20 fevereiro 2017

Universitárias trocam faculdade por carreira militar na EsPCEx

1ª turma feminina terá ex-estudantes de direito, matemática, administração.Formatura em que elas passam de candidatas a alunas ocorre neste sábado.


Patrícia Teixeira | G1 Campinas e Região

A voz rouca permite poucas palavras, mas traduz exatamente o tamanho da emoção das mulheres que conseguiram ocupar as 40 vagas da Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx). Ainda adaptando-se aos hinos, brados e canções, algumas jovens da primeira turma feminina da instituição militar lidam com a escolha por mudar de carreira.


Mulheres realizam sonho e conseguem vaga na Escola de Cadetes do Exército, em Campinas (Foto: Patrícia Teixeira / G1)
Mulheres realizam sonho e conseguem vaga na Escola de Cadetes do Exército (Foto: Patrícia Teixeira / G1)

O G1 conheceu as histórias de quatro delas, cada uma de um estado do país. Jovens e corajosas, deixaram a formação em direito, matemática e administração, por exemplo, em faculdades renomadas pelo Brasil, para vestirem a farda do Exército, em Campinas (SP).

Desde o dia 24 de janeiro, os aprovados nas provas e exames físicos começaram a chegar na "nova casa" e a rotina militar, aos poucos, vem se tornando familiar. Sem intimidação, as meninas ganham espaço entre os 440 candidatos selecionados. Neste sábado (18), todos eles passam de candidatos a alunos.

"A gente tem que abdicar das nossas vontades momentâneas, daquilo que a gente está sentindo na hora. Tem que estar mostrando sempre que está bem, que está vibrando. (...) A gente vê os meninos com muita facilidade pra fazer muita coisa. A gente se preocupa mais em não se destacar como sendo mais fraca, mas como conseguir se incorporar na tropa", conta Giovana Santos, de 19 anos.

Escolha difícil


Cursando o terceiro ano de direito na Universidade Federal de Santa Maria (RS), Bibiana Sartori Chagas decidiu tentar uma vaga na escola militar. As ponderações foram muitas, já que significaria deixar para trás três anos de estudos. Mas, a decisão foi tomada com maturidade, aos 20 anos.

"Eu estudava no colégio militar de Santa Maria e foi por meio dele que eu conheci o ambiente militar. (...) Em vários momentos eu tive dúvida, até porque é um curso maravilhoso. Mas a vontade de vir pra cá era muito grande. É gratificante participar da primeira turma de mulheres", diz.

Adriele do Nascimento Coura, de 18 anos, moradora de Nova Iguaçu (RJ) não se identificou com a faculdade de matemática da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. A identidade que ela buscava, ela encontrou na escola de cadetes.

"Comecei o curso, mas não me identifiquei com o ambiente da faculdade, era diferente do que eu esperava, um pouco desorganizado. Quando eu soube da oportunidade de prestar prova para o Exército, achei que valia apena tentar. Tranquei a faculdade, fiz um ano de curso preparatório".

A curitibana Tatiana Regina de Oliveira, de 18 anos, mora em Brasília (DF) e passou no curso de Administração na UnB, onde ficou por seis meses. Decidiu trancar para se preparar e a notícia da aprovação na EsPCEx mudou os planos e o rumo.

"Larguei para fazer cursinho, estudei o ano passado. (...) Meu pai e meu irmão são militares", conta.

Nem USP, nem UFPR...

A rotina militar, Giovana Abrão Santos, de 19 anos, já conhecia. A jovem cursou por sete anos o Colégio Militar de Curitiba. Nos vestibulares, foi aprovada na USP e na UFPR, que ela nem cosiderou como opção ao ver o nome na lista de classificação da escola de cadetes.

"Prestei vários concursos militares, mas com o objetivo de treinar para passar na prova da EsPCEx. Fui aprovada na federal do Paraná em engenharia mecânica, relações internacionais na USP. Mas eu queria vir pra cá, porque era esse o meu sonho", conta.

Só para meninas

A mistura de alunos e alunas se dá o tempo todo nas atividades e nos pelotões. Mas, o alojamento delas tem alguns diferenciais. Com os vidros das janelas jateados e boxes individuais com portas, elas ganham dos meninos em privacidade no vestiário.

Para ter um militar homem dentro do alojamento, a entrada passa por um protocolo: tocar a campainha três vezes e esperar três minutos antes de entrar.

As "feminices" são bem-vindas, desde que cumpram as normas da escola: unhas pintadas de cores claras e brincos que não ultrapassem o lóbulo, são exemplos. O cabelo comprido precisa estar perfeitamente encaixado em um coque, sem fios soltos. A opção de cortar curtinho também é válida.

Adriele conta que levou alguns dias para conseguir atingir o padrão. "No começo foi um pouco difícil, aprender a fazer o penteado correto, arrumar a cama no padrão exigido, mas foi só um baque inicial. Em alguns dias, todas as candidatas já estavam acostumadas, adaptadas, e agora é bem mais tranquilo".

Mais desenvoltura e agilidade

Para a tenente Paola de Carvalho Andrade, uma das instrutoras da primeira turma de mulheres da linha bélica, as meninas estão tirando a adaptação de letra. Sem contar que alguns cuidados femininos deixam algumas tarefas mais fáceis, como não ter grandes dificuldades com a organização dentro dos protocolos.

"As meninas, naturalmente, já têm mais responsabilidades. Em casa elas cuidam das roupas, organizam o material delas. Isso facilita pra elas aqui".

A agilidade surpreendeu as instrutoras. "Elas entendem rápido, têm um 'feeling' mais apurado. Então, elas se organizam mais rápido. A gente dá uma ordem uma vez e elas já [cumprem]. Não que os homens não cumpram, são muito bons também. Mas, como a gente está observando as mulheres pela primeira vez e era uma preocupação,a gente vê que estão tirando de letra", completa.

Inscritos e convocados

A seleção para a EsPCEx teve 29.771 mil inscrições, entre elas 7.707 mil feitas por mulheres. Na primeira chamada das meninas, 16 das 40 convocadas se apresentaram.

Segundo a instituição, assim como os homens, elas precisam passar por exames clínicos e de aptidão física - corrida, abdominal e flexões. Quando não conseguem terminar a série, são reprovadas. Além disso, alguns convocados passam em outros vestibulares e optam pelas universidades. Até o início de março, a escola de cadetes convocará os candidatos que estejam aptos para completar todas as 440 vagas.


Militar brasileiro fala sobre logística no Líbano

Em palestra na Universidade Saint-Esprit de Kaslik, o coronel Sylvio Pessoa conversa com estudantes sobre logística e sua relação com o meio ambiente. Evento ocorre segunda (20) e é aberto ao público.


Aurea Santos | ANBA

São Paulo – Na próxima segunda-feira (20), a Universidade Saint-Esprit de Kaslik (Usek), no Líbano, promove uma palestra sobre logística e meio ambiente para seus alunos e também para o público em geral. O tema será apresentado pelo coronel do Exército Brasileiro Sylvio Pessoa, adido de Defesa Naval do Exército e Aeronáutico. A realização da palestra é uma iniciativa conjunta da Faculdade de Administração e do Centro de Estudos e Culturas da América Latina (Cecal) da Usek.


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“Vamos tratar sobre o que é logística, com um viés na área de meio ambiente, falando sobre logística reversa, transporte, qualidade, custos, embalagem”, explica o coronel, que é especialista em Logística. Segundo ele, logística e meio ambiente “têm uma relação muito grande e antiga”.

“A logística traz para a cidade o que ela precisa e tem que tirar da cidade o que não serve, os dejetos, o que é para reuso. A palestra busca lançar luzes e promover o autoquestionamento, a indagação”, afirma Pessoa.

