09 dezembro 2016

Kremlin: Após levantamento do embargo pelos EUA, armas podem cair nas mãos de terroristas

O fato de os lançadores de mísseis poderem vir a cair nas mãos dos terroristas no Oriente Médio seria o pior resultado do levantamento do embargo de armas pelos EUA, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.


Sputnik


O presidente dos EUA Barack Obama levantou na quinta-feira (8) embargo ao fornecimento de armas, munições e equipamento militar aos aliados dos EUA na luta contra o terrorismo na Síria. 


Exército Livre da Síria checando munições nos arredores de Aleppo, na Síria
Terroristas em Aleppo checando munições © AP Photo/ Khalil Hamra

"Aqui é preciso compreender com muita cautela o objetivo, perceber as intenções e compreender os detalhes desta decisão. Sem dúvida, o pior resultado desta decisão seria diversos tipos de armas, inclusive lançadores de mísseis portáteis, poderem ir parar nas mãos dos terroristas, o que contradiz as convenções internacionais dedicadas a este assunto e representa uma ameaça séria não somente para a região <…>, mas para todo o mundo ", disse Peskov. 


Peskov afirmou que isso também é uma ameaça para a Força Aeroespacial da Rússia na Síria. 

"Embora, com certeza, haja certos meios de proteção. São tecnologias contemporâneas, há medidas de precaução que os pilotos nestas condições devem observar. Mas claro que a ameaça é ainda muito grande", acrescentou. 

Mais cedo, os EUA informaram sobre fornecimento de lotes limitados de armas e munições à oposição síria. 

Desde 2014 os EUA realizam ataques na Síria contra o grupo radical Daesh sem permissão das autoridades sírias. No país atuam também grupos das forças especiais norte-americanas que ajudam as forças locais não controladas pelo governo sírio a lutar contra os terroristas. Se trata, em particular, das chamadas Forças Democráticas da Síria e de outros grupos, cuja lista os EUA se recusam a publicar.


Aliados desunidos: os EUA anunciam que não apoiam operação turca em Al-Bab

O coronel da Força Aérea dos Estados Unidos John Dorrian, porta-voz da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos que combate o grupo terrorista Daesh na Síria e no Iraque, disse que a coalizão ocidental não apoia a operação da Turquia para libertar a cidade síria de Al-Bab.


Sputnik


Ao mesmo tempo, o comando militar da Turquia tomou a decisão de enviar para a Síria tropas adicionais, compostas por 300 combatentes de unidades especiais para participar da operação Escudo do Eufrates. Isso demonstra a existência de divergências sérias entre Ancara e Washington quanto à atual situação na Síria. A Turquia não mais confia nos parceiros ocidentais e prefere agir em colaboração e coordenação com as forças governamentais russas e sírias. Erdogan Karakus, ex-comandante da base aérea turca e da Agência Nacional turca de Aviação, fala sobre estas divergências em uma entrevista à Sputnik Turquia. 


Soldados turcos estão em cima de tanque do exército turco de volta para a Turquia da cidade fronteiriça sírio-turca de Jarabulus em setembro na cidade fronteiriça turco-síria de Karkamis
Tropas turcas na fronteira com a Síria © AFP 2016/ BULENT KILIC

"Desde o início, os EUA foram contra as nossas operações na Síria. O objetivo dos EUA é claro — estender o corredor curdo ao longo das fronteiras turcas até a província de Hatay, o que lhes permitirá exercer uma pressão constante sobre a Turquia. É óbvio que a operação das unidades turcas para a libertação da cidade de Al-Bab não se encaixa nos planos de Washington. Por isso, as declarações categóricas dos americanos contra esta operação americana são um fenômeno natural." 


Karakus adicionou que a Turquia, em termos de seus interesses nacionais, deve coordenar as suas ações na Síria com a Rússia e as forças governamentais sírias. A Turquia não precisa dos territórios sírios. Mas na Turquia agora estão 3 milhões de cidadãos sírios. Ancara gostaria de definir na Síria as condições para a sua acomodação neste país.

Erdogan Karakus afirmou que é do interesse da Turquia trabalhar em conjunto com a Rússia e o governo sírio. É claro que a Turquia não pode permitir a ocupação de Raqqa e seus arredores pelos americanos e as forças curdas de autodefesa.

"Na minha opinião, a Turquia está bem ciente da situação na república árabe e conhece as intenções dos países ocidentais. Agora, aparentemente, Ancara fará tudo para reduzir a influência da coalizão ocidental na Síria e no Iraque. E isso só é possível em condições de estreita cooperação e coordenação das suas ações com Moscou e Damasco. É por isso que trabalhar com eles é tão importante para Ancara."


Fonte na Casa Branca explica o motivo da liberação do fornecimento de armas para Síria

A liberação de fornecimento de armas aos aliados dos EUA na Síria está relacionada à operação para libertação de Raqqa do domínio do Daesh, informou à Sputnik um representante da Casa Branca.


Sputnik


Nesta quinta-feira, o presidente dos EUA, Barack Obama, revogou o embargo de fornecimento de armas para Síria, que é considerada por Washington como um país patrocinador do terrorismo. O memorando correspondente foi encaminhado aos chefes do Departamento de Estado e do Pentágono. 


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Barack Obama, presidente dos EUA

“Essa liberação, solicitada pelo ministério da Defesa e assinada hoje pelo presidente, permite o fornecimento de equipamentos aos parceiros que estão preparando a campanha em Raqqa, a medida que nós ampliamos e fortalecemos os laços com as forças contrárias ao Daesh”, explicou o interlocutor da agência. 


“Síria é um Estado patrocinador do terrorismo. Desse modo, de tempos em tempos, o presidente precisa revogar os embargos pois, caso contrário, os militares dos EUA ficarão proibidos de fornecer armas aos nossos parceiros, que realizam operações antiterroristas na Síria”, disse a fonte na administração norte-americana. 

Desde 2014, os EUA realizam ataques aéreos na Síria contra o grupo terrorista Daesh, sem autorização dos governo deste país. Além disso, equipes das forças especiais americanas atuam na república árabe, oferecendo suporte aos opositores do presidente sírio Bashar Assad no combate ao terrorismo.

Raqqa é considerada a capital não oficial do Daesh na Síria e segundo centro do grupo terrorista na região, depois de Mossul (Iraque). A cidade de aproximadamente 300 mil habitantes foi tomada pelos jihadistas em 2013. As forças da oposição síria vem realizando uma operação de bloqueio à cidade nos últimos meses, no âmbito dos preparativos para a sua libertação.



Levantamento das restrições ao fornecimento de armas agravará situação na Síria

O levantamento pelos EUA das restrições formais ao fornecimento de armas, munições e equipamento militar para os aliados ocidentais na luta com o terrorismo na Síria visa provocar uma nova escalada da tensão neste país, disse o vice-chefe do Comitê de Defesa da Duma de Estado, Yury Shvytkin. 


Sputnik

De acordo com o serviço de Imprensa da Casa Branca, o presidente dos EUA, Barack Obama, na quinta-feira (8) levantou as restrições formais ao fornecimento de armas, munições e equipamento militar para os aliados dos EUA envolvidos na luta contra o terrorismo na Síria. 


