27 março 2017

Defesa russa: libertação de Raqqa não será um passeio

A operação para libertar Raqqa dos militantes do Daesh não será nada fácil, e o sucesso dessa missão dependerá de uma coordenação de todas as forças envolvidas no combate aos terroristas, segundo afirmou o Ministério da Defesa da Rússia.


Sputnik

"É claro para qualquer especialista militar que a libertação de Raqqa não será um passeio para a coalizão internacional. O sucesso e a data de término dessa operação vão depender diretamente no entendimento e na prontidão para coordenar a ação de todas as forças que lutam contra o terrorismo na Síria", declarou hoje o major-general Igor Konashenkov, porta-voz da Defesa russa. 

Um combatente das Forças Democráticas da Síria (FDS) perto do rio Eufrates, ao norte de Raqqa, em 8 de março de 2017
Combatente das Forças Democráticas da Síria diante do rio Eufrates, ao norte de Raqqa, na Síria © REUTERS/ Rodi Said

De acordo com o oficial, a visão otimista anunciada pela França sobre a ofensiva contra a proclamada capital do Estado Islâmico no território sírio está baseada mais em algum tipo de fonte nacional de inspiração do que na realidade da situação em campo.

Na última sexta-feira, o ministro da Defesa francês, Jean-Yves Le Drian, disse em conversa com jornalistas que a batalha da coalizão internacional para capturar Raqqa começaria já nos próximos dias.


Por que Israel não quer acabar com bombardeamentos da Síria?

Enquanto Israel continua bombardeando a Síria, Thomas Flinchy, cientista político da Universidade Paris-IV, fala com a Sputnik sobre a possível razão deste comportamento de Israel.


Sputnik


A tensão está ao rubro entre a Síria e Israel, que continua a levar a cabo ataques aéreos contra o território sírio. Thomas Flinchy, historiador e membro do Centro Roland Mousnier de Sorbonne, comentou a atual situação em conversa com a Sputnik. 

Caça da Força Aérea de Israel (arquivo)
F-16 da Força Aérea de Israel © Sputnik/ Serviço de imprensa da Força Aérea de Israel

Israel tem uma política bastante oportunista no Oriente Médio e procura garantir a sua própria sobrevivência em um ambiente bastante hostil. Nesta lógica, a cooperação com o Daesh poderá beneficiar o governo israelense.

"Ele [Israel] tem uma política de equilíbrio, os israelenses não querem verdadeiramente que o Daesh desapareça. Além disso, o Daesh nunca atacou Israel do ponto de vista militar ou ideológico, o que mostra que Israel não é um verdadeiro inimigo para o Daesh", acrescentou Flinchy.

Além disso, para garantir esta tranquilidade política, o governo de Israel, de acordo com o analista, aceitou acolher terroristas do Daesh e prestar-lhes assistência médica. Por seu lado o Daesh está interessado na instabilidade nesta região, especialmente na Síria.

"Israel mantém o Daesh sob controle porque está interessado no caos na região e na máxima instabilidade para garantir a sua própria estabilidade. É uma política bastante cínica, mas ela existe", concluiu o analista.

Anteriormente, o primeiro-ministro de Israel tinha declarado que Israel iria continuar a realizar ataques aéreos contra colunas de veículos sírias que transportam armas para o Hezbollah.

Em resposta a isso, o presidente sírio afirmou que a proteção das fronteiras nacionais é o dever das autoridades mesmo que Israel decida destruir os sistemas antiaéreos sírios.

Em rara admissão, Israel assume responsabilidade por ataques na Síria

A agência estatal de notícias síria informou nesta quarta-feira (7) que Israel era responsável por bombardeios ocorridos perto de um aeroporto militar em Damasco.


Sputnik


Avigdor Lieberman, o ministro da Defesa de Israel, não estava disposto a especificar que ataques foram realizados pelas forças israelenses, de acordo com uma declaração oficial. No entanto, a nota afirma que os ataques tinham como objetivo impedir que "armas avançadas, equipamentos militares e armas de destruição em massa" caíssem nas mãos do Hezbollah, segundo informou o Times of Israel.

Avigdor Lieberman
Avigdor Lieberman © AP Photo/ Markus Schreiber

Autoridades israelenses já expressaram a preocupação de que o Hezbollah pudesse receber armas de destruição em massa ou armas químicas do regime sírio. Ainda assim, Lieberman espera que um acordo pacífico possa ser alcançado na vizinha Síria, embora acredite que a violência e as tensões com os palestinos ainda perdurem por bastante tempo.

Lieberman afirmou ainda que estaria aberto a qualquer acordo de paz na Síria, desde que não inclua o Irã ou o presidente sírio, Bashar Assad.


Síria pede ao Conselho de Segurança que condene Israel por ataque a Palmira

O Ministério das Relações Exteriores da Síria enviou duas cartas ao Conselho de Segurança da ONU (CSNU) na sexta-feira, pedindo para condenar Israel pelo ataque à cidade síria de Palmira e violações do espaço aéreo sírio.


Sputnik

Mais cedo nesta sexta-feira, o exército do governo sírio disse que havia derrubado um dos quatro jatos da Força Aérea Israelense que supostamente violavam seu espaço aéreo e alvejava unidades sírias perto de Palmira. As Forças de Defesa de Israel (IDF) disseram a Sputnik que seu avião não foi derrubado. 


Israeli F-16
F-16 da Força Aérea de Israel © AP Photo/ Ariel Schalit, file

"A Síria pede ao Secretário-Geral da ONU e ao Presidente do Conselho de Segurança da ONU que condenem esta agressão flagrante israelense e obrigue Israel a parar de apoiar o terrorismo na Síria e a aplicar todas as resoluções do CSNU sobre a luta contra o terrorismo, o Golã sírio ocupado até a linha de 4 de junho de 1967 e para implementar a resolução No. 497 para 1981", disse o ministério sírio das Relações Exteriores, citado pela agência de notícias Sana.


As alegações de que seus jatos foram atacados são usadas por Jerusalém para justificar a ocupação dos territórios sírio, palestino e libanês, disse o ministério sírio.

Em dezembro, a Síria teria derrubado um avião de guerra israelense e um veículo aéreo não tripulado sobre a província de Quneitra, no sudoeste do país. 

As IDF negaram as reivindicações. Em novembro, as IDF disseram que um míssil que se acredita ser lançado da Síria, atingiu as colinas do Golã do norte controladas pelos israelenses sem causar quaisquer baixas. A medida foi retaliada abrindo fogo.

Cerca de 1.300 pessoas deixam a cidade síria de Homs

Um total de 1.276 pessoas, incluindo 436 militantes, deixaram o bairro de al-Waer, na cidade síria de Homs, na segunda-feira (27), por acordo com as autoridades no âmbito de uma trégua local, disse à Sputnik uma fonte informada dos serviços de segurança do país.


Sputnik

A fonte relatou que 387 mulheres e cerca de 460 crianças deixaram al-Waer, além de membros da oposição armada, acrescentando que os militantes que saíram da cidade levaram com eles as armas — mais de 50 fuzis de assalto, cinco fuzis de precisão e 24 pistolas.