Segundo ele, que está desde outubro do ano passado no Líbano, já foi possível observar fatos interessantes ligados à logística no país árabe. “O Líbano tem um relevo acidentado e em determinadas curvas nas estradas, há algumas ranhuras que dificultam uma tendência à aquaplanagem. É semelhante ao princípio utilizado nas pistas de aviação”, conta.

Sobre práticas adotadas no Brasil e que podem servir de exemplos, Pessoa aponta a normatização para a construção de poços de combustível. “A regulamentação visa evitar que, em caso de acidente, o combustível se espalhe e possa atingir o leito de um rio, por exemplo”.

Dentro do Exército, Pessoa também aponta o trabalho de parceria com cooperativas para a reciclagem de embalagens de papelão. “O Exército gera uma cadeia de valor para as cooperativas e evita agressão ao meio ambiente”, diz.

Serviço


Palestra sobre logística e meio ambiente
Dia 20 de fevereiro de 2017, às 14h
Local: Universidade Saint-Esprit de Kaslik, Jounieh, Líbano. Evento ocorre no auditório da Faculdade de Administração.
Aberto ao público

Exército Brasileiro investiga militares suspeitos de cobrar propina no ES

Corporação se recusou a divulgar a quantidade de militares investigados.Na nota, Exército diz que "não admite condutas que afrontem seus valores".


Bruno Dalvi | G1 ES

O Exército Brasileiro abriu procedimento administrativo para investigar denúncia de que militares teriam cobrado propina para liberar um motorista que foi abordado em um blitz e estava com documento vencido, no Espírito Santo.


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A investigação será feita pelo Comando do 15º Regimento de Cavalaria Mecanizado. O Exército se recusou a divulgar a quantidade de militares investigados, se eles estão presos e quais as suas patentes.

"Com a finalidade de apurar as circunstâncias em torno dos fatos citados, envolvendo militares da Força-Tarefa Conjunta Capixaba, foi instaurado um procedimento administrativo, pelo Comando do 15º Regimento de Cavalaria Mecanizado, com sede no Rio de Janeiro/RJ, respeitados os princípios do contraditório e da ampla defesa", informou nota divulgada pela Força-Tarefa.

Na nota, o Exército afirma que "não admite condutas que afrontem seus valores e princípios, sustentáculos da nossa Força. Reafirmamos o compromisso com a sociedade brasileira em atuar com ética, transparência, dentro da legalidade e com tropas sempre preparadas para cumprir as suas missões".

Operação Capixaba


As Forças Armadas estão no Espírito Santo com 3.454 militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, além de integrantes da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP). Eles ficam no estado até que a Polícia Militar volte ao trabalho definitivamente.


Venda de armas atinge nível recorde desde a Guerra Fria

Arábia Saudita foi o segundo maior importador de armamentos do mundo durante o período 2012-2016, ficando atrás da Índia


O Estado de S.Paulo

ESTOCOLMO - A venda de armas no mundo atingiu um nível recorde desde a Guerra Fria nos últimos cinco anos, estimulada pela demanda do Oriente Médio e da Ásia, informou nesta segunda-feira, 20, o instituto independente Sipri. 



Venda de armas
Os EUA e a França são os principais fornecedores de armas do Oriente Médio, enquanto Rússia e China vendem em primeiro lugar à Ásia | Foto: AP Photo/Sakchai Lalit

Entre 2012 e 2016, Ásia e Oceania representaram 43% das importações mundiais de armas convencionais em volume, um aumento de 7,7% com relação ao período 2007-2011, segundo o Instituto Internacional de Pesquisas para a Paz de Estocolmo (Sipri).

A participação da Ásia e da Oceania nas importações internacionais foi levemente superior (44%) entre 2007 e 2011. A dos países do Oriente Médio e das monarquias do Golfo passou de 17% a 29%, muito à frente da Europa (11%), do continente americano (8,6%) e da África (8,1%).

"Ao longo dos últimos cinco anos, a maioria dos Estados do Oriente Médio se voltaram para os EUA e Europa em sua busca por acelerar capacidades militares avançadas", analisa Pieter Wezeman, pesquisador do Sipri. "Apesar dos baixos preços do petróleo, os países da região continuaram encomendando mais armas em 2016, que consideram instrumentos para enfrentar os conflitos e as tensões regionais", avalia.

"A venda de armas entre 2012 e 2016 atingiu seu maior volume em comparação a qualquer período de cinco anos desde o final da Guerra Fria", acrescentou o comunicado do Sipri.

A Arábia Saudita foi o segundo maior importador de armas no mundo durante este período - com um aumento de 212% em relação ao período 2007-2011 -, atrás da Índia que, ao contrário da China, não conta ainda com uma produção em nível nacional.

Quanto às exportações, os EUA se mantêm em primeiro lugar, com 33% de cota de mercado, à frente da Rússia (23%), da China (6,2%) e da França (6,0%), à frente da Alemanha (5,6%). Estes cinco países representam cerca de 75% das exportações mundiais de armamento pesado.

Os EUA e a França são os principais fornecedores do Oriente Médio, enquanto Rússia e China vendem em primeiro lugar à Ásia. / AFP


19 fevereiro 2017

Pequim obriga submarinos estrangeiros a emergirem e hastearem bandeira nacional

A China está considerando várias emendas à lei de navegação marítima com o fim de limitar a passagem de submarinos estrangeiros por suas águas territoriais, o que cria um motivo de preocupação, levando em conta as tensões acerca do estatuto do mar do Sul da China.


Sputnik

Os legisladores chineses planejam obrigar todos os submarinos de outros países que navegam por suas águas territoriais a emergirem para se apresentarem às autoridades chinesas e as informar sobre suas movimentações.


Submarino de mísseis balísticos da classe Ohio USS Maryland (SSBB 738) se deslocando pelo rio de Saint Marys
Submarino norte-americano de mísseis balísticos da classe Ohio USS Maryland (SSBB 738) © flickr.com/ Gonzalo Alonso

Alguns especialistas assinalam que o caso do drone submarino, capturado no mar do Sul da China e devolvido a Washington em dezembro de 2016, poderá ter provocado tal iniciativa por parte de Pequim.

Embora nestas emendas não se mencionem as disputas marítimas nas quais a China está envolvida e o comunicado oficial também não aluda ao mar do Sul da China, os especialistas insistem que este fato está estreitamente relacionado com as discordâncias entre a China e os outros países da região apoiados por Washington na respectiva disputa.

"Os submarinos estrangeiros que navegam por águas territoriais da República Popular da China devem emergir à superfície hasteando sua bandeira nacional e informar a administração marítima chinesa", comunicou a CNS, Serviço de Notícias da China, citado pela Reuters.



Grupo de porta-aviões da Marinha dos EUA inicia patrulha no mar do Sul da China

Devido à situação tensa na região do mar do Sul da China, Marinha norte-americana enviou grupo naval para a região.


Sputnik

"Navios do grupo de porta-aviões, inclusive destróier da classe Nimitz, USS Carl Vinson iniciaram patrulha nas águas do mar do Sul da China em 18 de fevereiro de 2017", comunica Marinha dos EUA. 


Navios de guerra dos EUA no mar do Sul da China (arquivo)
Navios da US Navy no Mar do Sul da China © Foto: US Navy / David Mercil

Rex Tillerson, novo secretário de Estado dos EUA, antes de assumir o cargo, disse que Washington deve enviar um "sinal claro" para Pequim sobre a inadmissibilidade de suas ações com relação às ilhas disputadas no mar do Sul da China.

