27 agosto 2016

Filipinas ameaçam 'confronto sangrento' com Pequim no Mar do Sul da China

O bombástico presidente filipino Rodrigo Duterte aumentou as tensões no Mar do Sul da China, sabendo que os EUA têm a obrigação estabelecida por um tratado de defender as Filipinas em caso de guerra com a China.


Sputnik


Duterte, conhecido como o "Donald Trump do Pacífico", acirrou o tom da retórica esta semana, ameaçando acender um fósforo sobre o barril de pólvora do Mar do Sul da China com uma "confrontação sangrenta" contra qualquer país que viole a soberania de Manila e sugerindo que ele "surraria alegremente" qualquer parte que tente assumir o controle do disputado recife de Huangyan (Scarborough, em inglês). 


Presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte
Presidente das Filipinas Rodrigo Duterte © REUTERS/ Romeo Ranoco


As ameaças do líder filipino se acrescentam a outras declarações polêmicas feitas no início desta semana sobre o país sair da Organização das Nações Unidas, caso a comunidade internacional continue a reclamar sobre sua agressiva "guerra às drogas", que já deixou mais de 1.900 mortos nos últimos 8 semanas. 

Duterte também se referiu ao secretário de Estado dos EUA, John Kerry, como "louco", enquanto ria dizendo que deveria ter insultado mais o chefe da diplomacia norte-americana para que os EUA dessem ainda mais dinheiro para seu país. 

"Eu garanto (para a China), se vocês entrarem aqui, será sangrento, e nós não vamos ceder a eles facilmente. Serão os ossos de nossos soldados, e você pode incluir os meu", disse Duterte à Associated Press, acrescentando que as Filipinas não admitiriam “serem enganadas” por nenhum país. 

As tensões no Mar da China Meridional foram desencadeadas quando as Filipinas unilateralmente apresentaram sua reivindicação às águas e territórios disputados na região perante o tribunal de arbitragem de Haia, a mando dos EUA. 

Em sua decisão, o tribunal invalidou a antiga reivindicação da China pelas águas, através das quais passa cerca de 40% do tráfego mundial de navios de comércio a cada dia, e sobre os territórios locais que servem a um imperativo militar crítico para Pequim. 


A China detém superioridade militar clara sobre as Filipinas, ostentando o maior exército permanente do mundo, com 2,3 milhões de soldados ativos, uma frota naval altamente modernizada, e alguns dos aviões de combate mais sofisticados do mundo. No entanto, as Filipinas têm uma aliança militar de longa data com os EUA, e as tropas americanas são obrigadas a vir em auxílio de seus colegas filipinos caso o país seja atacado pela China, segundo os termos do Tratado de Defesa Mútua assinado em 30 de agosto de 1951. 

A retórica belicosa do líder filipino, portanto, deve manter as autoridades de defesa norte-americanas alertas ao longo dos próximos meses, particularmente com a China já sinalizando a possibilidade de reivindicar o recife de Huangyan nas próximas semanas, a fim de contrariar a decisão desfavorável de Haia. 

Tem sido relatado que o raciocínio entre os altos oficiais militares de Pequim é de que os EUA estarão muito distraídos com a política interna e ficarão reticentes para protestar de forma muito agressiva caso a China se movimente em seus interesses nacionais.

Ataque de caminhão-bomba em Cizre matou 118 policiais turcos, segundo curdos do PKK

O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) disse neste sábado (26) que 118 policiais turcos foram mortos ontem (25) por um caminhão-bomba na cidade de Cizre, no sudeste do país.


Sputnik


A alegação foi feita por meio de um comunicado emitido pelo PKK. 


Polícia e bombeiros turcos após ataque do PKK em Cizre, sudeste da Turquia
© AFP 2016/ STR / DOGAN NEWS AGENCY


Ancara, por sua vez, declarou que 11 policiais foram mortos após o ataque terrorista na sexta-feira, e que 78 pessoas estariam feridas. 

"O combatente Mustafa Aslan realizou o ataque usando grande quantidade de explosivos… 60 veículos armados foram danificados… 118 policiais turcos morreram, 152 ficaram feridos", disse o PKK, acrescentando que o caminhão teve por alvo o distrito onde fica o quartel-general da polícia e do exército na cidade. 

Confrontos armados entre o PKK e as forças turcas ocorrem regularmente na província de Sirnak, no sudeste do país, especialmente desde julho de 2015, com o colapso de um cessar-fogo.


Paraguai: Oito soldados mortos em uma emboscada atribuída aos guerrilheiros do EPP

Oito soldados paraguaios foram mortos neste sábado (26) em um atentado atribuído à guerrilha do Exército do Povo Paraguaio (EPP) no leste do país, segundo informou o ministro do Interior do Paraguai, Francisco de Vargas. 


Sputnik

"Eles colocaram explosivos na passagem usada pela patrulha. O método utilizado sugere que se trata do grupo criminoso EPP", disse o ministro em entrevista coletiva.

Guerrilha das FARC em frente a um cartaz criticando o Plano Colômbia
© AFP 2016/ Luis Acosta


De acordo com o jornal ABC, o ataque aconteceu enquanto os soldados estavam em patrulha em uma estrada rural perto da aldeia de Arroyito, 500 km a nordeste da capital Assunção. 


Segundo a polícia, os guerrilheiros do EPP, que ainda tem cerca de vinte membros ativos e ao qual a polícia atribui mais de 50 assassinatos desde 2007, foram treinados pelos guerrilheiros das FARC colombianas, que recentemente assinaram um acordo de paz com as autoridades de Bogotá após mais de 50 anos de conflito.

Exército sírio retoma controle total sobre Daraya após quatro anos de cerco

As forças do governo sírio retomaram neste sábado o controle sobre Daraya, nos arredores da capital Damasco, após milhares de rebeldes e civis terem sido evacuados da cidade, que há quatro anos estava sob um cerco do regime. A vitória foi relatada por uma fonte militar da Síria à AFP. 


Sputnik

"O exército sírio controla completamente Daraya e entrou em toda a cidade. Não há um único homem armado lá", disse a fonte a respeito dos insurgentes, falando sob condição de anonimato.

Daraya, um subúrbio de Damasco, durante combates entre o Exército Árabe sírio e terroristas
Daraya, Síria © Sputnik/ Mikhail Alaeddin

De acordo com a televisão estatal síria, “o arquivo Daraya está agora encerrado após a evacuação de todos os civis, homens armados e suas famílias no âmbito do acordo" alcançado na quinta-feira (27) entre o regime e os rebeldes. 


A emissora transmitiu imagens de veículos do exército sírio fazendo uma varredura das ruas da cidade, que foi uma das primeiras a se levantar contra o governo na guerra civil que já dura mais de cinco anos. 

"O segundo e último comboio de rebeldes e civis saíram de Daraya hoje", confirmou o chefe do Observatório Sírio de Direitos Humanos, Rami Abdel Rahman.



100º Sukhoi Su-34

Poder Aéreo

MOSCOU – A fábrica de aeronaves Novosibirsk Aircraft Production (NAZ) deverá em breve entregar o 100º caça-bombardeiro tático Sukhoi Su-34 (NATO: Fullback) desde que o programa de produção foi lançado, informou um funcionário da NAZ à agência russa de notícias TASS. 


100º Sukhoi Su-34
 

O programa de desenvolvimento e produção do Su-34 incluiu a fabricação de 10 protótipos, dos quais oito foram destinados a testes de voo e dois para testes estáticos. A primeira unidade de produção do Su-34, cuja construção a NAZ começou em 2005, foi recebida pela Força Aérea Russa em dezembro de 2006. Foi o nono Su-34 construído pela fábrica.

A Força Aeroespacial Russa prevê a entrega de 150 a 200 aeronaves do tipo.

O bombardeiro tático Su-34 é projetado para atacar alvos de superfície, incluindo alvos móveis, por meio de uma grande variedade de armas, incluindo munições guiadas de precisão. A aeronave pode lidar com ameaças aéreas também e pode operar em qualquer tempo. Realizou seu voo inaugural em 1990 e entrou em serviço em 2014.

A velocidade máxima de alta altitude do Su-34 é de 1.900 km/h, e alcance ferry é de 4.000 km. A aeronave é capaz de reabastecimento em voo e é propulsada por um par de turbofans AL-31F, cada um produzindo o empuxo de 12.500 kgf em pós-combustão. O avião é tripulado por dois pilotos em cockpit com configuração lado a lado.