Combatentes da oposição e suas famílias se reúnem, enquanto se preparam para subir a um ônibus, antes da evacuação do bairro rebelde de Waer, na cidade de Homs, em 18 de março de 2017
Terroristas e familiares deixam a cidade Homs, na Síria © AFP 2017/ MAHMOUD TAHA

Em 13 de março, as autoridades sírias e grupos militantes em Homs chegaram a um acordo com a mediação russa como garante. Segundo o acordo, os militantes e suas famílias concordaram em deixar Homs de forma faseada, enquanto as tropas do governo sírio garantiram sua passagem segura.

Em 18 de março, mais de 1.400 militantes e membros de suas famílias deixaram al-Waer em direção à cidade de Jarablus, ao norte da província de Aleppo, em conformidade com o acordo.

A guerra civil na Síria dura já há cerca de seis anos, com as tropas do governo lutando contra numerosas facções da oposição e organizações terroristas como a Frente al-Nusra e o Daesh, proibidos na Rússia.



Oposição síria exige renúncia de Assad e o responsabiliza 'pela morte de 2 mil pessoas'

Nasr Hariri, chefe da delegação da Comitê de Alta Negociação da Síria (HNC), disse hoje que o presidente sírio, Bashar Assad, deve renunciar, abrir caminho para um órgão de transição e ser responsabilizado pelos crimes perpetrados contra o povo do seu país.


Sputnik

"Até agora, os crimes brutais do regime terrorista de Bashir Assad ainda estão em curso… Afirmamos no início da sessão o núcleo do processo político necessário para a transição política e para a formação de um órgão de governo de transição. Isso exigirá que Bashar Assad e sua 'panelinha' opressiva, cujas mãos foram manchadas com o sangue do povo sírio, deixem o poder e introduzam uma transição [capaz de] responsabilizá-los pelos crimes que perpetraram", disse Hariri. 


Retrato de Assad no hospital de Damasco,4 de maio de 2014
Retrato de Bashar Assad no hospital de Damasco © AP Photo/ Dusan Vranic

Ele acrescentou que "nada menos do que 2 mil pessoas, incluindo 275 mulheres e várias centenas de crianças" foram mortas como resultado das campanhas aéreas do governo sírio desde o início do cessar-fogo.


20 março 2017

Somália acusa coalizão saudita de atacar barco de refugiados na costa do Iêmen : 42 mortos

O governo da Somália culpou neste sábado (18) a coalizão aérea liderada pela Arábia Saudita de atacar uma embarcação onde pelo menos 42 refugiados somalis morreram na costa do Iêmen, e disse que a agressão cometida por um navio e um helicóptero militares foi "horrenda".


Sputnik

A Somália pediu à coalizão, que é apoiado pelos EUA, para investigar o que aconteceu na sexta-feira (17) de manhã. A embarcação atingida estava cheia de refugiados, inclusive com mulheres e crianças. 


Pessoas carregam o corpo de um refugiado somali, morto em um ataque de helicóptero enquanto fazia uma travessia de barco na costa do Iêmen. 17 de março de 2017
Corpo de refugiado somali morto em ataque de helicóptero da coalizão apoiada pelos EUA © REUTERS/ Abduljabbar Zeyad

"O que aconteceu aqui foi um problema terrível e espantoso infligido a somalis inocentes. A coalizão liderada pelos Arábia Saudita que combate no Iêmen é responsável por isso", disse o ministro das Relações Exteriores da Somália, Abdisalam Omer, na rádio estatal do país.

Ele acrescentou que o governo iemenita também deve procurar uma explicação para o ataque e levar os responsáveis à justiça.

Em um comunicado separado, o primeiro-ministro somali Ali Hassan Khaire disse que a ofensiva foi "atroz" e "espantosa".

Os rebeldes iemenitas xiitas também acusaram a coalizão liderada pela Arábia Saudita, que, por sua vez, não fez comentários.

O ataque ocorreu poucas semanas depois de o presidente recém-eleito da Somália, o somali-americano Mohamed Abdullahi Mohamed, ter escolhido a Arábia Saudita como o primeiro país que visitará como presidente.

O ataque colocou em evidência os perigos da rota, que é muito usada por imigrantes, e que se estende do Chifre da África até o Golfo Pérsico, passando pelo Iêmen, que atualmente está em guerra civil.

Laurent De Boeck, chefe do escritório da Organização Internacional para as Migrações (OIM) em Sanaa, capital do Iêmen, disse que a agência acredita que todos os que estavam a bordo eram refugiados registrados.

Um contrabandista iemenita que sobreviveu ao ataque disse o barco que transportava refugiados que tentavam chegar ao Sudão.


Bomba atinge navio no Iêmem e 26 refugiados somalis morrem

Mulheres e crianças estão entre os mortos. Região é palco de bombardeios por parte das forças da coalizão árabe.


Por G1


Pelo menos 42 refugiados somalis, entre eles mulheres e crianças, morreram por disparos feitos de um helicóptero contra uma embarcação no mar Vermelho, perto da costa do Iêmen, informam as agências Reuters e Associated Press. Mais cedo, a agência Efe informou que os refugiados somalis tinham sido atingidos por disparos de armas leves, o que parecia excluir um ataque aéreo. 

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Pelo menos 42 refugiados somalis morreram, entre eles mulheres e crianças, após um artefato explosivo atingir o navio onde viajavam (Foto: Abduljabbar Zeyad/Reuters) 

Um traficante iemita que sobreviveu ao ataque, Al-Hassan Ghaleb Mohammed, disse à AP que o barco saiu de Ras Arra e estava a 50 km da costa, quando um barco militar abriu fogo seguido pelo helicóptero de caça.

Ele descreveu à agência uma cena de pânico, em que os refugiados aterrorizados acenaram com lanternas, aparentemente para tentar avisar que não eram combatentes. Ele disse que então o helicóptero parou de disparar, mas dezenas deles já estavam mortos.

Mohamed al-Alay, da Guarda Costeira, disse à agência Reuters que os refugiados, que portavam documentos oficiais do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), iam do Iêmen ao Sudão quando foram alvejados por um helicóptero Apache perto do estreito de Bab al-Mandeb.

Os corpos de 42 refugiados foram levados aos hospitais da cidade portuária, onde dezenas de feridos também foram internados, segundo as autoridades locais. Dezenas de somalis que sobreviveram ao ataque, assim como três traficantes de pessoas iemenitas a bordo da embarcação, foram levados à prisão central da cidade.

A agência Saba, controlada pelos rebeldes xiitas huthis, afirmou que o ataque foi promovido pela aviação da coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita, que não comentou o caso.

Os combatentes houthis são aliados ao Irã e dominaram a capital iemenita, Sanaa, em 2014, forçando o governo do presidente Abd-Rabbu Mansour Hadi, que tem respaldo de Riad, a fugir para o exílio.

O estreito de Bab al-Mandeb é uma rota marítima estratégica ao sul do Mar Vermelho através da qual quase 4 milhões de barris de petróleo são despachados diariamente para a Europa, os Estados Unidos e a Ásia.

Situação no Iêmen


O setor situado ao sul de Hodeida foi palco de violentos combates nas últimas 24 horas que deixaram 32 mortos, segundo fontes médicas e militares.

Desde a intervenção da coalizão árabe, em março de 2015, para ajudar o governo a frear o avanço dos rebeldes, mais de 7.700 pessoas morreram e mais de 42.500 ficaram feridas, segundo a ONU.

O país sofre atualmente a "pior crise humanitária no mundo" e se expõe a um grave perigo de fome, adverte a ONU.