Cidade de Khan al-Shih veio sob o controle completo das autoridades sírias
Armamento apreendido com terroristas na Síria | Serviço de imprensa do Ministério de Defesa russo


"Eu acho que isto é um passo com um determinado objetivo, a criação de uma escapatória legal para armar a oposição moderada. E, claro, sob o pretexto do armamento da oposição moderada na luta contra o Daesh, também indiretamente o armamento dos terroristas", disse o deputado a RIA Novosti nesta sexta-feira (9).

De acordo com ele, há numerosos casos em que, sob o pretexto de a oposição moderada estar lutando contra o terrorismo, "na verdade, acontece exatamente ao contrário e o resultado disso é o recente ataque de morteiro contra o nosso hospital militar."

"Claro que este passo provoca perplexidade, e claramente, ele visa provocar, do meu ponto de vista, uma nova escalada da tensão na luta contra o terrorismo na República da Síria", acrescentou Shvytkin.


EUA não querem MANPADS na Síria, apesar de terem liberado fornecimento de armas

Os EUA “não querem” que sistemas portáteis de defesa aérea (MANPADS) cheguem à Síria, apesar de o presidente Barack Obama ter suspendido as restrições de ajuda militar ontem (8), segundo disse o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Mark Toner, em um briefing nesta sexta-feira (9). 


Sputnik

Mais cedo nesta sexta, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, alertou que os MANPADS poderiam cair nas mãos de terroristas depois que Obama renunciou às restrições legais ao fornecimento de artigos de defesa às forças estrangeiras na Síria. 


Rebelde sírio portando um MANPADS em Teir Maalah, norte de Homs, abril de 2016
Terrorista com MANPAD em Homs, Síria © AFP 2016/ MAHMOUD TAHA


"Nossa posição em relação aos MANPADS não mudou", disse Toner. "Nós não queremos ver esse tipo de armamento entrando na Síria".
 

Obama renunciou às restrições, explicou Toner, para que os Estados Unidos pudessem reforçar as forças locais na Síria para derrotar o grupo terrorista Daesh (autodenominado Estado Islâmico).

Um funcionário da administração do governo dos EUA disse à Sputnik na quinta-feira que Obama levantou as restrições para facilitar a ofensiva de retomada da cidade de Raqqa. 


Em outubro, a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, disse que Moscou estava ciente de casos em que militantes sírios perto de Aleppo obtiveram MANPADS fabricados nos Estados Unidos.


Assembleia da ONU aprova resolução pedindo suspensão de hostilidades na Síria

Medida tem peso político apenas; Rússia disse nesta sexta que cerco a Aleppo continua até que rebeldes sejam totalmente retirados da cidade.


G1


A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou por 122 a 13 uma resolução demandando a cessação imediata das hostilidades na Síria, o acesso à ajuda humanitária em todo o país e o fim de todos os cercos, incluindo o de Aleppo. 


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Aleppo, Síria

Trinta e seis países se abstiveram na votação da resolução redigida pelo Canadá sobre o conflito sírio, de quase seis anos. As resoluções da Assembléia Geral não são vinculantes (não são de cumprimento obrigatório pelos países), mas podem ter peso político.

A aprovação ocorre no mesmo dia em que a Rússia afirmou que a ofensiva militar do regime sírio na cidade de Aleppo seguirá após a paralisação desta quinta para permitir a saída de civis, e se prolongará até a completa saída dos grupos rebeldes.

O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, deu conta da postura da Rússia e seu aliado, o presidente sírio Bashar al-Assad, em um encontro com os veículos de imprensa por causa do conselho da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE), que termina nesta sexta após dois dias de sessões e encontros em Hamburgo (nordeste da Alemanha).

A suspensão das ações de quinta nunca esteve projetada para ser duradoura, esclareceu Lavrov, mas foi uma medida conjuntural dado o volume de civis que queriam fugir dos bairros no leste da cidade síria, os controlados desde 2012 pelos rebeldes, por causa dos intensos bombardeios.

Neste sentido, acrescentou que "com toda segurança" o Exército sírio reativará sua ofensiva quando terminar esta emergência humanitária e que a manterá "até que os bandidos abandonem o leste de Aleppo".

De fato, o Observatório Sírio de Direitos Humanos informou sobre quatro novos bombardeios --por enquanto, sem vítimas-- nos bairros assediados do leste da cidade síria de Aleppo, controlados pelos rebeldes.

Lavrov negou, além disso, que estejam ocorrendo "táticas dilatórias" à espera da chegada ao poder da nova administração nos EUA e lembrou que nos últimos dois dias manteve três encontros pessoais e quatro conversas telefônicas com o secretário de Estado americano, John Kerry.

Graças a estes contatos, no sábado serão retomadas as negociações em nível diplomático e militar em Genebra entre Rússia e Estados Unidos para abordar a saída dos rebeldes do leste de Aleppo.

Estas novas conversas, prosseguiu o ministro russo, são uma "grande oportunidade" para melhorar a cooperação entre Washington e Moscou.

O ministro das Relações Exteriores alemão, Frank-Walter Steinmeier, que exerce a presidência rotatória da OSCE, disse que "não estamos onde deveríamos" na questão síria, mas qualificou este acordo de "um pequeno passo adiante".

A reabertura dos contatos entre Rússia e EUA em torno de Aleppo é o único resultado concreto a curto prazo do conselho da OSCE, apesar de que -por competências- não foi um assunto abordado propriamente nas sessões oficiais.



Mais 8,5 mil civis deixaram bairros controlados por terroristas em Aleppo

Cerca de 8,5 mil pessoas, entre elas 2,9 mil crianças, conseguiram deixar os bairros controlados por terroristas em Aleppo nas últimas 24 horas, com auxílio de militares russos, informou nesta sexta-feira o Centro para a Reconciliação na Síria russo.


Sputnik


“Somente nas últimas 24 horas, 8 mil e 461 civis, entre estes 2 mil e 934 crianças, deixaram os bairros controlados por militantes terroristas em Aleppo, com auxílio do Centro para a Reconciliação na Síria russo”, informou o comunicado da organização. 


Crianças no corredor humanitário na parte leste de Aleppo, na Síria
Crianças no corredor humanitário em Aleppo, Síria © Sputnik/ Mikhael Alaeddin

O centro russo continua ajudando os moradores locais que tentam fugir dos bairros orientais de Aleppo, controlados por terroristas, destaca o informe. Além disso, 14 jihadistas depuseram as armas, se transferiram para Aleppo ocidental e foram anistiados. 


O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, informou na noite desta quinta-feira que as atividades do exército sírio na Aleppo oriental foram temporariamente suspensas para a realização da operação de retirada de civis. 

Durante as últimas três semanas, as tropas sírias e milícias populares liberaram mais de 80% da Aleppo oriental, ocupada por terroristas desde 2012. No sábado, as tropas do governo romperam a defesa dos jihadistas no centro histórico da cidade, obrigando os terroristas a recuar para os bairros do sul. Agora esta é a última zona de resistência dos jihadistas. Segundo Damasco, agora os radicais controlam, no máximo, de 10 a 12 quilômetros quadrados da Aleppo oriental.


10 mortos, mais de 50 feridos na sequência de bombardeio em Aleppo

Dez pessoas morreram e mais de 50 ficaram feridas em resultado de um ataque realizado por terroristas em dois bairros durante a oração de sexta-feira. 


Sputnik

Pelo menos dez pessoas morreram e mais de 50 sofreram ferimentos de diferentes graus de gravidade em resultado de bombardeios realizados por agrupamentos terroristas em dois bairros da cidade síria de Aleppo durante a oração de sexta-feira, informa o jornal Al-Watan. 


