22 julho 2016

Por que a China construiu um novo submarino nuclear?

Fotos de uma nova modificação do submarino nuclear porta-mísseis chinês do projeto 094 foram recentemente divulgadas na Internet.


Sputnik

Os usuários chineses já o batizaram de 094A. O especialista militar russo Vasily Kashin comenta o objetivo para que a China poderia precisar de um novo submarino.


Projeto 094

É de notar que ele se distingue da modificação anterior por uma “corcunda” na área de localização dos silos de mísseis, assim como por algumas outras alterações no casco. Uma das primeiras conclusões tiradas por usuários chineses foi que o navio poderia estar equipado com os novos mísseis balísticos “Julang-3”, que têm um alcance maior do que o “Julang-2”, explica Vasily Kashin.

Os mísseis “Julang-2”, têm um alcance máximo de 8000 km. Isto significa que eles não são capazes de atingir o território dos EUA a partir do mar do Sul da China.

Uma opção para o reequipamento dos submarinos com os novos mísseis “Julang-3” é simplesmente cortar o compartimento para mísseis “Julang-2” e instalar um novo compartimento para colocar nele o “Julang-3”. Esta opção é tecnicamente possível, mas é ineficaz e cara. É mais provável que os navios do projeto 094 permaneçam no ativo e formem a base das forças de dissuasão regional na Ásia. Um único submarino 094 com mísseis “Julang-3” será um navio experimental de novos sistemas de armas e, no futuro, a Marinha chinesa estará ocupada com os submarinos do projeto 096, equipados com 24 mísseis “Julang-3”, resume Vasily Kashin.



Novos morteiros ucranianos enferrujam depois de um mês de serviço

Os novos lança-granadas М-120-15 Molot de produção ucraniana começaram a enferrujar e a falhar apenas um mês após terem sido adquiridos pelas Forças Armadas do país.



Sputnik

Pelo menos seis lança-granadas, recebidos em 21 de junho por um batalhão de morteiros das Forças Armadas da Ucrânia, começaram a falhar, informou a mídia local, citando a nota de explicação de um comandante ucraniano.



 

Durante exercícios táticos, vários mecanismos dos morteiros deixaram de funcionar, enquanto os soldados ucranianos descobriram outros problemas relacionados com a qualidade do metal. Descobriu-se que enferrujam rapidamente e que a pintura se deteriora no sol.

O valor de cada unidade do lança-granadas é US $ 18.000 (cerca de R$ 63.000).

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, manifestou várias vezes a prontidão do Exército ucraniano de respeitar os padrões de armamento da OTAN e mesmo de ensinar "como combater contra a Rússia".



Novos navios de guerra russos serão apresentados este mês

Mais de 20 navios de guerra e lanchas da Frota do mar Negro participarão em 31 de julho no desfile naval em Sevastopol, em comemoração do Dia da Marinha russa.


Sputnik

Nesse dia serão apresentados os navios de guerra mais modernos, informou a jornalistas o chefe do departamento de imprensa da Frota do mar Negro, Vyacheslav Trukhachev. 


Navio de patrulha russo Admiral Grigorovich entra na baía de Sevastopol, 9 de julho 2016
Admiral Grigorovich © Sputnik/ Sergei Malgavko

"Pela primeira vez em um evento festivo serão presentados a fragata Admiral Grigorovich, os navios ligeiros lançadores de mísseis Serpukhov e Zeleny Dol, os submarinos a diesel Novorosiisk e Rostov-no-Don" disse Trukhacev.


Zeleny Dol

Do desfile naval participarão mais de 20 navios de guerra e lanchas, dez vasos de apoio e 30 unidades da maquinaria das tropas da Frota do mar Negro. As comemorações começarão com o içar solene de bandeiras, mais tarde na baía de Sevastopol será realizada um desfile naval e uma exibição de esportes militares. Está planejada a exibição de 21 episódios para demonstrar todas as potencialidades da Frota. 

Rostov-no-Don

Os espectadores assistirão também a passagem de chalupas e iates sob as velas, "fontes na água" e a "valsa de rebocadores", levadas a cabo por navios de apoio da Frota do mar Negro. O festejo será concluído com um concerto, salva de artilharia e fogos de artifício sob as águas da baia de Sevastopol.

O Dia da Marinha russa comemora-se anualmente no último domingo de julho, este ano cai no dia 31 de julho.


Rússia começa a testar 'balas inteligentes'

Na Rússia começaram os testes de "balas inteligentes" que podem atingir alvos a uma distância de 10 km, afirmou nesta terça (19) Vitaly Davydov, vice-diretor da Fundação de Estudos Avançados da Rússia.


Sputnik

"O trabalho neste sentido está continuando. Já terminou a fase de criação e de testes do produto em modo não guiado e começaram testes de modo guiado pelo usuário", comunicou Davydov.


Material bélico.
Pedro Ribas / ANPr

Anteriormente, foi relatado que a nova arma de alta precisão pode destruir o inimigo a uma distância de 8-10 km. Também será desenvolvido o equipamento especial para este tipo de munição, que não pode ser utilizado numa arma de fogo convencional.



Soldados russos serão capazes de falar com equipamentos por input vocal

O equipamento de combate russo Ratnik vai ser dotado até o fim de 2019 de um sistema de reconhecimento de voz, o que deve aumentar o desempenho militar dos soldados.


Sputnik

Numa entrevista à Sputnik, o chefe da empresa russa "Tintan-serviço informático" Konstantin Lamin revelou informações sobre a nova tecnologia que vai ser desenvolvida no domínio militar na Rússia.


Um soldado mostra equipamento militar Ratnik no âmbito de exercícios militares na região de Moscou.
Um soldado mostra equipamento militar Ratnik no âmbito de exercícios militares na região de Moscou.© Sputnik/ Alexey Filippov

"Esta tecnologia permitirá ganhar segundos muito importantes no campo de batalha para salvar as vidas de nossos soldados", comunicou ele.

Ele comparou o sistema de reconhecimento de voz do equipamento com o fone de ouvido que permite a realização de conversa telefônica no volante, o que vai diminuir consideravelmente os riscos de acidentes.

"A opção do input vocal permite ao soldado a se concentrar no combate e, ao mesmo tempo, se mover, disparar, observar o inimigo e dar ordens a um computador", explicou ele.

Além disso, o soldado vai ser capaz de comunicar com os companheiros de equipe, dar ordens, ouvir conselhos através do sistema avançado e receber mensagens eletrônicas.

Os pesquisadores também querem desenvolver um sistema de controle por gestos.

O equipamento de combate de segunda geração Ratnik combina armas ligeiras modernas, dispositivos da defesa, bem como meios de reconhecimento e comunicação.



Irã volta a receber sistemas russos de defesa antiaérea S-300

O ministro da Defesa do Irã Hossein Dehghan confirmou a entrega de sistemas de defesa antiaérea S-300 de produção russa, notando que eles já foram usados anteriormente no país.


Sputnik

A declaração respectiva foi feita na quarta-feira pelo porta-voz da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Irã, Seyed Hossein Naghavi Hoseini. 


Sistemas de mísseis antiaéreos S-300
Sistema de defesa antiaérea S-300 © Sputnik/ Uriy Shipilov

De acordo com Hosseini, citado pela agência de notícias iraniana Fars, o ministro da Defesa do Irã anunciou a entrega dos sistemas S-300 durante uma reunião da Comissão no mesmo dia.

Na terça-feira, o chefe da corporação estatal russa Rostec, Sergei Chemezov, disse que a Rússia planeja terminar o fornecimento dos S-300 ao Irã até o final de 2016.

No dia 11 de abril, o Ministério das Relações Exteriores do Irã anunciou que a Rússia tinha feito a primeira entrega contratual desses modelos ao país, conforme o planejado. O Irã apresentou seus primeiros sistemas S-300 durante o desfile por ocasião do Dia das Forças Armadas, em meados de abril.

O contrato entre Moscou e Teerã, estimado em 900 milhões de dólares, para fornecimento de cinco baterias de mísseis S-300 ao Irã, foi assinado em 2007 mas foi suspenso depois da introdução das sanções por parte do Conselho de Segurança da ONU em 2010.

Em abril de 2015 a Rússia reiniciou as negociações referentes à entrega dos S-300 depois da assinatura do histórico acordo-quadro que garante o caráter pacífico do programa nuclear iraniano.


