e combater ameaças terroristas.


Sputnik

Segundo o secretário-geral da organização, Nabil al-Arabi, citado pela mídia da região, a iniciativa não será caracterizada pela oposição a algum país em particular, mas, sim, por uma parceria entre Estados árabes. 




A ideia de criar uma força desse tipo já vem sendo debatida por membros da Liga Árabe há várias décadas, desde a assinatura (em abril de 1950) de um pacto de defesa conjunta raramente utilizado. O assunto voltou ao centro das atenções do grupo apenas no mês passado, quando a Arábia Saudita, junto com alguns aliados, decidiu lançar uma ofensiva no Iêmen contra os militantes xiitas conhecidos como houthis. 

Embora a coalizão, apoiada pelos EUA, tenha anunciado uma mudança tática na operação na última terça-feira, a nova fase da intervenção, iniciada hoje sob o título “Restaurando a Esperança”, permanece baseada em ataques aéreos indiscriminados sobre o território iemenita, segundo fontes locais.


23 abril 2015

Conflito no Iêmen muda de nome, mas a essência é a mesma

O povo iemenita está cansado dos bombardeios incessantes, e no entanto, a guerra continua.


Sputnik

A coalizão liderada pela Arábia Saudita e apoiada pelos Estados Unidos anunciou na terça-feira uma mudança da tática da sua intervenção no Iêmen. Nesta quarta, começou a operação chamada "Restaurando a Esperança".


Situação no Iêmen
© AP Photo/ Hani Mohammed

A nova fase da intervenção internacional já matou muitas pessoas. Parece que só mudou o nome, mas não mudou a essência. Os ataques aéreos não cessam.

Contudo, a comunidade internacional permanece quase silenciosa sobre o assunto. A ONU tinha instado as partes à paz e negociações, mas omitindo a participação da Arábia Saudita, autora dos bombardeios.

Há uma parte da comunidade internacional que acusa o Irã de enviar navios militares à região para supostamente entregá-los aos rebeldes xiitas houthis. O próprio Irã desmente categoricamente estas especulações, sublinhando que a missão do grupo de navios militares que o país mantém no golfo de Aden e no mar Vermelho é proteger os navios mercantes contra os piratas.

A atitude do Irã na questão do Iêmen é essencialmente pacificadora. A República Islâmica do Irã não se interfere nos assuntos internos do país árabe. Já na terça, após o anúncio sobre o fim da operação, o chanceler iraniano, Javad Zarif, disse que o seu país estava pronto para fazer tudo o que seja necessário para estabelecer o diálogo no Iêmen.

Mas depois seguiu a nova fase da operação militar.

A Rússia tem repetidamente condenado o conflito. Mas as suas propostas de pacificação não fizeram parte da versão final da resolução das Nações Unidas a este respeito.

Em uma entrevista concedida à Sputnik Arabic por Fadl al-Mutaa, membro do partido Ansar Allah (Houthis), afirmou que a voz da Rússia é importante para o país e deve ser ouvida ao nível internacional:

"Estamos confusos pela atitude do Conselho de Segurança da ONU, exceto a Rússia. Outros países nem condenam e nem comentam os eventos que estão acontecendo no Iêmen".

"Nós não demos um golpe de resposta [contra a coalizão] porque não temos as armas que eles têm...; Por que eles matam civis e atacam instituições públicas, se podem atacar o Ansar Allah, que está situado na fronteira com a Arábia Saudita?", esta pergunta de al-Mutaa provavelmente não terá resposta.

No entanto, hoje ficou conhecido que o príncipe da Arábia Saudita Alaweed bin Talal oferece carros de luxo Bentley para aqueles pilotos sauditas que mataram cerca de 1 mil pessoas durante a operação.






O tuíte que o príncipe tinha postado, com esta proposta, já foi deletado.


França mostra disposição para devolver dinheiro de Mistrais à Rússia

O presidente da França, François Hollande, disse nesta quarta-feira, 22, que considera natural a devolução de verbas pelos porta-helicópteros tipo “Mistral”, caso eles não sejam fornecidos à Rússia.


Sputnik

“Se os navios não foram fornecidos, não vejo como eles poderiam ser pagos”, disse o líder francês ao comentar a declaração do presidente russo, Vladimir Putin, sobre a compensação dos Mistrais pagos pela Rússia. Segundo Hollande, “a posição do presidente da Rússia é absolutamente compreensível”. 


