24 janeiro 2017

Rússia, Turquia e Irã acordam respeitar trilateralmente cessar-fogo na Síria

Uma fonte turca confirmou ao correspondente da Sputnik que a Rússia, Turquia e Irã estão negociando o mecanismo para respeitar o cessar-fogo na Síria.


Sputnik

Falando sobre os resultados das negociações em Astana (Cazaquistão) relativas à resolução da crise síria, uma fonte turca divulgou à correspondente da Sputnik:

"A observação do regime de cessar-fogo na Síria é um dos temas-chave das negociações. Estamos discutindo a questão de formação entre a Turquia, a Rússia e o Irã de um mecanismo trilateral para controlar a observação do cessar-fogo". 


Negociações sobre resolução da crise síria em Astana (Cazaquistão)
Negociações de paz para a Síria em Astana, Cazaquistão | Sputnik

De acordo com o divulgado, os representantes dos três países deverão se encontrar regularmente para controlar a situação quanto ao respeito do cessar-fogo.

A fonte sublinhou que a Turquia e a Rússia estão cooperando muito estreitamente na questão da regularização síria. No que se refere ao tema de combate aos grupos terroristas Daesh e Frente al-Nusra (ambos proibidos na Rússia), o entrevistado destacou que as partes chegaram a um entendimento mútuo.

Vale lembrar que a Rússia, o Irã e a Turquia são os mediadores nas negociações, realizadas com a participação de diversos grupos de oposição armada e o governo sírio e destinadas à resolução da situação na Síria.



Ares, subsidiária da Elbit Systems, vai produzir Estações de Armas Remotas no Brasil

A REMAX é uma estação de armas estabilizada para metralhadoras de 12,7 / 7,62 mm para ser usada em veículos blindados e veículos de logística



Forças Terrestres

A Ares, subsidiária brasileira da Elbit Systems, fornecerá às Forças Armadas brasileiras, estações de armas controladas remotamente (Controled Weapon Stations – RCWS) durante um período de cinco anos, apoiando vários programas de veículos blindados.


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REMAX

A empresa Aeroespacial e Defesa S.A. (“Ares”) anunciou no dia 8 de janeiro a adjudicação de um contrato-base do Ministério da Defesa brasileiro, no valor total de aproximadamente US$ 100 milhões, para fornecer RCWS de 12,7/7,62 mm ao Exército Brasileiro. As estações, denominadas REMAX, serão fornecido por um período de cinco anos. Uma encomenda de produção inicial, avaliada em aproximadamente US$ 7,5 milhões, foi recebida.

A REMAX é uma estação de armas estabilizada para metralhadoras de 12,7/7,62 mm que foi especificamente projetada pela Ares para atender às exigências do Exército Brasileiro como parte do programa VBTP. O sistema foi testado com sucesso em veículos Guarani 6×6 do Exército Brasileiro. A estação será usada em veículos blindados e veículos de logística utilizados em combate para transporte de tropas, patrulha de fronteira e missões de manutenção da paz. Alguns dos veículos brasileiros VBTP também estão armados com uma estação de arma maior com um canhão automático de 30mm.

Como principal subcontratada do programa Guarani, a AEL recebeu em 2011 um contrato-base avaliado em até US$ 260 milhões, para o fornecimento de torres UT30 BR de 30 mm não tripuladas às Forças Terrestres do Exército Brasileiro. O contrato exige que a UT30 BR da Elbit Systems seja instalada a bordo de centenas de VBTP Iveco 6×6. Um ano depois, em 2012, a empresa recebeu uma encomenda de US$ 25 milhões para o desenvolvimento e fornecimento inicial de estações de armas REMAX.


Aparelho de espionagem? Drone estrangeiro encontrado no mar Negro na Rússia

Os policiais da cidade de Anapa, que fica no sul da Rússia, encontraram no domingo um drone desconhecido perto da costa no mar Negro.


Sputnik

As fotos do aparelho foram imediatamente publicadas nas redes sociais. O aparelho tem cerca de dois metros de comprimento.


O drone Airbus
Drone da Airbus © Foto: Youtube / captura de tela

É marcado com a inscrição "A06" e tem o número 646.

A fuselagem do drone não mostra danos mecânicos sérios, exceto alguns vestígios de seu curto período de permanência no mar.

Neste momento os analistas tentam determinar as causas da queda do drone, sua origem e missão que ele teria executado na região.



Coreia do Norte desloca 2 mísseis balísticos para perto de Pyongyang

A Coreia do Norte deslocou dois mísseis balísticos novos para o norte da sua capital, Pyongyang, informou canal de televisão japonês NHK, citando uma fonte militar sul-coreana.


Sputnik

Segundo dados da fonte, citados pelo NHK, esses mísseis podem ser equipados com motores modernizados e estão prontos para lançamento em qualquer momento. 


Míssil balístico da Coreia do Norte
Míssil balístico da Coréia do Norte © REUTERS/ KCNA

Mais cedo, satélites americanos e sul-coreanos registraram dois lançadores de foguetes móveis. Foi avançado que Pyongyang poderia realizar um novo lançamento de teste fazendo-o coincidir com a tomada de posse do presidente dos EUA, Donald Trump.

Entretanto, já no 1° de janeiro, na mensagem de Ano Novo à nação, o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un declarou abertamente que seu país atingiu a fase final de desenvolvimento de mísseis balísticos intercontinentais.

Conforme dados da agência sul-coreana Yonhap, Pyongyang está construindo mísseis KN-08 com alcance de 13.000 quilômetros, baseados em lançadores de foguetes. Apontando para a ameaça estadunidense, a Coreia do Norte recusa parar as elaborações nucleares e de mísseis, apesar das sanções por parte do Conselho da Segurança da ONU.


Bomba americana da Segunda Guerra Mundial encontrada em Hong Kong

Dezenas de pessoas foram evacuadas em Hong Kong de um estaleiro de construção e dos edifícios que ficam perto devido à descoberta de uma bomba de 220 quilogramas dos tempos da Segunda Guerra Mundial, escreve, na segunda-feira (23), o jornal South China Morning Post.


Sputnik


Segundo dados do South China Morning Post, a bomba foi encontrada durante trabalhos de construção no sul da cidade. Foram evacuados mais de 30 trabalhadores, bem como dezenas de pessoas do campus da universidade local. No local já se encontram sapadores para neutralizar a bomba.

Uma vista de Hong Kong
Hong Kong © Sputnik/ Sergei Guneev

A investigação prévia do objeto revelou que a bomba americana dos tempos da Segunda Guerra Mundial pesa cerca de 226 quilogramas e tem um comprimento de 1,20 metros, declarou o funcionário da polícia local. Segundo as palavras dele, é extremamente perigoso transportar a bomba, por isso a zona em um raio de 400 metros do lugar da descoberta foi cercada para desativar a bomba sem a transportar.