EUA não têm navios que possam competir com cruzadores russos

Os Estados Unidos não conseguiram criar um navio de guerra que possa competir com os cruzadores nucleares do projeto Kirov, que têm capacidade de cumprir várias missões ao mesmo tempo e que estarão ao da Marinha russa ainda daqui a mais de uma década, escreve o The National Interest.


Sputnik

Os navios do projeto 1144 (Classe Kirov) são comparáveis em termos de seus gabaritos com os vasos dos tempos das Primeira e Segunda Guerras Mundiais. Os EUA e outros países se recusaram a produzir este tipo de navios devido ao seu algo custo e vulnerabilidade. No entanto, a União Soviética tomou a decisão de construir um cruzador pesado que combinasse as funções de vários navios simultaneamente, informa o The National Interest. 


Cruzador nuclear pesado russo Pyotr Veliky
Cruzador nuclear pesado russo Pyotr Veliky © Sputnik/ Vitaly Ankov

O resultado foi um navio que pode combater tanto navios de superfície como semi-submersíveis e submarinos. Ele pode ainda entrar em combate com porta-aviões e grupos de submarinos.

Os EUA, por seu lado, não possuem navios com estas capacidades, apenas os porta-aviões superam o tamanho dos Kirov. O surgimento dos cruzadores levaram os EUA a lançarem os navios de Classe Iowa. Mas as alterações destes navios foram bastante moderadas.

Depois da Guerra Fria e do colapso da URSS, um dos cruzadores da Classe 1144, Pyotr Veliky, continua ao serviço da Frota russa. O navio até participou de uma operação especial contra os piratas da Somália.


Cruzador nuclear pesado russo Admiral Nakhimov
Cruzador nuclear pesado russo Admiral Nakhimov © Sputnik/ Oleg Lastochkin

Em 2019, o Pyotr Veliky será reparado e modernizado e, em 2021, voltará a integrar a Marinha russa, que assim contará com dois cruzadores da Classe 1144. Atualmente estão sendo realizados trabalhos de modernização no navio Admiral Nakhimov, que terminarão em 2018. Os cruzadores modernizados receberão radares novos, equipamentos eletrônicos, bem como lançadores verticais de mísseis.

Os navios do projeto Kirov são plataformas impressionantes da frota russa. É muito provável que estes cruzadores sirvam a Rússia ainda mais de uma década, resume o autor.


Síria: Defesa russa relata morte de militar em serviço

O Ministério da Defesa da Rússia informou nesta sexta-feira a morte de um militar russo que estava em serviço em Aleppo, na Síria.


Sputnik

De acordo com as autoridades russas, o soldado, identificado como Nikita Shevchenko, estava em um veículo escoltando um comboio de caminhões que levava comida e água para a população afetada quando uma mina terrestre explodiu no local. 


Aleppo, na Síria
Aleppo © REUTERS/ Muzaffar Salman

"Médicos russos cuidaram dele no local, mas não conseguiram salvar sua vida, por conta dos graves ferimentos que ele sofreu", diz o comunicado publicado pelo Ministério da Defesa. 



17 julho 2016

Marinha cassa condecorações de Dirceu, Genoino, João Paulo, Jefferson e Valdemar

Por terem sido condenados no mensalão, perderam Ordem do Mérito Naval


Evandro Éboli | O Globo

BRASÍLIA - O Comando da Marinha cassou a condecoração Ordem do Mérito Naval de cinco ex-deputados condenados no mensalão. Eles perderam a condecoração justamente pela condenação. Três são petistas: José Dirceu, José Genoino e João Paulo Cunha, além de Roberto Jefferson e Valdemar Costa Neto. 


Roberto Jefferson, José Genoíno e José Dirceu - Montagem sobre fotos de Givaldo Barbosa, André Teixeira e Jorge William

A decisão do "procedimento de exclusão automática" dos agraciados foi publicada no Diário Oficial desta quarta-feira e assinada pelo Comandante da Marinha, Edaurdo Bacellar Leal Ferreira. A decisão da Marinha atende a um ofício da Procuradoria-Geral da República, de maio deste ano. A publicação no D.O. tornou pública a exclusão retroativa da ordem, no Grau de Grande Oficial desses agraciados.

Os cinco tiveram suas condecorações cassadas com base num artigo de um decreto de 2000, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que exclui automaticamente do quadro da Ordem do Mérito Naval os que perderam direitos políticos ou que foram condenados em qualquer foro.

Genoino, Jefferson e Valdemar já haviam perdido a condecoração Medalha do Pacificador, a mais alta condecoração do Exército, três anos atrás.



Militares da FAB vão reforçar segurança nos Jogos Olímpicos (vídeo)

153 integrantes da FAB e 91 militares da Marinha foram transportados


Tenente Emília Maria | Agência Força Aérea

A primeira missão da Força Aérea Brasileira (FAB) com o Boeing 767 foi realizada nesta sexta-feira (15) com o transporte de militares que atuarão na segurança dos Jogos Olímpicos Rio 2016. 





“A gente retoma a atividade aérea com o privilégio de realizar as missões aéreo logísticas, que consiste no emprego de meios aéreos para transporte de pessoas e de cargas. Representa a volta da atividade aérea do Esquadrão Corsário e fôlego de vida de uma unidade aérea operacional”, disse o Comandante do Esquadrão, Tenente-Coronel Aviador Luiz Eduardo Ferreira da Silva.

No total, 244 militares da FAB e da Marinha foram levados de Belém (PA), Boa Vista (RR), Porto Velho (RO) e Brasília (DF) até o Rio de Janeiro (RJ). A participação de tropas das Forças Armadas em complemento à segurança pública – para Garantia da lei e da Ordem (GLO) – ocorre por solicitação do Governo estadual e com autorização da Presidência da República.

O Capitão de Infantaria da FAB Bruno Heloy Herculano, responsável pelos grupamentos de Porto Velho e Boa Vista, explicou que os militares passaram por um preparo especial para esta missão. “Foram realizadas instruções de policiamento, pontos de bloqueio, controle de vias, escolta, patrulhamento a pé e motorizado e, também, legislação, como Estatuto da Criança e do Adolescente e Direito Penal”, disse ele.

“Nosso treinamento foi bem completo. Queremos fazer a diferença, que a população se sinta nossa amiga e saiba que estamos lá para garantir a segurança”, ressaltou o Soldado Jairo Gomes da Silva, da Base Aérea de Boa Vista (BABV).

Reforço - Na chegada ao Rio de Janeiro, cerca de dois mil militares da FAB aguardavam os colegas do Norte e Centro-Oeste. O Comandante do Terceiro Comando Aéreo Regional (III COMAR), Major-Brigadeiro do Ar José Euclides da Silva Gonçalves, destacou o preparo da tropa. “Estamos prontos para o desafio e para trazer à população a defesa e a segurança que nos compete”, disse.

Para o Ministro da Defesa, Raul Jungmann, o preparo dos integrantes das Forças Armadas é um diferencial para a segurança dos Jogos Olímpicos. “Os senhores foram trazidos de diferentes lugares e selecionados entre os melhores para que o evento ocorra com paz e tranquilidade. O Brasil espera que cumpram com seu dever e, ao final da Olímpiada, possam dizer que a missão foi cumprida”, declarou ao se dirigir à tropa durante a formatura realizada na Base Aérea do Galeão (BAGL).

Saúde - Na Base Aérea do Galeão também estava exposta a aeronave C-105 Amazonas da FAB, preparada para realizar missões de evacuação aeromédica de vítimas de contaminação Química, Bacteriológica, Radiológica e Nuclear (DBQRN). 



Cl Pqdt – testes de homologação do KC-390

Forças Terrestres

Rio de Janeiro (RJ) – O Centro de Instrução Pára-quedista General Penha Brasil (Cl Pqdt) participou dos testes de homologação da capacidade de lançamento aeroterrestre da nova aeronave militar, KC-390, durante a fase do congelamento aerodinâmico. 


KC-390 PQD -1
 

O KC-390 trata-se de um projeto de fabricação nacional, desenvolvido pela Embraer, que substituirá as antigas aeronaves americanas C-130, Hércules. 