Navio Mistral francês
© Sputnik/ Alexei Danichev

Durante a entrevista coletiva, o chefe de Estado francês acrescentou que “é um princípio muito simples”. “Se foram fornecidos, deve ser feito o pagamento. Se não foram fornecidos, o pagamento deve ser devolvido”, disse Hollande.

A companhia russa de exportação e importação de armamentos Rosoboronexport assinou com a companhia francesa DCNS um contrato para a construção de dois navios deste tipo em junho de 2011. As partes posteriores dos porta-helicópteros foram construídas no estaleiro russo Baltiysky (que faz parte da Corporação Unida de Construção Naval) em São Petersburgo. O acoplamento com as partes anteriores e as obras de acabamento foram efetuadas no estaleiro da companhia STX France, em Saint-Nazaire.

O primeiro navio de desembarque Vladivostok devia ter sido entregado pela França em 14 novembro de 2014. Já o segundo navio deveria ser entregue até o final de 2015.

Mais cedo o presidente francês, François Hollande, disse que decidiu suspender a entrega do primeiro dos navios (Vladivostok) por causa da situação na Ucrânia. Por sua vez, a Rússia declarou que está à espera do navio ou da restituição do dinheiro.


Portugal confirma envio de 30 militares para combater Estado Islâmico

Portugal enviará 30 militares para o Iraque para ajudar no combate ao movimento extremista Estado Islâmico. A informação foi divulgada pelo ministro das relações exteriores de Portugal, Rui Machete, durante o encontro com o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, em Washington, na última terça-feira, 22.


Sputnik

Segundo o chanceler português, “as forças armadas portuguesas vão facilitar a preparação e capacitação das forças armadas iraquianas perto de Bagdá. Esse é um esforço muito concreto na formação do exército iraquiano, que é uma das estratégias no combate ao ISIS (uma das designações do Estado Islâmico)”. 


Bandeira de Portugal.
© AP Photo/ Armando Franca

John Kerry, por sua vez, em nota divulgada no site do departamento de Estado, agradeceu os “esforços de Portugal no apoio à coligação contra o (grupo extremista) Estado Islâmico, o seu empenho no combate ao terrorismo, nas sanções à Rússia, na implementação do acordo de Minsk e esforços no Iraque”. O chefe da diplomacia norte-americana também destacou que Portugal é um “aliado antigo e firme” dos EUA.

É curioso notar, entretanto, que enquanto Portugal declara apoio aos EUA no combate ao terrorismo, enviando militares junto às forças iraquianas, os Estados Unidos manifestam a intenção de dar início ao processo de redução de postos de trabalho na base açoriana das Lajes.

Dias antes, o embaixador dos Estados Unidos em Portugal, Robert Sherman, foi chamado ao ministério das relações exteriores português para tratar do assunto. Os trabalhadores portugueses da base das Lajes, na ilha Terceira (Açores), foram oficialmente notificados da intenção dos Estados Unidos de reduzir o efetivo militar e civil na infraestrutura.

O ex-secretário da Defesa dos Estados Unidos, Chuck Hagel, anunciou em 8 de janeiro deste ano (enquanto ainda exercia o cargo) a redução de 500 efetivos da base aérea portuguesa nas Lajes.



22 abril 2015

Encontro de gerações marca os 70 anos do Dia da Aviação de Caça

A cerimônia reuniu os atuais pilotos de caça, veteranos de guerra e seus familiares


Agência Força Aérea

A Força Aérea Brasileira (FAB) realizou nesta quarta-feira (22/04) uma cerimônia pelos 70 anos do Dia da Aviação de Caça. A data, 22 de abril, foi quando os militares da FAB fizeram o maior número de missões na Itália, em 1945, durante a Segunda Guerra Mundial. A solenidade reuniu na Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro (RJ), diversas gerações para recordar um capítulo da história do país.

O Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, relembrou a importância da Aviação de Caça para o Brasil. “Hoje em dia, os vetores que nós temos e que nós teremos em breve mostram que a capacidade de dissuasão de um país e a defesa do espaço aéreo são fundamentalmente suportadas pela Aviação de Caça”, explicou o Oficial-General. 