Navios russos participam de exercícios navais com Japão

Na segunda-feira (23), os navios da Frota do Pacífico da Rússia estão realizando manobras navais com a Força Marítima de Autodefesa do Japão, perto do porto japonês de Maizuru, na baia de Wakasa, a norte de Quioto, informou a embaixada da Rússia em Tóquio à Sputnik.


Sputnik


Segundo a embaixada, os exercícios contam com a participação do grande navio anti-submarino Admiral Tributs e o petroleiro Boris Butoma, da Rússia, e do destroier porta-helicópteros Hyuga e do navio de suporte Hiuti, do Japão.

Destroier russo Admiral Tributs
Destroier russo Admiral Tributs © Sputnik/ Vitaly Ankov

Segundo o comunicado da embaixada, nesse momento, estão sendo realizadas manobras de comunicações, e, caso haja tempo, vão decorrer exercícios de busca e resgate.

Os navios japoneses foram convidados para realizar uma visita de retribuição à cidade russa de Vladivostok. Os detalhes da visita serão coordenados mais tarde.

Os navios Admiral Tributs e Boris Butoma chegaram ao Japão na manhã do dia 21 de janeiro. A visita contou com a presença do prefeito da cidade de Maizuru, Rezo Tatami.

Além disso, os marinheiros visitaram as instalações marítimas das partes e aproveitaram o tempo para trocar experiências.

Rússia desmente pretender criar bases militares na Líbia

A Rússia não está conduzindo negociações com vista a criar bases militares na Líbia, disse Viktor Ozerov, chefe da Comissão de Defesa do Conselho da Federação Russa.


Sputnik


Anteriormente, no artigo denominado "Será a Líbia uma segunda Síria?", o jornal suíço Neu Zuercher Zeitung tinha citado a mídia italiana e do Golfo Pérsico dizendo que o comandante supremo líbio Khalifa Haftar teria assinado um acordo sobre planos de Moscou de criar bases nas cidades de Tobruk e Benghazi durante sua visita ao porta-aviões russo Admiral Kuznetsov.

Marinheiros do cruzador de mísseis pesado russo Pyotr Veliky durante a estadia do navio no porto de Tartus, Síria (foto de arquivo)
Marinheiros do cruzador Pyotr Veliky © Sputnik/ Grigory Sysoev

"Não realizamos tais conversações", disse Ozerov à Sputnik.

Ao mesmo tempo, o senador russo destacou que a base de Tartus na Síria é um exemplo da cooperação militar "destinada não contra alguém, mas para o bem de alguém".

"A Marinha russa pode desempenhar um papel pacificador no Mediterrâneo, as bases podem ser usadas para combater os piratas, proteger as fronteiras", afirmou Viktor Ozerov.


Iraque prepara ofensiva no oeste de Mossul, diz comandante

Cidade é a 2ª mais importante do país e o principal reduto do Estado Islâmico no Iraque. Grupo terrorista comanda Mossul desde 2014, mas sofre ofensiva desde outubro.


Reuters


As forças iraquianas começaram a preparar uma ofensiva para capturar o lado ocidental de Mossul, área que ainda é controlada pelo Estado Islâmico (EI), afirmou o tenente-general Abdul Ameer Rasheed Yarallah, comandante da operação. 

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Peshmergas a caminho de Mossul, Iraque © REUTERS/ Azad Lashkari

"Estamos preparando uma operação nos próximos dois, três dias para apoiar a operação de retomar a margem direita [da cidade]", que fica no lado ocidental do rio Tigres, afirmou o militar a uma TV local nesta terça-feira (24).

A ofensiva para recuperar a segunda cidade mais importante do Iraque e principal reduto do Estado Islâmico no país começou em 17 de outubro. Mossul é simbólica para o grupo terrorista porque foi nela que seu líder, Abub Bakr al Baghdadi, proclamou a instauração de um califado em junho de 2014.

A ofensiva é feita pela Mobilização Popular, uma coalizão de grupos xiitas predominantemente treinados no Irã que foi formada em 2014 para enfrentar o EI e tornou-se oficialmente parte das forças armadas iraquianas no ano passado.

Autoridades iraquianas anunciaram na segunda-feira (23) que o lado oriental da cidade, localizada no norte do Iraque, foi retomado do grupo terrorista após quase 100 dias de combates.

A região norte do país é rica em poços de petróleo e a venda do produto se tornou uma importante fonte de rendas para o grupo terrorista. A cidade fica perto da fronteira com a Turquia e tem uma posição estratégica para o comércio local.

Para o governo iraquiano, a tomada de Mossul seria uma demonstração de força e de credibilidade. O exército iraquiano já retomou outras cidades importantes do grupo, como Tikrit (em abril de 2015), Ramadi (em dezembro de 2015) e Fallujah (em junho de 2016).

Primeiro dia de negociações de paz na Síria termina sem avanços claros

Rebeldes e representantes do governo negociam por "mediação". Reuniões foram "longas e produtivas", segundo líder dos rebeldes.


France Presse


O primeiro dia das negociações de paz na Síria entre emissários do presidente Bashar al-Assad e os rebeldes, realizadas em Astana, terminou sem avanços claros nesta segunda-feira à noite (23). 

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Essas conversas acontecem em um novo contexto nos últimos meses na Síria, após a decisiva intervenção militar russa em apoio ao governo, e em meio à progressiva perda de influência de Washington.

Ao final do primeiro dia de negociações, representantes das duas delegações anunciaram que as discussões do dia tinham terminado.

"As reuniões da nossa delegação terminaram", declarou à AFP uma fonte próxima aos negociadores do governo. O porta-voz dos rebeldes Yehya al-Aridi confirmou a informação.

"Não há mais reuniões hoje (segunda-feira), mas os dois lados trabalham em temas relacionados ao reforço do cessar-fogo", instaurado em 30 de dezembro passado, afirmou Al-Aridi.

A delegação rebelde manteve conversas com os turcos, que estão do seu lado no conflito, mas também com os russos, aliados de Damasco, e com a ONU.

Essas reuniões foram "longas e produtivas", relatou Al-Aridi, acrescentando que debateu "em profundidade" sobre os "problemas políticos" na Síria com o enviado de Moscou.

Encontros por mediação

Essas negociações são as primeiras entre Damasco e os chefes rebeldes com vários milhares de combatentes sob suas ordens e com o controle efetivo do território sírio. Desta vez, a oposição política se limitou a um papel de conselheira.

As negociações começaram no meio da manhã no hotel Rixos, em Astana. Os rebeldes decidiram no último minuto não falar diretamente com os representantes do governo.

Os encontros desta terça-feira também serão realizados por "mediação", acrescentou Al-Aridi.

"Para alcançar um cessar-fogo, para que o banho de sangue cesse, para que as tropas estrangeiras e as milícias abandonem a terra síria (...), faremos tudo o que for necessário", garantiu.

Cessar-fogo

Em suas declarações iniciais, as duas partes disseram esperar que o encontro fortaleça o cessar-fogo, em vigor desde 30 de dezembro, após uma mediação russo-turca. Apesar das violações regulares da trégua, houve redução da violência.