Prédio da embaixada russa é atingido durante confrontos em Damasco

Rebeldes sírios lançaram ofensiva que os aproximou do centro da Cidade Velha de Damasco. Forças do governo reagiram.


Por G1


O embaixador russo na Síria, Alexander Kinshchak, afirmou que um dos edifícios da embaixada russa em Damasco foi danificado em confrontos entre o governo e a oposição, segundo a Reuters informou nesta segunda-feira (20). A capital síria vive intensos bombardeios desde domingo (19). 

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"Temos um prédio que não usamos temporariamente, não muito longe do epicentro dos confrontos de ontem. Foi-me dito que uma onda de choque atingiu as janelas", disse Kinshchak, de acordo com a agência de notícias russa RIA.

No domingo, rebeldes sírios lançaram uma grande ofensiva que os aproximou do coração da Cidade Velha de Damasco e as forças do governo reagiram com intensos bombardeios de áreas mantidas pelos rebeldes.

"Aconteceram intensos ataques aéreos desde o amanhecer contra posições rebeldes no bairro de Jobar, onde teve início a ofensiva insurgente", disse à AFP Rami Abdel Rahman, diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Segundo relato da agência Efe, citando o OSDH, ao menos 47 soldados governamentais sírios e combatentes islâmicos morreram nas últimas 24 horas em combates nos arredores de Damasco. Ao menos 26 eram membros das forças leais ao presidente da Síria, Bashar al Assad.

Ofensiva

No domingo, os extremistas da Frente Al-Sham, ex-braço sírio da Al-Qaeda, atacaram a partir da posição mais próxima ao centro de Damasco, no bairro de Jobar, cenário de confrontos há dois anos. O bairro está dividido entre os rebeldes e os jihadistas de um lado e as forças governistas de outro.

Pela primeira vez em dois anos, os rebeldes entraram no domingo em edifícios da Praça de Abbassiyyin, a partir de onde lançaram foguetes contra vários setores da capital, segundo o OSDH. 

Nesta segunda-feira, os aviões do regime sobrevoavam a região e os moradores voltaram a transitar pela Praça de Abbassiyyin.

Assad apoia projeto da Rússia para Constituição da Síria

O presidente sírio, Bashar Assad, afirmou que as autoridades do país saúdam as propostas da Rússia para resolver a crise síria, incluindo o projeto de Constituição.


Sputnik


"Ontem o nosso representante nas Nações Unidas, o Sr. Jaafari, anunciou que apoiamos as iniciativas russas, diferentes iniciativas, não só essa, e agora estamos discutindo os detalhes com os russos", disse Assad a jornalistas russos ao responder se estava ciente da proposta russa de criar uma comissão para redigir a Constituição da Síria.

Presidente da Síria, Bashar Assad, visto durante uma visita do vice-primeiro-ministro russo, Dmitry Rogozin, a Damasco
Presidente da Síria Bashar Assad © Sputnik/ Sergei Mamontov

Ele também afirmou que a Rússia forneceu assistência substancial à Síria na libertação de Palmira.

"Normalmente nós não falamos sobre assuntos militares, mas ali houve uma ajuda significativa em terra, embora eu não possa entrar em detalhes", disse ele.

Bashar Assad também manifestou esperança de poder receber mais ajuda militar da Rússia, se necessário, para combater o terrorismo. "Ao mesmo tempo, acredito que por ora o nível de apoio por parte da Rússia é suficiente e eficaz", completou.


Embaixador israelense espera que Rússia ajude a evitar a escalada na Síria

O embaixador israelense na Rússia, Gary Koren, disse a Sputnik que não descarta a escalada das relações com a Síria. Na semana passada, as forças israelenses realizaram ataques aéreos no território sírio, visando, de acordo com uma declaração oficial das autoridades israelenses, o movimento xiita Hezbollah ativo no país.


Sputnik

O embaixador disse que Israel deve estar "preparado para tudo" quando perguntado se ele descarta a escalada nas relações com a Síria. Ao mesmo tempo, expressou a esperança de que a Rússia e outros atores externos ajudem a prevenir a deterioração da situação na região.

Soldados israelenses perto da fronteira com a Síria no terrítorio de colinas de Golã ocupado por Israel, 22 de junho de 2015
Tropas israelenses na fronteira com a Síria © AFP 2017/ MENAHEM KAHANA

"Esperamos que os aliados da Rússia e da Síria usem sua influência para trazer Damasco à razão", disse o embaixador Koren, comentando sobre o recente acidente de avião.

Na semana passada, as forças israelenses realizaram ataques aéreos no território sírio, dizendo que tinham como alvo um comboio supostamente portador de armas para o movimento xiita Hezbollah. No mesmo dia, o comando do Exército sírio disse em um comunicado que havia derrubado um de quatro jatos da Força Aérea israelense que violaram seu espaço aéreo e supostamente alvejaram unidades sírias perto de Palmira.

Após o incidente, Moscou convocou o embaixador israelense na Rússia, Gary Koren, para perguntar sobre ataques aéreos contra tropas sírias perto de Palmira.

Israel ameaça destruir sistemas de defesa aérea síria em caso de ataque

O ministro da Defesa israelense adverte que, em caso de ataque, Israel irá destruir os sistemas de defesa aérea síria.


Sputnik


Avigdor Lieberman, ministro da Defesa de Israel, citado pela rádio Kol Yisrael, ameaçou que, se as baterias dos sistemas de defesa aérea da Síria abrirem fogo mais uma vez contra aviões israelenses, elas serão destruídas.

Caça F-35 da Força Aérea de Israel
F-35 da Força Aérea israelense © AP Photo/ Ariel Schalit

Em 17 de março a Força Aérea de Israel atacou alvos no território sírio, tendo depois sido alvejada por mísseis sírios a partir do solo.

O comando do exército sírio afirma que um dos aviões que participaram do assalto foi abatido.

Israel nega as baixas e declara que sistema de defesa antimíssil interceptou um dos mísseis sírios. O ministro da Inteligência de Israel, Yisrael Katz, confirmou que o alvo do ataque da Força Aérea israelense na Síria era uma carga com armamento para o movimento libanês Hezbollah.


Embaixador de Israel vai explicar razões dos ataques aéreos em Palmira

O embaixador de Israel na Rússia, Gary Koren, foi chamado ao Ministério das Relações Exteriores russo devido aos ataques aéreos da Força Aérea israelense contra pontos do exército sírio perto de Palmira, informa o vice-ministro da chancelaria russa, Mikhail Bogdanov.


Sputnik

"Sim, já o perguntamos sobre isso", disse Bogdanov aos jornalistas. Segundo ele, a chancelaria russa expressou sua preocupação em relação ao incidente. 


Vista pela parte histórica de Palmira, Síria (foto de arquivo)
Palmira, Síria © Sputnik/ Mikhail Voskresensky

"Temos o canal de comunicação especial [para prevenir tais incidentes] e queríamos que esse canal funcionasse mais eficazmente e que não houvesse incompreensão em relação às ações de outros [na Síria]", sublinha o diplomata.

Mais cedo, o jornal Jerusalem Post informou sobre a chamada do embaixador israelense à chancelaria russa para explicar razões dos ataques da Força Aérea. Segundo a mídia israelense, as posições do exército sírio, atacadas pela aviação, estão localizadas perto dos militares russos.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel confirmou o fato da visita do embaixador, Gary Koren, à chancelaria russa, mas não deu detalhe algum.