 Encontro de gerações marca os 70 anos do Dia da Aviação de Caça

Como parte das homenagens feitas na solenidade, foram entregues os troféus de unidade aérea mais eficiente e piloto mais eficiente. Ao lado da filha, de apenas cinco anos, o Capitão Gusttavo Freitas de Souza exibiu o prêmio. “Para mim é um orgulho muito grande receber o troféu de piloto mais eficiente. Desde que eu entrei para a Escola Preparatória de Cadetes do Ar, eu queria voar o F-5, foram 15 anos até chegar aqui. É uma felicidade viver esse momento em uma data tão importante e estar ao lado de minha família”, revela o militar, integrante do Primeiro Grupo de Aviação de Caça (1º GAVCA), unidade aérea que foi para a Segunda Guerra Mundial.

Durante o evento, também foi entregue a Medalha Mérito Operacional Brigadeiro Nero Moura. O nome da honraria refere-se ao herói de guerra, major naquela época, primeiro voluntário a compor a unidade que iria atuar nos céus da Itália. O militar também é considerado o patrono da Aviação de Caça. O prêmio é entregue aos veteranos do 1º GAVCA e aos comandantes de unidades aéreas.

“O legado de profissionalismo, comprometimento e dedicação dos veteranos está sempre presente no trabalho dos pilotos da atualidade. Isso fortalece a cada dia nossa Aviação de Caça, é uma força que nos impulsiona”, explica o Comandante da Terceira Força Aérea, Brigadeiro Fernando Almeida Riomar, responsável pelas 11 unidades aéreas de caça da FAB.

Exposição 


O público que compareceu ao evento pode acompanhar uma exposição estática das aeronaves de caça utilizadas atualmente na Força Aérea. Uma das novidades foi a presença da maquete em tamanho real do Gripen NG, futuro caça da FAB.

70 anos do Dia da Aviação de Caça

FAB TV

Uma homenagem da Força Aérea Brasileira aos 70 anos do Dia da Aviação de Caça. A comemoração nessa data (20) relembra o 22 de abril de 1945, quando uma grande ofensiva do 1° Grupo de Aviação de Caça contra as forças alemãs contabilizou 44 missões de guerra em um único dia.





Embraer KC-390 x Boeing C-130 - Guerra Iniciada

A luta para a entrada no mercado da aeronave multimissão de transporte KC-390 requererá um combate árduo tanto pela EDS como pelo Governo Brasileiro


Assis Moreira | Valor

LISBOA - Os Estados Unidos entraram com força na competição com o Brasil para a venda de seis cargueiros militares para Portugal, num pacote de dezenas de milhões de dolares.

A EMBRAER está na briga com seu KC390, da qual uma parte é inclusive produzida em sua usina de Évora, em Portugal. Com a empresa brasileira trabalham outras 16 companhias portuguesas, o que significa que a encomenda poderia beneficiar também a indústria portuguesa.

Ocorre que Washington ofereceu ao governo português um pacote financeiro considerado extremamente interessante, que inclui não só a venda dos seis cargueiros em condições vantajosas, fabricados pela Boeing, como a reforma dos aparelhos Hercules da Força Aérea Portuguesa que estão em má situação e mesmo a reforma de base aérea no país.

C-130 Hércules

O vice-presidente brasileiro, Michel Temer, levantou o tema em conversa hoje com o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, enfatizando a importância da encomenda para a Embraer, empresa que produz também em Portugal.

O chefe de governo português, porém, nada comentou. A expectativa em Lisboa é de que Portugal decida pelo ganhador da concorrência até o começo de maio.

Passos Coelho recebeu carta da presidente Dilma Rousseff convidando-o para uma cúpula no Brasil, que poderia ser realizada até julho. No caso de a Embraer ganhar, uma possibilidade seria o anúncio ocorrer nessa reunião.

Para Temer, em todo caso, "é mais do que natural que se a Embraer está a produzir aviões aqui em Portugal, que Portugal compre aviões da Embraer e espero que isso venha a acontecer".

KC-390
Tal como outros 30 países, Portugal assinou uma carta de intenção de compra do KC-390, de até seis jatos.

