21 maio 2017

Agência da ONU abre novo acampamento para deslocados de Mossul, no Iraque

A agência da ONU para Refugiados (ACNUR) informou ter aberto seu 12º acampamento no Iraque para abrigar milhares de pessoas que estão fugindo da violência no oeste de Mossul. A cidade está sendo alvo de uma ofensiva militar desde outubro passado.


ONU

De acordo com a agência da ONU, pelo menos 500 pessoas chegaram ao local em vários ônibus desde terça-feira passada. O campo de Hasasham U2 fica aproximadamente a 60 km da região ocidental de Mossul.


Uma família deslocada devido aos confrontos entre as forças iraquianas e o ISIL carregando seus pertences em meio ao bairro de Al Mamum – que foi destruído –, próximo a Mossul, no Iraque. Foto: UNICEF/Alessio Romenzi
Uma família deslocada devido aos confrontos entre as forças iraquianas e o ISIL carregando seus pertences em meio ao bairro de Al Mamum – que foi destruído –, próximo a Mossul, no Iraque. Foto: UNICEF/Alessio Romenzi

O novo acampamento foi construído em resposta à lotação do último campo aberto pelo ACNUR. Em apenas quatro semanas, o estabelecimento quase atingiu a sua capacidade máxima, que é de 30 mil pessoas.

Ao chegar ao local, cada família recebe uma tenda e outros itens básicos, incluindo cobertores e utensílios de cozinha. O ACNUR já tem mais de 1 mil tendas prontas para acomodar mais de 6 mil pessoas no novo acampamento. A capacidade máxima no local é de 9 mil pessoas.

Segundo a agência da ONU, as famílias que estão fugindo do oeste de Mossul correm alto risco. Deslocados relataram que a cidade está sob forte bombardeio e confrontos, enquanto não há serviços básicos como comida, água entre outras necessidades.

Muitas pessoas afirmaram também que estão vivendo com apenas uma refeição por dia, geralmente pão ou farinha e água.

“O ACNUR pede a todas as partes envolvidas nos confrontos garantam que os civis não sejam impedidos de abandonar as áreas em conflito ativo”, ressaltou o porta-voz da agência, Andrej Mahecic.

“Esperamos mais grandes saídas de pessoas do oeste da cidade. É por isso que continuamos preparando novos acampamentos, prontos para receber aqueles que estão desesperadamente em necessidade de assistência”, continuou o porta-voz.

Ele afirmou que a primeira fase de outro campo, o al Salamiya 2, com capacidade inicial para 30 mil pessoas, está em construção. “Quando concluído, o acampamento terá capacidade para até 60 mil deslocados”.

O ACNUR acrescentou ainda que os seus atuais esforços humanitários para abrigar e ajudar as famílias iraquianas deslocadas e os refugiados que fugiram para o Iraque foram seriamente desafiados por uma diminuição do apoio financeiro.

Até o momento, a Organização recebeu apenas 18% dos 578 milhões de dólares pedidos.

De acordo com dados da ONU, mais de 630 mil pessoas de Mossul e áreas próximas à cidade estão deslocadas desde outubro de 2016, quando teve início a operação militar de retomada da região do grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL).


04 maio 2017

Coreia do Norte afirma que voos de bombardeiros americanos são 'provocação insensata'

A Coreia do Norte chamou as manobras de bombardeiros estratégicos dos EUA durante os exercícios com a Coreia do Sul de "provocação insensata", comunica a agência Reuters, citando a Agência Central de Notícias da Coreia.


Sputnik

"Esta provocação militar insensata impele a situação para o limiar de uma guerra nuclear na península Coreana", indica a matéria da Agência Central de Notícias da Coreia.


B1-B Lancer norte-americano
CC BY 2.0 / poter.simon / Rockwell B-1 Lancer

Anteriormente a Força Aérea dos EUA havia comunicado sobre o envio de dois bombardeiros B-1B Lancer da base na ilha de Guam (no oceano Pacífico) para participar dos exercícios conjuntos com a Coreia do Sul. Seul declara que as manobras visam "a contenção das provocações" por parte da Coreia do Norte. Pyongyang chamou estas manobras de "treinamento para lançar uma bomba nuclear" contra as principais estruturas do país.

A Coreia do Norte, por seu lado, anunciou a "aceleração de medidas de contenção nuclear" como resposta ao envio do grupo aeronaval americano para a região da península Coreana. No sábado (29), Pyongyang realizou uma tentativa malsucedida de lançar um míssil balístico.



No Conselho de Segurança, Tillerson afirma que risco de ataque nuclear da Coreia do Norte 'é real'

Tillerson presidiu na sede das Nações Unidas em Nova York sua primeira reunião ministerial dos 15 membros do Conselho de Segurança dedicada à crise com Pyongyang


O Estado de S. Paulo

NAÇÕES UNIDAS - O secretário de Estado americano, Rex Tillerson, lançou nesta sexta-feira um chamado para frear a ameaça nuclear representada pela Coreia do Norte, pedindo que a China exerça sua "influência econômica" para controlar seu aliado e evitar assim "consequências catastróficas". Segundo ele, o risco de um ataque norte-coreano nuclear contra o Japão ou a Coreia do Sul é "real". Tillerson presidiu na sede das Nações Unidas em Nova York sua primeira reunião ministerial dos 15 membros do Conselho de Segurança dedicada à crise com Pyongyang.


Rex Tillerson, secretário de Estado dos EUA, tentará endurecer no Conselho de Segurança da ONU as respostas às ameaças nucleares da Coreia do Norte
Rex Tillerson, secretário de Estado dos EUA, tentará endurecer no Conselho de Segurança da ONU as respostas às ameaças nucleares da Coreia do Norte | Foto: AP Photo/Cliff Owen

"Não atuar agora ante o problema de segurança mais premente do mundo poderá ter consequências catastróficas", declarou o chefe da diplomacia americana, numa campanha de pressão sem precedentes para forçar a Coreia do Norte a parar seu programa nuclear e balístico.

O secretário americano afirmou diante do Conselho que "todas as opções devem permanecer sobre a mesa" contra a Coreia do Norte, que pode, segundo ele, realizar um ataque nuclear contra a Coreia do Sul e o Japão, ou até mesmo contra os Estados Unidos.

"A ameaça de um ataque nuclear norte-coreano contra Seul ou Tóquio é real, e é provavelmente uma questão de tempo antes que a Coreia do Norte desenvolva a capacidade de atingir o território dos Estados Unidos", declarou o diplomata.

Sinal da urgência da questão para os Estados Unidos, cujos territórios como o Havaí ou a costa noroeste poderiam estar ao alcance dos mísseis norte-coreanos, Tillerson declarou à rádio pública americana que seu país não excluía um diálogo direto com o regime do líder Kim Jong-Un.

"Obviamente, essa seria a maneira como nós gostaríamos de resolver isso", assegurou Tillerson. "Mas Pyongyang deve estar pronto para discutir a agenda correta", que significa a desnuclearização da Península Coreana e não apenas um congelamento de seu programa nuclear, acrescentou.