O incidente ocorreu em 17 de março à noite. Segundo dados das Forças Armadas da Síria, quatro aviões israelenses interviram o espaço aéreo do país e realizaram ataque aéreo contra um dos pontos do exército sírio. O comando da Síria declarou que um dos aviões foi abatido sobre as Colinas de Golã. Além disso, outro caça foi danificado. Entretanto, a parte israelense nega a informação sobre o avião abatido.


'Defender a fronteira é nosso direito', diz Assad sobre incidente com Israel

O presidente da Síria, Bashar Assad, ao comentar a declaração do ministro da Defesa de Israel, Avigdor Lieberman, sobre a intenção de destruir os sistemas de defesa aérea da Síria em caso de ataques contra aviões israelenses, disse a jornalistas russos que a proteção das fronteiras da Síria é direito e o dever das autoridades do país.


Sputnik

"Proteger nossas fronteiras é nosso direito e dever. Se nós não vamos fazê-lo como um governo, o povo sírio terá de nos condenar", disse Assad, respondendo se a Síria iria continuar defendendo suas fronteiras, apesar das ameaças de Lieberman.


Fumaça sobe após ataque sírio na antiga cidade de Quneitra, perto da fronteira entre a Síria e as Colinas de Golã que são controladas por Israel
Ataque sírio próximo as Colinas de Golã, área controlada por Israel © AP Photo/ Ariel Schalit

"Portanto, independentemente das declarações das autoridades israelenses nós não devemos colocar esta questão [sobre defender ou não defender]. Não baseamos nossas políticas e decisões sobre suas declarações. Então, é claro, isso é nosso direito e dever, repito", disse o líder sírio.

Na semana passada, as forças israelenses realizaram ataques aéreos no território sírio, dizendo que tinham como alvo um comboio supostamente portador de armas para o movimento xiita Hezbollah. No mesmo dia, o comando do Exército sírio disse em um comunicado que havia derrubado um de quatro jatos da Força Aérea israelense que violaram seu espaço aéreo e supostamente alvejaram unidades sírias perto de Palmira.

Após o incidente, Moscou convocou o embaixador israelense na Rússia, Gary Koren, para perguntar sobre ataques aéreos contra tropas sírias perto de Palmira.



17 março 2017

Trump muda tática sobre Síria e envia tropas para reaver maior reduto do EI

Presidente americano ordena reforço de 400 homens e equipamentos de artilharia para retomada da cidade de Raqqa


Cláudia Trevisan, Correspondente (Washington) | O Estado de S.Paulo

O governo de Donald Trump decidiu enviar 400 soldados para o norte da Síria para apoiar curdos, grupos rebeldes locais e tropas turcas no esforço para retomar Raqqa, considerada pelo Estado Islâmico sua capital. O contingente quase dobrará as forças americanas no país, que está há seis anos mergulhado em uma guerra civil. Barack Obama resistiu à pressão para enviar tropas de combate à região e preferiu agir por meio de aliados na Síria. 



Síria
Fugitivos da área de combates em Raqqa se entregam a combatentes das Forças Democráticas Sírias | Foto: REUTERS/Rodi Said

As tropas começaram a chegar à região no fim de semana, em caravanas de caminhões militares. A princípio, soldados dos EUA não participarão de combates diretos com integrantes do EI. Sua função será fornecer armamentos e apoio logístico a aliados na frente de batalha.

“Esperamos que o cerco à cidade ocorra em poucas semanas”, disse à agência Reuters Talal Silo, porta-voz da Forças Democráticas Sírias, grupo que reúne alguns dos principais aliados locais dos EUA, entre os quais rebeldes sírios e os curdos.

O Observatório Sírio para Direitos Humanos, organização com sede em Londres, disse nesta quinta-feira que bombardeios lançados na terça-feira pela coalizão deixaram 23 civis mortos em uma vila a leste de Raqqa, entre os quais 8 crianças. Militares não confirmaram a informação. Criada em 2014, a coalizão abrange 65 países, a maioria dos quais não contribui de maneira direta no confronto. Bombardeios aéreos são a principal forma de combate dos EUA na Síria atualmente.

Durante a campanha eleitoral, Trump criticou intervenções anteriores no Oriente Médio, em especial a Guerra do Iraque. Dizendo que os EUA não poderiam ser a “polícia do mundo”, ele sugeriu que adotaria uma política menos atuante fora das fronteiras do país. Ao mesmo tempo, ele prometeu “destruir” o EI, visto como um risco à segurança dos americanos pela capacidade de recrutar seguidores e inspirar ataques terroristas dentro dos EUA.

Há poucas semanas, o Pentágono apresentou a Trump as linhas preliminares de um plano para derrotar o grupo terrorista em menos de um ano. Não está claro se o deslocamento de 400 soldados é o primeiro passo para a ampliação progressiva da presença militar no país.

A guerra ao EI é complicada pelo conflito entre aliados dos EUA e pela falta de coordenação entre a coalização e o governo de Bashar Assad e a Rússia. Parte da ofensiva de Moscou tem por alvo grupos rebeldes que estão ao lado dos americanos.

Apesar de Trump manifestar de maneira recorrente o desejo de cooperar com a Rússia no combate ao EI, o chefe do Comando Militar dos EUA na região, general Joseph Votel, tem uma avaliação negativa da ação das forças de Vladimir Putin.

“A principal intenção da Rússia é manter a Síria como um Estado-cliente no futuro e eles dão suporte ao regime de Assad para isso”, declarou Votel ontem em depoimento no Senado. “Também é muito preocupante o fato de as operações aéreas da Rússia terem atingido civis e grupos de oposição apoiados pelos EUA.” O general disse que a falta de coordenação traz o risco de erros de cálculo.

Outro problema de Washington é o conflito entre a Turquia e as forças curdas, dois aliados cruciais na luta contra o EI. Os turcos consideram os curdos separatistas terroristas e não aceitam o apoio militar que eles recebem dos EUA.

O movimento na Síria pode indicar uma mudança mais ampla na postura do governo. Também ontem, o general Votel afirmou que será necessário o envio de mais tropas ao Afeganistão para auxiliar nos esforços de estabilização do país.



Damasco não concordou com presença militar dos EUA em Manbij

O presidente sírio Bashar Assad não considera útil a presença militar norte-americana no seu país.


Sputnik


Ele divulgou a sua opinião relativamente à luta contra o terrorismo.

Presidente da Síria, Bashar Assad, visto durante uma visita do vice-primeiro-ministro russo, Dmitry Rogozin, a Damasco
Presidente da Síria Bashar Assad © Sputnik/ Sergei Mamontov

Segundo Assad, Damasco nunca deu permissão para a presença militar dos EUA na área da cidade de Manbij.

Os Estados Unidos implantaram um pequeno número de tropas adicionais na área da cidade como parte da nova missão que tem como objetivo a reafirmação e a dissuasão, informou no briefing de 6 de março o representante do Departamento de Defesa dos EUA, capitão Jeff Davis.

"Nós levamos a cabo ações visíveis de implementação de forças dos EUA, como integrantes da coalizão, em Manbij e nos arredores para reafirmar e dissuadir as partes [do conflito] de atacar outras partes para além do próprio ISIS [Daesh, o grupo terrorista proibido na Rússia]", disse.