A delegação rebelde insistiu no "cessar das operações militares" e na melhora do ingresso de ajuda humanitária para a população civil, segundo Osama Abu Zeid, um dos porta-vozes.

Os rebeldes também pediram que as milícias iranianas, lideradas pelo Hezbollah e aliadas de Al-Assad, assim como os combatentes curdos do Partido da União Democrática (PYD), sejam designados como "grupos terroristas".

O chefe da delegação de Damasco, o experiente Bashar Jaafari, insistiu na criação de um processo político para resolver o conflito e uma separação estrita entre rebeldes e extremistas do grupo Estado Islâmico (EI) e do Fatah al-Sham (ex-frente Al-Nusra, a Al-Qaeda na Síria).

Se as negociações fracassarem, "não teremos outra opção a não ser continuar combatendo", advertiu Osama Abu Zeid.

Vigilância

O enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, que atua como mediador, pediu a criação de um mecanismo de vigilância e de implementação do cessar-fogo no terreno.

"No passado, não tínhamos isso, e é a razão pela qual fracassamos" em solucionar o conflito, declarou, saudando qualquer iniciativa que reforce "a confiança" entre as duas partes.

Os rebeldes apoiam essa proposta.

Esse mecanismo e a entrada de ajuda humanitária seriam "uma base forte que poderia continuar em Genebra", afirmou o porta-voz rebelde Yehya al-Aridim referindo-se às negociações políticas patrocinadas pela ONU que começam em 8 de fevereiro nessa cidade suíça.

"Estamos de acordo em que os russos sejam garantidores (da trégua), mas não os iranianos", aliados, do mesmo modo que Moscou, do governo Al-Assad, disse à AFP outro membro da delegação dos rebeldes.

A trégua é frágil. Os rebeldes rejeitam que as tropas do governo continuem combatendo perto de Wadi Barada, zona-chave para o abastecimento de água potável da capital síria, Damasco.

Na noite de domingo (22), os combates continuaram nessa zona, assim como na região de Damasco, onde o Exército sírio retomou a localidade de Madaya, cidade sob controle rebelde perto da fronteira libanesa, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).


23 janeiro 2017

2017: Orçamento da Defesa do Brasil

Poder Aéreo

O governo federal aprovou na última quarta-feira, 11, a Lei Orçamentária de 2017. O texto, sancionado pelo presidente em exercício Rodrigo Maia, prevê um repasse de mais de R$ 94 bilhões para o Ministério da Defesa. Deste montante, mais de 73% será destinado para gastos com pessoal e encargos sociais.


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GASTOS COM PESSOAL E ENCARGOS SOCIAIS


De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Defesa, os gastos previstos com pessoal e encargos sociais são de mais de R$ 69 bilhões, contra R$ 61 bilhões de 2016. A fatia correspondente do orçamento geral, no entanto, diminuiu de 74,6% em 2016 para 73,8% neste ano.


INVESTIMENTOS

Ainda segundo dados do MD, a pasta recebeu um incremento de 40,8% no orçamento de 2017 para investimento no PAC da Defesa, em comparação com o valor repassado no ano passado. O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) contempla os projetos estratégicos das três Forças: Marinha, Exército e Aeronáutica.

ADMINISTRAÇÃO CENTRAL

Os projetos a cargo da Administração Central do MD receberão um repasse de mais R$ 545 milhões. Trata-se de empreendimentos que atendem aos interesses das três Forças. O H-X BR prevê a aquisição de 50 helicópteros de transporte EC-725 para uso da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. O EC-725 realiza missões de transporte tático, de tropas, de cargas, reabastecimento em voo, busca e salvamento, combate e esclarecimento e proteção de superfície marítima. Além disso, o helicóptero é considerado fundamental para prestar apoio em calamidades públicas, como resgate e transporte em enchentes.

Já o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) receberá um repasse de R$ 60 milhões. O objetivo do programa é prover meios seguros e soberanos para comunicações estratégicas e de defesa, além de trazer ao país tecnologias espaciais críticas, por meio de programas de transferência e de absorção de tecnologia. O artefato será o primeiro a ser 100% controlado por instituições brasileiras, dando ao Brasil pleno domínio das informações que orbitam o território nacional.

MARINHA

A Marinha do Brasil vai receber um repasse total de R$ 2,352 bilhões em 2017 para seus projetos estratégicos. O Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), que tem como objetivo projetar e construir no Brasil quatro submarinos convencionais e um movido a propulsão nuclear, prevê ainda a construção do Estaleiro e da Base Naval em Itaguaí, RJ. Além disso, a Força também está responsável pelo Programa Nuclear da Marinha (PNM), que tem o objetivo de desenvolver a tecnologia de propulsão nuclear com o domínio do ciclo de produção de combustível nuclear.

EXÉRCITO

Os projetos a cargo do Exército são os que terão o menor repasse, comparado com os das outras Forças. O total de R$ 906 milhões será destinado ao Sisfron, Astros 2020 e Blindados Guarani. O Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON) é o maior projeto de vigilância de fronteiras terrestres em execução no planeta. O projeto Família de Blindados Guarani, por sua vez, consiste no desenvolvimento de veículos de combate nas plataformas 4×4, 6×6 e 8×8, que não só serão poderosos para operações militares de ataque, mas também representarão um salto qualitativo em missões de defesa, patrulhamento e paz. Por fim, o projeto Astros 2020 tem o objetivo de dotar a Força Terrestre de meios capazes de prestar um apoio de fogo de longo alcance, com elevada precisão e letalidade.

AERONÁUTICA

Com o maior orçamento para investimentos em projetos estratégicos, a Aeronáutica receberá um repasse de R$ 2,678 bilhões em 2017. O montante será repassado para o desenvolvimento e aquisição do KC-390. Segundo a Força Aérea, os gastos com o projeto KC-X preveem a certificação da aeronave, que deverá ser consolidada ainda neste ano. Por sua capacidade de transportar até 23 toneladas, a aeronave pode ainda acomodar equipamentos de grandes dimensões, como armamentos, aeronaves semi-desmontadas e até o blindado Guarani. Ao todo, mais de 50 empresas brasileiras participam do projeto, que conta ainda com a colaboração da Argentina, Portugal e República Tcheca.

Outro projeto da FAB é o novo caça, o Gripen NG, que integra o projeto FX-2. A encomenda brasileira envolve 28 unidades monoplace (para um piloto) e oito biplace (para dois tripulantes). O contrato envolve ainda o treinamento de pilotos e mecânicos brasileiros na Suécia, apoio logístico e a transferência de tecnologia para indústrias brasileiras. A primeira aeronave deverá ser entregue em 2019, e a última em 2024.


Daesh destrói parte do Teatro Romano em Palmira e famoso Tetrápilo de Palmira.

Daesh destrói parte do Teatro Romano em Palmira e famoso Tetrápilo de Palmira.


Sputnik

Os jihadistas do Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia) destruíram parte do Teatro Romano da cidade síria de Palmira. 