Influência da China


Neste sentido, o chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, defendeu na ONU o diálogo com a Coreia do Norte como "a única opção correta" para tentar resolver a crise com Pyongyang por seus programas nucleares e balísticos.

Além disso, o chanceler chinês advertiu contra ações militares em resposta à ameaça norte-coreana. "O uso da força não resolve as diferenças e só levará a maiores desastre", apontou.

Wang Yi defendeu a necessidade da "desnuclearização da península e a manutenção do regime internacional de não-proliferação nuclear, a fim de evitar o caos na região".

Falando com a ajuda de uma tradutora, o ministro chinês voltou a apresentar a proposta de Pequim de congelar os programas militares nuclear e balístico da Coreia do Norte, aliada da China, em troca do fim dos exercícios militares entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul, ligados por um tratado de aliança.

Ele também pediu a retomada das negociações a seis entre a Coreia do Norte, Coreia do Sul, Japão, Rússia, Estados Unidos e China. O diálogo durou de 2003 a 2009, sem sucesso.

Assim com o governo de Barack Obama, a equipe de Donald Trump conta com a China para pressionar a Coreia do Norte. Tillerson reiterou seu pedido a Pequim para que exerça "sua influência econômica" para obrigar Pyongyang a parar seus programas armamentistas. "Devemos fazer a nossa parte, mas a China representa 90% do intercâmbio comercial norte-coreano", alertou o diplomata americano.

O regime comunista multiplicou nos últimos anos seus lançamentos de mísseis balísticos e realizou cinco testes nucleares subterrâneos, incluindo dois em 2016.

Estes programas militares valeram ao país uma série de resoluções e sanções internacionais da ONU. De acordo com especialistas, essas medidas punitivas, no entanto, tiveram pouco impacto sobre Pyongyang.

Risco de confronto


Neste contexto, o vice-chanceler russo, Gennady Gatilov, advertiu que "a retórica juntamente com um show imprudente de força levam a uma situação em que o mundo se pergunta se haverá ou não uma guerra". "Uma medida mal interpretada pode levar a consequências das mais assustadoras e lamentáveis", alertou o ministro russo.

Após tomar posse em 20 de janeiro, Trump baixou o tom das ameaças de recorrer à força e tem privilegiado a diplomacia, apesar das ameaças lançadas há várias semanas por Washington e Pyongyang.

Na quinta-feira à noite, o presidente americano reiterou sua preferência por uma solução negociada, ressaltando o risco de um confronto militar.

"Existe a possibilidade de um grande, grande conflito" com a Coreia do Norte, garantiu Trump à agência Reuters. "Gostaríamos de resolver as coisas pela via diplomática, mas é muito difícil".

Trump provocou polêmica na quinta-feira ao propor que Seul pague pelo escudo antimísseis americano que está implantando para contrabalançar a ameaça da Coreia do Norte e cujo custo chega a um bilhão de dólares.

Os primeiros elementos do sistema THAAD (Terminal High Altitude Area Defense) já chegaram ao campo de golfe onde serão instalados, 250 km ao sul de Seul, o que provocou os protestos de Pequim em um contexto de fortes tensões na península.

Mas Seul respondeu que, segundo os termos dos acordos sobre a presença militar americana no país, a Coreia do Sul fornece o terreno para o sistema THAAD e as infraestruturas, enquanto Washington paga por sua implantação e funcionamento. (AFP)


China pede suspensão ‘imediata’ de sistema antimísseis americano na Coreia do Sul

Pequim afirma que THAAD cobre parte de seu território e prejudica sua própria força de dissuasão; Pyongyang acusou Washington de levar a península coreana para a beira de uma guerra nuclear


O Estado de S.Paulo


PEQUIM - A China pediu nesta terça-feira, 2, a suspensão "imediata" do sistema antimísseis americano THAAD (Terminal High Altitude Area Defense) na Coreia do Sul, horas depois da instalação do dispositivo, mas elogiou a atitude aberta do presidente americano, Donald Trump, a respeito da Coreia do Norte. 


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Pequim denuncia há vários meses a instalação do dispositivo, anunciado por Washington em 2016 em resposta ao programa nuclear e balístico da Coreia do Norte. A China afirma que o THAAD cobre parte de seu território e prejudica sua própria força de dissuasão.

"A posição da China é clara e firme. Somos contrários à instalação do sistema THAAD e pedimos às partes envolvidas que interrompam imediatamente a instalação. Tomaremos as medidas necessárias para defender nossos interesses", afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Geng Shuang.

Na segunda-feira 1.º, o coronel Rob Manning, porta-voz das forças americanas na Coreia do Sul, anunciou que o sistema THAAD já estava "operacional", com a "capacidade de interceptar os mísseis norte-coreanos". Outra fonte americana, que falou na condição de anonimato, indicou, no entanto, que o sistema instalado alcançou apenas a "capacidade inicial de interceptação".

O porta-voz chinês expressou, ao mesmo tempo, satisfação com as declarações de Trump, que estaria disposto a fazer uma reunião com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, "sob as circunstâncias adequadas". Washington afirmou nas últimas semanas que a opção militar a respeito da Coreia do Norte "está sobre a mesa". "Tomamos conhecimento das declarações da parte americana e dos sinais positivos que transmitem", disse Geng.

Proteção


"A prioridade urgente é tomar medidas para reduzir a tensão. E uma das medidas eficazes para fazer isto é retomar as negociações de paz com a Coreia do Norte", completou o porta-voz.

A China, assim como os EUA, denuncia o programa nuclear e balístico da Coreia do Norte. Washington, no entanto, deseja que Pequim faça mais para convencer o regime norte-coreano a abandonar seus projetos.

Pequim sugere há várias semanas que a Coreia do Norte suspenda seu programa nuclear e balístico, e pede o fim das manobras militares organizadas pelos EUA na Coreia do Sul. A proposta foi rejeitada por Washington, que quer que Pequim aplique mais estritamente as sanções adotadas pela ONU contra o regime norte-coreano.

De acordo com especialistas, a primeira bateria de mísseis defensivos do sistema THAAD instalada na Coreia do Sul não é suficiente para proteger todo o território sul-coreano e seriam necessárias de duas a três baterias para cobrir o país. Mas a presença do sistema modifica o equilíbrio estratégico entre Pyongyang e Seul, limitando o poder de destruição dos norte-coreanos.

"Não é a arma absoluta, isto não existe, mas oferece uma proteção crucial para as tropas americanas e sul-coreanas na península, reforçando a dissuasão e a postura defensiva das tropas", disse Thomas Karabo, especialista em defesa antimísseis do centro de pesquisas CSIS, com sede em Washington.

O financiamento do escudo foi recentemente objeto de discussão entre o governo americano e Seul. Trump considerou "apropriado" que a Coreia do Sul pague por este sistema, que tem custo calculado em US$ 1 bilhão. O governo sul-coreano rejeitou a ideia.

A China aprovou uma série de medidas de restrição comercial a respeito da Coreia do Sul, ao que parece uma represália à instalação do THAAD.