Sobre o interesse de empresas brasileiras na privatização da TAP, Michel Temer disse que "este é um assunto de interesses privados", mas acrescentou que "o que temos feito no Brasil é incentivar as empresas aéreas brasileiras a interessarem-se por esta privatização, assim fiz com a TAM, assim fiz com a GOL e assim fiz com a AZUL e sei que a AVIANCA também esteve a participar neste encontro (de empresários em Lisboa)".


Aligátor e Caçador Noturno - Predadores russos no mercado internacional

DefesaNet

A Rússia é um dos raros países capazes de oferecer dois helicópteros de ataque modernos simultaneamente tendo cada um destes características únicas. Os Ka-52 «Aligátor» e Mi-28NE «Caçador Noturno» desenvolvidos por dois famosos escritórios de design russos estão sendo fornecidos à FA da Rússia e promovidos no mercado internacional pela exportadora exclusiva de armas «Rosoboronexport».

Tanque voador Mi-28NE

O helicóptero de combate Mi-28NE foi desenvolvido com base na experiência de muitos anos de operação e emprego operacional de helicópteros de combate e transporte Mi-24 e Mi-35. A forte blindagem do Mi-28NE permite sua operação nas zonas de emprego intenso de sistemas antiaéreos. «De fato, os nossos helicópteros de combate estão adaptados para a operação em situações quando o inimigo se encontra em baixo e por toda a parte. Não em algum lugar qualquer, mas por toda a parte mesmo, inclusive na proximidade da base aérea», diz o projetista geral, Aleksei Samusenko.




A cabine da tripulação em tandem resiste ao impacto direto de projéteis de 20 mm e os vidros blindados - de balas de 12,7 mm. A fuselagem do helicóptero é integralmente metálica feita de ligas de alumínio e lítio e de materiais compósitos. No projeto do helicóptero é usado o princípio de proteção recíproca dos componentes e de proteção dos elementos mais importantes por meio dos elementos importantes. A alta capacidade de sobrevivência do Mi-28NE é igualmente garantida pelo espaçamento dos motores, disponibilidade de supressores de infravermelho e lançadores de chaff e flares.

As cadeiras de pilotos são providas do sistema de fixação automática do piloto em situações de emergência. O sistema comunica ao piloto a posição do corpo mais segura em caso de aterrissagem dura. Além disso, o trem de pouso absorvente de energia diminui substancialmente as consequências do impacto.

O Sistema integrado de aviônicos embarcados de nova geração oferece a utilização em combate do helicóptero de 24 horas por dia, sob qualquer condição meteorológica, vôo automatizado à baixa altura garantido pelo Sistema automático “Terrain Following" (TF) e alta precisão de navegação. O Sistema permite detectar, identificar e destruir alvos terrestres (de superfície) e aéreos na linha de frente e na profundidade tática.

O Mi-28NE é dotado de canhão móvel de 30 mm 2A42 (dotação de 250 munições, alcance de tiro - até 4 km). Nos pontos fixos podem ser colocados até 16 mísseis antitanque «Ataka» (alcance - 5,8 km) e até quatro pods de foguetes de 80 mm. Para o combate a alvos aéreos são usados mísseis "IGLA-S" (até 4 mísseis). O equipamento do helicóptero com Unidade de Potência Auxiliar (APU) proporciona uma maior autonomia da sua operação.

Desempenho excepcional do "Aligátor"

O helicóptero de combate Ka-52 «Aligátor» é uma versão mais avançada do Ka-50. O esquema coaxial de hélices e dois potentes motores de turbina a gás VK-2500 proporcionam excelentes características de vôo do helicóptero sendo estas particularmente eficientes nas montanhas e espaços limitados com alta umidade e vento forte de até 140 km/h. A sua alta capacidade de manobra permite efetuar manobras rápidas ocupando posições vantajosas para ataque. Além disso, mesmo depois da destruição total da empenagem, o "Aligátor" pode continuar seu vôo.



A cabine da tripulação do Ka-52 é totalmente blindada oferecendo proteção segura contra balas de metralhadoras pesadas e estilhaços de projéteis. O helicóptero caracteriza-se por baixa assinatura radar, é dotado do eficiente sistema optrônico de proteção e dispositivos de lançamento de CME passivas.

Os sistemas e componentes vitais do Ka-52 são redundantes e protegidos, os elementos da célula e da transmissão têm alta margem de segurança da estrutura, há um sistema autônomo de extinção de incêndios. Para os casos de danos críticos o helicóptero é provido do sistema único de assento ejetável que não tem análogos no mundo.