A-29 Super Tucano e A-10 Thunderbolt II voam juntos no Green Flag East

Poder Aéreo

Quatro aviões A-29B Super Tucano da Força Aérea Colombiana participam do Exercício Green Flag East de 15 a 29 de agosto, na Barksdale Air Force Base, Louisiana. 


Pássaros de mesma plumagem se reúnem: A-10 Thunderbolt II e A-29B Super Tucano voando juntos na mesma missão
 

O contingente colombiano, apoiado por 45 militares colombianos, chegou à base dos famosos bombardeiros estratégicos B-52 em 13 de agosto e imediatamente começaram a se envolver com os seus homólogos da Força Aérea dos Estados Unidos, a fim de se preparar para o exercício de duas semanas.

O Green Flag East é um dos exercícios de apoio aéreo aproximado do Air Combat Command, que ensaia táticas de apoio aéreo, reforçando simultaneamente a interoperabilidade com unidades da Força Aérea e do Exército: durante o exercício os pilotos treinam em um ambiente simulado, de alto risco, enquanto o pessoal de manutenção e suporte recebe um aumento do ritmo de missões de combate.

Além das aeronaves da Colômbia, participam os A-10 da USAF da Moody AFB, Ga.; F-16 da Guarda Aérea Nacional do Texas; KC-135 da McConnell AFB, Kans.; E-3 da Tinker AFB, Oklahoma; e E-8 da Robins AFB, Ga.

Como parte do Green Flag East, dois A-10 Thunderbolt II pertencentes ao 75th FS da Moody AFB voaram uma missão de apoio aéreo simulado com dois A-29B Super Tucano colombianos.

Curiosamente, o Embraer A-29 Super Tucano é uma das plataformas mais bem sucedidas em CAS (Close Air Support) em todo o mundo e considerado entre os candidatos para substituir o A-10 Thunderbolt na USAF no papel de apoiar as tropas em contato com as forças inimigas. Já em serviço com 10 Forças Aéreas ao redor do mundo, o avião turboélice tem a capacidade de transportar uma grande variedade de armas; dado o plano da Força Aérea dos EUA para aposentar sua frota A-10 em 2022, o Super Tucano tem sido cogitado muitas vezes para ser um possível substituto do A-10 na missão.

Pilotos instrutores americanos do 81th FS da Moody AFB já voam as aeronaves A-29B da Força Aérea Afegã entregues no início deste ano como parte do TAAC-Air (Train, Advice, Assist Command-Air): eles aconselham e treinam pilotos afegãos para operar o altamente manobrável sistema de armas de quarta geração durante o desenvolvimento do apoio aéreo aproximado, escolta aérea, reconhecimento armado e interdição aérea.



Irã revela sistema antiaéreo de longo alcance Bavar-373

Forças Terrestres

No dia 21 de agosto, em uma cerimônia com a presença do presidente iraniano Hassan Rohani e o ministro da Defesa Brigadeiro General Hossein Dehqan, foi revelado o Bavar-373, sistema de defesa antiaérea de longo alcance. 


Bavar-373 - 3

Até agora nenhuma informação tinha sido publicada sobre o sistema, mas em fóruns na Internet diz-se que o Bavar-373 emprega mísseis Sayyad-4 e é composto de diferentes radares. O posto de comando usa caminhões Zafar 8×8, enquanto o lançador Bavar TEL usa o caminhão Zoljanah 10×10.

O chefe do comando iraniano de defesa aérea anunciou pela primeira vez que o Bavar-373 estava sendo desenvolvido em setembro de 2011, pouco mais de um ano após a Rússia cancelar um contrato para fornecer ao Irã sistemas de defesa aérea S-300 de longo alcance. A Rússia reverteu essa decisão em 2015 e entregou os primeiros S-300 no início deste ano.

As fotos do sistema iraniano indicam grandes investimentos na capacidade de desenvolver radares phased array.

O lançador usa um casulo com uma seção quadrada similar ao do míssil Patriot americano, em vez de casulos arredondados vistos em sistemas de defesa aérea de longo alcance da Rússia.

Especialistas no Ocidente costumam desconfiar das apresentações de novas armas do Irã, pois muitas delas claramente são apenas propaganda para dissuasão.

Resta agora aguardar a divulgação dos primeiros testes de tiro real do Bavar-373 para saber se o sistema funciona de verdade.



CFN quer modernizar tanques leves e comprar veículos sobre rodas

Forças Terrestres

O Jane’s noticiou que o Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) da Marinha do Brasil está considerando upgrades para seus tanques leves SK-105A2S Kürassier, e a compra de veículos blindados 4×4 e 6×6. 


CFN - 3
SK-105 Kurassier

Projetos de modernização dos tanques e a obtenção de veículos blindados sobre rodas estão atualmente passando por uma fase de estudo e uma análise do conceito e do orçamento de viabilidade, disse um porta-voz da Marinha.

Estes projetos integram o Programa de Consolidação da Brigada Anfíbia no Rio de Janeiro (PROBANF), que visa aumentar o poder de fogo, a capacidade expedicionária, mobilidade e de proteção dos fuzileiros.

Dezessete tanques e um veículo de recuperação 4KH7FA Greif foram recebidas da Steyr-Daimler-Puch Spezialfahrzeug (agora parte da General Dynamics European Land Systems) em 2001, após a aquisição, em 1998.



Artilharia do Pantanal testa a busca a alvos com drone Horus FT-100

Forças Terrestres

Nioaque (MS) – Durante os dias 18 e 19 de agosto, a Artilharia Divisionária da 5ª Divisão de Exército (AD/5) esteve no 9º Grupo de Artilharia de Campanha (9º GAC) a fim de realizar o acompanhamento da experimentação doutrinária da Bateria de Busca de Alvos e, também, verificar o estágio da preparação dos subsistemas para o adestramento anual. 


Artilharia Horus FT-100 - 3
 

A experimentação doutrinária da Bateria de Busca de Alvos, que ocorre desde 2014 e se encerrará em 2017, vem se baseando no teste das possibilidades oferecidas pelo Sistema de Aeronave Remotamente Pilotada (SARP) que usa o Horus FT-100. O Comandante da AD/5, General de Brigada Aléssio Oliveira da Silva, pôde assistir ao lançamento e acompanhar o sobrevoo da aeronave e a qualidade das imagens produzidas pelo Grupo de Trabalho do 9º GAC. Foi possível observar, também, as novas tecnologias aportadas ao quartel pelo SISFRON, particularmente, os modernos e fartos meios de comunicações, que podem vir a ter emprego dual, com fácil integração aos demais meios da organização militar.

Primeiro tiro na eficácia com grande rapidez

Em seguida, a AD/5 verificou o desdobramento no terreno da linha de fogo de uma bateria de obuses, bem como dos subsistemas de comunicações, direção de tiro e topografia. Foi possível, então, identificar o uso de novas tecnologias para os cálculos topográficos, fato bastante estimulado pelo Gen Aléssio, que destacou ao Comandante do Grupo a importância da incorporação desses recursos para a obtenção do primeiro tiro na eficácia, haja vista a demanda do combate moderno. 


Artilharia Horus FT-100 - 1
 

A AD/5 percebeu que a capacidade de transmissão de dados da organização militar está muito beneficiada pelos meios existentes e, mesmo sem a sistematização industrial já oferecida pelo mercado, pode-se treinar a abertura de fogo com tempos comparáveis aos do Exército dos Estados Unidos, bastando uma dedicação adicional ao esforço de transmissão de dados e do emprego do equipamento Atlas Gun Laying System (AGLS), previsto para chegar brevemente ao 9º GAC.

A AD/5 ofereceu ao 9º GAC a oportunidade de participação em suas atividades e operações de adestramento, especialmente a Operação Sisson, que visa, justamente, nivelar o conhecimento e o emprego das novas tecnologias; e na Operação Salomão da Rocha, um exercício de coordenação de fogos com a manobra das Brigadas. 


Artilharia Horus FT-100 - 4
 

As visitas da AD/5 às organizações militares do Pantanal serão mais comuns a partir de agora, devido ao estímulo e entendimento do Exército de que as Unidades de artilharia das Brigadas estejam vinculadas tecnicamente a uma Artilharia Divisionária, em benefício do adestramento e do foco na atividade-fim.