Além disso, o chefe da diplomacia norte-americana chamou de ilegítima a construção das ilhas artificiais pela China no mar em questão. O governo chinês respondeu dizendo que atua no âmbito de sua soberania territorial.

A China e outros países da região, tais como Japão, Vietnã e Filipinas, divergem em relação às fronteiras marítimas e áreas de responsabilidade dos mares do Sul da China e da China Oriental.

De acordo com Pequim, as Filipinas e o Vietnã se aproveitam do apoio dos EUA para aumentar a tensão na região.

Em 12 de julho de ano passado, a Corte Internacional de Arbitragem de Haia determinou inexistência de bases legais nas reclamações apresentadas por Pequim quanto à área marítima que está dentro de "linha de nove pontos" no mar do Sul da China. Além disso, foi considerado que os territórios disputados do arquipélago Spratly (Nansha em chinês) não são nem ilhas nem zona econômica exclusiva. A China não reconhece e não aceita decisão de Haia.


Pentágono reclama de manobras russas perto de destróier americano

Os Estados Unidos estão muito preocupados com incidentes recentes envolvendo aviões russos e o destróier norte-americano USS Porter no mar Negro, conforme declarou em entrevista à Sputnik Michelle Baldanza, porta-voz do Departamento de Defesa dos EUA, acusando os pilotos da Rússia de falta de profissionalismo.


Sputnik


Baldanza afirma que, na última sexta-feira, a embarcação da Marinha americana foi alvo de uma série de aproximações arriscadas das aeronaves russas quando navegava tranquilamente em águas internacionais da região logo após concluir sua participação nos exercícios Sea Shield 2017. De acordo com ela, as manobras realizadas pelos aviões das Forças Armadas da Rússia não foram nem um pouco seguras e poderiam ter tido consequências extremamente negativas. 

Destróier USS Porter, da Marinha dos EUA, foi alvo de aproximações perigosas de aeronaves russas no mar Negro, segundo Defesa americana
Destróier norte-americano USS Porter © AFP 2016/ STR

"Esses incidentes são preocupantes, pois eles podem resultar em acidentes ou erros de cálculo", disse ela.

Ainda segundo a funcionária do Pentágono, os marinheiros do destróier tentaram se comunicar com todos os pilotos russos em volta, mas nenhum deles teria respondido, uma vez que estariam com seus transponders desligados.

Os exercícios Sea Shield, da OTAN, ocorreram entre os dias 1 e 10 deste mês, no mar Negro, sob liderança da Romênia, e envolveram 2,8 mil militares, 16 navios de guerra e 10 aviões. Também estiveram presentes nas atividades representantes de Bulgária, Grécia, Turquia, Canadá, Espanha e Ucrânia.


OTAN e Ucrânia acordam ativação de fundo de apoio a Kiev

OTAN estreita cooperação de longo prazo com a Ucrânia e reafirma apoio às sanções contra a Rússia até a implementação dos Acordos de Minsk.


Sputnik

O presidente da Ucrânia, Pyotr Poroshenko, se reuniu com o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, neste sábado (18) e as partes acordaram em ativar fundos fiduciários de apoio da Aliança à Ucrânia. 


Reunião do presidente da Ucrânia Poroshenko com o Secretário Geral da OTAN Stoltenberg
Reunião entre Poroshenko e Stoltenberg © Sputnik/ Mikhail Palinchak

"Durante o encontro foi acordado o trabalho de longo prazo de ativação dos fundos fiduciários de apoio da Aliança à Ucrânia", informou o serviço de imprensa da presidência ucraniana.

O acordo foi feito às margens da Conferência de Segurança de Munique neste sábado (18).

A criação de cinco fundos fiduciários de assistência à Ucrânia foi anunciada durante a cúpula da OTAN no País de Gales, em Setembro de 2014. 


Posteriormente, foram acordados mais alguns fundos de apoio.

Durante as conversações com o secretário-geral da NATO, Poroshenko destacou a importância de uma ajuda concreta da Aliança à Ucrânia para fortalecer a reforma do setor de defesa e segurança do país. 

Stoltenberg, por sua vez, disse a Poroshenko que a OTAN apoia sanções contra a Rússia até a plena implementação dos acordos de Minsk. Poroshenko também convidou o secretário-geral da OTAN para visitar a Ucrânia em 2017.

Inteligência de Donetsk relata que Kiev quer reforçar bloqueio de Donbass

A inteligência da república autoproclamada de Donetsk dispõe de fatos que revelam a intenção dos militares ucranianos de realizar ataques contra objetos de infraestrutura urbana de suporte de vida.


Sputnik

A informação foi divulgada por Eduard Basurin, vice-chefe do comando operacional da república autoproclamada de Donetsk.


Combatente da autoproclamada República Popular de Lugansk em Donbass
Defensor de Donetsk © Sputnik/ Valery Melnikov

"A nossa inteligência obteve informações sobre intenções da Ucrânia de reforçar o bloqueio de Donbass. Em particular, sabemos que os destacamentos dos batalhões nacionalistas foram encarregados de atacar os objetos do sistema de suporte de vida e infraestrutura de todas as localidades que ficam perto da linha de frente. Isto é confirmado pelos ataques já realizados contra casas de caldeiras, linhas de transmissão de energia elétrica, dutos de gás e ligações rodoviárias", declarou Basurin aos jornalistas.

Ele acrescentou que os militares ucranianos podem tentar perturbar a comunicação entre o território da República de Donetsk e a parte da região que está sob controle de Kiev.

A tensão em Donbass aumentou nos últimos dias de janeiro, quando as repúblicas não reconhecidas de Donetsk e Lugansk relataram ataques realizados por parte do exército ucraniano. Hoje em dia, a situação no Leste da Ucrânia permanece grave, as partes em conflito denunciam diariamente violações do regime do cessar-fogo.



Escritor russo se alista em batalhão de Donbass

Vencedor do Prêmio Bestseller Nacional em 2008, Zakhar Prilepin atua como vice-chefe e instrutor político das milícias. Conhecido por declarações polêmicas, escritor compara atual situação na Ucrânia com os “dias da Grande Guerra Patriótica”.


Ígor Rôzin | Gazeta Russa

O escritor Zakhar Prilepin, de 41 anos, se uniu a um batalhão da República Popular da Donetsk (RPD) como vice-chefe e instrutor político das milícias, conforme ele mesmo declarou em uma entrevista ao jornal russo “Komsomolskaya Pravda”.


Crítico de Pútin, Prilepin já foi preso várias vezes Foto:Kirill Kukhmar/TASS

Nos últimos anos, Prilepin já vinha atuando como conselheiro para os líderes da RPD e organizava a entrega de ajuda humanitária a Donbass, além de participar ativamente do debate público sobre o conflito.

O escritor, que já esteve em combate na Guerra da Tchetchênia, tem patente de oficial e não concorda com aqueles que dizem que um escritor nunca deve pegar em armas.

Segundo Prilepin, a lista de escritores russos que participaram em conflitos é enorme. “Naturalmente, você terá que atirar. Aqui eu não me sinto escritor. Todas essas afirmações de que você é um escritor, de que por isso você não deve fazer nada, não me interessam. Quero, escrevo; não quero, não escrevo”, disse.

“Aqui é uma guerra. Isso aqui é como nos dias da Grande Guerra Patriótica contra os nazistas. Todos esses companheiros extraordinários como [os escritores] Konstantin Simonov e Serguêi Dovlatov escreviam e, ao mesmo tempo, carregavam armas”, acrescentou ao jornal “Moskovski Komsomolets”, citado pela agência EFE.