Mesquita em Aleppo
Aleppo, Síria © Sputnik/ Ilia Pitalev


De acordo com os dados do jornal, os projéteis lançados por terroristas explodiram nos bairros de al-Azamia e Seif al-Dawla. Como destaca a edição, logo depois do ataque o exército sírio lançou um ataque de resposta contra o bairro a partir do qual foi realizado o bombardeio. 

A oração de sexta-feira é obrigatória para todos os homens muçulmanos solteiros e maiores da idade, a não comparência nesta oração é inadmissível sem uma causa justificável.

A artilharia do exército sírio recomeçou os ataques contra posições e postos de comando dos grupos radicais na parte sudeste da cidade. As ofensivas, como informou antes a fonte militar à RIA Novosti, foram reiniciadas em todas as frentes depois de realizada a maior evacuação até hoje de civis para fora da zona de combates.

Durante as últimas três semanas o exército governamental e tropas irregulares sírias libertaram mais de 80% do território de Aleppo oriental, que foi tomada por extremistas em 2012. Agora os jihadistas estão nos bairros do sul e esta é a sua última zona de resistência. De acordo com as milícias, neste momento os radicais controlam oito bairros cuja superfície total não supera os 10-12 quilômetros quadrados. 


Como declarou o presidente sírio Bashar Assad em uma entrevista ao jornal Al-Watan, a retomada de controle da capital do norte do país "não significará o fim da guerra na Síria, mas será um grande passo nessa direção".


Militantes bombardeiam bairros residenciais de Aleppo enquanto exército sírio faz ofensiva

Na sexta-feira (9), grupos armados, que continuam retendo vários bairros de Aleppo oriental, bombardearam com mísseis um dos bairros controlados pelo governo, informou uma fonte militar à agência RIA Novosti.


Sputnik


Segundo informado, o bairro em questão é o ez-Zahra, que vem sendo alvo de terroristas. A fonte aponta que o ataque não deixou vítimas e que alguns feridos receberam assistência médica. 


Um soldado russo se aproxima de um veículo militar no bairro de Hanono, controlado por forças governamentais de Assad, em Aleppo, na Síria, em 4 de dezembro de 2016
Aleppo, Síria © REUTERS/ Omar Sanadiki

Em 9 de dezembro, a artilharia do exército sírio reiniciou ataques contra as posições e postos de comando de grupos radicais em Aleppo oriental. As ofensivas foram retomadas em toda a frente de combate após o término da operação de larga escala que visava retirar civis da zona de ações militares. O comboio composto de 8 mil pessoas ultrapassou mais de cinco quilômetros, todos os residentes foram levados para abrigos provisórios. 


Durante as últimas três semanas, tropas sírias e a milícia libertaram mais de 80% do território de Aleppo oriental, dominado pelos terroristas em 2012. Segundo as fontes da milícia, atualmente, os radicais estão controlando oito bairros urbanos. 

Entretanto, vários analistas entrevistados pela RIA Novosti acham que a sequência de vitórias decisivas do exército sírio dá razão para acreditar na libertação de Aleppo oriental já nos próximos dias.

08 dezembro 2016

Lavrov: Exército Sírio suspendeu operações de combate em Aleppo

O Exército Árabe Sírio suspendeu suas operações de combate em Aleppo nesta quinta-feira, segundo anunciou o ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov.


Sputnik


"Hoje, as atividades de combate do Exército Sírio no leste de Aleppo foram suspensas devido à grande operação, durante o tempo todo, de evacuação de civis. Uma coluna de 8 mil pessoas, é uma grande operação. A rota tem cerca de 5 quilômetros", explicou Lavrov, acusando os países ocidentais de não apresentar nenhuma medida realmente concreta para resolver a crise humanitária na região. 


Sergei Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia, durante um encontro com estudantes do Instituto de Relações Internacionais de Moscou (arquivo)
Sergei Lavrov © Sputnik/ Valeriy Melnikov

De acordo com o chanceler, a Rússia está disposta a lutar contra os terroristas na Síria "até o fim", de acordo com resolução do Conselho de Segurança da ONU. 


"Nossa estratégia é muito simples, uma vez que é baseada em uma resolução do CS da ONU que afirma que os terroristas devem ser implacavelmente combatidos até sua completa eliminação." 

O ministro espera discutir a retirada de militantes da cidade de Aleppo durante um encontro em Genebra, no próximo dia 10, com representantes dos Estados Unidos, país que, segundo ele, não vê os extremistas da Frente al-Nusra como alvos. 

"Durante todas as nossas negociações, eles (os americanos) se esforçaram para realizar acordos de forma a excluir a Frente al-Nusra como alvo de ataques", afirmou. 

Por último, Sergei Lavrov se queixou também do comportamento do enviado das Nações Unidas para a Síria, Staffan de Mistura, e pediu que ele pare de "sabotar" o processo político na República Árabe.


07 dezembro 2016

Iraque: Ataque aéreo deixa mais de 70 civis mortos e 100 feridos em Al Qaim

Os eventos ocorreram na cidade de Al-Qaim, na província de Anbar, oeste do país, perto da fronteira com a Síria. Entre os mortos e feridos há mulheres e crianças.


Sputnik


Mais de 70 civis foram mortos e cerca de 100 ficaram feridos após um ataque aéreo na cidade iraquiana de Al-Qaim, situada perto da fronteira com a Síria, de acordo com o canal Al-Arabiya. 


Cidade de Al-Qaim, na fronteira com a Síria, em foto de 29 de outubro de 2005
Al Qaim, Iraque © AFP 2016/ PATRICK BAZ

Aeronaves não identificadas bombardearam o mercado central da cidade, matando pelo menos 20 pessoas no local, bem como os bairros orientais de Al-Qaim, segundo relataram testemunhas citadas pela BBC. 


Entre os mortos e feridos, estima-se que havia 12 mulheres e 19 crianças.

Até agora, nenhum grupo reivindicou a responsabilidade pelo massacre. 


A agência de notícias Amaq, afiliada ao Daesh (autodenominado Estado Islâmico), publicou um vídeo chocante na Internet supostamente mostrando o cenário pós-ataque, classificado pela agência como um "massacre perpetrado por aviões iraquianos". 

A coalizão liderada pelos EUA, que está apoiando o governo iraquiano em sua luta contra o Daesh, também realizou ataques aéreos em torno de Al-Qaim.

Putin condecora russos que foram mortos em Aleppo

O presidente russo, Vladimir Putin, além de condecorar os militares que morreram na Síria, prestou prontidão no auxílio às famílias das vítimas. 


Sputnik

"Correndo risco de morte, os militares russos estão fazendo todo o possível para ajudar o exército sírio na luta contra o terrorismo e para salvar a vida de civis. Vocês sabem que, no dia 5 de dezembro, nos seus postos, foram assassinadas as médicas do hospital militar — as sargentos Nadezhda Vladimirovna Durachenko e Galina Viktorovna Mikhaylova. Ontem, na Síria, após sofrer graves ferimentos nos bombardeios dos terroristas, morreu o coronel Ruslan Viktorovich Galitsky. Honremos a memória deles com um minuto de silêncio", disse Putin durante uma reunião com oficiais superiores e procuradores.


O presidente russo, Vladimir Putin apresentou condecorações para os militares que participaram nas operações anti-terroristas na Síria
Presidente da Rússia Vladimir Putin © Sputnik/ Sergei Guneev

Após o minuto de silêncio, o supremo comandante ordenou a condecoração e prestação de assistência necessária às famílias das vítimas pelo Ministério da Defesa.