Marinha esclarece posição sobre submarino ‘Scorpene’

Poder Naval

A Marinha do Brasil afirma que documentos vazados sobre o submarino “Scorpène” não afetam projeto brasileiro. “A Força afirmou e reitera que a partir das notícias divulgadas, o possível vazamento não está relacionado ao programa de obtenção dos submarinos da classe “Scorpène” em construção no Brasil (S-BR), em parceria com a DCNS. Os submarinos brasileiros foram projetados atendendo a especificações estabelecidas pela Marinha do Brasil, o que indica haver diferenças entre nosso submarino e os de outros países”, esclarece o contra-almirante Flávio Augusto Rocha. 


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De acordo com o contra-almirante, “a Marinha do Brasil, em princípio, não vislumbra impacto no programa de construção dos S-BR em andamento no Brasil e acompanha, atenta, os desdobramentos do fato ocorrido”.

Em nota enviada ao site Indústria de Defesa & Segurança, o contra-almirante afirma que a força está atenta às investigações sobre os documentos do submarino. “A Marinha do Brasil esclarece que, em momento algum, afirmou estar despreocupada com o suposto vazamento de informações relacionadas aos submarinos da classe ‘Scorpène’”.

O submarino “Scorpène” faz parte do PROSUB da Marinha do Brasil. Mais de 22 mil páginas do documento sobre o submarino vazaram no estaleiro da francesa DCNS, responsável pelo projeto. O temor é que essas páginas contenham detalhes sobre a capacidade de combate do submarino. Além do Brasil, Índia, Malásia, Austrália e Chile compraram o submarino da DCNS e investigam o vazamento.

LEIA NA ÍNTEGRA A RESPOSTA DA MARINHA


Senhora jornalista,
Em relação à matéria publicada ontem (25) no site Defesa e Segurança, intitulada “Brasil desconsidera vazamento do ‘Scorpène’, Austrália e Índia investigam”, a Marinha do Brasil esclarece que, em momento algum, afirmou estar despreocupada com o suposto vazamento de informações relacionadas aos submarinos da classe “Scorpène”.

A Força afirmou e reitera que a partir das notícias divulgadas, o possível vazamento não está relacionado ao programa de obtenção dos submarinos da classe “Scorpène” em construção no Brasil (S-BR), em parceria com a DCNS. Os submarinos brasileiros foram projetados atendendo a especificações estabelecidas pela Marinha do Brasil, o que indica haver diferenças entre nosso submarino e os de outros países.

Portanto, a Marinha do Brasil, em princípio, não vislumbra impacto no programa de construção dos S-BR em andamento no Brasil e acompanha, atenta, os desdobramentos do fato ocorrido.

Atenciosamente,
FLÁVIO AUGUSTO VIANA ROCHA
Contra-Almirante
Diretor



Austrália adverte DCNS após vazamento maciço de segurança

Construtor naval francês DCNS foi convidado a reforçar a sua segurança após o vazamento de documentos ultra-secretos sobre submarinos Scorpene


Por Franz-Stefan Gady | thediplomat.com | Poder Naval

Um alto funcionário da defesa australiano solicitou ao construtor naval francês Direction des Constructions Navales Services (DCNS) a intensificar a segurança após o vazamento de documentos que detalham as capacidades de combate ultra-secretas dos submarinos diesel-elétricos de ataque classe “Scorpene” da Marinha indiana (classe “Kalvari”). 


Shortfin Barracuda Block 1A
Shortfin Barracuda Block 1A

O funcionário da Defesa, agindo em nome do ministro da Indústria de Defesa da Austrália Christopher Pyne, também transmitiu profunda preocupação do governo sobre as implicações dos vazamentos para a Marinha Real da Austrália (RAN) no chamado Programa de Submarinos do Futuro SEA 1000, de acordo com a agência Reuters.

A DCNS está envolvida em negociações exclusivas para a construção de 12 submarinos Shortfin Barracuda BlocK 1A para a RAN, um derivado diesel-elétrico da classe “Barracuda” de submarinos nucleares de ataque da DCNS. O primeiro-ministro australiano Malcolm Turnbull anunciou em abril que a DCNS venceu o processo de avaliação competitiva para a concepção e construção de submarinos de última geração da RAN. O custo estimado para nova frota de submarinos da Austrália é de AS$ 50 bilhões (US$ 38,13 milhões), o maior acordo de defesa do país na história.

O vazamento vem em um momento crítico, quando a Austrália e a França estão trabalhando nos detalhes do acordo, incluindo cronogramas de construção e contratos de transferência de tecnologia. A DCNS disse no início da semana que o vazamento poderia ter sido executado por um dos dois competidores frustrados na oferta, Mitsubishi Heavy Industries (MHI)/Kawasaki Shipbuilding Corporation (KSC), e a empresa alemã ThyssenKrupp AG (TKMS).

A DCNS acusou os seus concorrentes de guerra econômica. “É evidente que houve um vazamento maciço. E os franceses colocarem a culpa nos japoneses ou alemães sob alguma bandeira da “guerra econômica” é histérico”, disse uma fonte da indústria à Reuters.

O Departamento de Defesa australiano também disse à DCNS que espera o mesmo nível de segurança que as empresas de defesa dos EUA estão fornecendo para obter informações sobre submarinos da Austrália, dado que submarinos da classe Collins da RAN estão equipados com um sistema de combate feito nos EUA.

A DCNS Austrália anunciou em 26 de agosto que vai estabelecer um Comitê de Segurança operacional até ao final de 2016. “Esta comissão é parte dos arranjos que entregam a soberania para a Austrália em matéria de submarinos e regerão as medidas que DCNS desenvolve para entregar ao governo australiano rigorosos requisitos de segurança para o programa de submarinos do futuro”, disse Sean Costello, diretor executivo da DCNS Austrália.

A DCNS vem construindo a nova classe de submarinos de ataque da Índia, em cooperação com o estaleiro estatal Magazon Limited (MDL) em Mumbai durante a última década. “O vazamento das 22.400 páginas inclui documentos altamente secretos marcados como “Restricted Scorpene India” detalhando os submarinos da classe Scorpene como profundidades de mergulho, alcance e autonomia, dados magnéticos, eletromagnéticos e infravermelhos, e detalhes do sistema de combate do submarino, incluindo o sistema de lançamento de torpedos”.


25 agosto 2016

Síria: chega a 471 o total de assentamentos que adotaram o cessar-fogo

O número de assentamentos que se juntaram ao regime de cessar-fogo na Síria chegou a 471, segundo informou o Ministério de Defesa da Rússia nesta quinta-feira, 25.


Sputnik

"Nas últimas 24 horas, acordos de trégua foram alcançados com representantes de 14 assentamentos nas províncias de Latakia, Homs e As-Suwayda, elevando o número total de assentamentos que se juntaram ao cessar-fogo para 471", diz o boletim do centro russo para a reconciliação síria. 



Latakia, Síria
Latakia, Síria © Sputnik/ Dmitriy Vinogradov

De acordo com o documento, negociações de adoção do regime de trégua seguem em curso com comandantes de grupos armados da oposição nas províncias de Hama, Homs e Latakia.


Por que Alemanha retira soldados da base turca de Incirlik?

Autoridades alemãs estão considerando a retirada de cerca de 250 soldados e equipamento militar instalados em base aérea da OTAN na Turquia, informa edição Spiegel Online.


Sputnik


O Ministério da Defesa alemão afirmou que está disposto a continuar a missão a partir da Turquia, mas sublinhou que "há alternativas à base de Incirlik". 

Resultado de imagem para alemanha base aerea incirlik
Tornados alemães na base aérea de Incirlik


De acordo com a edição, a Alemanha poderia, em alternativa, implantar o seu contingente em bases na Jordânia e Chipre. No entanto, a reafetação das aeronaves Tornado vai interromper os voos de reconhecimento sobre a Síria e o Iraque pelo menos durante dois meses. 

Além disso, a manutenção das aeronaves e do contingente na Jordânia ou no Chipre será mais cara e tecnicamente mais complexa do que na Turquia, escreve a Spiegel. A decisão pode estar relacionada com a recente deterioração das relações entre Bruxelas e Ancara.

Em junho, a Turquia retirou seu embaixador da Alemanha após o Bundestag (parlamento alemão) aprovar uma resolução que reconhece o genocídio armênio. As autoridades turcas também proibiram a delegação alemã de legisladores de visitar a base aérea de Incirlik, de acordo com a mídia alemã.