Acusação


Ainda nesta terça-feira, a Coreia do Norte acusou os EUA de levarem a península coreana para a beira de uma guerra nuclear depois que dois bombardeiros estratégicos americanos realizaram exercícios de treinamento com as forças aéreas da Coreia do Sul e do Japão.

As duas aeronaves supersônicas B-1B Lancer foram mobilizadas em meio à crescente tensão sobre o desenvolvimento dos programas nuclear e de míssil da Coreia do Norte em desafio a sanções da ONU e a pressão de Washington.

O porta-voz do Ministério da Defesa da Coreia do Sul, Moon Sang-gyun, disse em uma coletiva de imprensa em Seul que o exercício conjunto de segunda-feira foi conduzido para desencorajar as provocações da Coreia do Norte.

Pyongyang afirmou que as aeronaves conduziram um "exercício de lançamento de bomba nuclear contra objetos importantes" em seu território, em um momento em que Trump e "outros militaristas americanos estão pedindo para fazer um ataque nuclear preventivo" na Coreia do Norte.

"A imprudente provocação militar está empurrando a situação da península coreana para a beira de uma guerra nuclear", informou a agência de notícias oficial da Coreia do Norte, KCNA. (AFP e REUTERS)



EUA confirmam que escudo antimísseis THAAD já está funcionando na em Seul

EFE

O Exército dos Estados Unidos confirmou nesta terça-feira que seu polêmico escudo antimísseis THAAD já está em funcionamento na Coreia do Sul, em um momento de enorme tensão na península coreana por causa das repetidos testes de armamento realizados pela Coreia do Norte.


Foto de arquivo do sistema THAAD, cedida pelo Departamento de Defesa dos EUA. EFE/Agência de Defesa de Mísseis - Departamento de Defesa
Foto de arquivo do sistema THAAD, cedida pelo Departamento de Defesa dos EUA. EFE/Agência de Defesa de Mísseis - Departamento de Defesa

"As Forças dos EUA na Coreia confirmam que o Sistema de Defesa Terminal de Área a Grande Altitude (THAAD) está funcionando e tem a capacidade de interceptar mísseis norte-coreanos e defender a República da Coreia (nome oficial da Coreia do Sul)", afirma um comunicado enviado por e-mail à Agência Efe.

O anúncio, assinado pelo coronel Richard Manning, chega apenas uma semana depois que o THAAD começasse a ser instalado em um antigo campo de golfe na região de Seongju (centro do país).

A implantação do THAAD, que foi acordado entre Coreia do Sul e EUA em julho do ano passado, tem como objetivo responder o número recorde de testes de mísseis que Pyongyang realizou em 2016, entre eles o de um foguete espacial, considerado pela comunidade internacional como um teste de míssil disfarçado.

Sua entrada em fase operacional coincide com um clima de crescente tensão na península por conta da insistência ainda maior da Coreia do Norte em lançar mísseis balísticos (o último foi disparado no último sábado, no que seria o terceiro teste em menos de um mês).

Além disso, o THAAD esteve rodeado de polêmica e não apenas questionado pelos agricultores de Seongju, que se mostram preocupados pela possibilidade da região se tornar em alvo de ataques norte-coreanos e também pelos efeitos que os potentes radares do escudo tenham sobre sua saúde e nas plantações.

Muitos sul-coreanos acreditam que a implantação está sendo feita de maneira precipitada e que foi aprovado por um governo deposto por um caso de corrupção, no caso a ex-presidente Park Geun-hye, postura que defende o candidato favorito à presidência, Moon Jae-in, que já falou sobre uma possível revisão do acordo.


Rússia contesta alegação da HRW de uso de armas químicas na Síria

O Ministério da Defesa da Rússia contestou o relatório divulgado nesta segunda-feira pela organização não-governamental Humam Rights Watch (HRW) que assegurou que houve uso de armas químicas por parte do regime sírio de Bashar Assad.


Sputnik

Segundo as autoridades russas, as munições das forças sírias não foram equipadas ou projetadas para lançar produtos químicos como o gás sarin. A contestação aconteceu nesta terça-feira. 


Homem com máscara de oxigênio depois do alegado ataque químico na cidade de Khan Shaykhun,em Idlib, Síria, em 4 de 2017
Sírios após o alegado ataque químico em Khan Cheikhoun © REUTERS/ Ammar Abdullah

A HRW apontou que ocorreram ataques “generalizados e sistemáticos” com armas químicas contra civis na Síria. Os incidentes teriam acontecido em quatro ocasiões diferentes desde dezembro, segundo a ONG.

“Nos últimos seis meses, o governo usou aviões de guerra, helicópteros e forças terrestres para lançar cloro e sarin em Damasco, Hama, Idlib e Aleppo”, afirmou o diretor-executivo da HRW, Kenneth Roth.

O uso de armas químicas estaria, de acordo com a ONG, se tornando “a parte central da estratégia militar síria”.

No episódio mais recente em 4 de abril, um incidente com armas químicas matou 80 pessoas – incluindo 30 crianças – e feriu outras 200 em Khan Shaykhun. Acusado pelo ataque, o governo liderado por Bashar Assad negou ter sido o responsável.

Em represália, os Estados Unidos lançaram 59 mísseis Tomahawk a partir de navios de guerra atracados no Mar Mediterrâneo contra a base síria de Shayrat, na província síria de Homs, no dia 7 de abril.

O governo sírio sempre negou o uso de armas químicas. Uma fonte do Exército sírio disse à Sputnik que as forças do governo não possuem armas químicas em seu arsenal. A ataque químico teria sido coordenado por militantes contrários ao regime de Assad.

A HRW diz ter encontrado vestígios em uma cratera atingida pela bomba química em Khan Shaykhun que seriam de uma bomba fabricada pela União Soviética, esta utilizada para empregar armamento químico.

De acordo com o Ministério da Defesa russo, a arma em questão apontada pela HRW (Hab-250) nunca foi exportada e está fora de uso há muito tempo. O Kremlin reforçou ainda que a chegada de especialistas à região de Idlib nos próximos dias ajudará a esclarecer o que houve em 4 de abril.



Exército sírio toma posições estratégicas na província de Homs

Exército sírio estabeleceu o controle sobre a cadeia montanhosa Al-Shumariya, na parte oriental da província de Homs, forçando os terroristas a fugirem.


Sputnik


Uma fonte militar contou à Sputnik Árabe que, após combates intensos, o exército libertou uma zona com 13 quilômetros de largura e o comprimento de 9 quilômetros.

Combate do exército sírio com militantes do Daesh no deserto perto da cidade de Homs
Tanques do exército sírio em Homs © Sputnik. 

Agora os combates continuam na área das montanhas Al-Shumariya, perto de Jab al-Jirah, na parte oriental de Homs.

O exército sírio também estabeleceu o controle sobre as cotas Tel al-Triks e Tel al-Ialam nas montanhas de AL-Shumariya. Dezenas de terroristas morreram e foram feridos no decurso destes combates. A ofensiva se tornou possível.