"Eu peço ao Ministério da Defesa que condecore os nossos companheiros e companheiras e que preste toda a assistência aos parentes nesses tempos difíceis", disse Putin.

Anteriormente, o porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov, informou que militantes atacaram o hospital móvel russo instalado em Aleppo. Duas militares-médicas russas foram mortas. Além disso, o ataque atingiu residentes locais que aguardavam atendimento médico. Algumas horas depois, soube-se que, durante o bombardeio, um conselheiro militar russo ficou também gravemente ferido. Mais tarde, ele morreu.


Por que hospital russo foi atacado em Aleppo?

O ataque de uma hora e meia contra o hospital móvel russo, na cidade síria de Aleppo, que causou a morte de duas médicas russas, indica que grupos radicais não enfrentam quaisquer obstáculos no ataque a postos médicos para perpetuar a guerra no país devastado, disse o analista da RIA Novosti, Aleksandr Khrolenko. 


Sputnik

"Possivelmente, as pessoas que organizaram o ataque, contaram com uma forte resposta das forças governamentais e dos seus aliados encarregados de fechar todas as rotas e corredores [dos distritos em Aleppo oriental] para os rebeldes" que consideram se render, notou o analista.


Vista pelo local do hospital móvel russo em Aleppo depois de ataques dos terroristas, Síria, 5 de dezembro de 2016
Hospital móvel russo bombardeado em Aleppo, Síria © REUTERS/ SANA


Os militantes e os seus financiadores ocidentais estão desesperados por causa do progresso rumo à libertação de Aleppo, afirmou Khrolenko.

As forças governamentais alcançaram grandes êxitos em Aleppo nas últimas semanas, tendo liberado mais da metade dos bairros no leste da cidade. Na quarta-feira (7), o exército sírio e os seus aliados tomaram o controle de todo o centro histórico da cidade.


"Amplamente, os militantes visavam atingir a vida pacífica da cidade, que vem se recuperando da guerra. A assistência médica oferecida aos cidadãos é um dos indicadores da aproximação da paz", disse. 

Ele acrescentou que o ataque levantou assuntos em relação aos objetivos dos países ocidentais e dos seus aliados no Oriente Médio, que estão sendo promovidos na Síria. 

"Se 'o ditador Assad' e os seus aliados estivessem sistematicamente cuidando dos cidadãos sírios, inevitavelmente surgem as questões – o que faz aqui a coalizão de 80 países, liderada pelos EUA, e o que desencadeou a guerra de muitos anos entre os 'oposicionistas' armados e o governo legítimo, exército e povo da República Árabe da Síria?", observou. 

O político curdo, Omar Hassun, indicou que o ataque contra o hospital russo em Aleppo divide os militantes em duas partes. Alguns estão prontos para largar armas e retornar à vida pacífica, enquanto outros mais radicais afirmam que lutarão até o fim.

Segundo Khrolenko, alguns militantes continuarão lutando, pois ainda recebem armas e informações de fora da cidade, embora o exército sírio e os seus aliados já tenham feito de tudo para destruir as rotas de fornecimento para bairros de Aleppo, até então controlados por militantes.

Na segunda-feira (5), o porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov, disse que militantes da chamada "oposição" síria atacaram o hospital móvel russo em Aleppo, que resultou na morte de duas médicas militares russas e deixou ferido outro médico. Além deles, o ataque atingiu residentes locais que aguardavam atendimento médico. 


Ambas as médicas serviam no hospital de Birobidzhan, capital da Região Autônoma Judaica. 

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho declarou que tais ataques comprovam que as partes beligerantes não são capazes de proteger os médicos.

Moscou: ‘Reação da OTAN sobre ataque a hospital em Aleppo é caso claro de padrões duplos’

O representante permanente da Rússia na OTAN, Alexander Grushko, disse nesta quarta-feira (7) que a reação da OTAN diante do bombardeio de um hospital móvel russo em Aleppo é um exemplo gritante da aplicação de padrões duplos por parte da aliança ocidental.


Sputnik


Grushko sublinhou que os membros da aliança não pronunciaram uma única palavra de arrependimento a respeito do caso.


Esta foto de 5 de dezembro de 2016 mostra o que restou do hospital militar russo atingido por bombardeio em Aleppo
Hospital móvel russo bombardeado em Aleppo, Síria © Sputnik/ Mikhaikl Alaeddin

"Este é um exemplo claro de padrões duplos, em que os funcionários da OTAN não puderam encontrar uma palavra sequer para expressar pesar ou compaixão nem para condenar com firmeza o ataque ao nosso hospital", disse Grushko em coletiva de imprensa. 


Nesta quarta-feira, em resposta a um pedido de comentário sobre a morte das médicas militares russas em Aleppo, o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, disse que a morte de pessoas na cidade síria salienta a necessidade de encontrar uma solução política para conflito. No entanto, Stoltenberg não mencionou o bombardeio do hospital móvel russo.


Damasco condena ataques terroristas contra hospital móvel russo em Aleppo

Damasco condena com firmeza os ataques terroristas contra o hospital móvel russo em Aleppo, diz-se no comunicado do Ministério das Relações Exteriores da Síria, divulgado na terça-feira (6). 

Sputnik

"A Síria condena com firmeza o ataque realizado pelos grupo terroristas contra o hospital de campanha da Rússia em Aleppo", diz-se no comunicado.
O local do hospital móvel do Ministério da Defesa da Rússia em Aleppo, atacado em 5 de dezembro de 2016
Hospital móvel russo em Aleppo, Síria © Sputnik/ Mikhail Alaeddin

Na segunda-feira (5), o porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov, disse que militantes da chamada "oposição" síria atacaram o hospital móvel russo em Aleppo, o que levou à morte de duas médicas militares russas e ferimentos em um outro médico. Além deles, foram feridos residentes locais que ali se encontravam para obter assistência médica.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho declarou que tais ataques são provas de que as partes beligerantes não são capazes de cumprir a responsabilidade de proteger os médicos.

Ministério da Defesa sobre bombardeio de hospital russo : 'Foi assassinato a sangue frio'

O bombardeio do hospital de campanha russo em Aleppo, na Síria, não foi uma violação do direito humanitário internacional pelas partes em conflito, mas sim um assassinato a sangue frio planejado, afirmou o representante oficial do Ministério da Defesa, Igor Konashenkov. 


Sputnik

Mais cedo, foi comunicado que os militantes da chamada oposição síria tinham bombardeado o hospital militar móvel instalado em Aleppo, deixando duas médicas militares russas mortas e um ferido. Além disso, foram feridos vários habitantes locais que tinham chegado para uma consulta.


Hospital móvel do Ministério da Defesa russo em Aleppo foi bombardeado
Hospital móvel russo bombardeado em Aleppo, Síria © Sputnik/ Mikhail Alaeddin


Passado algum tempo, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha afirmou que os bombardeios dos hospitais em Aleppo são prova de que as partes em conflito não têm capacidade de cumprir seus compromissos de proteger os funcionários dos hospitais.

Igor Konashenkov fez lembrar que o presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha visitou o Ministério da Defesa russo há uma semana e a organização sabe bem qual é o apoio prestado por Moscou aos civis de Aleppo. 