Entre os dias 13 a 29 de junho uma equipe do Cl Pqdt participou de lançamentos de carga e pessoal na cidade de Campo Grande (MS), durante o qual todas as missões planejadas foram executadas com êxito, dentre elas, o lançamento de cargas pelas portas laterais e pela rampa, o lançamento semiautomático de pessoal pelas portas laterais e o lançamento livre de pessoal pelas portas laterais e pela rampa.

KC-390 pousa na República Tcheca, um dos países parceiros do programa (vídeo)

O vídeo, divulgado pela Airzone em seu canal no Youtube, mostra a aproximação e primeiro pouso do jato de transporte militar Embraer KC-390 na República Tcheca, na tarde deste sábado, 16 de julho.


Poder Aéreo


O jato realizou um voo de cerca de duas horas desde a feira aeronáutica de Farnborough, na Inglaterra, um dos maiores eventos mundiais do setor. Sobre a presença na República Tcheca, vale lembrar que o país é um dos parceiros internacionais do programa do KC-390, tendo assinado carta de intenção para a compra de dois exemplares da aeronave. 


KC-390 na Republica Tcheca - cena 2 video Airzone TV
 

A empresa tcheca Aero Vodochody participa do programa fornecendo a seção II da fuselagem traseira, portas e escotilhas (laterais, da tripulação e de emergência), a rampa de carga, as partes fixas dos bordos de ataque das asas, além de componentes das asas.

O vídeo também mostra cenas do avião, um dos dois protótipos produzidos do KC-390 para testes de voo, já estacionado. Na aeronave de matrícula PT-ZNF destacam-se as cores da Força Aérea Brasileira (FAB), principal cliente do programa (encomenda total de 28 aviões de série e 2 protótipos) que participou ativamente das especificações e decisões técnicas do KC-390, em conjunto com a Embraer.

Enquanto este protótipo é demonstrado na Europa, outro continua a realizar a campanha de testes no Brasil. Por fim, é mostrada entrevista com o piloto da aeronave, Carlos Vieira, que elogia o sistema fly-by-wire do KC-390 e informa que, nos próximos dias, serão realizados voos com a Força Aérea da República Tcheca.




KC-390 – Boeing Amplia a sua participação no Programa

EMBRAER e BOEING anunciam parceria global para venda e suporte do jato médio de transporte militar KC-390


DefesaNet


Farnborough, Reino Unido, 11 de julho de 2016 – A EMBRAER e a BOEING assinaram acordo de parceria para vendas e suporte do KC-390, aeronave multimissão de transporte militar e reabastecimento aéreo. Segundo o acordo, as empresas explorarão em conjunto novas oportunidades de negócios, tanto para a comercialização da aeronave quanto para o seu suporte e manutenção. A EMBRAER vai fabricar a aeronave e a Boeing será responsável pelo suporte operacional.


EMBRAER e BOEING anunciam parceria global para venda e suporte do jato médio de transporte militar KC-390 Foto - Cortesia SPOTTER

Este acordo amplia uma colaboração já existente entre as empresas, que em 2012 anunciaram a intenção de comercializar conjuntamente a aeronave. “A expansão do nosso relacionamento permitirá oferecer o melhor avião de transporte médio para os nossos clientes, ao mesmo tempo em que os mantêm respaldados pelo melhor serviço de suporte disponível”, disse Jackson Schneider, presidente e CEO da EMBRAER Defesa e Segurança. “A BOEING tem uma notável experiência no mercado militar e o KC-390 é a aeronave mais eficiente em sua categoria.”

“O acordo de parceria entre BOEING e EMBRAER reúne duas empresas fortes e reforça o nosso compromisso de ampliar a oferta de serviços a aeronaves que não são produzidas pela BOEING”, salientou Ed Dolanski, presidente da BOEING Global Services and Support. “Nossa vantagem é o alcance global da BOEING, o que proporciona maior flexibilidade, permitindo-nos atender rapidamente aos clientes, bem como aproveitar as sinergias que ajudam a reduzir custos e repassar esta economia aos clientes”.

O KC-390 é uma aeronave de transporte tático desenvolvida para estabelecer novos padrões na sua categoria, apresentando ao mesmo tempo o menor custo do ciclo de vida do mercado. É capaz de realizar diversas missões, como transporte e lançamento de cargas e tropas, reabastecimento em voo, busca e resgate e combate a incêndios florestais. Trata-se de um projeto da Força Aérea Brasileira (FAB), que, em 2009, contratou a Embraer para realizar o desenvolvimento da aeronave. O primeiro protótipo realizou seu primeiro voo em fevereiro de 2015 e dois protótipos estão atualmente em campanha de testes de voo, com média de dois voos por dia e comprovação da alta disponibilidade da aeronave. O avião está atualmente em uma turnê por oito países e espera receber a certificação até o final de 2017. A expectativa é que as entregas comecem durante o primeiro semestre de 2018.

Sobre a EMBRAER Defesa & Segurança

Líder na indústria aeroespacial e de defesa da América Latina, a EMBRAER Defesa & Segurança oferece uma linha completa de soluções integradas como C4I (Centro de Comando, Controle, Comunicação, Computação e Inteligência), tecnologias de ponta na produção de radares, sistemas avançados de informação e comunicação, sistemas integrados de monitoramento e vigilância de fronteiras, bem como aeronaves militares e de transporte de autoridades. Com crescente presença no mercado global, os produtos da Embraer Defesa & Segurança estão presentes em mais de 60 países.

Sobre a Boeing Defesa, Espaço e Segurança

Em 2016, a Boeing comemora 100 anos de realizações pioneiras na aviação e inicia seu segundo século como um provedor de tecnologia e capacidades aeroespaciais inovadoras, focado no cliente, parceiro da comunidade e empregador de destaque. Por meio de sua unidade Defesa, Espaço e Segurança, a Boeing é líder global nesse mercado e é o maior e mais versátil fabricante mundial de aeronaves militares. Com sede em St. Louis, o negócio de Defesa, Espaço e Segurança está avaliado em US$ 30 bilhões, e conta com cerca de 50.000 funcionários no mundo todo.



Gripen para as Olímpiadas e depois?

A aviação de caça procura renascer das cinzas. Quatro aeronaves Gripen realizarão um tour nas próximas semanas entre as Bases de Anápolis e Santa Cruz.


Nelson During | DefesaNet

Em negociações mantidas em sigilo, entre o Brasil e a Suécia, está acertada a vinda de 3 ou 4 aeronaves de caça Gripen (2 C e 2 D) para o Brasil no período das Olímpiadas Rio2016 ou talvez posterior. 



 

Os objetivos são vários e colocados em relevância após a perda de um F-5EM na Base Aérea de Santa Cruz (BASC), no dia na terça-feira (05JUL2016). Os pilotos ejetaram-se e passam bem.

A disponibilidades da frota de aeronaves de caça está baixa e alguns apresentam grave limitação operacional pela fadiga estrutural ou falta de manutenção em componentes específicos.

O Caminho da Crise

O primeiro F-5EM foi entregue à FAB, no dia 21 de Setembro 2005. Em 2009, 31 aeronaves tinham sido modernizadas. A última aeronave, de um lote de 46, foi entregue pela EMBRAER Defesa & Segurança à FAB, em Março de 2013. Muito longe do cronograma inicial, que previa todas as aeronaves serem modernizadas até 2007.

A paralisação da modernização das 8 aeronaves F-5E/F, de um lote de 11, adquiridas da Jordânia complicou ainda mais a disponibilidade de caças. Aliado a isto também a paralização dos trabalhos de modernização do A-1M.

As palavras do então Comandante do COMGAR na cerimônia de entrega do primeiro F-5EM:

“Testemunhamos, neste momento, o revigorar do elã de cada um daqueles que têm a própria história da vida confundida com a história dessa aviação, aí inseridos nosso pessoal da área técnica, de apoio e os próprios pilotos”. Por ironia da história as palavras foram proferidas pelo Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito. 


Na época, a efetividade dos Mirage III EBR, do 1º Grupo de Defesa Aérea (GDA), baseado em Anápolis já era uma história de ficção. 


O Sonho do Gap Filler

A previsão de a Força Aérea Brasileira receber as primeiras aeronaves Gripen NG, modelo E, em 2019, e provavelmente ter a capacidade operacional inicial (IOC), em 2022. Dá um horizonte de mais seis anos até termos o Gripen realmente operacional e à disposição operacional do COMDABRA (Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro).