As declarações de Prilepin acerca do conflito na Ucrânia também já foram motivo de controvérsia em diversas ocasiões. Certa vez, o escritor se referiu a Kiev como uma cidade da Rússia e disse que ambos os povos são “membros da mesma cultura”.

Prilepin já trabalhou também para o jornal “Novaia Gazeta”, conhecido por sua oposição ao governo, e integrou o agora proibido Partido Nacional Bolchevique. Crítico fervoroso do presidente Vladímir Pútin, o escritor foi preso várias vezes. Entretanto, desde que a Crimeia passou a reintegrar a Rússia, em 2014, as críticas ao líder russo cessaram.

Zakhar Prilepin venceu Prêmio Bestseller Nacional em 2008 pelo romance “Sin” (Pecado, em tradução livre) e é hoje um dos escritores mais prestigiados do país. O escritor não possui livros lançados no Brasil.


Discussões sobre Síria terminam em Astana sem avanços importantes

Único avanço foi o acordo entre Teerã, Ancara e Moscou para continuar esforços para consolidação do cessar-fogo.


France Presse | G1

As discussões em Astana entre representantes do governo de Bashar al-Assad e rebeldes sírios terminaram nesta quinta-feira (16) sem grandes avanços, mas com o acordo de Rússia, Turquia e Irã, apoiadores do diálogo, sobre um mecanismo de vigilância do cessar-fogo. 

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Reunião sobre a Síria em Astana, Cazaquistão | Sputnik

As delegações dos rebeldes e do governo sírios não se reuniram diretamente e nenhuma declaração comum foi dada ao fim do encontro de 40 minutos com todos os participantes.

Estas conversas são a segunda parte de uma rodada iniciada no mês passado, também na capital cazaque, entre representantes do governo sírio e dos grupos rebeldes, que não resultou em avanços. O conflito iniciado em 2011 deixou mais de 310.000 mortos e milhões de deslocados.

O único avanço foi o acordo entre Teerã, Ancara e Moscou para continuar os esforços em prol de um mecanismo destinado a consolidar o frágil cessar-fogo, em vigor desde 30 de dezembro na Síria, criando um grupo comum de acompanhamento e observação da trégua.

Estas negociações foram o início das discussões previstas em Genebra para 23 de fevereiro, promovidas pela ONU.

Os dois grupos têm "muito em comum" apesar das "discordâncias", assegurou o chefe da delegação russa, Alexandre Lavrentiev.

Segundo o representante do Kremlin para a Síria, "a questão do cessar-fogo está sendo solucionada" e a esperança de resolver as "questões políticas" continua.

Mohamad Alluche, um dos representantes rebeldes, reconheceu que este encontro não "terminou em nada concreto" e acrescentou que recebeu promessas de Moscou em relação ao "fim dos bombardeios sobre o território controlado pelos rebeldes".

A Rússia também prometeu ajudar na libertação de prisioneiros rebeldes e na ativação de um "programa" para deter o cerco nas localidades controladas pelos rebeldes em uma área próxima a Damasco, acrescentou.

'Caminho para Genebra'

"A reunião de Astana mostrou o caminho para a próxima conferência de Genebra", disse o principal negociador do governo sírio, Bashar al-Jafari, culpando os rebeldes e a Turquia, principal apoiador da oposição, pelo fracasso das negociações.

O vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Hossein Jaberi Ansari, que comandava a delegação de seu país, reconheceu que as duas partes "estão no início de um árduo caminho".

"Agora é exatamente o bom momento para multiplicar os esforços com o objetivo de normalizar o processo político na Síria", declarou o emissário da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, citado pela agência de notícias Tass, em um encontro, em Moscou, com o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov.

De Mistura reiterou o "apoio" da ONU a estas discussões, nas quais as Nações Unidas serão representadas por uma "equipe técnica".

Mais tarde, De Mistura manteve um encontro com o ministro russo da Defesa, Serguei Shoigu, que disse esperar que as negociações de Astana permitam traçar um "mapa unificado", onde estarão marcadas todas as zonas controladas pela oposição moderada e pelos militantes extremistas.

"É especialmente importante definir as zonas onde se encontram os terroristas do grupo Estado Islâmico (EI) e da Frente al-Nosra, contra os quais seguiremos lutando junto à oposição moderada e a nossos aliados Turquia e Irã", ressaltou Shoigu após o encontro.


Deputado sírio: 'Daesh e Frente al-Nusra não conseguiriam nada sem apoio estrangeiro'

Os grupos terroristas Daesh (o chamado Estado Islâmico) e Frente al-Nusra, ambos proibidos na Rússia, não obteriam resultados sem o apoio financeiro de patrocinadores estrangeiros, disse um representante da União Socialista Árabe Síria Khaled Al Aboud.


Sputnik

"Por exemplo, a organização terrorista Daesh, desde a sua fundação, realizou a vontade de estados estrangeiros, incluindo os países do Golfo Pérsico", disse à agência de notícias russa Rossiya Segodnya por meio de uma videoconferência.


Militantes do grupo terrorista Daesh
Terroristas do Estado Islâmico © AP Photo/ Karim Kadim

O político sublinhou que os terroristas de Daesh "não obteriam nada se não recebessem a ajuda de estrangeiros". Al Aboud disse que ambas as organizações de Daesh e al-Nusra (atual Jabhat Fatah al-Sham) são "usadas por forças estrangeiras em seus próprios interesses".

O deputado acrescentou ainda que os rebeldes sírios não representam a oposição, mas são o instrumento de uma "agressão".


Pentágono diz ter usado urânio empobrecido na Síria em 2015

France Presse

Em 2015, os Estados Unidos recorreram duas vezes a controversos projéteis com urânio empobrecido em suas operações contra o grupo Estado Islâmico (EI) – disseram fontes do Pentágono nesta quinta-feira (16). 


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Obuseiro norte-americano M-109

O Departamento americano da Defesa informou que a munição com urânio empobrecido eram obuses, um tipo de projétil oco que leva carga explosiva ou algum outro tipo de substância. O urânio foi usado em 16 e 22 de novembro de 2015, em bombardeios contra frotas de caminhões-tanque do EI na Síria.

Os obuses com urânio empobrecido são munições antiblindagem, cujo uso é criticado por organizações internacionais pelos riscos que implicam para a saúde dos militares que o manuseiam e também para a população que vive nas zonas envolvidas.

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o urânio empobrecido é um “metal pesado, química e radiologicamente contaminante”, que apresenta “cerca de 60% da radioatividade do urânio natural”.



Bombardeiros russos atacam Daesh com mísseis de cruzeiro em Raqqa

Bombardeiros Tu-95MS russos de longo alcance lançaram mísseis de cruzeiro contra as posições do Daesh perto da cidade síria de Raqqa na quinta-feira (16), comunicou o ministro da Defesa da Rússia.


Sputnik

Bombardeiros estratégicos destruíram vários pontos dos terroristas, bem como centros de treinamento e o posto de comando de uma das maiores unidades terroristas próximas a sua capital – a cidade de Raqqa. 


Bombardeiros Tupolev Tu-95
Tupolev Tu-95 © flickr.com/ Andrey Belenko

Ministério russo da Defesa informou que os serviços de informações confirmaram o fato da destruição de todos os alvos terroristas perto de Raqqa.

Os terroristas foram atacados com novos mísseis de cruzeiro X-101.

Bombardeiros de longo alcance, que partiram de um campo de aviação russo, sobrevoaram Iraque e Irã. Após o lançamento de mísseis de cruzeiro contra as posições do Daesh, os bombardeiros regressaram para a Rússia.

"Su-30SM e Su-35S prestaram apoio aéreo aos bombardeiros russos a partir da base militar em Hmeymim", acrescentou o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu.