"Por isso, não se trata de uma violação do direito humanitário internacional pelas partes 'em conflito', como se diz no comunicado do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, mas sim de um assassinato a sangue frio planejado por militantes", afirmou Konashenkov. 

Ele frisou que a morte de qualquer pessoal médico que presta assistência às crianças tem mais de uma dimensão. Segundo disse Konashenkov, "não é apenas uma "violação do direito internacional" ou um ato delinquente, é sempre um "momento de verdade". Com tais crimes, começas a compreender com quem é que estás lidando", frisou o representante do Ministério.

"Por feliz acaso, no momento do bombardeio não havia na sala de registro dezenas de crianças sírias e suas mães das zonas orientais de Aleppo libertadas de terroristas. Devido aos atrasos na circulação de ônibus, elas não tinham ainda chegado. Evitou-se a morte maciça na sala de registro do hospital russo", destacou o general.

Segundo disse Konashenkov, a Rússia contava com uma atitude de respeito para com o trabalho dos médicos em Aleppo por parte do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e que este condenasse as ações dos radicais. 


"Em vez disso, recebemos comentários cínicos que não são dignos de alto status do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e que provam não a imparcialidade de abordagem, mas a ignorância em relação ao assassínio dos médicos russos em Aleppo", resumiu o representante do Ministério da Defesa.


Kremlin: Terroristas realizaram um ataque de alta precisão contra hospital em Aleppo

Na terça-feira (6), o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que os terroristas, que realizaram o ataque contra o hospital móvel russo em Aleppo, possuíam coordenadas. 


Sputnik

"Sem dúvida, foi realizado um ataque, tendo sido ele de alta precisão. Isso significa que os militantes que realizaram este ataque possuíam as coordenadas correspondentes", disse Peskov.


Esta foto de 5 de dezembro de 2016 mostra o que sobrou do hospital móvel russo em Aleppo após ataque de rebeldes, Síria
Hospital móvel russo em Aleppo © Sputnik/ Mikhail Alaeddin


"Lamentamos muito que a comunidade internacional, inclusive os nossos parceiros nos EUA, lide com a tragédia do ataque contra o nosso hospital em Aleppo de forma muito modesta. Lamentamos, pois, agora, a parte russa, com efeito, é a única tentando prestar ajuda humanitária aos residentes que saem de Aleppo oriental fugindo do cativeiro dos militantes. Saudaríamos uma posição mais ativa dos nossos parceiros ocidentais neste contexto", disse Peskov.

Na segunda-feira (5), o porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov, disse que militantes da chamada "oposição" síria atacaram o hospital móvel russo em Aleppo, o que levou à morte de duas médicas militares russas e ferimentos em um outro médico. Além deles, foram feridos residentes locais que ali se encontravam para obter assistência médica. 


O Comitê Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho declarou que tais ataques são provas de que as partes beligerantes não são capazes de cumprir a responsabilidade de proteger os médicos.

06 dezembro 2016

Ucrânia conduz testes de mísseis perto da fronteira com Crimeia

Planos ucranianos de realizar exercícios no mar Negro nos dias 1º e 2 de dezembro foram recebidos com reprovação e ameaças em Moscou. Especialista sugere motivos que estariam por trás desse ato visto como provocação pelo Kremlin.


Oleg Egorov | Gazeta Russa

A Ucrânia iniciou na quinta-feira (1º) testes de mísseis superfície-ar de longo alcance S-300 sobre o mar Negro, junto às fronteiras da disputada península da Crimeia, gerando uma resposta incisiva do Ministério da Defesa russo. As manobras prosseguiram ao longo desta sexta (2). 


Testes seriam forma de retomar apoio do Ocidente, diz especialista Foto: mil.gov.ua
Testes seriam forma de retomar apoio do Ocidente, diz especialista Foto: mil.gov.ua

Segundo o Kremlin, que alegou que os testes poderiam violar o espaço aéreo do país, Moscou derrubaria os mísseis caso alguma instalação russa estivesse sob ameaça.

No entanto, o governo ucraniano alterou a zona de exclusão aérea sobre o local de teste para longe do espaço aéreo da Crimeia e suas águas, e as autoridades locais afirmaram mais tarde que não havia ameaças aos aviões civis da Rússia.

Um dia antes do início dos exercícios, Moscou já havia posicionado vários navios da frota russa do Mar Negro equipados com sistemas de defesa.

Depois que a Ucrânia mudou o local do teste, o risco de um choque militar entre os dois países desapareceu. Porém, os especialistas russos garantem que as autoridades ucranianas estão tentando aumentar as tensões com a Rússia, tentando retomar a atenção do Ocidente para a questão da Crimeia e mobilizar apoio popular em casa.

Trump e o receio de Kiev

Uma nova escalada do conflito em torno da Crimeia beneficia a Ucrânia porque traz a questão de volta à consciência da comunidade internacional, sugere o analista político russo Serguêi Mikheiev. Para o especialista, a disputa entre Rússia e Ucrânia teria ficado em segundo plano diante da crise síria, e Kiev estaria buscando atenção.

“A perspectiva de algum progresso nas relações entre a Rússia e o Ocidente deixou Kiev sob tensão”, disse Mikheiev à Gazeta Russa. A inesperada vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos colocou em risco a aliança entre o Ocidente e a Ucrânia, e Kiev está agora tentando dar impulso ao seu conflito com a Rússia para enfatizar seu papel de “muralha” contra a agressão russa, acredita.

“O apoio político e financeiro do Ocidente é um dos principais fatores que garantem a continuidade das autoridades atuais em Kiev. A perda de interesse do Ocidente pela crise ucraniana pode ter implicações devastadoras para o governo”. diz Mikheiev.

Tentativa de reassumir território

O comando das Forças Armadas da Ucrânia alegou que as ações estão de acordo com o direito internacional, pois os testes de mísseis seriam conduzidos “apenas no espaço aéreo nacional”, o que indica que Kiev ainda considera a Crimeia como seu território.

“A Ucrânia está mostrando que não reconhece as fronteiras da Crimeia e que pode lançar mísseis em qualquer parte da região”, escreveu o especialista militar ucraniano Iúri Butusov em sua página no Facebook.

Ainda segundo Butusov, os testes de mísseis no local devem se tornar frequentes para mostrar aos “invasores que seus direitos não são reconhecidos por ninguém”.

As ações e a declaração do especialista ucraniano não passam, segundo Mikheiev, de demonstração de força “e, em certa medida, uma provocação” para suscitar uma resposta dura de Moscou. “As autoridades em Kiev estão pensando da seguinte forma: ‘Talvez, Moscou reaja com força, e então poderemos chamá-la de Estado opressor”, diz o russo.

Desviando de problemas internos

Uma parte significativa da sociedade ucraniana não está satisfeita com a situação no país. Segundo uma pesquisa realizada em novembro por um instituto ucraniano, 46% dos moradores do país acham que o presidente Petrô Porochenko deveria renunciar.

O próprio líder ucraniano admitiu recentemente que Kiev não conseguiu “aproximar o nível de vida dos índices europeus” nos últimos três anos.

Para Vadim Karasiov, analista político e chefe do Instituto de Estratégias Globais, com sede em Kiev, ao aumentar as tensões com a Rússia, a Ucrânia tenta desviar a atenção da sociedade dos problemas internos que o país enfrenta.

“Os últimos movimentos de Kiev ajudam a unir a sociedade contra uma ameaça externa e a sufocar os protestos”, disse Karasiov em entrevista ao jornal russo “Kommersant”.