As tensões entre a Turquia e a UE aumentaram ainda mais após a falhada tentativa de golpe na Turquia, a qual o presidente Erdogan considera ter sido promovida pelos EUA e pelo clérigo de 75 anos Fethullah Gulen.


'Operação em Jarablus é contra curdos, não contra Daesh'

Em entrevista à Sputnik Turquia, o vice-presidente do Partido Democrático dos Povos (HDP) disse que a operação na fronteira turco-síria tem como objetivo atacar curdos. 


Sputnik

O político curdo, Idris Baluken, acredita que a luta contra o grupo terrorista Daesh (proibido na Rússia) seria somente um pretexto usado pelo governo turco para justificar suas ações para a comunidade internacional.

Material bélico turco nas proximidades de Jarablus, no norte da Síria
Tropas turcas na Síria © Sputnik/ Hikmet Durgun


"As ações das tropas turcas são destinadas para ganhar tempo e oferecer a possibilidade aos grupos terroristas na Síria, especialmente ao Daesh enfraquecido, de ganharem forças," disse.

A Turquia nega tais declarações, reforçando que a operação busca somente acabar com atividades terroristas no território sírio, tendo os curdos como uma das "ameaças", declarou o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, sobre a operação. 


"Com o início da operação em Jarablus a Turquia de fato assumiu uma posição na guerra síria. Erdogan e o AKP [Partido turco da Justiça e Desenvolvimento] puseram, de forma premeditada, a Turquia no inferno da guerra devastadora na região do Oriente Médio", acrescentou Baluken à Sputnik. 

O especialista e político sublinhou também que a questão do possível início da operação nunca foi discutida pelo Parlamento, já que ele atualmente está em recesso. Balunken acha que "o partido no poder [da Turquia] aproveitou esse momento para enviar tropas à Síria".

As autoridades da Turquia informaram que a saída do território sírio ainda é incerta: as unidades turcas vão permanecer na Síria até que as forças do Exército Livre da Síria tomem o controle da situação. 


De acordo com o entrevistado, a violação da soberania de um país e a entrada de tropas estrangeiras são medidas que acarretam em consequências graves se for levado em consideração o direito internacional. 

"As consequências pelo passo dado pela Turquia podem ser muito graves", sublinhou. 

O político curdo espera que a Turquia mude sua posição "antes que seja tarde demais".

Navio americano fez disparos de advertência contra embarcação do Irã

Navio iraniano se aproximou a menos de 200 metros do americano.
Incidente aconteceu nesta quarta-feira.


France Presse

Um navio de guerra dos Estados Unidos que patrulhava o Golfo Pérsico fez três disparos de advertência após um navio iraniano se aproximar a menos de 200 metros de distância, informou um porta-voz militar nesta quinta-feira (25).


File:The patrol coastal ship USS Squall (PC 7) transits the Persian Gulf during exercise Spartan Kopis Dec. 9, 2013 131209-N-OU681-1798.jpg
USS Squall

Durante o incidente, que aconteceu na quarta-feira, o USS Squall "recorreu ao disparo de três tiros de advertência de sua metralhadora calibre 50, o que fez com que o navio iraniano se retirasse da área", indicou o porta-voz da Marinha, o comandante Bill Urban, à AFP.



Acordo permite evacuar rebeldes e civis da cidade síria de Daraya

4 mil homens, mulheres e crianças serão levados a arredores de Damasco.
Acordo diz ainda que 700 rebeldes podem seguir com suas armas até Idleb.


France Presse

Milhares de rebeldes e de civis serão evacuados de Daraya, cidade próxima de Damasco e sitiada desde 2012, segundo um acordo alcançado nesta quinta-feira (25), anunciou a agência oficial síria, Sana.


Daraya, subúrbio de Damasco e palco de combates entre o Exército Árabe Sírio e terroristas
Daraya © Sputnik/ Mikhail Alaeddin

"Segundo o acordo, 700 homens com suas armas individuais sairão de Daraya rumo à cidade de Idleb (noroeste) enquanto 4 mil homens, mulheres e crianças serão levados para centros de alojamento", acrescentou a agência.

Uma fonte militar afirmou à AFP que "a etapa seguinte será a entrada do exército no local".

Um líder rebelde na cidade confirmou que havia um acordo "para esvaziar a cidade fazendo sair os civis e os combatentes a partir de sexta-feira".

"Os civis irão para regiões sob controle do regime (de Bashar al-Assad) nos arredores de Damasco enquanto os rebeldes deverão ir a Idleb ou regularizarem sua situação com o regime", acrescentou a fonte.

Daraya, um reduto rebelde com muito simbolismo, foi uma das primeiras cidades que se rebelou contra o governo em 2012 e também uma das primeiras a ser sitiada.

O governo de Damasco sempre negou o acesso de ajuda a Daraya, apesar de ter autorizado em muitas outras localidades. A cidade está localizada muito perto da base aérea de Maze, sede do Serviço de Inteligência da força aérea e que serve também como prisão.


Santos ordena cessar-fogo definitivo com as Farc para a próxima semana

Acordo definitivo de paz foi assinado nesta quarta.
Início de cessar-fogo foi ordenado para a próxima segunda-feira. 


Do G1, em São Paulo

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, ordenou nesta quinta-feira (25) que o cessar-fogo definitivo das forças militares da Colômbia com os rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) comece no próximo dia 29. O anúncio é feito um dia depois de o governo e a guerrilha assinaram, em Havana, o histórico acordo de paz definitivo no país. O cessar-fogo foi um dos pontos acordados, mas ainda não tinha data definida para começar.


O comandante das Farc Iván Marquéz (esquerda) e o chefe da delegação de paz colombiana Humberto de la Calle (direita) apertam as mãos nesta quarta-feira (24) em Havana, Cuba, após assinarem o acordo definitivo de paz na Colômbia (Foto: YAMIL LAGE / AFP)
O comandante das Farc Iván Marquéz (esquerda) e o chefe da delegação de paz colombiana Humberto de la Calle (direita) apertam as mãos nesta quarta-feira (24) em Havana, Cuba, após assinarem o acordo definitivo de paz na Colômbia (Foto: YAMIL LAGE / AFP)

"Como chefe de Estado e como comandante em chefe das nossas forças militares ordenei o cessar-fogo definitivo com as Farc a partir das 0h da próxima segunda-feira, 29 de agosto. Assim chega ao fim o conflito armado com as Farc", anunciou o presidente.

O anúncio foi feito em uma praça no centro de Bogotá, logo após o presidente entregar o texto do acordo definitivo ao Congresso colombiano, para que inicie os trâmites de convocação do plebiscito que visa a referendar o que foi negociado. O documento considera a desmobilização dos guerrilheiros, o abandono das armas e a transformação das Farc em um movimento político, entre outros pontos.

Durante as negociações de paz, que começaram em 2012, as Farc realizaram várias tréguas unilaterais como demonstração de seu compromisso com os diálogos: nas festas de Natal e nas eleições-gerais de 2014, entre 20 de dezembro de 2014 e 23 de maio de 2015; e entre 20 de julho de 2015 até agora.

O governo respondeu a este gesto da guerrilha marxista com a suspensão dos bombardeios aéreos a acampamentos rebeldes, mas mantendo sua função constitucional de combater grupos armados ilegais como as Farc.

Acordo histórico

 
Depois de quase quatro anos de diálogos em Cuba, as Farc e o governo da Colômbia anunciaram nesta quarta que chegaram a um acordo de paz definitivo para o conflito armado de mais de 50 anos no país.

O acordo com as Farc, grupo armado desde 1964 e maior guerrilha da Colômbia, permitirá superar em grande parte um confronto que já deixou 260 mil mortos, quase 7 milhões de deslocados e 45 mil desaparecidos.

O acordo é histórico porque desde 1983 o país fracassou em três tentativas de negociar a paz, como informa o jornal "El Tiempo". Essas tentativas ocorreram durante os governos de Belisario Betancur, César Gaviria e de Andrés Pastrana.

Plebiscito

 
O acordo deve ser aprovado pela população colombiana, que votará em plebiscito no dia 2 de outubro, segundo anunciou o presidente Juan Manuel Santos em pronunciamento na televisão. “Hoje começa o fim do sofrimento, da dor e da tragédia da guerra. A esperança nacional virou realidade. Alcançamos um acordo final para pôr fim ao conflito”, disse o presidente durante seu discurso.