Entretanto, o Pentágono comunicou que os militares da coalizão internacional, juntamente com os russos, usaram o mecanismo de segurança de voos sobre o território da Síria para evitar alguns incidentes perto de Raqqa, onde a coalizão está também realizando ataques aéreos contra terroristas.

Em outubro de 2015, Rússia e EUA assinaram memorando de entendimento bilateral que visa garantir a segurança de voos durante operações de combate na Síria.


Turquia apresenta dois planos aos EUA para tomar Raqqa do EI

France Presse

A Turquia apresentou dois planos alternativos aos Estados Unidos para retirar o grupo extremista Estado Islâmico (EI) da cidade de Raqqa, no norte da Síria, informou um jornal local neste sábado.


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Terroristas do Estado Islâmico em Raqqa (AP)

O general turco Hulusi Akar expôs as propostas de Ancara para o chefe do Estado Maior americano, Joseph Dunford, durante sua visita a uma base aérea do sul da Turquia, explicou o jornal Hurriyet citando fontes da segurança.

A Turquia pediu em várias ocasiões uma operação conjunta com os Estados Unidos para expulsar os extremistas de Raqqa, excluindo as milícias curdas sírias.

Em sua primeira proposta, Ancara sugeriu que forças especiais turcas e americanas, apoiadas por comandos e combatentes rebeldes sírios apoiados pela Turquia, cheguem a Raqqa através da cidade síria de Tal Abyad, a 80 quilômetros de distância, assinalou o jornal.

Segundo o Hurriyet, os americanos teriam que convencer os curdos, que conquistaram Tal Abyad em junho de 2015, para que deixem as tropas passar por lá e alcançar Raqqa através de um corredor de 20 quilômetros.

O segundo plano consistiria em chegar a Raqqa através de Al-Bab, mas isto requereria que as tropas percorressem 180 quilômetros por estradas montanhosas, indicou o Hurriyet.

Al-Bab é um reduto do grupo EI na província de Aleppo. Uma operação militar lançada pela Turquia em agosto está tentando expulsar os extremistas de lá, segundo disse o ministro turco da Defesa, Fikri Isik, esta semana.

As relações entre Washington e Ancara pioraram durante os seis anos de conflito, pois os Estados Unidos consideram que as milícias curdas sírias são muito efetivas contra os extremistas.

Para Ancara, ao contrário, o Partido de União Democrática (PYD) e seu braço armado, as Unidades de Proteção do Povo Curdo (YPG), são uma extensão dos separatistas curdos da Turquia.



Bombardeio do governo sírio durante funeral em Damasco mata 16

France Presse

Dezesseis pessoas morreram neste sábado em um bombardeio do governo sírio que atingiu um funeral no nordeste de Damasco, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).


satelite
Imagem de satélite de Damasco, Síria | REUTERS/ DigitalGlobe/Handout

O OSDH reportou que "sete foguetes e vários projéteis atingiram áreas das imediações de Qabun", um distrito no nordeste da capital síria controlado pelos rebeldes.

"O bombardeio alcançou um cemitério onde estavam enterrando alguém", informou o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman.

Os rebeldes e as forças do governo sírio acordaram uma trégua local em Qabun em 2014, mas continuam ocorrendo confrontos neste bairro, bombardeado com regularidade.

Segundo a mesma fonte, três civis morreram em bombardeios do governo em Waer, o último distrito de Homs nas mãos dos rebeldes.

Mais de 310.000 pessoas morreram no conflito sírio, desencadeado em 2011 pela sangrenta repressão de manifestações pacíficas, e que acabou se transformando em uma guerra em que inúmeras potências regionais e internacionais, além de vários grupos extremistas, foram envolvidos.


13 fevereiro 2017

Rússia exige provas sobre suposta transferência de armas russas a Hezbollah

Chanceler russo, Sergei Lavrov, declarou em uma entrevista neste domingo que Moscou espera que Israel apresente provas de que armas russas fornecidas à Síria caíram nas mãos do Hezbolllah.


Sputnik

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, pediu a Tel Aviv que apresente provas de que armas russas entregues à Síria chegaram ao Hezbollah, no Líbano, tal como afirma Israel. 


Combatente do Hezbollah em Brital, no Líbano, olha na direção da Síria
Combatente do Hezbolah vigiando a fronteira do Líbano com a Síria © AP Photo/ Bassem Mroue

"Temos que olhar para fatos concretos. Quando dizem (os nossos colegas de Israel) que as armas que a Rússia fornece à Síria caem nas mãos do Hezbollah no Líbano e que eles as vão usar para atacar Israel, nós sempre respondemos que somos categoricamente contra a violação das condições de nossos contratos", declarou o ministro do Exterior russo em uma entrevista para o canal NTV.

Ele explicou que esses contratos proíbem que o país destinatário entregue as armas a terceiras partes, por isso Moscou exige provas concretas.

Voltando ao assunto da Síria, Sergei Lavrov frisou que é muito importante que os EUA compreendam com quem e contra quem eles estão lutando.

"[…] Se para o presidente Donald Trump a maior prioridade no palco internacional é a luta contra o terrorismo, então é necessário reconhecer que, por exemplo, na Síria quem luta em primeiro lugar contra o Daesh é o exército sírio com apoio da Força Aeroespacial russa. Mas vários outros destacamentos, inclusive o Hezbollah apoiado pelo Irã, também participam desta luta", explicou Lavrov.

O chanceler russo sublinhou que sabe da deterioração de relações entre EUA e Irã depois da tomada de posse de Donald Trump. Entretanto, Lavrov acredita que ainda é muito cedo excluir o Irã da coalizão antiterrorista.

"Se há suspeitas [de que o Irã apoia terroristas], vamos analisa-las, mas assim, sem provas, excluir simplesmente o Irã da coalizão antiterrorista não é pragmático", disse chanceler o russo.

Ele também informou que Irã, Turquia e Rússia acordaram os detalhes do monitoramento do regime de cessar-fogo na Síria, e que em breve vão ser implementados os mecanismos da regulação elaborados no âmbito da colaboração trilateral.

O chanceler russo assinalou que a Rússia está preparando mais um encontro entre o governo sírio e a oposição armada.



Como a guerra na Síria pode virar um pesadelo para Israel e gerar novo conflito no Oriente Médio

Olhando do território ocupado por Israel, o que se vê é um terreno acidentado, coberto de rochas, que se inclina fortemente na direção de uma estrada patrulhada e de uma cerca de fronteira.


Jonathan Marcus | BBC


A atual fronteira da Síria fica praticamente na metade do caminho até a próxima escarpa, explica um jovem tenente. E a apenas dois quilômetros de distância há uma outra elevação - é a Jordânia. 

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Este é o limite de Israel com a Síria. O exército sírio deixou as Colinas de Golã, capturadas por Israel durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967.

Com excelentes recursos hídricos, a região é considerada estratégica e foi anexada por Israel em 1981.

Alguns colonos israelenses vivem ali e a Síria se recusa a aprovar qualquer acordo de paz ou a normalização das relações com Israel a menos que as colinas sejam devolvidas.

A área é fortemente patrulhada.

Nosso veículo se aproxima de uma coluna de tanques Merkava, radares e armamentos israelenses cobertos com lonas impermeáveis que os protegem da umidade do inverno.

Algum tempo atrás, as coisas eram relativamente simples por aqui. Israel observava o exército sírio respeitar o cessar-fogo monitorado por observadores das Nações Unidas.

Quase não havia necessidade de as tropas estarem ali. Esta era a fronteira mais pacífica de Israel desde 1973. Mas a guerra na Síria e o colapso do governo Assad em várias áreas do país mudaram as coisas.