Segundo uma fonte da Sputnik Árabe, o exército não permitiu a conquista das posições-chave a oeste da povoação de Maksir al-Hisan, perto das montanhas Al-Shumariya. Em resultado dos combates, muitos terroristas foram mortos, os restantes fugiram.

A fonte desmentiu a informação de que o exército suspendeu a operação de libertação da parte norte da província de Hama. O exército continua sua ofensiva contra as posições dos terroristas e está reforçando suas posições em todas as frentes.

Na cidade de Daraa, o exército está atacando as fortificações dos militantes nos bairros de Tarik al-Sad, al-Abasiaya e al-Furn em torno de Jumruk al-Kadim e nos arredores sudeste da cidade, comunicou a fonte.

Al Jazeera realiza filmagens encenadas sobre uso de armas químicas

Al Jazeera realiza filmagens encenadas sobre uso alegado de armas químicas pelo exército sírio.


Sputnik

Recentemente, equipes da emissora do Catar Al Jazeera realizaram filmagens encenadas sobre o alegado uso de armas químicas pelo exército sírio contra civis, o cliente e o patrocinador que encomendaram a filmagem se encontram num país europeu, disse à Sputnik uma fonte diplomático-militar.


Membros da Defesa Civil da Síria procuram vítimas entre os destroços do prédio destruído, depois de ataques aéreos no bairro de Qatarji, na cidade de Aleppo em 17 de outubro de 2016
Aleppo, Síria © AFP 2017/ KARAM AL-MASRI

"A eficácia do espetáculo de TV dos Capacetes Brancos, em que é mostrado o alegado ataque químico com gás sarin efetuado pelas autoridades sírias em Khan Shaykhun, inspirou os terroristas para continuarem filmando este seriado encenado. De acordo com a informação confirmada por vários canais, equipes de vídeo da emissora Al Jazeera realizaram recentemente filmagens encenadas sobre o uso de armas químicas contra a população civil", disse a fonte.

Segundo ela, nas filmagens em questão estiveram envolvidos 30 carros de bombeiros e ambulâncias, bem como 70 moradores locais com crianças trazidos de campos de refugiados.

"Para dar naturalidade ao vídeo, as filmagens foram feitas com celulares de vários ângulos, bem como com um drone. Depois do fim do 'processo de filmagem' cada participante, incluindo as crianças, recebeu mil libras sírias e um conjunto de produtos alimentícios", acrescentou.

"A múltipla publicação dos vídeos com esta falsificação de grande envergadura, acompanhada de comentários 'gritantes' nas redes sociais, deve ser feita nos próximos dias [antes de domingo 7 de abril] por ordem específica do cliente e do patrocinador das filmagens a partir de um dos países europeus", disse a fonte.



Mais um militar russo é morto na Síria

O Ministério da Defesa da Rússia anunciou nesta terça-feira a morte de um conselheiro militar russo na Síria, que estaria trabalhando no treinamento de soldados das tropas de Damasco.


Sputnik


De acordo com as autoridades russas, a vítima, identificada como Aleksei Buchelnikov, teria sido alvo de um atirador de elite das forças rebeldes. Ele era um dos treinadores do pessoal de artilharia do Exército Árabe Sírio.

Engenheiros militares russos na Síria (arquivo)
Militares russos na Síria | MRE da Rússia

"O conselheiro militar russo Aleksei Buchelnikov foi morto durante um ataque dos militantes. Buchelnikov era membro do grupo que vinha treinando o pessoal das unidades de artilharia sírias", destacou a Defesa russa em nota, acrescentando que o conselheiro foi homenageado com uma recompensa post-mortem.

Rússia, Turquia e Irã assinam em Astana acordo sobre zonas seguras a Síria

EFE

Rússia, Turquia e Irã combinaram nesta quinta-feira a criação de zonas seguras na Síria, durante as negociações sobre o cessar-fogo realizadas em Astana, capital do Cazaquistão, com a participação de representantes do governo de Damasco e da oposição armada.


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"Como resultado (da quarta rodada de negociações sobre o cessar-fogo), os países fiadores aceitaram assinar o memorando para criar zonas de redução de tensão na Síria", disse o ministro das Relações Exteriores do Cazaquistão, Kayrat Abdrakhmanov.

Dois membros da delegação opositora abandonaram a reunião plenária em protesto pela presença do Irã como país fiador, enquanto a maior parte dos opositores assistiu à cerimônia.

"O Irã não tem o direito de assinar este documento porque é um país agressor", gritou um deles em árabe em pleno discurso de Abdrakhmanov.

Já após a assinatura do memorando, o chefe da delegação governamental síria em Astana, Bashar Al Jafaari, disse à Agência Efe que a saída dos dois membros da oposição "não tem maior importância" e que suas acusações contra o Irã são "pura falácia".

O chefe da diplomacia cazaque anunciou que a quinta rodada de negociações em Astana será realizada em meados de julho, enquanto as consultas prévias a essa reunião acontecerão em Ancara.

O enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, participa das conversações para apoiar os esforços para consolidar o cessar-fogo.

Os países do Conselho de Segurança da ONU reiteraram recentemente que Genebra se mantém como o centro das negociações políticas para pôr fim ao conflito sírio, enquanto que em Astana são discutidos aspetos de ordem militar.



29 abril 2017

Por que EUA deslocam caças F-35 para as fronteiras com a Rússia?

O ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, comunicou que as missões de patrulha do espaço aéreo dos países bálticos realizadas pelos EUA ameaçam a segurança internacional.


Sputnik

Dois caças mais recentes de quinta geração F-35 Lightning II chegaram a 25 de abril à base de Emari, na Estônia. 


Caça F-35 being sendo reabastecido na Base Aérea de Eglin, na Flórida
F-35 Lightining II da USAF | Samuel King Jr./ for U.S. Air Force

A sua chegada não foi anunciada e, por isso, tal ação parece ter tido como objetivo agravar as relações com a Rússia.

"O deslocamento do novo caça dotado dos sistemas mais recentes vai ajudar a Aliança a defender os direitos fundamentais soberanos de todos os países", acrescentou o ministro da Defesa da Estônia.

Segundo a Força Aérea dos EUA, os F-35 vão permanecer na Europa até 2020, por enquanto irão participar dos exercícios com outros aviões da OTAN durante várias semanas.

À beira do conflito

O redeslocamento dos F-35 é realizado no âmbito do programa da OTAN European Reassurance Initiative, que foi lançado há 3 anos.

A própria mídia ocidental entende o caráter provocatório deste deslocamento. O Washington Examiner descreve a situação como "Os F-35 no quintal de Putin". O jornal The Nation adiciona: "As acusações maioritariamente infundadas feitas ao Kremlin de este provocar várias crises, começando em Washington e Europa até à Síria, Ucrânia e Afeganistão, aumentam a possibilidade de guerra entre a Rússia e os EUA".

O presidente norte-americano Donald Trump comunicou em 24 de abril, durante o encontro com senadores do Partido Republicano, que tem intenção de conter o reforço da influência da Rússia e de Putin no palco mundial.