Comentando a declaração do militar norte-americano, o presidente sírio divulgou neste sábado (11) que a única força que combate o Daesh de forma eficaz na Síria é a Rússia.

As declarações de Assad foram feitas durante uma entrevista à TV chinesa, publicada pela agência SANA.

Na mesma entrevista o líder sírio disse que espera que a guerra no seu país acabe em 2017.

A guerra no país dura há seis anos com as tropas do governo sírio combatendo contra vários grupos de oposição e organizações terroristas, inclusive a Frente Fatah al-Sham e o Daesh.

Invasão? Fuzileiros americanos chegam ao norte da Síria sem autorização

Uma unidade do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos chegou recentemente a uma base aérea da província de Al-Hasakah, no norte da Síria, para ajudar na reconquista de Raqqa, segundo afirmou um representante das forças curdas em entrevista à Sputnik.


Sputnik


De acordo com a fonte, os militares americanos foram levados para o território sírio ao longo dos últimos cinco dias, a bordo de um helicóptero proveniente do Curdistão iraquiano, que aterrissou no campo de pouso de Rumeilan, perto da cidade de Qamishli. Outros chegarão nos próximos dias, por terra, através da passagem de Semalika. 

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"O número de soldados americanos na Síria aumentou no governo de Barack Obama. Antes, sua presença era limitada a especialistas e assessores. Agora, estamos testemunhando a chegada de forças do Corpo de Fuzileiros Navais", afirmou o representante curdo.

Na semana passada, o coronel John Dorrian, porta-voz da Operação Inherent Resolve, dos EUA, confirmou que Washington estava alocando mais militares na Síria, mesmo sem a autorização do governo sírio.

De acordo com o general Joseph Votel, chefe do Comando Central dos Estados Unidos, os fuzileiros navais americanos foram enviados para a Síria para garantir o apoio necessário às forças da coalizão nos conflitos pela reconquista de Raqqa, considerada a capital do Estado Islâmico na Síria. A operação de reconquista, lançada em novembro passado, é liderada pelas Forças Democráticas Sírias, uma aliança de milícias de sírios curdos, árabes, assírios, armênios, turcos e circassianos.


Washington admite bombardeio na Síria mas nega ataque à mesquita em Aleppo

Forças armadas americanas negaram bombardeio que matou 42 pessoas.


France Presse


As forças armadas americanas admitiram nesta quinta-feira (16) que realizaram um ataque no norte da Síria contra posições da Al-Qaeda, mas negaram ter bombardeado deliberadamente uma mesquita na província de Aleppo, onde morreram 42 pessoas, segundo uma ONG. 

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LEVEND ALI/ASSOCIATED PRESS/AE

"Não atacamos uma mesquita, e sim um prédio que tínhamos como alvo, onde se realizava uma reunião (da Al-Qaeda) e se situava cerca de 15 metros de uma mesquita que ainda está de pé", declarou nesta quinta-feira o coronel John J. Thomas, porta-voz do Comando das Forças Americanas no Oriente Médio (Centcom).

A princípio, o Centcom informou que "as forças dos EUA conduziram um ataque aéreo sobre um local de reunião da Al-Qaeda no dia 16 de março em Idlib, Síria, matando numerosos terroristas".

Posteriormente, o coronel Thomas admitiu que o ponto preciso do ataque não estava claro, mas que coincide com o local informado sobre a mesquita atingida, em Al-Jinehvincia de Alepo.

"Vamos examinar todas as denúncias de vítimas civis em relação a este ataque", acrescentou o coronel ao ser confrontado com a informação do Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Segundo o Observatório, ao menos 42 pessoas - em sua maioria civis - morreram e 100 ficaram feridas nesta quinta durante o bombardeio a uma mesquita na aldeia de Al-Jineh, no norte do país.

"Os bombardeios de aviões não identificados alcançaram uma mesquita na província de Aleppo no momento da oração e mataram 42 pessoas, em sua maioria civis", afirmou o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman.

"Mais de 100 pessoas ficaram feridas", acrescentou. Muitas das vítimas se encontram sob os escombros da mesquita em Al-Jineh, 30 quilômetros a oeste de Aleppo. 

O povoado é controlado por grupos rebeldes, mas não há indícios de presença extremista.

Israel lança ataques aéreos na Síria

Aviões israelitas realizaram vários ataques à Síria durante a noite, gerando uma resposta com mísseis terra-ar, um dos quais foi interceptado, anunciou hoje o exército israelita.


Lusa

Este foi o incidente mais grave entre os dois países, que permanecem tecnicamente em guerra, desde que a guerra civil rebentou na Síria, em março de 2011. 


© Reuters TV / Reuters (Arquivo)

"Durante a noite (...) aeronaves atacaram vários alvos na Síria. Vários mísseis antiaéreos foram lançados a partir da Síria após a missão e os sistemas de defesa aérea (do exército) interceptaram um dos mísseis", indicou o exército israelita em comunicado. Nenhum dos mísseis atingiu o seu alvo, acrescentou o exército.

Tanto os 'media' israelitas como internacionais deram conta de ataques aéreos na Síria, que tinham como alvo veículos que transportavam armas do grupo libanês Hezbollah, que lutou contra Israel numa guerra devastadora em 2006 e agora combate ao lado do regime de Damasco. No entanto, normalmente Israel não faz qualquer comentário.

O lançamento do míssil ativou sirenes no Vale Jordão durante a noite, informou o exército israelita. O míssil foi interceptado a norte de Jerusalém pelo sistema de defesa Arrow, segundo os media israelitas.



Bombardeio a mesquita em Aleppo mata 42

ONG diz que ataque foi lançado por aviões não identificados e alerta que número de mortos deve subir


O Estado de S.Paulo

CAIRO - Pelo menos 42 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas nesta quinta-feira no bombardeio a uma mesquita no oeste da cidade de Aleppo, no norte da Síria, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos. A ONG detalhou que o ataque aconteceu na cidade de Alyina, situada ao sudoeste de Al-Atareb.



Síria
Forças do governo Assad avançam em bairro da cidade de Aleppo | Foto: AFP / GEORGE OURFALIAN

O Observatório disse que aviões não identificados promoveram um "massacre" e causaram "grande destruição" no templo. A ONG alertou que o número de mortos pode aumentar, pois há feridos em estado grave.

O ataque ocorreu durante a oração de Al Ishá, a última do dia, razão pela qual havia fiéis no interior da mesquita e ainda estão sendo retirados corpos de debaixo dos escombros. O Observatório acrescentou que a maior parte das vítimas é de civis.

A ONG também informou que três pessoas morreram anteriormente em bombardeios sobre áreas do oeste da Província de Aleppo, da qual a cidade homônima é capital.

Essa parte da região está sob o controle de grupo rebeldes opositores, que costumam ser alvo de bombardeios do Exército sírio, assim como da aviação da Rússia, que apoia as forças governamentais no terreno.

Na quarta-feira foi o sexto aniversário do começo do conflito na Síria, no qual morreram 321.358 pessoas, das quais 96.073 civis, segundo a última apuração do Observatório. (EFE
)

Síria: EUA confirmam ataque aéreo perto de Idlib, após relatos de mortes civis em massa

O Comando Central dos EUA (CENTCOM) confirmou um ataque aéreo na região síria de Idlib nesta quinta-feira (16), em meio a relatos de mortes em massa causadas por um bombardeio em uma mesquita.