Opinião semelhante foi apresentada pela porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zákharova, ao comentar os lançamentos de mísseis. “Kiev precisa de uma nova rodada da escalada para tirar a cabeça das pessoas da crescente crise política, econômica e social no país”, disse Zákharova.



Militares russos se tornam invisíveis com nova pomada inovadora

As tropas especiais russas receberam os primeiros lotes de uma pomada de camuflagem que os torna praticamente invisíveis para os aparelhos de pontaria a infravermelhos e câmaras, comunica o jornal russo Izvestia.


Sputnik


A pomada sem par Tuman-R ("nevoeiro", em russo) não só absorve a radiação infravermelha, mas também tem características medicinais, isto é, acelera o processo de cicatrização, comunicam os jornalistas. Segundo dizem os especialistas, em comparação com os remédios análogos ocidentais, a substância de produção nacional não contém toxinas e não irrita a pele. 


Os agentes secretos das tropas russa durante os exercícios realizados na região do Cáucaso
Treinamento de tropas russas © Sputnik/ Said Tsarnaev

"Os produtores afirmam que, ao ser passada na pele, a pomada Tuman-R pode absorver até 95% da radiação infravermelha produzida pelo corpo humano, preservando suas características ao longo de duas semanas após ser aplicada", diz o Izvestia. 


Com isso, a substância única se retira com facilidade — basta usar um pano molhado. O representante oficial da empresa produtora Stroitelnye Materialy, Yuri Klenov, afirmou que, durante uma série de testes, se verificou que a pomada não provoca reações alérgicas e até serve de repelente de insetos. 

A Tuman-R consiste de um conjunto de três tubozinhos com uma pasta negra, marrom e verde. Para se "tornar invisível" basta aplicar o remédio em todas as áreas abertas do corpo.

Pontes flutuantes soviéticas salvam operação em Mossul

Pontes de barcas militares feitas na União Soviética desempenharam um papel crucial e ajudaram na ofensiva contra o Daesh realizada pela coalização liderada pelos EUA em Mossul, Iraque, segundo relata o jornal russo Izvestia. 


Sputnik

O jornal russo Izvestia informou que as pontes de barcas militares, fabricadas na União Soviética, e que foram compradas pelo Iraque sob governo de Saddam Hussein nos anos de 1980, se tornaram a salvação da operação militar contra o Daesh em Mossul, depois de as aeronaves da coalizão terem destruído as pontes que atravessavam o rio Tigre.


Ponte flutuante. Iraque.
Ponte flutuante soviética sobre o rio Tigre, no Iraque © AP Photo/ AHMAD AL-RUBAYE / AFP

As forças iraquianas, apoiadas pela coalizão liderada pelos EUA, lançaram uma ofensiva para recuperar Mossul do Daesh [organização terrorista proibida na Rússia e muitos outros países] em 17 de outubro.

Mossul, a segunda maior cidade no Iraque, bem como diversas cidades e povoados do Norte e do Oeste do Iraque foram conquistados em 2014 durante a ofensiva do Daesh. 


No final da semana passada, um grupo de engenheiros conseguiu montar várias pontes de barcas sobre o rio Tigre para que fosse possível transportar o equipamento pesado do exército do Iraque, bem como o das unidades da 1 ª Divisão de Infantaria dos EUA que recentemente foram deslocadas para o Iraque para apoiar a operação em Mossul, diz o Izvestia.

Atravessar essas pontes significa que as tropas do Iraque serão capazes de avançar sobre as áreas ocidentais de Mossul, entretanto, os generais americanos que na verdade são quem está ao leme da operação militar em Mossul, estarão ocupados com as suas táticas prediletas do martelo e da bigorna. Viktor Murakhovsky, o editor-chefe do jornal russo Arsenal Otechestva (Arsenal da Pátria), afirmou ao Izvestia que a ponte de barcas soviética continua sendo popular por todo o mundo.

Tudo o que é necessário para instalar estas pontes são caminhões potentes e alguns rebocadores, disse ele. 


"Essas pontes são totalmente seguras, podem ser instaladas por equipes de engenheiros com total autonomia. Enquanto as pontes de barcas americanas exigem gruas, as nossas pontes podem ser construídas com ajuda de uma alavanca e um conjunto de ferramentas simples", frisou.

Ao mesmo tempo, o tenente-general Abdel Ghani Asadi, do serviço de contraterrorismo do Iraque, disse que o Serviço libertou mais de 600.000 residentes em 25 bairros de Mossul dos terroristas do Daesh.

Ele adicionou que as tropas de operações especiais do Iraque mataram cerca 1.000 jihadistas desde o início da operação em Mossul. 


Não há um prazo temporal certo para libertar Mossul do Daesh, mais isso não demorará muito, acrescentou.


Rússia e China bloqueiam resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre Aleppo

Rússia e China bloquearam nesta segunda-feira (5) uma resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre a situação humanitária na cidade síria de Aleppo proposta pelo Egito, Espanha e Nova Zelândia.


Sputnik


O documento foi apoiado por 11 membros do Conselho de Segurança, enquanto Rússia, China e Venezuela, votaram contra. Como Rússia e China são membros-permanentes do Conselho, possuem direito a veto, garantindo a rejeição ao projeto de resolução.


Integrantes do Conselho de Segurança da ONU
Conselho de Segurança da ONU © REUTERS/ Eduardo Munoz

"O resultado da votação foi o seguinte: 11 votos a favor, 3 contra e uma abstenção. O projeto de resolução não foi adotado por não ter o número de votos requerido", declarou o presidente do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O projeto de resolução pedia uma trégua de sete dias na cidade síria de Aleppo. O argumento da Rússia para o veto é de que o cessar-fogo permitiria aos rebeldes se reagrupar.

Moscou afirmou que é necessário mais tempo para consultas entre Washington e Moscou sobre a resolução da crise em Aleppo.



'Ministro do Petróleo' do Daesh declarado morto por forças iraquianas

Na segunda-feira (5), as forças especiais iraquianas mataram o “ministro do Petróleo”, do grupo terrorista Daesh na província de Nínive. Isto aconteceu durante a operação de reconquista da cidade ocupada de Mossul, comunicou a assessoria de imprensa do Serviço Antiterrorista do Iraque.


Sputnik


De acordo com a assessoria de imprensa, o nome do "ministro" morto da organização jihadista era Asghad Abu Azzam. 


Forças iraquianas passam no deserto no âmbito de operação de libertação de Mossul, Iraque, 20 de outubro de 2016
Tropas iraquianas © AFP 2016/ AHMAD AL-RUBAYE

Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, bem como uma série de outras cidades ocidentais e povoações iraquianas, foi ocupada em 2014 em resultado da vasta ofensiva do grupo terrorista Daesh, que tinha obtido recursos do comércio ilegal do petróleo produzido nos territórios invadidos.

As forças iraquianas apoiadas pela coalizão contra o Daesh, com os EUA à cabeça, lançaram em 17 de outubro uma operação para reconquistar Mossul de outros grupos extremistas que são fora da lei na Rússia, EUA e em muitos outros países.



Daesh ameaça atacar todas as embaixadas da Turquia

O novo porta-voz do Daesh (autodenominado Estado Islâmico) ameaçou nesta segunda-feira (5) lançar ataques contra embaixadas turcas em todo o mundo.