Avanço no mundo

Os F-35 que são o novo símbolo da excecionalidade dos EUA e são utilizados desde 2012. O primeiro deslocamento dos F-35 para o estrangeiro foi efetuado em 18 de janeiro de 2017 no Japão.

Ministério da Defesa dos EUA planeja comprar este ano 63 caças F-35 e, nos próximos anos, aumentar o seu número para 2.500. Este programa é estimado em 379 bilhões de euros, o que significa que o preço de um caça no mercado interno é mais de 51 bilhão de dólares. Trump exorta a Lockheed Martin a baixar o preço, porque este caça deve se tornar básico na aviação tática dos EUA.

Má reputação

A família dos F-35 tem aparência sólida, mas o aparelho enfrenta muitas críticas. Os problemas principais são o software imperfeito, os custos elevados de manutenção e o fato de não ser "totalmente furtivo" para os sistemas da defesa antiaérea da Rússia.

O The National Interest reconheceu que os "relativamente lentos" F-35 podem enfrentar "um inimigo que os supera em caraterísticas". Mais: "Os pilotos dos F-35 devem evitar ao máximo o combate de proximidade". Assim sendo, o F-35 não pode ser classificado atualmente como o rei dos céus.

O National Review classifica o F-35 como um dos maiores fracassos na história da produção aeronáutica norte-americana.

Mas o marketing faz milagres. Todos os fracassos podem ser compensados com as vendas do F-35 para os aliados estrangeiros.

Entretanto vale a pena acrescentar que o PAK FA russo foi reconhecido como o melhor caça do mundo.

 

EUA implantam tropas e veículos blindados na fronteira turco-síria

Militares dos EUA começaram a implantar tropas e veículos blindados ao longo da fronteira turco-síria, desde Kobani até Kamyshlov, para evitar confrontos entre as forças turcas e as milícias curdas YPG, declarou à Sputnik Turquia uma fonte nas YPG.


Sputnik

A fonte explicou que as milícias curdas "acordaram com os Estados Unidos" os passos para evitar possíveis ataques da Turquia contra as YPG". 

Tanque norte-americano na fronteira entre a Síria e a Turquia | Twitter

Segundo acrescentou a fonte, os EUA prometeram envidar todos os esforços para prevenir novos ataques dos militares turcos.

Mais cedo, uma fonte nas Forças Democráticas da Síria (FDS) havia dito à Sputnik Turquia que, equipados com tanques norte-americanos, os curdos vão participar na investida de Raqqa, mas advertiu que, se a Turquia voltar a atacar as posições curdas, as FDS serão obrigadas a deixar Raqqa para defender seus territórios.

Na madrugada de terça-feira, 25 de abril, a aviação da Turquia lançou ataques contra as milícias curdas no norte da Síria e do Iraque, além de lançar um ataque de artilharia contra a região curda de Shahba, também situada no norte da síria.

O objetivo dos militares turcos foi destruir as bases das unidades curdas, ligadas ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), proibido na Turquia.

De acordo com dados de Ancara, na sequência dos bombardeios foram mortos cerca de 70 combatentes curdos.

A ofensiva turca provocou uma reação negativa por parte da Rússia, Síria, Irã e EUA.


Terroristas combatem entre si perto de Damasco, mais de 100 foram eliminados

Na sexta-feira (28), três grupos armados entraram em combate entre si nos arredores orientais de Damasco. Desde o início dos combates morreram 100 militantes, informa o canal de televisão Al-Mayadeen.


Sputnik

Confrontos intensos ocorreram entre os radicais da Jaysh al-Islam, Faylaq al-Rahman e Frente al-Nusra (organizações terroristas proibidas na Rússia). Segundo dados do canal, os combates ainda prosseguem. 


Situação na fronteira sírio-libanesa
Fronteira sírio-libanesa © Sputnik/ 

O exército sírio, por sua vez, continua efetuando uma operação militar tentando libertar o bairro de Kabun, nos arredores orientais de Damasco. Ao longo de vários dias, a artilharia e a aviação têm estado ativas na capital síria. Em resposta, os terroristas atacam regularmente com mísseis os bairros residenciais da cidade.

Ao mesmo tempo, a nordeste da capital, o exército sírio e as forças aliadas libertaram a cidade de Daraa, retomando assim o controle da fronteira sírio-libanesa.

A 130 quilômetros da cidade de Al-Zabadani, localizada perto da fronteira, militantes da Frente al-Nusra atacaram as posições da organização terrorista Daesh.

Entretanto, o exército libanês também bombardeou os destacamentos terroristas que tentam penetrar no país através da região de Ersal.

Durante todo o conflito militar sírio, os grupos terroristas utilizam o relevo montanhoso da fronteira sírio-libanesa para transportar ilegalmente armas, deslocar seus militantes para outras posições e organizar campos de treinamento e depósitos de armas.


Porta-aviões dos EUA se aproxima da península Coreana

Um grupo naval norte-americano liderado pelo porta-aviões nuclear USS Carl Vinson entrou na área do mar do Japão (também conhecido como mar do Leste), informa uma fonte do Ministério da Defesa do Japão.


Sputnik

Além disso, a fonte declarou ao canal de televisão NHK, que no sábado (29) à tarde (manhã no horário de Brasília) o grupo naval atravessou o Estreito de Tsushima, escoltado por destróieres das Forças de Autodefesa do Japão.

O porta-aviões norte-americano USS Carl Vinson
USS Carl Vinson © AFP 2017/ JAY DIRECTO

Segundo dados do canal, no domingo (30) ou mais tarde, a Coreia do Sul planeja realizar manobras navais no mar do Japão junto com o porta-aviões norte-americano para prevenir a ameaça proveniente da Coreia do Norte. Entretanto, destaca-se também que os exercícios militares serão efetuados após os destróieres japoneses se separarem do grupo naval de combate dos EUA.

A situação em torno da Coreia do Norte se complicou devido aos exercícios militares de grande escala de Washington e Seul, em particular, aos treinamentos que visam testar a prontidão para eliminar autoridades norte-coreanas em caso de guerra.


Mídia da Coreia do Norte acusa Seul de violar fronteiras do país

A mídia da Coreia do Norte acusou Seul de violar repetidamente as fronteiras marítimas do país, avisando que “tais intervenções criaram uma ameaça de conflito militar” no mar Amarelo.


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Segundo a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA em inglês) os navios de guerra da Coreia do Sul violaram a fronteira marítima com a Coreia do Norte 81 vezes só durante o último abril. Este número duplicou em comparação com março. 

Soldados sul-coreanos observam a parte da Coreia do Norte (arquivo)
Militares sul-coreanos observam a fronteira com a Coreia do Norte © AP Photo/ Ahn Young-joon

"O número de intervenções dos navios militares da Coreia do Sul nas águas da Coreia do Norte no mar Amarelo está aumentando drasticamente… Tais intervenções criaram uma ameaça de conflito militar no mar Amarelo, onde a situação, mesmo sem isso, está sempre tensa", diz o comunicado da KCNA.