O Sistema multifuncional de aviônicos embarcados é responsável por pilotagem, navegação e emprego meios de ataque aéreo, de dia ou de noite, em qualquer época do ano. Ademais, graças ao seu sistema o Ka-52, é capaz de operar isoladamente, efetuar o controle de um grupo de helicópteros e cumprir missões de reconhecimento. Quanto à sua estrutura, é um sistema multinível de grande capacidade de memória e alta velocidade de operação.

Os radares de busca e de pontaria optrônico embarcados permitem detectar, rastrear e atacar alvos em situações de combate complexas e sob quaisquer condições ambientais. O helicóptero é equipado com um sistema inercial integrado de navegação via satélite, na cabine ficam instalados monitores coloridos para visualização da informação, inclusive carta digital do terreno.

Do lado direito do Ka-52 fica um canhão móvel de 30 mm 2A42 com alimentação seletiva (460 projéteis de alto explosivo ou de perfuração de blindagem) e em seis pontos fixos de semi-asa - até 12 mísseis de alta precisão «Vikhr» (Alcance - até 10 km) ou «Ataka» que perfuram blindagem reativa e clássica equivalente a uma placa de aço homogêneo de 900 mm, até 80 foguetes de 80 mm do tipo S-8 e até 4 mísseis "IGLA-S" da classe ar-ar.

Análise: nova geração de sistemas de defesa antiaérea russos

DefesaNet

A garantia da segurança nacional eficiente é impossível sem um sistema de defesa antiaérea confiável. Hoje, isso é um axioma. As múltiplas incursões aéreas, inclusive com utilização de armas de alta precisão, aviões e modernos veículos aéreos não tripulados nivelam totalmente a capacidade operacional de outros ramos das Forças Armadas.

Sendo líder tradicional nesta área, a Rússia, representada pela Rosoboronexport, apresenta os sistemas mais modernos de todas as classes destinados a uma proteção segura dos centros industriais e administrativos, focos de infra-estrutura, agrupamentos de tropas e bases militares, jazidas de minérios e outros pontos estratégicos.

Os sistemas de defesa antiaérea russos são desenvolvidos em função das mais recentes tendências de evolução dos meios de ataque pelo ar, caracterizam-se por alto potencial de modernização e por isso podem defender o espaço aéreo nacional durante um longo período de tempo. Assim sendo, determinados sistemas, radares e postos de comando podem ser facilmente integrados aos sistemas nacionais de antiaérea existentes.

Interceptação de longo alcance

Umdos aparatos antiaéreos mais poderosos oferecidos hoje pela "Rosoboronexport é o sistema de mísseis antiaéreos de longo alcance Antei-2500. Graças às mais recentes inovações de projetistas russos o Sistema é capaz de destruir alvos à distância de até 350 km e à altitude de até 30 km. Nenhum exportador no mercado mundial pode oferecer um sistema com características iguais.




Uma outra particularidade distintiva do sistema é a sua capacidade de interceptação segura, tanto de todos os alvos aerodinâmicos existentes e atualmente desenvolvidos como de mísseis balísticos de médio alcance com distância de lançamento de até 2.500 km e velocidade de voo de até 4.500 m/s. Portanto, o Antei-2500 é capaz de cumprir missões do sistema antimíssil tático.

Os radares próprios de detecção circular e setorial de alvos oferecem ao Antei-2500 plena autonomia de operação. A instalação de todos os elementos do sistema sobre veículos unificados de lagartas todo-terreno proporciona excelente mobilidade à defesa antiaérea. O tempo de entrada em operação do sistema em marcha não leva mais de 5 minutos. Em função das preferências do cliente, é possível a instalação dos elementos do Sistema sobre veículos de rodas.

Morte aos mísseis de cruzeiro

O Sistema multifuncional de mísseis antiaéreos de médio alcance BUK-M2E na composição de uma bateria de mísseis de 6 lançadores autopropulsados pode atacar simultaneamente até 24 alvos (graças ao uso de modernas antenas do tipo matriz faseada) à distância de até 45-50 km e à altitude de 15 m a 25 km. Velocidade máxima de alvos atacados é de 1200 m/s.