De acordo com a mídia local, ontem (19) os extremistas realizaram execuções em massa neste local.

A fachada do monumento histórico está completamente destruída, informa o canal estatal sírio. Contudo, por enquanto não se pode saber toda a escala dos danos.

Os extremistas também demoliram o famoso Tetrápilo de Palmira.

Em 18 de janeiro o exército sírio, apoiado pela Força Aeroespacial da Rússia, começou a operação contra Daesh em Palmira.

Em 11 de dezembro de 2016, o Daesh atacou e recapturou Palmira, que tinha sido libertada dos terroristas pelo exército sírio com ajuda de aviões russos em março do ano passado. A antiga cidade tem sofrido o domínio do Daesh por oito meses. Entre 4 e 5 mil militantes, incluindo centenas de homens-bomba, participaram do ataque.


As primeiras negociações entre oposição e governo sírio começam em Astana

De Astana, um correspondente da Sputnik informa que foram oficialmente abertas as negociações de paz síria.


Sputnik


Rússia, Irã e Turquia são os mediadores nas negociações, realizadas pela primeira vez rumo à resolução da situação na Síria.

Oficiais do Cazaquistão durante últimos preparativos das negociações
© AP Photo/ Sergei Grits

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores do Cazaquistão, os representantes da oposição armada e os do governo sírio podem permanecer negociando durante 24 horas.

Segundo um membro da oposição síria Yahya al-Aridi, o sucesso das negociações, realizadas na capital cazaque, será atingido caso questões humanitárias sejam compreendidas.

"Serão discutidas questões humanitárias. Sinceramente, elas são o indicador do sucesso ou fracasso [das negociações], pois as pessoas de ambas as partes estão sofrendo", disse.

Segundo o ministro das Relações Exteriores do Cazaquistão, Kairat Abdrakhmanov, durante entrevista à Sputnik, a solução da crise síria poderá ser atingida durante as negociações.

Vale ressaltar que, durante as prévias negociações de 2016 em Genebra, o governo e a oposição da Síria não chegaram a sentar juntos à mesa de negociações.

"O encontro de hoje é a prova clara dos esforços da comunidade internacional dirigidos à resolução pacífica da situação na Síria. O Cazaquistão acredita que a única forma de atingir a solução seja através da confiança e compreensão mútuas", declarou no discurso de abertura do evento.

Ordem dos negociadores em sentido horário: Cazaquistão, Irã, delegação do governo da Síria, ONU, EUA, delegação da oposição armada da Síria, Turquia, Rússia.

Os organizadores do encontro intencionalmente se negaram por placas diferentes para Damasco e oposição síria: ambas as partes receberam placas com a denominação "República Árabe da Síria". Segundo os organizadores, a ideia do encontro não contrapõe oposição e governo, mas é fundamentada na reunião das partes à mesa de negociações.


Daesh usa igreja no Iraque como centro de recrutamento para 'crianças do califado'

Militantes do Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia) transformaram uma igreja, localizada no centro da cidade de Tal Keppe (no norte do Iraque), em um centro de treinamento para crianças, comunicou o canal de televisão curdo Rudaw.


Sputnik

Segundo civis, os terroristas destruíram grande parte das igrejas da cidade, onde vivem principalmente cristãos. A igreja principal da cidade "Santíssima Coração" foi transformada em base de recrutamento para as "crianças do califado".


Crianças recrutadas pelo Daesh. (File)
Crianças recrutadas pelo Estado Islâmico © Foto: Youtube/Channel 4 News

Segundo o Rudaw, o treinamento militar durava de 15 a 20 dias. As crianças eram mandadas para o combate somente depois de concluir o treinamento.

"Eles sabiam que as igrejas não seriam bombardeadas pelos aviões militares. Daesh transformou essa igreja no seu estado-maior. Eles trouxeram secretamente crianças de Mossul para a igreja", informou um dos habitantes da cidade.

O canal curdo informou que a idade média das crianças que passaram pelo treinamento na igreja era de 15 anos.

"Eles levaram as crianças para uma mesquita para que elas fizessem juramento de fidelidade ao califado. Depois, elas eram trazidas para essa igreja e aqui passavam por treinamento, antes de serem enviadas para o campo de batalha. A maioria delas eram crianças enganadas que esperavam ir para o céu", adiantou um dos civis.

A operação militar de libertação de Mossul do Daesh foi iniciada na noite de 17 de outubro. O exército do Iraque, juntamente com os militares curdos apoiados pela coalizão internacional, começou a ofensiva.

A cidade de Tal Keppe já foi libertada dos terroristas.


Forças iraquianas eliminam 2 campos militares do Daesh

A Força Aérea do Iraque bombardeou, na província de Anbar, dois campos militares de treinamento de terroristas do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia). Pelo menos 45 combatentes foram eliminados, informa a Sputnik Árabe, citando declarações do comando.


Sputnik

Os ataques aéreos foram realizados na cidade de Al-Qaim, o último baluarte do Deash na província de Anbar, revela a Sputnik Árabe.


Forças governamentais do Iraque perto da cidade de Hit, na província de Anbar, 18 de março 2016
Tropas iraquianas © AFP 2016/ MOADH AL-DULAIMI

Segundo dados dos militares iraquianos, no primeiro campo militar foram mortos 15 terroristas, no segundo — cerca de 30, e mais 25 combatentes foram feridos. Além disso, munições e equipamento bélico do Daesh armazenados nos campos foram também destruídos.

Os militares do Iraque iniciaram ações militares ativas no oeste da província de Anbar, realizando, ao mesmo tempo, a operação contra o Daesh em Mossul, no norte do país.

A maior parte da província de Anbar, incluindo as cidades de Ramadi e Faluja, foi libertada do Daesh em 2016.



Caças da OTAN continuam realizando voos de treinamento perto da Rússia

Caças da Força Aérea da Alemanha Eurofighter Typhoon, que executam missões da proteção do espaço aéreo dos países do Báltico, vão realizar voos de treinamento diários sobre a Estônia durante esta semana, comunicou o Estado-Maior do país.


Sputnik

"Os caças da Aviação Militar da Alemanha efetuarão voos nos dias de trabalho a altitudes superiores a 152 metros, longe de povoações. Os voos vão ser realizados na primeira parte do dia", diz o comunicado. Os caças estão estacionados na base militar de Emari (região de Tallinn).


Eurofighter Typhoon das forças armadas da OTAN
Eurofighter Typhoon © Foto: UK Ministry of Defence

Tais voos são regularmente realizados por aviões de vários países da OTAN, que efetuam a proteção do espaço aéreo do Báltico em regime rotativo.

Estes voos se baseiam em acordos especiais entre os países da OTAN, segundo os quais em cada país do Báltico existem zonas especiais para voos de treinamento.

Os países do Báltico não possuem aviões de patrulha, por isso após a sua integração à OTAN (em 2004) tais missões são realizadas por aeronaves da Aliança, estacionadas na Lituânia e na base de Emari (Estônia).