O artigo surgiu na mídia norte-coreana logo após os últimos testes do míssil balístico. O lançamento foi realizado no sábado (29) na província de Pyeongan do Sul.

Militares norte-americanos e japoneses acreditam que o míssil caiu no território da Coreia do Norte após voar 50 quilômetros. O tipo de míssil lançado não foi determinado. Segundo os analistas, pode ter sido um Ecud ER, um míssil do curto alcance, ou um míssil de médio alcance KN-17.

À beira da guerra: China classifica situação na península Coreana como crítica

A situação na Península Coreana está demasiado escalada, afirmou o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi.


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"Hoje em dia a situação está em um ponto crítico", acrescentou. 


Kim Jong-un o líder da Coreia do Norte
 Kim Jong-un © Sputnik/ Ilia Pitalev

A tensão em torno da Península Coreana subiu durante os últimos meses por causa dos testes de mísseis por parte da Coreia do Norte e do possível novo teste nuclear.

Os EUA afirmam que não excluem um cenário militar na região mas têm intensões de resolver a questão diplomaticamente.


Rússia acusa ex-premiê ucraniano de ter torturado e fuzilado soldados russos na Chechênia

O Comitê de Investigação da Rússia acusou o ex-primeiro-ministro da Ucrânia Arseny Yatsenyuk de ter participado de torturas e execuções durante a guerra na Chechênia.


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"O Comitê tem provas de que o ex-primeiro-ministro da Ucrânia Arseny Yatsenyuk participou em pelo menos dois confrontos armados que tiveram lugar em 31 de dezembro de 1994, na praça Minutka de Grozny e em fevereiro de 1995, bem como em torturas e fuzilamentos de militares do exército russo no distrito Oktyabrsky de Grozny, em 7 de janeiro de 1995", consta em uma nota de imprensa publicada no site da entidade.

Arseny Yatsenyuk, ex-premiê ucraniano, foto de arquivo
Arseni Yatseniuk © REUTERS/ Yuri Gripas

O comunicado acrescenta que o Comitê já enviou à Interpol os materiais do caso de Yatsenyuk, "procurado internacionalmente e acusado de crimes de extrema gravidade".

O Comitê de Investigação da Rússia tem a intenção de chamar Yatsenyuk à responsabilidade penal, de acordo com a legislação russa, utilizando todos os recursos legais previstos no direito internacional.

No final de março, um tribunal da cidade russa de Yessentuki determinou a prisão de Yatseniuk, acusado de pertencer a grupos armados que atuavam no território da Rússia e procurado a nível internacional desde 21 de fevereiro deste ano.

Os investigadores russos afirmam que o ex-primeiro-ministro da Ucrânia lutou nas fileiras dos destacamentos Argo e Viking, que combatiam o exército russo na Chechênia.


Rússia não vai permitir a inspeção da Crimeia pela Ucrânia

As tentativas da Ucrânia de inspecionar o território da Crimeia são "provocativas e fúteis", afirmou o ministério das Relações Exteriores da Rússia em um comunicado neste sábado.


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"A atual situação da República da Crimeia e da cidade de Sevastopol, como partes constituintes russas, é uma questão estabelecida, não sujeita a revisão… Desse modo, a Rússia é livre para desdobrar as suas tropas e equipamento militar em seu próprio território. As tentativas de inspecionar o território da Crimeia como parte de uma inspeção que ocorre na Ucrânia são provocativas e fúteis", informou o comunicado.

Crimeia vista do ar
Crimeia © Sputnik/ Vitaly Belousov

A península da Crimeia se separou da Ucrânia e se reintegrou à Rússia após o referendo, realizado em março de 2014, com 96,77% dos eleitores da Crimeia e 95,6% dos cidadãos de Sevastopol votando a favor da adesão à Rússia. A Ucrânia considera a Crimeia como um território ocupado.

26 abril 2017

EUA se dizem 'profundamente preocupados' com bombardeios turcos não-autorizados na Síria

Porta-voz do Departamento de Estado disse que os Estados Unidos está profundamente preocupado com a Turquia realizar ações militares na Síria e no Iraque sem a aprovação da coalizão anti-Daesh.


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Os Estados Unidos estão profundamente preocupados com a realização de ações militares na Síria e no Iraque sem a aprovação da coalizão anti-Daesh, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Mark Toner, durante uma teleconferência nesta terça-feira.

Ofensiva da Turquia na Síria
Ofensiva da Turquia na Síria © REUTERS/ Revolutionary Forces of Syria Media Office

"Estamos muito preocupados, profundamente preocupados que a Turquia realizou ataques aéreos mais cedo hoje no norte da Síria, bem como no norte do Iraque sem coordenação adequada, quer com os Estados Unidos ou a coalizão mais ampla para derrotar Daesh [proscrito na Rússia]", disse Toner.

Chanceler russo: Moscou se opõe e seguirá se opondo às tentativas de mudar poder na Síria

Moscou irá resistir às tentativas de rejeitar resolução política da situação na Síria e de mudar o poder no país, declarou o chanceler russo, Sergei Lavrov.


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"Pressentimos que alguns dos nossos colegas estão tentando pôr fim à resolução do Conselho de Segurança da ONU quanto à resolução política baseada no diálogo entre as partes sírias, voltando ao antigo tema sobre mudança de regime", afirmou Lavrov. 


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Bashar Assad, presidente da Síria

O ministro russo está convicto de que o Conselho da Segurança da ONU não renunciará a seus princípios, que são declarados na resolução 2254.

O Conselho de Segurança da ONU autorizou a resolução 2254 em dezembro de 2015. Trata-se do Roteiro para a Paz em direção à regularização da situação na Síria. A resolução inclui elaboração de uma nova constituição do país e realização de eleições presidenciais.

No início de abril, o representante permanente dos EUA na ONU, Nikki Haley, declarou que a resolução política do conflito sírio será impossível por enquanto Bashar Assad ocupe o cargo da presidência do país. Ao mesmo tempo, o presidente do Comitê Internacional do Conselho da Federação da Rússia (Senado), Konstantin Kosachev, referiu-se às declarações de Haley como uma tentativa de sabotar os esforços que visam avançar as negociações entre autoridades sírias e oposição.



Rússia retirou metade do seu grupo aéreo de base na Síria

Rússia retirou quase metade do seu grupo aéreo que estava inicialmente instalado na base militar síria de Hmeymim, declarou o chefe da Direção Operacional do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, coronel-general Sergei Rudskoy.


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"O número de organizações terroristas na Síria tem sido reduzido, permitindo, assim, a retirada de quase metade dos nossos aviões que estavam instalados na base aérea de Hmeymim", declarou Rudskoy na abertura da VI Conferência de Segurança Internacional de Moscou. 



Aviões russos deixam Síria
Aeronaves russas deixam a Síria © Sputnik. 

"A base em Hmeymim e o ponto de suporte em Tartus permitem conter o terrorismo não só na Síria, mas também em outros países", declarou o Estado-Maior russo.

Além disso, Rudskoy sublinhou que desde o início da operação militar na Síria, a Força Aeroespacial russa realizou mais de 23 mil voos de combate e efetuou cerca de 77 mil ataques aéreos contra as posições de militantes.