'Mais perto do que nunca'

A geografia do lugar não é o único complicador. A guerra na Síria também mudou o mapa estratégico da área.

Do outro lado, a zona sul de Golã está nas mãos de uma força local - a Brigada dos Mártires de Yarmouk - aliada ao grupo autodenominado Estado Islâmico (EI).

As tropas israelenses observam os combatentes fazendo exercícios e monitorando suas posições, mas quase nunca há problemas por ali.

O que preocupa Israel é o que ocorre mais ao norte, região onde venceu o governo sírio apoiado pelo Irã e seu aliado - o grupo militante xiita libanês Hezbollah.

Asher Susser, professor do Centro de Estudos do Oriente Médio na Universidade de Tel Aviv, resumiu em uma frase:

"Mais do que nunca, as mudanças na Síria trouxeram o Irã para perto da fronteira israelense".

Pelo menos teoricamente, diz ele, isso cria a "possiblidade de uma cooperação entre o Irã e o Hezbollah não apenas ao longo da fronteira de Israel com o Líbano, mas também na fronteira de Israel com a Síria".

Na opinião de Susser, existe "um perigoso potencial para surgir uma ampla fronteira desde o Mediterrâneo, passando pelo Líbano e pela Síria, com o Hezbollah e o Irã ficando muito perto de Israel".

"Israel nunca enfrentou este tipo de situação na sua fronteira do norte", acrescenta.

'Corredor iraniano'

Mas qual é exatamente o objetivo do governo de Teerã na Síria? Em busca de uma resposta, procurei Ehud Yaari, comentarista veterano de assuntos do Oriente Médio do Canal 2 da TV israelense.

"O objetivo estratégico dos iranianos hoje em dia é estabelecer um corredor terrestre entre o Irã e o Hezbollah no Líbano, que chegue ao Mediterrâneo e à fronteira israelense", disse.

Ele explicou que o corredor terrestre iria "do Irã, passando pelas regiões xiitas do Iraque e pelo deserto no oeste do país, fazendo a conexão com as áreas controladas pelo regime sírio e o Hezbollah".

"Hoje em dia isso é uma importante ameaça estratégica para Israel", destacou.

O Irã, por sua vez, não é o único país envolvido nos combates na Síria.

A Força Aérea russa - com os combatentes do Hezbollah e outras milícias xiitas - teve um papel decisivo na manutenção do regime de Assad.

A Rússia anunciou duas vezes que reduziria suas tropas, mas ultimamente os indícios são de que seus militares vão continuar na Síria. 

Entendimento com os russos

A presença dos aviões de combate russos e especialmente de radares de longo alcance e mísseis antiaéreos complicam ainda mais o cenário de ameaças enfrentado pela Força Aérea israelense.

Por várias vezes, Israel atacou carregamentos de armas da Síria para o Hezbollah e estabeleceu uma "linha vermelha" que impede a transferência de mísseis sofisticados para o grupo xiita.

Ehud Yari disse que a presença dos russos não afetou de maneira importante a liberdade de ação da Força Aérea israelense sobre o sul da Síria.

"Existe um entendimento", explicou, "uma espécie de linha direta entre Israel e Rússia, em que um oficial da Força Aérea israelense, que fala russo, e um colega da Rússia coordenam as ações e garantem que não haverá percalços".

Este acordo, insistiu, está funcionando e isso acontece basicamente porque os interesses estratégicos da Rússia são muito diferentes daqueles do Irã.

Yaari acrescentou que os russos não estão muito interessados em proteger os carregamentos de armas destinadas ao Hezbollah nem na segurança ao sul de Damasco, perto da fronteira com Israel.

Ameaça crescente

Então qual é o tamanho desta ameaça para Israel? Uma série de comunicados militares sugere que o Hezbollah - que vem se armando cada vez mais - é considerado talvez o principal desafio para a segurança israelense.

O Hezbollah é visto agora como um exército de fato e de direito, graças ao treinamento e aos equipamentos de que dispõe, em vez de uma milícia semiprofissional.

"O grupo sofreu muitas baixas nos combates na Síria, mas também ganhou uma valiosa experiência de combate", disse um oficial israelense.

Também estabeleceu uma sólida infraestrutura no sul do Líbano, com um imenso arsenal de mísseis de alcances variados.

O temor entre os peritos militares israelenses é de que, com o apoio do Irã, o Hezbollah possa tentar estabelecer uma plataforma semelhante de operação também na Síria.

Segundo Ehud Yaari, há um precedente para este temor.

"A maior preocupação agora é de que o regime de Assad tenha a habilidade de negociar acordos com diferentes facções rebeldes nas regiões do sul da Síria para que elas se retirem das áreas fronteiriças", disse.

"Isso", acrescentou, "é exatamente o que ocorreu em outras áreas da Síria, especialmente nas zonas rurais em torno da capital Damasco".

Uma medida assim poderia abrir caminho para que o Hezbollah, a Guarda Revolucionária do Irã e outras milícias xiitas patrocinadas pelo Irã estabelecessem raízes no sul. 

O poder de Putin

Atualmente, isso é considerado mais uma potencial ameaça.

O professor Asher Susser disse que, a longo prazo, tudo depende de como a Rússia vai manipular o jogo de alianças regionais.

"Se os russos e os turcos estão de um lado da equação e os iranianos do outro, eles poderiam limitar as conquistas do Irã", continuou.

Por isso os contatos de Israel com Moscou são considerados tão importantes.

"Essa é uma relação que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, vem fortalecendo nos últimos dois anos", lembrou.

"Putin e os russos entendem as necessidades estratégicas de Israel que, se forem levadas em consideração, podem colocar um freio no projeto sírio-iraniano", acrescentou.

Ninguém sabe como ou quando vão acabar os combates na Síria. Vários especialistas israelenses consultados esperam algum tipo de acordo regional que possa conter os movimentos das milícias apoiadas pelo Irã no território sírio.

Mas, com acordo ou não, a realidade é que os novos atores nas fronteiras de Israel representam desafios inéditos e mais complicados.

Grécia tira 70 mil moradores de casa para desativar bomba da 2ª Guerra

Bomba pode ser de procedência britânica e usada em 1943 no bombardeio dos aliados britânicos contra as forças de ocupação nazista.


EFE

Mais de 70 mil pessoas tiveram que deixar suas casas no distrito de Kordelio, em Salônica, neste domingo (12), como medida de segurança para a operação de retirada de uma bomba da Segunda Guerra Mundial de 250 quilos achada na semana passada em um posto de gasolina, na maior evacuação já feita em tempos de paz na Grécia. 

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Os militares do Exército Helênico (EOD) se posicionam diante do buraco onde a bomba de 250 kg da Segunda Guerra Mundial foi encontrada durante a escavação, na cidade de Salônica (Foto: REUTERS / Alexandros Avramidis) 

Quem tinha dificuldade de locomoção ou algum tipo de deficiência foi retirado ontem à noite e todos os demais saíram hoje de manhã, entre as 7h e as 10h (horário local, 3h e 7h em Brasília). A previsão é de que toda a operação dure oito horas.

A polícia estabeleceu um perímetro de segurança de 1.900 metros, no qual residem mais de 70 mil pessoas. Nessa área também fica um centro de refugiados que foi igualmente liberado.

Ao todo, seis especialistas do Exército vão, primeiro, tentar desativar o detonador para depois transferir a bomba a um terreno militar, onde acontecerá a destruição. Segundo as autoridades locais, acredita-se que a bomba, que estava a apenas cinco metros e meio de profundidade e que foi achada durante as obras de ampliação dos depósitos de combustível de um posto de gasolina, contém 150 quilogramas de explosivos. 