Twitter hackeado informa sobre ataque de mísseis russos contra os EUA

A conta de Twitter do departamento de vídeo do jornal norte-americano New York Times informou na tarde do domingo (22) sobre um iminente ataque de mísseis russos contra os EUA.


Sputnik


A postagem foi logo excluída e publicada outra, explicando que a conta tinha sido hackeada por um malfeitor desconhecido. Cerca de 260 seguidores da página assistiram o desenvolvimento da situação.

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A postagem apareceu minutos antes das 10h00 dizendo: "Urgente: declaração vazada de Vladimir Putin diz a Rússia vai atacar os Estados Unidos com mísseis".

Já às 10h15 a conta informou: "Nós deletamos uma séria de tweets publicados nesta conta hoje sem a nossa autorização. Estamos investigando a situação".

Logo após deletar a postagem na página do New York Times Video apareceram outras duas, dos quais ficou claro que por trás do acontecido podem ter estado hackers do grupo OurMine, famoso por anteriores hacks de contas em redes sociais de grandes empresas, inclusive da Marvel e da Netflix.


20 janeiro 2017

Coreia do Sul apresenta novo caça com imagens não autorizadas de videojogos

O Exército da Coreia do Sul lançou o novo programa de desenvolvimento do caça de quinta geração. Para promover o projeto, foi gravado um vídeo que inclui imagens de dois videojogos.


Sputnik

Em 2015 a Coreia do Sul publicou um vídeo sobre o projeto de criação do caça Kai KF-X, que durou 14 anos. 


KAI KF-X
Kai KF-X © Foto: indodefense.wordpress.com

Infelizmente, pouco tempo após, o jornal Korea Times descobriu que as imagens utilizadas na apresentação eram imagens de videojogo.

O jornal informou que o vídeo contém imagens dos jogos Battlefiel 3 e Ace Combat: Assault Horizon, usadas para a apresentação do avião.

O original do vídeo está disponível no YouTube, as imagens dos videojogos podem ser vistas entre os minutos 06:53 e 07:03.

O exército reconheceu que a utilização destas imagens não foi autorizada e declarou que ia parar de utilizar o vídeo. Ele também acusou a empresa que tinha feito o vídeo, que, por seu lado incriminou a Agência de Desenvolvimento da Defesa e o Instituto Aeroespacial da Coreia do Sul, responsáveis pelas decisões.

A utilização não autorizada destas imagens poderá levar a um processo judicial. Nem a EA, que criou o Battlefield, nem a Namco Bandai, produtora do Ace Combat, comentaram a situação.

KF-X é um programa lançado pela Coreia do Sul junto com Indonésia que prevê a produção de um caça de quinta geração para a Força Aérea da Coreia do Sul.



Coreia do Sul, Japão e EUA treinam juntos para se defender de mísseis norte-coreanos

O Japão, a Coreia do Sul e os EUA realizarão treinamentos entre 20 e 22 de janeiro que visam deixá-los preparados para possível lançamento de míssil balístico da Coreia do Norte, informa a agência japonesa Kyodo, citando fontes militares de Seul.


Sputnik

Durante os exercícios com destróieres de mísseis guiados (DDG) dotados de sistema de combate Aegis, os países realizarão simulação de detecção e rastreamento de mísseis norte-coreanos.


O destróier USS Curtis Wilbur, da Marinha dos EUA, no porto de Busan (Coreia do Sul) em 2010
Destroier USS Curtis Wilbur da US Navy na Coréia do Sul © AP Photo/ Jo Jong-ho

No discurso de Ano Novo, Kim Jong-un afirmou que a construção de míssil intercontinental alcançou sua última etapa e, em 8 de janeiro, segundo o Ministério das Relações Exteriores do país, o lançamento será realizado, caso as autoridades supremas ordenem.

Ao mesmo tempo, especialistas da Coreia do Sul acreditam que seu vizinho do norte ainda não seja capaz de desenvolver tal tecnologia. Entretanto, suspeitam que o Norte esteja preparando teste de dois novos mísseis de alcance mais curto no intuito de transmitir mensagem de advertência à administração de Donald Trump, quem tomará posse como presidente dos EUA na sexta-feira (20).


Israel adota moderno sistema antimísseis Arrow 3

O exército de Israel recebeu o primeiro complexo Arrow 3 (ou Hetz 3), o sistema antimísseis mais recente, capaz de detectar alvos além da atmosfera terrestre, comunica Ministério da Defesa do país.


Sputnik

"O sistema Arrow 3 reforçará o sistema da defesa antimíssil do Estado judaico, que deve conter eficazmente todas as ameaças potenciais, desde mísseis artesanais dos militantes da Palestina a mísseis balísticos com cargas não convencionadas", anunciou o Ministério da Defesa de Israel.


Sistemas antimísseis de Israel: Irone Dome, MIM-104 e Arrow 3
Sistemas antimísseis israelenses Iron Dome, MIM-104 e Hetz 3 © AFP 2016/ GIL COHEN-MAGEN 

O produtor do sistema, a empresa da construção aeronáutica IAI, sublinha o alto potencial do sistema na luta contra todos os tipos de mísseis balísticos, incluindo a aplicação do princípio "hit-to-kill" ("atingir para destruir") no seu conceito.

Os analistas estimam que o Arrow 3 pode ser utilizado como arma antissatélite.

"A inclusão do Arrow 3 no sistema operacional da Força Aérea vai intensificar as capacidades de defesa do Estado. O Arrow 2 vai permitir reduzir consideravelmente os riscos de qualquer violação em relação a Israel", acrescentou o Ministério da Defesa de Israel.

O Arrow 3 (Hetz 3) é uma série de mísseis antibalísticos produzida pelas empresas IAI (Indústria Aeroespacial de Israel) e a Boeing. O sistema é considerado como mais potente e avançado entre os atualmente existentes.



'Continuaremos apoiando Ucrânia': Londres joga indiretas para Trump

Como destaca a edição Telegraph, o ministro chegou a Kiev para apoiar os ucranianos devido à tomada de posse do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, conhecido por ser cordial em relação à Rússia.


Sputnik

Ao comentar as inquietações ligadas à possibilidade de os EUA reduzirem o apoio à Ucrânia, Fallon sublinhou que os valores do Reio Unido, tais como democracia e liberdade, não estão à venda. Como escreve a Telegraph, esta frase é principalmente destinada à administração de Trump. 


Londres, Reino Unido
Londres, Inglaterra © Foto: Pixabay

"O Reino Unido intensifica influência no palco internacional e tem intenção de apoiar seus amigos ucranianos. Londres envia sinal claro sobre a fidelidade à proteção da democracia de todo mundo e do apoio da soberania, independência e integridade da Ucrânia", declarou Fallon citado pela Telegraph.

Ele também prometeu que os instrutores militares britânicos ampliarão o programa de treinamentos da Marinha ucraniana e da Força Armada. Como lembra a edição, militares do Reino Unido já treinaram cerca de 5 mil soldados ucranianos.