Se o acordo passar na prova das urnas (para o qual requer ao menos 4,4 milhões de votos afirmativos), será possível dizer que o último conflito armado na América está em vias de ser extinto.

Pontos acordados em Havana

 
Na última semana, as equipes negociadoras das Farc e do governo trabalharam de forma ininterrupta para terminar o acordo.

Os assuntos que ainda estavam sendo discutidos eram o alcance da anistia para as Farc (que exclui os responsáveis por crimes como sequestro, deslocamento e violência sexual) e a participação política dos rebeldes.

O pacto da Havana prevê acordos e compromissos em seis pontos: reforma rural, participação política dos ex-combatentes da guerrilha, cessar-fogo bilateral e definitivo, solução ao problema das drogas ilícitas, ressarcimento das vítimas e Mecanismos de implementação e verificação.

O compromisso alcançado em Cuba estabelece que quem confessar seus crimes diante de um tribunal especial poderá evitar a prisão e receber penas alternativas. Se não for feito dessa forma e forem declarados culpados, serão condenados a penas de 8 a 20 anos de prisão.

Além disso, espera-se que as Farc iniciem seu desarme uma vez que sejam referendados os acordos em um prazo de seis meses contados a partir de sua concentração em 23 áreas e oito acampamentos na Colômbia.

Observadores desarmados da ONU, delegados das Farc e o governo verificarão o processo de abandono das armas, com as quais serão levantados três monumentos.

Paz é mais barata

 
Os negociadores de paz do governo da Colômbia reagiram nesta quinta aos críticos do acordo dizendo que o custo de acolher os combatentes rebeldes na sociedade é muito menor do que os gastos do conflito.

Os opositores do acordo, liderados pelo ex-presidente colombiano Álvaro Uribe, afirmam que o pacto anistia os rebeldes de crimes demais e é injusto com os cidadãos cumpridores da lei porque pede subsídios para os combatentes que deixam seus esconderijos nas florestas e montanhas enquanto procuram trabalho.

A equipe que passou quase quatro anos negociando com as Farc em Havana realizou uma coletiva de imprensa para defender o pacto, dizendo que o governo e a sociedade precisam ajudar a integrar os combatentes, alguns dos quais passaram décadas em campos.

"Isto é pela Colômbia, para que o que aconteceu na América Central não aconteça aqui – nós os abandonarmos depois de eles deporem as armas e eles terminarem em grupos criminosos ou pegarem em armas novamente", disse o senador Roy Barreras, um dos negociadores.




Juiz Sérgio Moro recebe medalha de condecoração do Exército

Medalha do Pacificador é a mais alta honraria do Exército


Elijonas Maia | Diário do Poder

O juiz Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato em primeira instância, recebeu na manhã desta quinta-feira (25) a Medalha do Pacificador em solenidade do Dia do Ssoldado, realizada no Quartel General do Exército, em Brasília. 


Moro disse, na homenagem, que é uma honra receber o reconhecimento do Exército.

A honraria, recebida por Moro, é dada pelo Exército às pessoas que a instituição entende que prestou serviços relevantes ao país. Além de Moro, outras 300 pessoas foram condecoradas.

Moro disse, na homenagem, que é uma honra receber o reconhecimento do Exército. Na solenidade, o juiz foi atração entre o público e também entre outros homenageados, que cercaram o juiz para tirar fotos e parabenizá-lo pela Lava Jato.

Essa medalha é a mesma que, em outubro de 2015, foram retiradas dos mensaleiros José Genoino (PT), Roberto Jefferson (PTB) e Valdemar Costa Neto (PR), após os políticos serem condenados no Mensalão. O ato foi do general Vilas Boas, o atual comandante. 



24 agosto 2016

Turquia cruza fronteira e faz operação militar contra Estado Islâmico na Síria

Ofensiva na cidade síria de Jarablos é chamada 'Escudo do Eufrates'.
Exército turco é apoiado por forças da coalizão internacional antijihadista.


Do G1, em São Paulo

Uma dezena de tanques turcos entraram em território sírio e começaram a atirar contra posições do grupo Estado Islâmico (EI) na localidade síria de Jarablos nesta quarta-feira (24). Damasco condenou a intervenção militar da Turquia e a considerou uma violação da soberania do país, segundo a agência France Presse.


Foto mostra cidade turca Karkamis mostra tanques de guerra e caminhões de combate posicionados a 2 km da fronteira com Jarabulus, na Síria, nesta quarta-feira (24) (Foto: Bulent Kilic/AFP)
Foto mostra cidade turca Karkamis mostra tanques de guerra e caminhões de combate posicionados a 2 km da fronteira com Jarabulus, na Síria, nesta quarta-feira (24) (Foto: Bulent Kilic/AFP)

O exército turco, apoiado por forças da coalizão internacional antijihadista, iniciou uma operação chamada "Escudo do Eufrates", com aviões de combate e forças especiais para expulsar o EI de Jarablos.

O objetivo da ofensiva é tornar a fronteira entre os dois países mais segura. A cidade Jarablos fica às margens do Rio Eufrates, a menos de 1 km da fronteira com a Turquia, segundo a CNN.

Segundo a CNN, há três dias a Turquia tem promovido ações contra alvos sírios em resposta a um ataque de morteiro que atingiu áreas residenciais em Karkamis, uma cidade no lado turco da fronteira.

O ministro do Interior turco, Efkan Ala, afirmou que as tropas atuam em conjunto com as equipes da coalização. “A Turquia não permitirá que organizações terroristas fiquem perto para ameaçar a Turquia”, afirmou, segundo a CNN.

A mídia turca informou que as tropas criarão uma zona segura para refugiados entre as cidades de Marea e Jarablus.

"Damasco condena o cruzamento da fronteira turco-síria por tanques e blindados turcos em direção à cidade de Jarablos, com cobertura aérea da coalizão liderada por Washington, e considera que se trata de uma violação flagrante de sua soberania", diz o comunicado oficial.



23 agosto 2016

Forças Armadas da Ucrânia contam sobre pânico sofrido por soldados ucranianos

O Chefe do Estado Maior das Forças Armadas da Ucrânia, Viktor Muzhenko, reconhece que o exército ucraniano sofreu derrota, perto da cidade de Ilovaisk, impulsionada pelo pânico.


Sputnik

"Alguns soldados que dois anos atrás se entregaram ao pânico, até hoje não conseguiram se recuperar totalmente", escreve Muzhenko em sua página do Facebook


Militares ucranianos participam dos exercícios
Militares ucranianos © AFP 2016/ YURIY DYACHYSHYN

De acordo com ele, a fuga de algumas unidades durante ações militares nas proximidades de Ilovaisk enfraqueceu as posições das Forças Armadas ucranianas, permitindo ao inimigo reforçar as reservas e abastecer os soldados com equipamentos.

Ainda em dezembro de 2014, a mídia informou sobre fuga de soldados das Forças Armadas ucranianas perto de Ilovaisk, mas naquele tempo, representantes das forças armadas não chegaram a confirmar estas informações.

Os confrontos perto de Ilovaisk, na região de Donetsk, se iniciaram em agosto de 2014. Durante ofensiva, as forças da autoproclamada República Popular de Donetsk (RPD) cercaram algumas unidades das Forças Armadas da Ucrânia e outros batalhões. Segundo estimativas, Kiev perdeu entre 200 e mil soldados.

Antes, em abril de 2014, Kiev iniciou uma operação militar contra as autoproclamadas repúblicas de Donetsk e Lugansk, que declararam independência após o golpe de Estado, ocorrido na Ucrânia em fevereiro do mesmo ano.

Segundo os dados da ONU, o conflito no leste da Ucrânia já provocou a morte de mais de 9.500 pessoas e deixou mais de 22 mil feridos.



Caça indiano pousa a apenas 100 quilômetros da China

A pista de pouso modernizada (AGL, sigla em ingês) de Pasighat, na Índia, é considerada uma área estratégica e será uma das bases operacionais controladas pelo Comando Aéreo do Leste, capaz de receber todos os tipos de aviões e helicópteros.


Sputnik

Avião mais destruidor da Força Aérea indiana, Sukhoi-30MKI, realizou sua primeira aterrissagem na base Pagishat, situada no estado indiano de Arunachal Pradesh, inaugurando a pista de pouso modernizada, localizada a apenas 100 quilômetros da fronteira com a China.