Para isto foram realizados entendimentos prévios com a FLYGVAPNET (Força Aérea Sueca) e a SAAB para uma solução “Gap Filler”. Foi recebida uma carta da organização estatal sueca FXM, em 2014, detalhando o leasing de 8 a 10 aeronaves Gripen C/D.

Os objetivos e o pacote do leasing por 4 anos eram:

- Formação e treinamento de pilotos e equipes de apoio;
- 08 a 10 aeronaves Gripen C/D, com uma disponibilidade média de 80 %;
- Aeronaves biplace;
- Configuração Ar-Ar, com armamento WVR (Alcance visual) e BVR (alcance Além do Horizonte);
- Suporte Logístico Completo;
- Operação a partir da Base Aérea de Anápolis (BAAN), e,
- Total de 1500 horas de voo, por ano.

Porém, logo este possível acordo começou a fazer água, por várias razões, entre outras:

1 – O alto custo do leasing cobrado pelos suecos, em conjunto com a restrição orçamentária brasileira;

2 – A grande demanda da FLYGVAPNET, a primeira linha de defesa da Suécia, no crescente aquecimento da situação geopolítica do Báltico, em especial frente à Rússia;

3 – Os compromissos da Suécia em dar apoio aos países que adquiriram ou realizaram leasing de aeronaves Gripen na Europa, e,

4 - O reduzido número de aeronaves disponíveis.

Durante a tradicional reunião do Clube da Força Aérea Sueca, realizado no dia anterior à abertura dos Salões de Le Bourget ou Farnborough, o então comandante da FLYGVAPNET, em 2015, na edição de Paris, foi claro em responder ao editor de DefesaNet:

“Quando negociamos com a Suíça oferecemos 11 aeronaves operacionais (8 Gripen C e 3 D). Porém, hoje não seria tão generoso”

O champanhe azedou ainda mais pela ausência do Brigadeiro Rossato ao evento onde era o speaker convidado.

Agora para Farnborough o novo Comandante da FLYGVAPNET, Major-General Mats Helgesson, foi claro no convite sobre a presença da FAB no evento, marcado para este Domingo (10 JUL 2016), no Royal Air Force Club, Londres.

Nota Atualização - A FLYGVAPNET informou que o palestrante será o Tenente-Brigadeiro-do-Ar Raul Botelho, Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica.

O tira – Gosto

Quais os objetivos deste demotour de quatro aeronaves Gripen ao Brasil no período da Olimpíada? Dependendo de detalhes poderá ser adiado ao correr do segundo semestre.

1 – Primeiro provar que o Gripen pode cruzar o Atlântico. A primeira e única vez, que estiveram na América do Sul, vieram parcialmente desmontados em navio, sendo montados na Base Aérea de Santa Cruz. (Imaginem o Gripen cruzando a Avenida Brasil até Santa Cruz);

2 – Mostrar presença da SAAB e do governo Sueco no Brasil, e,

3 – Dar um gostinho aos pilotos brasileiros e ter a possibilidade de um acordo de leasing dos suecos com o Brasil.

As aeronaves Gripen operarão nas Bases Aéreas de Anápolis e Santa Cruz, por um período de 20 dias.

Algo terá de acontecer ou com os suecos ou com os americanos lançando bóias salvadoras como anunciada na surpreendente nota do CECOMSAER de 07 Juho 2016.

Com a palavra o Comandante da Aeronáutica Tenente-Brigadeiro-do-Ar Rossato e sua capacidade de conseguir recursos para a anêmica Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira.


Exército começa a monitorar lobos solitários e favelas do Rio

Desdobramentos da Política Interna e eventos externos criam caldeirão preocupante paar a segurança das Olimpíadas RIO2016.


Júlio Ottoboni | DefesaNet 


As ações dos movimentos sociais, políticos e do terrorismo internacional têm dia e lugar marcados, os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. As atenções de todo o mundo, com a imprensa internacional já atenta e preparada para ‘O Não vai ter Golpe, Vai Ter Luta’ explodirá no colo da Forças Armadas em especial o Exército Brasileiro. Feito um bomba relógio que as autoridades não estão conseguindo desarmar.


Tropas do Exército no Complexo da Maré em 2014. Foto ABR

Surge também no horizonte a possibilidade de juntar-se a estes pontos a “instabilidade institucional” forçada por elementos do altas esferas do Judiciário, junto com setores da imprensa e setores do grande capital, ainda vinculadas ao PT ou que seriam profundamente atingidas pelas investigações da Lava-Jato.

Esse cenário é o que as Forças Armadas e seu contingente, que será mobilizado, de 38 mil homens, terá que enfrentar nos jogos RIO2016. A preocupação com os ‘lobos solitários’ já foi maior. Segundo informações de fontes das Forças Armadas, alguns já foram identificados e estão sendo monitorados. As bases são favelas do Rio de Janeiro, que têm sido os locais preferidos por grande parte de turistas e vendidos no exterior como uma visitação exótica e para quem procura por emoção e diversão.

Uma coisa o Exército já sabe, o ISIS não foi bem sucedido em aliciar jovens brasileiros para os ataques preanunciados. Então o jeito está sendo importar mão de obra terrorista disposta a ações de alto risco, que expõem as suas vidas. No começo deste mês (Junho), 11 árabes vestidos a caráter, fizeram do vôo João Pessoa (PB) – São Paulo (SP) um verdadeiro teste de como espalhar o terror com falatório alto, trânsito intenso no corredor do avião, desrespeito aos pedidos das comissárias de bordo e ficar em grupos situados estrategicamente no fim, meio e começo do aparelho.

Alguns passageiros chegaram a pensar numa ação de assalto para imobilizar os árabes e reclamaram que o comandante da aeronave deveria ter descido no primeiro aeroporto e chamado a Policia Federal para intervir no caso. Um dos passageiros ouvidos pelo DefesaNet chegou a dizer que “não pensam que vão fazer aqui o que fizeram nos Estados Unidos, se tentassem alguma coisa nós íamos atacar todos eles com o que tivéssemos’.

O avião não pousou e o percurso até São Paulo foi feito sob imensa tensão, algo que se ampliará com a chegada dos jogos e o aumento de estrangeiros no país. “Estamos operando com ambientes urbanos de extrema dificuldade de se locomover e localizar os alvos, estamos usando robôs, equipamentos inteligentes e drones, além de armamentos ultrassofisticados”, disse a fonte militar. Os EUA estão ajudando nesta missão, pois o Brasil não teria condições plenas de operar contra “homens bombas” e ‘lobos solitários’, principalmente os “franco atiradores”.

Sob uma outra camada de nevoeiro difícil de se dissipar estão os movimentos de extrema esquerda, agora denominados de Exército Latino Americano Boliviariano. Além das FARCSs colombiana, venezuelanos, argentinos (La Campora), paraguaios (EPP), uruguaios, bolivianos – muitos deles já radicados em São Paulo – e equatorianos estariam recebendo treinamento nos acampamentos do MST e de outros movimentos engajados.

Também há a formação de ‘milícias negras – zumbi dos palmares’ com haitianos, nigerianos e outros migrantes principalmente do continente africano. São grupos que já tiveram seus primeiros treinamentos nas manifestações de rua e invasões de prédios públicos. O treinamento se concentra em áreas urbanas, pois se misturariam a população dos morros cariocas. A Favela da Maré tem a sua formação em imigrantes angolanos. É possível encontrar inclusive ex-combatentes da Guerra Civil em Angola.

O tráfico de drogas do Rio de Janeiro, tentando se livrar da atenção e ação repressiva do Exército, dos Fuzileiros e do BOPE e outras forças especiais, trabalha para evitar que as construções nos morros fossem utilizadas pelos terroristas. A negociação para evitar atritos, suspeita a Inteligência do Exército, tem envolvido o pagamento de elevadas somas, que minimizem o prejuízo, pelas casas a serem ocupadas, e a entrega de armamentos bélicos de ponta para o tráfico, inclusive para o abate de helicópteros, e a transmissão de conhecimento contra o monitoramento e espionagem.

“O Rio de Janeiro será uma cidade no chão e outra nos morros e uma fortaleza nas áreas do jogos. Mas estamos preparados para o que há de pior em guerrilha urbana, infelizmente com o aval e colaboração de maus brasileiros’, declarou o militar.

Os já frequentes tiroteios, com vítimas, ao longo das vias expressas Linha Amarela e Linha Vermelha obrigará aos militares a esforços extremos para que elas permaneçam seguras nas 24 horas por dia no período das Olimpíadas.