Foi também destacado que, em breve, pela primeira vez em dez anos, o navio militar da Marinha britânica visitará a Ucrânia. Em particular, ao porto de Odessa, no terceiro trimestre de 2017, entrará torpedeiro da classe 45, que depois será enviado à Bulgária e Romênia no âmbito de atividades da OTAN.


Exército turco sofre baixas na luta contra Daesh por Al-Bab sírio

Cinco militares turcos morreram e nove ficaram feridos na sequência de um ataque levado a cabo por militantes do Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia) perto da cidade síria de Al-Bab.


Sputnik

O anúncio foi feito pelo Estado-Maior General das Forças Armadas da Turquia na sexta-feira (20). 


Soldados turcos em um tanque durante operação militar na fronteira turco-síria
Tropas turcas na fronteira com a Síria © AFP 2016/ BULENT KILIC

A entidade militar informou que "o ataque dos terroristas, com uso de um carro-bomba, foi efetuado às 13h40 [08h40, horário de Brasília] na região de Suflania, perto de Al-Bab". Os feridos foram imediatamente levados a um hospital.

A agência RIA Novosti obteve essa declaração do Estado-Maior General.

Anteriormente, o chanceler turco Mevlut Cavusoglu tinha informado que, após o término da operação em Al-Bab, as forças turcas vão se dirigir no sentido da cidade de Raqqa, considerada como baluarte do Daesh.

O Exército da Turquia começou a operação Escudo de Eufrates contra o Daesh em 24 de agosto de 2016, tendo libertado a cidade fronteiriça de Jarablus, no norte da Síria, com a participação da oposição síria. O principal objetivo da missão é eliminar os terroristas, que dominam uma área de cinco mil quilômetros quadrados, para criação de uma zona segura, que será usada também para instalação de refugiados.



19 janeiro 2017

Duelo aéreo: Su-27 russo vs F-16 no céu de Nevada. Quem vai ganhar?

A base militar Zona 51 na região de Nevada foi recentemente palco de exercícios espetaculares, durante os quais um caça Su-27 russo e um F-16 norte-americano participaram de um duelo aéreo.


Sputnik

"Será isso a prova de que os EUA se preparam para a guerra contra a Rússia?" — é o título do artigo do Daily Mail que onde foram publicadas imagens dessa batalha aérea perto da base militar norte-americana.



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Sukhoi Su-27 e F-16 Fighting Falcon

Os dois caças voaram durante 25 minutos a uma altitude entre 5 e 10 mil metros.

O vídeo foi gravado pelo controlador do tráfego Phil Drake. O momento mais curioso em tudo isso é que o combate foi filmado no dia do triunfo de Donald Trump.

O Su-27 é um caça multifuncional russo construído pela Sukhoi. O F-16 é um avião de combate norte-americano desenvolvido pela General Dynamics nos anos setenta.



Marinha da Ucrânia adverte sobre deslocamento de material bélico no país

O Comando da Marinha da Ucrânia adverte os civis da região de Odessa e Nikolaevsk sobre o deslocamento de equipamento militar no âmbito da realização de exercícios militares.


Sputnik

"Durante esta semana, no âmbito da série de exercícios militares de alerta máximo dos órgãos de comando militar e unidades militares, nas regiões de Odessa e Nikolaevsk serão realizados deslocamentos de colunas de material bélico, instalação de postos de controle na rota de deslocamento e outras medidas", diz o comunicado do centro da imprensa do Comando da Marinha da Ucrânia publicado no Facebook. 


Barco de mísseis Priluki da Marinha da Ucrânia
Lancha lança-mísseis da Ucrânia © Sputnik/ Vasiliy Batanov 

Devido a isso o Comando pede aos civis compreensão frente aos inconvenientes que possam surgir devido à realização das iniciativas planejadas.

Os militares pediram ainda que os habitantes não criem dificuldades para os militares durante o deslocamento e mantenham a tranquilidade.


Ucrânia autoriza entrada de militares estrangeiros para futuras manobras

A Suprema Rada aprovou uma lei que autoriza a presença de unidades militares estrangeiras em território ucraniano, ao longo deste ano, com o fim de participarem de manobras internacionais, inclusive dos exercícios ucraniano-americanos Sea Breeze 2017 e Rapid Trident 2017.


Sputnik

O projeto de lei apresentado pelo presidente Pyotr Poroshenko foi apoiado por 236 parlamentares, sendo que o mínimo necessário é de 226.


Militares norte-americanos chegaram à Ucrânia para participar dos exercícios americano-ucranianos Fearless Guardian 2015, 20 de abril de 2015
Militares dos EUA na Ucrânia © Sputnik/ Stringer

A autorização também abrange os militares norte-americanos, dos países-membros da OTAN e dos participantes do programa Parceria para a Paz que contam com até 3 mil efetivos, além de 6 aviões e helicópteros.

No território ucraniano é proibida a atuação de quaisquer unidades militares não previstas pela lei e não é permitida a instalação de bases militares estrangeiras. É por isso que de cada vez as tropas europeias apenas são admitidas no território do país após aprovação de uma lei especial apresentada pelo presidente.

Vale ressaltar que a 10ª disposição dos acordos de Minsk, celebrados em 15 de fevereiro de 2015, impõe que deve ser efetuada a retirada de todas as unidades armadas e material bélico estrangeiros, assim como dos mercenários, do território da Ucrânia sob supervisão da OSCE. Também é exigido o desarmamento de todos os grupos armados ilegais.



Deixar de ser uma 'muleta' da OTAN: França exorta à independência da defesa europeia

Discursando perante a Assembleia Nacional Francesa em 17 de janeiro, Bernard Cazeneuve, primeiro-ministro da França, se pronunciou a favor de uma defesa europeia "independente", dizendo que "é a independência [dos outros países] que deve servir para Europa como uma prova dos seus princípios, valores e sua identidade".


Sputnik

Dessa maneira ele responde a Donald Trump, que chamou a OTAN de organização obsoleta. Mas há chances de que a vontade do premiê francês seja cumprida na Europa de hoje, tomando em conta o fato do que os acordos pressupõem que o sistema de defesa europeu está inscrito no quadro da OTAN. 


Soldados do exército francês durante exercício militar
Soldados franceses em exercício militar © AFP 2016/ SEBASTIEN BOZON

A Sputnik França se dirigiu a especialistas para saber se o sistema de defesa europeu independente tem futuro.

Christophe Reveillard, investigador do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), por exemplo, destaca que anteriormente esta ideia sempre esteve ligada à OTAN, "porque qualquer pilar europeu do sistema de defesa do Ocidente era uma espécie de muleta para OTAN, sob comando dos EUA, pois no conselho da defesa da OTAN lideram os norte-americanos".

"Como se trata de uma área muito importante, a defesa, bem como a diplomacia, não pode ser resultado de geopolíticas diferentes: o Reino Unido ainda faz parte e tem uma política diferente da França, que por sua vez se distingue da política alemã e da italiana", explicou Christophe Reveillard.