Su-30MKI da Força Aérea da Índia.
Sukhoi Su-30 MKI da Força Aérea da Índia © flickr.com/ Jerry Gunner

O aeródromo renovado foi inaugurado na presença de Kiren Rijiju, Ministro da Administração Interna.

O capitão indiano, Mohonto Panging, também estava presente na cerimônia de inauguração. Ele fez parte do grupo de pilotos do Sukhoi, que participaram de treinamento em Moscou. Posteriormente, Panging participou da viagem de fornecimento para a Índia do primeiro lote de 12 caças Sukhoi, que saíram de Moscou em 1997.

Segundo o ministro da Defesa da Índia, Arunachal Pradesh, o estado do Arunachal Pradesh possui 1.680 quilômetros de fronteira com outros países, dos quais 1.080 quilômetros fazem fronteira com a China. A Índia pretende modernizar mais duas pistas de pouso no mesmo estado. Mais um projeto de modernização de pistas de pouso está previsto para ser concluído já no primeiro trimestre do próximo ano, no distrito de Tawang. O projeto já realizou 24% das obras. Em março e maio deste ano, foram inauguradas quatro pistas de pouso modernizadas no território indiano.


 

Rússia vai produzir motores para o novo Il-112 em 2018

O fabricante da cidade russa de Omsk, que faz parte da Corporação de Motores Unida (UEC, na sigla em inglês) da Rússia, começará produzindo motores Klimov TV7-117ST para o novo avião de transporte militar leve Il-112 em 2018, informou a UEC na quinta-feira (18).


Sputnik

Anteriormente eram produzidos motores TV7-117S, mas neste momento a corporação está trabalhando para criar uma nova versão – o ST. 

Avião russo Ilyushin Il-112
© Foto: OJSC "Ilyushin Aviation Complex"

Segundo a UEC, o novo Centro Salyut de Pesquisas e Produção de Turbinas a Gás foi escolhido como a empresa que fará a montagem do motor TV7-117ST a partir de 2018, enquanto a UEC vai testar e instalar esse motor.

O TV7-117ST é um novo motor turbo-propulsão, sendo uma versão modernizada do TV7-117SM desenvolvido especialmente para o avião de linhas aéreas regionais Ilyushin Il-114.

Como se destaca, no novo motor foram ampliados os parâmetros de potência e eficácia de consumo de combustível e ele se tornou mais ecológico. O Il-112V é um avião de transporte militar leve desenvolvido pelo consórcio Ilyushin. Ele se destina a transporte e operações de lançamento de paraquedas de equipamento militar, pessoal e carga. O avião deverá substituir os antigos Antonov An-26. A produção em massa do Il-112V está prevista para 2019.


 

Nigéria diz ter matado comandantes do Boko Haram

Aviões do governo atacaram o grupo islâmico na floresta de Sambisa.
Líder do grupo terrorista estaria entre os mortos, segundo autoridades.


Reuters


A Força Aérea da Nigéria disse ter matado vários combatentes de alto escalão do Boko Haram e possivelmente seu líder geral em um momento em que o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, chega ao país para conversas sobre como lidar com os militantes. 


Líder do grupo terrorista Boko Haram, Abubakar Shekau, estaria entre os mortos, segundo autoridades (Foto: Reuters)
Líder do grupo terrorista Boko Haram, Abubakar Shekau, estaria entre os mortos, segundo autoridades (Foto: Reuters)

Aviões do governo atacaram o grupo islâmico na floresta de Sambisa, no nordeste do país, região que é seu bastião, na noite de sexta-feira, informou a Força Aérea nesta terça-feira (23), dizendo que tinha acabado de confirmar os detalhes da operação.

"Acredita-se que seu líder, o chamado 'Abubakar Shekau', foi ferido fatalmente nos ombros", acrescentou o comunicado do porta-voz dos militares, coronel Sani Kukasheka Usman, sem dar detalhes sobre a fonte das informações.

Os militares já informaram a morte de Shekau em outras ocasiões, mas depois um homem afirmando ser o líder apareceu, aparentemente ileso, fazendo declarações em vídeo. Não houve nenhuma reação imediata do grupo, que só se comunica com a mídia através de vídeos.

A Nigéria vem pressionando os EUA para que lhe venda aeronaves que lhe permitam enfrentar o Boko Haram, um grupo que emergiu em Borno, região do nordeste nigeriano, sete anos atrás e que se estima já ter matado 150 mil pessoas em sua luta para criar um Estado islâmico.


Após explosão de paiol, fábrica da Imbel é interditada em Juiz de Fora

Auditores da Gerência Regional do Trabalho solicitaram providências técnicas.
Segundo empresa que produz material bélico, não há previsão de liberação.


Do G1 Zona da Mata

Os auditores da Gerência Regional do Trabalho de Juiz de Fora decidiram pela interdição da fábrica da Indústria de Material Bélico do Brasil (Imbel), no Bairro Araújo. A decisão ficará em vigor até a administração tomar providências para garantir a segurança dos 270 funcionários. As atividades no local estão suspensas desde a explosão de um paiol há uma semana, que causou danos materiais em dependências da indústria e em imóveis vizinhos.


Imbel Juiz de Fora (Foto: Marina Proton/G1)
Sede da Imbel em Juiz de Fora foi interditada nesta segunda-feira (Foto: Marina Proton/G1)

O Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Químicas Farmacêuticas e Material Plástico (Stiquifamp) de Juiz de Fora e a assessoria da Imbel informaram que estão cientes da interdição.

De acordo com o auditor José Miguel Campos Júnior, a empresa já foi notificada da interdição, que foi difinida nesta segunda-feira (22) após a análise do relatório das vistorias feitas até a última sexta-feira (19).

"A fábrica possui 82 edificações e todas precisaram ser vistoriadas, não apenas o local do incidente. Por isso que o laudo foi finalizado nesta segunda. Foram determinadas providências técnicas para que a indústria volte a manter trabalhadores no local. Uma parte da interdição diz respeito às edificações, porque algumas foram comprometidas", explicou.

A interdição é por tempo indeterminado porque cabe à empresa resolver os problemas e pedir uma nova vistoria. "A Imbel precisa apresentar uma solicitação do levantamento de interdição, que pode ser total ou parcial. A partir disso, os auditores voltam ao local para analisar o que for pedido pela empresa", afirmou.

Ainda segundo ele, outros detalhes da interdição não podem ser divulgados por envolver o sigilo referente à natureza da atividade da fábrica, que é a produção de material bélico. O auditor fiscal do trabalho destacou que o trabalho da Gerência Regional do Trabalho é realizado em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT).

O G1 entrou em contato com a assessoria do MPT em Belo Horizonte e aguarda retorno.

O presidente do Stiquifamp de Juiz de Fora, Scipião da Rocha Júnior, disse que participou de uma reunião na segunda-feira (22) com a Procuradoria do Trabalho e os auditores fiscais na Subdelegacia do Trabalho na cidade.

"A empresa já estava com as atividades paradas de forma preventiva por decisão da empresa, mas agora a interdição está oficializada, porque acataram o pedido do sindicato. Os funcionários civis não podem trabalhar até haver garantia de segurança", destacou.

Segundo ele, o sindicato recebeu questionamentos de funcionários temendo ficar sem pagamento. "A Legislação diz que, em caso de interdição e interrupção de atividades, salários e benefícios estão garantidos. Por isso, não procede o temor de pessoas e comerciantes da região de que os funcionários teriam o pagamento suspenso", ressaltou.

O sindicato informou que a direção da Imbel está transferindo parte do pessoal administrativo para uma sala do Colégio Militar, para dar continuidade aos trabalhos, em meio expediente. "É uma alternativa permitida pela lei", disse.

Enquanto aguarda o desdobramento da interdição, o sindicato se mobiliza em outras frentes. "Além de acompanhar junto com os auditores fiscais, estamos encaminhando ofício em caráter de urgência para o Ministro da Defesa, Raul Jungmann. Queremos um posicionamento do ministério em respeito à garantia de emprego e segurança destes trabalhadores em todas as unidades da Imbel", comentou.

O assessor da Imbel, coronel Malbatan Leal, confirmou a entrega do termo de interdição no fim da tarde de segunda-feira e disse que as providências estão em andamento. "Estamos definindo o planejamento do cronograma, mas ainda não há prazo. O objetivo é retornar à normalidade, atendendo ao rigor que confira segurança para todos. A interdição veio de encontro à decisão do chefe da fábrica de suspender as atividades, o que indica uma convergência de interesses dos envolvidos", afirmou.