Sputnik

A confirmação foi dada pelo porta-voz do CENTCOM, Andy Stephens, à Sputnik. 


Destroços na província síria de Idlib, uma das mais afetadas pelos conflitos civis no país
Destroços em Idlib, na Síria © REUTERS/ Ammar Abdullah

"Nós podemos confirmar que conduzimos um ataque na área de Idlib mais cedo hoje", declarou Stephens. "Devido ao tempo recente deste ataque aéreo, eu não tenho detalhes adicionais. Por favor, entenda que tomamos todas as precauções para prevenir e mitigar vítimas civis, então levamos todas as alegações a sério", acrescentou.

O jornal Haaretz relatou nesta quinta-feira, citando ativistas sírios, que pelo menos 35 pessoas foram mortas em uma área controlada por rebeldes como resultado de um ataque aéreo que atingiu uma mesquita. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (organização operada por um único indivíduo baseado em Londres) disse que o número de mortos chegou a 42, sendo a maioria deles composta por civis.

A coalizão de 68 países liderada pelos Estados Unidos está conduzindo ataques contra o grupo terrorista Daesh (autodenominado Estado Islâmico) na Síria e no Iraque. Os bombardeios no Iraque são realizados em apoio ao governo iraquiano, mas na Síria a operação não é autorizada pelo governo do presidente Bashar Assad, nem pelo Conselho de Segurança da ONU, carecendo portanto de base legal para se sustentar.

"Idlib tem sido um refúgio significativo para a Al-Qaeda nos últimos anos", disse um comunicado de imprensa do CENTCOM, alegando que o ataque matou vários militantes do grupo terrorista, mas sem mencionar vítimas civis.



Força Aérea síria afirma que derruba avião militar israelense

A Defesa Aérea da Síria derrubou um avião militar israelense e atingiu outro após quatro aviões terem violado o espaço aéreo do país, disse o Exército sírio na sexta-feira (17).


Sputnik


Hoje de manhã, um porta-voz das Forças de Defesa de Israel disse à Sputnik que os aviões da Força Aérea israelense tinham sido alvejados do solo depois de terem atacado várias posições no território da Síria.



Caça da Força Aérea de Israel (arquivo)
F-16 da Força Aérea israelense © Sputnik/ Serviço de imprensa da Força Aérea de Israel

"Nossos sistemas antiaéreos reagiram e derrubaram um dos aviões nos territórios ocupados. Outro avião também foi atingido e os restantes foram embora", disse o comando do exército em um comunicado obtido pela Sputnik.


O exército sírio destacou que suas instalações perto de Palmira foram alvo dos aviões israelenses.


Depois da declaração do Exército sírio, militares israelenses afirmaram que nenhum de seus aviões sofreu danos.


"Que nós saibamos, a segurança das aeronaves da Força Aérea israelense e dos cidadãos israelenses não foi comprometida em nenhuma das etapas", disse um representante do serviço de imprensa do exército de Israel à Sputnik.


O major-general do exército sírio Muhammad Abbas detalhou a situação:


"Hoje de manhã, às 02h40 (hora local), de acordo com uma fonte militar, a aviação israelense invadiu o espaço aéreo sírio na região de Al-Barij e se dirigiu para leste, em direção a Palmira, para destruir instalações militares sírias. Afirmo com segurança que os mísseis do adversário não causaram nenhum dano em nosso território, eles não atingiram os alvos. Segundo a defesa antiaérea, um avião israelense foi abatido, outro foi atingido. Os restantes regressaram. O avião derrubado caiu na zona ocupada. Acredito que a Força Aérea israelense deve estar chocada pela reação operacional, eficaz e precisa do exército sírio em defesa de seu espaço aéreo. Nossos meios de defesa antiaérea podem detectar a aproximação do inimigo até no céu da Jordânia e pode atingir o alvo em qualquer lugar sobre a Síria."



Aviões israelenses são atacados por mísseis lançados da Síria

Os aviões da Força Aérea israelense foram alvejados do solo depois de terem atacado várias posições no território da Síria, segundo disse um porta-voz das Forças de Defesa de Israel à Sputnik nesta sexta-feira (17).


Sputnik


Na noite de quinta-feira (16), a mídia local informou que sirenes de alerta e explosões foram ouvidas na região do Vale do Jordão.


Caça israelita F-16
Caças israelenses F-16 © AFP 2017/ JACK GUEZ

"Posso dizer que as sirenes foram o resultado do incidente", disse um porta-voz das Forças de Defesa de Israel à Sputnik, referindo-se ao lançamento de mísseis contra aviões israelenses que realizaram ataques contra alvos na Síria.

O incidente não resultou em nenhum dano ou vítima no lado israelense.


15 março 2017

Ex-facção síria da Al-Qaeda reivindica atentado que fez 74 mortos em Damasco

Frente Fateh al-Sham divulgou comunicado chamando autores de 'heróis do Islã'.


France Presse


A Frente Fateh al-Sham, ex-facção da rede Al-Qaeda na Síria, reivindicou neste domingo (12) a autoria do duplo atentado que fez 74 mortos no centro histórico de Damasco. 

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Local do duplo atentado em Damasco, na Síria | Louai Beshara / AFP

"Um duplo atentado foi realizado por dois heróis do Islã (...) no coração da capital Damasco, fazendo dezenas de mortos e feridos", indicou o grupo extremista sunita em um comunicado.

Quarenta e três vítimas do atentado eram peregrinos iraquianos xiitas que estavam na capital síria para visitar os mausoléus na Cidade Velha, bairro histórico de Damasco, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). Também morreram 11 civis sírios e 20 combatentes do regime de Bashar al-Assad.

Principal reduto do regime, a capital síria foi atingida por vários atentados desde o início da guerra em 2011, embora tenha sido poupada dos combates que devastaram outras cidades e regiões do país.

O grupo extremista afirmou que o ataque foi "uma mensagem para o Irã e suas milícias", referindo-se em particular ao apoio iraniano e do Hezbollah libanês ao regime de Damasco na guerra que assola a Síria há seis anos.

O ministério sírio das Relações Exteriores havia condenado o "atentado terrorista covarde que é uma resposta às vitórias do exército árabe sírio contra a Daesh e Al-Nosra", referindo-se ao grupo Estado Islâmico (EI) e à ex-facção da Al-Qaeda na Síria.

Considerado uma organização terrorista pelos Estados Unidos e a Rússia, o antigo ramo da Al-Qaeda viu as facções rebeldes na Síria se unirem contra o grupo extremista e foi deixado de fora das negociações para um acordo sobre o conflito realizadas em Astana no final de janeiro entre grupos rebeldes e o regime.

No entanto, durante vários anos, esse grupo foi aliado dos rebeldes contra o regime de Bashar al-Assad, especialmente na província de Idleb, sua última grande fortaleza no país devastado pela guerra desde março de 2011.

A Frente Fateh al-Sham reivindicou em 25 de fevereiro um ataque contra os serviços de inteligência do regime em Homs. Cometido por dois homens-bomba, o atentado deixou dezenas de mortos e matou uma pessoa próxima ao presidente Assad, o chefe da inteligência militar de Homs.