O conflito armado na Síria continua desde 2011. Segundo dados da ONU, o combate resultou na morte de 220 mil pessoas. Ao pedido do presidente sírio, Bashar Assad, a Força Aeroespacial da Rússia presta apoio às autoridades do país para combater o terrorismo. Graças à ajuda russa, Damasco conseguiu se proteger e iniciar contraofensiva em direções cruciais.


10 guardas iranianos são mortos na fronteira do Paquistão

Região fronteiriça entre Irã e Paquistão é marcada por atividade de gangues de tráfico e militantes separatistas.


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Dez guardas de fronteira iranianos foram mortos por militantes sunitas em uma operação transfronteiriça na fronteira com o Paquistão nesta quarta-feira (26).

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Fronteira entre a Índia e o Paquistão 

Segundo informações divulgadas pela agência de notícias Tasnim, o grupo militante chamado Jaish al-Adl assumiu a responsabilidade pelas mortes.

A província de Sistão-Baluchistão, no sudeste do Irã, tem sido atingida há muito tempo por ataques de gangues de tráfico de drogas e militantes separatistas.

Irã respondeu à arrogância dos EUA

Uma lancha iraniana obrigou um destróier da Marinha dos EUA a desviar seu rumo no Golfo Pérsico, informa a mídia. O cientista político Araik Stepanyan revelou no ar do serviço russo da Rádio Sputnik sua opinião que são os próprios americanos que provocam o Irã a ações deste tipo.


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O destróier USS Mahan dos EUA teve que alterar seu rumo para evitar a colisão com uma lancha iraniana, informou a emissora Fox News, citando fontes da administração estadunidense.


Destróier norte-americano Mahan no Egito, março de 2009
USS Mhan © AFP 2017/ Stringer

De acordo com o canal, o navio norte-americano entrou em rota de colisão de uma lancha do Exército dos Guardiões da Revolução Islâmica. Para evitar um acidente, o navio americano alterou a rota, emitiu sinais de alerta e lançou para o ar foguetes de sinalização. A tripulação ocupou suas posições de combate.

Os militares norte-americanos têm reclamado, em diversas ocasiões, de manobras perigosas realizadas por navios iranianos no Golfo Pérsico.

O secretário responsável da Academia de Problemas Geopolíticos e cientista político Araik Stepanyan opina que são os próprios EUA que provocam o Irã a esse tipo de ações.

"Os iranianos consideram o Golfo Pérsico como seu e claro que se querem sentir neste golfo como em sua casa, não constrangidos, e atuar como consideram adequado. Entretanto, o comportamento correto dos iranianos no Golfo Pérsico provoca ações mais insolentes e agressivas dos americanos. Ou seja, se os iranianos se comportam corretamente – os americanos se comportam de forma mais insolente.


Os EUA consideram isso como covardia e começam pressionando. Por esta razão, os iranianos não podem atuar de forma contida, as ações deles dependem da reação dos EUA, eles são obrigados a se comportarem assim”, destacou Araik Stepanyan no ar do serviço russo da Rádio Sputnik.


Opinião: países da península Coreana estão à beira da guerra

Os países da península Coreana estão à beira da guerra, comunicou o secretário do Conselho da Segurança da Rússia, Nikolai Patrushev.


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Os problemas dessa região não podem ser subestimados, acrescentou ele falando na sexta Conferência de Segurança Nacional em Moscou.

Exército Popular da Coreia apresenta, em desfile, complexos de lançamento de mísseis balísticos intercontinentais em abril de 2017
Desfile militar na Coreia do Norte © Sputnik/ Ilia Pitalev

A situação na península Coreana se agravou após uma série de testes de mísseis balísticos levados a cabo pela Coreia do Norte. Vários deles caíram perto do Japão.

Em resposta, os EUA enviaram o grupo de navios de guerra para a região da Coreia.

Há pouco, a Coreia do Sul começou a instalação do sistema antimíssil THAAD norte-americano no seu território.

A China se manifesta contra o THAAD, Moscou por seu lado acha que os EUA estão instalando um sistema para conter o potencial da Rússia e da China sob pretexto da ameaça crescente por parte da Coreia do Norte.

Coreia do Norte anuncia maiores exercícios na sua história

A Coreia do Norte classificou os exercícios, que envolveram os três ramos das Forças Armadas, como "os maiores na história", informou a mídia norte-coreana.


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Segundo a Agência Central de Notícias da Coreia, os treinamentos contaram com cerca de 300 peças de artilharia de longo alcance, submarinos e aviação. 


Soldados norte-coreanos durante a parada militar em homenagem ao 60º aniversário do fim da Guerra da Coreia, 2013
Militares norte-coreanos em desfile militar © Sputnik/ Ilya Pitalev

"Os submarinos submergiam rapidamente para atacar os navios inimigos com torpedos, e caças e bombardeiros sobrevoavam o mar para lançar bombas contra os alvos. Mais de 300 armamentos pesados abriram fogo simultâneo do litoral", cita a mensagem a agência sul-coreana Yonhap.


O chefe de Estado, Kim Jong-un, não escondeu estar satisfeito com os exercícios:

"Mostramos qual é nossa força militar para castigar impiedosamente os inimigos", disse Kim Jong-un ao canal de TV japonês NHK.

Na terça-feira (25), a Coreia do Norte celebrou o 85º aniversário do Exército Popular da Coreia. 

Especialistas e políticos estavam certos de que nesse dia a Coreia do Norte iria realizar o 6º teste nuclear ou mais um lançamento de míssil balístico. Entretanto, Pyongyang limitou-se a efetuar exercícios das forças terrestres, Marinha e Força Aérea.

Os exercícios se focaram nos alvos marítimos, dado que um grupo naval norte-americano, liderado pelo porta-aviões USS Carl Vinson, está se aproximando da península Coreana e efetuando manobras conjuntas com as forças japonesas e sul-coreanas.



China lança à água 1º porta-aviões de produção nacional (video)

O primeiro porta-aviões de produção chinesa foi lançado à água em meio à escalada de tensões na península Coreana.


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"O segundo porta-aviões chinês foi lançado à água em 26 de abril no porto de Dalian", informa a agência chinesa Xinhua. 


O primeiro porta-aviões de construção nacional da China durante cerimônia de lançamento em Dalian, província de Liaoning, China, 26 de abril de 2017
Porta-aviões chinês Type 001A © REUTERS/ Stringer

O Type 001A, de 315 metros de comprimento e 75 metros de largura, pesa 70.000 toneladas. O navio foi construído nos estaleiros de Dalian, um porto na província de Liaoning, no norte da China, que faz fronteira com a Coreia do Norte.

Esperava-se que o porta-aviões fosse lançado à água em 23 de abril, no aniversário da Marinha do Exército de Libertação Popular, mas a cerimônia realizou-se uns dias mais tarde.