Ele sublinhou que ter uma defesa verdadeira teria de haver um estado federado e uma fusão das nações.

«O artigo 'J', que define a estratégia diplomática e vários outros artigos relacionados à defesa, segurança, política, todas sem exclusão remetem à OTAN. <…> Seria necessário que todos os acordos fossem revistos e fosse desenvolvida uma nova visão da defesa europeia, que para mim parece hoje absolutamente irrealizável», assinalou Reveillard.

Outro especialista entrevistado pela Sputnik França, François Lafond, professor do Instituto de Pesquisa Política de Paris e representante do centro analítico europeu Volta, destacou que agora apenas é possível a unificação de algumas partes dos exércitos nacionais para agir em caso de necessidade. Contudo, ele acredita que um exército europeu é algo que, por enquanto, não pode ser criado.

Jérôme Lambert, deputado socialista e vice-presidente da Assembleia Nacional Francesa para os assuntos europeus, por sua vez, tem o mesmo ponto de vista. Ele frisa que a criação de um exército comum exige a proteção de interesses estratégicos, econômicos e outros, e isso, como considera o especialista, está muito longe da situação atual na Europa.


Arquivos secretos: CIA indicava ameaça de guerra entre Grécia e Turquia

Arquivos da CIA que vieram à tona revelam que EUA consideravam cenários de guerra entre Grécia e Turquia, presumindo que o balanço das forças deveria manter-se até 1992, comunica a edição Miltaire.


Sputnik

"Um dos documentos da CIA é exemplo disso. De 24 de março de 1988, o documento mostra que os norte-americanos sempre analisaram cenários de guerra no mar Egeu, na Trácia (sudeste da Europa) e no Chipre. O documento possui 37 páginas e, segundo ele, em 1984 previu-se que o balanço das forças no mar Egeu seria mantido até 1992 e depois a Turquia iria contrabalançar. Os norte-americanos acreditaram em 1984 que a guerra greco-turca iria causar grandes perdas para ambas as partes. O balanço das forças da época, de acordo com os EUA, seria o principal fator de limitação da guerra greco-turca", comunica a edição Miltaire.


Documentos da CIA sobre a crise entre a Turquia e a Grécia
                         Documentos da CIA sobre a crise entre a Turquia e a Grécia © Foto: CIA

As consequências do confronto entre Grécia e Turquia teriam sido sérias para os EUA e a OTAN, pois as posições da Aliança no flanco sudeste perderiam forças.

"Segundo o documento, a Turquia possui o maior exército, mas grande quantidade das forças está ocupada com ameaças internas. Os turcos escreveram que não se sentem ameaços pela Grécia. Pelo contrário, foram os gregos, especialmente após o ano de 1974 e realização da operação 'Attila' (invasão turca ao Chipre), que se focaram nas questões da defesa e segurança", comunica o site.

Entretanto, a culpa da tragédia do Chipre, segundo a CIA, é dos apoiantes da junta que governava a Grécia no período entre 1967 e 1974. Segundo os arquivos secretos da CIA, as pessoas que afirmam que as crises entre Grécia e Turquia somente piora a situação para a Grécia, estão completamente corretos.


Trump é pressionado a negociar com grupo que EUA consideravam terrorista

Os interesses de Washington serão prejudicados se o próximo presidente norte-americano, Donald Trump, decidir negociar com a Organização dos Mujahidin do Povo Iraniano (MEK), afirmou Sina Azodi, especialista naturalizado norte-americano em política externa iraniana e nas relações americano-iranianas, em entrevista à Sputnik.


Sputnik


Durante conversa com a Sputnik Internacional, Sina Azodi, especialista naturalizado norte-americano em política externa iraniana e nas relações americano-iranianas, advertiu que caso o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, decida se sentar à mesa das negociações com a MEK, os interesses de Washington serão brutalmente desprezados.

Os membros da Organização dos Mujahidin do Povo Iraniano (MEK)
Membros da MEK © AP Photo/ Brennan Linsley

A entrevista foi efetuada após uma série de ex-oficiais norte-americanos terem apelado ao presidente eleito, Donald Trump, para que ele dialogasse com o grupo iraniano exilado — o Conselho Nacional de Resistência.

A organização se apresenta como alternativa à teocracia iraniana e visa mudar o regime na República Islâmica. Um dos componentes do grupo é conhecido como a MEK, que era denominada como uma organização terrorista pelos EUA entre os anos de 1997 e 2012.

"A administração de Trump não deve falar com a MEK, já que isso pode prejudicar os interesses dos EUA a longo prazo", afirmou Sina Azodi à Sputnik Internacional.

De acordo com o especialista, as possíveis conversações de Trump com a MEK poderiam ser usadas como uma medida de pressão pelos políticos iranianos que seguem um rumo duro na política interna ao lidar com o governo moderado do país.

Ao falar de como as próprias autoridades iranianas veem as potenciais conversações entre a administração de Trump e a MEK, Azodi disse que "eles [o governo iraniano] devem estar preocupados, mas não acredito que estejam alarmados".

Ele se mostrou moderadamente otimista quanto ao desenvolvimento das relações entre Washington e Teerã no governo Trump e a situação ao redor do acordo nuclear iraniano.

"Eu não acho que algo grave ocorra", disse Azodi, acrescentando que as possibilidades de desenvolvimento de boas relações entre Irã e EUA são maiores com o partido republicano no poder norte-americano.

Ao longo da década de 70, a MEK encabeçou uma campanha contra o xeique iraniano apoiado pelos EUA e efetuou ataques contra alvos norte-americanos. Entretanto, em uma carta recente a Trump, ex-oficiais dos EUA afirmaram que a designação da MEK como grupo terrorista foi feito sob pressão de Teerã.

Os signatários da carta também apelaram a Trump para que fossem tapadas as lacunas que obstaculizam o acordo nuclear iraniano e para que fosse reorientada a política dos EUA quanto a Teerã e a sua violação dos direitos humanos. Os representantes da equipe de transição de Trump ainda não responderam a tal pedido e não deram comentário algum sobre o assunto.

Entretanto, analistas dizem que quaisquer conversações com a MEK seriam um desvio drástico da política norte-americana, assinalando que qualquer vestígio de apoio dos EUA na mudança do poder iraniano aumentará a tensão os países muito rapidamente.


Senegal invade Gâmbia e empossa novo presidente

Operação militar contou com apoio dos Estados Unidos e autorização do Conselho de Segurança da ONU.


Sputnik


Depois anunciar ontem que estava posicionando forças militares na fronteira com Gâmbia, as Forças Armadas do Senegal anunciaram hoje que suas tropas invadiram o país.