O Governo Federal afastou as Forças de Segurança Estaduais dos principais movimentos para as Olimpíadas RIO2016. No caso do Rio de Janeiro foi adotado o argumento de que não seriam repassados os recursos das horas extras ao governo estadual. O objetivo principal é o de manter a unicidade de comando e sigilo das operações.


Na quarta-feira (15JUN2016) a embaixadora Americana Liliana Ayalde teve uma longa reunião com o ministro da Defesa Raul Jungmann em Brasília. Segundo o próprio MD foram discutidos assuntos relacionados à segurança dos Jogos Olímpicos.
 



16 julho 2016

Jihadista decepcionado entrega lista com nomes de 22.000 membros do EI

Lista tem endereços, telefones e contatos de familiares dos terroristas.
Sky News informou as autoridades sobre o material obtido


France Presse

Um jihadista decepcionado entregou à rede de televisão britânica Sky News uma lista com os nomes de 22 mil membros da organização Estado Islâmico (EI) com seus endereços, telefones e contatos familiares, informou o canal de notícias.


Imagem das listas que trazem informações sobre 22 mil integrantes do Estado Islâmico (Foto: Sky News/Reuters )
Imagem das listas que trazem informações sobre 22 mil integrantes do Estado Islâmico (Foto: Sky News/Reuters )

Esta informação, que segundo os especialistas pode ter efeitos devastadores para o grupo que controla amplas faixas da Síria e do Iraque e que reivindica atentados letais na África e nos países ocidentais, estão contidas em um dispositivo USB que teria sido roubado do chefe da polícia interna da organização jihadista.

A documentação é composta por formulários de adesão ao EI, com dados de milicianos de 51 países.

"A Sky News informou as autoridades sobre o material obtido", escreveu o canal em seu site na noite de quarta-feira.

Nenhuma instância governamental britânica havia feito até a manhã desta quinta-feira comentários a respeito. Autoridades alemãs, no entanto, disseram que o material pode ser autêntico.

Grupo sanguíneo e avaliação do nível de islamismo

 
Um ex-chefe da luta antiterrorista nos serviços de inteligência britânicos, Richard Barrett, afirmou no Twitter que as listas constituem "uma fonte de valor inestimável".

O material conteria informações sobre numerosos jihadistas ainda não identificados na Europa do Norte, Estados Unidos, Canadá, África do Norte e Oriente Médio.

A Sky News reproduziu estes formulários de 23 perguntas, que permitem identificar os recrutas por grupo sanguíneo ou pelo nome de solteira de suas mães e que levam anotações sobre o "nível de compreensão da sharia" (a lei islâmica) dos membros do EI.

"Isso pode representar um avanço colossal" na luta contra o EI, afirmou Chris Phillips, diretor-geral do International Protect and Prepare Security Office, uma assessoria em matéria de luta antiterrorista.

A entrega do material "demonstra a que ponto o EI é vulnerável aos seus membros que se voltam contra ele", disse o especialista à AFP.

Nas listas também aparecem muitos jihadistas que já estavam fichados pelos serviços britânicos, como Abdel-Majed Abdel Bary, um ex-rapper do oeste de Londres que após seu alistamento no EI publicou no Twitter uma foto sua com a cabeça de uma pessoa decapitada na mão.

Também figura Junaid Hussain, um hacker do EI, procedente de Birmingham, eliminado em um ataque de drone em agosto passado.

Milhares de cidadãos europeus se uniram ao EI, que em 2014 proclamou a instauração de um califado entre Síria e Iraque, e as autoridades de seus países temem que retornem para cometer atentados.

Os documentos foram roubados por um indivíduo identificado sob o pseudônimo de Abu Hamed, um ex-combatente do Exército Sírio Livre (ESL) que aderiu ao EI.

Abu Hamed entregou o dispositivo USB a um jornalista na Turquia, explicando que havia abandonado o EI por considerar que "os valores islâmicos colapsaram" no seio do grupo.

"Esta organização é uma fraude, não tem nada a ver com o Islã", disse o miliciano decepcionado, que afirma que o EI abandonou seu quartel-general na cidade síria de Raqa e se dirigiu ao deserto, deixando as coisas nas mãos de ex-militares do partido iraquiano Baath, do ditador executado Saddam Hussein.


Empresas de 20 países fornecem componentes para o Estado Islâmico

Estudo da União Europeia mostra que material acaba se tornando explosivo.
Jihadistas controlam grandes áreas do Iraque e da Síria.


Reuters

Empresas de 20 países estão envolvidas na cadeia de fornecimento de componentes que acabam em explosivos do Estado Islâmico, de acordo com um estudo divulgado nesta quinta-feira (25), sugerindo que governos e empresas precisam fazer mais para controlar o fluxo de cabos, produtos químicos e outros equipamentos.


GNEWS Estado Islâmico (Foto: GloboNews)
Integrantes do Estado Islâmico mostram armas (Foto: GloboNews)

O estudo encomendado pela União Europeia mostrou que 51 empresas de países como Turquia, Brasil e Estados Unidos produziram, venderam ou receberam mais de 700 componentes utilizados pelo Estado Islâmico para produzir dispositivos explosivos improvisados ​​(IEDs, na sigla em inglês).

Os IEDs estão agora sendo produzidos em uma "escala quase industrial" pelo grupo militante, que usa componentes industriais que são regulados e equipamentos amplamente disponíveis, como produtos químicos e telefones celulares, de acordo com a Pesquisa de Conflito Armado (CAR, na sigla em inglês), que realizou a estudo de 20 meses.

O Estado Islâmico controla grandes áreas do Iraque e da Síria. A Turquia, membro da Otan, faz fronteira com os dois países e reforçou a segurança para evitar o fluxo de armas e insurgentes para o grupo sunita de linha-dura.

Um total de 13 empresas turcas foi identificada como envolvida na cadeia de abastecimento, mais do que qualquer país. Em segundo lugar vem a Índia, com sete.

"Estes resultados ratificam a crescente consciência internacional de que forças do Estado Islâmico no Iraque e na Síria são muito auto-sustentáveis -em aquisição de armas e bens estratégicos, como componentes de IEDs, em nível local e com facilidade", disse o diretor-executivo da CAR, James Bevan.

Empresas de Brasil, Romênia, Rússia, Holanda, China, Suíça, Áustria e República Tcheca também estavam envolvidas, de acordo com o relatório.



Turquia diz que 161 morreram em tentativa de golpe, militares seriam 104

Segundo o governo, mortos seriam 161 civis e 104 militares golpistas.
Presidente turco disse que seu governo resistiu à tentativa de golpe militar.


Do G1, em São Paulo

A tentativa de golpe de estado conduzida durante a noite de sexta-feira (15) na Turquia resultou em 265 mortes, informou o escritório do presidente da Turquia neste sábado (16). Foram 161 civis mortos e 104 militares golpistas. O golpe foi conduzido por militares contrários ao presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.


Mapa Turquia 2 (Foto: Editoria de Arte/G1)
 

Foram registrados 1.440 feridos e 2.839 militares foram presos por suspeita de conexão com o golpe. O presidente turco anunciou neste sábado que seu governo resistiu à tentativa de golpe militar. Ele também pediu a seus partidários para que permaneçam nas ruas prontos para qualquer "nova onda". O governo turco declarou que permanece firmemente no controle após a tentativa de golpe militar.

O primeiro-ministro da Turquia, Binali Yildirim, que falou com a imprensa em Ancara, disse que a situação está "inteiramente sob controle". "Estes covardes vão sofrer o castigo que merecem", insistiu. Yildirim acusou o partido curdo PKK de participar da tentativa de golpe.

O presidente turco estava de férias em um resort no balneário de Marmaris e retornou a Istambul ainda na sexta para combater a ação dos militares. Em uma entrevista por telefone ao serviço turco da rede CNN, ele afirmou que o ato foi uma "traição" e que fará uma "limpeza" no Exército.

O consulado francês apelou neste sábado aos seus cidadãos em Istambul a "permanecerem em casa".

Asilo na Grécia

 
Nas primeiras horas da manhã, oito homens a bordo de um helicóptero militar turco que aterrissou no aeroporto de Alexandroupolis, no leste da Grécia, pediram asilo político e foram detidos.