De acordo com a agência de notícias grega "AMNA", calcula-se que a bomba poderia ser de procedência britânica e usada em 1943 no bombardeio dos aliados britânicos contra as forças de ocupação nazista.


Líder do Daesh teria sido ferido em ataque aéreo no Iraque

O líder do grupo terrorista Daesh (Estado Islâmico), Abu Bakr al-Baghdadi, foi ferido em um ataque aéreo no oeste do Iraque. A informação foi divulgada neste domingo (12) pela mídia local, citando fontes de agências de segurança.


Sputnik

Baghdadi foi possivelmente ferido durante um ataque aéreo realizado pela Força Aérea Iraquiana na cidade de Qaim, em 9 de fevereiro, informou o canal Alhurra, citando o departamento de inteligência do ministério do interior do país.

Abu Bakr al-Baghdadi, líder do Estado Islâmico
Abu Bakr al-Baghdadi © AP Photo/ Militant video

Segundo a mídia, Baghdadi sofreu ferimentos pesados e foi enviado para a Síria, enquanto vários outros terroristas teriam sido.

Relatos de que o líder do Daesh estaria ferido ou morto apareceram várias vezes nos últimos meses, mas nenhum deles foi confirmado.

Defesa italiana foi atacada por hackers russos, diz mídia

Hackers russos teriam alegadamente atacado computadores do Ministério da Defesa da Itália, informa o jornal italiano Il Messaggero. Citando o Ministério, a edição pressupõe que os atacantes possam ter obtido acesso a segredos de Estado ou militares da Itália.


Sputnik

Na sexta-feira (12), o jornal britânico The Guardian informou sobre um ciberataque ao Ministério das Relações Exteriores italiano em 2016 que poderia ter o envolvimento da Rússia. O Ministério reconheceu o ataque, mas destacou que nenhuns dados cifrados foram violados. 


Crime cibernético de hackers
Pixabay

Por sua vez, a diplomacia russa afirmou que a informação sobre a participação da Rússia do hackeamento não é confirmada por fatos.

Segundo o Il Messaggero, os ataques ao Ministério da Defesa e Ministério das Relações Exteriores começaram ainda em finais de 2014 e provinham da mesma fonte. As tentativas de hackeamento foram descobertas em 2015 e 2016.

"A análise dos vírus com que foram afetados os sistemas dos dois ministérios mostra que os programas nocivos foram escritos na Rússia e são de tecnologia muito complexa", escreve a edição, citando o Departamento de Crimes Cibernéticos do Ministério do Interior italiano.

O mesmo vírus foi usado em ataques contra outras instituições, escreve o jornal sem precisar as instituições.

O ataque contra o Ministério da Defesa italiano foi o mais destruidor.

"O vírus conseguiu se infiltrar dentro das redes do ministério e quase certamente resultou em vazamento de segredos de Estado e militares da Itália. Por algum tempo, ele até colocou os computadores fora de serviço", frisa a edição.



As Forças Armadas da Turquia se encontram no centro de Al-Bab, declarou Recep Tayyip Erdogan, citado pelo jornal Haber Turk.

As Forças Armadas da Turquia se encontram no centro de Al-Bab, declarou Recep Tayyip Erdogan, citado pelo jornal Haber Turk.


Sputnik

"As nossas forças entraram no centro de Al-Bab juntamente com o Exército Livre da Síria (…) Os radicais do Daesh (grupo terrorista, proibido na Rússia) estão abandonando a cidade", disse ele. 


Soldados turcos na Síria
Soldados turcos na Síria © AFP 2016/ BULENT KILIC

De acordo com Haber Turk, Erdogan acrescentou que a tomada de controle da cidade é "uma questão de tempo".

A cidade está localizada a cerca de 40 quilômetros ao nordeste de Aleppo e foi tomada pelo grupo terrorista em 2013.

Atualmente o exército sírio está se aproximando de Al-Bab, controlada pelo Daesh, a partir do oeste e do sul, enquanto as forças lideradas pela Turquia estão tentando avançar e libertar a cidade.

Na sexta-feira (10) uma fonte militar informou à Sputnik que as forças do governo sírio bloquearam uma rodovia, impedindo a retirada do Daesh de Al-Bab.

A operação militar da Turquia na cidade síria de Al-Bab entrou na sua etapa final. As unidades turcas entraram no centro da cidade, a operação está sendo realizada em coordenação com a Rússia a fim de evitar confrontos com as forças do governo sírio.


Em meio a pressão militar, ISIL recorre a métodos secretos de comunicação e recrutamento

“Embora o rendimento do grupo e do território sob seu controle esteja encolhendo, o ISIL ainda parece ter fundos suficientes para continuar lutando”, disse o subsecretário-geral ONU para assuntos políticos, apresentando o relatório sobre a ameaça que o Estado Islâmico coloca aos esforços internacionais de paz e segurança.


ONU

O Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL/Da’esh) está na defensiva em várias regiões, mas também está se adaptando à pressão militar, recorrendo a métodos cada vez mais secretos de comunicação e de recrutamento.


Carro-bomba em Mossul, Iraque. Foto: ACNUR/Ivor Prickett
Carro-bomba em Mossul, Iraque. Foto: ACNUR/Ivor Prickett

A Informação é do subsecretário-geral da ONU para assuntos políticos, Jeffrey Feltman, que atualizou o Conselho de Segurança sobre a situação na terça-feira (7).

De acordo com Feltman, os combatentes estão usando o que chamou de “dark web”.

A ‘dark web’ é formada por sites e servidores de internet que não aparecem em mecanismos de busca como o Google, por exemplo. Eles só são acessados através de ferramentas, códigos e programas especiais.

“Embora o rendimento do grupo e do território sob seu controle esteja encolhendo, o ISIL ainda parece ter fundos suficientes para continuar lutando”, disse o subsecretário-geral, apresentando o relatório sobre a ameaça que o Estado Islâmico coloca aos esforços internacionais de paz e de segurança.

De acordo com o documento, embora a ofensiva militar na Líbia tenha desalojado os combatentes de Sirte, a ameaça do grupo para o país e para a região persiste, com cerca de 3 mil lutadores situados em outras áreas líbias.

“O ISIL tem aumentado a sua presença na África Ocidental e no Magrebe, embora o grupo não controle terras significativas na região. A promessa de lealdade ao ISIL por parte da facção dissidente Al-Mourabitoun pode elevar o nível da ameaça”, alertou Feltman.

“O Boko Haram também está tentando espalhar a sua influência e cometer atos terroristas além da Nigéria, e continua representando uma séria ameaça, com milhares de combatentes à sua disposição”, acrescentou.

Feltman afirmou que a comunidade internacional precisa desenvolver respostas coordenadas e sustentadas à ameaça do grupo e de entidades associadas.

Para ele, o mundo precisa aumentar os esforços para prevenir e resolver os conflitos violentos que servem não só para fomentar atentados, mas também se tornam piores por causa do terrorismo.

“Em última análise, somente a propagação e a consolidação da paz, da segurança, do desenvolvimento e dos direitos humanos vão privar o terrorismo do oxigênio que ele precisa para sobreviver”, concluiu.



Brasil desiste de comprar armamento russo

Estadão

O governo brasileiro cancelou as negociações com a Rússia para a aquisição de três baterias, mais suprimentos, do sistema de defesa antiaérea Pantsir S1. A conta ia bater em US$ 1,3 bilhão.


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Pantsir S1

A compra foi iniciada por ordem direta da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2012, depois de uma conversa dela com o presidente Vladimir Putin, em Moscou. Os comandos militares nunca quiseram esse equipamento.