Adama Barrow
Adama Barrow presidente eleito de Gâmbia © REUTERS/ Thierry Gouegnon

O Senegal tenta forçar a saída do presidente de Gâmbia, Yahya Jammeh, a deixar o poder após 22 anos. Ele chegou à presidência por meio de um golpe militar e venceu quatro pleitos pela reeleição até tentar o quinto mandato no ano passado. Jammeh perdeu a disputa para o candidato de oposição Adama Barrow, um ex-segurança de uma loja de departamentos em Londres, mas se recusava a aceitar o resultado das urnas.

A entrada das tropas foi autorizada pelo Conselho de Segurança da ONU após pedido formal de Senegal e do bloco regional Comunidade Econômica dos Estados de África Ocidental (Cedeao). A operação militar foi conduzida com apoio dos Estados Unidos.

"Nós apoiamos e apoiamos porque entendemos que o objetivo é ajudar a estabilizar uma situação intensa", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, John Kirby.

O presidente-eleito foi empossado na Embaixada gambiana em Dacar, capital do Senegal, por questões de segurança.

18 janeiro 2017

Decreto libera Forças Armadas para operações em presídios por 12 meses

Nesta terça, governo havia anunciado a liberação de homens das Forças Armadas para operações específicas dentro das penitenciárias.


G1

As Forças Armadas poderão fazer operações de segurança em presídios por um período de 12 meses, de acordo com um decreto assinado pelo presidente Michel Temer e publicado nesta quarta-feira (18) no "Diário Oficial da União". Nesta terça (17), o governo já havia anunciado que as Forças Armadas seriam oferecidas aos governos estaduais para entrar nos presídios e fazer inspeções de rotina. 

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Presidente Michel Temer (PMDB) | Foto: EVARISTO SA (AFP)

De acordo com o texto do decreto, as ações vão visar a "detecção de armas, aparelhos de telefonia móvel, drogas e outros materiais ilícitos ou proibidos".

O decreto também determina que o ministro da Defesa vai editar normas complementares para definir detalhes da ação da Força Nacional nos presídios. Caberá ao governador de cada estado concordar com as operações nos presídios pelos quais for responsável.

A autorização do governo federal para que as Forças Armadas auxiliem nas penitenciárias ocorre em meio a uma crise carcerária no país. Diversas rebeliões deflagradas desde o início deste mês resultaram na morte de mais de 130 presos, mortos em confrontos entre os detentos. Os presídios que registraram mais assassinatos nas rebeliões foram os de Manaus, Boa Vista e Nísia Floresta, na região metropolitana de Natal.

Contato com presos

Segundo explicou nesta terça-feira o ministro da Defesa, Raul Jungmann, não haverá contato direto entre os militares e os presos nas operações das Forças Armadas nos presídios. Ele explicou que as varreduras serão periódicas e acontecerão "de surpresa".

"As Forças Armadas não vão lidar com os presos. Esse papel vai ficar com as polícias e com os agentes penitenciários", afirmou.

O ministro não deu mais detalhes sobre a quantidade de militares que vão auxiliar na operação, sobre quanto será gasto na operação e nem a data de início do envio das tropas. "Os detalhes serão divulgados amanhã", disse.

O governo marcou uma entrevista coletiva no Ministério da Defesa para as 10h desta quarta.

Explosão de carro-bomba deixa 37 mortos em base militar no norte do Mali

Forte explosão em um campo militar na cidade de Gao, no norte do Mali, deixou pelo menos 37 mortos, informou a agência AFP na quarta-feira (18), citando uma fonte da ONU. 


Sputnik

Antes, a agência Reuters comunicou a morte de 25 pessoas devido à explosão, referindo-se ao número preliminar de vítimas anunciado pelo Exército do país.

Soldados de manutenção da paz da ONU no Mali (arquivo)
Soldados da ONU no Mali © flickr.com/ United Nations 

Na base militar, estavam acomodados soldados do governo e membros de vários grupos armados rivais, que juntos efetuam patrulhamento em conformidade com o acordo de paz da ONU, que visa acabar com a violência no norte do deserto do Mali.

Após a explosão, o ministro do Interior do Mali, Bruno Le Roux, qualificou-a como "maior e simbólico ataque". 

A crise no Mali ocorreu na sequência da derrubada do regime do ex-líder líbio, Muammar Kadhafi, o que provocou um grande fluxo de refugiados das tribos de tuaregues para o Mali. Ao ocupar o norte do país, os refugiados proclamaram o estado independente de Azavad. Posteriormente, eles foram expulsos dos territórios controlados por extremistas. 

A decisão de enviar uma Missão das Nações Unidas de Estabilização Multidimensional Integrada no Mali (MINUSMA) foi tomada pelo Conselho de Segurança da ONU em 2013.


'Há forças que não querem a libertação de Mossul do Daesh'

Há forças no Iraque que se opõem à operação de grande escala que tem por objetivo libertar Mossul do Daesh, disse à Sputnik o assessor de imprensa do presidente dos curdos iraquianos, Kefah Mahmud. 


Sputnik

"Há uma razão porque Sinjar, Mossul e Saladin foram abandonadas e quatro milhões de iraquianos se tornaram refugiados. Este grupo pode planejar algo para evitar que Mossul seja plenamente libertada para que muitas coisas permaneçam enterradas", disse à Sputnik Internacional.

Combatentes xiitas durante a batalha de Mossul
© REUTERS/ Stringer

Kefah Mahmud disse também que o ex-primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, e os seus apoiadores "deliberadamente" não querem que o assunto curdo seja resolvido e tentam obstaculizar os esforços do primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, nesta área. Por exemplo, aprovaram o orçamento sem aprovação do Partido Democrático do Curdistão, a maior força política na região, disse Mahmud.

As relações entre Bagdá e Arbil, capital do Curdistão iraquiano, têm sido tensas desde que os curdos começaram a promover uma maior autonomia. No entanto, os êxitos atingidos na ofensiva para libertar Mossul mostraram que a cooperação entre as duas partes pode ser frutífera. 

"O fato de que as forças de segurança iraquianas e combatentes curdos têm cooperado e coordenado as suas atividades destinadas à libertação de Mossul serve de prova de que o plano de estabilização entre Bagdá e Arbil está funcionando. Talvez, pela primeira vez, desde que o Iraque foi fundado, as Forças Armadas do Iraque trabalharam em conjunto com forças peshmerga. Em resultado foram atingidas grandes vitórias", disse.

O representante curdo afirmou que entre Bagdá e Arbil permanecem algumas divergências, mas que as partes conseguiram atingir compromissos em muitos assuntos.

"Ambas as partes acordaram como continuará a operação de libertação de Planícies de Nínive e Mossul. Assumiram a responsabilidade de realizar operações de libertação dos bairros setentrionais, ocidentais e meridionais de Mossul. Estabeleceram também uma cooperação eficiente com a liderança dos EUA", disse, acrescentando que, além disso, foi criado um comitê para resolver as questões que podem surgir depois de libertação da província de Nínive. 

Mahmoud sublinhou que Arbil não tenciona forçar as regiões a integrarem o Curdistão iraquiano. O processo será democrático e legal, disse.