O helicóptero Black Hawk pousou pouco depois do anúncio em Ancara do fracasso da tentativa de golpe militar contra o governo islâmico-conservador turco. Segundo a televisão ERT TV, os homens a bordo estavam uniformizados, exceto um.

A Turquia imediatamente pediu à Grécia a extradição dos oito.

Fethullah Gulen

 
Assim como o presidente Recep Tayyip Erdogan, Yildirim acusou o pregador exilado nos Estados Unidos Fethullah Gulen de estar por trás desta iniciativa sangrenta. O regime turco considera que Gulen, um ex-aliado de Erdogan, lidera uma "organização terrorista". Ancara já pediu a Washington a expulsão do clérigo, o que os americanos recusaram.

"O país que ficar ao lado de Fethullah Gülen não é nosso amigo", disse Yildirim, sem mencionar diretamente os Estados Unidos, aliados de Ancara no âmbito da Otan.

"Eu rejeito categoricamente essas acusações", reagiu o imã Fethullah Gülen em um comunicado. "Sofri vários golpes de Estado militares nos últimos 50 anos e considero insultante ser acusado de ter alguma ligação com esta tentativa".

'Donos das ruas' 

 
Pouco antes de Yildirim, o general Ümit Dündar, chefe interino do Exército, anunciou que "a tentativa de golpe foi frustrada". Apesar desta declaração, a presidente Erdogan, muito criticado nos últimos anos por suas tendências autoritárias, escreveu em seu Twitter que "devemos continuar a ser os donos das ruas (...) porque uma nova onda é possível".

Os confrontos, com aviões e tanques, resultaram em cenas de violência em Ancara e Istambul. Milhares de pessoas, muitas das quais agitando bandeiras turcas, enfrentaram os soldados rebeldes, subindo nos tanques implantados nas ruas ou recebendo Erdogan no aeroporto de Istambul.

Pouco antes da meia-noite (18h de Brasília), um comunicado das "forças armadas turcas" anunciou a proclamação da lei marcial e um toque de recolher em todo o país, após a mobilização de tropas em Istambul e na capital Ancara.

Os líderes do golpe justificaram a "tomada do poder", pela necessidade de "garantir e restabelecer a ordem constitucional, a democracia, os direitos humanos e as liberdades e deixar a lei prevalecer".

'Traição'

 
Em Marmaris (oeste), onde estava de férias, o presidente Erdogan lançou imediatamente um apelo à população para se opor ao golpe, em um discurso transmitido ao vivo na televisão a partir de um celular.

"Há na Turquia um governo e um presidente eleitos pelo povo (...) e se Deus quiser, vamos superar este desafio", afirmou.

"Aqueles que foram às ruas com tanques serão capturados", garantiu em sua chegada a Istambul, denunciando "uma traição" liderada por soldados golpistas, a quem ele acusa de estar ligados a Fethullah Gülen.

Muitos líderes militares criticaram publicamente durante a noite os golpistas, denunciando "um ato ilegal" e apelando os rebeldes a retornarem às suas casernas.

Cerca de 200 soldados, que estavam entrincheirados na sede do Estado-Maior, renderam-se. E o general Dündar prometeu "limpar o exército de membros de estruturas paralelas", em uma referência óbvia aos partidários de Fethullah Gulen.

Desde a chegada ao poder de Erdogan, a hierarquia militar foi purgada várias vezes.

O exército deste país membro da Otan, com 80 milhões de habitantes, realizou três golpes de Estado (1960, 1971, 1980) e forçou um governo de inspiração islâmica a deixar o poder sem violência em 1997. No início da tarde deste sábado, os tiros esporádicos tinham cessado em Istambul e Ancara, onde o Parlamento turco se reuniu em sessão extraordinária.

Na capital, aviões de caça haviam voado durante à noite a baixa altitude, e o Parlamento foi alvo de uma série de ataques aéreos. Mais tarde, um avião lançou uma bomba perto do palácio presidencial.

As condenações internacionais se multiplicaram. O presidente americano Barack Obama pediu apoio ao governo turco "eleito democraticamente", a União Europeia exigiu um "rápido retorno à ordem constitucional" e Israel expressou seu apoio "ao processo democrático".

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, elogiou, por sua vez, o "forte apoio" à "democracia" demonstrado pela sociedade política e civil na Turquia, e Moscou considerou que a tentativa de golpe aumentava "os riscos para a estabilidade regional e internacional".


Turquia prende líder do Segundo Exército após tentativa de golpe

General Adem Huduti é o oficial mais graduado a ser apreendido até agora.
Tentativa de golpe na Turquia deixou 265 mortos, entre civis e militares.


Reuters


As autoridades turcas detiveram neste sábado (16) o comandante do Segundo Exército, relacionado à tentativa de golpe militar, de acordo com a agência de notícias Anadolu. O confronto entre parte da população e as Forças Armadas deixou 265 mortos - 161 civis e 104 militares contrários ao governo.

O general Adem Huduti é o oficial mais graduado a ser apreendido até o momento. O Segundo Exército, com sede em Malatya, protege as fronteiras da Turquia com a Síria, o Iraque e o Irã.


Bombardeio causou destruição no Parlamento da Turquia (Foto: Burhan Ozbilici/AP)
Bombardeio causou destruição no Parlamento da Turquia (Foto: Burhan Ozbilici/AP)

Mudanças no Exército

 
Outras reformulações também foram feitas pelo presidente. Erdogan já planejava, há muito tempo, afastar alguns militares do poder, segundo fontes. Após a tentativa de golpe, o presidente turco demitiu 5 generais, 29 coronéis e substituiu o chefe maior das Forças Armadas, capturado por militares rebeldes.

Embora a lei do país não preveja este tipo de punição, já se fala em pena de morte para os apoiadores do golpe.

Na noite em que tentaram derrubar o governo, militares de baixo e médio escalão bloquearam portos e pontes e usaram aviões de guerra para sobrevoar a cidade de Ancara. Sedes do veículo jornalístico CNN foram invadidas por homens armados. Um helicóptero atirava em pessoas comuns.

Durante a tentativa de golpe, o presidente Erdogan gravou um vídeo em que pedia apoio da população para conter o avanço dos militares. Enquanto isso, sobrevoava o país em um avião. Parte do povo acatou a ordem e saiu às ruas para defender o governo, enfrentando os militares. Tanques foram tomados pela multidão, que retirava à força os membros das Forças Armadas de seus blindados.

Após o confronto, que deixou mais de 1.400 feridos e 2.800 presos, alguns militares se renderam e pediram asilo político. Nesta manhã (16), ainda havia explosões e sinais de confronto no país.

Estrutura do Exército

 
Com 510.600 ativos, o Exército turco é o segundo em termos de efetivos da Otan, atrás apenas do Exército dos Estados Unidos, e é considerado uma das forças mais bem treinadas do mundo. Na sexta-feira à noite, militares rebeldes tentaram aplicar um golpe de Estado, mas que acabou sendo frustrado.

As Forças Armadas turcas reúnem 402.000 homens no Exército (77.000 profissionais e 325.000 recrutas), cerca de 48.600 na Marinha (14.100 e 34.500) e 60.100 na Aeronáutica (28.600 e 31.500), de acordo com o relatório 2016 do Instituto de reflexão estratégica IISS, com sede em Londres.

A esta capacidade, é possível somar mais de 102.200 membros da Guarda Nacional, de acordo com dados de 2015.

Além disso, a Turquia conta com 378.700 reservistas nos três corpos das suas Forças Armadas.

Depois de um período de constante declínio, o número de militares, que somavam mais de 800.000 ativos em 1985, estabilizou-se nos últimos anos.

Desde a chegada ao poder do presidente turco Recep Tayyip Erdogan, a hierarquia militar foi purgada várias vezes.

O Exército deste país estratégico da Otan, que conta com 80 milhões de habitantes, já realizou três golpes de Estado (1960, 1971, 1980) e forçou um governo de inspiração islâmica a deixar, sem derramamento de sangue, o poder em 1997.

Neste sábado de manhã, o general Ümit Dündar, chefe interino do Exército turco, anunciou que o golpe militar havia sido "frustrado". Ele acrescentou que 104 golpistas foram mortos e 1.563 militares tinham sido presos.

Em termos de equipamentos, as Forças Armadas turcas estão bem equipadas para consolidar a sua defesa territorial, particularmente contra a ameaça dos separatistas curdos.