A princípio, a meta será solicitar a suspensão parcial da interdição, segundo o assessor. "Houve áreas mais impactadas do que outras, que vão demandar mais tempo de reparo. Por isso, provavelmente será priorizado o retorno parcial das atividades", explicou.

O coronel Malbatan Leal confirmou que alguns funcionários foram transferidos para o Colégio Militar. "São de setores prioritários que precisam continuar trabalhando. Por isso, estão abrigados de forma excepcional e temporária no colégio", afirmou. Além disso, também disse que os salários e benefícios estão mantidos durante a interdição, atendendo à legislação.

Explosão assustou moradores

 
A explosão aconteceu no fim da noite da última terça-feira (16). De acordo com a nota oficial da Imbel, o paiol número um concentrava munições e foi totalmente destruído. Outros dois foram destruídos parcialmente e houve um princípio de incêndio em um depósito de material químico.

A equipe de controle de danos da fábrica e o Corpo de Bombeiros isolaram a área e realizaram o rescaldo do incêndio gerado pela explosão. Não houve feridos nem mortos.

De acordo com a Imbel, a instalação que fica em área afastada de locais de circulação de pessoas e da área urbana e que era destinada ao armazenamento de explosivos, sob condições de temperatura e umidade permanentemente controladas.

As causas da explosão estão sendo investigadas pelo Exército e um inquérito técnico-administrativo interno foi aberto pela Imbel. O laudo deve sair até o dia 18 de setembro.

Na quinta-feira (18), fiscais do Núcleo de Emergência do Estado realizaram uma inspeção na unidade. O mesmo trabalho foi realizado por auditores do Ministério Público do Trabalho (MPT) na sexta-feira (19).

Além de ter causado danos em residências, o acidente deixou moradores de bairros vizinhos assustados. Ao G1, eles contaram que a explosão trouxe uma sensação de terremoto, com um barulho muito alto.

Engenheiros da Defesa Civil e funcionários da Imbel cadastraram e vistoriaram casas vizinhas da fábrica. Segundo a assessoria da Defesa Civil, foram 166 casas cadastradas, apenas com avarias e sem risco estrutural.

O assessor da Imbel informou que será feito um mutirão no próximo fim de semana para finalizar as vistorias nas casas dos moradores afetados. Ele ainda disse que serão realizados pelo menos três orçamentos pelos próprios proprietários e a Imbel vai decidir qual o melhor, para liberar o dinheiro para realizar os reparos.

Imbel foi inaugurada em 1938

 
Além da unidade da Zona da Mata, a Imbel também está presente no Rio de Janeiro (RJ), Magé (RJ), Itajubá (MG) e Piquete (SP). A fábrica de Juiz de Fora foi inaugurada em 1938, mas já funcionava em 1937.

A empresa tem tecnologia própria para a fabricação de materiais de emprego militar, com qualidade assegurada por Certificado de Sistemas da Qualidade e Serviços Pós-entrega para Material Bélico Aeroespacial, foguetes e munições de 40 a 155 milímetros e suas embalagens.

No local, são produzidas munições para morteiros 60, 81 e 120 milímetros, para canhões de 90 milímetros e para obuseiros 105 e 155 milímetros; motor foguete SBAT 70 M4B1 e cabeças de guerra AP e AC.

Não é a primeira vez que a empresa registra um grande acidente na cidade. Em março de 1944, uma oficina da fábrica explodiu matando 14 trabalhadores.



22 agosto 2016

Por que a Rússia precisa de uma base militar no Irã

Bombardeiros táticos e de longa distância russos foram enviados esta semana à base aérea de Hamadan, no Irã. Segundo especialistas militares, iniciativa foi motivado por razões econômicas e pela necessidade de mudar o rumo da batalha por Aleppo.


Nikolai Litôvkin | Gazeta Russa

Um grupo de bombardeiros táticos e de longa distância da Rússia foi enviado à base aérea de Hamadan, no Irã, após a assinatura de um acordo entre Teerã e Moscou que permite que a força aérea russa utilize o aeroporto em questão para conduzir missões à Síria. 


Sukhoi Su-34

Os seis bombardeiros Tu-22M3 e os quatro Su-34, que chegaram à base na terça-feira (16), começaram imediatamente a se revezar em operações no nordeste da Síria.

“O ataque aéreo destruiu cinco grandes armazéns com armamento, munições e combustíveis, campos de treinamento nas áreas das comunidades de Serakab, al-Bab, Aleppo e Deir ez-Zor, além de um grande número de militantes”, lê-se em nota divulgada pelo Ministério da Defesa da Rússia.

No dia seguinte ao início das missões, o grupo também destruiu um posto de comando do Estado Islâmico (EI) na província de Deir ez-Zor, matando mais de 150 militantes.

Base em Hamadan

Inicialmente, os bombardeiros de longa distância Tu-22M3 estavam decolando do aeroporto de Mozdok, na Ossétia do Norte. No percurso, voavam sobre o mar Cáspio rumo ao Irã e ao Iraque, e então retornavam à base na Rússia.

No total, cada aeronave percorria uma área de quase 5.000 quilômetros. Com os tanques de combustível cheios, o Tu-22M3 acabava transportando apenas um terço de sua carga máxima, isto é, entre seis e oito toneladas de ogivas.

Segundo o Ministério da Defesa russo, o deslocamento dos aviões para a zona de combate visa a aumentar a eficácia dos voos em missão.

“Aumentamos a eficácia dos voos de longa distância em, pelo menos, três vezes. Agora, cada bombardeiro Tu-22M3 transporta cerca de 20 toneladas de ogivas e ataca de quatro a cinco alvos em cada voo”, explica Leonid Ivachov, coronel-geral aposentado e presidente do Centro Internacional de Análise Geopolítica, em Moscou.

Além disso, Ivachov ressalta que a base aérea de Hmeimim, na Síria, que já vinha sendo usada pela aviação tática da força aérea russa, não combina com o Tu-22M3. “A sua pista é muito curta e falta de infraestrutura necessária”, diz.

Hamadan, porém, não é uma base militar russa no sentido comum da palavra, segundo o diretor do Centro para Análise de Estratégia e Tecnologia, Ruslan Pukhov.

“O termo ‘base’ pode ter vários significados. Pode ser uma cidade militar com plenos direitos, ou dezenas de aviões de combate com militares em serviço. Hamadan não é Hmeimim 2”, esclarece Pukhov.

Retomada de Aleppo

De acordo com Iliá Kramnik, observador militar do site de notícias Lenta.ru, a implantação de bombardeiros russos no Irã mudará significativamente o alinhamento das forças na luta contra o terrorismo.

“Enviar Tu-22M3s e Su-34s para o Irã não significa o retorno das tropas russas para o Oriente Médio. É um movimento tático e um reforço qualitativo das forças aeroespaciais, preservando o número de aviões em operação”, afirma Kramnik.

O principal objetivo hoje da Rússia é, segundo o especialista, permitir que as tropas de Damasco obtenham vitória em Aleppo, uma tarefa que vem sendo dificultada pelas tentativas do EI de inverter o rumo da batalha usando homens-bomba.

“Uma coisa é parar um veículo militar transportando soldados de infantaria que querem sobreviver, outra é quando um veículo blindado está disparando contra você quilos de explosivos e o motorista pretende matar si mesmo e todos os demais”, diz.

Ainda segundo Kramnik, a força aérea russa enfrenta agora o desafio de destruir um acampamento onde homens-bomba são treinados, “algo que vai ajudar o Exército sírio a alterar o curso da batalha por uma das principais cidades na Síria”.

Dividendos políticos e militares

Para os especialistas, a recente iniciativa também demonstra que Moscou e Teerã estão evoluindo do modelo pragmático “fornecedor-comprador de armamento” para uma cooperação militar efetiva. No entanto, ainda é cedo para se falar em uma convergência plena entre os dois países.

“Hoje em dia, é mais fácil contar com os vizinhos com os quais a Rússia não tem problemas do que com aqueles que tem. E agora podemos ver que a Rússia está em paz com o Irã, não só em discurso, mas também na realidade”, diz Pukhov.