A parceria empresarial do negócio seria firmada entre a russa Ulyanovsk Mech e a brasileira Odebrecht Defesa.


12 fevereiro 2017

EUA usarão dissuasão para impedir hostilidades da Coreia do Norte

O assessor do presidente norte-americano, Stephen Miller, afirmou que Washington reforçará e fortalecerá alianças na região do Pacífico, a fim de impedir a hostilidade do regime norte-coreano.


Sputnik

Segundo ele, os Estados Unidos vão construir sua estratégia em relação à Coréia do Norte com base nos princípios de dissuasão. 


Bandeira nacional da Coreia do Norte
© AFP 2016/ Ed Jones

"Vamos reforçar e fortalecer nossas alianças vitais na região do Pacífico como parte de nossa estratégia para dissuadir e evitar a crescente hostilidade que vimos nos últimos anos do regime norte-coreano", disse Miller em entrevista ao canal Fox News.

No começo do dia, a Coréia do Norte lançou um míssil balístico na província de Pyongan, no norte do país. O míssil mergulhou no Mar do Japão depois de voar cerca de 480 quilômetros. O Japão afirmou que o míssil caiu fora da zona econômica exclusiva do país e não provocou nenhum dano.

Após o lançamento, a Coréia do Sul e o Japão realizaram reuniões de emergência dos seus conselhos de segurança nacionais e ambos os países classificaram o lançamento como uma ação provocadora que ameaça a segurança internacional. Outros países, bem como os Estados Unidos e a União Européia, também condenaram o lançamento.


Base secreta dos EUA escondida debaixo do gelo ártico pode sair à superfície

Camp Century, uma base secreta norte-americana situada debaixo dos gelos da Groenlândia e abandonada em 1967, pode sair à superfície da Terra devido ao aquecimento global, segundo comunicou a NASA.


Sputnik

Conforme os mapas publicados pelo Observatório da Terra da agência, a camada de gelo situada em cima da base secreta norte-americana começou a se derreter na década de 90. 


Los mapas publicados por el Observatorio de la Tierra de la NASA
Os mapas publicados pelo Observatório da Terra da NASA © NASA

Isto também produzirá a fuga de substâncias tóxicas perigosas para o meio ambiente. Segundo afirmam os especialistas, este processo vai durar por alguns anos.

Por sua parte, uma equipe científica internacional revelou um estudo publicado na revista Geophysical Research Letters, revelando que os resíduos radioativos árticos, perigosos para a natureza para a humanidade, são capazes de alcançar outros países através dos mares e rios devido à fusão dos glaciares.

O fato é que os militares norte-americanos deixaram em sua base enormes quantidades de bifenilos policlorados tóxicos (PCB, na sigla em inglês), utilizados antigamente nas obras de construção da Camp Century.

Além desta substancia radiativa, que segundo o estudo é um dos resíduos mais perigosos da base, Camp Century contém por volta de 53 mil galões (200 mil litros) de combustível diesel, assim como milhões de galões de águas residuais e outras substâncias pouco nocivas.

A base, construída pelos engenheiros do Exército dos EUA durante a Guerra Fria, acolhia até 200 soldados e consistia de uma rede de tuneis, um hospital, um cinema, um teatro e uma igreja. Esta base subterrânea secreta recebia energia de um reator nuclear.

Oficialmente, Camp Century foi utilizada para prestar assistência ao laboratório dos EUA de projetos árticos. Contudo, também foi utilizada para realizar testes nucleares secretos.



OTAN coloca a Marinha da Polônia perante objetivos irrealizáveis no Báltico

A Marinha da Polônia não conseguirá alcançar o objetivo estabelecido pela OTAN de obter supremacia no Báltico nem até o ano de 2030, disse à Sputnik o ex-comandante da Frota do Báltico (2001-2006) e almirante russo, Vladimir Valuev.


Sputnik


Na sexta-feira passada (10) o Secretariado de Segurança Nacional polonês apresentou o Conceito Estratégico da Segurança Naval do país, indicando as ameaças que, do ponto de vista dos autores, provêm da Rússia.

Suecos sobem a bordo de navio de guerra polonês durante os exercícios militares BALTOPS da OTAN
Exercício militar BALTOPS da OTAN © flickr.com/ U.S. Naval Forces

Os arquitetos da estratégia recomendam que a Polônia crie uma nova Marinha com um número médio de efetivos, capaz de atuar fora das águas territoriais em cooperação com as grandes frotas. Frisa-se que a Marinha polonesa deve ser moderna, corresponder às exigências dos exércitos aliados, devendo ao mesmo tempo reduzir o número de navios que não correspondem ao nível necessário de potencial de combate.

Valuev fez lembrar que, em 1946, a União Soviética passou para a Polônia 23 navios: 9 navios draga-minas, 12 caça-submarinos, 2 torpedeiros e 2 submarinos. No período entre 1955 e 1991, a Polónia foi membro do Tratado de Varsóvia, mas em março de 1999 o país entrou no bloco militar da OTAN.

"As forças do Exército e da Marinha poloneses são, digamos assim, umas das mais ultrapassadas. Em 2012, a Marinha da Polônia dispunha de 41 navios de combate, entre eles 5 submarinos, duas fragatas e uma corveta. Há a ressaltar que o submarino mais novo tem 40 anos. Ou seja, os navios se consideram em operação, de fato, apenas no papel. A construção de um navio militar de médio porte leva, em geral, por volta de 5 anos. Na situação atual, após 2018, a Marinha polonesa não poderá cumprir as tarefas colocadas.

Até 2030, a Marinha da Polônia, segundo afirmam os deputados do Sejm [câmara baixa do parlamento polonês], deve ser completamente renovada", explicou o especialista. 

De acordo com Valuev, para realizar o plano devem ser construídos 3 submarinos, 3 navios de defesa costeira, 3 navios com capacidade anti-minas, 3 navios de guerra de minas, 2 navios de resgate, 2 navios de reconhecimento radioeletrônico e 7 navios de manutenção, além de ser necessário equipar duas bases navais — em Gdynia e Swinoujscie.

"Ao longo dos próximos 10 anos, é necessário investir 10 bilhões de dólares nestas obras de construção. Porém, este programa de escala nacional não será aceito por falta de dinheiro, já que os poloneses ainda não acertaram as contas com os norte-americanos pelos caças F-16. As decisões que estão sendo tomadas ultrapassam as nossas capacidades econômicas e financeiras. Até a variante reduzida do programa de construção naval polonês é pouco provável ser executada até 2030 devido a seu alto custo. O povo polonês pode, como se diz, "ficar descalço", mas depois irá acusar os poderes legislativo e executivo disso mesmo", acredita o almirante.

O militar realçou que "na OTAN, o mar Báltico foi determinado como zona de responsabilidade dos poloneses, tendo sido colocado o objetivo de alcançar a supremacia no Báltico".

"Mas a Polônia não tem capacidades financeiras para isso, a realização do programa naval levará muitas décadas. Esta é uma tarefa irrealizável. Além disso, se avaliarmos os poloneses como marinheiros, infelizmente eles não podem ser chamados de grandes marinheiros. Se, por exemplo, a Marinha russa receber uma ordem de eliminar os navios já existentes, que se planeja colocar em serviço da Frota polonesa até 2030, isso não será uma tarefa muito difícil", assegura Valuev.

"A Marinha da Polônia que é responsável pela região do Báltico dentro da OTAN está em situação lamentável. Mas o problema do envelhecimento é próprio da Marinha russa também, inclusive da Frota do Báltico. Por isso é muito razoável que o nosso país esteja realizando o programe de rearmamento até 2020", adiantou o militar russo.