A Turquia também está participando na coalizão internacional contra os extremistas do grupo Estado Islâmico.

Parte de seu arsenal, no entanto, é considerada pelos especialistas como antiquada, mesmo que, de acordo com o instituto IHS Jane's, com sede em Londres, tenha feito progressos significativos desde o início de 1990.

De acordo com o IISS, a força aérea dispõe de 364 aviões de combate, em sua grande maioria modelos Falcon F-16 e os antigos Phantom F-4.

Quanto à Marinha, ela tem boas capacidades em termos de combate a submarinos e de guerra de superfície, de acordo com especialistas. Ela dispõe de 13 submarinos, 18 fragatas e seis corvetas.


14 julho 2016

Caça da FAB realiza voo de interceptação sobre o Parque Olímpico

A Força Aérea Brasileira (FAB) realizou nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro, um treinamento de interceptação envolvendo um F-5 do Primeiro Grupo de Aviação de Caça, sediado na Base Aérea de Santa Cruz, que sobrevoou o Parque Olímpico da Barra.


Sputnik

O voo foi realizado logo após a coletiva de imprensa que apresentou as ações da FAB durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. 


Caça F-5 da FAB em voo de interceptação
 

Mais de 15 mil militares da Força Aérea e 80 aeronaves serão destacados para operações de gerenciamento do fluxo de tráfego aéreo, defesa aérea e missões em terra, que incluem recepção a chefes de Estado, abordagem a aeronaves que realizarem pouso obrigatório e, também, defesa biológica, química, radiológica e nuclear.



Confira os 5 problemas mais graves do exército dos EUA

Em um tempo em quando as ameaças contra os EUA estão crescendo, o exército dos EUA enfrenta uma crise de disponibilidade para combater que prejudica sua capacidade para defender o país.


Sputnik

Segundo a opinião do presidente da Comissão de Serviços Armados da Câmara dos Representantes Mac Thornberry, esse tipo de falta de preparação ocorreu por causa de "cortes orçamentais associados a destacamentos [para o estrangeiro] a um ritmo e em número que não têm diminuído muito".


Exército dos EUA
© AP Photo/ Mindaugas Kulbis

O analista identificou cinco fatos alarmantes causados pela crise de disponibilidade, comunica o jornal The National Interest.

O primeiro problema é a falta de técnicos de manutenção de aeronaves e de treinamento de pilotos."Hoje, a Força Aérea necessita de 4 mil técnicos e de mais de 700 pilotos". Não é importante quantos aviões modernizados estão disponíveis se eles não poderem voar.

O segundo problema consiste em aumento do tempo de trabalho para as equipes de manutenção da Marinha dos EUA sem um aumento de financiamento. Isso leva ao aumento de atrasos no processo de prestação da assistência técnica aos aviões.

"Em 2015, a Marinha dos EUA tinha um registro de 11 aviões em depósito, no próximo ano ela vai ter 278 fora de serviço".

O terceiro problema é, segundo o analista, só um terço do pessoal do Exército estar pronto para participar em combates, o que é extremamente insuficiente.

"Menos de um terço do Exército está pronto para satisfazer os requisitos da Orientação de Defesa Estratégica e deviam ser no mínimo dois terços".

O quarto problema é a falta de prática essencial para os pilotos.

"A Aviação dos Marines exige uma média de 10 horas de tempo de voo por mês e na verdade eles têm aproximadamente quatro horas".

O quinto problema formulado pelo analista consiste em os EUA cortarem seus gastos militares, enquanto os adversários potenciais dos EUA estão modernizando seus exércitos.

"Menos de metade das forças de combate da Força Aérea estão prontas para enfrentar concorrentes como Rússia e China".

Estas são as cinco razões que fazem o exército dos EUA ser mais fraco. Esta tendência negativa pode ser revertida, mas só com a ajuda do Congresso. É tempo para o Congresso iniciar a modernização do exército através da lei da autorização da defesa. Isto é um desafio que os EUA não podem mais ignorar. 


Dois terços das brigadas do exército dos EUA não estão prontos para a guerra

O exército norte-americano tem cada vez mais dificuldade de cumprir com a segurança do seu país, diz o The National Interest. 


Sputnik

O aniversário dos 241 anos do Exército dos EUA foi celebrado no dia 15 de junho – foram bastantes anos, durante os quais ele teve suficientes motivos para encher a nação de orgulho, não entanto, ultimamente ele não conta com a mesma glória, relata o artigo.


Base da Força Aérea dos Estados Unidos  Manas
Tropas norte-americanas © Sputnik/ Vladimir Pirogov

Os soldados norte-americanos são indispensáveis na Europa e continuam permanecendo no Afeganistão e no Iraque. Esse tipo de desafios de larga escala levou a sérios problemas com a prontidão para o combate — apenas um terço de todas as brigadas do Exército dos Estados Unidos estão prontos para o combate, disse o vice-chefe do Estado-maior, general Daniel Allyn, em seu discurso na The Heritage Foundation.

No entanto, os problemas do exército dos EUA com o atraso perante um potencial confronto não terminam aí. Desde o fim da Guerra Fria, o número de militares foi reduzido quase pela metade: de 770.000 a 481.000 em 2001, sem tomar em conta os planos do governo para dispensar 30 mil militares nos próximos anos.

A modernização das forças armadas estadunidenses se encontra parada devido aos cortes no orçamento.



McCain diz que exército dos EUA vive lamentável descompasso com a modernização

O Exército dos EUA está significativamente atrasado na modernização de seus equipamentos militares, ainda que precise de novas capacidades para responder às crescentes ameaças, acredita o senador norte-americano John McCain.


Sputnik

Ao participar de uma audiência do Comitê de Serviços Armados do Senado dos EUA para avaliar a nomeação do próximo secretário do Exército dos EUA, McCain destacou que o Exército do país foi “essencialmente organizado e equipado como o era nos anos 1980”. 


Senador John McCain

“Enquanto isso, o Exército está lamentavelmente atrasado com a modernização. O Exército precisa ser modernizado para as duras realidades da guerra do século 21” – declarou o senador.

Ele observou que as principais forças do Exército norte-americano, incluindo artilharia, tropas blindadas e engenheiros, foram reduzidas para níveis que estão a comprometer a sua "capacidade de promover campanhas militares de qualidade”.

Em novembro de 2015 o presidente dos EUA Barack Obama assinou o orçamento de defesa para 2016 aprovado pelo Congresso. O novo orçamento, de mais de 607 bilhões de dólares, manteve as principais características do orçamento anterior, que havia sido vetado por Obama. Em particular, o documento prorroga a proibição à prisão de suspeitos estrangeiros de terrorismo no presídio de Guantánamo, em Cuba.

Além disso, o orçamento prevê gastos com ajuda militar à Ucrânia no valor de 300 milhões de dólares, caso a mesma seja considerada necessária pela administração presidencial do país.


Navios de guerra iranianos assustam marinheiros americanos

Cinco navios da Guarda Revolucionária do Irã navegaram perigosamente perto de um navio de guerra dos EUA no Estreito de Hormuz, informa a agência Fox News, citando o general Joseph Votel, que se encontrava a bordo do navio dos Estados Unidos no momento do incidente. 


Sputnik

"O New Orleans, navio estadunidense, navegava nas águas internacionais do estreito. O incidente causou preocupação porque aquela manobra perigosa poderia ter sido fatal para o meu navio, que transportava cerca de 700 marinheiros", disse Votel.


Um artilheiro a bordo do navio americano New Orleans no Estreito de Hormuz
Um artilheiro a bordo do navio norte-americano New Orleans © REUTERS/ Phil Stewart

Os cinco navios iranianos incluíam quatro barcos de patrulha pequenos e um navio maior de ataque rápido, chamado de Houdong. Pelo menos um dos barcos de patrulha estava equipado com uma metralhadora de calibre 50. Eles se aproximaram a uma distância de apenas algumas centenas de metros do navio americano.

Ao mesmo tempo, os militares dos EUA reconheceram que o incidente não pode ser considerado como grave, porque que tais encontros são muito comuns. De acordo com o general, só em 2015 aconteceram pelo menos 300 situações semelhantes envolvendo navios iranianos.