Sputnik


Abi al-Hassan al-Muhajer disse, em gravação de áudio publicada online, que os militantes do grupo terrorista iriam alvejar "o governo secular e apóstata da Turquia em todos os locais de segurança, militares, econômicos e de mídia, [e] até mesmo todas as embaixadas e consulados que o representam em todos os países do mundo", segundo citação da Reuters. 


Bandeira turca sobre a embaixada da Turquia em Moscou, Rússia, abril de 2016
Bandeira turca © Sputnik/ Vladimir Astapkovich

Muhajer também exortou os jihadistas na cidade iraquiana de Tal Afar, perto de Mossul, a não fugirem enquanto o grupo luta contra ofensivas de diferentes frentes.

A autenticidade da gravação ainda não foi verificada.





Regime sírio recupera cinco novos bairros rebeldes de Aleppo

Desde o início da ofensiva do exército e das milícias aliadas, em 15 de novembro, o regime expulsou rebeldes de muitos bairros de Aleppo Oriental através de bombardeios.


France Presse


Cinco novos bairros rebeldes da cidade síria de Aleppo, em especial o distrito chave de Chaar, foram recuperados nesta terça-feira (6) pelas tropas do regime, que controlam agora mais de 70% deste reduto insurgente, informa o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH). 


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Fumaça é vista no horizonte de Aleppo na manhã desta terça-feira (6) (Foto: REUTERS/Omar Sanadiki)


Chaar, Dahret Awwad, Jouret Awwad, Karml al-Jabal e Karm al-Beik, que estão na parte central de Aleppo Oriental, "foram tomados pelo regime, que está cercando cada vez mais os rebeldes", indicou à agência France Presse Rami Abdel Rahmane, diretor do OSDH.

A agência oficial síria Sana também informou sobre a tomada de Chaar, o maior dos bairros, assim como outros setores.

Desde o início da ofensiva do exército e das milícias aliadas, no dia 15 de novembro, para reconquistar Aleppo Oriental, setor que não controla desde 2012, o regime expulsou os rebeldes de muitos bairros através de bombardeios.

Os insurgentes, superados pela potência aérea do regime, estão agora no setor meridional de Aleppo Oriental, com milhares de famílias encurraladas ali.

Mais de 50.000 civis fugiram de Aleppo Oriental em direção a zonas governamentais desde o início desta ofensiva, que já deixou centenas de mortos.



05 dezembro 2016

Exército sírio conquista mais um bairro rebelde em Aleppo

Tropas sírias, apoiadas por combatentes estrangeiros, conquistaram o bairro de Qadi Askar, que era controlado pelos rebeldes desde 2012.


France Presse


O exército sírio assumiu nesta segunda-feira (5) o controle de um novo bairro rebelde de Aleppo e domina agora dois terços da zona leste da segunda maior cidade da Síria, anunciou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). 


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Tropas sírias em Aleppo © AFP 2016/ GEORGE OURFALIAN

As tropas sírias, apoiadas por combatentes estrangeiros, em particular libaneses e iraquianos, conquistaram o bairro de Qadi Askar, que era controlado pelos rebeldes desde 2012, indicou o OSDH.

Nos últimos dias, as forças do regime já haviam conquistado os bairros de Karam al-Myessar, Karam al-Tahhan e Karam al-Qatarji.

Agora, o exército cerca completamente o bairro de Shaar, segundo a ONG. Muitos civis fugiram com o avanço dos soldados.

A tomada de Shaar permitiria ao governo retomar o controle de 70% da área de Aleppo que estava sob poder dos rebeldes.

A metrópole do norte da Síria, que já foi a capital econômica do país, estava dividida desde 2012 entre os bairros da zona oeste, controlados pelo governo, e os bairros da zona leste, nas mãos dos rebeldes.

O exército do presidente sírio Bashar al-Assad iniciou uma grande ofensiva em 15 de novembro para reconquistar a totalidade da cidade.

Durante a noite, os moradores do leste de Aleppo apagaram as luzes de suas casas para tentar evitar que se transformassem em alvos dos bombardeios.

Ao menos 319 civis morreram, incluindo 44 crianças, desde o início da ofensiva síria contra os bairros rebeldes, afirmou o OSDH.

Na zona sob controle do governo, a artilharia rebelde matou 69 civis, incluindo 28 crianças.

Cercados há quatro meses, os moradores dos bairros rebeldes sofrem com a falta de mantimentos e remédio.

Os bombardeios do governo e da aviação russa destruíram quase toda a infraestrutura médica.

Nesta segunda-feira, o Conselho de Segurança da ONU deve pronunciar-se sobre um projeto de resolução de cessar-fogo de sete dias na Síria para facilitar o acesso à ajuda humanitária aos bairros da zona leste.

Mas não há certeza de que a Rússia, aliada da Síria e que dispõe do direito de veto, permitirá a aprovação da resolução.

O projeto de resolução foi redigido por Egito, Nova Zelândia e Espanha, que preside o Conselho de Segurança no mês de dezembro, após longas negociações com a Rússia, que se mostra muito reticente.

Desde o início em março de 2011, a guerra civil síria provocou a morte de mais de 300 mil pessoas.


 

Fragata ‘Niterói’ comemora seu 40º aniversário

Alexandre Galante | Poder Naval

Em 21 de novembro, a bordo da Fragata ”Niterói”, foi realizada a cerimônia alusiva ao 40º aniversário do navio, presidida pelo Comandante em Chefe da Esquadra, Vice-Almirante Celso Luiz Nazareth, e contou com a presença de oito ex-Comandantes, incluindo o Almirante de Esquadra João Baptista Paoliello, primeiro Comandante do navio. 


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Foto Poder Naval – Alexandre Galante

Líder do projeto Mk.10 da Vosper Thornycroft Ltd (baseado na Type 21 da Royal Navy) de seis navios construídos especialmente desenhados e construídos para atender especificações técnicas do Brasil, a incorporação da fragata Niterói em 1976 foi seguida pela Fragata “Defensora” em 1977, as Fragatas “Constituição” e “Liberal” em 1978, a Fragata “Independência” em 1979 e a Fragata “União” em 1980. O Navio-Escola Brasil também teve seu casco baseado na classe Niterói.

A classe Niterói quando entrou em operação representava o estado-da-arte em matéria de navios de guerra, com seu sistemas de armas computadorizado e dotado de mísseis antissubmarino, antiaéreos e antinavio. Os navios proporcionaram um salto tecnológico de 30 anos em relação ao material empregado pela MB na época.

O editor do Poder Naval, Alexandre Galante, foi tripulante da fragata Niterói, do início de 1987 a meados de 1988. Trabalhou na vigilância e na equipe de manobra e crash responsável pelo lançamento e recuperação do helicóptero embarcado Westland Lynx.


Segundo Jane’s, FAB quer jatos de treinamento e mais caças Gripen

Alexandre Galante | Poder Aéreo

O site Jane’s noticiou que a Força Aérea Brasileira (FAB) busca adquirir aviões de caça adicionais, assim como treinadores avançados, segundo o tenente-brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, comandante da FAB. 


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JAS 39 Gripen

A FAB buscaria uma potencial compra futura de cerca de 50 aviões além dos 36 do atual programa F-X2, para substituir os caças F-5EM/FM Tiger II e os AMX A-1A/B que devem ser retirados de serviço ao longo dos próximos 10 anos. Essa oportunidade acabará por envolver uma competição internacional aberta aos licitantes interessados, disse o Brigadeiro Rossato.

As entregas do Gripen estão previstas para 2019-24 e a Saab está investindo no Brasil para garantir o envolvimento da indústria local.