Após este atentado, o chefe da ex-facção síria da Al-Qaeda advertiu, em um vídeo, que os atentados eram uma mensagem aos líderes da oposição para que "desaparecessem", prometendo "uma série novos ataques".

O grupo, inicialmente conhecido como Frente al-Nusra, passou a se chamar Fateh al-Sham e anunciou em julho de 2016 que se desligava da Al-Qaeda. De acordo com especialistas, essa manobra serviria para aliviar a pressão exercida pelos Estados Unidos e pela Rússia contra suas forças. Em janeiro, aliou-se a outros grupos radicais islâmicos para formar Tahrir al-Sham.

Em troca de combater junto com coalizão em Raqqa, curdos receberam certas garantias

A participação dos curdos da operação para libertar a cidade síria de Raqqa do agrupamento terrorista Daesh significa que eles obtiveram apoio estrangeiro em uma futura solução da crise síria, escreve o jornal Izvestia, citando uma fonte no Ministério das Relações Exteriores russo.


Sputnik


As forças democráticas sírias, compostas maioritariamente por curdos e tribos árabes locais, estão conduzindo uma operação de libertação de Raqqa com o apoio por parte da coalizão ocidental encabeçada pelos EUA. 

Militares curdos
Militares curdos © AFP 2017/ Marwan Ibrahim

"As aspirações dos curdos em relação a Raqqa e o alargamento dos territórios por eles controlados para além do próprio Curdistão é uma evidência de influência externa", diz o Izvestia.

"Os curdos não têm necessidade militar de conquistar Raqqa. Eles se interessam, em primeiro lugar, pelos territórios dentro das fronteiras do Curdistão. O seu avanço significa que lhes foi garantida a possibilidade de defender seus direitos no futuro arranjo [da crise síria]", comunicou à edição uma fonte da chancelaria russa.

Em opinião do vice-presidente do Comitê Internacional do Conselho da Federação (Senado russo), Aleksei Klimov, o apoio dado aos curdos pelos americanos pode ameaçar a integridade territorial da Síria.

"Os EUA estão jogando a carta curda com sucesso. Washington está reforçando suas posições lá. E, nesta situação, há o perigo de que na agenda surja a questão da divisão da Síria em vários assim chamados Estados soberanos, pois apostar em um grupo étnico só pode acarretar consequências negativas", afirmou o senador.

Raqqa se localiza no Norte da Síria (150 km a leste de Aleppo), à beira do rio Eufrates, tendo por volta de 300 mil habitantes. A cidade foi conquistada pelos militantes em 2013.

As tropas governamentais têm tentado arrebatar o povoado dos terroristas, mas sem sucesso. Em 2014, o exército sírio perdeu controle de toda a província.


Guerra na Síria completa 6 anos com a perspectiva de que fase mais sangrenta já tenha passado

Intervenção da Rússia, aliada da Síria, ajudou a mudar o rumo da guerra, dizem especialistas. Veja em que pé está o conflito.


Por Marina Franco | G1

A guerra na Síria completa seis anos nesta quarta-feira (15) com um saldo de cerca de 400 mil mortos, 4,9 milhões de refugiados, mais de 6,3 milhões de deslocados internos e suas principais cidades em ruínas. No entanto, diferente dos anos anteriores, neste aniversário há a possibilidade de que a fase mais sangrenta da guerra termine, apesar de a paz ainda ser incerta, com a perspectiva de o governo de Bashar Al-Assad voltar a se consolidar no poder. 



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Aleppo, Síria | BARAA AL-HALABI/AFP/Getty Images

No último um ano e meio, desde que a Rússia começou a bombardear o território sírio em apoio a Assad, o governo sírio pôde retomar territórios importantes e estratégicos, na costa do país. A região engloba Damasco, a capital, Aleppo, que já foi a segunda maior cidade, e Latakia, onde fica o principal porto do país.

A retomada de Aleppo das mãos dos vários grupos rebeldes, em dezembro de 2016, foi um símbolo das grandes batalhas sangrentas pelo controle territorial na Síria. A cidade ficou extremamente destruída, foi palco de execuções e provocou o êxodo de milhares de pessoas.

A reviravolta no controle governamental leva a crer, segundo especialistas, que a fase mais sangrenta da guerra pode estar acabando. O fim não está perto, nem a paz deve ser atingida rapidamente, mas é possível que os grandes combates diretos diminuam.

“O ápice da guerra já passou. O último ano, e especialmente o desenrolar da batalha de Aleppo, estabeleceram as condições para uma via de saída negociada. Mas a guerra deve seguir por algum tempo, ainda que já não possa mudar muito o resultado final”, afirma Salem Nasser, professor de Direito Global da FGV Direito SP.

Para Fernando Brancoli, professor de política internacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a mudança deverá ser visível no mapa da Síria. “A guerra da Síria está deixando de ser essa guerra civil clássica, em que o espaço nacional está dividido por diversos grupos, e vai se transformar em um país em que o governo detém a maior parte do território, mas os grupos rebeldes continuam atacando”, afirma.

“O mapa de áreas controladas provavelmente vai mudar. Ele vai virar um mapa em que supostamente quem controla é o governo. Mas esses grupos vão continuar pulverizados, misturados à população e gerando problemas para a Síria”, acrescenta.

Veja abaixo como está a situação em algumas cidades sírias:

Daraa: O controle da cidade onde começou a revolta contra o governo foi retomado pelas forças de Bashar Al-Assad mas ainda tem presença de rebeldes e é palco de alguns atentados.

Damasco:
A capital é o principal reduto do regime. Mantém embaixadas de governos estrangeiros e vida social ativa. É poupada dos grandes combates, mas também é alvo de atentados. O último, reivindicado pela Frente Fateh al-Sham, ex-facção da rede Al-Qaeda, deixou 74 mortos. 

Palmira: A cidade histórica, com mais de 2.000 anos de antiguidade e considerada Patrimônio Mundial da Humanidade da Unesco, foi tomada em dois momentos pelo grupo Estado Islâmico. Primeiro, em maio de 2015. Dez meses depois foi expulso pelos soldados sírios, apoiados pela aviação russa. Depois, em dezembro de 2016, sendo expulso novamente em março deste ano.

Raqqa: É considerada a "capital" do Estado Islâmico no país e do califado que o grupo criou na Síria e no Iraque, e onde aplica a lei islâmica (sharia). É alvo de bombardeios aéreos da coalizão comandada pelos EUA e de incursões da Força Aérea Russa. 

Aleppo: Foi retomada das mãos dos rebeldes em dezembro de 2016 após mais de quatro anos de combates, o que foi considerado a maior vitória do governo desde o início da guerra. A segunda maior cidade do país era a capital econômica, mas tem grande parte destruída.

Assad no poder

Além de perder territórios, os grupos rebeldes também perderam força simbolicamente e já não mais apresentam a possibilidade de substituição do governo, como o Exército Livre da Síria chegou a ser visto no início do conflito.

Portanto, a guerra completa seu sexto ano com uma previsão pouco provável em anos anteriores: a ideia de que Bashar Al-Assad continuará no poder. “Apesar de Bashar ter cometido crimes de guerra, assassinato de civis e tortura, ele acabou virando uma espécie de único agente possível”, diz Brancoli, da UFRJ.

Pio Penna, professor de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), concorda que a fase mais sangrenta da guerra passou, mas alerta para a violência que deverá ocorrer quando os governos sírio e russo focarem na derrota do grupo extremista Estado Islâmico.