O primeiro porta-aviões do país Liaoning foi construído na base do cruzador soviético Varyag, comprado à Ucrânia em 1998. O porta-aviões entrou em operação na Marinha chinesa em setembro de 2012. Em novembro de 2012, foram anunciados exercícios bem-sucedidos de aterrissagem de caças J-15 no convés do porta-aviões.


Estado-Maior do Exército russo visita Brasil em junho, diz Raul Jungmann

O ministro da Defesa do Brasil, Raul Jungmann, disse nesta quarta-feira que o Estado-Maior do Exército russo aceitou o convite de visitar o Brasil em junho.


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No mesmo mês, a Rússia receberá o presidente brasileiro Michel Temer. O convite foi feito pelo presidente russo, Vladimir Putin, em março deste ano. 


Tropas brasileiras são vistas durante uma cerimônia antes dos Jogos Olímpicos de 2016
Tropas brasileiras no período das Olimpíadas no Rio de Janeiro © AFP 2017/ VANDERLEI ALMEIDA

De acordo com Jungmann, que está em Moscou para a VI Conferência Internacional de Segurança, foi possível atingir certos acordos com o governo russo, sendo o primeiro deles o convite feito ao ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, para visitar o Brasil.

Durante esta visita ao Brasil, os Estados-Maiores dos dois países levarão a cabo uma segunda rodada de negociações no âmbito militar. Há a perspectiva de um intercâmbio de militares entre os Exércitos dos dois países, cujos detalhes não foram mencionados por Jungmann.

Já o ministro russo se mostrou satisfeito com as conversações desta terça-feira em Moscou.

“Uma confirmação disso é a nossa intensa pauta de negociações. O evento central dela será a visita do presidente [Temer] a Moscou em junho deste ano”, afirmou Shoigu.

A autoridade russa ainda destacou a cooperação entre russos e brasileiros em várias esferas internacionais.

“O que nos une são as abordagens semelhantes sobre um leque de assuntos internacionais. Estamos trabalhando com sucesso em vários formatos multilaterais que são a ONU, o G20 e o BRICS”.

A conferência sobre segurança internacional em Moscou foi organizada pelo Ministério da Defesa da Rússia. A Síria foi o assunto principal da sessão.



25 abril 2017

Três militares do Exército morrem afogados durante treinamento na Grande SP

Comando Militar do Sudeste não informou nomes, idade e patentes das vítimas; afogamento aconteceu em lago


Bruno Ribeiro | O Estado de S.Paulo


SÃO PAULO - Três militares do Exército morreram afogados nesta segunda-feira, 24, por volta das 18 horas, em Barueri, na Grande São Paulo, durante uma instrução militar. Nem os nomes nem as idades e as patentes dos mortos foram divulgados pelo Comando Militar do Sudeste. 


Socorristas fazem massagem cardíaca para tentar salvar um dos soldados que se afogou (Foto: TV Globo/Reprodução)
Socorristas fazem massagem cardíaca para tentar salvar um dos soldados que se afogou (Foto: TV Globo/Reprodução)

“Os nomes das vítimas serão divulgados à imprensa após as respectivas famílias serem comunicadas”, informou o Exército, por meio de uma nota em que lamentou o que classificou de “acidente”.

O afogamento aconteceu em um lago existente em uma área de treinamento do Jardim Silveira, em Barueri. A corporação informou que será aberto um inquérito policial-militar para investigar o caso.

O resgate dos corpos dos militares submersos foi feito pelo Corpo de Bombeiros, que enviou seis viaturas ao local. Segundo o Comando Militar do Sudeste, “os militares estavam em instrução e participavam de atividade prevista no treinamento do combatente básico”.

Os mortos estavam lotados no 21.º Depósito de Suprimentos da 2.ª Região Militar (responsável por São Paulo). O destacamento fica na zona norte da capital. O local do acidente pertence ao 22.º Depósito de Suprimentos.

Outros casos


Em março, também durante um treinamento militar, um recruta de 18 anos teve um enfarte e morreu em Araguari, interior de Minas Gerais. Em dezembro passado, em Curitiba, um soldado de 19 anos do 20.° Batalhão de Infantaria Blindado também morreu afogado durante um treinamento. O acidente se deu, segundo o Exército informou na época, enquanto o rapaz tentava salvar um colega que também estaria se afogando. O treinamento pelo qual eles passavam na hora não previa a queda no lago.

América Latina comprou mais de US$ 10 bilhões em armamentos russos

Exportador de equipamentos militares da Rússia quer continuar a batalha contra empresas dos EUA e da Europa pelo mercado latino-americano.


Ígor Rôzin | Gazeta Russa

Desde 2001, os países da América Latina compraram mais de US$ 10 bilhões em armamentos produzidos na Rússia. A informação foi divulgada pelo diretor-geral da Rosoboronexport (estatal russa responsável pelas vendas de equipamento militar ao exterior), Aleksêi Mikheev.



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A Venezuela é o principal mercado: entre 2000 e 2016, o país comprou 80% de todas as armas russas vendidas na América Latina. Foto:@IAF_MCC

"Nos últimos anos a concorrência nesse mercado está crescendo, os produtores norte-americanos e europeus estão intensificando seu trabalho na região, no entanto, estamos preparados para lutar pelos nossos clientes", declarou Mikheev.

E como em qualquer produto de exportação, a propaganda, ofertas e serviços especiais ajudam a ganhar clientes.

"Estamos usando todas as ferramentas modernas de marketing. Oferecemos esquemas de financiamento flexíveis, inclusive compensações, offset, trade-in e abordagens individuais para cada parceiro. Os clientes também apreciam os nossos serviços pós-venda e consultoria técnica e jurídica", disse.

Tradicionalmente, os países latino-americanos estão interessados em aviões e helicópteros. E depois do início da operação militar contra o Estado Islâmico na Síria, a demanda pelos equipamentos russos só aumentou.

"Tendo em conta os desafios atuais, como o terrorismo, tráfico de drogas, crime organizado e crimes virtuais, a Rosoboronexport está promovendo o “sistema integrado de segurança" no mercado latino-americano. Esse sistema inclui soluções integradas para problemas de segurança cibernética, controle das áreas costeiras, fronteiras nacionais e de grandes municípios e cidades”, lê-se no comunicado da Rosoboronexport.

Em março, o “think thank” de política internacional Chatham House publicou o relatório “Russia’s Role as an Arms Exporter” (“O papel da Rússia como um exportador de armas"), sobre as vendas dos armamentos russos na América Latina.

A região é um mercado tradicionalmente ocupado pelos fabricantes americanos e europeus. Mas o estudo da Chatham House mostra uma mudança considerável nos últimos anos.

A Venezuela é o principal mercado: entre 2000 e 2016, o país comprou 80% de todas as armas russas vendidas na América Latina. Na América Central o principal cliente é a Nicarágua, onde 80% dos equipamentos militares são produzidos por empresas russas. Já em outros países, como o Brasil, Colômbia, Argentina, México e Peru esta parcela não passa dos 20%.

O interesse dos exportadores militares da Rússia na América Latina também tem uma outra motivação: apenas 4,6% das vendas externas são feitas para a região. E o objetivo é aumentar este percentual em breve.