A surpresa é que a FAB também estaria considerando uma aeronave de treinamento avançado, de acordo com o tenente Brig Rossato. Nenhuma decisão foi tomada, mas estão em curso estudos para a aquisição. Os aviões desenvolvidos para o programa de treinamento da Força Aérea dos EUA pela Boeing/Saab e Northrop Grumman poderiam competir, bem como os aviões Lockheed Martin / KAI T-50 Golden Eagle, M-346 da Leonardo, Textron AirLand Scorpion, BAE Systems Hawk AJT, Irkut Corporation Yak-130, AERO Vodochody Aerospace L-159, e outros. Além de treinamento, uma aeronave desse tipo também poderia funcionar em um papel de apoio aéreo aproximado (CAS).



04 dezembro 2016

Berlim confessa : EUA usam base em Ramstein para atividades 'extralegais' com drones

O governo alemão admitiu atividades "extralegais" realizadas por militares norte-americanos na base de Ramstein.


Sputnik


Após ser repetidamente interpelado pelo partido de oposição Die Linke, o governo da Alemanha admitiu que a Força Aérea norte-americana usa a base de Ramstein para controlar ataques de drones no âmbito de operações antiterroristas e também para realizar assassínios ilegais. 


Logotipo na entrada da base militar aérea dos EUA na Alemanha Ramstein (Foto de arquivo)
Base militar Ramstein, Alemanha © AFP 2016/ JEAN-CHRISTOPHE VERHAEGEN

A respectiva informação foi divulgada pelo parlamentar alemão Andrej Hunko em uma conversa com a Sputnik Alemanha. 


O deputado, do partido Die Linke, disse que o governo alemão admitiu finalmente a ocorrência destas atividades: 

"É muito estranho. Nós estávamos perguntando sobre o papel da base de Ramstein na guerra de drones dos EUA por dois anos. Após declarações de pilotos de drones, o público sabia por muito tempo que Ramstein é o maior centro de controle desta 'guerra de drones'. Agora, após muitos desmentidos, finalmente há a confissão de que Ramstein desempenha esta função", disse Hunko. 

Localizada em Rhineland-Palatinate, a base militar alemã é o quartel-general da Força Aérea dos EUA na Europa e também é usada como base da OTAN.

Em agosto, o lado norte-americano informou o governo federal da Alemanha sobre a utilização da base de Ramstein como centro de controle de drones, mas Berlim aguardou até o início de dezembro para divulgar a informação. 


"Eles [as autoridades alemãs] não diriam nada se nós, a oposição, não perguntássemos de novo. A exigência de informação feita ao exército norte-americano pelo governo federal só aconteceu por causa da nossa pressão, dos deputados. De fato, os EUA só oficialmente admitiram o papel que Ramstein desempenhava na guerra de drones em agosto."

A pedido do Die Linke, o governo da Alemanha disse que em Ramstein estão sendo realizadas operações de "planejamento, monitoramento e avaliação".

Como resultado, o partido de oposição está realizando uma campanha para fechar a base militar, tendo em conta que as operações de drones norte-americanos violam a legislação alemã e internacional. E agora o governo é obrigado a realizar uma investigação das atividades na base militar, destacou Hunko. 


"Estas operações de drones estão sendo realizadas no quadro da assim chamada guerra contra terrorismo, em que terroristas suspeitos são atingidos por drones. Os terroristas são alvejados com base em listas criadas pelos EUA e divulgadas pelo presidente americano todas as terças-feiras. Há também as assim chamadas execuções extralegais em países contra os quais os EUA não realizam campanhas militares, como o Iêmen ou o Paquistão," destacou. 

Em julho a administração de Barack Obama divulgou que entre 64 e 116 civis foram assassinados em 473 ataques de drones na Líbia, Paquistão, Somália e Iêmen desde o início da presidência dele em 2009. 

A administração foi criticada por variadas organizações não-governamentais, que apontam números completamente diferentes. Estas indicam o assassinato de 1.000 civis em ataques de drones norte-americanos durante o mesmo período de tempo. 

Segundo a investigação do Bureau of Investigative Journalism, baseado em Londres, só no Paquistão os EUA realizaram 424 ataques de drones desde 2004 que mataram entre 424 a 966 civis, inclusive 207 crianças. 

No Afeganistão foram registrados desde 2015 pelo menos 845 ataques de drones dos EUA que mataram entre 124 e 181 civis.

Um dos princípios da legislação internacional que deve ser respeitado pelas forças militares é a lei da proporção, que exige que o dano colateral, quer dizer o número de vidas civis e danos aos bens de civis, não deve desproporcionado em relação à necessidade de ações militares.

O Die Linke declara que os ataques de drones em questão violam este princípio e chama a adotar uma convenção internacional em relação ao problema. 


"Eles matam estes ou aqueles terroristas, mas também matam muitas pessoas inocentes. Para muitas pessoas nestas regiões há o medo constante de que um drone possa lhes atingir em qualquer instante," explicou Andrej Hunko.

Força Aérea dos EUA alarmada com mísseis hipersônicos russos

Os EUA estão ficando cada vez mais para trás na corrida tecnológica a mísseis hipersônicos em comparação com a Rússia e a China, diz Washington Free Beacon, citando uma pesquisa efetuada pela Força Aérea norte-americana. 

Sputnik

"A China e a Rússia já estão conduzindo testes de armas manobráveis de alta velocidade que representam uma ameaça para as forças norte-americanas de posição avançada e até para a parte continental dos EUA", frisa o documento.
Míssil hipersônico Moskit lançado de um navio durante os exercícios realizados no mar do Japão
Lançamento do míssil hipersônico Moskit © Sputnik/ Ildus Gilyazutdinov
É a primeira vez que os militares norte-americanos manifestaram em um documento oficial sua preocupação com a disposição de forças na corrida armamentista global.

A competição se desenrolou à volta dos mísseis hipersônicos capazes de efetuar ataques tanto nucleares como convencionais, sublinha o portal Washington Free Bacon. Estes dispositivos podem voar a uma velocidade 5 vezes maior que a do som e manobrar sem serem detectados pelos sistemas antimísseis existentes hoje e que foram desenvolvidos para combater mísseis balísticos.

O presidente do painel de autores do relatório, Mark Lewis, destaca que os novos armamentos de Moscou e Pequim são capazes de alterar o modo como os militares norte-americanos entendem a estratégia de "alerta global" e os conceitos de poderio militar e sua abrangência. 
"A ofensiva e a defesa são dois lados da mesma medalha. Tal como nos anos da Guerra Fria, a única ferramenta segura de contenção de armamentos hipersônicos é o perigo de um contra-ataque simétrico", declara Lewis, citado pelo portal. 
Segundo diz o diretor-geral da corporação russa Takticheskoe Raketnoe Vooruzhenie (Corporação de Mísseis Táticos), Boris Obnosov, a Rússia pode obter armamentos hipersônicos no início da próxima década. 
Segundo destaca o novo conceito da política externa da Rússia, assinado nesta semana pelo presidente russo, Vladimir Putin, Moscou defende a cooperação construtiva com os EUA na esfera de controlo de armamentos, mas as negociações sobre uma redução ulterior das forças estratégicas de ataque são possíveis apenas no caso de serem levados em conta todos os fatores que influem na estabilidade. Neste sentido, o conceito considera a criação do sistema antimísseis norte-americano como uma ameaça para a Rússia.