O BUK-M2E, sendo equipado com o radar de iluminação e guiamento com antena levantada por meio do mastro telescópico à altura de 20 metros, é altamente eficiente no combate aos mísseis de cruzeiro em voo a altura ultra-baixa. O sistema pode atuar em áreas sob o efeito de fortes contramedidas eletrônicas, inclusive de interferências intensas.

Uma particularidade única do Sistema BUK-M2E é a sua capacidade de destruir alvos navais e terrestres detectáveis por radar, conforme provado durante vários ensaios e exercícios.

Os lançadores autopropulsados podem operar sendo controlados pelo posto de comando ou de modo autônomo. O tempo de entrada/saída de operação não leva mais de 5 minutos. Após a mudança da posição de tiro, o Sistema está pronto para operação dentro de 20 segundos.

Lançamento instantâneo

O Sistema multicanal de mísseis antiaéreos de curto alcance TOR-M2E frequentemente admirava delegações estrangeiras por sua velocidade de tiro. Um veículo de combate do sistema efetua um lançamento praticamente simultâneo de quatro mísseis que destroem quatro alvos voando de direções diferentes. O tempo de resposta do TOR-M2E realmente admira os peritos.



Além disso, uma bateria composta de 4 veículos de combate pode destruir facilmente 16 alvos à distância de até 15 km e à altitude de até 10 km, mesmo numa situação aérea complexa e num ambiente de interferências eletrônicas intensas. O sofisticado radar permite detectar alvos com baixa seção transversal do radar (RCS), inclusive desenvolvidos com aplicação da tecnologia STEALTH. 

O reconhecimento por radar autônomo, assim como a identificação de alvos aéreos podem ser realizados em movimento, enquanto o lançamento de mísseis é efetuado com curtas paradas. O alto grau de automatização e os algoritmos de operação únicos permitem reduzir ao mínimo o envolvimento da guarnição. O veículo de combate TOR-M2E no modo autônomo detecta alvos, seleciona os mais perigosos, rastreia e determina a sequência e momento de destruição.

O Sistema TOR-M2E, como o BUK-M2E em função das preferências do Cliente pode ser fornecido na versão de lagartas ou de rodas.

Poder de fogo dobrado

O Sistema multicanal de mísseis e canhões antiaéreos de curto alcance «Pantsir-S1» é fruto do desenvolvimento ulterior do famoso Sistema Tunguska-M1. A sua capacidade operacional permite combater todos os tipos de modernos veículos aéreos tripulados e não tripulados, inclusive as armas de ataque aéreo de alta precisão.




Uma das principais particularidades do Sistema é a combinação de mísseis e canhões que permite criar uma zona de destruição total de alvos e efetuar ataques contínuos dos alvos desde a distância máxima de 20 km até a distância de 200 metros, às alturas de 5 metros a 15 km.

Uma bateria composta de seis veículos de combate capaz de destruir simultaneamente até 24 alvos voando à velocidade de até 1000 m/s. O sistema multimodo radar/ótico adaptativo de controle de armas proporciona alta resistência a contramedidas e capacidade de sobrevivência, assim como confiabilidade de operação.

O Pantsir-S1 igualmente pode ser usado para destruição de alvos terrestres e navais de blindagem leve e força viva do inimigo. O princípio modular da configuração permite fornecer o Sistema sobre diferentes tipos de chassis, assim como na versão fixa.

Nas últimas linhas

Aqui o papel principal cabe aos sistemas portáteis de mísseis antiaéreos. É praticamente impossível detectá-los, são empregados de surpresa das posições não preparadas e possuem alta precisão. Na Rússia esses armamentos são projetados desde os anos 1960. Trata-se da enorme experiência de desenvolvimento e emprego operacional.



O IGLA-S distingue-se dos modelos anteriores que equipam as Forças Armadas de muitos países do mundo por uma massa aumentada do explosivo e uma maior quantidade de estilhaços, maior precisão e alcance maior – de 6 km. A particularidade desse sistema é o uso da espoleta de aproximação que aumenta substancialmente a probabilidade de destruição de alvos pontuais.

Para a operação eficiente de dia ou à noite o IGLA é dotado da mira noturna. Isso é especialmente importante levando em conta que nas ações de guerra modernas uma atenção especial é dedicada à realização de incursões durante a noite.