“Não quer dizer que não teremos novos episódios sangrentos. Quando chegar a vez de Raqqa, não será agradável”, afirma sobre o que pode ocorrer na cidade que é considerada a “capital” no EI na Síria. “Outro tipo de violência, que não é a da guerra e a do combate, é a violência do próprio regime contra todos que considera opositores, como as violações de direitos humanos em prisões e torturas”, acrescenta.

Negociações de paz

Os diálogos de paz, que antes eram realizadas na Suíça com organização da ONU, em 2017 passaram a ser feitos no Cazaquistão, patrocinados por Rússia e Irã, principais aliados do governo de Bashar al-Assad, e Turquia, que respalda os grupos rebeldes.

Até o momento, as conversas não produziram nenhum avanço significativo, mas a mudança de local e da organização indica a vontade da Rússia de atuar de maneira mais enfática.

A mudança “indica uma movimentação de quem tem capacidade e quem tem certo capital simbólico na Síria hoje em dia. A ideia de mudar geograficamente inclusive a área de negociação e de quem decide quem vai também denota essa modificação no conflito”, afirma Brancoli.

Os Estados Unidos, por sua vez, tiveram um certo distanciamento em relação ao conflito com a eleição de Donald Trump, segundo apontam os especialistas. Desde sua campanha, Trump tem mostrado que seu foco é combater o EI, e nem tanto tirar Assad do poder, como defendia Obama.

"As declarações e as ações de Trump indicam uma postura favorável a uma solução pragmática para a Síria, sem um grande envolvimento dos EUA. Isso se combina com suas sinalizações a respeito de Putin e da Rússia, que são hoje os fiéis da balança na Síria", diz Salem Nasser, da FGV.

Como começou a guerra

Inspirados pelas revoluções da Primavera Árabe, protestos começaram em março de 2011 em Daraa reagindo à prisão e tortura de dois adolescentes que tinham grafitado o muro de uma escola. Os protestos tinham um caráter pacífico, com a maioria sunita -que se considera prejudicada pelo governo- e a população em geral reivindicando mais democracia e liberdades individuais.

No fim de julho do mesmo ano, centenas de milhares de sírios saíram às ruas em todo o país exigindo a saída de Assad.

Aos poucos, com a repressão violenta das forças de segurança, os protestos foram se espalhando pelo país e se transformando em uma revolta armada com o objetivo de derrubar o regime e apoiada por militares desertores e por grupos islamitas como a Irmandade Muçulmana, do Egito, e radicais como o grupo Al-Nursa, "franquia" da rede terrorista da Al-Qaeda, e mais tarde o Estado Islâmico. Atualmente, dezenas de grupos armados atuam na guerra.

Assad se recusou a renunciar, mas fez concessões para tentar aplacar os manifestantes. Ele encerrou o estado de emergência, que durava 48 anos, fez uma nova Constituição e realizou eleições pluripartidárias. Mas as medidas não convenceram a oposição, que continuou combatendo e exigindo sua queda.

A guerra se tornou ainda mais complexa na medida em que potências estrangeiras passaram a apoiar ambos os lados. Estados Unidos, Turquia e Arábia Saudita apoiam rebeldes. Os EUA, junto com Reio Unido e França, também realizam ataques aéreos. Rússia, Irã e o movimento Hezbollah no Líbano são aliados do governo sírio. Em 2016, o jornal "Washington Post" descreveu o conflito como uma "miniguerra mundial".

O número de mortes não é consenso. Segundo o enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, a guerra deixou 400 mil mortos. Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), ONG com uma ampla rede de contatos no país, fala em 320 mortos. Já o Centro Sírio para Pesquisa Política, estima 470 mil mortos.

São revelados segredos dos caças russos de 8ª geração

Os engenheiros da Corporação Aeronáutica Unida da Rússia (OAK) estão prontos para começar o projeto de aviões de combate de oitava geração, escreve Sergei Ptichkin, especialista em defesa.


Sputnik

Em seu artigo para o jornal russo Rossiiskaya Gazeta o autor indica que se pretende "criar um sistema aeronáutico de combate multifuncional com inteligência técnica muito avançada". 


Caça multifuncional Su-35 da geração 4++
Caça de 4ª++ geração Sukhoi Su-35 © Sputnik/ Ruslan Krivobok

Não obstante, atualmente, é bastante difícil distinguir a diferença entre os caças de quinta geração e de geração 4++, conforme explica Ptichkin. Por conseguinte, "uma nova geração de aviões" é um termo bastante difuso.

Responder aos desafios do século XXI

A OAK planeja criar um grupo de trabalho composto por engenheiros e técnicos altamente especializados.

"[O grupo] se encarregará do desenvolvimento de um sistema de caça integrado capaz de responder a todos os desafios do século XXI, incluindo combates no espaço próximo", indicou Ptichkin.

Assim, haverá dois projetos alternativos do novo caça russo: tripulado e não tripulado. Além disso, podem vir a ser desenvolvidos bombardeiros leves, de médio porte ou monomotores.

Também mudará o conceito de missões de combate. Um caça tripulado vai participar de combates rodeado de drones da mesma configuração.

Drones na guerra eletrônica

"Os drones vão abrir o caminho e proteger o avião tripulado dos bombardeiros inimigos e dos sistemas de defesa aérea", detalha Ptichkin.

Além disso, o novo drone realizará missões de reconhecimento aéreo tático e lançará ataques em ambientes hostis de alta intensidade de ameaças com todo o sistema de armas a bordo. Terá a possibilidade de ser reprogramado para novos alvos.

Tanto os caças tripulados quanto os drones contarão com sistemas de guerra eletrônica do mais alto nível. Assim, um grupo de simuladores virtuais em tamanho real protegerá o esquadrão aéreo de qualquer ameaça.

Entre outras novidades, figura o sistema de deteção de longo alcance para o modo de radar, de radiação infravermelha e ultravioleta, que proporcionará uma visão esférica permanente com intercâmbio contínuo entre as aeronaves.

Os caças da oitava geração estarão equipados com mísseis, instalados tanto no interior quanto no exterior da aeronave.

Sua velocidade será supersônica e permitirá agregar de forma rápida um grande número de aviões de combate em um espaço aéreo perigoso.

Além disso, caso o inimigo lance um ataque, os drones desempenharão um papel protetor ao atrair o fogo para si mesmos.

Capacidades espaciais

Os sistemas de combate serão incluídos no espaço de informação bordo-bordo, bordo-terra, terra-bordo, e até mesmo bordo-espaço-terra-bordo, explica o autor. Isso permite responder rapidamente às ameaças e reorientar os esquadrões de aviões.

Se os novos caças forem armados com mísseis hipersônicos, serão capazes de atingir alvos no espaço próximo. Seus propulsores hipersônicos permitirão realizar missões em órbita e retornar à Terra.

Desta forma, apesar de ainda não se saber como será o seu design exterior, é muito provável que os novos caças russos se assemelhem aos bombardeiros espaciais da saga Star Wars.

Pode parecer fantástico, porque costumamos pensar que as guerras espaciais estão longe de se tornar realidade. Não obstante, persiste a ameaça de asteroides e meteoritos.

"Assim, o sistema de combate dos caças do futuro da OAK pode proteger toda a civilização, e não apenas países individuais", conclui Ptichkin.