Força Aérea portuguesa abre inquérito a acidente que fez três mortos

Um C-130 da Força Aérea Portuguesa incendiou-se, esta segunda-feira de manhã, na Base Aérea número 6, no Montijo


Ana Correia Costa, Carlos Varela e Mário Freire | Jornal de Notícias

Segundo apurou o JN, há pelo menos três mortos e um ferido grave. O avião ficou praticamente destruído na sequência do incêndio, mas são ainda desconhecidas as causas. Sabe-se, no entanto, que morreu o comandante e piloto da aeronave, um tenente-coronel; o co-piloto, com o posto de capitão; e um sargento, ou seja, três dos sete tripulantes que seguiam a bordo do C-130. Há ainda mais três feridos.


Foto: Tiago Miranda

A frente do avião, em particular o "cockpit", foi a área mais atingida da aeronave, um facto que está a causar alguma estranheza, uma vez que os incêndios em aeronaves são mais comuns na zona dos motores.

O C-130 em causa pertence à esquadra 501, conhecida como "Os Bisontes". Estaria a levantar voo, na Base Aérea do Montijo, quando começaram as chamas, no interior da aeronave, por razões desconhecidas.

A Força Aérea Portuguesa (FAP) já anunciou a abertura de um inquérito. "A análise às causas do acidente irá seguir os procedimentos previstos, através de um inquérito conduzido pela Comissão Central de Investigação da Força Aérea. A Força Aérea está de luto", refere a FAP em comunicado.

"A bordo da aeronave estavam sete tripulantes. O acidente causou três vítimas mortais, um ferido grave e três feridos ligeiros, todos militares da Força Aérea", acrescentou a FAP, adiantando que o acidente ocorreu cerca das 12 horas.

Ainda segundo a Força Aérea, os feridos foram assistidos no local e depois transportados para unidades hospitalares.

De acordo com a página da Autoridade Nacional da Proteção Civil na internet, o alerta para o acidente foi dado às 12:20 horas e pelas 14.30 horas estavam no local 49 operacionais e 16 veículos.

Ministro da Defesa manifestou pesar

O ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, manifestou hoje em nome pessoal e do Governo profundo pesar pela morte dos três militares. "A dedicação, a entrega e o serviço ao país prestado pelos militares que hoje pereceram não podem ser esquecidos. O Governo manifesta aos familiares, amigos e camaradas das vítimas as suas mais profundas condolências", referiu o ministro da Defesa, em comunicado.

José Alberto Azeredo Lopes deslocou-se hoje à tarde ao local do acidente, Base Aérea número 6, Montijo, para transmitir o "profundo pesar" em seu nome pessoal e em representação do Governo ao chefe do Estado Maior da Força Aérea, Manuel Rolo, que lhe expôs as "circunstâncias do acidente, o apoio prestado às vítimas e aos seus familiares".


09 julho 2016

O céu é o limite: Iraque recebe helicópteros russos

As Forças Armadas iraquianas receberam mais um lote de helicópteros russos Mi-28 (designação da OTAN: Havoc), informou neste sábado o Ministério da Defesa iraquiano.


Sputnik

O comunicado publicado no site do ministério indica:

"O comando da aviação do Exército recebeu mais um lote de helicópteros russos Mi-28 Caçador Noturno". 


Helicóptero de ataque Mi-28N
Mil Mi 28 NE © Sputnik/ Sergei Venyavskiy

Ainda de acordo com o documento, este modelo de helicópteros "desempenhou um papel significativo nos combates das forças terrestres [do Iraque] contra os grupos criminosos do Estado Islâmico [Daesh, proibido na Rússia] e em sua derrota durante uma série de operações".

O comunicado não especifica o número de aparelhos recebidos, mas nota que, durante os próximos dias, eles ficarão plenamente operacionais.

Cabe lembrar que o contrato de fornecimento ao Iraque de helicópteros Mi-28 NE — versão para exportação do helicóptero militar Mi-29N Caçador Noturno — foi assinado em maio do ano corrente pela estatal russa de armamentos Rosoboronexport.

De acordo com a mídia iraquiana, as Forças Armadas locais já receberam 11 helicópteros deste tipo.



Maioria de conflitos recentes foi provocada pelos EUA, diz coronel tcheco

A atmosfera em torno da 7ª cúpula da OTAN na capital da Polônia, Varsóvia, já foi marcada por declarações semi-hostis em relação à Rússia.


Sputnik


Assim, o presidente norte-americano Barack Obama declarou que a OTAN precisa de mobilizar a vontade política e tomar medidas concretas para enfrentar desafios como o grupo terrorista Daesh, a Rússia e o Brexit. No âmbito da própria cúpula, de acordo com expetativas de especialistas, pode ser tomada a decisão sobre o posicionamento de quatro batalhões militares da OTAN perto das fronteiras russas dentro da estratégia de contenção da Rússia. 


Soldados polonês prepara material bélico na véspera da cúpula da OTAN em Varsóvia, 2016
Reunião de cúpula da OTAN na Polônia © REUTERS/ Kacper Pempe

Entretanto, apesar da imagem da mídia ocidental, nem todos os europeus estão satisfeitos com os passos que estão sendo tomados pela Aliança. Entre eles está o tcheco Jiri Bures, coronel aposentado e presidente da associação Militares contra guerra que tem uma visão alternativa em relação à OTAN e seu papel na Europa.

***

A Sputnik apresenta a íntegra do comentário de Bures:

"Todas as guerras e conflitos militares após a Segunda Guerra Mundial foram na sua maioria provocados e realizados por parte dos EUA e depois a OTAN foi também arrastada neles. Isto levou milhões de vidas e provocou um dano material imenso. Os EUA aspiram a que a OTAN se torne o único gendarme, juiz e executor de direito no mundo – do direito elaborados pelos Estados Unidos. Isto foi manifestado de forma bastante clara na cúpula da OTAN em 2010.

Neste momento, o objetivo e a essência da atividade da OTAN é parar a ‘expansão’ da Rússia. A OTAN, sendo a legião europeia dos EUA, deve obedientemente executar tarefas cujo objetivo é garantir interesses geoestratégicos dos EUA. As legiões europeias devem contribuir para que os Estados Unidos tomem o controle das fontes de energia e matérias-primas.
Pode ser que na cúpula de Varsóvia seja expressado o desejo de os aliados dos EUA, membros da OTAN, se libertarem da submissão e obediência cega aos EUA e começarem a realizar uma política própria, de compreenderem que está na hora de se ocuparem eles próprios da segurança na Europa, independentemente dos EUA.

É preciso também ter em conta as mudanças sociais nos últimos 25 anos. Se as prioridades da cúpula forem colocadas da mesma maneira como elas estão sendo colocadas no momento, a possibilidade de melhorar a situação ficará bem longe; finalmente, haverá uma aproximação do território euro-atlântico às fronteiras da Rússia.

Isso poderia conduzir ao crescimento constante da tensão na Europa".



Ucranianos deslocam lançadores múltiplos de foguetes para Donbass

As forças ucranianas estão deslocando lançadores múltiplos de foguetes Grad para Donbass, declarou o representante oficial da milícia popular da autoproclamada República Popular de Lugansk Andrei Marochko.


Sputnik

“Segundo a nossa inteligência, a norte do povoado de Rubizhne, perto da vila de Varvarovka, ao terreno da fábrica de conservas abandonada, em 7 de julho chegaram quatros lançadores múltiplos de foguetes (LMF) BM-21 Grad, disse Marochko à mídia.


Lançador múltiplo de foguetes BM-21 Grad
Lançador múltiplo de foguetes BM-21 Grad © Sputnik/ Igor Russak

De acordo com as autoridades da república autoproclamada, dez tanques T-64 da brigada mecanizada № 24 do Exército Ucraniano estão estacionados no distrito de Popasnaia, perto da linha de contato em Donbass.

“A milícia popular cumpre os acordos da paz alcançados em Minsk, apesar de provocações contínuas das forças ucranianas”, – disse Marochko.

O Ministério da Defesa da República Popular de Donetsk também assinala que o Exército Ucraniano está concentrando forças perto da linha de contato. De acordo com declarações do ministro Denis Sinenkov, a inteligência de Donetsk na última semana descobriu um grande número de LMF Grad, tanques, morteiros e artilharia.

O Ministério da Defesa acredita que as forças armadas ucranianas se preparam para uma escalação na região de Gorlovka e Staromikhailovka e não excluem provocações em Dokuchaevsk.