O observador destaca também que a operação russa na Síria não tem por objetivo exclusivo dar apoio ao governo do líder sírio Bashar al-Assad e combater o terror, mas também criar uma saída diante do isolamento político e diplomático em que o país se encontrava após o início da crise ucraniana.

“Basicamente, obrigamos nossos parceiros ocidentais a se sentar à mesa e resolver a questão do Oriente Médio juntos. Hamadan é outro sinal de que a Rússia não tem intenção de renunciar a seus interesses”, arremata Pukhov.



Hackers invadem organizações estratégicas da Rússia e do Irã

Grupo chamado Strider (“que anda a passos largos”, em tradução livre), ou Projeto Sauron, atacou gabinetes, instalações militares, centros de pesquisa e operadores de telecomunicações na Rússia e em outros países durante um período de cinco anos.


Viktória Zaviálova | Gazeta Russa

Ao menos 30 organizações importantes ao redor do mundo, sobretudo Rússia, Irã e Ruanda, foram alvo de ataques cibernéticos do grupo Strider ao longo dos últimos cinco anos, informou um relatório Kaspersky Lab, fabricante russa de antivírus. 


Alto custo e complexidade de operações sugerem apoio de Estado ao grupo Foto:Panthermedia / Vostock-photo

Os hackers estariam atrás de informações de órgãos governamentais. “O alto custo dos ataques, bem como sua complexidade e duração, é razão para acreditar que os hackers têm apoio de alto nível”, lê-se no documento da Kaspersky Lab.

A Symantec, empresa de segurança cibernética dos EUA, reforçou essa possibilidade. “Com base nas capacidades de espionagem do malware e da natureza de seus alvos conhecidos, é possível que o grupo seja um invasor em nível estatal”, divulgou, em nota, a norte-americana em seu site.

O comunicado da Symantec relata ainda que o mesmo malware teria sido encontrado em computadores de seus clientes na China, na Suécia e na Bélgica. Estima-se que os ataques ocorram, pelo menos, desde 2011.

Invasão em julho

No último dia 30 de julho, o Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB, que substituiu a KGB) informou que cerca de 20 organizações russas haviam sido atacadas, incluindo agências governamentais e empresas militares.

Segundo Aleksêi Lukatski, consultor de segurança da informação da Cisco, pode se tratar do mesmo vírus, “embora seja difícil dizer sem conhecer todos os detalhes”.

Na ocasião, o FSB não declarou qual país podia estar envolvido nos ataques nem quando as invasões ocorreram. Também não se sabe como a operação foi conduzida.

“Às vezes, ataques direcionados são realizados utilizando ferramentas prontas e baratas, mas Projeto Sauron é um assunto completamente diferente”, disse Vitáli Kamluk, pesquisador na Kaspersky Lab. “Nesse caso, os criminosos desenvolvem novas técnicas e códigos de script a cada vez”, explica.



Navios russos eliminam base de terroristas na Síria (vídeo)

Navios da Frota russa do Mar Negro realizaram ataques com o uso de mísseis de cruzeiro Kalibr contra posições do grupo terrorista Frente al-Nusra na Síria, informou o Ministério da Defesa da Rússia.


Sputnik

"Hoje às 10h55 (horário de Moscou), a partir das posições de fogo no mar Mediterrâneo, no âmbito de manobras militares, os navios porta-mísseis ligeiros Zelyony Dol e Serpukhov, da Frota do Mar Negro, realizaram três lançamentos de mísseis de cruzeiro de baseamento marítimo Kalibr contra alvos do grupo terrorista Frente al-Nusra no território da Síria", diz-se no comunicado do ministério.

Navios da Frota do mar Cáspio realizam lançamentos de mísseis Kalibr-NK contra infraestruturas do Daesh a partir do mar Cáspio, novembro de 2015
Navios russos lançando mísseis Kalibr NK © Foto: Ministério da Defesa da Rússia

Como resultado, foram eliminados um posto de comando e uma base de terroristas na região do povoado de Dar-Taaza, bem como uma usina de munições e um armazém.

O Ministério da Defesa da Rússia indica que a trajetória de voo dos mísseis foi planejada com antecedência sobre territórios não povoados para garantir a segurança da população civil.



Rússia instala bombardeiros em base iraniana que EUA podiam usar 'antes de 1979'

Os EUA não ficaram contentes por a Rússia ter expandido sua cooperação militar até Teerã permitir que Moscou enviasse seus bombardeiros para missões antiterroristas na Síria a partir do aeródromo de Hamadã, um passo sem precedente para o Irã.


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"Washington descreveu a colocação como 'infeliz'. É provável que os EUA tivessem o direito de usar a base antes da Revolução Islâmica de 1979", disse a publicação alemã Stuttgarter Zeitung.


Bombardeiro russo Tu-22M3 na base aérea de Hamadã, Irã, 15 de agosto de 2016
Tupolev Tu-22 M3 Backfire na base aérea de Hamadã © AP Photo/ WarfareWW

Em 15 de agosto, um número desconhecido de bombardeiros de longo alcance Tu-22M3 e Su-34 partiu do aeródromo de Mozdok, na Ossétia do Norte, e aterrissou na base aérea de Hamadã.

Os bombardeiros russos instalados no Irã realizaram nesta semana alguns ataques intensos contra o Daesh e a Frente al-Nusra na Síria. Os Tu-22M3 e Su-34 eliminaram posições, armazéns e equipamentos terroristas nas províncias sírias de Deir ez-Zor, Aleppo e Idlib.

O diário alemão acrescentou que a operação antiterrorista russa é um passo intermediário a caminho de atingir o objetivo maior de estabelecer uma presença naval no mar Mediterrâneo e no golfo Pérsico.

"No médio prazo, Moscou quer criar um contrapeso para a Sexta Frota dos EUA, que domina o leste do mar Mediterrâneo. No longo prazo, a Rússia também planeja cobrir o golfo Pérsico, onde está baseada a Quinta Frota dos EUA".



Progresso russo-iraniano : mísseis de cruzeiro e base de Hamadã

A instalação dos bombardeiros russos que participam da operação anti-terrorista na Síria para a base de Hamadã, no Irã, tornou-se um marco nas relações bilaterais que abrirá o caminho para "parceria estratégica" entre Moscou e Teerã, Vladimir Evseev, vice-diretor do Instituo do CEI, escreveu para a agência RIA Novosti.


Sputnik


Em 16 de agosto, pela primeira vez bombardeiros russos atacaram terroristas na Síria a partir da base iraniana de Hamadã. 


A base aérea de Hamadã no território do Irã
Tupolev Tu-22 M3 na base aérea de Hamadã © AP Photo/ WarfareWW

Esta decisão "terá mais implicações", notou Evseev. Isso não somente terá um impacto positivo sobre a situação na Síria, mas a cooperação entre Rússia e Irã também contribuirá para a estabilidade regional, pois prevenirá os EUA e os seus aliados de lançamento de intervenções militares no Oriente Médio.

Recentemente, as forças sírias conseguiram cercar terroristas em Aleppo, cidade que estava sendo controlada por terroristas desde o fim de julho.

Em 6 de agosto, grupos terroristas conseguiram abrir um corredor estreito no distrito de Ramouseh, em Aleppo, cercando tropas do Exército sírio. As forças sírias conseguiram empurrar para trás os militantes em 9 de agosto, mas os jihadistas receberam grande reforço de armas e munições.

Especialistas acreditam que o destino da Síria está relacionado com o resultado deste combate.

Neste contexto "a Rússia ficou perante uma escolha difícil", sublinhou o analista. O país precisa "aumentar a sua presença militar na Síria por causa da escalada de combates, mas entende que isso também impedirá o diálogo interno sírio e a busca pela paz no país".

É por isso que Moscou decidiu desistir de ideia de instalar mais aviões na base de Hmeymim na Síria e resolveu, em acordo com o Irã, utilizar a base de Hamadã. Outras opções possíveis da Rússia incluem o uso de mísseis de cruzeiro Kalibr-NK a partir do mar Cáspio. O Iraque e o Irã já permitiram à Rússia usar o seu espaço aéreo para realização de ataques.

Além disso, planeja-se que o único porta-aviões russo, Admiral Kuznetsov, chegue ao mar Mediterrâneo em setembro.

Como resultado de tudo isso, "o caso da Rússia e Irã está se movendo mais rapidamente, mudando de simples diálogo estratégico para parceria estratégica", acrescentou.